sábado, 18 de março de 2017

aF280


Tenreiro no cais de partida...

"Não creio que a actual condição de candidato possa, para já, alterar a minha forma de estar, de pensar e ver o mundo e, tal como na vida do dia-a-dia, também na política, deverá prevalecer a ética, de preferência, de mãos dadas com o bom senso. 
Em face do actual momento, não se mostraria aceitável continuar com as ditas crónicas neste espaço que é de liberdade, sob pena das mesmas poderem ser interpretadas como um aproveitamento, ainda que não intencional, de fins propagandísticos eleitorais.
A Figueira na Hora, o seu projecto e quem a gere, por tudo o que representam são merecedores do meu maior respeito.
Fica pois um “volto já”, de meses ou anos… em Outubro logo se saberá."
Carlos Tenreiro

P.S. (salvo seja...).
Esta, neste momento, é a dúvida: aonde conduzirá Carlos Tenreiro esta vigem, que é também uma aventura, pela política figueirense?
Não se sabe e, também, para já, não é isso que  interessa.
Importa é viajar. O interessante é começar a viagem. A utilidade é manter a ideia bonita de viagem e ter capacidade para a concretizar. 
Este é o tempo do início da viagem, mas é, também, o tempo da ideia de viagem. 
Estou em crer, que o desafio colocado pelo seu partido - que é também uma aventura - a Carlos Tenreiro, seria imperdível para ele, embora sabendo (e, porque é uma pessoa responsável e com os pés assentes na tera, porventura também temendo...) que a maravilha não está sempre à nossa espera...
A viagem, porém, pode conduzir-nos ao encontro do que desejamos e queremos - para nós e para os outros.
Boa viagem Carlos Tenreiro...

"Criar o Museu do Mar da Foz do Mondego é o seu grande objectivo"....

Alfredo Pinheiro Marques, historiador, numa entrevista ao jornal AS BEIRAS, que pode ser ouvida na íntegra, hoje, pelas 21H00, na Foz do Mondego Rádio (99.1FM), e vista na Figueira TV.

Fale-nos do museu que pretende criar. 
A ideia de criar um museu do mar na Figueira da Foz é obrigatória. De facto, é um pouco espantoso que possa não existir, porque já todas as cidades têm um museu do mar.
A cidade já tem um núcleo museológico do mar. 
Estamos a falar de um museu. Esse núcleo correspondeu a uma tentativa da câmara para fazer alguma coisa nessa área: é aquilo que foi possível fazer. Agora, qualquer pessoa compreende que uma cidade como a Figueira da Foz, com a herança marítima que tem, não ter ainda um museu e ter uma pequena instalação dessas, é algo um pouco embaraçoso. (…) A parceria que vai ter de ser criada é vasta e vai incluir a autarquia, o CEMAR e outras entidades que vão apoiar, nomeadamente a Marinha, que é a entidade mais signifi cativa, que pode fazer a diferença.

96 anos de PCP comemorados na Figueira

foto António Agostinho
A fundação do PCP, A 6 DE Março de 1921, não foi fruto do acaso, nem uma decisão arbitrária. Foi a evolução do movimento operário português ao atingir um determinado estágio de desenvolvimento da sua consciência política.
Um pouco por todo o País estão a decorrer decorrer as comemorações dos 96 anos do Partido Comunista Português. Ontem à noite na Figueira várias dezenas de pessoas, entre militantes e amigos do PCP,  participaram num jantar comemorativo da data. A iniciativa, onde esteve presente, Vladimiro do Vale, membro do Comité Central, constituiu simultaneamente, "um  momento de convívio e camaradagem, mas também de luta e afirmação do ideal e do projecto comunista".

Parque de Campismo/Horto Municipal = Zona Verde (III)... Um coreto lembra música...

"Estando em curso a revisão do Plano Director Municipal e Plano de Urbanização do concelho da Figueira da Foz, o Movimento "Parque Verde" vem apelar a todos os cidadãos que subscrevam a petição para "Alteração da classificação no Plano de Urbanização do espaço correspondente ao Horto Municipal e Parque de Campismo".
"Que todos juntos consigamos salvar o último pulmão da cidade!"

