domingo, 17 de março de 2019
sábado, 16 de março de 2019
Utopia, pois que seja...
Para um comunista utópico, lucro é a capacidade de produzir em função da comunidade.
É trocar a acumulação, por uma classe, pela distribuição, pelo todo.
O lucro não fica apenas nas mãos de alguns. O lucro é social, comum e justo.
Obviamente, que a economia terá de sofrer uma verdadeira revolução: é insustentável continuar com uma política de exploração desenfreada, incluindo os recursos naturais.
É claro que isso tornaria insustentável haver boys a receber salários e bónus pornográficos, quando se limitam a gerir empresas sem concorrência e sem riscos, como é o caso da distribuição de água na Figueira e de electricidade, no País.
Não é verdade, que todos se queixam do preço da água na Figueira, e do preço da electricidade, no País?
Na sociedade ideal, aquela em que gostaria de viver, passar algo de privado a público, queria dizer que deixariam de lucrar apenas alguns, para passarmos todos a lucrar.
Apenas isso. Isto é utopia?.. Pois que seja. Mas, um dia, não sei quando, há-de ser realidade.
É trocar a acumulação, por uma classe, pela distribuição, pelo todo.
O lucro não fica apenas nas mãos de alguns. O lucro é social, comum e justo.
Obviamente, que a economia terá de sofrer uma verdadeira revolução: é insustentável continuar com uma política de exploração desenfreada, incluindo os recursos naturais.
É claro que isso tornaria insustentável haver boys a receber salários e bónus pornográficos, quando se limitam a gerir empresas sem concorrência e sem riscos, como é o caso da distribuição de água na Figueira e de electricidade, no País.
Não é verdade, que todos se queixam do preço da água na Figueira, e do preço da electricidade, no País?
Na sociedade ideal, aquela em que gostaria de viver, passar algo de privado a público, queria dizer que deixariam de lucrar apenas alguns, para passarmos todos a lucrar.
Apenas isso. Isto é utopia?.. Pois que seja. Mas, um dia, não sei quando, há-de ser realidade.
sexta-feira, 15 de março de 2019
Obras do Cabedelo envoltas em polémica
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| Imagem Diário de Coimbra. Para ler melhor clicar na imagem |
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| Imagem via Diário as Beiras |
“Discussão pública viciada”
Acerca das alterações, Carlos Tenreiro e Miguel Babo entendem que “a lei está a ser mudada em função da obra que já se iniciou, onde a discussão pública que agora decorre está viciada e o resultado já está estabelecido, não passando a discussão pública de uma mera formalidade que levará, inevitavelmente, ao resultado que a câmara e a APA necessitam para cobrir uma obra com as ilegalidades denunciadas”. Os dois autarcas, atuando à margem do PSD, que este ano lhes retirou a confiança política, adiantam que apresentarão, na próxima reunião de câmara, uma “proposta para suspensão imediata da obra, com base nas referidas ilegalidades”.
“É lamentável”
Por seu lado, o movimento SOS Cabedelo, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, afirmou que “já não espanta mais uma ilegalidade, a juntar à da transposição sedimentar sem o estudo de viabilidade”. Acerca das referidas obras, frisou que não compreende como é possível que elas continuem “sem a conformidade legal com o plano em vigor” e se faça a consulta pública com os trabalhos em curso. “É um desrespeito pela participação pública. É antidemocrático. É lamentável”, rematou.
“Obras não vão contra o POOC”
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, a vereadora Ana Carvalho afirmou que “o PP só abrangia a praia propriamente dita, e a praia acaba na duna”. E afirmou: “O que nós vamos fazer é aumentar a praia e criar parques de estacionamento novos”. A autarca do executivo camarário afiançou, ainda, que “a APA quer que o PP abranja a nova praia, porque é uma área portuária, que, no fundo, vai deixar de ser”. Ana Carvalho reduziu as alterações em curso a “uma pequena alteração ao Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC)”, garantindo que “não é todo o programa, é só uma planta”. Ou seja, elucidou: “As obras que estamos a fazer não vão contra o POOC; o POOC, simplesmente, não as abrangia. Era omisso”. Assim sendo, afiançou, as alterações ao PP não vão fazer parar as obras nem alterar o projeto. “Temos a aprovação da APA e da administração do porto”, concluiu."
