segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O declínio e a respeitabilidade...

"A Figueira não tem Arte Nova nem ovos moles, como Aveiro; nem Arte Urbana e o Grão Vasco como Viseu; Nem biblioteca joanina e Machado de Castro, como Coimbra; nem castelos, como Montemor e Leiria; nem Woolfest como a Covilhã; nem expofacic como Cantanhede; nem palheiros como a Costa Nova; nem jardins como o do Paço Episcopal de Castelo Branco, o Botânico de Coimbra ou o Budha Eden do Bombarral; nem bicicletas como Águeda; nem vinhos como a Beira Interior, a Bairrada e o Dão; nem cerejas como o Fundão; nem queijo como a Serra de Estrela, nem chanfana e leitão como a Bairrada.
A bem dizer, a Figueira não tem porra nenhuma..."
Nem praia.

Ninguém reparou que esta foto reflecte uma ruína? Apesar do  luxo asiático da zona envolvente. Esta imagem é bem a metáfora perfeita de uma cidadania de merda. Ou melhor, o retrato fiel de uma figueirinha loira. Uma figueirinha decadente e loira que se mira ao espelho e nem sequer vê o triste e baço despojo que ele reflecte, hipnotizada com o brilho fátuo da moldura dourada.

Quanto mais consigo entrar no pequeno mundo da cidade que é a Figueira, mais sinto a sua decadência e a sua pequenez. 
Ter a noção da migalha que o nosso concelho é, neste momento, em Portugal, a partir daí, é um exercício fácil. 

Contemplar uma cidade como a Figueira, continua a ser agradável, apesar da vulgaridade em que estamos inseridos. 
A Figueira continua a ser uma cidade em construção no espaço. Os seus efeitos, porém, vão notar-se e vão ser perceptíveis só nos próximos anos.  

Todos nós, cidadãos, temos relações com algumas partes da Figueira. 
A cidade e a sua imagem está impregnada de memórias e significações para cada um de nós.
As pessoas e as suas actividades, são tão importantes como os espaços públicos e os imóveis. 

Nós os figueirenses, não somos apenas observadores deste espectáculo patrocinado pela Câmara Municipal, mas, também, tomamos parte activa nele.
Na maior parte das vezes, a nossa percepção da cidade não é isenta nem íntegra, mas sim bastante parcial e fragmentária. 
Acontece ao cidadão normal. E acontece ao político.

"A Figueira não tem nada que realmente atraia o turismo ou a simples curiosidade. Ninguém se desloca de propósito à Figueira para ver a torre do Relógio ou o penico do Jordão, ou a rotunda do farolito, ou qualquer uma das suas rutilantes urbazinações ou das gandes supefíces licenciadas recentemente pela autarquia. Mas tem figuras realmente bizarras. Podia montar um circo."
A Figueira, para quem a conheceu há 50 anos, tem a noção que é uma cidade em declínio.
Espero, contudo, que o declínio, não lhe venha ainda a  beliscar a respeitabilidade. 

Um problema do tempo que passa: a Liberdade de expressão...

Via Manuel Cintrão
A liberdade de expressão assume uma importância crucial numa sociedade democrática.
Os jornalistas portugueses viveram momentos únicos no dia 25 de Abril de 1974. 
Pela primeira vez, em muitos anos, tiveram oportunidade de noticiar em Liberdade, ouvir e publicar, sem censura, comentários da população. 
Entretanto, em 2018, a informação, com Liberdade de expressão, deixou de ser um problema de direito constitucional? 
Será que a informação passou a ser um problema de direito comercial à distribuição de dividendos?

O tamanho...


Vídeo sacado daqui

Para mim, as manifestações não se medem pelo comprimento, mas sim pela força interior, motivação, intenção e sinceridade dos manifestantes. 
Assim sendo, mesmo pensando que estiveram mais de 500 pessoas, na manifestação que o vídeo mostra, não vou discutir “tamanhos”... 
Para mim, que lá estive, o que conta é a questão da justeza dos motivos que levaram um razoável número de pessoas a sair à rua, ontem no lugar conhecido como Canto das Rosas, na localidade de Sampaio, Marinha das Ondas, no limite sul do concelho, a escassas dezenas de metros do terreno onde está prevista a instalação da unidade industrial, empunhando cartazes contra a poluição e exigindo outra localização.
“Em três dias conseguimos mobilizar este povo e é esta luta que vamos levar. Eu penso que vai acabar aqui, quem tem responsabilidade política, quem tem responsabilidade neste país, quem tem responsabilidade concelhia, vai olhar para esta manifestação e vai-nos dar razão”, disse aos jornalistas José Susana, do autodenominado movimento “Marinha Mais Saudável”, promotor do protesto.
“Esta é a nossa primeira manifestação, tivemos pouco tempo para a preparar. Mas como os senhores veem, podem dar a grandeza desta manifestação, podem mostrar ao país a quantidade de pessoas que está aqui”

Em tempo.