Com a aprovação do PDM actualmente actualmente em discussão pública, o Parque de Campismo vai ficar asfixiado!"
Vamos viajar no tempo e recordar as posições de então de certos actores políticos hoje no poder executivo..
Acta nº 22 da Reunião Ordinária de 19-11-2007  
PLANO DE URBANIZAÇÃO DA CIDADE DA FIGUEIRA DA FOZ - PROPOSTA DE REPOSIÇÃO DO EQUILIBRIO FINANCEIRO DO CONTRATO
Foi presente informação, datada de 12 de Novembro de 2007, oriunda do Departamento de Urbanismo, que a seguir se transcreve:-------------------------- 
“Pelo Gabinete RISCO foi proposto o seguinte calendário relativo à conclusão do processo de revisão do PU da Figueira da Foz:----------------------------------- 
- 8 de Janeiro de 2008: Reunião de apresentação da proposta corrigida de acordo com recomendações já emitidas pela CCDRC ao executivo;-------------------------- 
- 22 de Janeiro de 2008: Prazo para análise e apresentação de eventuais comentários ao Sr. Presidente;-------------------------------------------------- 
- 7 de Abril de 2008: Reunião de Câmara para abertura do período de discussão pública;------------------------------------------------------------------------ 
- 17 de Abril de 2008: Sessão pública de esclarecimento;------------------------ 
- 28 de Maio de 2008: Final da discussão pública;------------------------------- 
- 16 de Junho de 2008: Reunião de Câmara para submissão da proposta de PU da Figueira da Foz à Assembleia Municipal para aprovação”.------------------------- 
Pelos Vereadores do Partido Socialista foi presente, para apreciação, a inclusão na área e perímetro do Parque de Campismo de um terreno sito nos Condados, Freguesia de Tavarede, com a área de 18.144 m2. --------------------------------- 
O Vereador António Tavares interveio dizendo que, como é do conhecimento dos Vereadores, já foi presente em reunião de Câmara, para aprovação, o lançamento  de hasta pública para a venda do terreno supra mencionado tendo, na altura, deliberado a sua retirada, por entender que o terreno poderia merecer outro aproveitamento que não o de ser vendido para construção.------------------------ 
Entendem que o Parque de Campismo representa, neste momento, um valor inestimável em termos de património arbóreo da cidade e complementa, como é de todos conhecido, o que designam por “corredor verde”, que começa junto ao rio perto do Jardim Municipal e que se prolonga até ao topo da Serra da Boa Viagem
Infelizmente, do seu ponto de vista, este dito “corredor verde” encontra-se já obstruído em alguns locais, mas julgam que podem sempre actuar no sentido de poder mantê-lo em termos de património ecológico.------------------------------- 
Apontou que aquele terreno, situado no topo do Parque de Campismo, surge como o prolongamento natural do mesmo e verificam que toda aquela zona, à direita do Parque de Campismo, está a ser impermeabilizada” com loteamentos e a ser alvo de construção, e que se traduz no terreno que, em tempos, ia ser vendido para construção. Da última vez em que foi submetido à hasta pública, pareceu-lhes natural que pudesse vir a integrar a área e o perímetro do citado parque prevendo, naturalmente, que hoje ainda seria um Parque de Campismo, o que não podem prever para o futuro. No entanto, é entendimento dos Vereadores do Partido Socialista, apesar de não saberem quem é que no futuro vai estar no Executivo, que, de momento, mesmo que o Parque de Campismo venha a ser desactivado enquanto tal, deverá manter-se como o parque verde da cidade, no sentido do prolongamento do “corredor verde” que constitui as Abadias.----------------------------------- 
Havendo pouco mais a acrescentar em relação a este assunto, entendem que a Câmara deveria deliberar no sentido de incluir este terreno na área de perímetro do parque, de forma a poder salvaguardá-lo, e, assim, evitar uma maior “impermeabilização” de toda a encosta.------------------------------------------ 
O Presidente tomou a palavra dizendo que, como teve oportunidade de falar com o Vereador e de ter respondido aos Munícipes que mostraram preocupação relativamente a este assunto, está em curso uma revisão do Plano de Urbanização, e que vão fazer todo o possível para cumprir o calendário que agora apresentaram e que é do conhecimento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, como uma instância fundamental no andamento desta revisão.-------------- 
Julga que é do conhecimento público que, ao contrário daquilo que está hoje definido no Plano Urbanização em vigor, os terrenos do Parque de Campismo estão classificados de urbanizáveis e na revisão em que neste momento estão a trabalhar, propuseram que deixe de ser um espaço urbanizável e que passe a ser um espaço para equipamentos, ligado ao campismo e que possa ser adequado aos parâmetros exigidos pela legislação específica em vigor para os Parques de Campismo, nomeadamente para uma amplificação com a categoria de quatro estrelas. 
Disse que é isto que está proposto e é o que pretendem defender e que será depois, na altura, submetido à consideração da Câmara. Haverá, posteriormente, uma discussão pública.---------------------------------------------------------- 
Na sua opinião, se começam a considerar, casuisticamente, esta ou aquela resposta, fatalmente vão ainda complicar e atrasar mais um procedimento que todos reconhecem estar muito atrasado. Disse que a sua proposta quanto a isto é que este assunto seja discutido na altura da discussão do Plano de Urbanização.- 
O Vereador António Tavares disse que compreende as razões aduzidas pelo Presidente quando lhes anuncia que na revisão que está a ser feita do Plano de Urbanização, de acordo com a proposta da Câmara, o Parque de Campismo passará a ser para equipamentos ligados ao campismo. Lembrou, no entanto, que já tentaram vender o Parque de Campismo duas vezes e as hastas públicas ficaram desertas e que depois disso veio uma terceira vez à Câmara para ser vendido. Na sua opinião a Câmara pretende que este terreno deve ser para juntar à construção do loteamento daquela zona e que o terreno, neste momento, só não está na mão de privados, a ser urbanizado, porque não apareceu ninguém para o comprar.--------- 
O Presidente referiu que da última vez que trouxeram este assunto à reunião de Câmara havia interessados no terreno e retiraram essa possibilidade.------------ 
O Vereador António Tavares respondeu que isso aconteceu a pedido dos Vereadores do Partido Socialista.---------------------------------------------------------- 
O Presidente concordou e disse que nessa altura o Vereador Victor Sarmento quis apresentar a presente proposta. Pensa que não deve ser, neste momento, discutido porque acha que não é a oportunidade certa para o fazer. Se na altura o retirou foi porque foi sensível aos argumentos que os Vereadores do Partido Socialista apresentaram, mas não está de acordo que se discuta e se defina, desde já, a finalidade última dentro do Plano de Urbanização, porque haverá certamente muitas outras questões que vão colocar e que a Câmara irá colocar e é nessa altura que isto deve ser atribuído.--------------------------------------------- 
O Vereador António Tavares disse que os Vereadores do Partido Socialista têm uma posição contrária. Entendem que depois das sucessivas tentativas de venda do terreno, a forma de o salvaguardar é haver uma deliberação camarária que  assegure que o terreno não seja vendido ou, de certa forma, que o terreno passe para o perímetro e área do Parque de Campismo, conforme a proposta que apresentam. Na sua opinião a questão é esta e é muito límpida: ou concordam que aquele terreno deve ser salvaguardado e deve integrar a área verde do Parque de Campismo, e nesse sentido tomam esta posição, ou não a querem tomar, sendo que o que estão a demonstrar é que, de facto, querem salvaguardar o terreno de eventuais futuras alienações. Julga que este é um compromisso político do qual os Vereadores do Partido Socialista não têm qualquer pejo em o negar.----------- 
O Vereador Victor Sarmento disse  que gostava que o Presidente, o Vereador Lídio Lopes e a Vereadora Teresa Machado reconsiderassem e se associassem a este movimento de preservação no “corredor verde” desde o rio até à Serra da Boa Viagem que é um movimento supra partidário, independente, que engloba vários sectores da sociedade civil e que em nada prejudica o desenvolvimento urbanístico da Figueira da Foz. Antes pelo contrário, cria condições para que ele tenha um desenvolvimento mais harmonioso, e que se acabe de vez com a selvajaria que tem havido nos últimos anos em termos urbanísticos na Cidade da Figueira da Foz e, de alguma forma, pôr um pouco de ordem no movimento anárquico de construção.------------------------------------- 
Julga que têm agora, aqui, uma oportunidade única de mostrarem, na prática, como são coerentes com o que às vezes defendem em determinados momentos e em determinados ambientes. Não basta dizer-se que se está de acordo, é preciso passar à prática, consubstanciar propostas concretas, de apoio prático a determinadas medidas e uma delas, será a de preservar este espaço.-------------- 
Repetiu que, se estão de acordo com isto, devem votar todos em consonância, porque, senão, estão-se a enganar uns aos outros e estão, principalmente, a enganar os munícipes.----------------------------------------------------------- 
A Câmara, após discussão do assunto, deliberou, com cinco votos a favor dos Vereadores Pereira Coelho, Víctor Sarmento, Paz Cardoso, António Tavares e Mário Paiva e quatro votos contra do Presidente e dos Vereadores Lídio Lopes, Teresa Machado e José Elísio, aprovar a inclusão do terreno sito nos Condados, Freguesia de Tavarede, com o número de inventário 30.109, com a área de 18.144 m2, na área e perímetro do Parque de Campismo. ---------------------------------- 