Texto Jot’Alves, via Diário as Beiras
A Figueira ficou mais pobre: morreu o Capitão Guerra, um dos figueirenses que tentou salvar da sucata o último de todos os navios bacalhoeiros da Figueira da Foz (o "José Cação", antigo "Sotto Mayor")
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| Imagem Diário as Beiras |
Na altura, comprar o Palácio de Maiorca, o Convento de Seiça e fazer o Caríbe foram as prioridades...
"O dr. António Cação ofereceu o navio à Câmara Municipal e não foi aceite tão preciosa oferta. Que belo seria podermos ver hoje o navio José Cação instalado numa abertura feita na Morraceira, junto à Ponte dos Arcos. Ílhavo tem um belo museu, o navio Santo André e tem o casco do Santa Maria Manuela, o qual pensam aparelhar para pôr a navegar. E o que tem a Figueira que honre os seus filhos?" - palavras de Manuel Luís Pata.
Estávamos em 1998 na Figueira da Foz.
Santana Lopes tinha tomado posse de presidente da Câmara Municipal há poucos meses.
Com o apoio do Centro de Estudos do Mar - CEMAR, uma comissão de cidadãos (constituída por Manuel Luís Pata - que, então, estava a publicar os seus livros sobre a Figueira da Foz e a Pesca do Bacalhau, e já era associado do CEMAR - e pelos últimos Capitães figueirenses desse navio: o Capitão Marques Guerra e o Capitão Abreu da Silva) desenvolveu esforços para tentar salvar da destruição e da sucata o último de todos os navios bacalhoeiros da Figueira da Foz (o "José Cação", antigo "Sotto Mayor").
Com o declínio das pescas portuguesas, fruto em grande parte da adesão à União Europeia, após o falhanço da tentativa levada a cabo nos anos de 1998 e 1999 de transformar este navio em museu - a Câmara da Figueira presidida então por Santana Lopes não apoiou a iniciativa da sociedade civil - o “José Cação” acabou na sucata por volta de 2002-2003.
Recordo, um pequeno excerto de uma interessante crónica de Manuel Luís Pata, publicada no jornal O Figueirense, em 2.11.207.
"A pesca do bacalhau foi a indústria que mais contribuiu para o desenvolvimento da Figueira da Foz. Nas campanhas de 1913/14 foi este o porto que mais navios enviou à Terra Nova (15 navios), ou seja, quase metade de toda a frota nacional. Hoje o que resta? Nada de nada!”
Foi assim que as coisas se passaram, mas tudo poderia ter sido diferente. Recordo as palavras do vereador então responsável, Miguel Almeida de seu nome: “esta proposta (a oferta do navio que o dr. António Cação fez em devido tempo à Câmara Municipal da Figueira da Foz, presidida na altura por Santana Lopes) foi o pior que nos podia ter acontecido”.
Como disse na altura Manuel Luís Pata, “nem toda a gente entende que na construção do futuro é necessário guardar a memória”.
E, assim, o “José Cação” foi para a sucata. Como sublinhou Álvaro Abreu da Silva, o seu último Capitão, "foi e levou com ele, nos ferros retorcidos em que se tornou, a memória das águas que sulcou e dos homens que na sua amurada se debruçaram para vislumbrar os oceanos”.
A utilidade de um blogue...
Passado...
Sou do tempo em que se guardava no papel.
Desapareceu tudo.
Tanta coisa que me apaixonou que ficou perdida...
Nos últimos 13 anos, este blogue é um cemitério que recorda as paixões, inquietações e irritações, que me foram acontecendo...
Sou do tempo em que se guardava no papel.
Desapareceu tudo.
Tanta coisa que me apaixonou que ficou perdida...
Nos últimos 13 anos, este blogue é um cemitério que recorda as paixões, inquietações e irritações, que me foram acontecendo...
quinta-feira, 14 de março de 2019
Isto vale o que vale, mais com certos personagens vale mais...