Vídeo sacada daqui

Figueira, outubro de 2018

"Ainda a propósito de árvores...
Contrastes chocantes...
Umas, com sentença de morte anunciada, regam-se em excesso, outras que imploravam água há meses, morrem à míngua desse bem precioso (na Rua Cidade Rodrigo), próximo do ex-Pinhal Sotto Mayor."
Via Luís Pena
E é também por estes pormenores que, pouco a pouco, a Figueira se está a tornar, cada vez mais, numa cidade fria e insensível! 
Neste momento, só pensa no faz de conta e nos números e não nas necessidades das pessoas que cá moram, ou que possam vir para cá  morar. 
Esta cidade tem os seus valores completamente adulterados... 
Como não gosto de viver nela, procuro lutar todos os dias para a tentar mudar...

Foi há um ano, mas está mais actual do que nunca...

domingo, 7 de outubro de 2018

"SANITA DO CONCELHO", NÃO! POR UMA FREGUESIA DE MARINHAS DAS ONDAS E ALHAIS LIMPA E SAUDÁVEL!


Foi, talvez, a maior manifestação do século no concelho da Figueira da Foz.
A multidão.  Imagem sacada daqui

A logística veio de Pombal
Imagens da multidão
A deputada Ana Oliveira no uso da palavra

Ainda a multidão
Para ver vídeo clicar aqui.

"Empresa de resíduos diz que protesto de hoje na Figueira da Foz é causado por desinformação"...

"A projetada instalação de um Centro Integrado de Valorização de Resíduos (CIVR) a cerca de 15 quilómetros a sul da cidade da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, tem a oposição da população de mais de uma dezena de aldeias e lugares das freguesias da Marinha das Ondas e de Carriço (Pombal, Leiria), que agendou para as 15:00 de hoje uma manifestação no local.
“A nossa ideia será reduzir também essa pegada ecológica, porque os camiões em vez de andarem 100 ou 120 km como agora, vão andar 10 ou 15”, enfatizou Nuno Gabriel,do grupo Nov (ex-grupo Lena).
Após a eventual atribuição da licença ambiental, segue-se a licença de obra e projetos de especialidade, da responsabilidade do município da Figueira da Foz. A Bionergias espera poder começar os trabalhos de instalação em março de 2019 para começar a laborar em 2020, indicou Nuno Gabriel administrador da BioEnergias."

Via Notícias de Coimbra

Estou fartinho destas notícias putativamente "independentes", na defesa do presuntivo "interesse local", apenas para colorir os interesses profundos de quem as produz: como "desinformado" que sou, como forma de demonstrar a minha solidariedade com a causticada população do sul do concelho, lá estarei a protestar...
Estamos juntos. Até às 15, portanto...

Por vezes, o que nos causa a maior dor, é o que nos salva de mais dor...

Sou um sortudo...
Só fiz más escolhas.
Não repetiria uma só delas.
Estou-lhes grato.
Devo-lhes, pelo menos, isso.
Na realidade, muito mais...

Bom domingo: para lembrar a quem já esqueceu; para ensinar a quem nunca aprendeu...


sábado, 6 de outubro de 2018

Piscina do Ginásio foi inauguradas sem a presença de representantes da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Foto sacada daqui
O evento teve lugar na manhã de hoje. 
Da maioria absolutíssima que ocupa o poder na Câmara Municipal da Figueira da Foz, há 9 anos, não esteve presente ninguém!...
Joaquim Barros de Sousa, sócio nº. 8, presidente da Assembleia Geral do Ginásio Clube Figueirense, na oportunidade, proferiu um discurso de que destacamos o seguinte.
Actualização, via Figueira na Hora:  

A ponta do iceberg à vista!..

