quarta-feira, 12 de abril de 2017

Hotelaria figueirense vive de "milagres"'?..

Há muito que as unidades hoteleiras mais próxima do santuário de Fátima não têm capacidade de resposta para tantos visitantes, obrigando-os a alargar a pesquisa a outras regiões. 
"Abençoada seja a visita do Papa!", exclama a hotelaria figueirense. 
Ontem, segundo o jornal As Beiras, "a taxa de reservas rondava os 80 por cento." Contudo, Jorge Simões, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz  para o turismo, confia "que se caminha para os 100 por cento de ocupação."
A visita de Francisco realiza-se em maio, um “milagre” fora de época para a hotelaria da Figueira da Foz.  “Evidentemente que a vinda do Papa acaba por se reflectir nos resultados do mês, porque é algo que não acontece todos os anos”, reconhece Jorge Simões, também ele empresário do ramo hoteleiro.
E quando a procura supera a oferta, já se sabe que os preços  sobem. 
A taxa de ocupação, ontem, situava-se nos 80 por cento. “Em relação ao ano passado, os hotéis de quatro estrelas subiram ligeiramente os preços para a semana da Páscoa”, revelou aquele dirigente da ACIFF. Mas nada que se compare com aqueles que estão a ser praticados no RFM Somnii - O Maior Sunset de Sempre, na segunda semana de julho. Para o “Sunset”, que coincide com a época alta, restam poucos quartos livres. Aplicando a citada regra do mercado, a oferta subiu para um nível a que poucos podem ou querem aceder: há quem esteja a pedir cerca de 300 euros por quarto. “Já há poucos quartos disponíveis. Praticamente, já só se encontram no Alojamento Local”, confirmou Jorge Simões. 
A hotelaria local tem capacidade para cerca de 2500 camas. 

"Grupos de cidadãos"...

... uma crónica de Daniel Santos, engenheiro civil, hoje no jornal AS BEIRAS.
"Afinal o que é um independente? 
De acordo com o dicionário, é aquele que não está filiado num partido político. 
O mesmo dicionário também lhe atribui o significado de autónomo, que revela independência, livre. Livre! Foi o facto de cada vez mais independentes se arriscarem, em nome de valores e princípios, a proporem-se conduzir os destinos das suas terras que levou Maria Antónia Almeida do ISCTE a elaborar um estudo sobre “Grupos de Cidadãos nas autarquias (GCE): contributo para a prática da cidadania e para a qualidade da democracia?” 
E que concluiu o estudo? Pois que, quando há listas de independentes, reduz-se a abstenção e aumenta a transparência. E ainda, que, desde 2001, primeiro ano em que concorreram independentes, até às eleições de 2013, o número de eleitos aumentou de 31 para 112. Até 2009, dos 16 presidentes de Câmara eleitos nestas condições, 12 tinham “percurso partidário prévio”, ou sejam, deixaram de se rever no comportamento do grupo de que provinham. Só os cidadãos amorfos e completamente desinformados são independentes de valores e princípios. 
A independência dos cidadãos em relação aos partidos tem a ver com o comportamento destes e os independentes não são, como concluiu na Figueira a secretária-geral adjunta do Partido Socialista, “o maior atentado à democracia e à cidadania, porque o único objetivo que os move é enfraquecer os partidos.” 
Não seria melhor corrigir o que se passa dentro da sua casa?"

Nota de rodapé.
"Este gosto de reparar..."

Vamos então continuar a discutir o PDM ... (27)

Alguma vez O Caralhete haveria de ter razão!..
Como vêm não sou caprichoso, nem mimado, nem faço birras, nem quero e depois não quero... 
Sei o que quero, portanto... 
O Caralhete sabe que tem razão muito mais vezes. Porém, O Caralhete tem uma paciência  invejável. 
E eu não. 
Talvez, por isso, alguns achem O Caralhete estranho.
Bom, tudo isto para dizer que, desta vez, O Caralhete voltou a ter razão.
É certo que ao O Caralhete custa sempre criticar negativamente. Aquilo que O Caralhete gostava mais era de poder elogiar e enaltecer os políticos do mundo, do seu país e do seu concelho. 
Custa-lhe, cada vez mais, escrever aquilo para que o OUTRA MARGEM serve: alertar para a verdade.

Agora falo eu.
Deixar de escrever este blogue, até porque não tenho grande criatividade, seria o melhor para mim e para muitos. Mas, acontece que ainda não tenho cansaço.
Raios ma partam, mas continuo com jeito e força  para levar projectos adiante. Talvez seja, porque a vida me corre bem - sem ser muito bem. Talvez seja, também porque já devia ter idade para ter juízo -  e ainda não consegui. Talvez seja,  porque noto que parece que tenho  leitores que gostam dos "mimos" que dou a quem, nos últimos quase 8 anos, tratou tão mal da Figueira e do concelho - e são cada vez mais. Talvez seja, também, porque tenho necessidade de me divertir - e cada vez mais
Sou, de facto, exigente, resiliente, determinado e caprichoso.
Sinto que não estou sozinho. Se assim não fosse, também não deixaria de escrever - mas não seria a mesma coisa...
Hoje, sem razão aparente, sinto-me particularmente doce. 
Vou parar por aqui, pois posso dar a imagem de que tenho doçura suficiente para mimar o mundo inteiro. 
A propósito: alguém quer miminhos?..

