quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entre as Lagoas das Braças e da Vela (II)

Digam o que disserem, a ideia de que isto que está patente na foto, não envolve perigo, neste caso, não chega sequer a ser ideia...
JORNAL AS BEIRAS, 16 DE AGOSTO DE 2017

Nota de rodapé.
Sem falsas modéstias, OUTRA MARGEM, continua um blogue de uma valia ímpar! 
No fundo, funciona como um espaço utlitário, que muitos aproveitam vindo cá várias vezes ao dia.
Ainda bem. A porta estará sempre aberta e não é preciso moedinha... 
Utilizem. Serviço público, é isto.

Miguel Mattos Chaves regressou de férias...



A verdadeira importância do debate político, é mostrar ao eleitor a verdadeira face dos candidatos a eleitos. 
Não há volta a dar: as posições definem-se, as pessoas esclarecem-se e o benefício do debate é imenso.
Desta forma, quaisquer que sejam as razões em que se refugie qualquer candidato autárquico na Figueira, em 2017, para evitar o debate, a  sua fuga  não pode deixar de ser considerada como um enorme sinal de desrespeito pelos eleitores e uma demonstração de cobardia manifesta. 
Desta forma, sauda-se a disponibilidade do  candidato pela Coligação "Fazer Diferente" que agrupa o CDS-PP, o Partido Popular Monárquico (PPM), Plataformas de Reformados e dezenas de pessoas Independentes, Miguel Mattos Chaves.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A notícia veio no Diário de Coimbra

Na Figueira, depois de Agosto, resta o deserto?..

Agosto e a “silly season”, é uma crónica hoje publicada pelo jornal AS BEIRAS, com assinatura de Isabel Maranha Cardoso, economista.

Vai-te embora mês de agosto”, expressão antiga e usada na Figueira quando em pleno verão a cidade balnear suspirava por sossego e tranquilidade que a época baixa lhe traria. Da mesma forma que se ansiava a chegada do Verão, depois de invernos longos e sossegados, ansiava-se assim a partida dos banhista para que a cidade retornasse ao seu estado de normalidade. A mesma expressão se usava quando em Agosto morrinhava ou havia grandes nevoeiros e as noites se tornavam frias, enfim quando o clima começava a “variar”, assim como “primeiro de agosto primeiro de inverno”. Hoje naturalmente pelos efeitos das alterações climáticas, já não estranhamos a aleatoriedade do clima. Enfim, dito isto tudo, dou por mim a pensar no que estarei para aqui a escrever… o que disse atrás não é opinião mas apenas informação, também não é crónica política, nem actualidade internacional Trumpista, ou Venezuelana ou Norte Koreana, não são comentários à desinteressante campanha autárquica em curso, pois não ... Então porque refiro expressões de Agosto? Só há uma razão, o facto de estarmos em plena “silly season”! Traduzindo, a “estação ridícula” designa o período de menor intensidade informativa dos media. Os critérios de seleção jornalísticos tornam-se imensamente flexíveis, considerandose relevantes assuntos que noutra altura jamais seriam objeto de notícia. Assim no vazio deste escrito reafirmo, é a “silly season”!
Se mais nada acontecer, na Figueira é sempre carnaval!
Nota de rodapé. 
Este escrito de Isabel Maranha, dá a entender que, neste momento, não se passa nada na Figueira, politicamente falando. 
Este escrito, a meu ver, porém, coloca outra questão: a dicotomia entre a distracção, versus, concentracção? 
Existe complementaridade ou oposição entre os dois conceitos? 
Não tenho grandes dúvidas. Para além de complementares são simultâneos. Comigo é assim: quando estou concentrado em algo, estou distraído de tudo o resto! 
Por outras palavras: quando canto, não assobio... 
Tudo na vida tem uma explicação. O que não tem, é milagre! 
Em 2017, na Figuiera, o ano devia terminar no fim de agosto. O fim de agosto que vai a meio, este ano na Figueira, pode ser o fim, e não ser o começo de nada. 
Vamos ter um deserto para atravessar. 
Para sobreviver, resta caminhar, pois não há outro remédio.

