Primeiro caso no país: "água em Mafra volta para mãos públicas"...
"Mafra reassumiu fornecimento da água ao rescindir, 22 anos depois, a concessão da água e saneamento em baixa a uma empresa chinesa."
A Câmara de Mafra decidiu, por unanimidade, rescindir o contrato de concessão em baixa do abastecimento de água e do tratamento das águas residuais com a empresa Be Water, assumindo o município o serviço.
A decisão teve por base um pedido de aumento das tarifas em 35% para a água e para o saneamento pela concessionária, com vista ao seu reequilíbrio económico-financeiro, justificou o município em comunicado.
Por considerar "inaceitável" o aumento das tarifas, o município efectuou um estudo de viabilidade económico-financeira e jurídica sobre a concessão.
Analisados os prós e contras, o município decidiu, por unanimidade, pela rescisão da concessão, "por justificado interesse público e decorrido um quinto do prazo da concessão, mediante aviso prévio com, pelo menos, um ano de antecedência".
No nosso concelho, os figueirenses pagam o produto fornecido pela Águas da Figueira "ao preço do Champanhe"...
Mas, onde está a vontade e a coragem política para defender os cidadãos figueirenses, contra outros interesses?..
sábado, 10 de dezembro de 2016
40 anos de poder local
A Associação Nacional de Municípios Portugueses organiza, hoje, 10 de dezembro de 2016, no Convento São Francisco, em Coimbra, uma Convenção Nacional dos 40 anos do Poder Local Democrático, iniciando, assim, a celebração do contributo das Autarquias Locais para o desenvolvimento político, económico, social e cultural de Portugal.
Assinalam-se neste ano de 2016, prestes a terminar, os 40 anos decorridos desde as primeiras eleições autárquicas em Portugal.
Este poder democrático, consubstanciado na criação das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia, constituiu o primeiro passo para um revolução em muitas partes do território português.
O poder local trouxe a inúmeras aldeias, povoados e lugares, as estradas, a electricidade, o abastecimento de água e os esgotos. Porém, alguns locais continuam a não serem servidos ainda por alguns destes serviços básicos e essenciais.
Decorridos 40 anos, ao poder local continuam a apresentar-se vários desafios.
O primeiro de todos, é o de dignificar o papel das juntas de freguesia, sempre tidas como parentes pobres das autarquias locais, sub-financiadas, dependentes das Câmaras Municipais e, por isso, subservientes a esse poder que lhes pode ser generoso ou avarento.
Os eleitos nas freguesias continuam a deparar-se, genericamente, com falta de condições e inúmeras carências para prestar a devida assistência às populações que representam.
O segundo, é o de perceber que se vive hoje uma realidade de competitividade entre os próprios territórios.
Essa competitividade impõe a especialização dos territórios.
Por um lado, aproveitando as suas forças e oportunidades e deixando de lado aspectos menos diferenciadores.
Mas, exige, também, que as autarquias ofereçam qualidade de vida aos seus cidadãos.
É necessário hoje perceber que as necessidades dos cidadãos cresceram.
Por exemplo, as infra-estruturas ligadas à saúde, ao ensino, ao lazer, ao desenvolvimento económico e à inovação assumem uma importância fulcral na fixação de população.
A competitividade dos territórios também se manifesta no apoio ao investimento, no relacionamento da administração autárquica com os cidadãos, no volume de taxas e impostos pagos, ou na qualidade ambiental.
Por último, é importante que se percebam as novas realidades de participação democrática dos cidadãos na vida da sua comunidade.
Colocar o voto numa urna e, depois. aguardar 4 anos para voltar a ter uma palavra a dizer sobre a governação do seu território, é uma realidade completamente ultrapassada.
Orçamentos realmente participativos em todas as autarquias, maior responsabilização e comprometimento dos cidadãos, debates públicos, mecanismos de fiscalização mais apurados são importantes para a realização da democracia e de uma cidadania activa.
