quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Vamos ao que é realmente importante...

... para lá da fumaça...

"Daqui a três dias, todos poderemos votar (sem que nos possamos candidatar) para eleger alguns que, maioritariamente, nem sequer conhecemos. Chamamos a esta liturgia, de certa menoridade política, eleições legislativas.

A análise dos programas eleitorais e o decurso da campanha que os promove mostra que a Educação não é tema que preocupe prioritariamente os partidos políticos. Mais do que a pobreza e inadequação de muitas propostas, é preocupante sabermos que o vencedor fará delas doutrina, sem qualquer sentido de urgência para resolver os problemas do sistema de ensino. Porque os políticos continuam a não entender que o que se passa é um problema deles e não dos professores já que, por mais variáveis que a Escola possa controlar, boa parte do que nela acontece é corolário das condições sociais e emocionais em que os seus alunos vivem. Com efeito, seria imperioso que os políticos entendessem a natureza holística da educação dos jovens, juntando ao currículo académico apoios sociais, médicos e psicológicos, para que a Educação se tornasse o factor mais poderoso de promoção da qualidade de vida de cada ser. Mas os problemas têm passado de governo em governo sem que o maior, qual seja o separar o interesse da criança, enquanto indivíduo, do interesse e das solicitações da sociedade, enquanto forma de organização colectiva, seja considerado resolutamente e financiado adequadamente."

A capacidade de valorização deve ser isso mesmo: sublinhar o que há de mais insignificante em cada um de nós e promovê-lo a factor único e distintivo da personalidade... Obrigado: isto não é fraude, é marketing. E do melhor...


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Bom dia "a quem ainda resiste"...

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Uma antologia sumária de frases proferidas no debate da televisão pública, segunda-feira à noite, pelos líderes dos partidos sem representação parlamentar que concorrem à Assembleia da República...

Fora da Caixa

Fernando Loureiro (Partido Unido dos Reformados e Pensionistas):
«Eu estava lá, com um grupo de quatro pessoas. Não temos mais, infelizmente. Os outros estão todos doentes.»
Gonçalo Câmara Pereira (Partido Popular Monárquico):
«Ontem foi domingo, foi dia de eu ir à missa, estive com a família, que é a minha primeira preocupação. Como sou católico apostólico romano, fui à missa e passei o dia todo com a família. Fiz 45 anos de casado com a mesma mulher. Foi a minha campanha eleitoral: convencer a família a votar.»
Manuel Ramos (MPT - Partido da Terra):
«O aeroporto de Beja tem apenas um voo por semana actualmente. E tem as moscas, que vão lá também.»
Mendo Castro Henriques (Nós, Cidadãos):
«A nossa campanha não é dizer o que nós pensamos: é escutar o que nos dizem.»
 Pedro Santana Lopes (Aliança):
«Criou-se em Portugal, depois da tróica, esta obsessão: mesmo quadros qualificados saem das universidades, vão ao primeiro emprego - 650, 700 euros, seja o que for... E as pessoas vão-se embora.»
 Vitorino Silva (Reagir-Incluir-Reciclar):
«O homem é apenas uma espécie. O homem tem de se humildar. O homem pensa que é o dono disto tudo, mas não é. Temos de respeitar as outras espécies.»
Joacine Katar Moreira (Livre):
«Não é necessário nós estarmos no Executivo para nós identificarmos o que é útil e o que é urgente.»
 José Pinto Coelho (Partido Nacional Renovador):
«Se não nascerem portugueses, Portugal acaba por morrer.»

Farmacêuticos debatem antibióticos

Via Diário as Beiras

Finalmente, uma postagem inofensiva e que não ofende ninguém:

FOTO DB/JOT’ALVES

... o presidente da câmara defendeu que, para a autarquia, “as questões da saúde são uma preocupação”.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

"A cidade, ao contrário de alguma mentalidade ultrapassada, não é propriedade de ninguém, ela é sobretudo propriedade dos cidadãos."

