domingo, 7 de maio de 2017

Todos os dias, para mim, são dias da minha Mãe

Por isso, assinalo e recordo este dia.
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Nota de rodapé.
Miguel Torga nasceu em Trás-os-Montes, região que o marcaria para toda a vida. A sua obra reflecte a força da sua ligação à terra onde nasceu.
Médico, escritor e poeta, criado entre os trabalhadores rurais, Torga transmite todo o carácter humanista, em cada uma das suas facetas profissionais.
O poema dedicado a sua mãe, incluído no “Diário IV”, é um exemplo da comovedora capacidade de acreditar que a morte não poderia afastá-la da sua vida.

sábado, 6 de maio de 2017

Encontro do PSD com o Movimento Parque Verde

Na manhã de sábado, 6 do corrente mês, dirigentes do PSD/Figueira da Foz, deputados do mesmo partido eleitos por Coimbra e o candidato à câmara da Figueira da Foz, Carlos Tenreiro, encontraram-se com cidadãos pertencentes ao Movimento Parque Verde, para análise do ponto da situação do “corredor verde” da zona urbana da Figueira da Foz, face à revisão do PDM/2017, actualmente em período de discussão pública.
Na oportunidade, Luís Pena e Diogo Serôdio realçaram os pontos de vista deste movimento de cidadania, denunciando as implicações que a mudança da utilização dos solos,  com a aprovação do PDM em discussão pública. Nomeadamente, apontaram como pontos negativos, o impacto ambiental pela expansão do betão ocupando espaços públicos que, no seu ponto de vista, deveriam ser de usufructo público, de harmonia com o projectado, em devido tempo, pelo Arquitecto Ribeiro Teles.
Os membros do PSD presentes no encontro, sublinham a importância de proteger este corredor verde, pois consideram grave o que tem vindo a público na comunicação social de possíveis cedências do terreno onde se encontra o Horto Municipal, para alargamento de um centro comercial.
Para o PSD existem muitas questões que gostavam de ver respondidas.
Nomeadamente: 
1. Que interesses gravitam em redor deste possível negócio?     
     Quem garante a criação dos tais 2000 postos de trabalho?
(Em Coimbra, duvidamos que alguma das superfícies comerciais tenha tantos postos de trabalho!)
2. Se o terreno vai a hasta pública, quem garante que é o Foz Plaza que o consegue comprar?
3. E se forem outros a adquirir o terreno?     
4. Qual é o interesse, afinal,  por parte da Câmara em fazer esta alteração a pedido de um privado?

Consequências da reunião de João Galamba na Figueira fizeram-se notar de imediatos...

foto sacada daqui

Pessoas e coisas


Canta Pedro Barroso.
"É tão difícil encontrar pessoas assim, bonitas!
É tão difícil encontrar pessoas assim, pessoas!"

Penso que é natural amar pessoas e gostar de coisas. 
Amar pessoas, sendo o mais importante, faz parte de nós. 
Está-nos nas entranhas e no sangue.
Quanto às coisas temos de ser mais minuciosoas e precisar. 
Gosto, sobretudo, das coisas que, por via das pessoas, vêm ter até mim. 
E perguntam vocês: porquê?  
Simples e precisamente porque  as pessoas estão nessas coisas que passo a amar. 
Compro poucas coisas, apenas as que preciso de utilizar no dia a dia.
Nunca conseguiria - e até não compreendo... - que alguém ame, no meu caso, o pouco que compra.
Ninguém ama aquilo de que precisa e apenas o utiliza. 
As pessoas não são utilizáveis...
Embora saiba - sou lírico, mas não tanto... que existem  sistemas políticos, não humanos, que cinicamente se servem das pessoas como coisas perfeitamente descartáveis.

A credibilidade das minhas fontes continua intocável

Confirma-se mais uma vez: a Caralhete News não falha.
Conforme a imagem abaixo, "advinhei", mais uma vez!..

Hoje, é dia 6 de Maio... Decorreram 16 dias. E ficou confirmado, oficialmente, numa entrevista publicada na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, que pode ser ouvida na íntegra, também hoje, pelas 21H00, na Foz do Mondego Rádio (99.1FM), e vista na Figueira TV, a quem estava destinado o Horto Municipal: à Decathlon, pois claro.
Pergunta do jornalista
- Quem é que exagerou nos dois mil postos de trabalho que o Foz Plaza poderá criar? 
Resposta da vereadora Ana Carvalho
- Foram as informações que me deram e não foram nenhum exagero. Entretanto, tive reuniões com as tais lojas-âncora que pretendem vir para a Figueira da Foz, [que] não fazem questão que tenha de ser ali. Andam à procura de espaços. A Decathlon é uma delas. Só esta loja, que será pequena, criará cerca de 200 postos de trabalho, diretos e indiretos. Quando falo de dois mil, falo de diretos e indiretos. 