A minha vida foi sempre assim: fui sempre eu quem a decidiu.
Não sei se isso me distingue de alguém.
Sei, isso sim, que vivo num mundo igual ao de todos. 
Mas não tenho uma vida igual à de ninguém. Disponho das mesmas capacidades que muitos, menos que muitos e mais do que uma minoria. 
Lá por haver quem tenha uma  côr dos olhos mais afinada que a minha, não quer dizer que veja melhor que eu. 
Somos, à partida, todos iguais. A diferença não existe. 
Existe a emoção, a razão - a perdição. 
Eu cedo, de forma diferente, a cada uma delas. 
Há quem prefira tentar perceber e ter explicação para os sentimentos...
Porém, para mim, amor, não se explica, sente-se.
Prefiro ter exlicações para a razão. 
No fundo, todos somos fracos. No fundo, acabamos por nos perder todos. 
Todos: uns por amor. Outros sem razão.
De vez em quando, é bom que saibamos que temos razão: obrigado Paulo Pinto.

... e dizem os entendidos, que tamanho não é problema! Antes pelo contrário, ajuda... E muito...


terça-feira, 11 de abril de 2017

Por vezes, é necesário olhar para trás e recordar feitos brilhantes...

Baixar o desemprego é bom. Diminuir a tensão social e a crispação, é bom. Haver óptimas perspectivas para actividades como o turismo, é bom. Há coisas boas na Figurira. Obras na praia, é bom. Feira Mediaval, é bom. Carnaval, é bom. Um estádio muncipal a apodrecer, é bom.
Enfim, há alguns sinais... 
Mas, uma coisa destas é que ninguém esperava: "Figueira da Foz na vanguarda também na água"!..
“A Figueira da Foz está na linha da frente da modernização. No fundo, é uma cidade que quer afirmar-se pelo turismo”, realçou o geólogo e investigador ao José M. Brandão, coautor, com Pedro M. Callapez, do livro “O abastecimento de água à Figueira da Foz em finais de oitocentos – comodidade e modernidade”, apresentado um dia destes no salão nobre dos paços do concelho.
A primeira rede de abastecimento de água canalizada tinha 300 consumidores titulares. Hoje, tem 40 mil. Nos primeiros tempos, contudo, registaram-se vários problemas de salubridade pública.
“Acho que é uma excelente obra, um contributo para a evolução da Figueira da Foz”, definiu o presidente da autarquia.
João Ataíde ao nível a que nos habituou: acutilante, perspicaz e com um humor  fora de série!

Erosão costeira na Cova e Gala e na zona a sul do estuário do Mondego e a onda do Cabedelo

Uma delegação parlamentar do PCP esteve esta manhã na Cova e Gala e Cabedelo para ouvir o SOS Cabedelo sobre estes problemas.
Compunham a delegação comunista os deputados Paulo Sá, Manuel Tiago, Carla Cruz e Ana Serrano,que ouviram as queixas de Miguel Figueira e Eurico Gonçalves sobre o modo como a  APA pretende resolver o problema, pois consideram uma solução completamente inaceitável, a construção de um muro na frente do estacionamento da praia do Cabedelo.
Do ponto de vista do SOS Cabedelo é mais do mesmo: a tipologia de intervenção da APA para o Cabedelo repete a receita aplicada em 2015 a sul da Cova - que recentemente foi denunciada na Comissão Parlamentar do Ambiente - reforço da raiz do molhe com obra pesada, incluindo neste caso um muro de betão e ripagem de areias na zona de rebentação para protecção da duna primária que, neste caso, seria feito através da criação de uma nova duna na frente da existente com redução significativa da área útil da praia.
Essa solução é completamente errada como o demonstra o colapso da obra pesada de defesa aderente na raiz do molhe e destruição da duna em Fevereiro de 2017, como a foto abaixo documenta.
O SOS Cabedelo deixou bem expresso que, desta vez, não aceita a ripagem de areia na zona de rebentação, porque atenta contra a primeira defesa da costa: a duna hidráulica. Também não aceita a perda de área útil da praia, porque compromete a viabilidade do uso balnear de uma das praias mais concorridas da região. Finalmente, não aceita qualquer obra pesada que se oponha ao mar, porque frequentemente o prejuízo resultante deste tipo de intervenções é maior do que o seu benefício.
Miguel Figueira e Eurico Gonçalves deixaram bem expresso, "que não é só desta ameaça contra o mar que nos iremos defender. É também da ameaça a princípios básicos do estado de direito, pela forma displicente como a participação da cidadania é tratada. Não podemos aceitar que promovam o debate público que inscreve as mesmas soluções que à porta fechada optam por contrariar. Resistiremos seguros de que irão perder esta contenda. Porque ao mar, ninguém vence!"

MOMENTO PRÓ DESCANSO: António Salgueiro, Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, por ele próprio..

Em entrevista exclusiva à Foz ao Minuto, o actual Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro avançou que vai concorrer novamente nas próximas eleições autárquicas.
Na vida, há momentos para tudo. 
E também para descansar. 
Há pessoas que têm um certo pudor em enaltecer o descanso. Nunca percebi bem de onde lhes vinha essa inibição. 
O descanso é reequilibrador.
Ah, e então o descanso pelo descanso, esse,  é simplesmente magnífico!
Das qualidades que mais aprecio nas pessoas é a sua clareza na explanação das ideias e o seu recato. 
Cerca de 4 milhões de euros para o Cabedelo!.. Parece ser uma obra grandiosa!.. Quiçá, porventura, quem sabe, a concretização da tal de Aldeia do Mar do Albino Ataíde, que nunca ninguém há-de saber o que seria!..
Abomino quem gosta de dar nas vistas sob qualquer forma. 
O valor, o mérito e a simpatia ressaltam por si próprios. 
Dou um valor enorme a essa faceta do carácter de cada um.
Vamos então à entrevista...