Não podia estar mais de acordo com Luís Pena
"O desenvolvimento sustentável implica que os cidadãos adquiram conhecimentos, valores e competências necessárias a uma participação nas decisões acerca da forma como actuam local e globalmente para melhorar a qualidade de vida de hoje, sem pôr em risco o futuro do planeta."
Portanto, vou continuar a rir dos "inteligentes" que procuram passar a ideia que o silêncio é uma demonstração de inteligência. 
Muitas vezes, talvez a maior parte das vezes, alguém que se cala é só alguém que não sabe o que dizer... 
Ou, pior ainda, tem medo de dizer. 
Por ser oportunista, hipócrita, calculista, ou, simplesmente "merdoso".
"O cidadão, pessoa, como primeiro responsável pela cidade onde vive tem direito de agir de forma autónoma e influenciar na organização do espaço urbano na condição de sujeito activo, seja pela sua condição humana ou pela responsabilidade que possui em relação aos demais, à natureza e às futuras gerações."

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada", Edmund Burke.

Morte de pescadores na Justiça há 12 anos e meio

«"É uma vergonha, já andam nisto há 12 anos e meio", protesta a viúva Maria Elisabete Imaginário, contra a lentidão do sistema de Justiça na resolução do processo-crime destinado a apurar as responsabilidades de sete arguidos e três entidades demandadas pelo naufrágio que matou dois pescadores, em 19 de março de 2007, junto da Ponte dos Arcos, na Figueira da Foz.

Maria Elisabete Imaginário é viúva de uma das vítimas do naufrágio, associado a obras naquela ponte que complicaram a navegabilidade do braço sul do Mondego. A mulher queixou-se da morosidade da justiça, em declarações ao JN, após o encerramento da sessão de julgamento, na sexta-feira à tarde, onde o Tribunal de Coimbra deveria ter ditado a sentença, mas decidiu adiá-la, para data incerta.»

Nota OUTRA MARGEM.
A primeira sessão do julgamento da morte de dois pescadores, em 2007, no Rio Mondego, na freguesia de S. Pedro, aconteceu no dia 23 de Setembrro de 2013, foi suspensa, para ser retomada no dia 27 de janeiro de 2014. 
O adiamento deveu-se a questões levantadas pela seguradora da empresa pública Estradas de Portugal, dono da obra de substituição da Ponte dos Arcos.

A morte dos dois pescadores alegadamente provocadas pelas obras de construção da nova Ponte dos Arcos, aconteceu  na manhã de 19 de março de 2007.
Porém, muito antes, mais de um mês antes, os pescadores da pesca artesanal da Cova-Gala já andavam preocupados e  descontentes com as obras que então estavam  em curso na zona da Ponte dos Arcos.
Segundo quem se dedica a este tipo de pesca, o canal de navegação tinha ficado demasiado estreito, o que pôs em risco a segurança das embarcações e dos homens no decorrer da navegação naquele troço do rio.
“canal da morte” deveria ter sido encerrado à navegação, como, aliás, aconteceu logo a seguir ao acidente
Isso, sabe-se hoje, teria evitado a morte dos dois pescadores.

Recordação da Aldeia

Imagem via Manuel Mesquita
Se houvesse conhecimento e memória, por parte dos que se julgam donos disto tudo, "esta poderia ser a arquitectura das escolas de surf, hotéis e restaurantes do imaginado futuro troiadelo" que está na mente dos autarcas de topo a que temos direito por escolha democrática de uma minoria do povo...

Coisas que passam ao lado da campanha para as legislativas e a que os jovens deveriam estar atentos...

Mais três meses para poderem despedir!


Código do Trabalho. Novo período experimental traz "grande risco de abuso"...

Presidente promulgou mudanças, mas esquerda quer levar a lei ao Tribunal Constitucional. Especialistas entendem que alterações trazem risco de abuso.
A forma como o período experimental de seis meses poderá ou não prestar-se ao abuso. Alves Correia entende que é esse o "grande risco, o de começar a haver abuso do período experimental e as pessoas serem enviadas sistematicamente embora". Nesse caso, seria "a precariedade levada ao extremo".

Carlos Monteiro: «está o diálogo feito» com a empresa "Morro Vermelho", a actual proprietária da outra área que fica além do Domínio Público Marítimo «em que também está acordado e que só falta passar a preto e branco o uso da passagem do Enforca Cães»...