Nota de rodapé.
Passados quase oito anos de poder - quase tanto tempo, como o que esteve o falecido Duarte Silva - o que tem António Tavares a dizer em defesa da sua honra política e da coerência da sua palavra, depois de os seus mandatos como vereador executivo terem contribuido substancialmente para que a "Várzea de Tavarede, tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas, estar completamente betonizada com grandes superfícies comerciais – Pingo Doce, AKI e, mais recentemente, o LIDL"?

sexta-feira, 17 de março de 2017

Vamos lá então discutir o PDM... (2)

Para ver melhor, clicar na imagem
O que aconteceu ao interface intermodal rodoviário e ferroviário do Arq. Manuel Salgado e Eng. Duarte Silva outrora  apresentado com pompa e circunstância!..

Rotunda do Limonete (mais conhecida por quatro caminhos): cerca de 100 mil euros, para fazer o quê?..

Designação do contrato: Requalificação de Rotundas - Reformulação da Rotunda do Limonete
Tipo de Contrato: Empreitada de Obras Públicas
Valor do preço base do procedimento 98557.67 EUR!..

Nota de rodapé.
Será que vão arrancar os carvalhos?

A classe política oportunista e dos interesses...

Ai se a gente soubesse o que se passa nos interiores políticos!..
A situação, noticiada hoje pelo Jornal Económico, pode configurar uma incompatibilidade e já está a ser analisada pela subcomissão de Ética do Parlamento, que pediu esclarecimentos aos sete envolvidos.
Sabe "quem são os deputados sócios em empresas com contratos públicos?"...
São sete. 
A saber, segundo o jornal Sol: Luís Montenegro, o mais mediático. Virgílio Macedo, também deputado do PSD e ex-líder da distrital social-democrata do Porto. Paulo Rios, outro deputado do PSD. Renato Sampaio, histórico socialista do Porto, que pertence à ala socrática do partido. Ricardo Bexiga, também do PS. Luís Moreira Testa, outro socialista. José Rui Cruz, encerra a lista de deputados socialistas, com contratos com o Estado. 

Nota de rodapé.
Ainda há gente com memória.
Lembram-se da D. Branca?...
Foi presa... 
E  D. Banca?.. 
Não.
Ponto final, parágrafo...

Parem, por favor, seus cabrões dos interesses filhos da puta...

No próximo dia 19 é Dia do Pai.
Hoje, dia 17, recebi da MEO, a seguinte mensagem: "DIA DO PAI: Ofereça a si e ao seu pai, CHAMADAS, SMS E NET GRÁTIS para falarem com quem quiserem! Ative já, pelos 2, na sua Área de Cliente, em no.meo.pt/pai19."

O meu Pai, José Pereira Agostinho, faleceu há quase 43 anos!..  
Nascido a 17 de Abril de 1927 morreu a 6 de Junho de 1974.
Gosto pouco, ou mesmo nada de falar disso.
Apenas digo que foi - e continua a ser - uma dor imensa.

Em 1942, apenas com 15 anos de idade, o meu Pai já tinha realizado uma viagem à pesca do bacalhau a bordo do navio Júlia IV. 
Foi mais um “Homem que nunca foi menino”.

Lembro-o, sobretudo, como o CRIADOR, juntamente com a minha MÃE, de um ser LIVRE.
Criar é educar.
Educar, é alimentar uma criança – “física, mental, social, cultural, espiritual e religiosamente.”
Criar, é ajudar a despontar, à luz da consciência, a mais bela obra da natureza - um ser humano único e irrepetível.
Apesar de ter morrido cedo, enquanto viveu, cumpriu o seu dever: “investiu na sua obra mais importante - os filhos.”

E vieram hoje estes sacanas da MEO, dois dias antes, mexer numa ferida que sangra quase há 43 anos...
Desculpem lá leitores.
Isto é próprio de indivíduos sem carácter. Canalhas. Malandros. Sacanas. Cabrões. 
Confesso que estou  mais perdido, que estes estes gajos que vivem à custa destes interesses filhos da puta, em dia que deveria ser do Pai!

