sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

A quatro mãos...

Esta crónica começou a ser escrita por Eça de Queirós, acabava de entrar o ano de 1872. No início desta semana, 146 depois, consegui termina-la eu. Hoje, conheceu, finalmente, a luz do dia. Foi publicada no jornal DIÁRIO AS BEIRAS.

("fanático de popós, filha")...

Imagem Fernando Campos, via o sítio dos desenhos

"Sem dar por ela, sem dar por ela", são apenas 28.450,00 € + IVA, à taxa legal em vigor.
Resumindo e concluindo: deve ficar pelos 40 e tal mil dele...

Na Figueira é assim: de "êxito" em "êxito" até à derrota final...

Hoje à noite, pelas 21 horas e 30 minutos reune-se a Assembleia de Freguesia de Maiorca.
A edição de 2019 da feira de actividades económicas FINDAGRIM é um dos pontos da agenda de trabalhos. O evento, organizado pela junta, registou este ano um prejuízo de cerca de 39 mil euros, montante que a autarquia maiorquense está a pagar com dificuldade.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, defendeu que “a FINDAGRIM, seguramente, terá futuro se a assembleia de freguesia assim o entender”. Assim sendo, o futuro deverá ficar decidido hoje. Entretanto, o autarca, que cumpre o primeiro mandato, garantiu que a junta calculou os limites financeiros, tendo constado que “não se pode organizar um evento com um prejuízo daqueles”. “Vamos tentar arranjar um plano com artistas mais baratos, porque já vimos que a bilheteira não cobre os custos. Este ano, tivemos custos de 86 mil euros com os espectáculos e as receitas rondaram os 50 mil euros”, acrescentou o autarca. O que é que se passou este ano, porque nos anos anteriores não houve um prejuízo tão grande? “Nos outros anos, não houve apresentação de contas escritas e a junta ia suportando as despesas. Há uma imensidão de despesas e receitas que não aparecem nas contas da junta”, respondeu Rui Ferreira a J.A.

Isto é a Figueira do faz de conta. Em 14 de agosto passado, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS,  Rui Ferreira, presidente da Junta de Freguesia, referiu que o balanço final é “muito positivo” e que os objectivos para esta edição foram “cumpridos”. “O balanço final é muito positivo. Atingimos o número que tínhamos definido antes. Registámos, no total, cerca de 25 mil entradas. Desse registo, 20 mil foram com entradas pagas, portanto, no geral, o objectivo foi cumprido”, confessou.

Na altura, para o próximo ano, Rui Ferreira quer que a FINDAGRIM “continue a ser uma festa do povo” mas que, ao mesmo tempo, viesse a ter uma preocupação maior com o público mais jovem. “Em primeiro lugar vou ouvir todos os expositores, que nos têm vindo a apoiar, de forma a podermos melhorar. Mas posso adiantar que vamos continuar a ser uma festa do povo com associações envolvidas e com uma aposta no cartaz de cariz popular, com cantores «pimba». Vamos tentar também agradar à população mais jovem, como é óbvio”.

Carlos Tenreiro e Miguel Babo no fio da navalha: ou renunciam ao mandato ou ser-lhes-á retirada a confiança política.

Os mais atentos ao desenrolar da vida política na Figueira, devem ter dado conta que, OUTRA MARGEM, já em 24 de Abril passado chamava a atenção para o assunto: "os vereadores da oposição (leia-se PSD) raramente têm posições consonantes sobre os assuntos que vão a votação nas reuniões camarárias.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam a favor. Ricardo Silva vota contra. Se Ricardo vota a favor, Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam contra."

Tal como escrevi na altura: "ou estou muito enganado ou irá acontecer crispação e choque entre os vereadores Tenreiro e Babo com a actual estrutura partidária do PSD local."
Na edição de hoje do jornal DIÁRIO AS BEIRAS, aquilo que OUTRA MARGEM vinha adivinhando que, mais dia menos dia, iria acontecer, está escarrapachado em letra de imprensa: a situação interna do PSD/FIGUEIRA está ao rubro.