"A Figueira Domus, Empresa Municipal, tem por objecto a promoção e gestão da habitação social do Concelho da Figueira da Foz. É uma empresa municipal, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e com património próprio.
A 26 de Julho de 2000, a Câmara Municipal da Figueira da Foz criou a Empresa Municipal de Gestão de Habitação da Figueira da Foz – Figueira Domus, com o objectivo de proceder a uma adequada política de habitação social no concelho. 
Em 2000, foi assinado um Protocolo entre a Câmara Municipal da Figueira da Foz e a Figueira Domus, E.M., onde foram delegadas, a esta empresa, as seguintes competências:
Proceder a obras de conservação nos fogos municipais, bem como à manutenção dos espaços exteriores dos bairros;
Dinamizar, gerir e administrar todos os assuntos e matérias relativas aos empreendimentos que se encontravam em curso à data da assinatura deste protocolo;
Dinamizar, gerir, administrar e resolver todos os assuntos e matérias relativas aos empreendimentos em fase de projeto." - Via Município da Figueira da Foz

Ora, se a habitação social, no concelho da Figueira da Foz, por falta de "obras  de conservação nos fogos municipais", está em mau estado, bem como a "manutenção dos espaços exteriores dos bairros", deixa muito a desejar, fica a pergunta: para que serve a Figueira Domus, E.M.?

Para colocar em exibição, em local perto de nós, como tem acontecido nos últimos anos, a dança dos jobs for the boys,  bem ensaiada, afinada e executada, pelos partidos do arco da governação local?

Orbán, Trump, Bolsonaro: como chegámos até aqui?

"O fascismo nunca triunfa só com fascistas. Os que lhes emprestam credibilidade (e lhes dão o voto) é que são o problema. Um dia acordamos com eles no governo. A criar raízes."
MANUEL LOFF

O PARQUE MUNICIPAL DE CAMPISMO...



Vídeo Município da Figueira da Foz 

"O Parque Municipal de Campismo estava necessitado de uma série de beneficiações, as quais foram sendo levadas a efeito ao longo dos três anos de mandato, como o alargamento da via de acesso, construção de novo edifício para a recepção, reabilitação da vedação, beneficiação dos campos desportivos e da piscina, e instalação dum sistema de detecção de incêndios.
Era (é) um equipamento essencial para o turismo figueirense, cujos utentes oscilavam à época entre os 15 e os 18 mil - mais concretamente 18 113, com 130 064 dormidas, em 1982 - número reduzido presentemente a pouco mais de metade, com 9 492 utentes em 2017.
Toda a actuação relativamente ao Parque  foi no sentido de preservar ao máximo a privacidade e tranquilidade dos seus utentes, evitando visitantes estranhos - um parque de campismo não é nenhum "jardim zoológico"... - com excepção dos convidados dos próprios campistas, que os vinham buscar à recepção.
Muito recentemente, um responsável autárquico demonstrou a sua ignorância ao anunciar a intenção de o transformar num equipamento misto aberto à população da cidade.
Façam um Parque da Cidade - o anunciado Parque Urbano lá se encontra em pousio há anos e anos - mas não o misturem com o Campismo."
Joaquim de Sousa, no livro FIGUEIRA DA FOZ, Memória de um mandato e os anos perdidos, páginas 90 e 91.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

GRUPO DESPORTIVO COVA GALA: PARABÉNS

Os sonhos e os rostos são os mesmos. As vitórias, as promessas e as dificuldades teimam em permanecer. O campo é o mesmo - lamentável
Hoje, 5 de Outubro de 2018 o Grupo Desportivo Cova-Gala celebra 41 anos de existência. 
Naquele pedaço de saibro, miúdos e graúdos praticam no clube, que por opção escolheram, a modalidade que gostam – futebol.

PISCINA DO GINÁSIO: "ATÉ QUE ENFIM! REABERTURA NO DIA 6 DE OUTUBRO"