40 anos depois é hora de "fazer o que ainda não foi feito"!
O poder local democrático, tal como hoje existe em Portugal, surgiu após o 25 de Abril de 1974, mais precisamente a 2 de Abril de 1976, data da aprovação da Constituição da República Portuguesa
As primeiras eleições autárquicas realizaram-se a 12 de Dezembro de 1976.
Foi, assim, que as autarquias e o poder local se constituíram como uma realidade inteiramente democrática, resultado do sufrágio directo e universal, recuperando a autonomia e conquistando simultaneamente novas atribuições e competências próprias, o que certamente foi uma das maiores conquistas de Abril.
É um detalhe de tudo que Abril nos trouxe, mas também é importante para compreendermos Portugal depois de Abril.
E uma das formas de não esquecer Abril será reler alguns escritores. Por exemplo, Eça, que criticou há mais de cem anos a sociedade elitista, injusta e medíocre em que nos voltamos a tornar.
Assinalam-se neste ano de 2016, prestes a terminar, os 40 anos decorridos desde as primeiras eleições autárquicas em Portugal.
Este poder democrático, consubstanciado na criação das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia, constituiu o primeiro passo para um revolução em muitas partes do território português.
O poder local trouxe a inúmeras aldeias, povoados e lugares, as estradas, a electricidade, o abastecimento de água e os esgotos. Porém, alguns locais continuam a não serem servidos ainda por alguns destes serviços básicos e essenciais.
Decorridos 40 anos, ao poder local continuam a apresentar-se vários desafios.
O primeiro de todos, é o de dignificar o papel das juntas de freguesia, sempre tidas como parentes pobres das autarquias locais, sub-financiadas, dependentes das Câmaras Municipais e, por isso, subservientes a esse poder que lhes pode ser generoso ou avarento.
Os eleitos nas freguesias continuam a deparar-se, genericamente, com falta de condições e inúmeras carências para prestar a devida assistência às populações que representam.
O segundo, é o de perceber que se vive hoje uma realidade de competitividade entre os próprios territórios.
Essa competitividade impõe a especialização dos territórios.
Por um lado, aproveitando as suas forças e oportunidades e deixando de lado aspectos menos diferenciadores.
Mas, exige, também, que as autarquias ofereçam qualidade de vida aos seus cidadãos.
É necessário hoje perceber que as necessidades dos cidadãos cresceram.
Por exemplo, as infra-estruturas ligadas à saúde, ao ensino, ao lazer, ao desenvolvimento económico e à inovação assumem uma importância fulcral na fixação de população.
A competitividade dos territórios também se manifesta no apoio ao investimento, no relacionamento da administração autárquica com os cidadãos, no volume de taxas e impostos pagos, ou na qualidade ambiental.
Por último, é importante que se percebam as novas realidades de participação democrática dos cidadãos na vida da sua comunidade.
Colocar o voto numa urna e, depois. aguardar 4 anos para voltar a ter uma palavra a dizer sobre a governação do seu território, é uma realidade completamente ultrapassada.
Orçamentos realmente participativos em todas as autarquias, maior responsabilização e comprometimento dos cidadãos, debates públicos, mecanismos de fiscalização mais apurados são importantes para a realização da democracia e de uma cidadania activa.
40 anos depois é hora de "fazer o que ainda não foi feito"!
O poder local democrático, tal como hoje existe em Portugal, surgiu após o 25 de Abril de 1974, mais precisamente a 2 de Abril de 1976, data da aprovação da Constituição da República Portuguesa
As primeiras eleições autárquicas realizaram-se a 12 de Dezembro de 1976.
Foi, assim, que as autarquias e o poder local se constituíram como uma realidade inteiramente democrática, resultado do sufrágio directo e universal, recuperando a autonomia e conquistando simultaneamente novas atribuições e competências próprias, o que certamente foi uma das maiores conquistas de Abril.
