quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Só consigo ser respeitoso quando não entendo nada...
Portanto, "deixa cá ver se percebi?"
As mesmas pessoas que aplaudiram o
“brutal aumento de impostos” para quem ganhava mais de 800 euros,
as mesmas pessoas que aplaudiram o corte das transferências sociais
que afectou os mais pobres entre os pobres no Governo
anterior, essas pessoas agora berram e esperneiam porque alguém
falou em tributar imóveis de valor superior a 500 mil euros.
É isto, não é?
Nada mudou. Houve apenas uma pequena interrupção...
Ainda bem que o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho já não vai apresentar o livro "Eu e os Políticos", de José António Saraiva.
Também a editora da obra, a Gradiva, optou por cancelar a cerimónia de lançamento, por receio de acicatar ainda mais os ânimos.
Ainda bem que a habitual casmurrice de Passos Coelho, desta vez, foi vencida pelas críticas...
Agora, Passos e Saraiva devem estar a viver o momento da raiva...
Mas, fizeram bem...
A raiva passa, mas a merda que a gente faz, por causa dela, não.
Como se nota palavra dada é palavra honrada!
E o triste, é que o triste, foi 1º. Ministro escolhido pelos portugueses...
E quer voltar a ser!
Também a editora da obra, a Gradiva, optou por cancelar a cerimónia de lançamento, por receio de acicatar ainda mais os ânimos.
Ainda bem que a habitual casmurrice de Passos Coelho, desta vez, foi vencida pelas críticas...
Agora, Passos e Saraiva devem estar a viver o momento da raiva...
Mas, fizeram bem...
A raiva passa, mas a merda que a gente faz, por causa dela, não.
Como se nota palavra dada é palavra honrada!
E o triste, é que o triste, foi 1º. Ministro escolhido pelos portugueses...
E quer voltar a ser!
Quem manda conta com o estilo blasé da Figueira... Isto é, conta com um ovo que ainda está no cu da galinha...
Transcrevo um postagem de Teo Cavaco no facebook.
"Hoje a minha Figueira faz 134 anos como Cidade - porque muito a amamos, não podemos permitir que a CMFF tenha mandado os seus funcionários fazer isto!... Ali não existia garagem, e o arquiteto e o proprietário sabiam da existência da amoreira, que já lá está há pelo menos 10 anos. Para a comemoração desta efeméride, não teria sido melhor mandar plantar 134 árvores do que fazer um "favor" destes a um privado?!... Com tanto espaço verde para cuidar no nosso Concelho, continuará a valer tudo?!... Apesar deste (des)governo, parabéns, Figueira da Foz!"
As fotos que saquei daqui e publico abaixo, falam por si. Para ver melhor clicar na imagem.
Nota de rodapé.
Permitam-me uma certa liberdade de escrita, para poder dizer que gostaria de viver numa Figueira que fosse uma cidade com ar livre, onde desse gosto respirar, em que houvesse uma sensação de liberdade no ar. E, já agora, contentamento e movimento. Enfim, vida...
Mas, a Figueira, para a maioria dos seus habitantes, deixou de ser assim há tempo.
Tempo demais.
A Figueira tornou-se em mais uma cidade tradicional portuguesa.
Uma cidade em que as coisas acontecem, quando podem acontecer.
Uma cidade demasiadamente hierarquizada.
Uma cidade mansa e obediente...
E os sinais visíveis nos últimos 6 anos indicam que é assim que querem que ela continue e permaneça.
Todavia, ainda não perdi totalmente a esperança que a Figueira torne a ser uma cidade viva, apesar deste estilo blasé que nos querem impor...
"Hoje a minha Figueira faz 134 anos como Cidade - porque muito a amamos, não podemos permitir que a CMFF tenha mandado os seus funcionários fazer isto!... Ali não existia garagem, e o arquiteto e o proprietário sabiam da existência da amoreira, que já lá está há pelo menos 10 anos. Para a comemoração desta efeméride, não teria sido melhor mandar plantar 134 árvores do que fazer um "favor" destes a um privado?!... Com tanto espaço verde para cuidar no nosso Concelho, continuará a valer tudo?!... Apesar deste (des)governo, parabéns, Figueira da Foz!"