Por onde andam os defensores do regulamento da publicidade dos outdoor....


Ser pobre todos os dias é lixado...

Há 3 dias, cerca de mil estudantes portugueses foram expulsos de um hotel em Espanha.
A situação, segundo a comunicação social, terá tido a ver com comportamentos desordeiros e desacatos relacionados com o consumo de álcool. 
Se a barracada dada pelos jovens portugueses, que vieram recambiados de Torremolinos, chega aos ouvidos de Jeroen Dijsselbloem, o Mourinho Félix está "feito ao bife".

O MANDATÁRIO DE CARLOS TENREIRO

Luís Semedo, de 51 anos, natural de Estremoz, responsável pelo serviço de Cardiologia no Hospital Distrital da Figueira da Foz, é o mandatário de Carlos Tenreiro, candidato do PSD à câmara municipal da Figueira da Foz, que se realizam a 1 de outubro próximo. 
Em declarações à Figueira na Hora, Carlos Tenreiro disse que é “uma honra e um enorme prestígio para esta candidatura poder contar com tão ilustre e estimado amigo da terra, sabendo que o seu papel não se esgotará como mandatário da lista, já que irá prestar também o seu contributo na elaboração do respectivo programa eleitoral”.

Vamos então continuar a discutir o PDM... (26)


Quem explica porque é que parte do Porto Godinho fica de fora do Aglomerado Rural passando lá o saneamento, a água e a luz?
Quem é que explica porque tem de ficar ESPAÇOS MISTOS DE USO SILVÍCOLA COM APTIDÃO AGRÍCOLA?
Paião:  núcleo da sede de freguesia está bem!
Ficou  como estava... 
Pior são as localidades dispersas...

Estas coisas não vos irritam?..

Vamos então continuar a discutir o PDM... (25)

Para ler melhor clicar na imagem
Continuando a citar o livro do ex- vereador do urbanismo, ainda actual vereador e ex-vereador PS na oposição 2005/2009 e co-autor do livro...
Afinal Doutor Tavares quem é que gosta de debates?
Como compreender que um ex-vereador do urbanismo figueirinhas, tenha votado favoravelmente uma proposta para discussão pública do PDM que contém quase tudo - no conteúdo e na forma... - que ele sempre criticou publicamente ao longo da sua carreira política?
Evidentemente, antes de ter chegado ao Poder?

Nota de rodapé.
Recordar, também faz parte da viagem. 
As  memórias sempre nos acompanham.
Para o melhor. E para o pior...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Horto Municipal: reviver o passado...

Meu caro ex- vereador do urbanismo, ainda actual vereador e ex-vereador PS na oposição 2005/2009 e co-autor do livro, temos de ter cuidado no que falamos e escrevemos... 
Pelo que se vê hoje em dia na Figueira,  temos que apear os novos Luíses XVI.
Não concorda Doutor António Tavares?

Vamos então continuar a discutir o PDM... (24)


VILA VERDE: o que mudou, entretanto, para António Tavares, ex- vereador do urbanismo, ainda actual vereador e ex-vereador PS na oposição 2005/2009 e co-autor do livro?
Todos continuamos a saber que acessibilidades a Vila Verde deixam muito a desejar...
Portanto, não acham no mínimo estranho alterar o PDM sem que a nova variante esteja construida?
Por outro lado: onde estão os equipamentos que o autor do livro referiu no seu escrito?...

Como eu gostava de ser crente e acreditar no milagre do photoshop!..

foto sacada daqui
"Em algumas modalidades desportivas, o jogo desenrola-se em duas partes, havendo, pelo meio, um tempo, injustamente denominado de intervalo, de pausa ou de descanso, dado que serve para avaliar, relembrar, retemperar, e, se necessário (quase sempre!) corrigir, recentrar, reorientar. Tem sido dito e escrito pela Figueira, nesta última semana, que a passada sessão da assembleia municipal foi uma perda de tempo e de dinheiro, que para nada serviu, que é composta por medíocres e incompetentes, e que espelha que a “trica” partidária se sobrepõe ao interesse público. Esta crítica não me parece justa, apesar de não se ter conseguido que: o Presidente da assembleia municipal impusesse o Regimento; a Oposição alargasse o prazo de discussão pública do PDM; a bancada do PS explicasse o desconforto em ver discutido o documento; os Presidentes de Junta eleitos pelo PS se libertassem da sua submissão; o presidente da câmara municipal dissesse abertamente que ia apresentar o PDM às populações a horas compatíveis; os seus técnicos tivessem ocasião de falar; o interessado público que foi assistir fosse recebido condignamente. Aproveitemos então este precioso tempo (porque o que está em causa é demasiado importante) para que foquemos - de “fazer convergir” -, todos, toda a nossa energia, conhecimento e vontade na definição (urgente) de um desígnio para a Figueira, entendendo que o PDM é parte deste desiderato."
Teotónio Cavaco

