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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A Política na Figueira. E os políticos

Os vereadores Carlos Tenreiro e Miguel Babo ficaram a saber ontem, na segunda reunião de câmara do ano (a primeira aberta ao público e jornalistas), através do presidente da autarquia, João Ataíde (PS), que a Concelhia da Figueira da Foz do PSD lhes havia retirado a confiança política.

Este “assunto interno do partido”, como frisou Ricardo Silva, presidente da Concelhia “laranja” e vereador, passou a ser do conhecimento público. Foi via dr. João Ataíde, presidente da câmara, ao referir-se à carta que a liderança local do partido da oposição lhe enviara, dando-lhe conta de que havia sido retirada a confiança política a Tenreiro e Babo.

Este não quer ser um blogue apenas de política. Contudo,  os acontecimentos políticos figueirenses, pois isso tem a ver com a nossa qualidade de vida, também desfilam diante do olhar de quem passeia por esta outra margem.
E se são de importância e raros, é impossível ignorá-los. 

Cada vez gosto menos de futebol e o gosto pela política já teve melhores dias. Vi em directo na internet, li os jornais no dia seguinte, falei com várias pessoas… 
Tudo somado, espero por uma clarificação da Comissão Política do PSD/FIGUEIRA.
Não posso aceitar que uma decisão tão importante - a retirada da confiança política a dois vereadores – tivesse sido tomada de ânimo leve pela estrutura política que lidera o PSD na Figueira.

Não concebo que uma decisão desta gravidade tenha sido tomada por sentimentos pessoais ou estados de espírito. Deve ter havido um processo interno, cujos contornos estão por divulgar. Ricardo Silva disse em plena reunião que o “assunto era do foro interno do PSD”

Se nós só temos uma palavra para falar de Política, os ingleses têm três: a Polity (a grande política, ideal e teórica, de princípios, da Constituição), a Policy (a programática, apontada a uma conjuntura, dos governos, dos ministérios, dos empossados para administrar determinado cenário) e a Politics (a vida política, o quotidiano, os posicionamentos de um partido em função do outro, de um político perante o rival, os seus pares e por aí afora).
Na Figueira, pouco mais há que a Politics e há alguma Policy. Será que temos um  homem da Polity na Figueira?

Ricardo Silva, Presidente da concelhia local do PSD, pelo percurso que tem feito, não parece ser igual aos outros políticos locais.
Contraria o mau hábito figueirinhas de ter presidentes e políticos de corpo presente, figuras de adorno, políticos  em fim de carreira à espera da reforma dourada.
Se Ricardo Silva procura um lugar na História figueirense, não sei. Verifico, isso sim, é que este era o caminho mais difícil. Estava à vista a contestação a esta decisão  corajosa. Ele sabia, de certeza, que optar ser mais do mesmo, o tornaria mais popular, mais apreciado e muito mais aplaudido.

Será que o Presidente da concelhia dá mais peso ao trabalho em equipa e à honestidade do que ao poder?
Ricardo Silva acredita, honestamente, que decidiu da melhor forma.
Tudo somado, como figueirense, espero por uma clarificação da Comissão Política do PSD/FIGUEIRA.

E, de preferência, que não demore muito...

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