As fotos que saquei daqui e publico abaixo, falam por si. Para ver melhor clicar na imagem.
Nota de rodapé.
Permitam-me uma certa liberdade de escrita, para poder dizer que gostaria de viver numa Figueira que fosse uma cidade com ar livre, onde desse gosto respirar, em que houvesse uma sensação de liberdade no ar. E, já agora, contentamento e movimento. Enfim, vida...
Mas, a Figueira, para a maioria dos seus habitantes, deixou de ser assim há tempo.
Tempo demais.
A Figueira tornou-se em mais uma cidade tradicional portuguesa.
Uma cidade em que as coisas acontecem, quando podem acontecer.
Uma cidade demasiadamente hierarquizada.
Uma cidade mansa e obediente...
E os sinais visíveis nos últimos 6 anos indicam que é assim que querem que ela continue e permaneça.
Todavia, ainda não perdi totalmente a esperança que a Figueira torne a ser uma cidade viva, apesar deste estilo blasé que nos querem impor...
Como eu, um pobre e penalizado pensionista, gostaria de ter escrito isto: "os ricos e os pobres segundo a nossa direita"
"Para a nossa direita os pobres, grupo social em que estão incluídos todos os que vivem de rendimentos do trabalho e pensões, são um peso, os seus rendimentos são um custo e quanto mais ganham menor será a competitividade das empresas. Os ricos são, por definição, investidores, o seu dinheiro é considerado capital que não deve ser sujeito a impostos.
O consumo dos pobres é um desperdício e quanto menos consumirem melhor para o país, se em vez de serem eles a optar pela poupança e forem os patrões a poupar graças a salários baixos melhor para a economia, as poupanças dos patrões são capital, as dos pobres servem apenas para desperdiçar em bens de consumo. É por isso que, por definição, os pobres consomem sempre acima das suas possibilidades e todas as conquistas sociais desde o tempo da escravatura ou da servidão são um grave prejuízo para a competitividade.
Se um pobre compra um carro em segunda mão está a consumir acima das suas possibilidades, se um rico comprar um luxuoso carro topo de gama está a investir. Se um pobre compra um apartamento com crédito está a contribuir para o endividamento do país estimulando o crescimento de um sector inútil para a economia. Se um rico ou um chinês comprar uma vivenda de luxo, está investindo no país e criando emprego, por isso deve beneficiar de isenções ficais, vistos gold e outras mordomias que lhes sejam úteis.
Um chinês que enriqueceu com a corrupção do regime comunista da Ásia, que parte porque noutro Estado-membro da EU lhe oferecem um visto gold com menos exigências é um investidor que foi perdido pelo país. Quando um quadro altamente qualificado, cuja formação custou ao país centenas de milhares de euros, decide abandonar o país a direita elogia-o porque não foi piegas e partiu em busca da sua zona de conforto, dando uma preciosa ajuda ao ajudar a taxa de desemprego a baixar.
Os patrões, são designados preferencialmente por investidores ou empreendedores, os pobres são mão-de-obra, activos ou, em empresas mais modernaças, conseguem ser tratados por colaboradores, isso até que o presidente do banco decide desligar-lhes o computador e convidá-los a assinar uma rescisão amigável.
Se um pobre se esqueceu de pagar uma conta ao fisco é um malandro que não paga os seus impostos e deve ser perseguido por todos os meios. Se for um rico a recusar-se a pagar um imposto é recebido com tapete vermelho nos gabinetes governamentais e tem ao seu serviço uma equipa de advogados, todos eles ex-secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, que assegurarão que entre truques e cunhas tudo farão para que a dívida prescreva nos corredores dos tribunais. Já para os pobres esses tribunais não existem, para ter direito à decisão de um juiz a dívida deve ser superior a 5.000 euros, o pobre leva com a decisão do chefe do serviço de finanças, come e cala.