"Depois de várias e prolongadas contrariedades, incluindo o embargo municipal das obras, a nossa Piscina vai finalmente reabrir ao público, após 21 meses de encerramento.
A reabertura será assinalada com uma breve sessão, com início pelas 11,30 horas do próximo sabádo, dia 6 de Outubro.
Para estrearem as novas instalações foram convidados, num acto de inteira justiça e reconhecimento, os nadadores que durante este longo interregno se mantiveram a treinar diariamente na Piscina Municipal de Montemor-o-Velho, onde encontrámos as melhores condições.
Está também prevista uma estafeta para a qual estão convidados os antigos nadadores do Clube, de todas as épocas.
As inscrições para aulas de natação e hidroginástica abrem na próxima terça-feira, dia 25, durante alguns dias ainda no Pavilhão Galamba Marques, no horário de expediente (15 às 19.30 horas).
O funcionamento das aulas iniciar-se-á na segunda-feira, dia 8 de Outubro.
Perto de meio século após a inauguração, anos durante os quais ensinámos a nadar gerações de figueirenses, esta piscina privada aberta ao público volta a estar ao serviço da cidade.
Desde 2010 sem qualquer apoio oficial, tal como aconteceu agora com as obras de remodelação e ampliação, totalmente suportadas pelo Clube."


Via Ginásio Clube Figueirense

Viva a República. Também na Figueira

A Figueira não pode ser uma cidade de negócios mirabolantes ou de iniciativas megalómanas. Tem de haver um conceito, tem que haver uma escala de valores: a Figueira tem de ser uma cidade de emprego, uma cidade onde o trabalho tem valor e tem de ser valorizado.

Formalmente, estamos em democracia.
Todos os elementos para que a democracia funcione existem.
Mas, no dia a dia, será que é mesmo assim?

Nós próprios, ao longo dos anos, permitimos que fossem criadas as condições para que a classe política local, não se sinta constantemente comprometida pelo nosso pedido de contas e responsabilidades na gestão do concelho. 

Não podemos esquecer, porém, que fomos nós que os elegemos.
Eles, os eleitos, são os nossos representantes.
Eles, os eleitos não mandam em nós, nem são os nossos chefes.
Eles, os eleitos, não são os nossos senhores. 
Esse tipo de governação local acabou há muito.

Neste dia 5 de Outubro de 2018, fica uma exigência democrática: a administração autárquica tem de primar pelos princípios exemplares da competência, da transparência, da decência.
A Figueira não pode ser uma cidade de negócios mirabolantes ou de iniciativas megalómanas. Tem de haver um conceito, tem que haver uma escala de valores: a Figueira tem de ser uma cidade de emprego, uma cidade onde o trabalho tem valor e tem de ser valorizado.
A Figueira não pode ser uma segunda Coimbra, a capital de distrito que tudo quer  centralizar.
Querer fazer da Figueira uma segunda Coimbra, tem como consequência, tornar a Figueira numa Coimbra de segunda.

Espectáculo com a participação dos acordeonistas Petar Maric, Rodrigo Maurício, Bruno Gomes e Márcio Cabral...


90 MIL EUROS, COM IVA A 6%...

Sou do tempo em que não se devia fazer perguntas. Ficava mal, diziam... 
Fazer perguntas era sinal de ignorância.... 
Mais tarde, percebi que "não há perguntas estúpidas, só respostas." 
Vivemos um tempo, cá pela Figueira, em que quem nos governa parece não gostar que lhe façam perguntas. 
Pois a mim apetece-me continuar a fazê-las. Sinal de que estou vivo e ainda não senil. 
Pena que as respostas, quando as há, sejam pouco conclusivas... A maior parte das vezes.
Reparem nos pormenores...
Esta reconstrução vai ficar mais cara que o custo de um apartamento na marginal?..

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

130 anos depois a Figueira está sem rei, nem roque e sem linha de comboio...


Via Município da Figueira da Foz


"As melhores imagens do jantar inserido nos II Encontros de Cultura  e Património da Figueira da Foz evocou a Visita Real de 1882", reuniu "101 talheres" da elite figueirense de 2018...

A educação, a percepção e o meio ambiente que nos rodeia

Das poucas certezas que tenho na vida, é que gosto de todas as árvores.
Contudo, a minha paixão é os pinheiros.
E a explicação é simples: cresci no meio deles. 

Lamentavelmente, também na Gala, o progresso não  permitiu que as zonas arborizadas, por outras palavras , a vida natural e a vida domesticada, pudessem existir lado a lado, numa tolerância e numa harmonia mútuas.

Quem não se lembra do chamado "Pinhal do Chula", uma zona verde de excelência que foi dizimada para dar lugar a vivendas e blocos de apartamentos. E do pinhal a sul, que chegava a cerca de 200 metros da casa dos meus pais. Em seu lugar, está lá uma empresa abandonada e uma zona completamente degradada que há-de ser espaço de mais blocos de apartamentos. 
Recorde-se, que já esteve prevista a construção de cerca de mil fogos em altura nos 12 mil quadrados onde estão os escombros da antiga Alberto Gaspar.