Notas.
1. "Nunca mais, nesta assembleia, ninguém terá roda livre para falar!" 
José Duarte, presidente da mesa da Assembleia Municipal da Figueira da Foz.
"Estou envergonhada com o serviço que estamos a prestar à população da Figueira da Foz, porque ainda não fizemos nada nesta Assembleia".
Mafalda Azenha, secretária da mesa da Assembleia Municipal da Figueira da Foz.
2. "Intervalo?", meu caro Teotónio Cavaco, deputado municipal do PSD?
Perante isto, o que dizer de uma Assembleia Municipal que ouviu o que está transcrito acima, pela boca do Presidente do órgão e da Secretária da mesa e, tirando uma honrosa excepção, praticamente não reagiu?
Aquilo que me preocupa, como tive oportunidade de escrever no rescaldo da Assembleia Municipal Extraordinária para conhecimento e discussão do PDM - o que não aconteceu, por culpa dos "deputados" municipais e da mesa da AM da Figueira da Foz - é que "na política figueirense, nunca há Assembleia Municipal tão fraquinha que não possa piorar!.."
Ou vamos acreditar que, esta, "foi uma sessão azarada para todos os que lá estivemos, em especial para o presidente Ataíde: quando tentava sair do lugar onde se encontrava, a bancada destinada ao executivo, deu uma queda aparatosa"?..
Eu gostava de acreditar, mas, ao contrário do que presumo ser o caso do Teotónio Cavaco, não sou fã do photoshop!
3. Da Assembleia Municipal Extraordinária de 3 do corrente p.p, a tal iniciativa "Vodka com Laranja",  apesar de chumbadas as propostas apresentadas pelo PSD, CDU e BE, o Senhor Presidente Albino Ataíde lá acabou, no final do decurso da sessão, por manifestar publicamente a disponibilidade para ir esclarecer a Revisão do PDM junto da população em horário pós laboral...
Dado que o tempo não pára e a discussão do PDM/Albino Ataíde tem prazo, alguém por acaso conhece o respectivo calendário?

JORNADAS PARLAMENTARES DO PCP: 10 e 11 de Abril de 2017 em Coimbra

O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português promove, hoje e amanhã, no Hotel Tivoli Coimbra, as suas jornadas parlamentares. 
A sessão de abertura do evento decorre hoje, pelas 12H00, com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enquanto a sessão de encerramento se  realiza amanhã, a partir das 16H00.

Reversão dos terrenos do Alberto Gaspar...

António Tavares: enquanto vereador há praticamente 8 anos, quantas e quais as diligências que fez sobre este assunto?..

Já lá vai o tempo...

domingo, 9 de abril de 2017

MORREU UM GRANDE LUTADOR. A FIGUEIRA E A COVA E GALA ESTÃO MAIS POBRES.

Manuel Luís Pata, 22 de Novembro de 1924/9 de Abril de 2017
Manuel Luís Pata nasceu na Gala, actual freguesia de S. Pedro, no dia 22 de Novembro de 1924.
Era filho, neto e bisneto de marítimos oriundos de Ílhavo, os primeiros povoadores da Cova, aí pelo ano de 1742.
Fiel às suas raízes, fez-se ao mar, em 1943, como ajudante de motorista no lugre “Ana I”.
Habilitado em 1946 com a carta de motorista, foi trabalhar para a Empresa de Navegação Limpopo, de Lourenço Marques, Moçambique, creio que em 1948.
Entre Moçambique e Portugal continental foi fazendo a sua vida, sempre ligado ao mar, tendo realizado duas campanhas à pesca do bacalhau.
Depois do 25 de Abril de 1974, veio de vez para a sua Terra natal, onde terminou a sua actividade profissional como empresário na área da restauração.
Já na reforma, contra tudo e contra todos, como sempre foi  “a sua imagem de marca”, dedicou-se à escrita e publicou 4 livros. Três sobre “A Figueira da Foz e a Pesca do Bacalhau - Achegas para a sua História - Vol. I, II e III, dados à estampa em 1997, 2000 e 2003. Em 2005, publica a quarta obra : “Memórias de Moçambique”.
Recentemente, no final de agosto do ano passado, publicou  "A CONSTRUÇÃO NAVAL E A INDÚSTRIA BACALHOEIRA NA FOZ DO MONDEGO…".
Apesar dos da idade e  algumas maleitas físicas, não parou praticamente até aos últimos dias de vida. Conforme me confessou um dia, enquanto tomávamos um café numa esplanada da Cova, apesar das dificuldade que existiam para publicar. Como ele próprio dizia: “santos de casa não fazem milagres”.
Como escrevi, um dia , numa crónica para o extinto “linha do oeste”, para mim, Manuel Luís Pata não era, ao contrário do que muitos julgam, até talvez ele próprio, um Homem teimoso. Foi sempre, isso sim, do meu ponto de vista, um dos raros exemplos de verdadeira perseverança que conheço...
A coluna vertebral permite que caminhemos de forma erecta. 
Utilizar a coluna para andarmos levantados, fazendo frente a quem não quer que a usemos para esse fim, é um dever de cidadania. 
Manuel Luís Pata é um desses raros cidadãos: continuou erecto e consequente até ao fim...
As minhas sentidas condolências à Família.

Longe dos olhares, no silêncio dos gabinetes, o Cabedelo está a ser alvo de um atentado. Se nada mais conseguirmos, não podemos esquecer o julgamento e fazer cair definitivamente a máscara dos mandantes...