É um detalhe de tudo que Abril nos trouxe, mas também é importante para compreendermos Portugal depois de Abril.
E uma das formas de não esquecer Abril será reler alguns escritores. Por exemplo, Eça, que criticou há mais de cem anos a sociedade elitista, injusta e medíocre em que nos voltamos a tornar.
Futura rotunda...
O trânsito tem estado um caos, à entrada da cidade, na zona do terminal rodoviário e ferroviário.
Com as obras a decorrer em plena época natalícia, as já tradicionais dificuldades do fluir do trânsito naquele nó rodoviário acentuaram-se.
E no futuro, como vai ser?
Será que o congestionamento vai diminuir?
Com as obras a decorrer em plena época natalícia, as já tradicionais dificuldades do fluir do trânsito naquele nó rodoviário acentuaram-se.
E no futuro, como vai ser?
Será que o congestionamento vai diminuir?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
E as autárquicas de 2017?..
| imagem sacada daqui |
O PSD anda desorientadinho de todo: não tem candidato, nem ainda ninguém se chegou à frente para utilizar o PSD local nas próximas autárquicas...
Da CDU nada se sabe, apenas se sabe que nada há para saber, pelo menos por enquanto.
Do BE, idem. idem...
Do CDS, idem, idem, aspas, aspas...
Para já, existe a novidade MPT, que nas autárquicas de 2013 fez parte da coligação Somos Figueira, que vai apresentar um dia destes o empresário figueirense António Durão como "cabeça de lista".
Decidir está a ser angustiante, para os partidos na Figueira.
Mas, lá vai ter que ser. Mais dia, menos dia, mais mês, menos mês, com os prazos a apertar, tudo irá ficar clarificado.
Mais do que um sonho, tenho ainda uma esperança: que o PS e o PSD não deixem os seus pergaminhos em mãos alheias e sejam capazes de lutar com competência pela derrota, apenas pelo prazer de saborearem, num futuro próximo, pequenas vinganças pessoais internas.
Mais do que um sonho, tenho ainda a esperança de poder vir a confirmar que o que se passa nos bastidores venha a público, isto é, que a comunicação social noticie quando alguns dirigentes começarem a desembainhar os cuidadosa e demoradamente afiados punhais utilizados nos joguetes caseiros.
Por mim, podem esguedelhar-se à vontadinha...
O resultado final vai ser mais do mesmo...
Mas, entretanto, vamos passar uns meses entretidos com os aparelhistas, os filhos deles, os amigos deles e os campeões da carne assada...
Vai ser mais uma vitória de políticos que apenas conseguem competir a desafios da segunda divisão...
A não ser que a visita do Papa Francisco os inspire...
Figueira, entre o mito e a realidade... (II)
Atentem nos níveis de 2001...
Perante a realidade dos números, como é possível ter tanta imaginação em 2016!..
Gráficos sacados daqui. Para ver melhor clicar nas imagens.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
O desenvolvimento do turismo de iates na Figueira da Foz ...
"O investigador Luís Silveira do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território publicou uma tese de doutoramento sobre a viabilidade do turismo de iates no nosso concelho.
Apesar de ter identificado um enorme potencial para o desenvolvimento deste tipo de turismo e da boa vontade que encontrou no terreno, o autor queixa-se da falta de estratégia do município e das entidades interessadas. Nada de surpreendente para quem está atento à gestão do concelho.
A norte do nosso país, em Espanha e em França, existe uma grande procura de marinas e de instalações para atracar e guardar embarcações de recreio e iates, sobretudo nos meses de Inverno. Em França há listas de espera de vários meses para adquirir um lugar numa marina ou em silos em terra a preços extremamente elevados. Cada vez mais, franceses e espanhóis buscam alternativas no estrangeiro para guardar a sua embarcação.´
Este é um nicho onde a Figueira tem potencial para propor alternativas. Mas a nossa modesta marina, que poderia estar melhor equipada com novas tecnologias e mais bem cuidada, pouco mais tem para oferecer do que um número limitado de lugares, um espaço de instalações, de serviços e de comércio desleixado e confuso, e parcas actividades em terra que respondam às expectativas de quem chega em iates ou embarcações de recreio."
