"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Completamente de acordo, senhor deputado ...



Explicações aguardam-se ...


Actualização: Leiam na edição de hoje dos jornais Diário de Coimbra e Beiras artigos sobre o acidente na Ponte dos Arcos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Então aguarda sentado.
Quanto ás conclusões do inquerto jáse sabe tudo, tu é que ainda não sabes e é assim:
se usassem coletes não se tinham afogado. Ainda mais se não tivessem saido de casa nem se tinham molhado.

Anónimo disse...

Será que quem fez promessas a seguir ao acidente não tem vergonha na cara?
Leiam este artigo que está hpje no Diário de Coimbra:

"Viúva de um dos pescadores com dificuldades financeiras

A viúva de um dos pescadores que morreu no ano passado, na Ponte dos Arcos, vive um momento duplamente difícil. Com 200 euros por mês, Maria Elisabete Imaginário confessa as dificuldades que enfrenta para conseguir sobreviverA 19 de Março de 2007 a vida de Maria Elisabete Imaginário sofreu uma reviravolta. Foi através de uma amiga que soube do acidente na Ponte dos Arcos, que lhe “roubou” o marido e é com emoção que recorda as últimas palavras que lhe dirigiu: «onde vais, se não há lampreia, porque é que sais com este tempo?», ter-lhe-á perguntado, ao que Clemente Imaginário terá respondido que ia à Gala, «mas não quer dizer que vou ao rio». Mas foi e não voltou com vida.Até aí, o casal, para quem a vida nunca fora fácil, era desafogada. «Foi toda a vida pescador, era reformado da pesca e recebia 350 euros por mês. Como não chegava, ia à lampreia, ao berbigão e, no Verão, trabalhava nas “artes” na Costa de Lavos», conta, na casa repleta de memórias.Maria Elisabete teve também uma vida de trabalho (em limpezas, na compra e venda de peixe), mas nem sequer tem idade para a reforma. Aos 64 anos, afirma que, no Instituto do Emprego lhe disseram «que já estou velha para trabalhar», e como praticamente nunca fez descontos «na fábrica onde andei “roubaram-me” cinco anos», apenas recebe 200 euros por mês, da reforma do marido, mas que «não dão para nada. Tenho receitas (médicas) para aviar, a contribuição da casa e a luz para pagar, já pedi dinheiro emprestado, mal tenho para sobreviver», conta, amargurada.Acidente em fasede investigaçãoDesencantada porque as portas teimam em não se abrir, garante que já foi à Segurança Social, a Coimbra, que a remeteu para a Figueira e que nesta cidade lhe foi dito que não tem direito a nada. Por outro lado, dos três filhos do casal também não conta com grande ajuda, porque «cada um governa a sua vida», e aquele com quem tem melhores relações, não pode fazer nada. Com um advogado a tratar do caso de eventual indemnização pelo acidente, ao qual Maria Elisabete garante não pagar nada, «só se receber indemnização», queixa-se que o processo «não tem andado, por estar “preso” na Capitania» e na Estradas de Portugal «que alterou o projecto da Ponte, prometeu-me ajuda e até agora, nada». «Ninguém se quer dar como culpado, mas o meu marido é que não queria morrer», considera.No entanto, o comandante da Capitania, contactado pelo nosso Jornal, esclareceu que a Capitania nada tem a ver com o processo, que «está no comando local da Polícia Marítima, em investigação, por delegação do Tribunal». Malaquias Domingues sublinha ainda que, assim que estiver concluída a fase de investigação e audição de testemunhas, o processo será «remetido novamente ao juiz para decisão». Por outro lado, o presidente da junta garante que desconhecia que a viúva do pescador estivesse a passar dificuldades. Carlos Simão adiantou que o que lhe foi solicitado foi um trabalho «e o que lhe prometi, era eu fazer-lhe um contrato para o período do Verão. Estou a contar que, a partir de Maio, ela tenha trabalho para a época de Verão. Não pediu outro tipo de ajudava, mas acho que esta é a mais nobre», frisou o autarca." Bela Coutinho