A normalidade e previsibilidade existem. Quem o conhece, sabia que ia acontecer isto, e porquê: "José Elísio promete lutar contra novo PDM". A luta continua: "ou vai, ou racha"...

Via AS BEIRAS

Uma carta de José Manuel Matias Tavares (José Esteves)

Carta recebida via Agência de Nocícias "O Caralhete!" Para ler melhor clicar na imagem.
Está a aproximar-se o tempo da colheita. 
Não sei se os bagos estarão prontos para a ceifa. 
Mas, o tempo está a ficar  curto por essas bandas de Buarcos e São Julião, bastiões socialistas.
Os próximos meses têm que ser bem e intensamente aproveitados. 
Restam apenas 6 meses: 3 de Inferno e 3 de Verão!
Verão...

Para já,  a escrever é que a gente se entende...
Gosto muito de todos os meus leitores. 
Também tenho por todos estima e consideração.
Abraços para quem é de abraços e beijos para quem é de beijos.

Entretanto, leiam e pensem no conteúdo da carta do camarada presidente José Manuel Matias Tavares (José Esteves), especialmente "nos mais nobres objectivos de Servir com a Matriz do Partido Socialista"... 
Buarcos é Buarcos.

Aqui, pela Aldeia, não há preocupação de simetria, mas sim de utilitarismo. Vive-se para dentro.
A função da casa é servir, só e apenas, os seus.
E, pelos vistos, continuam absolutamente certos e seguros...

A redundância, ou o pleonasmo, nem sempre são uma incorrecção. 
Podem servir para realçar e chamar a atenção, bem como podem dar mais colorido, vigor ou graça ao estilo, quando bem empregues. 

Malta: toca a levantar, para cima, esse moral.
Ah: e continuem a sorrir pleonasticamente!..

quinta-feira, 16 de março de 2017

...isto, não foi a “embriaguez do crédito”. Isto, tem sido a sobriedade do furto. Esta gente tem os contactos, e teve a estratégia...

Isto,  não é empreendedorismo… 
Isto, não é capitalismo...
Isto, é roubo
Publique-se a lista do crédito mal parado.
Sem demora, já ontem era tarde: e doa a quem doer
Leiam, na íntegra, "Cobranças difíceis … aos indevidamente ricos" e tirem conclusões.
Para quem não se quiser dar a esse trabalho ficam alguns tópicos.


Sandro Mendonça
"Atingiu-se assim a um malparado de €40mm. Mais de metade do “resgate” da Troika. Mas o trabalho do Expresso mostra outra coisa: 50 grandes devedores fizeram a festa. Mais: apenas 10 geraram €10mm de “imparidades” (25% do total). E quem foram? Joe Berardo (é de artista, está bem visto), Nuno Vasconcelos (o que é a Ongoing?), Ricardo Salgado, Joaquim Pereira Coutinho, Joaquim Oliveira, Luís Filipe Vieira, só para nomear meia-dúzia de craques financeiros movidos a dopping.

Mas no que toca a temas actuais não basta criticar a esquerda quanto a uma ainda incipiente gestão integrada da problemática da dívida (já se faz tarde!). Há ainda mais razões para arrasar com a direita.

O caso dos offshores é um pre-Núncio do que pode vir aí. Diz quem sabe (inside trading?!) que o ex-secretário de estado dos Audis é um cordeiro a ser sacrificado em prol de divindades maiores. É possível. Assim como também é possível que isto vá dar (finalmente!) mistério dos submarinos e das Pandur. Diz a sucessora de Portas numa entrevista “plantada” no Público que o governo troikista CDS-PSD não discutia a finança em sede Conselho de Ministros e que perante a resolução do BES o pessoal estava era na praia. É como diz o Director do Negócios isto arrepia, e se não é da água fria só pode ser da água benta de Assunção! Uma coisa é certa, se os distintos governantes do CDS-PSD não discutiam estes assuntos no sítio certo então estavam a fazê-lo em sítios que não deviam. Sempre na informalidade, para não constar em acta.

No fundo o que interessa é mesmo pensar como diz o politólogo-economista Bruno Nogueira: queremos saber quanto é que devemos a Paulo Núncio e a todo este “nexo”, para lhes pagarmos a pronto e em bolívares venezuelanos."

Para ler na íntegra, clicar aqui...

Discussão do PDM? Nem pensar!.. Eu sou mais turismo, viagens, feiras dos queijos e afins... E comes e bebes. E etc. e tal...

Foto BTL
Fonte: ANC - Agência de Notícias "O Caralhete"!

Verão...

As estradas do concelho foram mais agradáveis no inverno, já que não tiveram aquele calor sufocante que o alcatrão concentra no seu bojo. 
Esta é uma singularidade que nos devia fazer pensar na trilha tão errada que, os "quens de direito figueirenses", teimam em prosseguir.
Durante sete anos tivemos a  rede viária do concelho ao abandono...
A 6 meses de eleições autárquicas é um fartote de alcatroamento...
Mesmo à medida da agitação e propaganda desta maioria absoluta socialista!

Verão...
Aliás, já estão a ver um pouco por todo o concelho...
Esta foto foi tirada na zona de Quiaios... Mas, no tempo que corre, poderia ter sido obtida em outros locais do nosso concelho.
O bom povo merece!
O bom povo figueirense tem bom gosto há séculos, apesar das mal-formações governativas camarárias que teve ao longo dos séculos...
Como é o caso, neste momento...

Que rica proposta de PDM feita à medida!..

Planície de inundação ou várzea é toda a região à margem de um curso d'água que fica inundada durante as cheias.
Do lado Centro Saúde é zona verde........
Lado oposto é uma Várzea ...
Este PDM vai permitir construção,  mesmo em linha de água....
Consta-se por ai, que  na zona assinalada, irá nascer uma nova superfície comercial... 
Com rotundas...