Ontem, etar de Lavos (Bizorreiro): contributo para a purificação da Morraceira...




segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Isabel Tavares, deputada do PS, na última sessão da AM: "Buarcos está digno de uma praça europeia"..

Imagem via Diário as Beiras
A minha proposta para aquele espaço de eleição a nível europeu, é a seguinte:

O concelho não andará a "obrar" acima das suas possibilidades?

Foto de António Agostinho
De visita a Portugal, um amigo meu há muitos anos emigrado, passou pela Figueira. Num passeio pelo concelho, deparou-se com as obras em Buarcos e com as obras no casco velho da cidade. Passou pelo Bento Pessoa e viu obras. Atravessou a Ponte Edgar Cardoso, veio ao Cabedelo e viu mais obras. Tudo por acabar: paradas ou a andar em passo de caracol... Passou pelo Largo das Alminhas, na Gala, e mais obra. Parada.
Farto de confusão e de pó, perguntou-me: "os figueirenses não ligam nenhuma às suas obras? Estão à espera de que elas terminem por si próprias?"
Hoje de manhã, comprou o jornal: ainda mais admirado ficou ao ver mais obra anunciada: uma piscina coberta e um pavilhão gimnodesportivo
Disse-lhe que o jardim municipal, "em breve", também vai para obras e que o sintético do Grupo Desportivo Cova-Gala está prometido para começar a ser instalado, talvez para o ano...
Comentário do meu amigo: "isso, até pode ser divertido, mas, não será cansativo?"...

Esta, não é para "breve": é para ser executada no próximo mandato autárquico!..

Via Diário as Beiras

A propósito de eleições...

Gostava de ser médico, para tentar perceber que patologia é essa que alguns adultos têm e os faz estarem constantemente a enganar e a mentir às pessoas, principalmente em períodos como o que estamos a viver, para depois as lixarem e ainda por cima se rirem delas.

A levar com eles desde 1974: não há cu que aguente...

Santos Silva alerta para o risco de "força desmedida" à esquerda do PS
TIAGO MIRANDA

O risco, avisou, é os partidos à esquerda do PS poderem ter “poder desmedido”, ou “influência desmesurada”. Augusto Santos Silva é o homem que em tempos confessou o seu particular gosto em “malhar na direita”. Fê-lo depois de malhar na esquerda. 

domingo, 29 de setembro de 2019

Alguns minutos serenos

Júri de prémio literário na Figueira da Foz decide não o atribuir pela primeira vez

NOTÍCIAS DA CULTURA: O júri do prémio literário João Gaspar Simões, instituído há uma década pelo município da Figueira da Foz, decidiu não atribuir qualquer galardão na 5.ª edição do concurso, o que sucede pela primeira vez.
O escritor António Tavares, presidente do júri em representação do município da Figueira da Foz, admitiu que as obras a concurso "não tinham qualidade" para serem galardoadas.
O galardão pretende homenagear João Gaspar Simões, "figura grada da literatura nacional, romancista, dramaturgo, editor, crítico e tradutor", nascido na Figueira da Foz em 1903, e que morreu em Lisboa em 1987, aos 83 anos.
Estiveram a concurso 47 obras, das quais quatro foram retiradas da competição, três por falta de requisitos formais exigidos pelo regulamento, e uma por decisão expressa do autor concorrente.

O DESÍGNIO TURÍSTICO FIGUEIRENSE ESTÁ CADA VEZ MAIS CLARO: SER UM CONCELHO ORGANIZADOR DE EVENTOS...

Organizar ou patrocinar alguns eventos em cada ano, é a grande ambição do turismo figueirense. Este ambicioso desígnio consta da actividade avulsa promovida neste sector ao longo dos anos. Simplificando: na Figueira é carnaval todo o ano. No Carnaval, há muitos que tentam parecer quem não são. As máscaras, por um dia ou por uma vida, tentam convencer-nos de que não somos quem somos. Até ao dia em que caem. Que  esse dia venha depressa. Costuma-se usar muito a frase: "é a economia estúpido". A verdade, porém, é que nestes números não existe qualquer lógica económica. A máquina de agitação e propaganda da autarquia atira para cima das pessoas uns números medidos a "olho" e pronto tomem lá... 