Portas dos Fundos e a Mega Freguesia

A política local tem uns artistas manholas, que aparecem vestidos de cordeiro, mas não passam de uns lobitos esganados com fome de poder. 
Podemos enganar muita gente, durante muito tempo, mas não conseguimos enganar toda a gente, durante todo o tempo.
Simplificando: podemos mentir muitas vezes, mas nunca uma vida inteira. 
A pele de cordeiro é um disfarce, entre outros,  ao serviço da causa de bem iludir. 


Recententemente, no PS, vimos Rui Duarte a ser iludido pelo seu camarada Luis Ribeiro, quando este o incentivou a avançar contra José Esteves e, depois, tirou-lhe o tapete, saindo de cena pela porta dos fundos e voltando à cena pela porta do poder, ao aceitar ir na lista da AM em sétimo lugar, deixando para trás o "amigo" e "camarada".
Porquê?
Luís Ribeiro, já há muito tempo que percebeu que Rui Duarte tem mais apoios dentro e fora do partido do que ele próprio, e isso era um problema, aparentemente, por agora, resolvido. 
Mas, Roma não pagou a traidores...

A mega Freguesia de Buarcos e São Julião, tem sido um foco de novelas mexicanas. 
Na Figueira, o PSD não se deixa atrás do PS no que diz respeito a folhetins políticos. 
O actual candidato à Câmara, Dr. Tenrinho foi derrotado em 2013 pelo José Esteves, homem do mar, da máquina, mas que na politica tem sido o homem do Leme. 
O Dr. Tenreiro continua confrontado (e está acossado...) pela seguinte questão: se ele não conseguiu ganhar uma mera Junta de Freguesia, será que vai conseguir ganhar uma Cânara Municipal? 
Até ele, neste momento, deverá ter consciêcia que é uma missão quase impossivel.

Então, qual a  razão porque aceitou ser candidato?
Simples. Tenrreiro sabe que perdendo também ae ganha. Estas eleições serão um lava mãos...
Uma mão lavará outra. As duas lavam a cara. 
Ou seja, o Dr. Tenreiro faz o "sacrificio" de perder as eleições e a seguir receberá como recompensa, ao ver o seu nome incluido na próxima lista de deputados da Assembleia da República (o episódio do "esquecimenro" de Ana Oliveira na lista à Câmara, deu para perceber o fio da meada...).

Mas, voltando ao perdendo também se ganha e à mega Junta ser propícia a folhetins, é imperativo colocar a seguinte questão: estará "Tenrinho" interessado em ganhar a mega Junta? 
Aqui, a resposta é claramente: NÃO! 
O Engenheiro João Saltão
Porquê?
Primeiro, porque se o PSD ganhar a Junta e perder a Câmara, é uma segunda derrota pessoal para Tenreiro. Segundo porque Tenreiro e sua familia são amigos de José Esteves e do genro deste. Ora, está na calha o PSD do Dr. Tenreiro sacrificar um cordeiro em nome destes movimentos e interesses subterrâneos, e esse nome tem um nome: João Saltão!

O ANC-Caralhete News apurou que existe desinteresse e falta de apoio à candidatura do buarcosense Engenheiro João Saltão, por parte do Dr. "Tenrinho" e da Direcção de campanha (se é que ela existe) do PSD. 
Há muito tempo, que a fotografia do conhecido homem do Leme - Esteves, está na rua em outdoors e a do candidato do PSD à mega Junta, ainda devem estar a fazer os fotolitos, ou a escolherem a melhor gravata. 
Não é no minimo estranho, que na página de Tenreiro não exista uma única acção de campanha com a equipa candidata à Junta com mais eleitores? 

O ANC-Caralhete News apurou também, que João Saltão é um bom candidato, certamente, melhor que Tenreiro e, que tem fortes hipóteses de ganhar, assim quem de direito (ou de direita...) tenha essa ambição e desejo.
Presumimos que até João Saltão, apesar de, ultimamente, andar um pouco deslumbrado e nas núvens, já viu que não vai ser fácil...

E assim sendo e sendo assim, aqui fica  a crónica de mais um cordeiro a abater, para se juntar a Rui Duarte e, ao longo dos tempos, a outros mais, neste lamaçal da politica figueirense, que mais "parece um corredor com mais portas que a de um bordel de putas"
Mas, existe sempre a melhor porta - que é a dos fundos 
Já Chico Buarque dizia - "não se pode sambar na lama com sapatos brancos".

