"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quarta-feira, 30 de abril de 2008

E ... Jardim ainda está a pensar ...

... “porque é preciso estudar muito bem a situação.”
De qualquer forma, lá vai adiantando que “a candidatura da doutora Manuela Ferreira Leite, a quem muito prezo, é a candidatura do sistema político. É a candidatura dos que querem manter tudo na mesma, dos que querem que o engenheiro Sócrates ganhe as eleições, da comunicação social de esquerda e dos comentadores que são pagos pelo regime para fazer comentários políticos”.

Até porque, a partir de agora a coisa vai chiar fino, pois "obviamente que a Madeira nunca reconhecerá, mesmo em termos legais e estatutários, um líder que não tenha pelo menos 50 por cento dos votos dos seus militantes".

1 comentário:

Anónimo disse...

Demografia: Madeira é a região do país onde a esperança de vida é menor, ao contrário do Centro - INE
02 de Maio de 2008, 15:39

Lisboa, 02 Mai (Lusa) - A Madeira é a região do país onde a esperança de vida à nascença e aos 65 anos é menor, ao contrário da região Centro, onde homens e mulheres vivem mais tempo, revela o Instituto Nacional de Estatística.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou na quarta-feira, pela primeira vez, as tábuas completas de mortalidade para regiões NUTS II (Lisboa, Centro, Norte, Alentejo e Algarve) e os valores para a esperança de vida à nascença e aos 65 anos para ambos os sexos relativos ao triénio 2004-2006.

"Os desenvolvimentos demográficos das últimas décadas, em particular a redução da natalidade, a diminuição acentuada da natalidade nas idades jovens e o aumento da longevidade, determinaram a adopção de uma nova metodologia para a avaliação do fenómeno da mortalidade, especialmente relevante para a realização de cálculos à escala regional", refere o INE.

Os dados indicam que a esperança de vida à nascença em Portugal no período em análise se situa nos 78,17 anos, sendo de 74,84 anos para os homens e de 81,3 para as mulheres.

A esperança de vida aos 65 anos manteve a mesma tendência, fixando-se nos 17,89 anos, sendo a média de 15,97 anos para os homens e 19,37 anos para as mulheres.

De acordo com os dados do INE - que equacionaram opções metodológicas específicas para as áreas geográficas com população reduzida - é na região Centro que tanto os homens (75,52 anos) como as mulheres (81,57 anos) têm maior esperança de vida à nascença e aos 65 anos (16,33 anos e 19,6, respectivamente).

No lado oposto está a Região Autónoma da Madeira, onde a esperança de vida à nascença é de 69,14 anos, no caso dos homens, e 78,16 anos nas mulheres, o mesmo se passando aos 65 anos: 13,64 anos e 17,06, respectivamente.

Em Portugal Continental, a região do Algarve é a que regista a menor esperança de vida à nascença para homens e mulheres (77,31 anos), mas é ultrapassada pelo Alentejo no que respeita à esperança de vida aos 65 anos, com uma média de 17,55 anos.

Na região Norte, a esperança de vida à nascença para ambos os sexos é de 78,41 anos, em Lisboa é de 78,22, no Alentejo é de 77,92 e na Região Autónoma dos Açores é de 74,62 anos.

A revista de Estudos Demográficos do INE, publicada em Março, afirma que a análise de tábuas de mortalidade sucessivas permite identificar o avanço no campo da esperança de vida.

Entre 2000 e 2006 a esperança de vida à nascença aumentou em Portugal 1,8 anos para os homens e 1,4 anos para as mulheres, sendo o ritmo de crescimento da longevidade mais rápido entre os homens (2,4 por cento) do que nas mulheres (1,7 por cento), provocando o atenuar do fenómeno da sobremortalidade masculina, à semelhança do verificado em outros países, refere o INE.

Por outro lado, acrescenta, a taxa de mortalidade desceu em todo país, registando-se 101.990 óbitos em Portugal em 2006, menos 5,1 por cento face ao ano anterior.

A taxa bruta de mortalidade mais elevada em 2006 situa-se na região do Alentejo (13,0 por cento) e a mais baixa na região do Norte (8,3 por cento).

No que respeita à taxa de mortalidade infantil, esta baixou de 6,9 óbitos por mil nados vivos em 1996 para 3,3 óbitos em 2006.

As principais causas de morte registadas em 2005, último ano para o qual existe informação disponível, são as doenças do aparelho circulatório (34 por cento), os tumores/neoplasias (21,1 por cento) e os sintomas, sinais e resultados anormais (11,8 por cento).

Em 2006, o número de nados vivos de mães residentes em Portugal foi de 105.449, menos cerca de 4.000 nascimentos face a 2005.

Segundo o INE, a taxa bruta de natalidade, que permanecia estável nos últimos anos e a rondar os 11 nascimentos com vida por mil habitantes, recuou para 10 por cento em 2006.

As Regiões Autónomas da Madeira (11,9 por cento) e dos Açores (11,6 por cento) foram os que registaram o maior número de nascimentos em 2006.

O Alentejo continua a ser a região com a mais baixa taxa de natalidade do país (8,4 por cento), enquanto o Centro subiu ligeiramente, para 8,7 por cento, assim como a região de Lisboa (11,4 por cento).

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a população residente em Portugal em 2006 era de 10.584.344 habitantes.

Nas projecções de População Residente, o INE estima que em 2046 a população diminua para 9.532.000 indivíduos, número bastante inferior ao actual.

A proporção de população jovem reduzir-se-á 13 por cento e a população idosa aumentará para 31 por cento, agravando-se, assim, o processo de envelhecimento da população portuguesa expresso no índice de envelhecimento de 238 idosos por cada 100 jovens.

HN.

Lusa