Querem enganar quem?
Em que cidade, que tenha oferta turística de qualidade, as reservas são feitas no mês de Agosto?
A verdade é que o turismo na Figueira é de qualidade muito inferior ao que já foi. No concelho, em particular, na cidade, temos um turismo rasca, senão mesmo chunga.
No turismo, como em qualquer negócio custa muito criar uma marca. E a Figueira da Foz, que já foi uma marca no turismo nacional – e muito importante –, hoje é um destino banal. Sem essa imagem de marca de qualidade, não é capaz de atrair alguns segmentos de clientes mais exigentes e com maiores recursos financeiros.
A verdade, é que é nos consumos dos que nos visitam, que vemos o poder de compra dos turistas que escolhem a Figueira da Foz. A verdade salta facilmente à vista: basta uma visita a um qualquer supermercado do concelho para se perceber o padrão de educação e de consumo.
É natural que alguns empresários do fast-food de ocasião estejam radiantes com esta evolução...

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Há dias assim: de tédio...

O que mais custa a suportar, é o tédio e o fastio.
Vencer ou ser vencido não é um limite.
O limite é estar farto.

Nada mau, para um posto médico que teve morte anunciada...

Foto via Diário de Coimbra
Foi em Abril de 2016. Lembram-se?

É o Cabedelo que engradece o concelho e não a obra que lá querem concluir, custe o que custar...

"O arquitecto paisagista contratado pela autarquia para a reabilitação do Cabedelo, esteve na Gala a apresentar o seu projecto. Mostrou a praça atrás do muro que não é para fazer, trocou o surf pelo golfe e deixou bem claro a todos os presentes que não sabe o que é um skate. 
Uma vez que o Sr. Presidente também não quer MUROS CONTRA O MAR, inviabilizando a praça que o arquitecto continua a defender, talvez queira considerar oferecer-lhe um par de patins convidando-o a ir de vela. 
Nesta fase importava esclarecer se se trata de equívocos dele ou se o equívoco é mesmo ele - o arquitecto Hipólito Bettencourt." - Via SOS Cabedelo


Mas, aquilo que foi apresentado no fim de tarde do dia 14 de Junho de 2017, uma sexta-feira, tem algo a ver com o encalhado projecto do Cabedelo em curso?
Se o Cabedelo ainda é o "ex-libris" da freguesia e do concelho, quem de direito, enquanto é tempo, que pense bem, e não o estrague com a obra...

A Figueira, neste momento, é um caso sério da destruição gratuita de uma cidade. Ao mesmo tempo,  é um caso extremo de incompetência recheado de mentiras. 
Depois de Buarcos, da "baixa da cidade", temos também o Cabedelo. Em "breve" teremos o Jardim Municipal.
Em linguagem popular da Aldeia, todas as obras em curso no concelho da Figueira da Foz estão empachadas. Será por mero acaso ou obra do destino?
A toda esta incompetência  junta-se a mentira sistemática. Lembram-se do folhetim protagonizado pelo próprio dr. Carlos Monteiro sobre os prazos das obras de Buarcos?
Mas, o mais grave é pretender construir, como é o caso do Cabedelo, onde existem dúvidas se se pode  construir, pois tal pode colocar em causa a segurança das pessoas.  Compreende-se a tentativa de iludir as pessoas, pois este  comportamento pode ter consequências graves.
A verdade é que surgirão suspeitas sobre o projecto do Cabedelo - nomeadamente questões que têm a ver com a segurança das pessoas. Por outro lado, os vereadores da oposição Carlos Tenreiro e Miguel Babo, bem como o SOS Cabedelo, sustentam que existem ilegalidades na requalificação do Cabedelo, em curso. Os autarcas e o movimento cívico em Abril do corrente ano defendiam  a suspensão da empreitada, enquanto decorresse a discussão pública da alteração ao Plano de Praia (PP).
Também aqui, a autarquia figueirense não foi sensível, e a obra em pleno verão continuou com todos os prejuízos e transtornos que causou a quem está habituado a frequentar o Cabedelo para fazer praia.
É cada vez mais óbvio que aparentemente estamos perante um grave caso de incompetência e irresponsabilidade. Incompetência, pela maneira como foi conduzido o processo e irresponsabilidade por se construir sem se dar ao trabalho de respeitar as leis. Dizemos aparentemente, porque a autarqui nunca  prestou os esclarecimentos que foram sendo solicitados pela oposição, pelo SOS e porque se interessa pelo Cabedelo.