Conteúdo produzido pela ANC-Caralhete News

Se isto não é a política, digam-me o que é a política?..


"Cantora Ágata candidata à Câmara Municipal de Castanheira de Pêra"!..

Nota de rodapé.
Como seria bonita a política, em Portugal, se a música fosse toda desta!..
Como sabemos, a política, em Portugal, resume-se a uma coisa simples: é a arte de arrancar dinheiro dos ricos e votos dos pobres.
O pretexto é simples e funciona: protegê-los uns dos outros!..

Rui Curado Silva, candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Figueira da Foz, apresentou a lista no passado sábado

foto sacada daqui

1+1, nem sempre é = 2!..

Nem queria acreditar, mas é verdade. Na política portuguesa, há sempre algo para nos surpreender!
"Pulo Miranda é o candidato à Câmara Municipal de Campo Maior pela coligação "Povo Unido Com Campo Maior" entre PSD-CDS-PPM.
O Cabeça de Lista à Câmara, proposto pelo PPM, nas listas que deram entrada no dia 7 de Agosto, no Tribunal de Elvas, é também o cabeça de lista da mesma candidatura para a Assembleia Municipal de Campo Maior."
Há quem parta do princípio de que um problema de que não se fala, não existe!
Se silenciarmos a realidade, se fingirmos que não vemos o que está mesmo à frente dos nossos olhos (num exercício de hipocrisia que até faz doer), se negarmos as evidências, por mais fundamentadas que sejam (desprezando a experiência e o conhecimento de quem sabe mais do que nós), a Figueira até pode pular, mas não avançará.
Um dia destes, via José Luís de Sousa, tive conhecimento que "fechadas as listas às eleições autárquicas, descobrem-se coisas curiosas: fica-se a saber que há casais candidatos (até nos maiores partidos), irmãos candidatos, gente que é candidata e tem a mesma morada! Percebe-se, que nos partidos mais pequenos ou nos emergentes movimentos de cidadãos seja necessário repetir nomes, conforme o órgão autárquico a que se quer concorrer (porque não há gente para tudo). Mas, no caso da Figueira da Foz,, quando uma força política que até tem alguma tradição ao nível do poder local - durante mais de uma década esteve representada na vereação e há quatro anos teve quase 2.500 votos e ficou a poucas dezenas de voltar a eleger um vereador - faz o que a foto documenta.... (e acreditem que são os únicos a fazê-lo, assim, à descarada)... não será licito perguntar:  'não há mais ninguém'?' Ou não acreditam que a candidata à Câmara tenha hipóteses de ser eleita e preferem, desde já, 'segurar' o lugar que ocupa actualmente na Assembleia Municipal? Eis uma candidatura "dois em um"! Resta saber se funciona...!"

Ao contrário do que pensava, o assunto passou entre os pingos da chuva. Praticamente, ninguém deu por ele.

Mas, agora, via Isabel Maria Coimbra, o assunto veio de novo à baila.
Passo a citar partes do seu escrito no facebook.
"Estando o país em contagem decrescente para as próximas eleições autárquicas em Outubro de 2017, estranho que a CDU (coligação comunista) candidate sempre as mesmas pessoas num ‘viró disco e toca o mesmo’ e que uma mesma candidata possa concorrer à Presidência da vereação da Câmara Municipal e ser também a nº 2 na lista da AM, sugerindo que quer garantir um lugar, fazendo supor que, provavelmente, tem uma excessiva ânsia pessoal de poder...
No aspecto ético, tendo a CM e a AM poderes distintos - visto que a AM supervisiona e fiscaliza a acção executiva da CM- a atitude é, no mínimo, reprovável. 
No aspecto moral, também não será grande exemplo para os mais novos... 
Atraem gente nova assim? Como? Se quem lá está há décadas quer conservar o poder a todo o custo? 
Ainda que a situação seja legal, sabendo que a CDU é a terceira força política do Concelho e que deve ter muitos (?) militantes e simpatizantes, chamo ‘deficit democrático’ a este tipo de arranjos dentro dos Partidos, com gente a sofrer do mal de ‘carreirismo político’, saltitando de lugar em lugar desde que fique no poder. 
Uma orquestra que toca sempre com o mesmo violino já deve ter grande desafinação no instrumento e, talvez, já não seja capaz de produzir música diferente... 
Assim, como já sabemos o discurso de cor e o que os (mesmos) candidatos podem oferecer ao Concelho, estamos tão anestesiados que acabamos por desligar desta CDU/FF demasiado repetitiva."