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| [Imagem "Leap into the Void" by Yves Klein] |
«"Em
Março de 2018, ex primeiro ministro entrou no ISCSP a ganhar cerca de
€1.200. Em Novembro, o contrato sofreu uma adenda e passou para cerca de
€2.000". Saiu logo a brigada da direita radical de plantão às redes
em defesa do homem que antes de abandonar o cargo lamentou publicamente
não ter conseguido baixar os custos do trabalho. "Entrou a tempo parcial a ganhar 1200. Passou a tempo completo a ganhar 2000.
*Mais um escândalo".
Escândalo era se tivesse sido, por exemplo, com os estivadores, toda a vida a tempo parcial a trabalharem a tempo completo, os madraços. Dias inteiros no cais encostados aos contentores e à sombra dos guindastes a queimar cigarros e a falar de futebol.
*Mais um escândalo".
Escândalo era se tivesse sido, por exemplo, com os estivadores, toda a vida a tempo parcial a trabalharem a tempo completo, os madraços. Dias inteiros no cais encostados aos contentores e à sombra dos guindastes a queimar cigarros e a falar de futebol.
Justiça é
passar de tempo parcial a "tempo completo" alguém que durante quase
cinco anos nos andou a dizer que não tinha um modelo de baixos salários
para o país enquanto indirectamente baixava os salários por via de
sobretaxas, eliminação de subsídios de férias e Natal, aumento da carga
horária, diminuição dos dias de férias e eliminação de feriados.
Justiça é
passar de tempo parcial a "tempo completo" alguém que durante quase
cinco anos nos andou a dizer que não tinha um modelo de precariedade
para o país enquanto assinava contratos de formação profissional com
a McDonald's, aumentava o tempo de duração da contratação a prazo,
aliviava as fiscalizações da inspecção do trabalho, punha os organismos
do Estado a subcontratar por intermédio de empresas de trabalho
temporário.
Justiça é uma
universidade pública contratar alguém que durante quase cinco anos nos
andou a badalar a excelência do ensino privado e o mérito, o mérito de
ser contratado por um presidente militante do partido, uma coincidência
de certeza, longe de mim levantar suspeitas ou calúnias, esclareço já.
Justiça é o
ensino público, do Estado, pago com o dinheiro dos contribuintes,
contratar para docente pela experiência adquirida alguém que durante
quase cinco anos andou a denegrir o Novas Oportunidades que certificava
competências pela experiência adquirida.
Justiça é o
ensino público, do Estado, pago com o dinheiro dos contribuintes,
contratar para docente alguém que durante quase cinco anos andou a
resmorder quem vivia na sombra do Estado, não saía da zona de conforto,
os professores que podiam muito bem deixar de ser piegas, fazerem-se à
vida, não faltava trabalho nos PALOP's.
Isto vale o que vale mas com determinados personagens vale mais, muito mais.»
Lídio Lopes, presidente da concelhia do PSD, 1 Outubro de 2010, no DIÁRIO AS BEIRAS...
Entrevista a Lídio Lopes: “Duarte Silva não reunia condições para se recandidatar”

Foto Pedro Agostinho Cruz

Por que é que o PSD perdeu as eleições autárquicas para o PS?
Houve um conjunto de circunstâncias que condicionou o mandato. Desde logo, o tempo que o eng. Duarte Silva demorou a decidir se seria ou não candidato, mas também a sua determinada vontade em ser ele a constituir a equipa que iria levar a votos.
Nos dois mandatos de Duarte Silva não foram cometidos erros que possam ter contribuído para os resultados?
Cada caso é um caso… Por exemplo, em relação ao Parque Desportivo de Buarcos, se fosse eu a decidir, não o fazia.Mas não se opôs…
Não me opus… Dou as minhas opiniões em privado.
Quem decidiu que Duarte Silva era o candidato?
A dra. Manuela Ferreira Leite.
Concordou com a escolha?
Não tive espaço de decisão para concordar ou não. Havia uma estratégia do partido que dizia que todos os autarcas em funções seriam candidatos se reunissem as necessárias condições.
E Duarte Silva reunia condições para se recandidatar ao terceiro mandato?