As piores oportunidades perdidas são aquelas em que nos dizem depois, sempre depois, que se tivéssemos insistido seriam ganhas. A ignorância é uma bênção, logo, todos os ignorantes podem ser felizes. A ignorância consciente, como opção, é também uma forma de auto-protecção: a informação acelera o medo.

Top figueirense: feijoada de búzios e piscinas...

"O presidente da Junta de Buarcos e São Julião, José Esteves, exortou ontem o presidente da câmara, Carlos Monteiro, a avançar com a piscina de marés, projecto que o autarca buarcosense persegue há vários anos e que quer que seja concretizado em Buarcos. A resposta chegou em registo humorístico. “A piscina de marés já está mais perto do que esteva”, porque, continuou, ocupava o terceiro lugar na lista de prioridades da autarquia e, agora, já só há um projecto à frente.
Mudando de registo, Carlos Monteiro esclareceu que a primeira prioridade era a recuperação da piscina-mar, desiderato que está a ser atingido através da concessão a um privado. A boa-nova é que a tutela da cultura acaba de aprovar o projecto e a obra pode, enfim, avançar. 
A segunda prioridade é a piscina coberta, cujo projecto deverá ser elaborado até ao final do mandato, mas trata-se de uma obra a realizar no médio prazo.
Por último, a piscina de marés. Acerca deste projecto, Carlos Monteiro adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que “há um conjunto de operadores [turísticos] que anseiam por uma piscina numa zona de praia”
E defendeu: “Temos de encontrar um sítio que não interfira com o ambiente”. A concretizar-se, ressalvou, será construída “onde houver espaço”, reiterando que a prioridade são as outras duas piscinas. 
Os autarcas falavam na apresentação de um evento gastronómico - ver texto
acima."
Via Diário as Beiras

"Novo Banco perdoa €25 milhões à Malo Clinic"

Bom dia

A Acusação do caso Tancos provocou uma onda de choque tal que:
1) António Costa só continua em funções porque o presidente da República está fragilizado e até refém da evolução do processo;
2) A intervenção de Rui Rio foi um momento de clarificação, retirando as devidas consequências políticas do maior escândalo político-institucional dos últimos quatro anos.
3) A reacção precipitada de António Costa diz tudo sobre o nervosismo que tomou conta do Governo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Houve um tempo em que António Costa defendia Azeredo...

O primeiro-ministro, atestava em 8 de Julho passado: «Não tenho a menor das dúvidas que o professor Azeredo Lopes não cometeu qualquer ilegalidade ou qualquer tipo de crime» (1m16s da peça da SIC Notícias).

Azeredo

QUEM TEM EXPERIÊNCIA DE VIDA E CONHECE A REALIDADE CONCELHIA SABE DO QUE FALA...

E os presidentes de junta Senhor!!!

"No início da década de 80 do século passado, ainda os ideais democráticos andavam pela terra concelhia, havia presidentes de junta, que sendo parcos em recursos, materiais e académicos, eram abastados em dimensão humana, abnegação e ambição, pelas suas terras. A câmara só tinha um carro para deslocações do presidente e vereadores e reduzido equipamento para os trabalhos nas freguesias, mas eles juntavam-se periodicamente num fórum chamado inter-juntas, para ali esgrimirem argumentos com o presidente de câmara e decidirem o melhor que sabiam e podiam para suas freguesias. Conhecendo alguns como conheci, ai do presidente que se aventurasse a anunciar obras faraónicas sem atender a tanta dificuldade primária.