Mas, há mais. E, talvez, ainda melhor.

A Fátima Trigo ex-candidata "Somos Figueira" a Tavarede, em 2013, em 2017 vai na lista que concorre à Junta de Tavarede, pelo PS, e também vai na lista à Assembleia Municipal, pelo Partido da Terra, cujo cabeça de Lista à Câmara Municipal é o António Durão!..

Confesso que, a um fulano que se assume de esquerda, como eu me assumo, e sabendo, como sei, que quem alerta para os perigos da esquerda,  é porque se dá bem com a direita, mesmo assim, este assunto não deixa de preocupar.
E atenção: para que tudo seja clarinho, afirmo que não considero esquerda aquela que, em primeiro lugar, gosta de contar dinheiro. Essa, é uma "esquerda" fora do meu baralho, à esquerda.
Fico com uma dúvida, a que só os figueirenses podem dar resposta em 1 de outubro próximo: com uma esquerda local assim, quem precisa da direita?
Mas, a Figueira, seguramente, não me vai dar a resposta.
A Figueira tem um problema, que é de sempre (pelo menos, desde que tenho memória): as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas. As idiotas estão cheias de certezas!..
E, sendo assim, tudo vai ficar como dantes, no quartel de Abrantes!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sou cada vez mais adepto da navegação à vista: tem uma enorme vantagem... Não nos desiludimos!..

"Desesperar pelos dois... 
Dizem que o Sobral "canta" hoje. 
Se não chover ou fizer vento. 
É que por cá, por mais que aconteça, não há volta a dar. 
Raramente há um plano B. Ou C. Ou D. 
Um planinho qualquer de quem se mete a organizar eventos. 
E o pessoal sai de casa, alguns até chegam de fora da Figueira e... pois, às vezes, népia. 
Mas isto digo eu que nada percebo disto..."

Acabei de citar Jorge Lemos.

A Figueira, uma cidade virada para o turismo, onde o tipicismo continua a ter o seu lugar...

Rua Dr. João de Barros.
Às portas de uma unidade hoteleira, há 24 horas que a merda está a sair pelas caixas!..

Praia da Leirosa... (ano zero no turismo...)


Em pleno Agosto, na Praia da Leirosa, turismo ano zero!
Leirosa está  sem balneário!
Em 8 anos não houve tempo de os fazer?
Leia-se, tempo útil para os interesses dos habitantes e visitantes da Praia da Leirosa...
Tempo útil, para as eleições de 1 de outubro próximo, é outro departamento...

Praia da Leirosa...

 

A foto fala por si.
Entretanto, este terreno, foi vendido em hasta pública, com o argumento de que o campo de futebol do Clube local recebeu um piso sintético.
Só que esse parque e jogos, ao que chegou ao nosso conhecimento, só abre ao fim da tarde. 
De dia, as crianças da Leirosa ficaram sem um local próprio para a prática desportiva, onde foram gastos milhares de euros...

Circo: o espectáculo continua... (quando será o dia grátis às damas?..)

Há dias assim, em que a reciprocidade é uma chatice. Não apetece dar. Quanto mais receber...

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (VII)

Um dos  cancros absurdos da Figueira são os prédios em ruínas, há décadas, muitas vezes em algumas das zonas mais valorizadas da cidade. 
Exemplo disso é o edifício "O Trabalho".
Isto é a  demonstração do que tem sido o poder político na Figueira: fraco com os fortes e forte com os fracos.
A questão, para os figueirenses é esta. Passo a citar o  vereador António Tavares, numa crónica publicada no jornal AS BEIRAS, na terça-feira, 11 de março de 2014.
"...  não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
Como é o possível que o município continue a demitir-se de um dos mais óbvios problemas do seu território? 
Estou como o António Tavares, vereador executivo há oito anos, 8, em 11 de março de 2014 no jornal AS BEIRAS:
"...  não consigo perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
Quem conheceu António Tavares, nos idos tempos do Linha do Oeste, alguma vez suporia o artista de circo que ali estava em potencial?
Oitos anos no poder executivo, revelaram o maior artista de circo figueirense na especialidade de engolir sapos.
E, assim, se vai degradando a vida pública  na Figueira. Pelo caminho, "comprados" pelo sistema, vão ficando os  pesos e contrapesos, essenciais à saude da democracia.
Da mesma forma que não se apaga o passado, também não se pode viver fingindo que ele não tem peso. 
Ah, pois: temos  a "vidinha"!
Só que, é quando lá chegamos, é que damos conta do quanto boa é essa de tal de "vidinha"!..