Nota de rodapé.
Desde que tenho memória, a minha vida decorreu no mundo da notícia. É aí que me movo bem. Gosto de saber o que está a acontecer na Aldeia, na cidade, no país, no mundo.
Também não sei viver sem histórias credíveis. 
Ficção e não ficção, completam-se. Alimentam,  fazem compreender o mundo e a nós mesmos.
A Figueira, cidade real, existe. Bem informados, podemos tomar melhores decisões.
Nas democracias, o nosso destino colectivo depende da decisão individual de cada eleitor. Aquilo que é o seu entendimento, no momento do voto, decide o futuro da comunidade. 
O jornalismo tem um papel fundamental na formação duma opinião pública forte e informada, há séculos.  
Hoje, as vozes dissonantes são exceções nos grandes veículos da informação.
A diversidade de opiniões, no tempo que passa, encontra espaço no jornalismo digital, que cresce de forma acelerada, prenunciando o ocaso do jornalismo de papel.
Confesso que, por vezes, apetece desligar e dedicar-me à pesca...  
Até já tive a oferta de uma cana e respectivo carreto...
Então que me faz andar por aqui?
Isto, que aprendi há muitos anos com o meu Mestre: o produto do jornalismo não é a informação, é a credibilidade. 
Mais do que nunca, precisamos de bons jornalistas. Sobretudo de  profissionais capacitados para separar o que é relevante do que não é, sem preconceitos, com honestidade intelectual para admitir erros e mudar de ideia. 
Passado o primeiro impacto da tempesdade informativa produzida pela internet, o bom jornalismo vai sobreviver. E vai continuar, como sempre, indispensável. Sem ele, não há democracia possível.
Enquanto puder vou adiar a pesca e vou continuar a andar por aqui, a cruzar-me com vocês, sempre com  um sorriso. 
Não é a sisudez, ou a circunspecção, que nos dá credibilidade! 

Caralhete News não falha...

O segundo round entre José Esteves, o presidente da junta de freguesia de Buarcos/S. Julião, que pretende recandidatar-se,  e Rui Duarte, que lhe quer ocupar o lugar, vai realizar-se em breve.
Segundo o apurado por este blogue,  João Galamba, deputado do PS, vem à Figueira tentar convencer Rui Duarte a desistir a favor de José Esteves.

Isto, noticiava a Caralhete News em 23 de Fevereiro de 2017.

É importante não sermos escravos de nada...

O responsável por este espaço, lê, investiga, pensa, escreve, corrige, reescreve.
Vive... 
Vive, perante a folha em branco, entre o erro e a possibilidade de outro erro, a tentar chegar à boa palavra, à espera do que queira fluir, florir no acerto dos pensamentos, dos dedos e nas teclas.
  
Nada é comparável à dignidade de um não. 
Não, não quero. 
Diante do não podemos desenvolver uma estratégia para chegar ao fim. 
E refazer.
Tudo.

Todos os dias agradeço. 
Sobretudo à gente morta.
Guias vivos, nos ensinamentos que me propocionam.
Sem filosofia não há política. 
Sem cultura não há erudição. 
E sem política, erudição, e sem criatividade, talento, técnica e entrega, não há arte e, muito menos, vida. 
Sem a diferença, morre-se de homogeneidade. 
Quem quer escravos em lugar de Homens?

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Deputados PSD vão estar amanhã na Figueira em visita ao Horto Municipal

Amanhã, sábado, dia 6 de Maio de 2017, os Deputados do PSD do Distrito de Coimbra e o PSD/Figueira da Foz irão realizar um encontro com o Dr. Luís Pena, a partir das 10h30m, frente à entrada do Parque Municipal de Campismo da Figueira da Foz. 
O Dr. Luís Pena tem sido um dos defensores do "corredor verde" da Figueira da Foz há vários anos.
Esta questão volta a ser tema de destaque devido à discussão do novo PDM. 
O objetivo principal desta visita é alertar para que não diminuam a "mancha verde" existente na zona urbana da Figueira da Foz, pois existe uma pretensão da CMFF em vender parte do terreno para aumento do Centro Comercial Foz Plaza. 

Um chato, é alguém que nos priva da solidão, sem ser companhia...

Via João Vaz

A política figueirense

A vereadora Ana Carvalho, em entrevista que vai ser tornada publica amanhã, via As Beiras, Foz do Mondego Rádio e Figueira TV, vai falar sobre a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
Recentemente, a convite da candidatura do António Durão, tive oportunidade de participar numa reunião sobre o tema, onde confirmei que a vereadora Ana Carvalho, além de ser um simpatia de pessoa, "desvaloriza a importância do horto municipal no contexto global daquele documento de ordenamento do território".
Como sabemos, foi a vereadora Ana Carvalho, que em declarações ao jornal AS BEIRAS, informou que o centro comercial Foz Plaza pretende expandir-se para o horto municipal.
Tal desiderato, gerou reacções negativas, apesar dos dois mil postos de trabalho que, segundo a edil, poderão ser criados. 
Os críticos, entre os quais eu me incluo,  sustentam que a urbanização do horto põe em causa o corredor verde da cidade. 
Como em devido tempo dei conta aqui, no OUTRA MARGEM, e a vereadora Ana Carvalho, amanhã vai confirmar na entrevista, existe uma conhecida marca de artigos desportivos interessada em instalar-se na Figueira da Foz.
O que não é bom, nem mau: é a vida, tal como ela é. 
A vida é assim. Se não fosse assim, seria assim, assim. Porque, simples e exactamente, é assim a vida. 