Como penso que toda a gente que vem até este meu canto sabe, tenho um fraquinho muito grande e especial pelo Cabedelo.
Desde que me recordo,  olho para o Cabedelo de uma forma cúmplice e agradeço a força e o sorriso que traz, todos os dias, à minha vida.
Como sabemos, a vida custa a todos... Mas, a alguns em especial!
Como acontece em tudo na vida, é preciso estar-se no sítio certo no momento certo. O trabalho e o esforço são determinantes, mas um pouco de sorte ajuda muito. 
E ter a sorte de poder, sempre que o queira, encontrar-me com um local como o Cabedelo, mais do que sorte, na minha vida é uma benção. 
No inverno, tem aquela luz ténue e límpida, própria desta estação do ano. Em dias frios, tenho a sensação que o frio purifica a luminosidade, o que é uma benção, em especial, para os fotógrafos. 
A luz de inverno, no Cabedelo, é calma e fugaz. Os dias são curtos e transmite a necessiade de não desperdiçar um momento que seja, pois os dias de inverno no Cabedelo são lindos, mas têm algo que faz lembrar o efémero. 
A partir da primavera tudo é diferente. A sensação de êxtase dura mais - quase parece permanente. 
Tirando o mês de Agosto, o Cabedelo rodeia-nos de uma atmosfera muito especial. Somos nós e o sol - isto, é a natureza.

Não sei se existe o paraíso. Mas, se existir, deve ser parecido com a sensação que tive ao ler o texto que publico mais abaixo sobre o Cabedelo! 
Poderão dizer-me: não tem nada de especial.
A esses direi apenas: atrai! E se assim foi comigo, então é porque tem tudo de especial. Tem a delicadeza de uma visão sensível e arguta.  Tem o verde da vida... E foi escrito por uma pessoa que tem um sorriso único! 
Como vêm tem tudo. Ressalta do texto e a gente nota.
Por outro lado, ando na vida para aprender. E nunca tive problemas em pedir ajuda aos outros para compreender o sentido das coisas. 
Sempre pensei que isso nos ajuda a crescer. A meu ver, longe de ser um sinal de fraqueza, demonstra inteligência. 
A autora, Isabel Maria Coimbra, disse no texto aquilo que, neste momento, gostaria de ter sido eu a sussurrar  ao Cabedelo.
Para quem ainda não saiba, o "meu" Cabdedelo, tal como o conheço há quase 60 anos, está numa encruzilhada por vontade dos "quens" de direito. 

Um dos caminhos leva à catástrofe e ao mais terrível desespero para quem ama e sente o Cabdedelo. Mais do que um muro, é uma divisória e é a constatação da separação do mar. Claro que é necessária ali - e em toda a orla costeira de S. Pedro, espero que não se tenham esquecido da zona a sul do quinto molhe... - uma protecção contra o avanço do mar.
Cito o arquitecto Miguel Figueira: "o problema não é se se protege, mas como se protege.  O projecto que não querem mostrar não é o mesmo da consulta pública do POC."
Isto é preocupante. Mas existem outras soluções. Resta-nos lutar - e quem for crente, rezar... -  para que não cometam um atentando paisagístico e transformem o Cabedelo em mais um mártir ambiental no nosso concelho.
Senhores "quens" de direito, será pedir muito, enquanto estão a tempo, que façam a escolha da solução certa para o Cabedelo? 
Será que vamos permitir, passivamente,  que nos acabem com a alegria que nos proporciona aquele bem estar saudável que nos permite sonhar e sorrir à vida! 
Para muita boa gente, eu incluído, é  disto que se trata, quando falamos do Cabedelo.
Vamos então a este "MOMENTO ATÉ O SOL SE PÔR".
Ver o pôr-do-sol, no "meu" Cabedelo,  é continuar com a capacidade de viver com paixão todos os dias. 
É impossível alguém alhear-se de tanta beleza. Apetece declarar-lhe o nosso amor e dizer-lhe como é raro, único, superior... E agradecer pelo tanto que nos dá a cada dia em que nos proporciona esta visão....
foto Isabel Maria Coimbra. Mais fotos aqui

"Está uma tarde serena. Sol cálido. Temperatura de Verão. Apetece estar ao pé do mar sossegado e azul. 
Depois de andar de manhã cedo até ao Cabo Mondego, passeio sempre igual e repetitivo, resolvo ir até ao Cabedelo. Não, não me lembro como me apaixonei… Melhor, nem sei bem quando senti vontade de fugir da marginal vaidosa e barulhenta. Logo eu, que há muito que acho uma maçada atravessar a ponte, mesmo para ir ao Hospital. Mas há acasos interessantes e sei que ali, na esplanada do Parque de Campismo virada para a praia, me sento em boa companhia e que sou sempre bem recebida pelo Tiago e pela Ana.
……
Esplanada cheia e colorida com gente bem-disposta. 
Entre copos e chávenas, alguns jovens em grupo conversam uns com os outros. 
Há pessoas a olhar a praia e o mar em silêncio. 
Vêem-se pardais a saltitar confiantes entre as mesas do terraço. 
Sentada a um canto abrigada do sol, uma rapariga lê sem levantar os olhos do livro. 
Crianças, descalças na areia, brincam alegremente com bolinhas de sabão e, aproveitam também o parque infantil. 
Há gente que entra e sai do simpático café num vaivém saudável. 
Entre conhecidos, trocam-se cumprimentos e desprendem-se sorrisos. 
Está a maré a vazar. Do local onde me encontro avisto pessoas a banharem-se na água fria do mar. Apetece!
A conversa flui, simples e franca, diante dum fino, água e tremoços. 
A tarde vai caindo e o sol enfraquecendo… Levantámos âncora e fomos caminhar até ao limite do molhe sul. 
Pelo meio da ‘viagem’ encontramos de vigia, tranquilas, umas pequenas esculturas de pedra que olham atentas para um bando de surfistas que, pacientemente, aguarda a melhor onda para navegar.
Estamos ali no meio do mar. A luz milagrosa e o ar fresco, doce e afectuoso, trazem-me Paz, aquela que há tempo me fugiu.
No regresso, paramos uns instantes. Observamos o desenho da cidade erguida do outro lado. Sim, do lado de cá aprecia-se bem toda a tolice humana que interveio na paisagem. Nota-se que o burgo não teve plano e salientam-se os edifícios que desarmonizam a beira-mar da Figueira da Foz.
Recordo a ponte velha que aproximava as duas margens. As fugas para a praia das dunas do Cabedelinho. Acabamos por concluir que bom que era pensarem num barco como antigamente havia, tornando mais fácil a ligação das duas orlas do rio. 
No percurso, vou registando os cheiros, as cores e os sons de fim de tarde. 
O pôr-do-sol? 
O pôr-do-sol é diferente, sem muro, e é de cortar a respiração…"