domingo, 13 de agosto de 2017

O livro aberto que eu sou...

Gosto da distância. 
Deixo aproximar de mim muita pouca gente.
Os intrusos incomodam-me. Os curiosos também. Tenho a mania da discrição, provavelmente por, na essência, ser pouco amistoso e bruto. 
Não tenho segredos. Costumo dizer que sou um livro aberto, apenas com uma ou outra página colada... 
Sou responsável pelo que sou, não pelo que os outros, quem quer que eles sejam, julgam que eu sou. 
De mim, que me considero ser um "liberal old fashion", alguns dizem que sou "comunistoide"!..
Às vezes é tramado, para não escrever outra coisa que me estava a apetecer, mas que evito, por saber que iria ofender alguma "virgem"
Considero o "Estado a que isto chegou", uma merda. 
Sei - e é com amargura que o reconheço - que a democracia não existe. 
Sei que a existência de democracia pressupunha a existência de povo. 
Sei, também, que o povo quase já não existe. Longe vão os tempos, mas eu tenho alguma memória, em que as palavras de Abraham Lincoln, "a democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo", tinham algum significado! 
Sei, ainda, que o povo que ainda  existe, como existe, individualizado em gentios, deixa muito a desejar, tal como o "Estado a que isto chegou"
Ele, esse povo que ainda exite, não está para se incomodar muito com pormenores - estes ou outros. 
Raramente se interroga e não tem paciência para dar respostas sobre si. 
Eu, que sou povo - até gosto de fado... -  sou assim: desejo distância e latitude... 
Momentos de cumplicidade, só com pessoas especiais, porque é no meu estar, normalmente silencioso, que asssenta o primeiro fundamento da minha Liberdade. 

Superfícies comerciais...

Não sei se isto aconteceu tão intensamente no resto do País, como está a acontecer na Figueira, onde estes dois mandatos de Joaão Ataíde, em termos de desenvolvimento industrial, foram 8 anos perdidos para a cidade e o seu concelho...
A actual zona industrial, sita na Gala, está saturada...
A futura zona industrial do Pincho, continua sem projecto (e assim será para a próxima década!..)
Todavia, no que à "mercearia figueirense" diz respeito houve outro tratamento!..
Neste momento, curiosamente, na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...

A necessidade motiva qualquer mortal a frequentar as chamadas superfícies comerciais. 
Até eu, embora muito raramente, lá vou.
Aconteceu-se ontem.
Em tese, tais superfícies deveriam ser evitadas por qualquer criatura com um minímo de juízo. 
Tais espaços deveriam ser deixados à fauna típica: as rapariguinhas do shopping, as senhoras da limpeza, as rapazes da empresa de segurança com walkie talkies, os prezados clientes e as adolescentes vestidas e calçadas de modo provocatório, a mascar pastilha elástica e de mão dada com adolescentes vestidos e calçados de modo que, por decoro dos parentes sobreviventes, ninguém é sepultado. 
Um centro comercial, confirmei ontem mais uma vez, é aquio que está  mais próximo que de uma galeria de horrores. 
É o lugar onde o capitalismo celebra a miséria, tranfigurando-a não em consumo ou em consumíveis, mas em consumidores.

Contos largos...

daqui

sábado, 12 de agosto de 2017

Para mais tarde recordar: o verão de 2017 na Figueira...