Eu, no que à política figueirense diz respeito, como já se percebeu, há muito, sou um peixe fora de água. 
Não pensem que é agora, quando estou tão bem com a vida, que iria mandar-me lá para dentro...
Nem pensem!
Contudo, tal como certamente alguns de vós, ouvi ao longo da vida, outro peixe, um peixe diferente, afirmar, a seco, que não apreciava a vida no mar. 
E, logo que surgiu a oportunidade, saltou lá para dentro... E, pelo menos que eu saiba, sem que ninguém o tivesse empurrado. 

Outros, como eu, permaneceram...
Não sempre do contra, como querem, por aí, fazer passar a minha imagem, mas só quando isso me diverte. 
Sei que «água mole em pedra dura, tanto bate até que fura»...
Que o mesmo é dizer,  que isso pode ter efeitos a longo prazo. 
Confrontar quem me rodeia, com argumentos contrários, apenas pelo prazer lúdico de o fazer, pode, se for bem feito, despertar, não muita, mas alguma coisa. 
E, quando menos se espera, as surpresas acontecem e as pessoas revelam-se. 
A máscara acaba por cair. 
E costuma cair em momentos e situções importantes.
Já ouvi muito peixe queixar-se: «esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim».

Gostei muito de ter ido à tal reunião, onde tive oportunidade, de forma frontal, documentada e séria, como sempre foi meu apanágio, defender o que penso ser o melhor para o concelho que me viu nascer e de que gosto muito.
Ficam os meus agradecimentos ao Carlos Romeira, pelo convite, e à vereadora Ana Carvalho, pela simpatia e disponibilidade que demonstrou, apesar das divergências que temos em relação ao PDM/2017.
Sobretudo, apreciei muito conversar, algo que anda um pouco arredado das preocupações diárias dos políticos.
Como é óbvio, não me estou a  refirir ao falar, mas sim ao conversar: dizer ao interlocutor coisas de interesse comum e ouvi-lo no que tem para nos dizer! 
Nos dias que passam, conversamos muito pouco, porque não nos preocupamos em ouvir o outro! Esse é um problema dos nossos dias. E não só dos políticos...

PSD toma posição sobre encerramento da agência do BCP em Quiaios

A beleza de sentir




Esta canção, é um clássico do reportório do cantor/autor, reconhecido “comuna”, que dava pelo nome de Jean Ferrat.
“Aimer à perdre la raison”, com versos de Louis Aragon, imenso poeta e, também ele, um “comuna empedernido”.
Se há coisa que se vê, com um mínimo de atenção,  é o que se sente.
A menos que se esteja a esconder propositadamente.
E o que se tem de esconder, se não for o que se tem vergonha de se mostrar?  
Em casos raros esconde-se o que se quer só para si. Que o mesmo é escrever: aquilo a que se dá extremo valor. 
Ali Babá escondia.
Não só por ser tesouro, mas sobretudo por ter sido roubado...
Sabemos isso  tão bem - desde pequeninos...

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Jorge Camarneiro é o candidato CDU a Montemor-o-Velho

MONTEMOR-O-VELHO - CDU DIVULGA PRIMEIRO CANDIDATO À CÂMARA MUNICIPAL

A Coligação Democrática Unitária- CDU apresenta-se, no Concelho de Montemor-o-Velho como no País, com um projecto alternativo e uma acção autárquica distintiva que faz da ligação às populações e aos trabalhadores uma componente essencial de uma gestão democrática e participada.
Em Montemor-o-Velho, fazendo prova dos valores de Trabalho, Honestidade e Competência que assume, a CDU foi, ao longo deste mandato, uma força imprescindível ao serviço das populações, tendo sido a única voz de denúncia e oposição, apresentando sempre propostas de caracter diferenciador, das opções de gestão de PS e PSD, que se têm abatido sobre os cidadãos de Montemor, reduzindo os seus rendimentos e qualidade de vida, e tanto têm condicionado o desenvolvimento de todo o Concelho.
Assim, a CDU apresenta como primeiro candidato à Câmara Municipal de Montemor, Jorge Camarneiro.
Jorge Luís Forte Camarneiro, economista e administrador de empresas, tem 57 anos, é natural de Montemor-o-Velho, casado, tem dois filhos.
É Presidente da Assembleia-Geral da Associação Filarmónica 25 de Setembro e Presidente da Assembleia-Geral do Atlético Clube Montemorense.
Foi membro da Assembleia de Freguesia de Montemor-o-Velho, pela CDU, entre 1985 e 1988.
Encabeçou a lista da CDU à Câmara de Montemor-o-Velho em 1993 e 2001.
Foi primeiro candidato da CDU à Assembleia Municipal em 2005, tendo exercido o mandato como eleito no período entre 2005-2009.
É, desde 2013, Vereador da CDU na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