É evidente que não, porque perdeu as eleições.
Foi o resultado previsível?
Havia um enorme descontentamento em relação à gestão das opções pessoais do eng. Duarte Silva. E esse descontentamento acabou por verificar-se através da própria criação do Movimento Figueira 100%. De lembrar que o eng. Daniel Santos era o coordenador do Conselho de Opinião do PSD.
Sentiu-se frustrado por não ter sido o candidato, como pretendia?
Nunca disse publicamente que queria ser candidato.
Ficou magoado (com Duarte Silva) por não ter sido convidado a integrar a lista à câmara?
Fiquei a pensar que, de facto, em política, algumas das decisões que se tomam, a frieza e o afastamento do reconhecimento obriga a algumas decisões. Na altura, fiquei a pensar no percurso que me permiti conduzir, condicionando a minha vida pessoal, para atingir determinados objetivos. Se calhar, não terá sido o melhor percurso, porque é público que eu me candidatei em 2007 (à concelhia) para defender a figura do eng. Duarte Silva.
Sente que o seu trabalho não foi reconhecido?
Sinto que o eng. Duarte Silva sentiu-se muito condicionado para me poder integrar na sua lista.
Quem o condicionou?
Não foi com certeza o trabalho que eu desenvolvi na câmara. Terá sido outra circunstância que o eng. Duarte Silva, se assim entender, dirá.
Vai recandidatar-se à concelhia?
Não sei. Ainda é cedo para tomar essa decisão.
Reconhece que o legado financeiro que o PSD deixou na câmara hipotecou o desenvolvimento do concelho, a curto, médio prazo?
Acho que não, porque se eu olhar para o país encontro muitos outros casos semelhantes. E também consigo encontrar muitas câmaras que, não tendo o desenvolvimento que a Figueira da Foz teve, têm igual dificuldade financeira. (…) Considero a situação financeira da câmara muito preocupante, tal como a do país.
O PSD vai viabilizar a aprovação do orçamento da câmara para 2011?
Mais importante que o orçamento vai ser o programa de saneamento financeiro.
Quem vai apoiar nas eleições à liderança da Distrital de Coimbra do PSD?
A minha vontade, não obstante a minha opinião, vai ter de resultar de um denominador comum muito bem apurado entre aqueles que eu entendo que devem pronunciar-se (na concelhia) sobre o assunto.
Lídio Lopes no Dez & 10... (II)
... a fazer o caminho de acesso à Liga (de Bombeiros)...
... foi “um homem de partido” e agora é “um homem de liberdade de opinião”.“Posso estar em condições de poder apoiar quem quer que seja”. Está “disponível para ouvir e apoiar uma candidatura do PS”.
Se Carlos Monteiro vier a ser candidato do PS à câmara, Lídio Lopes não rejeitou a possibilidade de apoiá-lo. Acerca da vereação do PSD, o antigo líder local daquele partido frisou que não deposita grande esperança no candidato que os social-democratas vierem a apresentar em 2021. A não ser que fosse um como Santana Lopes, que resolvia o diferendo entre os vereadores Carlos Tenreiro e Miguel Babo e a Concelhia rapidamente, pode ler-se hoje na edição do DIÁRIO AS BEIRAS.
A caminho de dias loucos!..
"O Rali de Portugal, que vai passar pela Região Centro e terá retorno
económico estimado em 155 milhões de euros, a experiência gastronómica
na Região de Coimbra, a Festa do Queijo Serra da Estrela em Oliveira do
Hospital ou as apostas da Pampilhosa da Serra para atrair mais
visitantes são alguns dos destaques no especial sobre o primeiro dia da
Bolsa de Turismo de Lisboa".
Via Diário as Beiras
Via Diário as Beiras
quarta-feira, 13 de março de 2019
Não mexe!
"Perante a forte possibilidade de a Comissão Organizadora da Queima das Fitas não contar com a Figueira da Foz no seu programa de festas para 2019, veio o gabinete da presidência do município garantir estar disponível para trabalhar em formas alternativas de manter a ligação aos estudantes.