Marina em águas de bacalhau, o tema da crónica de Rui Curado da Silva hoje publicada no jornal AS BEIRAS.
Pelos vistos, por cá, depois de sete anos anos a falhar, toda a energia se perdeu...
Apesar de ter identificado um enorme potencial para o desenvolvimento deste tipo de turismo e da boa vontade que encontrou no terreno, o autor queixa-se da falta de estratégia do município e das entidades interessadas. Nada de surpreendente para quem está atento à gestão do concelho.
A norte do nosso país, em Espanha e em França, existe uma grande procura de marinas e de instalações para atracar e guardar embarcações de recreio e iates, sobretudo nos meses de Inverno. Em França há listas de espera de vários meses para adquirir um lugar numa marina ou em silos em terra a preços extremamente elevados. Cada vez mais, franceses e espanhóis buscam alternativas no estrangeiro para guardar a sua embarcação.´
Este é um nicho onde a Figueira tem potencial para propor alternativas. Mas a nossa modesta marina, que poderia estar melhor equipada com novas tecnologias e mais bem cuidada, pouco mais tem para oferecer do que um número limitado de lugares, um espaço de instalações, de serviços e de comércio desleixado e confuso, e parcas actividades em terra que respondam às expectativas de quem chega em iates ou embarcações de recreio."
Marina em águas de bacalhau, o tema da crónica de Rui Curado da Silva hoje publicada no jornal AS BEIRAS.
Pelos vistos, por cá, depois de sete anos anos a falhar, toda a energia se perdeu...
Portugal é um paraíso...
Orgia ruinosa na Caixa.
"A Caixa foi vítima de inúmeros golpes milionários de enriquecimento ilícito permitidos pelos seus gestores.
O relatório da comissão de auditoria da Caixa Geral de Depósitos tinha identificado no final do ano passado operações de potencial risco de 4,5 mil milhões de euros, incluindo créditos garantidos por acções. Há administradores que deveriam responder por gestão danosa e que em vez disso têm direito a reformas douradas. A Caixa foi vítima de inúmeros golpes milionários de enriquecimento ilícito permitidos pelos seus gestores, em muitos casos com apadrinhamento político. A Caixa não era virgem face aos favores políticos quando Sócrates conquistou o poder, mas foi no seu consulado (2005-2011) que a orgia atingiu contornos mais escabrosos."
"A Caixa foi vítima de inúmeros golpes milionários de enriquecimento ilícito permitidos pelos seus gestores.
O relatório da comissão de auditoria da Caixa Geral de Depósitos tinha identificado no final do ano passado operações de potencial risco de 4,5 mil milhões de euros, incluindo créditos garantidos por acções. Há administradores que deveriam responder por gestão danosa e que em vez disso têm direito a reformas douradas. A Caixa foi vítima de inúmeros golpes milionários de enriquecimento ilícito permitidos pelos seus gestores, em muitos casos com apadrinhamento político. A Caixa não era virgem face aos favores políticos quando Sócrates conquistou o poder, mas foi no seu consulado (2005-2011) que a orgia atingiu contornos mais escabrosos."
Figueira, entre o mito e a realidade...
O MITO (e que bom que era que este mito não fosse um mito.
A verdade única é um mito. Não existe. Cada cabeça, sua sentença diz o povo e, mais uma vez, com razão. Limitar a realidade a uma única perspectiva é distorcê-la. Os "opinion makers" (se não forem burros, pagos para o efeito...) fazem esse serviço na perfeição e a maior parte de nós limita-se a abanar com a cabeça.)
A REALIDADE (e que bom que era que a realidade, neste caso, não fosse a realidade.
