 |
| Teotónio Cavaco |
Ontem, no decorrer da Assembleia Municipal, o presidente da Câmara da Figueira da Foz deu o seu ponto sobre a viagem à sede da Microsoft, realizada no início do actual mandato, em Seattle, paga pela empresa.
Em resposta, ao deputado do PSD, Teotónio Cavaco, cconforme se pode ler na edição de hoje do jornal
AS BEIRAS, disse.
“Por este andar, está muito difícil exercer cargos públicos. Nunca saberemos se, no desempenho das nossas funções, estamos a actuar em conformidade com aquilo que, à posteriori, é ou não eticamente aceitável”.
João Ataíde realçou que viajou com outros presidentes de câmara portugueses. Porém, ressalvou, o convite da multinacional norte-americana
“salvaguardou qualquer compromisso ético”. Por outro lado, continuando a citar
AS BEIRAS acrescentou:
“colhi ali os melhores ensinamentos sobre aquilo que considero melhor para a informática dos serviços públicos”. O presidente de câmara frisou ainda que o código ético que os detentores de cargos públicos devem seguir não contempla aquele tipo de situações. Dito isto, sustentou:
“No domínio da política, só existe a ética e a licitude”. Não estando em causa a legalidade, acrescentou que a viagem aos Estados Unidos “foi extremamente profícua e eticamente irrepreensível”.
Entretanto, em 2014, a autarquia figueirense adquiriu serviços do gigante mundial de informática no valor de mais de 300 mil euros.
“A câmara estava ilegal e obsoleta [em termos informáticos]”, justificou João Ataíde, que garantiu que a aquisição de soluções informáticos e a renovação de licenças cumpriram escrupulosamente a lei.
O concurso público, esclareceu ainda João Ataíde, foi aprovado pela câmara e pela assembleia municipais, tendo igualmente obtido luz verde de outros organismos com voto na matéria.
“Não me sinto minimamente posto em causa por este tipo de participação. A viagem decorreu de acordo com as regras eticamente aceitáveis”, disse a concluir os seus esclarecimento sobre este assunto o presidente da Câmara da Figueira da Foz e juiz jubilidado doutor João Ataíde das Neves.