Vamos lá então continuar a discutir o PDM... (23)


FREGUESIA DO PAIÃO. 
Paulo Pinto, presidente da junta de freguesia do Paião, na AM do passado dia 3 do corrente assumiu o papel de defensor do PDM de Albino Ataíde.
Borda do Campo, uma das freguesias extintas pela Reforma Administrativa de 2014, foi incorporada no Paião.
Vejam nas imagens o que está contemplado no novo PDM...
E vejam o que se passa mesmo ao lado, mas já no concelho de Pombal!
Será também por isto que muitos jovens da extinta freguesia de Borda do Campo, foram morar para o concelho de Pombal?
Senhor presidente da Junta do Paião: estas localidades são para desaparecer?

A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la assim!..

"Hotel em Espanha expulsa mil alunos portugueses por vandalismo"...

Mais do mesmo, isto é, mais "dinheiro mal gasto"...

"Erros do passado. Soluções para o futuro?"
Estávamos em setembro de 2009
Lembram-se?
António Tavares e João Vaz, passados cerca de 8 anos, se deram conta que aconteceu algo de novo na Figueira, por favor digam-me...
OK?..
António Tavares, um dos autores, foi decisivo para a primeira vitória do Albino Ataíde! 
Foi um dos responsáveis, se não mesmo o principal, pelo programa da sua candidatura. 
Não admira, a quem está atento ao que se passa na política figueirense, que não queira ir a terceiro mandato!
João Vaz, o outro dos autores, como se pode verificar pelo texto abaixo, da sua autoria, mantém o registo.


"Vive muita gente no Alto Forno.
Contudo, as obras realizadas nesta zona “nova” (tem 30 anos) da cidade resumem-se ao asfalto, pintura das passadeiras e pouco mais. 
Quem vive na zona sente um certo desprezo por parte da Câmara. Especialmente quando vemos que os milhões previstos para a regeneração urbana vão ser aplicados nos mesmos locais de sempre. A “Qualificação da Frente Marítima de Buarcos” tem previstos 2,5 milhões de euros. O “Jardim Municipal e envolvente” será benefi ciado com mais 400 mil euros. 
Outra vez o Jardim Municipal? 
Foi remodelado em 2005, tendo custado mais de 1 milhão de euros. Quem explica este “despesismo”
O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) prevê ainda mais 3 milhões de euros em obras na enésima requalificação do Núcleo Antigo
Outra vez? 
E tanto dinheiro para quê? Para “o reforço do estar pedonal [sic] e com a consequente animação vivencial”? 
“Estar pedonal”? O que é isto? Vamos ter passeios mais largos e pisos de melhor qualidade? 
Não, o responsável técnico ignora palavra “passeios” no PEDU, nem uma única referência. 
No PEDU existem ainda soluções tão incongruentes quanto ultrapassadas. O desenho das ciclovias depende da “futura aquisição de um logradouro” e de um “barco” para a margem sul. 
Ignora-se o que o resto da Europa faz há 50 anos: vias integradas, convivência entre carros e bicicletas. 
O PEDU é um passo em falso, mais do mesmo, sem discussão nem oposição visível."
João Vazconsultor de sustentabilidade, via AS BEIRAS.

sábado, 8 de abril de 2017

Enternece-me o interessee e o bom gosto com que tratam a Aldeia!..

A perfeição, por vezes, maça-me... 
Nada melhor, para o Cabedelo, portanto, do que um simples muro!.. 
Ainda por cima, deverá ser harmonioso e lindo?!..
É admirável pensar como a funcionalidade de um muro vai poder poder acrescentar tanta beleza àquele local emblemático da freguesia de S. Pedro!..

Espero pela Lua...