Foto sacada daqui
Neste momento, temos os casos das árvores de Buarcos e da instalação na freguesia da Marinha das Ondas de uma unidade de reciclagem e valorização de produtos orgânicos da BioEnergias...
Vivemos numa Figueira cada vez mais desigual, em que se perdeu a noção de uma certa decência e muita eticidade comportamental.

Parece que não aprendemos nada com a História. 
Os políticos figueirenses, até prova em contrário, são pessoas educadas. Só que a educação, é esse o meu receio, consiste em aprender a ver uma coisa, tornando-nos cegos para outras, nomeadamente a percepção.
A característica mais notável da percepção é que ela não provoca nem o consumo nem o desgaste de qualquer recurso. 
Promover a percepção é a única parte verdadeiramente criativa da indústria da recreação ao ar livre.

"A LUTA TERÁ QUE SER SEM TRÉGUAS CONTRA A INSTALAÇÃO DO CENTRO INTEGRADO DE VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS. BASTA!"

O alerta é de Manuel Costa Cintrão e pode ser lido aqui.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A união faz a força: “o município deliberou reunir todos os dados tidos como pertinentes, accionando os devidos procedimentos para uma resposta clara e objectiva, reiterando a disponibilidade para nesta fase reunir com o Movimento Parque Verde”

Um homem isolado é um alvo fácil. No meio da multidão passa despercebido. É princípio de defesa presente no cardume! O peixe no cardume tem mais facilidade de iludir o predador. É a força imensa do fraco perante o forte: a sua união!

"Tendo por base o previsto abate de algumas árvores junto ao Mercado de Buarcos, em espaço de requalificação urbanística, o Movimento Parque Verde traçou hoje um resumo das medidas tomadas a fim de suspender ou anular esta decisão camarária.
Recordando pedidos de reunião urgente (com últimas datas de 3 e 27 de setembro), adianta Luís Pena, do MPV, que “nada foi aprazado connosco até à presente data, no entanto, as obras continuam a bom ritmo”.
Desta forma, foi hoje anunciado, “seguirá queixa para a Provedoria de Justiça para que, de futuro, situações como esta não se voltem a repetir”.
O município da Figueira da Foz, através do Gabinete do Presidente, mostra abertura em reunir com o Movimento: “o município deliberou reunir todos os dados tidos como pertinentes, accionando os devidos procedimentos para uma resposta clara e objectiva, reiterando a disponibilidade para nesta fase reunir com o Movimento Parque Verde”."

Via Figueira na Hora

A não perder: “10 e 10” ...

Um programa semanal de entrevistas informais, com música e público ao vivo, em formato de ‘talk show’ norte-americano e produzido por Jot’Alves, jornalista do diário ‘As Beiras’, estreia hoje numa colectividade da Figueira da Foz.

“A ideia já é antiga e surgiu porque acredito que a Figueira da Foz tem massa crítica para, por um lado, suportar um programa com esse formato e, por outro lado, acho que precisa desse tipo de formato de entrevista descontraída”, disse à agência Lusa o entrevistador e autor do programa.

Jot’Alves – nome profissional do jornalista – explicou que o novo formato “é para ser semelhante a um ‘talk show’ norte-americano, mas em versão local”, já que os promotores não dispõem dos meios, “nem de produção nem orçamentais”, para equiparar o programa aos seus congéneres televisivos do outro lado do Atlântico.

Para além das entrevistas semanais com duração de aproximadamente 50 minutos a um convidado, figura pública da Figueira da Foz, realizadas no palco da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto, umas das mais antigas colectividades do concelho, perante uma plateia com 150 lugares sentados, o programa inclui música ao vivo a abrir e a fechar, e a exposição, no cenário, de trabalhos de um artista plástico.

O programa intitula-se “10 e 10” – numa alusão ao local da entrevista, a Dez de Agosto e a hora agendada para começar, às 22:00 – e o público presente não fará perguntas ao entrevistado, “porque não é o espírito do programa e pode correr-se o risco, até, de o desvirtuar”, esclareceu Jot’Alves.

Já os entrevistados “têm de ter um perfil adequado” ao formato do programa: “Tem de ser uma pessoa bem-disposta, descontraída, comunicativa e que aceite ser submetida a algumas surpresas e provocações que não serão de nenhum modo confrangedoras, serão coisas muito suaves”, disse o jornalista, sem, no entanto, revelar mais pormenores.