"Os vereadores do PSD Carlos Tenreiro e Miguel Babo foram confrontados, por carta registada enviada pela Comissão Política Concelhia do partido, com duas opções: ou renunciam ao mandato ou ser-lhes-á retirada a confiança política. Mas não foi estipulado um prazo para a tomada da decisão. A oferta do “presente” de Natal, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, é partilhada pela direcção distrital social-democrata, que se reuniu este mês, na Figueira da Foz, com a estrutura local. Miguel Babo recebeu a carta no dia 24. A missiva só chegou ontem à caixa de correio de Carlos Tenreiro. Na carta, a Concelhia aguarda a renúncia ao mandato. Caso contrário, será “obrigada a retirar a confiança política” aos dois autarcas. Contactados pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Miguel Babo e Carlos Tenreiro não prestaram declarações. Ricardo Silva, por seu lado, optou por declarar que não fala sobre assuntos internos do partido na comunicação social.
A falta de sintonia nas reuniões de câmara, resultando, não raras vezes, em diferentes sentidos de voto, já que o líder da direcção local do partido também integra a vereação, tem sido uma constante. A Concelhia do PSD acusa os dois vereadores de comportamentos políticos desviantes, colocando-os, agora, entre a espada e a parede. Se a opção for a retirada de confiança política, Carlos Tenreiro e Miguel Babo passam a vereadores independentes, reduzindo a vereação do PSD a um elemento. O PS, saliente-se, detém a maioria absoluta, com seis vereadores, no executivo camarário da Figueira da Foz."

Para o presidente da concelhia do PSD e também vereador, “quem define a estratégia do partido é a direcção local”.
Para Ricardo Silva, as coisas são claras como a água cristalina: “Quando alguém se candidata por um partido, sabe que existem regras e estatutos que têm de ser respeitados”.
Portanto, mais claro que isto não se pode ser: “quem manda na vereação é a Concelhia” e, portanto, “não há líder da vereação”.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo chegaram ao fim da linha no PSD/FIGUEIRA?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

O Pai Natal foi generoso: hoje à tarde já estava à porta da câmara...

É um igual a este...
O novo popó da câmara: VIATURA LIGEIRA A DIESEL PARA A PRESIDÊNCIA.
Assim, as viagens para a CIM sempre ficam mais confortáveis...
Os figueirenses são generosos: são apenas 28.450,00 € + IVA, à taxa legal em vigor.
O que é feito do plano estratégico municipal onde está definida a eficiência energética!..
É  de  Séneca,  o  famoso  intelectual  romano,  a afirmação de que “para quem navega sem rumo, todos os ventos são desfavoráveis”.

AINDA SE RECORDAM QUE A FIGUEIRA TEVE MATERNIDADE DURANTE 59 ANOS?...

Imagem via Marcha do Vapor
A última bebé a nascer no bloco de partos do Hospital Distrital da Figueira, veio ao mundo poucas horas depois de se conhecer a data de encerramento daquele espaço. Uma menina com 3.230 gramas, com mãe de nacionalidade russa, nasceu às 00h30 do dia 1 de Novembro de 2006. Foi fechado um ciclo que durava há 59 anos e que foi criado para responder a uma necessidade de um concelho que se acreditava estar em desenvolvimento...
O rosto politico do fecho da Maternidade da Figueira da Foz tem nome: CORREIA de CAMPOS.

Fim de Ano. Para onde se vai? A nenhures...

Hotelaria da Figueira da Foz com lotação esgotada no Fim de Ano!.. 
De 22 de dezembro passado até ao próximo dia  05 de janeiro, o Município da Figueira da Foz apresenta um programa diversificado, no âmbito da Passagem de Ano 2019...

Estado e a Navigator Pulp Figueira assinam contrato fiscal

O Estado e a Navigator Pulp Figueira assinaram um contrato fiscal, ontem publicado em Diário da República (DR) para a concessão de um benefício de até 17,2 milhões de euros.

O investimento foi aprovado no Conselho de Ministros de 20 de dezembro, altura em que ficou estabelecida “a concessão de um benefício até 17.278.657 euros através de crédito fiscal em sede de IRC” – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.

Na resolução publicada hoje, o Governo refere que o projecto de investimento “visa a adopção de algumas das melhores práticas conhecidas do estado da arte do sector de pasta de papel, as quais se traduzem em alterações ao processo global desta unidade industrial e, em paralelo, um aumento da sua capacidade de produção”.

No diploma lê-se ainda que “o investimento produtivo em Portugal, nos mais variados sectores, nomeadamente na indústria transformadora, é essencial ao relançamento da economia”, considerando o Estado, por tudo isso, que reúne as condições necessárias para a concessão de incentivos fiscais.

Em outubro, a Navigator anunciou que iria aumentar a capacidade de produção e a eficiência energética da fábrica na Figueira da Foz, na sequência de um empréstimo de 40 milhões de euros, concedido pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).

Em comunicado, o grupo industrial português adiantou, na altura, que este investimento permitirá aumentar a capacidade de produção em 12% (70.000 toneladas por ano), reduzir as emissões de poluentes e aumentar a eficiência na utilização da energia e dos recursos, “com vista a alinhar plenamente a fábrica com as especificações estabelecidas nas ‘Melhores Técnicas Disponíveis’ para a indústria da pasta e do papel”.