Nota de rodapé.
Várzeas, são áreas muito propícias à agricultura devido à fertilidade do solo. Tais áreas desenvolvem-se sobre a calha de um vale preenchido por solo aluvionar, sobre o qual os meandros serpenteiam devido à baixa declividade do curso do rio, o qual, em épocas de cheia, extravasa sua margem original e inunda a região adjacente.

IERAX “GATE”

O critério continua sempre o mesmo: “construção, expansão urbana e menos zonas verdes”.
Esta urbanização da IERAX, é disso grande exemplo. Não dignifica nada Tavarede. Não tem espaços verdes e nem estacionamento para os moradores. Os prédios têm cérceas diferentes...
Enfim, uma urbanização digna do melhor do construido nos grandes anos do "pato bravismo"!
Portanto, a revisão do PDM, que há-de ir a discussão pública, devia deixar os terrenos da fábrica unicamente para uso colectivo: equipamentos desportivos, espaços verdes e estacionamentos...
Lembram-se das permutas de terrenos no mandato do Eng. Duarte Silva com os terrenos da fábrica?
Por este andar, qualquer dia não existe nem fabrica, nem trabalhadores!
Tavarede, é uma vila Socialista desde o 25 Abril!
Que terá o executivo da Junta a dizer sobre isto? E os Tavaredenses?
Já agora: quem é o dono do solos?
Nota de rodapé.
Para perceber melhor toda esta questão, clicar aqui, aqui, aqui, e aqui.

Revisão do PDM: o debate do próximo dia 22...

No próximo dia 22,  Ana Carvalho, vereadora do Planeamento e Ordenamento do Território, vai fazer uma sessão de esclarecimento sobre a revisão do Plano Diretor Municipal para 3  deputados municipais, três: da CDU, podem estar dois. Do BE, um!.. 
Debate a sério sobre o PDM é isto?
Irão brincar às casinhas?.. 
Ou o debate vai ser mais interessante e irão brincar aos arquitectos?
A terminar.
Registe-se o espírito de sacrifício da vereadora Ana Carvalho... 

Joaquim Gil foi lembrado ontem na Figueira

Ontem, ao fim da tarde o livro “Joaquim Gil – Um homem de causas” foi apresentado no restaurante O Picadeiro, na Figueira da Foz.
Estiveram presentes dezenas de pessoas. Na mesa que fez a apresentação estiveram Joaquim de Sousa (provedor da Misericórdia-Obra da Figueira, instituição que fez a edição do livro), Fernando Pereira (coordenador e selecionador dos textos) e Manuel Queiró (apresentou o livro e falou sobre o homenageado). 
O título do livro reealça a  actividade cívica e a personalidade do advogado de Coimbra. Dono de um peculiar, mordaz e refinado sentido de humor, destacava-se, ainda, pelo elevado grau de cultura geral, reconhecido estatuto intelectual e simplicidade. Dizia e escrevia o que pensava, não obstante a amizade e a consideração que sentia pelos visados, sem olhar à “cor” política ou estrato social dos mesmos. 
De resto, na apresentação do livro, encontravam-se alguns dos que foram alvo dos seus impiedosos e irónicos artigos de opinião. Era um homem bom que deixou saudades, conforme salieantaram os três oradores.

As vistas largas de João Ataíde...

"Lucros da Sonae sobem 23% em 2016"...
Já imaginaram as contrapartidas que vão chegar com a instalação do futuro Modelo na Figueira da Foz!..

Nota de rodapé.
Senhor presidente:
desculpe, pois, qualquer coisinha!..
Que raio de vida - a minha!..
Senhor presidente:
V. Exa. é húmus, fermento,
sorriso franco, alento.
Por causa si, tudo na Figueira medra...
Já eu, sou burro como uma pedra!
Senhor presidente:
V. Exa. faz até jorrar fontes!
Vejam bem: até alargou os horizontes
da Praia da Calamidade,
outrora da Claridade!
Senhor presidente:
como eu gostava de me soltar deste ser bisonho...
Como eu gostava que tudo fosse verdade...
Como eu gostava que tudo não fizesse parte de um sonho.
Mas, essa, infelizmente não é a verdade!
Senhor presidente:
Que raio de vida - a minha!..
desculpe, pois, qualquer coisinha!..

Vamos lá então discutir o PDM...

Para ver melhor, clicar na imagem
Terrenos ao lado do cemitério da Carneira.
Com esta proposta de revisão, até estes terrenos darão para construir!..
Um dia, que não deve estar longe, quando for necessário expropriar para ampliar o cemitério, o valor do m2 de terreno estará mais alto...
A CMFF - todos nós, no fundo... - vai pagar  o metro quadrado ao preço do índice que este PDM permitir que lá se possa construir!
Sabem de quem são estes terrenos?..
Certamente, de alguma poderosa e influente família figueirense...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Figueira/2017, cidade dos melros, ou dos tordos?..

"O buraco negro", é uma crónica hoje publicada no jornal As Beiras. Daniel Santos, engenheiro civil, é o seu autor. Passo a citar.
"O PDM que se encontra em revisão foi aprovado pela Câmara Municipal e publicado em 18 de junho de 1994 e valia por um período de dez anos. Porém, em consequência das omissões e erros identificados pela gestão urbanística, foi decidido em 21 de julho de 1999 dar início a um processo de revisão cujos princípios revelavam uma diferente visão para o concelho. Ao contrário do que havia acontecido com o plano de 1994, optou-se então por auscultar a opinião direta das populações, sem que a lei da época a tal obrigasse. Foram organizadas sessões em todas as freguesias, sempre depois do jantar, com a presença do vereador do pelouro e técnicos camarários onde, numa perspetiva pedagógica, foi explicado o PDM em vigor e auscultadas as opiniões dos munícipes. As sessões foram participadas por 2190 munícipes que deram um contributo inestimável para o desenvolvimento de um trabalho que se sabia à partida que seria demorado. Constatou-se que perto de 67% das intervenções tinham por finalidade a legítima, embora impossível, valorização fundiária. Apenas os restantes se centraram na solução de problemas da comunidade. A partir de 2002, o processo de revisão entrou num buraco negro de que só recentemente despontou. Na fase que agora se inicia espera-se que a componente política do ordenamento do território seja bem explicada de modo a que os cidadãos participem e infl uenciem positivamente o futuro do concelho."