Luís Ribeiro, o deputado "rebelde" do PS, vai estar hoje no Câmara Oculta a partir das 21 horas

O deputado municipal (e líder da secção de Buarcos do PS) Luís Ribeiro, que votou ao lado do PSD, CDU e BE numa moção apresentada pelos social-democratas, no decorrer da última AM, que defende a inclusão do horto municipal no Parque de Campismo Municipal e a sua reclassificação como zona verde, vai estar presente, hoje, a partir das 21 horas, no programa Câmara Oculta, a emitir no RCFM
Recorde-se que o partido socialista está a analisar as consequências políticas do voto do dirigente “rebelde”.
Câmara Oculta é um programa da responsabilidade de J´Alves e tem como comentadores residentes João Carronda, Teo Cavaco e Isabel João Brites.

O encerramento da agência Millennium BCP em Quiaios...

Via TVI

Guerra de Pintos. "Dossiê dos Baldios do Paião vai para o Ministério Público."

O presidente da assembleia geral dos baldios do Paião, Adelino Pinto, afirma na edição de hoje do jornal As Beiras que vai entregar o dossiê relativo à gestão da actual comissão directiva ao Ministério Público. 
“Vou enviar para o Ministério Público toda a documentação que reuni ao longo dos anos. Nessa altura, apresentarei a demissão”.
Em declarações ao mesmo jornal Adelino Pinto queixa-se de não ter conseguido obter os documentos que “desde há um ano e meio”  tem vindo a solicitar a Paulo Pinto, presidente da referida estrutura executiva.
 Por sua vez, Paulo Pinto acusa AdelinoPinto de não realizar assembleias. “Interrompeu a sessão de 11 de setembro de 2016, quando eu estava a apresentar as contas e o relatório. Na altura, disse que ia pedir a demissão e que ia entregar o processo ao Ministério Público”, declarou o presidente da comissão directiva. 
“Interrompi a sessão porque não aceitaram os cadernos eleitorais e sem os documentos solicitados não havia condições para dar-lhe continuidade”, disse  Adelino Pinto. 
“Pedi para marcar uma nova assembleia, mas respondeu, por carta, que só a marcava se a junta apresentasse determinados documentos. A junta não tem problemas em mostrar o que quer que seja, mas não aceitamos que o presidente da assembleia coloque condições: as assembleias têm de ser agendadas de acordo com a lei”, respondeu Paulo Pinto, que também é presidente da Junta do Paião.
Este assunto, há muito que é falado nos bastidores da política figueirense. Há cerca de um ano, o jornal As Beiras deu conta das desavenças entre os dois dirigentes. 
A comissão directiva foi criada na sequência de uma querela judicial que, durante 20 anos, opôs os compartes paionenses aos seus vizinhos do Alqueidão. 
Entretanto, o tribunal deu razão aos do Paião e nomeou a Junta do Paião como fiel depositário de cerca de 200 mil euros. 
Adelino Pinto, nas declarações que podem ser lidas na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, lembra que “a direção geral das florestas não reconhece a actual comissão diretiva dos baldios”
Garantiu ainda que não vai marcar assembleias gerais “sem o suporte documental” da gestão “que foi solicitado no último ano e meio e que nunca foi fornecido”
Paulo Pinto, por seu lado, adiantou que ele próprio convocou os compartes para uma assembleia geral, para o dia 10 deste mês, amparando-se na lei.

Não sendo muito versado na matéria, lembro-me que houve uma guerra que durou 100 anos. 
Deve ter sido dose. 
Os soldados, muito possivelmente, acabaram por morrer todos de arteriosclerose.

Joana Vasconcelos

Imagem sacada daqui
Se ao menos isto tudo se passasse
numa terra de mulheres bonitas!
Mas as mulheres portuguesas
são a minha impotência!

Almada Negreiros , in “Cena do Ódio”

Afinal não é um, são dois terços gigantes. Horas depois da inauguração da obra Suspensão de Joana Vasconcelos, em Fátima, começaram a surgir nas redes sociais imagens de um outro terço suspenso, criado em 1998 e cuja nova versão foi inaugurada a 5 de Abril em Vila Velha, no Estado brasileiro de Espírito Santo. Surgiram imediatamente acusações de plágio, que a artista portuguesa rebate.
"Há símbolos que são símbolos de todas as pessoas, como carros, sapatos, e que são tratados por vários artistas. As pessoas trabalham os símbolos conforme a sua perspectiva e conforme a sua maneira de ser. Os símbolos não são de ninguém", argumenta Joana Vasconcelos, em declarações ao PÚBLICO, acrescentando que "símbolos incríveis como o terço são de uma cultura, são das pessoas em geral".
A artista explica a obra (lá se  foi a mística...), encarregado-se da vertente plástica (em vez de esferovite).
“A minha obra é feita em plástico e não em esferovite como a outra.”
“Não é uma coisa pendurada entre duas palmeiras”
“A minha obra acende-se à noite e é fluorescente.”
É “em PVC com um sistema de iluminação de cor verde, para poder dar aquela ideia da fluorescência”.