Ora, disponibilidade para trabalhar em formas alternativas significa, como todos sabemos, “não nos aborreçam mais com este assunto”. São ótimas notícias! A melhor decisão, por vezes, é não decidir, não reagir, não mexer, deixar estar. Quando se voltar a envolver os estudantes de Coimbra, que seja fora da época de festas, de forma séria e pensada, sem comboiadas e com valor acrescentado. Para os estudantes e para o concelho."
Via DIÁRIO AS BEIRAS
Ora, disponibilidade para trabalhar em formas alternativas significa, como todos sabemos, “não nos aborreçam mais com este assunto”. São ótimas notícias! A melhor decisão, por vezes, é não decidir, não reagir, não mexer, deixar estar. Quando se voltar a envolver os estudantes de Coimbra, que seja fora da época de festas, de forma séria e pensada, sem comboiadas e com valor acrescentado. Para os estudantes e para o concelho."
Via DIÁRIO AS BEIRAS
“Não será um secretariozeco ou um ministro” a afastar Tomás Correia do Montepio, avisa o Padre Vítor Melícias...
... um padre franciscano
Nota:
"Mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus", Lucas 18:24-25
terça-feira, 12 de março de 2019
"...Os nossos 21 deputados, que representavam 2,7% do total de eurodeputados passam agora a representar 2,9%. A relativização da sua importância (já a 26 de Maio), em que só se falou ainda da composição das listas partidárias, dos nomes, esquecendo as políticas que vamos sufragar para os próximos 5 anos mantêm-nos numa fronteira de indiferença perigosa e preocupante."
Na terra dos "alma de Deus"
"Sou árvore. Sou muito mais que madeira e lenha. Sou sombra. Sou moradia. Sou alimento. Sou oxigênio. Sou Vida!"
Aquele que não sente o odor da podridão da sociedade em que vive, já tem a podridão instalada no próprio nariz.
Não sou nada: nem intelectual, nem pensador, nem filósofo, nem sequer rei do carnaval.
Sou apenas um ser humano, se quiserem um selvagem com um coração e um cérebro, que já viveu e viu.
Não é a inquietação que se deve popularizar.
É a necessidade de nos inquietarmos que se deveria tornar popular.
Vivo numa cidade onde, parece, Deus gosta de ajudar os inconscientes que tomam medidas icompetentes.
Lamentavelmente, porém, eles nem dão por isso...
segunda-feira, 11 de março de 2019
Há sempre alguém que veio a este mundo para não aceitar as coisas tal como lhas querem dar...
Na Figueira, não deixar nada por dizer, pode ser muito relaxante...
Depois, é só esperar as consequências e enfrentá-las.
Parabéns...
10 Anos a Aventar: Tão Longe, Tão Perto
"A blogosfera, que em Portugal teve a paternidade reclamada quase em
exclusivo por Pacheco Pereira, já tinha sido dividida na altura entre
“boa” blogosfera (o seu Abrupto) e “má” blogosfera (o resto
todo, salvo adequadas excepções que não me ocorrem). Na má blogosfera, à
qual se atribuíam pecados do pior, avultava no início de 2009 um
conjunto de blogues colectivos com posicionamentos políticos
razoavelmente claros. Existiam mais, mas a meia dúzia que fazia escola
dividia-se pelos “radicais de esquerda” (5dias, Arrastão), os situacionistas do socratismo (Jugular, Câmara Corporativa, uma das incubadoras dos “factos alternativos” entre nós) e os betos de direita (31 da Armada, Insurgente).
Quase todos desapareceram, à medida que os seus colaboradores mais
destacados arranjaram lugar num gabinete governamental ou foram
cooptados pela comunicação social mainstream.
É neste contexto que surge um novo colectivo, com a enorme estranheza
de não ser imediatamente possível situá-lo no esquematismo da altura.