O primeiro convidado é João Damasceno, administrador da empresa Águas da Figueira, concessionária de águas e saneamento da Figueira da Foz, mas também ator de teatro e de cinema. A conversa versará sobre a área profissional do entrevistado, embora esse não seja o foco primordial da entrevista, avisa o jornalista.

No dia 10, o entrevistado é Miguel Babo, “uma personalidade multifacetada”, já que para além de vereador da oposição PSD no executivo municipal, é encenador teatral, actor e organizador de um festival internacional de xadrez, “outra pessoa que se enquadra no perfil deste tipo de programa, que não é uma entrevista jornalística pura e dura”, reafirmou Jot’Alves.

“É um espaço diferente, não é um espectáculo, não é um espaço de entretenimento, mas é uma entrevista informal e, acima de tudo, é um programa despretensioso”, acrescentou.

A primeira série do “10 e 10” começa hoje e decorre até ao natal, sempre nas instalações da Dez de Agosto, com transmissão em direto para a rede social Facebook na página do Diário As Beiras, jornal que depois publicará uma síntese dos momentos mais importantes.

O programa será ainda gravado e transmitido, em diferido, na rádio local Foz do Mondego.

“Depois de tantos anos a fazer entrevistas semanais [na rádio e numa televisão local] sérias e objectivas, também senti a necessidade de ter uma relação profissional diferente com os interlocutores habituais, num registo muito mais descontraído e informal”, concluiu Jot’Alves.

Via AS BEIRAS

Vai seguir queixa para a Provedoria de Justiça...


 
1.   O Movimento Parque Verde é um movimento de Cidadania, com mais de 20 anos de existência, que tem no seu pressuposto a defesa dos espaços verdes na zona urbana da Figueira da Foz;
2.   É um movimento supra-partidário que só tem como único interesse o bem-estar da sociedade em que se insere, batendo-se, por isso, pela defesa dos corredores verdes delineados pelo Plano Garret e pelos Arq. Alberto Pessoa e Ribeiro Telles;
3.   No passado dia 14 de Agosto, fomos alertados da marcação de árvores saudáveis com uma cruz vermelha, na zona ribeirinha de Buarcos, alvo de intervenção por parte desta autarquia, assinalando o seu abate.
4.   Em conversa com os trabalhadores fomos informados que o abate se daria no dia 16 de manhã, sendo que dia 15 foi feriado, era impossível a marcação de reunião com o Sr. Presidente da Câmara, daí a necessidade imperiosa de termos marcado uma concentração no local para impedir o abate;
5.   Aquando da reunião de câmara, realizada a 30 de Agosto último, foi afirmado pelo senhor Presidente que só se procederia ao abate de 10 árvores…
6.   Após esta informação, tornada pública nessa reunião, o Movimento Parque Verde, no dia imediato, ou seja, em 31/08/2018, requereu uma reunião técnica urgente com a seguinte finalidade:
- Indicação precisa das 10 árvores que tencionavam abater.

- Quais os locais, as espécies e número de árvores a plantar. 

7.   Em virtude da não resposta ao nosso pedido de reunião urgente, em 3 de Setembro, reiterámos o pedido.
8.   Em 4 de Setembro, fomos informados que o Arq. Ricardo Vieira de Melo se encontrava a desenvolver as alterações resultantes dos acertos no projecto e que, após recepção das mesmas seria marcada uma reunião com este Movimento.
9.   Dado terem decorrido mais de 3 semanas sem qualquer notícia, nem marcação de reunião, em 27 de Setembro transacto, foi reiterado novo pedido de reunião.
10. Porém, nada foi aprazado connosco até à presente data, no entanto, como podem observar, as obras continuam a bom ritmo, o que nos faz depreender que não existe vontade de reunir com este Movimento que, conta com um passado de independência, coerência cívica e cultura democrática.
11. Por tal facto, vimo-nos obrigados a dar esta conferência de imprensa servindo a mesma para informar que seguirá queixa para a Provedoria de Justiça para que, de futuro, situações como esta não se voltem a repetir nesta cidade com um passado de fraternidade democrática onde reinou sempre o diálogo.
12. Porque as árvores não falam e não votam, têm aqui – neste Movimento - a sua Voz!  