Citando o Fernando Campos: Joana Vasconcelos não é uma musa de poetas. Neste aspecto, receio mesmo que Joana encarne a mais capitosa explicação possível para os mais enigmáticos, e pouco elegantes já agora, versos da lírica portuguesa (em epígrafe). Não, Joana não é uma mulher portuguesa qualquer. É “uma artista portuguesa que vive e trabalha em Lisboa no circuito de arte contemporânea”. Mas não é uma artista qualquer. Ela é a artista portuguesa preferida dos mercados, a mais-que-tudo do mainstream e da crítica...

E a França aqui tão perto...

Emmanuel Macron e Jean-Luc Mélenchon
"Emmanuel Macron fez fortuna após uma operação de aquisição do negócio de alimentação para crianças da Pfizer a favor da Nestlé, prejudicando curiosamente uma empresa francesa, a Danone. Nada foi produzido na operação, mas Macron enriqueceu instantaneamente a um nível interdito a qualquer trabalhador qualificado que desenvolva ou produza bens com um impacto positivo na sociedade. Macron é uma personagem típica do romance do capitalismo moderno. É por estas que não se espera um mandato capaz de mudar o capitalismo financeiro que tem vindo a desestruturar a economia e o mercado do trabalho da Europa. Não é por aqui que a UE irá mudar. 
Mélenchon foi incapaz de chegar a um acordo de candidatura comum com Hamon, seu fiel parceiro de lutas no PS francês, estendendo uma passadeira vermelha à extrema-direita para a segunda volta, eliminando simultaneamente a esquerda. Pior foi remeter para um absurdo referendo da France Insoumise, o conselho de voto para a segunda volta, oferecendo terreno aos fascistas da Frente Nacional para cavalgar na ambiguidade que semeou na sua área política. Na minha opinião, Mélenchon deveria afastar-se antes de destruir o que ainda resta da esquerda francesa. A partir de domingo, Le Pen deixa de ter a desculpa da perseguição à sua candidatura para continuar a fugir à justiça. Ficará só, obrigada a enfrentar as suas malfeitorias."

"Macron e Mélenchon", uma crónica de Rui Curado da Silva, investigador. Via AS BEIRAS.

Vamos então discutir o PDM... (45)

Desorientação gera Pânico na Concelhia do PS 
A Concelhia do PS, emitiu um comunicado, a propósito da venda do Horto ao privado F. Plaza, que confirma aos Figueirenses, que está divorciada da realidade e recorre ao embuste para encobrir a sua fragilidade e desorientação. 
O Presidente Ataíde e a concelhia do PS (que está desorientada face à contestação interna publicamente manifestada) assumiram que querem vender o terreno do Horto Municipal a um privado, no caso, o Centro Comercial F. Plaza. 
Agora, face à generalizada contestação popular, vêm tentar sacudir responsabilidades usando a velha tática de "matar o mensageiro", já que não podem "matar" o autor, o Presidente Ataíde . (já os ditadores romanos o faziam...). 

Se de facto querem preservar o corredor verde das Abadias , então porque  não o propuseram na alteração do PDM? 
As intervenções do Presidente Ataíde e da concelhia do PS na AM foram de defesa da venda do horto ao F. Plaza. 
As declarações em jornais do Presidente Ataíde e Vereadora foram claras quanto à intenção de atender à pretensão particular do F. Plaza para lhes vender o terreno e até anunciaram o preço.

Que a concelhia do PS está com receio da reação dos Figueirenses isso é notório. 
A concelhia do PS , MENTE quando diz que a proposta do Presidente Ataíde não altera a finalidade do terreno, ALTERA PARA USO COMERCIAL ( senão já o tinha vendido ao F. Plaza). 
A concelhia do PS MENTE, quando diz que o PSD está de acordo com o resto. 

O PSD comunicou em tempo oportuno que ia ouvir os Figueirenses, que esperava explicações do autor da proposta, o Presidente Ataíde ( que se recusou a ir às freguesias explicar aos figueirenses... ), para emitir a sua opinião, o que fará oportunamente!
A Concelhia PS está em PÂNICO com a reação dos Figueirenses à sua intenção de vender o Horto ao particular F. Plaza ( vamos lá saber que interesses os movem...). 

O PSD não confunde os socialistas e muito menos os Figueirenses com a concelhia do PS. 
A questão é simples, o Presidente Ataíde quis aprovar a alteração ao PDM sorrateiramente! Assumiu publicamente a venda do Horto ao F. Plaza , os Figueirenses e muitos militantes Socialistas fizeram ouvir o seu desacordo e agora quer recuar culpando os que contestam a venda? 
Táticas antigas, da velha política , que os figueirenses em geral estão fartos. "O Rei vai nu" ... mas o Povo já reparou, só a concelhia do PS não quer ver.