Mais uma vez se constata que uma parte da realidade é sempre uma outra realidade. A realidade é apenas aquilo de que nos apercebemos, ou que querem que nos apercebamos...)
Receitas IMT, desde 2006.
Mais um gráfico. Constata-se que o que sobe é a cobrança do IMI. A realidade, é que paga o mesmo de sempre: o zé povinho...
Finalmente, um gráfico que dá para ver claramente que, na Figueira, os números mudaram de rumo.
A verdade única é um mito. Não existe. Cada cabeça, sua sentença diz o povo e, mais uma vez, com razão. Limitar a realidade a uma única perspectiva é distorcê-la. Os "opinion makers" (se não forem burros, pagos para o efeito...) fazem esse serviço na perfeição e a maior parte de nós limita-se a abanar com a cabeça.)
A REALIDADE (e que bom que era que a realidade, neste caso, não fosse a realidade.
Mais uma vez se constata que uma parte da realidade é sempre uma outra realidade. A realidade é apenas aquilo de que nos apercebemos, ou que querem que nos apercebamos...)
Receitas IMT, desde 2006.
Mais um gráfico. Constata-se que o que sobe é a cobrança do IMI. A realidade, é que paga o mesmo de sempre: o zé povinho...
Finalmente, um gráfico que dá para ver claramente que, na Figueira, os números mudaram de rumo.
Nota final.
Se os leitores quiserem ver melhor os gráficos, basta clicar nas imagens.
Se os leitores quiserem ver melhor os gráficos, basta clicar nas imagens.
A Serra da Boa Viagem...
Em 2005, o fogo destruiu mais de mil hectares de floresta na serra da Boa Viagem, 400 dos quais, de floresta pública.
No ano seguinte, no dia 13 de junho de 206, foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal e a Direcção Geral de Recursos Florestais (DGRF) para a recuperação daquela serra.
O ministro Jaime Silva apresentou então o Plano de Recuperação da Serra da Boa-Viagem, que previa "um novo ordenamento”, tornando o espaço mais resistente ao fogo e capacitando-o para recuperar mais rapidamente. O plano previa também a transformação dos resíduos florestais em biomassa.
"O Plano de Recuperação da Serra da Boa-Viagem visava aproveitar tudo o que ardeu, transformando os restos em biomassa para produção de energia na Portucel (Figueira da Foz)", adiantou na altura o titular da pasta da Agricultura, sublinhando que "este é um exemplo concreto do que poderá ser no futuro uma nova actividade económica da floresta portuguesa".
Em plena serra da Boa-Viagem, o ministro assistiu à demonstração de colheita e processamento de biomassa florestal, através de unidades automatizadas da Portucel, que são pioneiras na península ibérica.
"Com o lançamento do concurso de novas centrais de biomassa, o Governo vem claramente dizer que há uma nova oportunidade de sustentabilidade económica da floresta, que é a limpeza e a utilização dos restos para produção de energia", sublinhou Jaime Silva.
"A prevenção estrutural na floresta não foi feita durante anos e anos. Não fizemos o trabalho de casa e hoje temos o problema do combate". Para o ministro, a maioria dos fogos resulta da negligência e do comportamento incorrecto dos cidadãos e de causas intencionais, onde se incluem as queimadas.
Na sua deslocação à Serra da Boa Viagem, o ministro procedeu ainda à apresentação das equipas de vigilância móvel de bicicleta, que incorporam 60 jovens em acções de vigilância até Setembro a Casa da Protecção Civil, e à inauguração da Casa do Sapador Florestal.
Lídio Lopes, vereador da Câmara Municipal da Figueira Foz, disse então que o protocolo assinado com a DGRF vai permitir que o Exército participe na recuperação da rede viária florestal da serra, através de uma unidade de engenharia civil!..
Sendo do conhecimento publico o abandono a que está votada a Serra da Boa Viagem, dez anos decorridos, é preciso acrescentar mais alguma coisa?..