Esta abordagem da nossa direita tem mais fundamentos no modelo social do feudalismo do que no capitalismo moderno saído da revolução industrial. O prolongamento durante décadas do colonialismo e de um regime laboral apoiado na PIDE levou a que a nossa direita tivesse mumificado ideologicamente. Neste modelo social de capitalismo feudal o progresso não se mede no bem-estar de toda a nação, mas apenas no nível de enriquecimento e felicidade dos mais ricos. Para a nossa direita os ricos devem ser tratados como senhores feudais capitalistas e todos os outros como plebeus proletários que graças à bondade dos outros já não são nem servos, nem escravos."
Via O Jumento
O consumo dos pobres é um desperdício e quanto menos consumirem melhor para o país, se em vez de serem eles a optar pela poupança e forem os patrões a poupar graças a salários baixos melhor para a economia, as poupanças dos patrões são capital, as dos pobres servem apenas para desperdiçar em bens de consumo. É por isso que, por definição, os pobres consomem sempre acima das suas possibilidades e todas as conquistas sociais desde o tempo da escravatura ou da servidão são um grave prejuízo para a competitividade.
Se um pobre compra um carro em segunda mão está a consumir acima das suas possibilidades, se um rico comprar um luxuoso carro topo de gama está a investir. Se um pobre compra um apartamento com crédito está a contribuir para o endividamento do país estimulando o crescimento de um sector inútil para a economia. Se um rico ou um chinês comprar uma vivenda de luxo, está investindo no país e criando emprego, por isso deve beneficiar de isenções ficais, vistos gold e outras mordomias que lhes sejam úteis.
Um chinês que enriqueceu com a corrupção do regime comunista da Ásia, que parte porque noutro Estado-membro da EU lhe oferecem um visto gold com menos exigências é um investidor que foi perdido pelo país. Quando um quadro altamente qualificado, cuja formação custou ao país centenas de milhares de euros, decide abandonar o país a direita elogia-o porque não foi piegas e partiu em busca da sua zona de conforto, dando uma preciosa ajuda ao ajudar a taxa de desemprego a baixar.
Os patrões, são designados preferencialmente por investidores ou empreendedores, os pobres são mão-de-obra, activos ou, em empresas mais modernaças, conseguem ser tratados por colaboradores, isso até que o presidente do banco decide desligar-lhes o computador e convidá-los a assinar uma rescisão amigável.
Se um pobre se esqueceu de pagar uma conta ao fisco é um malandro que não paga os seus impostos e deve ser perseguido por todos os meios. Se for um rico a recusar-se a pagar um imposto é recebido com tapete vermelho nos gabinetes governamentais e tem ao seu serviço uma equipa de advogados, todos eles ex-secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, que assegurarão que entre truques e cunhas tudo farão para que a dívida prescreva nos corredores dos tribunais. Já para os pobres esses tribunais não existem, para ter direito à decisão de um juiz a dívida deve ser superior a 5.000 euros, o pobre leva com a decisão do chefe do serviço de finanças, come e cala.
Esta abordagem da nossa direita tem mais fundamentos no modelo social do feudalismo do que no capitalismo moderno saído da revolução industrial. O prolongamento durante décadas do colonialismo e de um regime laboral apoiado na PIDE levou a que a nossa direita tivesse mumificado ideologicamente. Neste modelo social de capitalismo feudal o progresso não se mede no bem-estar de toda a nação, mas apenas no nível de enriquecimento e felicidade dos mais ricos. Para a nossa direita os ricos devem ser tratados como senhores feudais capitalistas e todos os outros como plebeus proletários que graças à bondade dos outros já não são nem servos, nem escravos."
Via O Jumento
Subscrever:
Mensagens (Atom)



