"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

domingo, 20 de abril de 2008

A tentativa de mistificação da memória de um sonho


Comentário de um anónimo:
“Caros blogueiros caso não sabem o campo de jogos do cabedelo sempre pertenceu a câmara”.
Nada de, historicamente, mais incorrecto, por falta de rigor no compromisso com a verdade.
Estou a ficar com a sensação de que neste assunto da memória, apenas posso confiar, verdadeiramente, naquela que tenho...
E, a que tenho, lembra-se que estão a tentar apagar factos que, na altura em que sucederam, foram marcantes.
E a verdade é esta: recordo melhor o que se passou nos anos 90 do século passado, do que aquilo que aconteceu cerca de um ano atrás.
E, nessa época, na Câmara, era Vereador do Pelouro, o Senhor CARLOS ALBERTO GONÇALVES, “que não sabia, como ninguém verdadeiramente sabia, de quem eram os terrenos, onde desde a sua fundação funcionou a “oficina” do Cova-Gala.”
Agora os interesses podem ser outros, mas ESTA é que a memória verdadeira.
Não tentem abusar da credulidade dos covagalenses ....

8 comentários:

Anónimo disse...

Há cerca de um ano o Agostinho mostrou no seu blog um endereço de outro blog de Coimbra onde mostrava uma imagem duma velha fábrica de bueno, que ficava entre o terreno do Cova-Gala e o antigo campo da Colónia, onde ao longe se via também a fábrica onde está o Cova-Gala. Os alicerces dessa fábrica ainda lá estão! ... onde o dito senhor dizia que esses terrenos reverteram para a Câmara.
Como o Agostinho diz e muito bem, a Câmara não pode ser dona do terreno ode o Campo está! Para mais que já antes tinham sido feitas buscas nas finanças e na conservatória para tentar encontrar um dono, onde nada constava. A ser verdade o registo a do terreno do campo de futebol a favor da Câmara só se foi feito depois dessa altura, e nesse caso de má fé contra o Cova-Gala. Temos actas escritas e outros documentos onde se relatam esses acontecimentos. No entanto o Cova-Gala (associados)estará disponível para o diálogo. A Câmara já nos levou uma vez um campo, mas dessa vez o campo estava a título precário. Agora o nosso campo náo está a título precário. Somos os únicos donos possuidores sem contestação há mais de 30 anos.
- José Vidal -

Anónimo disse...

Ora essa!
Não sabiam porque não procuraram bem, nao quiseram ter o trabalho de procurar.
Pelo facto de o sr. Gonçalves não saber, coisa que lhe competia, não se pode afirmar que mais ninguém sabia.
Uma coisa é certa:
Haverá algum palmo de território que não tenha dono, registo ou esteja vago de definição?
Meu amigo, não há espaços em branco.
Pelo facto de a quem competia saber não ter conhecimento, não acha um abuso passar essa informação (falta dela, lacuna, desconhecimento, até imcompetência) para a frente, no caso, o futuro, dando ideia de uma coisa que não é de ninguém, que qualquer um pode utilizar como quiser?
Nesse caso, também você e eu podemos correr com quem lá está e exigir uma utilidade diferente da que tem, ou então não mexer nisso e exigir entrar e sair sem pagar qualquer taxa, bilhete ou portagem.
As coisas não são assim. Tem de haver registos. Ou os terrenos da Fundação, do Hospital, confrontam com quem?
Não alimente esta questão desta maneira.

Anónimo disse...

Somos um conjunto de emigrantes do Cova-Gala nos Estados Unidos da America e estamos indignados por esta noticia. Estamos incredulos do senhor presidente da freguesia de Sao Pedro nao lutar pelos interesses dos cova-galenses.
Andamos a carregar a cabeca os tijolos para construir o campo e angariamos dinheiro fazendo jantares para ajudar.
Isto e' um patrimonio da Cova-Gala.


Senhor Antonio Agostinho lute sempre, porque tem o nosso apoio.

Emigrantes do Cova Gala.

Anónimo disse...

O Cova-Gala encontra-se naquele terreno, onde para além do campo de jogos, tem igualmente a SEDE, desde 1977.
Houve dirigentes, ao longo dos anos, que tentaram a legalização da situação.
Na altura, foram aconselhados a não mexer muito no problema, pois a situação seria resolvida, a seu tempo!..
Só que, agora, na hora da verdade, quando aqueles terrenos têm apetência especulativa, acontece o normal no litoral português...
Vão aparecer uns espanhóis, quiçá uns portugueses, para aproveitar a confusão...
O povo não é tão cego como pensam... Podem prometer mundos e fundos, mas as pessoas vão verificar, e julgar, quem esa com a Terra e o com o Clube e quem está ao lado de outros interesses.
Já não vamos aguardar muito para ver.
Infelizmente...