Buarcos, 3 de Outubro de 2018

MOVIMENTO PARQUE VERDE

Enrolar a conversa


José Martins: era crítico e exigente, mas, ao mesmo tempo, bom tolerante e solidário

Pior do que falar mal, é pensar que se está a falar bem e não reparar, ou não sentir, que se está a falar mal.
Sobretudo, gente da política, rádio, televisão e imprensa, fala mal porque “não repara”. A isto chamaria uma gritante ausência de rigor e laxismo que tem mais a ver com as nossas características (seja lá o que for que entendamos pelas nossas características) do que termos sido mal ensinados.
Alguém acredita, por exemplo, que Jorge Coelho, do PS,  não saiba que não se diz “hadem”? Ou “póssamos”

Este é um pequeno exemplo, de tantos, em que não acredito que as pessoas não saibam. Simplesmente, não têm rigor no que fazem.
Ausência de rigor que é igualmente aplicável a quem tem responsabilidades de chefia. Eu nunca permitiria, se fosse chefe de redacção, director de programas de televisão ou de rádio que um repórter ou apresentador fosse recorrente nos erros que dá.
Pelo que acho que as chefias têm o mesmo grau de responsabilidade que os prevaricadores. Talvez mais.
Nunca te vou esquecer nem deixar de agradecer Zé Martins.

Outro aspecto frequente e profundamente irritante, é a forma rebuscada, elaborada e fastidiosa como se fala. Os políticos – e a Figueira tem um mestre no assunto - falam de tal maneira, aliás,  “querem” falar de tal maneira que, frequentemente, perdem o fio da conversa, perdem-se no contexto, trocam o género dos adjectivos e acabam perdidos sem saber como acabar o que começaram. Isto sim, é falar mal e não tenho uma opinião formada das razões para que isso aconteça. Poderão, eventualmente variar com as pessoas e com a sua formação. Mas uma coisa é certa. Se a educação privilegiasse a dicção como uma prioridade na comunicação, este aspecto poderia ser substancialmente reduzido.

Bom dia para todos. Hadem ver que a gente havemos de melhorar com o tempo...
Mesmo o nosso autarca mestre no assunto de enrolar a conversa...

Abater árvores saudáveis?..


"JUNTOS POR UM FUTURO MELHOR PARA NÓS E PRINCIPALMENTE PARA OS NOSSOS FILHOS!"

I
Imagem sacada daqui

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Conferência de imprensa do Movimento Parque Verde

"A Figueira, que sempre foi uma cidade privilegiada pela Democracia, vê-se agora privada desse bem essencial à vida político-social. Pena que assim seja, pena que o executivo socialista, não aplique as regras da Democracia, pelas quais o partido se rege. Como Figueirense, sinto-me envergonhado. Sinto pena de ver um presidente de Câmara, com pouco ou nenhum dom da palavra. Aborrecido a falar, sem interesse, quase por favor! A Figueira merecia muito melhor!"  - João Paulo Simões. Comentário colocado numa postagem de Luís Pena, sobre a recusa de audição ao Movimento Parque Verde.
O Movimento Parque Verde, grupo cívico que defende as áreas verdes e arborizadas da zona urbana da Figueira da Foz, vem comunicar que irá levar a cabo uma conferência de imprensa, amanhã, Quarta-Feira, dia 3, pelas 12h 30m, junto ao Mercado de Buarcos, local onde estão em risco de serem abatidas árvores de grande porte, com mais de 50 anos.

Desculpem, mas isto entra pelos olhos dentro: a Figueira mete nojo...

Foto Isabel Maria Coimbra
Está na hora de começarmos a olhar para a nossa cidade com outros olhos. 
Sobretudo, entender, uma vez por todas, que é necessário exercer a nossa cidadania.
A Figueira, literalmente falando, mete nojo!
Está porca, descuidada e desleixada.
E se não formos nós, cidadãos, a acordar rapidamente, nada irá mudar...

"Mesmo no tempo em que nos fizeram crer que o mandato autárquico era rico e os fundos comunitários tudo apoiavam, a Figueira da Foz (cidade) não teve direito a piscina! É por isso que hoje dedico esta crónica ao Ginásio Club Figueirense, por todos os que já ensinou a nadar no seu “velho tanque” e pela teimosia de resistir e persistir… à renovada piscina: Vai d’Arrinca… Zás Traz!"

"Outras águas…", uma crónica de Isabel Maranha Cardoso.
Para ler, clicar aqui.