2017, está a ser um verão “cinzento” na cidade que já foi considerada a “Rainha das praias em Portugal”
A falta de turistas nas ruas é notória e preocupante para as áreas da hotelaria e da restauração. 
Quem o escreve, não é a ANC-Caralhete News, é  o jornal AS BEIRAS, que cita Isabel João Brites, presidente da Associação Figueira com Sabor a Mar, referindo que “as pessoas destas áreas vivem disto. É o seu ganha-pão. Por exemplo, no Picadeiro os bares são essencialmente noturnos e muitos deles só abrem à sexta e ao sábado. Nesta vertente ainda é mais notória a descida. Vai-se sentir uma grande diferença comparativamente a anos anteriores quando for feita uma avaliação referente a este verão”
Isabel João Brites afirma que neste momento na Figueira “há menos turistas em permanência”. “Durante o dia não se consegue encontrar um lugar de estacionamento onde colocar o carro, mas de noite a cidade está devoluta. Aquilo que nós concluímos é que as pessoas vêm de manhã à praia e regressam a casa ao final da tarde”
No início de agosto chegou a admitir-se que tudo não passava de uma altura de transição, mas rapidamente se concluiu que não. “Estamos a ter, definitivamente, o verão mais baixo dos últimos anos”
Segundo o que o jornal As Beiras conseguiu apurar, são vários os hotéis na cidade que estão lotados para este fim-de-semana prolongado. 
Mas nem esse dado trás boas perspetivas relativamente à movimentação de turistas pela cidade. 
“Aquilo que esperamos deste fim-de-semana é o reflexo daquilo que tem sido o verão”, refere Isabel João Brites. 
Um dos principais motivos da falta de pessoas nas ruas é o tempo. 
“Hoje em dia, as pessoas têm acesso à meteorologia muito rapidamente. Não precisam que a televisão lhe diga as previsões”
Segundo Isabel João Brites, “a solução passa por arranjar outras formas de captar pessoas para que elas venham e fiquem durante uma ou duas semanas”
“A cidade precisa disso”, acrescenta a terminar a entrevista Maria João Brites

Sábado de sol


Há dias em que chove ou faz sol, mais do que noutros.
Também há dias que sangram mais.
E como nem toda a chuva que cai, é com o propósito de nos molhar, nem todo o sol que nos abrasa, é com o propósito de nos queimar, também nem tudo aquilo que sangra é com o intuito de fazer doer.
Da mesma forma que aprendemos a fugir dos pingos da chuva e a protegermo-nos da inclemêmcia do sol,  também aprendemos a lidar com tudo o que nos faz sangrar.
Hoje, até podia ser um daqueles dias que sangram, mas afinal nem chove.
Apenas faz sol.
Bom sábado.

Autárquicas 2017 - AS CANDIDATURAS, UM DOS PROBLEMAS...

Elas, as candidaturas às Autárquicas 2017, fazem parte da minha vida... 
Mas, não são a minha vida! 
Tenho uma vida que vivo com entusiasmo e alegria. 
O resto... 
Ou consego resolver, ou deixo andar! 
E sem anti depressivos...
Contudo, em 2017, no dia 1 de outubro, estou a contar ter um problema...
Fazer o que está certo, para mim nunca foi o problema. 
O problema, para mim, por enquanto, é saber, no dia 1 de outubro, o que é o certo!..

Autárquicas 2017 - UM DOS PROBLEMAS...

Até ao momento, Carlos Tenreiro, candidato pelo PSD, é um político de ficção, que acredita mais no cenário do que no conteúdo. 
Poderia dizer isto, também, de Joaão Ataíde, o actual senhor presidente, novamente candidato pelo PS. 
O problema de ambos, não são os problemas...
O problema, é esperarem outras coisas e pensarem que ter problemas, é um problema.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Bem disse Mário Soares que o guarda chuva do PS era grande demais...

foto sacada daqui
Isto, não faz lembrar uma espécie de apocalipse em directo?..

Senhor bastonário, ai, ai, senhor bastonário, porque não se cala?

Os homens têm muita dificuldade em simular. Nenhum homem pode fazer uma cara destas de propósito...
O actual bastonário da ordem dos médicos defende que o exercício da medicina configura uma profissão de desgaste rápido, o que justificaria a reivindicação de querer a reforma dos médicos antes dos sessenta anos.
Provavelmente o bastonário refere-se apenas à reforma do SNS. Imagine-se a reação se os obrigassem a fechar os consultórios quando se reformam...
Desgaste rápido, senhor bastonário?.. 
Então, e o desgaste psicológico, para não dizer autêntica tortura, a que está sujeito o povinho para conseguir pagar o valor das consultas aos senhores doutores no privado!.. 