“A modernização da fábrica na Figueira da Foz reduzirá em 17% o consumo de energia necessário para produzir uma tonelada de pasta de papel”, referiu, explicando que “o recurso a tecnologias de produção mais modernas também contribuirá para a redução da quantidade específica de água necessária, bem como dos produtos químicos utilizados”.
Segundo a empresa, as emissões de gases com efeito de estufa “também irão baixar, graças à implementação de tecnologias mais eficientes em termos energéticos e à substituição de combustíveis fósseis por uma maior utilização de energia renovável produzida a partir de biomassa”.

Via  Jornal Económico
 Nota de rodapé.
Quantos postos de trabalho vão ser criados?

"Sobre dezanove"

Uma crónica publicada no DIÁRIO AS BEIRAS.
Para ler clicar aqui.

"... o Papa Francisco usa o seu poder mediático para nos lembrar que o capitalismo selvagem e as suas elites opulentas e corruptas são um nojo. Nunca é demais recordar"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Sistema Nacional de Saúde?!..

De todas as vezes que o CDS refere o Serviço Nacional de Saúde [SNS] trata-o por Sistema Nacional de Saúde [SNS], por exemplo, Pedro Mota Soares, no vídeo a partir do minuto 01:01.
Percebem a diferença? Percebem onde eles querem chegar?

Tão perto e tão longe


Cabo Mondego

Adicionar legenda
"A Cimpor reclamou em tribunal o título de propriedade dos terrenos junto ao mar do Cabo Mondego e perdeu. Entretanto, desistiu de recorrer da sentença. O presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, adiantou, na reunião de câmara, que a cimenteira desistiu da reivindicação da área em questão, passando, assim, os terrenos para o domínio público. Com aquela decisão, a autarquia tem via aberta, ou mais aberta, para realizar obras na zona em causa para valorizar o interesse turístico, geológico e ambiental do Cabo Mondego. A inclusão daquele monumento natural na candidatura a geoparque da UNESCO também deverá beneficiar da desistência da titularidade dos terrenos pela Cimpor, empresa que explorou cal hidráulica durante várias décadas naquele sítio. A intenção da autarquia requalificar da estrada que liga o Cabo Mondego a Quiaios, através da Murtinheira, via panorâmica em terra batida construída pela cimenteira e designada como “estrada enforca cães”, também deverá ser facilitada. A empreitada, de resto, está incluída no orçamento da câmara para 2019. O mesmo acontecerá com o troço ciclável que liga Mira a Pombal, integrando uma ciclovia europeia.
“Santuário” geológico
O património edificado da Cimpor na antiga exploração de cal hidráulica, que se mantém na empresa, esse, poderá ser reconvertido em equipamentos turísticos, centro interpretativo ou outras finalidades, exceto construção de habitações. Os imóveis, situados no Cabo Mondego, têm como vizinhos o mar, a Serra da Boa Viagem e Buarcos, mas a revisão do Plano Diretor Municipal tratou de salvaguardar que não se destinariam ao setor imobiliário. A zona de exploração à superfície de cal hidráulica no Cabo Mondego é um “santuário” geológico e centro informal de estudo internacional sobre a história geológica do planeta Terra. Foi ali, aliás, onde foram descobertas as primeiras pegadas de dinossauro em Portugal e se têm achado vestígios geológicos (fósseis) de grande valor científi co. De resto, a comunidade científica mundial reconheceu a importância geológica do Cabo Mondego ao atribuir-lhe o Prego de Ouro, cravado na Praia da Murtinheira. Aquele monumento natural é, por isso, a âncora da candidatura que a autarquia está a elaborar para tentar elevar o concelho a geoparque da UNESCO."
J.A. via
DIÁRIO AS BEIRAS

Agência Portuguesa do Ambiente confirma estudo

SISTEMA DE TRANSPOSIÇÃO DE AREIAS (BYPASS) DE NORTE PARA SUL DA FOZ DO MONDEGO 
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garante que o estudo sobre o sistema de transposição de areias (bypass) de norte para sul da foz do Mondego será realizado em 2019. Quem o garantiu foi o vice-presidente, Pimenta Machado. Este responsável afiançou que será lançado um concurso para se aferir “a melhor solução técnica” para a Figueira da Foz e Aveiro.

Daqui

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Dia de Natal, dia de paz e amor, dia de demonstrar uma serena inteligência...