Que escrevia sobre mais do que política pura e dura e até tinha pessoal a
escrever com algum sentido sobre Educação, não apenas a zurzir nos
professores ou a defendê-los só porque eram contra o Sócrates. O nome e a
declaração de princípios inicial era suficientemente ampla para se ter
esperança na diferença deste colectivo em relação aos que dominavam o
“mercado” na altura.A verdade é que se passaram dez anos e o Aventar continua e parece-me de boa saúde numa altura que a migração para as redes sociais fez com que tudo se fragmentasse ainda mais e o debate político e troca de ideias se tenha transformado em algo ainda mais redutor e maniqueísta do que era.
2019 é o tempo das fake news, em que se acredita que eleições são ganhas ou perdidas graças a manipulações da informação, em que o big data se instalou mais para confundir do que para ajudar. Em que os bloggers de sucesso falam de moda, de roupinhas para bebés, de comida vegan, de tascas gourmet, de cosmética patrocinada. 2019 é todo um outro mundo no espaço virtual.
Desta forma, 2009 parece distante.
Mas olhamos para o país e parece tão perto. Continuamos com malta a mandar nisto tudo, mas trocámos o zeinal pelo mexia e o salgado por uns tipos que trabalhavam ou eram pagos por ele. A quadradura passou a circulatura, mas os sentados apenas me acompanharam na engorda (física). Sim, trocámos o cavaco pelo marcelo, mas se bem nos lembrarmos, ambos foram bem colaborantes com os respectivos governos socialistas nos primeiros mandatos, assinado quase tudo de cruz e vetando apenas o essencial para parecer que são outra coisa. Talvez não se lembrem, mas o cavaco também era afectuoso, até com os cagarros, como tinha sido popular com uns bolos de pastelaria. O santana que dizia que ia sair do ppd/psd foi trocado por um santana que finalmente saiu do ppd/psd. Não temos o sócrates mas temos o costa, o vieira da silva, a vieira da silva, o par cabrita/vitorino, o santos silva. Não temos aeroporto na ota, temos no montijo.
Sim pelo meio passaram a troika, o passos coelho, o relvas, o portas, o gaspar, a maria luís, o maçães, o modedas e mais uns quantos moços jeitosos em matéria de escolha de fatos discretos e camisas de marca, mail’as gravatas de seda. O Aventar sobreviveu a isso sem baixas de monta. Sim chegou a geringonça e as coisas pareciam talvez mudar, até eu quase acreditei nisso, mas o Aventar sobreviveu a tentações a que outros não sobreviveram, mantendo “a estrutura e o espírito da equipa”, mesmo se fez algumas transferências. E se calhar, embora sabendo que não, ainda por lá se acredita que é possível alterar alguma coisa com o poder da palavra.
Não sei se durará mais dez anos, por dez anos, sendo que passam
depressa se olharmos as coisas de uma forma, passam muito devagar quando
são vividos ao vivo, sem ceder às tais tentações."
A MINHA PRAIA
"Todos os anos, sempre, desde bébé de colo, o correr do tempo não se mede apenas pela noite de passagem de ano, mas também pelo Agosto da minha praia. Noutros tempos, quase três meses, hoje em dia, um fim de semana no mínimo. As férias não são elásticas e outros destinos me chamam, mas sem pôr em causa esta passagem de ano, este picar de ponto, a romagem pelos sítios que sobrevivem ao passar do tempo, o passeio pela esplanada, as ruas tão cheias de arte nova, o pôr de sol sobre a praia e tantos outros lugares que se tornaram meus.
Lugares de uma vida, das diversas vidas que aqui se foram cruzando, como lugares que, entretanto, desapareceram como o Luna, onde joguei os primeiros jogos de pac-man, o Europa e os snookers para as tardes de chuva, a Caravela, essa instituição onde comecei a ir para as torradas com a minha avó, onde comi amiúde a irrepetível omelete de camarão com os meus pais e onde bebi cerveja capaz de encher vários barris com os meus amigos, um lugar que era uma instituição, e tal como a revista Tintim, dos 7 aos 77 ou talvez mais, com o senhor Madaleno que nos fez tão felizes em dias e noites aparentemente infinitos. A Casa Havanesa, livraria dos tempos em que havia livrarias com livreiros que sabiam que vendiam livros e não refrigerantes, com a senhora dona Helena de trás do balcão, na sua secretária – de onde apenas saía quando detectava genuíno interesse -, as capas para não estragar os livros na praia e os belíssimos marcadores com fotografias antigas da Figueira. O Pessidónio, discoteca pioneira no país, e que sobreviveu anos com altos e baixos, marcando gerações desde a sua abertura até à minha, e outras, de onde era hábito sair de dia a tempo de rematar a noite com bolo quente na Sofico.