Reflorestar e recuperar continuam a ser as palavras chave para salvaguardar o futuro do "pulmão verde" da Figueira da Foz.
Mas, isso, não tenhamos ilusões, só poderá ser conseguido com a força dos cidadãos figueirenses e com a sua consciência.
Por isso, enquanto pudermos e soubermos, é o que todos teremos de continuar a fazer. Temos de fazer tudo o que estiver ao alcance das nossas possibilidades, para contribuir para o despertar do povo figueirense que, diga-se em abono da verdade, está um pouco letárgico.
No ano seguinte, no dia 13 de junho de 206, foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal e a Direcção Geral de Recursos Florestais (DGRF) para a recuperação daquela serra.
O ministro Jaime Silva apresentou então o Plano de Recuperação da Serra da Boa-Viagem, que previa "um novo ordenamento”, tornando o espaço mais resistente ao fogo e capacitando-o para recuperar mais rapidamente. O plano previa também a transformação dos resíduos florestais em biomassa.
"O Plano de Recuperação da Serra da Boa-Viagem visava aproveitar tudo o que ardeu, transformando os restos em biomassa para produção de energia na Portucel (Figueira da Foz)", adiantou na altura o titular da pasta da Agricultura, sublinhando que "este é um exemplo concreto do que poderá ser no futuro uma nova actividade económica da floresta portuguesa".
Em plena serra da Boa-Viagem, o ministro assistiu à demonstração de colheita e processamento de biomassa florestal, através de unidades automatizadas da Portucel, que são pioneiras na península ibérica.
"Com o lançamento do concurso de novas centrais de biomassa, o Governo vem claramente dizer que há uma nova oportunidade de sustentabilidade económica da floresta, que é a limpeza e a utilização dos restos para produção de energia", sublinhou Jaime Silva.
"A prevenção estrutural na floresta não foi feita durante anos e anos. Não fizemos o trabalho de casa e hoje temos o problema do combate". Para o ministro, a maioria dos fogos resulta da negligência e do comportamento incorrecto dos cidadãos e de causas intencionais, onde se incluem as queimadas.
Na sua deslocação à Serra da Boa Viagem, o ministro procedeu ainda à apresentação das equipas de vigilância móvel de bicicleta, que incorporam 60 jovens em acções de vigilância até Setembro a Casa da Protecção Civil, e à inauguração da Casa do Sapador Florestal.
Lídio Lopes, vereador da Câmara Municipal da Figueira Foz, disse então que o protocolo assinado com a DGRF vai permitir que o Exército participe na recuperação da rede viária florestal da serra, através de uma unidade de engenharia civil!..
Sendo do conhecimento publico o abandono a que está votada a Serra da Boa Viagem, dez anos decorridos, é preciso acrescentar mais alguma coisa?..
Reflorestar e recuperar continuam a ser as palavras chave para salvaguardar o futuro do "pulmão verde" da Figueira da Foz.
Mas, isso, não tenhamos ilusões, só poderá ser conseguido com a força dos cidadãos figueirenses e com a sua consciência.
Por isso, enquanto pudermos e soubermos, é o que todos teremos de continuar a fazer. Temos de fazer tudo o que estiver ao alcance das nossas possibilidades, para contribuir para o despertar do povo figueirense que, diga-se em abono da verdade, está um pouco letárgico.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA...
Oxalá que a família* figueirense esteja sã (de consciência...) e goze de boa saúde...
PJ FAZ BUSCAS NA SANTA CASA POR VIOLAÇÃO DE REGRAS DE CONCURSOS PÚBLICOS...
"Em causa está o fraccionamento dos contratos.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quarta-feira buscas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), numa investigação relacionada com a violação das regras de contratação pública, disse à agência Lusa fonte ligada ao processo.