Nota de rodapé.
Quando era puto, o pinhal chegava quase até à porta da casa da minha avó Rosa Maia. Terminava onde ainda está a portaria do que foi a falida Alberto Gaspar.
Lembro-me que, na altura, existiam muitos melros de canto melodioso naquela zona. 
Os ninhos eram feitos pelas aves nas copas dos pinheiros, altos e de largos troncos, que  lá existiam.
Mal-amado pelos agricultores, o melro-preto é uma ave que tem vindo a conquistar as cidades, sendo visita frequente de jardins e canteiros, à cata de alimentos.
O seu canto forte deve estar quase a encher as manhãs e os fins de tarde, sinal de que o tempo quente está a chegar.
O melro-preto (Turdus merula) é uma das espécies de aves mais abundantes em Portugal. Curiosamente, em Lisboa e noutras cidades tem-se tornado cada vez mais comum, sendo observado em jardins, mas também em telhados e antenas de prédios, aproveitando novos oportunidades de alimentação. A ave, dizem os especialistas, tem também maior tolerância à presença humana do que no campo. Chegam a aproximar-se a menos de cinco metros. No meio rural, tem um comportamento mais nervoso e arisco, fruto, talvez, da pressão cinegética. 
Mas, do que gosto mesmo é do canto melodioso do melro-de-bico-amarelo, o tal, como diz a gíria popular, "que come a semente e o farelo." Isto é,  trata-se de um espertalhão! 
É melhor terminar esta postagem por aqui. 
Com a embalagem que levo, ainda acabava por fazer a maldade ao melro de o comparar a um qualquer governante figueirense dos dias que passam... 
Claro que não o farei...
Tenho enorme consideração e estima pelos lindos melros!
Os politicos acabam por cair que nem tordos! 
Não consta, nem tenho conhecimento, que caiam que nem melros!

As Beiras, 23 anos: parabéns.

Um jornal não tem idade. 
Está vivo ou está morto!..

Todas as vidas têm rituais.
Já lá vai o tempo em que, logo aí pelas 8 da manhã, tinha dois actos obrigatórios. 
A compra do jornal diário, normalmente o Público,  e uma primeira leitura superficial - uma notícia ou outra e a leitura editorial. 
Entretanto, ia tomando aquela primeira bica, que tão bem me sabia! 
Depois, ia-se ao trabalho e, mais tarde, com mais tempo, lá pela hora de almoço, aprofundava-se a leitura. 
Bons tempos. 
Hoje, tenho a internet...

Em 2017, a política figueirense explicada de A a Z...

«O escritor figueirense António Tavares, Prémio LeYa 2015, vai publicar em abril o seu novo romance, “Todos os dias morrem deuses”.
“Foi escrito há uns anos, mas foi trabalhado de novo”, adiantou o autor ao jornal As Beiras. A obra recebeu uma menção honrosa na edição de 2014 do Prémio Alves Redol, na altura, com o título “O tempo adormeceu sob o sol da tarde”
“Todos os dias morrem deuses” será o terceiro romance de António Tavares, depois de “As palavras que me deverão guiar um dia” e “Coro dos defuntos”.
Prestes a publicar o seu terceiro romance, António Tavares já tem o quarto escrito, e é sobre o pintor Mário Eloy. 
O próximo livro é um romance histórico. “Gosto de ter uma visão de retrovisor, até porque as coisas acabam por repetir-se”, justifica o autor de “Todos os dias morrem deuses”

Nota de rodapé.
Para o estado a que isto chegou na Figueira, em 2017, há coisas óbvias e outras menos óbvias. 
No geral, porém, já existe explicação para muitas delas. 
Para aquelas que ainda não há explicação, ela surgirá um dia. 
Não havendo uma razão aparente, há que continuar a procurar. 
Remeter tudo, quando se desconhece a causa, para um ser transcendental, seria negar a nossa capacidade de descobrir.
Sejamos claros: o diagnóstico está feito. 
Sabemos muito bem aquilo que está mal na Figueira.
Em 2017, se ninguém colocar no topo da agenda política na Figueira os custos do contexto, que são os que correspondem aos privilégios dos interesses instalados, o amiguismo, os que mamam do poder...,  vamos continuar mais quatro anos a rastejar na lama. 

Bem aventuradas eleições...

"Câmaras exigem 500 milhões para reparar estradas".

terça-feira, 14 de março de 2017

FIGUEIRA: UM JARDIM À BEIRA-MORTE PLANTADO

Retire-se a palavra Portugal e, em seu lugar, coloque-se Figueira e leia-se...
"Essa sede de notícias, bem a compreendo. Mas o pior é que não as há. A inconsciência em que se vive em Portugal, seria enternecedora se não fosse trágica. E de tal modo que vista aqui de dentro a situação, apesar dos gritos de alarme de fora, passam-se os dias, soalheiros ou chuvosos, como se tivéssemos lido no livro do destino o próspero futuro que a Senhora de Fátima tem prometido a Portugal. Graças ao terço que todos nós, duma maneira ou doutra, vamos rezando. Nunca nação nenhuma caminhou para o abismo com tamanha indiferença. Nem sequer estrebuchamos. É claro que acabaremos por abrir os olhos, mas isso será já na queda, quando já nada nos puder salvar."

Carta de José Saramago, datada de 26 de Maio de 1961, para José Rodrigues Miguéis.