O PSD voltará a apresentar a proposta de qualificar o terreno do horto como zona verde que deverá ser integrada na área do Parque de Campismo Municipal.
O PSD, a seu tempo, tornará pública a sua posição sobre esta proposta de revisão do PDM, que desde já continua a afirmar ser uma oportunidade perdida, porque sem estratégia, sem objetivos,  sem a participação dos Munícipes e das forças vivas da sociedade não é possível discutir os legítimos interesses de todos os Figueirenses.

A Comissão Politica de Secção do PSD/Figueira da Foz

Vamos então continuar a discutir o PDM... (44)

O PSD anda a distribuir pelos cafés este folheto.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Como eu gosto de ficção

Gosto de pensar que o teu corpo nasce nas minhas mãos, tão rapidamente como uma frase que escrevo.
O teu corpo e as palavras fazem-me sair de casa, perder-me em sentidos, até que a angústia é tanta que só posso querer encontrar o caminho de regresso. Se te agarro com força, é por sentir medo.
Há sempre um momento, mesmo antes do sobressalto, em que a tua boca incha e eu rebento, em que as tuas mãos se abrem, os dedos despontam, e eu quase morro. Voltar a casa, amor, voltar a mim, à sala de todos os partos, é querer que cresças mais.
Um dia, há muitos anos, encontramo-nos, lembras-te?
Atravessávamos meridianos sempre que nos embriagávamos, mas, nesse dia, aproximaste-te de mim como se tivesses um radar e pudesses saber que eu existia. 
E, depois...
Olha, é possível que qualquer um de nós, já só esteja meio vivo, seja apenas meio humano...
Contudo,  agora que a água e o ar que respiramos nos transmite vida, quero que sejas tudo a inventar.
Deixa-me  acender-te. 
Agora, que sob a acção da luz da noite mudo de cor, deixa-me transformar-me...

A dissimulação é uma característica humana

Quando aguardamos a onda e depois mergulhamos nela, há uma dúvida que se coloca: penetramos a onda ou seremos nós envolvidos por ela?
A questão pode ser transposta para as mais diversas situações da vida... 
Até para o amor!
E não é uma questão de perspectiva, mas de sentimento.
O resto, não vale a pena.

Por vezes, o espectáculo também está em quem está a ver o espectáculo: neste caso, os figueirinhas!

Folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares constituído por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração”. 
Esta é talvez uma das definições que melhor refletem o seu verdadeiro significado. E de onde se conclui sobre o profundo respeito que devemos a todos aqueles que, ao longo de gerações, se dedicaram honestamente a contribuir para o estudo e a divulgação de tais tradições.
Sabe-se que também tem havido muito quem se tenha servido do folclore para outras finalidades mas não é esse tipo de folclore sobre que pretendo agora discorrer. É que o termo é também utilizado para enquadrar atitudes fantasiosas, justificar mentiras e invenções ou espantosas reviravoltas. Com algumas assertivas exceções, nunca na verdade praticamente alguém quis saber da preservação dos terrenos do horto e do parque de campismo, apesar da responsabilidade ser de todos nós (uns mais que outros, como é claro).
Porém, a forma como o assunto está a ser tratado é bem um exemplo da época que se avizinha. Independentemente do que cada um pense acerca da preservação do terreno ou da sua utilização para instalação de mais superfície comercial, o facto é que se percebe claramente que o assunto já sobe ao palco onde se irá a exibir a representação. Se as recentes declarações do presidente acerca do assunto conduzirem à preservação do terreno, ainda assistiremos a mais cambalhotas. Vem aí o espetáculo!

Daniel Santos, na sua habitual crónica das quartas-feiras no jornal AS BEIRAS.

Erosão costeira vai ser debatida na nossa cidade

Vai ter lugar na Figueira da Foz, no próximo dia 5 de maio de 2017 (Sexta-Feira), pelas 19.00 horas, um debate aberto ao público, no Hotel Costa de Prata, sobre a EROSÃO COSTEIRA EM PORTUGAL, com as presenças e as intervenções, entre outros, do Prof. Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável), do Arq. Miguel Figueira, dirigente do movimento cívico SOS Cabedelo (e membro do Conselho Consultivo e Científico do Centro de Estudos do Mar-CEMAR), e do deputado português ao Parlamento Europeu Dr. José Inácio Faria (do Movimento Partido da Terra).

Vamos então continuar a discutir o PDM... (43)

Vais e Buarcos:
porque será que em algumas freguesias o mapa não está tão cor de rosa?
será por estas encostas estarem viradas ao mar?

Bom dia

E já estamos noutro dia...
Por isso, viva a alegria. 
Apenas a alegria...