Lugares de ontem e de hoje, como a praia, cada vez mais uma miragem desde a esplanada com a terra a ganhar terreno ao mar ano após ano. Essa praia de vento forte, com fugas ao meio da tarde, enrolado em toalha para proteger as pernas de esfoliação excessiva, do mar com ondas, ondas mesmo, grandes, só para os habitués que nela cresceram e logo aprenderam a furá-las, a fazer impensáveis carreiras, a arriscar mergulhos no limite da rebentação. Uma praia que hoje não me preenche pela instabilidade do clima, mas com o irresistível charme dos seus chapéus listados e cadeiras de lona e conversas com os que por ali ficaram.
Lugares e hábitos que nada seriam sem as pessoas, verdadeiro motivo porque volto, e voltarei ano após ano. Os que já não vão, como os meus pais, imagem de saudade a cada ano, e os outros, os que teimamos em ir por mais ou menos dias, porque somos parte da vida uns dos outros, mesmo quando vivemos na mesma cidade e não nos encontramos. Há nestas amizades de verão coisas peculiares, especiais, uma relação de uma vida, de nos vermos crescer, de, a cada ano, nos vermos diferentes, mas com uma ligação muito particular, sem barreiras geracionais, pois as idades sempre se cruzaram sem grandes limites e as cervejas são bebidas entre tios e sobrinhos, mães e filhas, irmãos. Algumas vezes tentei explicar a quem me perguntava o porquê da Figueira, falhando, tenho a certeza, nessa explicação. Há realmente coisas que não se explicam, esta é a minha praia e sei que de muitos outros também, uma tradição nossa que teimamos em manter por tudo o que de bom ela já nos trouxe.
Até ao próximo Agosto."
Nota:
Fica o agradecimento ao leitor habitual deste espaço Joaquim Moreira, que teve a amabilidade de me enviar o link.
domingo, 10 de março de 2019
Na terra do carnaval
Todos os anos acontece a mesma coisa: uma discussão porca em torno de uns míseros euros ao salário mínimo nacional.
Em 2019, o salário mínimo ficou em 600 euros no sector privado, por falta de acordo entre parceiros. A remuneração mínima no Estado é de 635 euros.
Portugal, este desgraçado país em que vivemos, também neste campo, continua na cauda da Europa. A esmagadora maioria dos seus trabalhadores aufere um salário que não corresponde às legitimas aspirações a uma vida digna e de esperança no futuro.
Mas o mal não toca a todos no que às remunerações diz respeito: a denominada "classe politica dirigente", seja ao nível do poder local, regional ou nacional, tem-se aproximado dos padrões europeus, sem esquecer ou prescindir de outras mordomias.
Em Portugal é carnaval todos os dias. Hoje, na Figueira não se esqueçam de ir até à Avenida...
Em 2019, o salário mínimo ficou em 600 euros no sector privado, por falta de acordo entre parceiros. A remuneração mínima no Estado é de 635 euros.
Portugal, este desgraçado país em que vivemos, também neste campo, continua na cauda da Europa. A esmagadora maioria dos seus trabalhadores aufere um salário que não corresponde às legitimas aspirações a uma vida digna e de esperança no futuro.
Mas o mal não toca a todos no que às remunerações diz respeito: a denominada "classe politica dirigente", seja ao nível do poder local, regional ou nacional, tem-se aproximado dos padrões europeus, sem esquecer ou prescindir de outras mordomias.
Em Portugal é carnaval todos os dias. Hoje, na Figueira não se esqueçam de ir até à Avenida...
sábado, 9 de março de 2019
O que há mais é disso...
A ascensão dos jotas
"Garotos que nunca fizeram nada na vida a não ser entreterem-se nas intrigas e joguinhos de poder que se ensinam nas escolas partidárias"...
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