A vida tem-me feito bem



"Qual é o segredo da tua boa disposição?", perguntam-me de vez em quando.
Quando isso acontece, fico embaraçado e limito-me a sorrir. E, por norma, não digo mais nada.
Mas, aqui, hoje, mais do que dizer o que quer que seja,  aconselho que ouçam esta música com atenção.
Eu gosto. E tem-me sido útil: fui lá colher alguns importantes ensinamentos...
Não diz tudo...  
Mas, a minha verdade, em parte, foi construída a partir das dicas aqui deixadas pela voz  de Mestre Alfredo Marceneiro...

Resposta à Martinha Lacerda, uma menina que gosta de viajar. E de versejar...

foto sacada da página do facebook  da Martinha Lacerda
Então o menino queria,
ficar a saber segredos,
daqueles que ninguém sabe?

Sobre o Pê Dê Mê da Figueira
Pergunte à bolinha matreira
Faça-lhe festas com os dedos 
Verá que a bola se abre!

No mês que aí vem se há-de ver!..
Vai ser rico de surpresas...
Terão de satisfazer
mulheres como eu - tesas!

Martinha Lacerda

Nota de rodapé.
Menina, presta atenção:
podes sempre comentar,
mas tens de ter vocação
pra enigmas decifrar.

Rimas fáceis são eficientes.
Fica sentada a ver:
com homens inteligentes
podes sempre aprender...


Isto não é poesia nobre.
São quadras que no seu fraco versejar,
embora de rima pobre,
servem pra animar.

Se não gostas, parte...
Fico por aqui: a brincar, me vou animando...
E ainda me sobra tempo, engenho e arte,
pra, se quiseres, irmos namorando...

O seu admirador António Agostinho.
Fazedor de notícias.
Agência de Notícias "O Caralhete"

Que saudades que eu tenho, de Portugal, um país de doidos, com tempo para tudo e pouco dinheiro para gastar...

Cristas aprovou projecto de resolução do BES sem o ler.
«A líder centrista foi contactada "durante as férias" pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, para assinar "com urgência" - "sem conhecer o dôssier"- a resolução do Banco de Portugal sobre o BES»!..

A Alberto Gaspar e a pressão que foi feita com as indemnizções aos trabalhadores que ficaram por pagar...

Em novembro de 2006, em plena reunião de câmara realizada no dia 6, o então vereador PSD Paulo Pereira Coelho, manifestou-se contra a urbanização dos terrenos da Alberto Gaspar. 
Mas, sublinhou, se tiver de ser feita, “que seja a autarquia a ganhar dinheiro a favor dos munícipes”.
Nessa reunião de câmara, o vereador da então maioria Paulo Pereira Coelho mostrou-se contra a alteração do Plano de Urbanização (PU) nos terrenos da Alberto Gaspar, em S. Pedro. 
No essencial, o PS defendeu a mesma posição
Na altura, já há dois anos que os cerca de 70 trabalhadores tinham rescindido os contratos de trabalho com a empresa, alegando salários em atraso.
Passado todo esse tempo a administração da empresa pressionava os politicos com o argumento de que o dinheiro (perto de seis milhões de euros) da alienação dos terrenos a um grupo espanhol, que pretendia construir cerca de mil fogos em altura, era para pagar aos credores, incluindo os antigos trabalhadores. Mas Paulo Pereira Coelho defendia que “a câmara não teve culpa” que a Alberto Gaspar tivesse chegado à situação em que se encontra.
“Se os terrenos (de 12 mil metros quadrados) estão na massa falida, a câmara que vá lá e que os valorize, que os venda e que ganhe dinheiro com eles a favor dos munícipes”, sugeriu Pereira Coelho. 
Isto, se Duarte Silva mantiver a decisão de avançar com a alteração ao PU, porque Pereira Coelho deixou claro que está contra a transformação de terrenos industriais numa área de “especulação imobiliária”.
Como era óbvio,  a situação dos trabalhadores estava a ser usada como modo de pressionar a câmara a tomar decisões. Esse, foi também o entendimento de Paulo Pereira Coelho, que avisou:  “recuso–me, terminantemente, a funcionar sob pressão, diria mesmo, até quase sob chantagem”.
É que, segundo o que o vereador disse na altura, “alguém já prometeu comprar os terrenos, baseado em supostas decisões da câmara”.
Recorde-se, que um grupo imobiliário espanhol pretendia adquirir os terrenos da falida Alberto Gaspar, para urbanização - 120 mil metros quadrados que estão à espera da revisão do plano urbanístico, pela câmara.
Os espanhóis chegaram a actuar como legítimos proprietários dos terrenos onde estiveram implantadas as instalações fabris da empresa Alberto Gaspar & Cª. Ldª., pois até chegaram a vender apartamentos!
Só que, entretanto, rebentou a bolha imobiliária espanhola, que  atingiu em cheio a Martinsa-Fadesa, a tal promotora imobiliária que já estava a vender apartamentos nos terrenos do Alberto Gaspar, situados na zona industrial da Gala!..

Quem tem lido este blogue ao longo dos anos, conhece a “estória” … Pode ser recordada clicando aqui.
E os trabalhadores, os tais que foram explorados e usados pela admnistração da Alberto Gaspar como arma de arremeso, viram as suas vidas e as das suas famílias desfeitas.
Um exemplo, via AS BEIRAS.
Será justo que venham a ser os herdeiros do Alberto Gaspar a beneficiar com as mais valias que a transformação de terrenos, que foram cedidos em condições especiais para uso industrial, em terrenos para a especulação imoblilária, vão proporcionar?
Porque os políticos têm memória curta, recordo um intervenção do actual vereador da maioria absoluta Carlos Monteiro no decorrer da Assembleia Municipal da Figueira da Foz,  realizada a 24.09.2009.
Retirado da acta da sessão ordinária nº. 4/2009.
A terminar, fica o registo do que então disse o presidente da Câmara Muncnipal da Figueira da Foz, o falecido Duarte Silva.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Lembras-te camarada António Tavares?.. Lembras-te camarada João Vaz?..