Sobretudo, 
eu que estou quase morto,
quero conforto. 

Estou focalaizado,
em ter meu espaço
de contentameno
numa palavra: tempo.

Apetece-me apenas ter um bom dia. 
E um bom dia a fazer o quê? 
Talvez a encontrar amigos, 
talvez a dar uma caminhada
por um sítio lindo 
ou ainda a ter o gozo de uma boa refeição.
 
Nada de muito complicado
ou elaborado.
Contudo, algo que possa roçar
o genuinamente agradável.

terça-feira, 2 de maio de 2017

João Carronda disponível para ir a votos em Vila Verde!.. E agora PS? Ou há moralidade ou comem todos!..

Será que se está a antever uma crise socialista na Figueira, depois do precedente aberto com o processo  Buarcos/S. Julião? 

Esta maioria absoluta do PS figueirense merece ficar perpetuada numa estátua...

Via AS BEIRAS.
"O deputado municipal (e líder da secção de Buarcos do PS) Luís Ribeiro votou ao lado do PSD, CDU e BE numa moção apresentada pelos social-democratas que defende a inclusão do horto municipal no Parque de Campismo Municipal e a sua reclassificação como zona verde. O partido está a analisar as consequências políticas do voto do dirigente “rebelde”.
A proposta, apresentada na Assembleia Municipal da Figueira da Foz, no entanto, foi rejeitada pelo PS, apesar daquele voto a favor e das abstenções de José Esteves e Fernanda Lorigo, presidentes socialistas das juntas de Buarcos e São Julião e Quiaios, respetivamente.
“As consequências do voto do deputado Luís Ribeiro estão a ser analisadas pelo grupo dos deputados municipais socialistas e pela Concelhia do partido”, adiantou Nuno Melo Biscaia, líder da “bancada” do PS na Assembleia Municipal da Figueira da Foz."

PS (figueirense)= Partido Socialista?..
Liberdade, Liberdade 
Quem a tem chama-lhe sua
Já não tenho liberdade 
Nem de pôr o pé na rua 

Liberdade, Liberdade 
Quem a tem chama-lhe DELA 
Já não tenho liberdade 
Nem de me pôr à janela 
Vitorino

E depois, lá pelo PS, dizem que não há caça...
E se também analisassem as consequências políticas dos deputados do PS que votaram contra o programa eleitoral do PS?..

Nas mãos da vida

Grande Eça"A inquietação pela desconfiança de que se não é suficientemente amado - é já uma das mais certas provas de que se ama um pouco, ou de que se começa a amar um pouco."
- Falhámos a vida, menino!
- Creio que sim... 

Aliás, toda a gente, mais ou menos, a falha. 
Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação. 
Quem já leu Os Maias, uma das obras mais conhecidas do escritor português Eça de Queiroz, percebe do que falo.
A terminar, diz Ega a Carlos: - "falhámos a vida, menino!".

Ando com isto no pensamento nos últimos dias.
O que não é necessariamente mau. 
Falhar a vida talvez seja tão bom quanto acertá-la! 
Jamais poderei provar isso, porque só a falhei.
Mas, esta percepção despojada de saber que falhei - e  a sério - tranquiliza-me.
Falhei. Está falhado. No amor, na carreira profissional, no ter...

Falhei, está falhado. Pronto.
Resta-me, continuar a ter o despojamento de ainda ter sonhos, para viver pequeníssimas e ilusórias liberdades de céu aberto e claro horizonte para qualquer norte.
Sou muito erro, o mais certo é isto estar errado.
Mas, também só quero continuar a ser...
E, se mais uma vez estiver errado, que se lixe…
A vida é para ser vivida, mesmo que, depois, apenas sobre  o tempo ácido da frustração. 

- Falhámos a vida menino...
- Creio que sim.
- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...

Mas, continuaremos a ser...

A abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil...Visita do Papa pode ajudar...

No passado dia 22 de Abril, realizou-se a assembleia Distrital do PSD Coimbra, onde foi aprovada de forma unânime, uma proposta para a "implementação do novo aeroporto internacional em Monte Real”, Leiria.
O PSD/Figueira da Foz reitera esta proposta e associa-se inteiramente à mesma, afirmando: «a abertura da aviação civil da base aérea de Monte Real é uma mais-valia e de grande relevância para o desenvolvimento da região centro» e relembra também que «a sua localização geográfica não pode ser ignorada, pois a região centro assume uma grande importância ao nível do desenvolvimento económico do país»
Entre os argumentos que sustentam esta tese estão :«a grande capacidade de exportação do centro do país, devido à sua capacidade industrial, e o turismo, que cada vez mais faz parte da estratégia de desenvolvimento da região».
O Partido Social Democrata figueirense «estranha o silêncio, por parte do Autarca da Figueira da Foz e também Presidente da Comunidade Intermunicipal do Distrito de Coimbra, João Ataíde, questionando quais as diligências que foram efectuadas pelo Autarca relativamente à abertura da Base área de Monte Real à aviação civil, ligando esta questão ao crescimento do turismo da Figueira da Foz e a uma possibilidade de investimento».
Os sociais democratas consideram que a base aérea de Monte Real, tornada um novo aeroporto internacional, iria potenciar ainda mais a região, e também o concelho da Figueira da Foz.