Depois, pouco a pouco, houve os que se deixaram cativar por empregos para os amigos e familiares, e até conseguiram manobrar os restantes, ao ponto de numa noite nevoeiro de 1989, em véspera da entrega das listas eleitorais no tribunal, alterar o nome proposto para candidato à câmara, chantageando o partido e pondo em causa o compromisso selado pelo secretário-geral, que cá se havia deslocado para resolver o imbróglio, uns dias antes. Nesta, como noutras situações, quem mandava, bem ou mal, eram os presidentes de junta. E não havia telemóveis nem redes sociais! Se houvesse…
Uns tempos depois do festeiro-mor aterrar na Figueira, também pensou que o concelho era só a cidade e mandou fazer o seu orçamento. Porém, não sabendo que ainda havia por aqui alguns presidentes à antiga, na sequência de uma acalorada reunião na quinta das Olaias, não teve outro remédio se não alterar tudo à última hora, poupando-se assim ao escândalo de ver sair alguns pela porta fora na hora da votação.
Podia continuar a descrever muitas tomadas de força que se seguiram ao longo dos anos, gizadas por presidentes de junta. O resultado de algumas é evidente nos documentos anexos às atas das sessões da Assembleia Municipal dos mandatos seguintes. Como não gosto de ser juiz em causa própria, deixo esse trabalho para outros.
Por agora, limito-me a perguntar: Se a nova obra do jardim for discutida na sessão da Assembleia Municipal, o que farão os presidentes de junta na hora da votação? Tomarão posição? Irão beber um café? Ou preferem ignorar as carências das suas freguesias e ficar mal na objectiva dos seus eleitores?"
J.A.A.M.

A passagem de Luís Tovim pelo Dez & 10 não esclareceu nada sobre a polémica do século na política figueirinhas...

Mais uma vez, não houve sangue, nem striptease... Continuou a música...

Dez anos é muito tempo.
Novidades: ficámos a saber que exerceu a profissão de enfermeiro durante dois meses no HDFF!..
Portanto, quem garante que trabalhou alguns anos no Hospital Pediátrico de Coimbra e vários anos no Hospital da Figueira, só pode estar equivocado..
Quanto ao futebol: depois da Naval e do Sporting, a passagem pelo Cova-Gala, resumiu-se a uma brincadeira, "já fora do circuito do futebol"
Na Figueira, até parece, 10 depois, que anda meio mundo à procura de quem tramou Luís Tovim no seu desejo de ter sido presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz!..
Mas, isso, para o comum do cidadão, alguma vez interessou para alguma coisa?
O importante, para a Figueira, teria sido os partidos alterarem as circunstâncias políticas que obrigaram Luís Tovim a provar o sabor amargo dos ingredientes básicos desta política e destes políticos que têm desgovernado a Figueira nos últimos 30, ou mais, anos.
O resto, tem a ver com o golpismo “chico- esperto” e a conversa da treta do costume, das figurinhas politicas, da esquerda à direita, quem têm protagonizado a vida partidária local, com os lamentáveis resultados para o dia a dia dos figueirenses, que todos sentimos na pele…

O futebol, tal como a política, é "um mundo difícil e um mundo de sorte"
Novidade, novidade, dez anos depois, foi mesmo o cenário novo do programa...

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Tudo isto é triste...

"Um dos arguidos do gamanço em Tancos disse que o "papagaio-mor do reino" sabia de tudo. O Ministério Público acredita que se referia a Marcelo, Presidente da República. E Marcelo, Presidente da República, desde Nova Iorque, mais rápido que a própria sombra, "é bom que fique claro que o Presidente não é criminoso".

Portanto, fala-se em "papagaio-mor do reino" e toda a gente automaticamente associa a Marcelo. É triste. Até o próprio Marcelo, que se vê na obrigação de vir a público clamar inocência. É triste. E, como cantava a "voz-mor do reino", tudo isto é triste, tudo isto é fado."

"... é um assunto que se arrasta há 10 anos"...

Via Diário as Beiras de 24 de setembro de 2019
Uma estrada onde continuam a ocorrer acidentes nos cruzamentos da Costa de Lavos e Marinha das Ondas sendo um atentado à segurança rodoviária, é vergonhoso ter-se deixado chegar ao ponto em que se encontra!
Em 2016, a Câmara Municipal emitiu um comunicado e divulgação nas redes sociais que a empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) anunciava o investimento de 3,25 milhões de euros para as obras da sua requalificação, valor que seria distribuído em dois anos, sendo 1,2 milhões em 2016 e 2,05 milhões em 2017.
Passaram os anos e, até agora, nada...