Miguel Figueira, caro Amigo, hoje não é dia para falar de política. Eu ainda estou em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens.
Neste momento, ainda estou a apreciar, deleitado, os presentes recebidos (devo ser mesmo boa pessoa para me darem tantos e tão bons presentes: obrigado família) e a fazer a recuperação da jantarada de ontem para estar em forma no almoço de hoje.
Bom era na Mesopotâmia: a celebração durava 12 dias. Na Grécia também não devia ser mau: os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa...
Portanto, não percamos a esperança... Não estamos no Egipto antigo, onde antigamente esta data servia para os egípcios relembrarem a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.
Contudo, existe um problema: estamos em 2018, mas na Figueira...

Chove. É Dia de Natal

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa, in Cancioneiro

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Megalomania

Aqui pela Figueira, para certas figuras da política, aspirar a ser uma pessoa normal, era o mesmo que demonstrar um sinal exterior de megalomania.

Coletes amarelos

Esta foto de Pedro Agostinho Cruz, mostrou "Carlos Marques, o colete amarelo solitário que luta pelas gerações futuras.
Carlos Marques esteve na estrada nacional 109, em luta: «estou na rua pelas gerações futuras. Felizmente ainda tenho trabalho. Sim! Trabalho para sobreviver é verdade, mas tenho trabalho! As gerações futuras estão em risco, falta de trabalho, salários precários (...) Mas, que futuro é este? Que Portugal é este?»"


Saturado de tanta negociata, corrupção e compadrio, farto de tanta impunidade e do descaramento, o portuga há muito que utiliza as redes sociais para manifestar a sua indignação.
Em França, levantaram o cu do sofá, desligaram o computador, vestiram o colete amarelo e foram para a rua exigir justiça social. No primeiro protesto, terão saído à rua 300 mil. Desde então, o número de manifestantes foi diminuindo, mas isso não impediu que Macron recuasse, de forma desastrada, após o quarto protesto, numa tentativa desesperada de recuperar popularidade junto do eleitorado francês. De pouco lhe valeu.
Ainda assim, o recuo do presidente foi uma clara vitória dos manifestantes, extremistas ou não. Quatro protestos depois, Macron falou ao país para rasgar o aumento do preço dos combustíveis e anunciar um aumento de 100€ no salário mínimo, entre outras medidas que integravam o rol de exigências dos coletes amarelos.
A solução encontrada por Macron mostrou ao mundo, e aos europeus em particular, que pequenas mudanças, tão importantes para quem vive a contar trocos, são difíceis, mas possíveis. Até porque o presidente francês sabe que tem Marine Le Pen à perna. Ou, como Ricardo Araújo Pereira o colocou no Governo Sombra da passada semana, “porta-te bem, senão voto dos fascistas”.


Por cá, na passada sexta-feira, tivemos uma manifestação de coletes amarelos. Uma manifestação que se quis ordeira, sem violência ou outros incidentes  - à portuguesa, o que não tem mal. Uma manifestação que se dizia apartidária, apesar de ter entre os seus organizadores, adeptos de Trump, Bolsonaro e Salazar. Uma manifestação que, apesar disso, teve bandeiras com as quais praticamente todos nos identificamos. Como se viu, foi um movimento extremamente desorganizado. Os organizadores, eventualemente terão considerado que o barulho nas redes sociais chegaria para trazer as pessoas para a rua. A escolha, desastrada, de uma sexta-feira a três dias do Natal, a oportunística infiltração da extrema-direita e uma série de reivindicações irrealistas ou incompatíveis, contribuiu para que o protesto dos coletes amarelos portugueses fosse o fracasso que foi.
O fracasso da iniciativa, contudo, não significa que as pessoas que estão fartas de viver no fio da navalha, sufocadas por uma fiscalidade insustentável, cansadas de resgatar bancos, de sustentar caciquismos e de financiar regabofes público-privados, onde o risco fica a seu cargo e o lucro é enviado para um paraíso fiscal, saturadas de uma justiça que não tem mão nos poderosos, de serviços públicos insolventes e de um sistema que não promove o mérito ou a igualdade de oportunidades, não continuem insasisteitos.
A prolongar-se o estado a que isto chegou, há um risco que não pode ser ignorado: pode haver milhares de democratas que transitem para as garras do populismo autoritário, que hoje veste colete amarelo, mas que se chegar ao poder os proibirá de imediato.

Eu Sou do Tamanho do que Vejo



Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, (
heterónimo de Fernando Pessoa) in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"

Mensagem de Natal



Na Figueira, continuam os enfeites e as luzinhas que distribuíram pela cidade, presumo que para o Natal. 
Mas para quê? Nada resolveram...