Recorde-se que a abertura da base área de Monte Real ao tráfego civil «está pendente de uma alteração legislativa que permita a entrada de um grupo brasileiro na sua exploração numa concessão de 30 anos, por esse motivo cerca de 300 autarcas, políticos e empresários da região Centro e do Oeste assinaram no anterior dia 30 de Abril, uma declaração na qual pedem a abertura parcial do sector aeroportuário a fim de que aquela infra-estrutura possa ter utilização servindo uma região com 1,5 milhões de habitantes».
Dentro de alguns dias, a 12 do corrente mês,  o Papa visita Fátima e vai utilizar a Base Aérea de Monte Real.
Neste momento, está a decorrer uma petição para recolha de assinaturas a favor da abertura da Base Aérea nº. 5 de Monte Real à aviação civil.
Por sua vez o Governo, em janeiro do corrente ano, em resposta a uma pergunta de deputados socialistas, via  gabinete de Azeredo Lopes, informou que quer o Ministério quer a Força Aérea têm manifestado a sua disponibilidade para analisar este assunto, mas sublinha que "em termos práticos existem pelo menos quatro áreas fulcrais que limitam a operação de aeronaves civis na base aérea nº. 5. São elas, refere na resposta às questões dos deputados, as limitações físicas, as limitações do serviço de assistência e socorro, a falta de infra-estruturas, equipamento e pessoal e a inexistência de armazenamento de combustível. No primeiro caso, o Ministério da Defesa refere que as dimensões "dos caminhos de rolagem e placas de estacionamento e as características dos pavimentos da pista, caminhos de rolagem e placas impõem restrições à utilização da maioria das aeronaves civis de médio/grande porte".
Relativamente ao serviço de assistência e socorro existente, este "tem limitações face às necessidades estabelecidas pela International Civil Aviation Organization (ICAO) para aeronaves de médio/grande porte ou aeronaves de transporte de passageiros".
De acordo com a Defesa, por outro lado, "não estão criadas as infra-estruturas, nem existe o equipamento nem o pessoal necessário e qualificado para o handling das aeronaves civis".
Por fim, "não existe um armazenamento de combustível, utilizado na aviação civil, nem um sistema de combustível (infra-estruturas e viaturas) e pessoal qualificado, com capacidade para apoiar uma operação normal de aeronaves civis".
O gabinete de Azeredo Lopes lembra que esta base aérea tem tido utilização com carácter pontual pela aviação civil, e recorda que uma operação com carácter perante desta infra-estrutura necessita da aprovação da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).
Considera, ainda assim, que "a eventual certificação da base aérea nº 5, em Monte Real, pode beneficiar da experiência associada à certificação da base aérea nº 11, em Beja", onde o terminal civil entrou em funcionamento em Abril de 2011". Pode ainda beneficiar, "do estudo actualmente em progresso para a eventual certificação da base aérea nº4, nas Lajes, e da base aérea nº 6, no Montijo, para os mesmos efeitos".
O Ministério da Defesa Nacional, que lembra que as primeiras diligências para promover a utilização regular desta base aérea pela aviação civil datam de 1997, refere ainda na sua resposta que uma decisão no sentido pretendido pelos deputados do PS de Leiria pressupõe "a existência de um estudo de viabilidade técnica e financeira prévio".

Por unanimidade, na Assembleia Municipal realizada no passado dia 30 de Abril, foi aprovada uma proposta apresentada pelo deputado Luís Ribeiro, da bancada do Partido Socialista, endereçada ao governo, para a abertura da Base Aérea de Monte Real (BA5) ao tráfego aéreo comercial e de passageiros pelo seu impacto económico directo na Figueira da Foz.

Há dias assim: alegres e puros, em que a brisa do vento nos modula os sentimentos...

domingo, 30 de abril de 2017

Vamos a isso?..

Se quiser mostrar os erros crassos, em termos de planificação urbana da minha Aldeia, não tería, como não tenho, mãos a medir! 
Contudo, há que ressaltar o que de bonito (e não só paisagístico) a Aldeia ainda tem.
Como, por exemplo, algo que não é visível e muito menos fotografável: é uma zona com imensa vida e com uma identidade própria que não quero perder.
No meio da multidão a "minha" identidade perde-se. No "meu" Cabedelo, não sou um número, tenho um nome. 
É aqui que os afectos se desenvolvem, que os sorrisos se trocam. É aqui que ganho motivos para viver. 

Tenhamos a noção do que é essencial e foquemos a nossa atenção e empenho nisso.
Vamos à luta em defesa do "nosso" Cabedelo!
Já temos meia dúzia de surfistas, um "caralhete" e alguns políticos da Terra.