Eu sei que estamos na silly season, mas o tema é importante...

A mulher mais importante na vida de um homem não é a primeira. 
É aquela, que não deixa que venha a existir próxima...

Quando é que neste País se dão cursos de formação com aulas de ética para protecção de pulhas?.. Fiquem de braços cruzados, fiquem!..


Via Expresso 

Óh diabo, estas escadas são perigosas e não há elevador...

Estas escadas ficam em frente ao Pingo Doce de Buarcos. Por aqui, todos os dias,  passa muita gente, principalmente pessoas idosas e com problemas de locomoção. Todos dias acontecem quedas...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A Figueira, antes dos "eventos insustentáveis de animação turística"...

foto sacada daqui
... o Povo (como diz uma Amiga minha, de que muito gosto e prezo, sou tão Povo, tão Povo, tão Povo, que até gosto de fado...), tinha a sua vida genuína e os fotógrafos tinham oportunidade de fazer fotografias maravilhosas!
A recolha de sal, por métodos artesanais, um trabalho duro e pesado,  faz parte das minhas memórias de infância, pois durante muitos anos, lá pelos idos anos 60 do século passado, acompanhei muitas vezes a minha mãe e a minha avó Rosa Maia, tiradeiras de sal - elas iam trabalhar no duro e eu, criança, ia brincar aos marnotos.
Recorde-se que, na altura, as salinas constituíam uma actividade económica relevante na Figueira da Foz.

Não se preocupem: num verdadeiro conto de fadas, a bruxa morre e o Príncipe acaba por casar com a Princesa...

Deixemo-nos de brincadeiras...

Cito o meu Amigo Fernando Campos, possuidor de uma veia artística conhecida, de uma escrita acutilante e de um humor crítico, a meu ver, fora de série...


"O humor em Portugal, pelo menos o que se publica, é uma coisa triste.
 A verdade é que “os portugueses não sabemos rir com espírito; gargalhamos com os queixos”, como dizia Camilo.
Falta-nos o espírito.
Ter espírito, como presumo que o entendia Camilo, é ter mundo, referências e, em simultâneo, um certo distanciamento de si próprio e do seu tempo que muitas vezes convoca o desconforto ou a incomodidade.
O espírito abomina o óbvio, mas aproveita-se do acaso e deleita-se com o invulgar, o imprevisto, até com o incongruente. Para isto é necessário uma certa sofisticação que lhe vem do cepticismo. É impossível achar este desprendimento entre crentes ou prosélitos; neste campo, como se sabe e enunciou José Alberto Braga, “o espírito sopra ao contrário”.

No humor publicado em Portugal já não há Camilo, nem Júlio César Machado, nem Bordalo, nem Celso Hermínio, nem Eça, nem Ramalho, nem Almada, nem Carvalhais, nem sequer Vilhena ou José Alberto Braga ou Santos Fernando. Deduzo que não haja público, ou mercado, para eles.

Para o que há público, ou mercado, em Portugal é para um engraçadismo sem substância que não seja o gargalhar com os queixos ignóbil, acéfalo, redundante e imbecil. Ocupa a última página dos jornais. Por exemplo, com o desinfeliz da padaria portugueza no correiodamanha e com João Miguel Tavares, no Público. 
E estamos nisto."

Depois disto que acrescentar?
Pouco: apenas, que o humor é uma das melhores defesas  que alguém pode usar para se manter e sobreviver minimamente  lúcido, saudável e feliz nesta sociedade.
Já agora, uma provocação bem humorada, inspirada nalgumas peripécias que, ultimamente, me têm vindo a acontecer com mulheres: será que Deus, ao fazer as mulheres, lhes retirou o senso de humor, para que amassem os homens, em vez de se rirem deles?..

Quando um homem se põe a pensar!

Há dias em que me ponho a pensar...
Há dias que é o pensamento quem me diz:
qual é a paz que que queres descartar, 
para tentares ser feliz?...