Paulo Pinto, presidente da junta de freguesia do Paião, na sua página do facebook, parece que se queixa de algo, que, certamente por falta de informação da minha parte, ainda não percebi bem:
Repito: não estou a perceber lá muito bem. 
Deverá haver aqui qualquer pormenor que me está a escapar...
Mas não vou perder a esperança na Lua, que continua a ser inspiradora...
Aliás, a Lua nunca me desiludiu, pelo que vou continuar a acreditar na clarificação... 
Querem chamar-me romântico?
Ok. aceito! 
Mas, romântico, no sentido de apaixonado, é coisa que já não me acontece, infelizmente, há muito. 
Experimentem olhar para a Lua num dia em que os vossos humores estejam em baixo e vejam lá se a Lua muda o vosso estado de espírito.
Quanto à clarificação: a Lua, também neste caso, pode ser a pedra de toque, na clarificação...
Mas, isso, daria muito, muito, mas mesmo muito trabalho...
Entretanto, pelo que julgo, ou o Manuel Domingues, ou o Paulo Pinto, estão a arranjar lenha para, pelo menos, um deles, se queimar.
Vou confiar na Lua.

Este gosto de reparar...

Foto sacada daqui
Na Figueira, neste momento, o maior flagelo é o "chico-espertismo".
Para ele, nada é verdade. 
O que é um drama, para quem considera que só vale a pena viver a vida com verdade! 
Mas, o mais grave, porém, é que nem mesmo a verdade histórica é respeitada!
Ao que chegaram os figueirenses!.. Nós. E as nossas circunstâncias...

Ana Catarina Mendes, no domingo, na Assembleia Figueirense, no decorrer da Sessão Encerramento da Reunião de Trabalho das Federações de Coimbra, Aveiro e Leiria do Partido Socialista, sobre as Autárquicas 2017, no seu discurso, teve uma pérola preciosa: "as listas de independentes, são o maior atentado à democracia e à cidadania, porque o único objectivo que os move é enfraquecer os partidos."
Parece que não será bem assim Senhora Deputada, pelo que se tem passado no PS/Coimbra, desde 2012...
Senhora Deputada Ana Catarina Mendes, basta reparar na direita, da fotografia acima...
Desculpem lá qualquer coisinha, mas há quem tenha a mania de reparar... 
Vejam lá se não há, por assim dizer, um ecletismo intelectual no reparar, que ultrapassa, em muito, a visão propriamente dita?..

Vamos lá então continuar a discutir o PDM... (22)

Pegando nas declarações da Senhora Vereadora Ana Carvalho ao jornal AS BEIRAS, de 3 de Abril sobre o horto, passo a citar.
"Quanto mais se valorizarem os terrenos, melhor para a Câmara".

A Escola Primária das Regalheiras fica em REN!
Mais um lapso, dr. ALBINO ATAÍDE?
OS MORADORES AO LADO PODEM NO FUTURO FAZER OBRAS?
SERÁ POR SER PERTO DOS TERRENOS DA "FAMILIA OLIVEIRA" QUE FOI FEITO ISTO?

O conhecimento que este "artista" tem!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A discussão é que seria o horizonte humano...


Saber esperar é uma grande virtude...

Vamos lá então continuar a discutir o PDM... (21)

NOTA.
ponto 1: Alargamento no PERÍMETRO URBANO, de mais área que o normal.
ponto 2: numa rua infra-estruturada, entre o curzamento do Bizorreiro e os Armazens de Lavos.
Nestes 200 metros  é SOLO RÚSTICO | ESPAÇOS AGRÍCOLAS | ESPAÇOS AGRÍCOLAS DE PRODUÇÃO.
ponto 3: SOLO RÚSTICO | ESPAÇOS DE EXPLORAÇÃO DE RECURSOS GEOLÓGICOS | ÁREAS DE EXPLORAÇÃO POTENCIAL.

SERÁ UM LAPSO CIRÚRGICO?..
ESTARÁ, PORVENTURA, ENVOLVIDO EM ALGUMA DESTAS SITUAÇÕES ALGUM CAMARADA?..

BEM ALERTOU O PRESIDENTE DA JUNTA, QUE ESTE PDM, PARA LAVOS, ERA PIOR... 
ELE LÁ TERÁ AS SUAS RAZÕES!

PDM de Albino Ataíde: Ó LA RI LÓ LE LA COMO ESTE NÃO HÁ NENHUM...

para ler
clicar na
imagem



"João Ataíde, presidente da Câmara da Figueira da Foz, afirmou ontem, na reunião de câmara, que o horto municipal daquela cidade irá ser vendido em hasta pública, depois da aprovação do novo Plano Diretor Municipal (PDM), cuja proposta de revisão se encontra em fase de discussão pública.
As receitas da venda, adiantou o edil, serão aplicadas numa “grande horta biológica” e num novo canil municipal, na várzea de Tavarede, para onde a autarquia vai transferir os seus armazéns e outros serviços. 
O Foz Plaza, como o DIÁRIO AS BEIRAS adiantou, esta semana, recorde-se, está interessado naquele lote, contíguo ao centro comercial, que o município vai alienar. 
Ainda acerca do PDM, João Ataíde reiterou a sua disponibilidade para participar em sessões públicas de esclarecimento, como vinha exigindo a oposição, na autarquia e noutros espaços a definir, em horários pós-laborais. 
O presidente da câmara respondia ao vereador do PSD Miguel Almeida."