Anónimo disse...

Acho que pode estar a haver alguma precepitação, o Carlos Simão na minha opinião tem sempre defendido os interesses da terra, já errou como todos, mas tem sido um bom presidente porque se não o fosse há muito que já não lá estaria porque o povo da Cova Gala não é burro.
Não estão a ver ninguém capaz de acabar com um local onde diariamente dezenas de jovens praticam desporto sem lhe darem alternativas. Estou convencido que o campo novo será uma realidade, mais moderno com melhores condições e mais bem situado.
Os interesses financeiros de alguns não podem passar por cima de tudo.
O GD COVA GALA, atletas, sócios, quem já lá traballhou e continua a trabalhar e todos Covagalenses em geral merecem todo o respeito.

carlos freitas nunes disse...

Por ter sido parte citada na questão, sobre a velha fábrica de bueno, então ali abandonada, refiro apenas que a questão relatada nesse comentário sobre assuntos históricos, nele apenas foram citadas fontes históricas, fontes essas que podem ser coligidas num relatório mandado elaborar pelo então Presidente da Câmara Rui Manuel Nogueira Ramos. A verdade factual do citado documento não atesta no entanto a evolução da realidade que se possa ter verificado nos anos subsequentes. A minha referência incidia sobre determinada época - inícios dos anos Quarenta. E a leitura critica destes documentos pode julgar que o que nela está escrito pode na realidade não condizer com a verdade factual, mas sim com os interesses conjunturais do poder municipal de então. Relembro aqui a titulo de curiosidade o nivel de analfabetismo que então grassava entre a população. Reponho assim a verdade sobre o que li e vi e existe escrito.
Quanto ao assunto que vos move na actualidade pergunto, sem me querer imiscuir no assunto, onde existe documentação mais actual? É fundamental. No entanto o uso ou usucapião são palavras que possuem valor em termos jurídicos. Reforço assim apenas a sensação de que a documentação mais recente sobre o assunto a existir deve ver a luz do dia. A sua existência e publicitação pode trazer alguma transparência ao assunto. Os Arquivos da Junta existem, se existem, e neles nada consta, avançe-se para os camarários, e mesmo nestes as falhas podem existir - quase de certeza que existem - mas que encontrados, coligidos e honestamente observados podem servir para alguma coisa. Tal trabalho exige esforço. Espero que seja isso a que todos se proponham na resolução do assunto. Não basta dizer que não ou que sim é preciso prova, caso contrário a usucapião e uso ao longo de trinta anos não tem validade? Tenhamos em conta a questão da proximidade com a orla marítima e, nos terrenos em causa, as questões ambientais. Se existem outros intereses do foro urbanístico é muito natural que surjam interesses especulativos e aí sim a população local deve ter a palavra final sobre essa utilização. Não deixam "algarvizar" a vossa linda terra.

Anónimo disse...

moral da história: a câmara era dona dos terrenos do campo mas ninguém sabia, agora de repente aparece dinheiro e já todos sabem e estes últimos 30 anos de utilização do campo são pura fantasia.

luiscurado disse...

luiscurado disse:Os terrenos em que está instalado o campo de jogos do Grupo Desportivo da Cova Gala estão na posse do clube há mais de trinta anos, sendo essa posse pública,pacífica,contínua,exercida de boa fé,ininterruptamente,em nome próprio, á vista e com o reconhecimento de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja,nomeadamente o Munícipio da Figueira da Foz, cujos Presidentes de Camara dos últimos trinta anos sempre visitaram o campo, quiçá, aquando da inauguração das instalações da sede do clube O terreno do campo está inscrito no 1º Serviço de Finanças da Figueira da Foz, sendo titular do respectivo artigo urbano o Grupo Desportivo da Cova Gala, que tem pago a contribuição autárquica devida, estando presentemente isento.Estranha-se a intenção da venda de tais terrenos pela Camara Municipal da Figueira da Foz, tal como estranha foi a venda dos terrenos da ALBERTO GASPAR( que haviam sido desafectados do domínio público florestal,sem se acautelarem os interesses do Estado Português, com a cláusula de reversão) à empresa espanhola FADESA, que há cerca de um ano publicita nos voos da Ibéria a comercialização do Residencial Resort Figueira Mar,situado na zona conhecida localmente como "Cova Gala"(páginas 31 da revista), muito antes de qualquer alteração do PDM.Assim,sugiro que o Grupo Desportivo da Cova Gala, de que sou sócio e fui Presidente da Assembeia Geral e vogal da Direcção convoque uma Assembeia Geral Extraordinária a fim de deliberar das medidas a tomar.