para ler melhor clicar na imagem
"Terrenos do Alberto Gaspar são notícia a nível nacional".
Graças à divulgação feita  pelo semanário Sol,  em janeiro de 2009, o assunto ganhou dimensão nacional.
“O estranho é a certeza que a Martinsa-Fadesa sempre teve que o projecto ia avançar”, comentou António Tavares, vereador do PS, ao Sol. E acrescentou: “Há uma coincidência estranha entre o Plano de Urbanização (apresentado pelo executivo camarário) e o projecto da Martinsa, já que ambos prevêem um índice de construção de 0,7 – que corresponde a 27 blocos de sete pisos para habitação e um hotel com 18 andares e 110 quartos”.
“A certeza de que esse índice de construção vai ser aprovado é tão grande que a empresa até pôs à venda uma coisa que ainda não existe”
O curioso da questão, é que os terrenos que foram vendidos à Alberto Gaspar para a instalação de uma fábrica, devem ser reclamados pela autarquia junto dos tribunais, segundo o vereador Paulo Pereira Coelho, do PSD. “É uma questão de bom senso saber se existe um direito de reversibilidade”, explicou Pereira Coelho ao Sol, “pois os terrenos são industriais e foram vendidos para esse fim”. Aliás, “a Câmara não tem nada a perder, na dúvida os tribunais decidirão”.
A posição Pereira Coelho foi, na altura,  partilhada por António Tavares, que disse estar à espera de uma resposta do presidente da Câmara Duarte Silva, pois este ficou de “saber se a reversão era possível, mas nunca o fez”.
A última posição conhecida sobre este assunto por parte de Duarte Silva foi divulgada pelo jornal Campeão das Províncias: “Duarte Silva pondera demitir-se caso se verifique um chumbo da revisão do plano de Urbanização”.
Contactado pelo Sol sobre o assunto, o presidente da Câmara da Figueira da Foz de então não fez qualquer comentário.

Entretanto, os anos passaram. Estamos em 2017, ano da Revisão do PDM.
Há oito anos, 8, João Ataíde é presidente e António Tavares, vereador...
Os terrenos do Alberto Gaspar continuam em poder dos herdeiros!..
O processo da falência da Empresa já terminou, ficando muitos trabalhadore em situação miserável... 
Vivemos numa Figueira cada vez mais desigual, em que se perdeu a noção de uma certa decência e eticidade comportamental.
Parece que não aprendemos nada com a História. 
Estamos a tornar-nos bichos, não é camarada Tavares?..

Em comunicado a Comissão Política de Secção do PSD/Figueira da Foz vem publicamente exortar o Executivo Municipal a efectuar uma verdadeira discussão pública, que no seu entender passa pela "realização de uma Assembleia Municipal extraordinária, com este assunto como único ponto de agenda"

Recorde-se que este processo nasceu torto. Os Figueirenses, como refere o comunicado, "tomaram conhecimento de que foi aprovada a revisão do Plano Director Municipal - PDM (que existe há mais de 30 anos …) e é o principal instrumento de planeamento Municipal", pois foi assim que foi anunciado pela comunicação social
Na verdade, o que foi aprovado foi a abertura do período de discussão pública da proposta de revisão do PDM apresentada pelo senhor Presidente da Câmara Municipal." 
Esta revisão é tão complexa e importante, pode ler-e ainda no documento que estamos a citar, "que passaram 20 anos desde que o Presidente Santana Lopes iniciou o processo com sessões de esclarecimento e auscultação nas freguesias e entidades intervenientes no processo."
Mais adiante, o comunicado diz que "esta é uma ferramenta essencial para definir o futuro do concelho, pelo que o esclarecimento e a informação dos cidadãos sobre as alterações que este documento contém e o que representa, não pode estar somente a cargo de um ou dois técnicos durante um dia nas juntas de Freguesia, em horário laboral, ou da máquina de informação falaciosa da Câmara Municipal a que temos assistido nos últimos dias com a aprovação de um documento que deveria há muito ter sido apresentando pelo Sr. Presidente da Câmara demonstrando mais uma vez o seu desprezo pelos Figueirense, só sendo apresentado agora por pressão governamental."
Para o PSD "cabe ao Sr. Presidente da Câmara vir publicamente explicar aos Figueirenses qual a estratégia que norteou a elaboração deste documento de coesão territorial, quais são os objetivos a atingir com esta revisão do PDM e o porquê das opções tomadas, pois este instrumento de planeamento não é só para definir o que é urbano ou rural, são equipamentos, infraestruturas, acessibilidades, definição das políticas locais de saúde, educação, sociais e económica. O que podemos e não podemos fazer nas áreas rurais e urbanas que ocupamos. As linhas estratégicas de desenvolvimento concelhio, os investimentos para pelo menos os próximos 10 anos que definem o nosso futuro." 
Nesse sentido, para que todos os figueirenses tenham a possibilidade de conhecer o que está em causa, a Comissão Política do PSD da Figueira da Foz, vem publicamente exortar o Executivo Municipal a efectuar uma verdadeira discussão pública, que passa pelo seguinte:
"- A realização de uma Assembleia Municipal extraordinária com este assunto como único ponto de agenda, para que todos os figueirenses tenham a possibilidade de conhecerem o documento que vai decidir muito do que vai ser a nossa terra nos próximos 10 a 20 anos, antes do início oficial do curto período de 30 dias que a lei determina."
Este comunicado da a Comissão Política de Secção do PSD/Figueira da Foz, que pode ser lido na íntegra aqui, a terminar, "alerta os FIGUEIRENSES que podem ser cometidos erros que comprometerão irremediavelmente o futuro da Figueira da Foz e os legítimos interesses das populações. Lembramos, que já não foi possível fazer muita coisa pelo facto de o actual PDM o não permitir. 
Será que vamos ter um PDM ainda pior?"