As coisas, na minha vida,  costumam chegar com calma. 
Pelo caminho, entretanto, foi-se abafando o ruído sentimental da instabilidade e recuperando a sanidade da razão. 
Pelo caminho, travou-se uma guerra surda e turbulenta, eivada de alguns perigos, até atingir a serenidade e a paz. 

Não a serenidade e a paz cómoda da indiferença, mas aquela que é a única que nos pode confortar à noite quando  fechamos as portas e as janelas e dormimos o sono descansado dos justos. 
E, se por um acaso, essa dor não cessar e a cama onde nos deitamos já não for aquela que por nós foi feita,  é porque chegou, sem avisar, a hora de gritar que estamos aqui, para os outros e para nós.
É a hora de gritarmos - e sem medo!

Ao olhar, em Agosto de 2017, para as listas que concorrem às autárquicas na Figueira, verifiquei que a sociedade moderna em que estamos inseridos, foi incapaz de produzir uma elite política dotada, simultaneamente, de imaginação, de inteligência e de coragem. 
Eleição após eleição, a democracia tem dotado o País de governantes que mostram bem a diminuição do calibre intelectual e moral daqueles a quem cabe a responsabilização da direcção dos assuntos políticos, económicos e sociais. 
A Figueira não foi excepção. 
Nas últimas 2 décadas aconteceram alterações políticas e sociais com grande rapidez. 

Neste momento, há quem pense que não vale a pena sequer votar, pois já está tudo decidido.
Isto, mais do que preocupante, é grave: põe em causa o valor do regime político em que vivemos desde Abril de 1974. 
A  democracia, na nossa cidade,  enfrenta problemas temíveis que colocam em causa a sua própria existência. 

Apesar das grandes esperanças que a humanidade depositou na civilização moderna, esta sociedade não foi capaz de desenvolver homens suficientemente inteligentes, lúcidos e audaciosos, para a dirigirem na via perigosa por onde enveredou.
Os seres humanos não cresceram tanto como as instituições criadas pelo seu cérebro. 
É, sobretudo, a ganância individual, a fraqueza intelectual e moral desta classe política formada em democracia e, também, a sua ignorância e estupidez, que estão a colocar em perigo a sobrevivência do regime democrático.

Uma foto que vai ficar para a eternidade e mostra algo importante que já não existe na Aldeia...

foto sacada daqui
A beleza da Aldeia, patente nesta fotografia já com uns anitos, fala por si mesma, e dispensa  palavras que a possam descrever. 
É preciso mesmo olhar a foto para poder apreciar a Aldeia daquele tempo, tal como ela merece. 
A saudade do passado mostrado nesta fotografia, continua presente e é permanente para quem o viveu.
Ao olhar para esta foto e vendo o que naquele local está agora, não me venham falar de progresso.
Para mim, o que foi feito, foi sim um desrespeito pela natureza cujas consequências ainda não estão completamente determinadas nem quantificadas.
Na altura em que foi tirada a foto, tudo  puxava  ao descanso, à brincadeira e à contemplação.
O local mostrado na fotografia, leva-me ao tempo em que era miúdo e passava as férias grandes na Aldeia.
Um dos divertimentos, era a banhoca diária no rio, no velho trapiche onde atracavam os barcos de passageiros  "Gala" e "Luís Elvira".
E, recorda-me, sobretudo, o quanto eramos putos felizes e bem imaginativos nesse tempo!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

LISTAS PARTIDÁRIAS FIGUEIRENSES...

Depois de me ter dado ao trabalho de ir consultar a composição das listas partidárias concorrentes às eleições autárquicas 2017, algumas fizeram-me lembrar a tropa: a antiguidade é um posto
E não é só na CDU!..

Figueira, um concelho de "intêndídos" em carnaval todo o ano...

Imagem via Diário de Coimbra

Como estragar a fotografia dos outros...

Paulo Pinto, presidente da junta do Paião,  e António Costa, ontem, na Figueira.
Foto sacada daqui.
Já apelidaram este blogue de muita coisa.
Uma coisa de que tenho a certeza é que, neste blogue, não há qualquer interferência directa de qualquer partido político ou outro tipo de coisa qualquer. 
Defendo aquilo que a minha opinião me dita (minha opinião volto a frisar), mesmo correndo o risco de me acharem, como neste caso, um “opinador desopinado”.