Via AS BEIRAS

"O Euro, a dívida e a banca". Ontem à noite, o Café Nau teve sala cheia para ouvir Carlos Carvalhas

foto António Agostinho
Com Portugal fora do euro, a dívida ficaria mais barata porque seria paga numa “moeda desvalorizada"
Esta foi uma das opiniões expressas ontem à noite numa sessão realizada no Café Nau, com a presença de Carlos Carvalhas, Economista e membro do Comité Central do PCP.
Para o PCP, sair do euro não é uma questão ideológica mas sim económica. “O euro é uma moeda que não tem em conta a racionalidade económica, que nos cria dificuldades. É uma moeda muito simpática, é evidente, porque podemos ir aqui a Espanha e a França, e não temos de fazer câmbios. Mas é uma moeda muito cara. É uma moeda que nos obriga a ficar dependentes dos mercados, mesmo para pagamentos internos," disse ainda Carlos Carvalhas, antigo secretário-geral do PCP.
O orador, porém, deixou claro que não existe conflito com o actual governo da "Geringonça", ao frisar que “não é determinante deixar a moeda única para apoiar o actual Governo”.
Carlos Carvalhas sublinhou ainda o que faria, caso o PCP estivesse no Governo e pretendesse levar avante o plano para sair do euro: começaria  por colocar a questão na União Europeia e no Banco Central Europeu, considerando que “não é tão esdrúxula assim uma vez que o BCE já fez estudos sobre as consequências da saída de um país”.
Quanto ao vínculo europeísta do PS, Carvalhas diz que “o tempo se encarregará de desvanecer as ilusões federalistas do PS”.
Carvalhas apontou a situação antes e depois do euro. Antes, "o Orçamento do Estado fazia alguma redistribuição, o que não acontece agora: no Orçamento Comunitário essa redistribuição é prticamente ineixistente.
A Alemanha tem todos os benefícios e os outros têm de pagar a factura".
A CEE, na opinião de Carlos Carvalhas, "não tem solução para isto: é uma questão de tempo". Seria necessário, "8 ou 9% do PIB da Alemanha para para que houvesse alguma redistribuição no Orçamento Comunitário". Na sua opinião, "isso nunca irá acontecer".
A propósito da situação vivida pela banca o orador referiu algo interessante e que faz pensar: "o BCE é o único banco que se encontra impedido de emprestar aos Estados, só indirectamente - e isso só aconteceu depois da crise".
Na opinião do membro do Comité Central do PCP que esteve presente ontem à noite no Café Nau, "um partido responsável tem a obrigação de avisar o seu Povo e preparar-se para o pós euro.  Saindo a Itália adeus euro". Depois, "o que sai em euros de dividendos e juros da dívida pública é uma brutalidade. Já somso contribuintes líquidos"
No contexto actual, na sua opinião, o Banco de Portugal tem um papel praticamente irrelevante, assim como "uma junta de freguesia do BCE".
Na opinião de Carlos Carvalhas, "Portugal não tem futuro no euro, onde  austeridade, quer dizer concentração de riqueza".
Isto é: "as regiões ricas, ficam cada vez mais ricas..."

PS figueirense ao rubro... (II)

Como já demos conta aqui, Rui Duarte fez na Assembleia Figueirense, a apresentação da sua candidatura a candidato a candidato à junta de freguesia de Buarcos/S. Julião.  Os estatutos dizem que se existirem dois candidatos, que estes devem ser votados em eleições da secção ou secções, neste caso nas de Buarcos e São Julião. 
Dado que José Esteves, o actual presidente, também já se assumiu candidato a candidato, a batata quente está nas mãos da Comissão Nacional.
Ao que tudo leva a crer, José Esteves, está a apostar na jogada da vitimização. 
Recuando no tempo,  segundo uma fonte por nós ouvida, "nas primeiras eleições disse que só iria fazer um mandato. Depois,  que só fazia só mais este mandato. E, agora, quer continuar a todo o custo. Está agarrado como a lapa ao penedo."
Segundo ainda o que apurámos, Hugo Pires (secretário nacional para a Organização do PS)  tentou "comprar" Rui Duarte. Ofereceu-lhe vários lugares. Contudo, Rui Duarte resistiu, dizendo "que tinha profissão e que não estava à venda."
Ao que parece, pelo menos neste momento, José Esteves não está interessado em ir a votos com Rui Duarte. Carlos Monteiro, João Portugal e João Galamba é que estão a fazer pressão sobre o actual presidente da junta de Buarcos/S. Julião, para este se manter como candidato a candidato. Em causa estão também as eleições para a Concelhia, a seguir às autárquicas. Tudo aponta para que o candidato seja Carlos Monteiro e a eleição de José Esteves é a que melhor serviria a sua candidatura.
Sabemos que Hugo Pires, ligou na passada quarta-feira, de manhã, para a Figueira a pressionar para demover  Rui Duarte a candidatar-se, caso contrário a Nacional avoca o processo e o candidato é  José Esteves. 
E, caso o actual presidente perca, estão já encontrados os "bodes espiatórios". A culpa recairá sobre os apoaintes de Rui Duarte.
Nesse caso, a confirmar-se este cenário, assistiríamos no PS concelhio "a uma gande purga"?
Segundo os apoiantes de Rui Duarte, José Esteves sabe o que está a fazer. "Encarnou o papel de vitima, faz passar a imagem da pessoa humilde, o pescador", enfim  criou um "boneco" bem construído. 
Será que vai conseguir levar a água ao seu moinho, mais uma vez?

Ana Catarina Mendes, no domingo, na Assembleia Figueirense, no seu discurso teve uma pérola preciosa: "as listas de independentes, são o maior atentado à democracia e à cidadania, porque o único objectivo que os move é enfraquecer os partidos."
Pelos vistos, parece que não é bem assim. Pelo que se passa no PS figueirense, são os partidos que se enfraquecem a si próprios.
Não precisam de mais  ninguém...