Em causa, segundo a mesma fonte, está o fraccionamento dos contratos, para evitar o lançamento de concursos públicos e permitir ajustes directos, estando também em investigação o alegado favorecimento de empresas.
Numa nota enviada à Lusa, a Santa Casa confirmou que «foram efectuadas, esta manhã, buscas pela Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação a alguns processos aquisitivos, numa área específica da SCML».
A administração da SCML deu orientações aos seus serviços para colaborarem com as autoridades", lê-se na nota da Lusa a que tivemos acesso, via Record.
Nota de rodapé.
Neste caso, entendo como *família um grupo de pessoas que têm as chaves da mesma casa...
PJ FAZ BUSCAS NA SANTA CASA POR VIOLAÇÃO DE REGRAS DE CONCURSOS PÚBLICOS...
"Em causa está o fraccionamento dos contratos.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quarta-feira buscas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), numa investigação relacionada com a violação das regras de contratação pública, disse à agência Lusa fonte ligada ao processo.
Em causa, segundo a mesma fonte, está o fraccionamento dos contratos, para evitar o lançamento de concursos públicos e permitir ajustes directos, estando também em investigação o alegado favorecimento de empresas.
Numa nota enviada à Lusa, a Santa Casa confirmou que «foram efectuadas, esta manhã, buscas pela Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação a alguns processos aquisitivos, numa área específica da SCML».
A administração da SCML deu orientações aos seus serviços para colaborarem com as autoridades", lê-se na nota da Lusa a que tivemos acesso, via Record.
Nota de rodapé.
Neste caso, entendo como *família um grupo de pessoas que têm as chaves da mesma casa...
É preciso andar atento, pois são tão raras atitudes como esta...
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| Para ler melhor, clicar na imagem |
“A partir de 2015, todas as verbas institucionais foram penhoradas”, destacou Lucinda Basílio, presidente do GCD, ao DIÁRIO AS BEIRAS.
A resolução da penhora sensibilizou a vila de Buarcos e até a secção buarcosense do PS se congratulou, através de nota de imprensa, com o desfecho do processo...
Figueira, a cidade do contraditório...
"Imobiliário em alta Na Figueira da Foz. Investidores estão a escolher a cidade. Desde 2011 que a Praia da Claridade não sentia uma maré tão favorável para o negócio da habitação"!
Ao olhar, com alguma atenção para a primeira página do jornal AS Beiras, de hoje, é difícil pensar alguma coisa parecida com coerência, tal é a contradição de pensamentos que se me assomam no momento.
Que vejo logo abaixo?
"Venda de escolas fica sem compradores"!
É evidente o que vejo, mas não é isso o importante.
O importante é o que me sugere.
E aí surge a contradição.
Porque a realidade é que, "ontem, o Município da Figueira da Foz não conseguiu vender, em hasta pública, dos dois edifícios de antigas escolas primárias no Camarção, na Rua das Matas, e em Pedros, na Rua dos Almocreves, ambas na Freguesia de Bom Sucesso, com o objectivo de viabilizar financeiramente a ampliação, requalificação e reconversão da atual EB1 do Bom Sucesso no futuro Centro Escolar daquela Freguesia, já no próximo ano. Com esta alienação de património inactivo, o Município propõe-se contornar a inexistência de financiamento, no âmbito do programa Portugal 2020, para esse fim."
Vivemos numa cidade onde o contraditório está quase sempre presente.
Mas não se espantem demasiado: também na Figueira, até para desligar o computador, temos de clicar no menu "iniciar"!..
Ao olhar, com alguma atenção para a primeira página do jornal AS Beiras, de hoje, é difícil pensar alguma coisa parecida com coerência, tal é a contradição de pensamentos que se me assomam no momento.
Que vejo logo abaixo?
"Venda de escolas fica sem compradores"!
É evidente o que vejo, mas não é isso o importante.
O importante é o que me sugere.
E aí surge a contradição.
Porque a realidade é que, "ontem, o Município da Figueira da Foz não conseguiu vender, em hasta pública, dos dois edifícios de antigas escolas primárias no Camarção, na Rua das Matas, e em Pedros, na Rua dos Almocreves, ambas na Freguesia de Bom Sucesso, com o objectivo de viabilizar financeiramente a ampliação, requalificação e reconversão da atual EB1 do Bom Sucesso no futuro Centro Escolar daquela Freguesia, já no próximo ano. Com esta alienação de património inactivo, o Município propõe-se contornar a inexistência de financiamento, no âmbito do programa Portugal 2020, para esse fim."
Vivemos numa cidade onde o contraditório está quase sempre presente.
Mas não se espantem demasiado: também na Figueira, até para desligar o computador, temos de clicar no menu "iniciar"!..
Política figueirense: a silly season fora da época... (VIII)
"A CDU tem acompanhado com atenção o desempenho do executivo camarário. Na Assembleia Municipal, temos votado favoravelmente propostas apresentadas por elas nos parecerem equilibradas e a favor das populações. Muitas outras vezes temos votado contra, quase sempre isoladamente no conjunto de deputados.
Daqui se infere que não nos é viável classificar o desempenho da edilidade, mas antes fazer o balanço de aspectos louváveis e repudiar vivamente outros que impedem uma avaliação mais favorável.
Consideramos como bastante positivo o esforço que a câmara tem feito para sanear as contas, anteriormente num estado calamitoso. Hoje, a câmara pode afirmar ter conseguido ultrapassar as suas maiores dificuldades financeiras e estar a pagar aos fornecedores num curto espaço de tempo, o que é muito louvável.
O orçamento continua a depender quase exclusivamente dos contribuintes, cerca de 46%, através do IMI e do IA. Tendo a câmara conseguido uma situação financeira mais folgada, considerámos que a baixa do IMI não foi a suficiente.
Muito negativas têm sido as sucessivas “legalizações” de grosseiras violações do PDM, ao abrigo de suposta utilidade pública. Esta será uma questão que sempre nos oporá à câmara. Outro aspecto negativo é o pagamento dos direitos de passagem que, em vez de ser imputado às empresas que instalam os seus equipamentos, recai sobre os contribuintes, o que não é minimamente justo. Temos ainda a derrama, sempre a favorecer as grandes empresas, não devendo ser, consideramos, a moeda de troca para a criação de emprego.
A talhe de foice, sabemos que muitos técnicos da autarquia estão desaproveitados, recorrendo-se à externalização de serviços, prática que não tem produzido os resultados esperados. Veja-se a limpeza das zonas verdes, a recolha de lixos que tanto deixa a desejar e o preço que os munícipes pagam pelo consumo de água desde a sua concessão a terceiros."
A sombra proporcionada pela arte do podador é um bem inestimável!
Uma boa poda pode conseguir com que uma árvore cresça e se alargue na copa!
Tudo tem a sua ciência.
O saber, também neste caso, é necessário.
A recompensa, poderá ser a sombra proporcionada pela arte do podador, e é um bem inestimável!
Na Figueira, não sei se existe um plano de podas na zona urbana da cidade.
Com ou sem plano, porém, a poda vai de vento em popa, com a multiplicação do corte de árvores, ficando os "cepos" no passeio...
Este caso é na Rua da Fonte.
O que tem a dizer a vereadora do PDM?
A poda, por hoje, está feita. Amanhã é um outro dia.
Tudo tem a sua ciência.
O saber, também neste caso, é necessário.
A recompensa, poderá ser a sombra proporcionada pela arte do podador, e é um bem inestimável!
Na Figueira, não sei se existe um plano de podas na zona urbana da cidade.
Com ou sem plano, porém, a poda vai de vento em popa, com a multiplicação do corte de árvores, ficando os "cepos" no passeio...
Este caso é na Rua da Fonte.
O que tem a dizer a vereadora do PDM?
A poda, por hoje, está feita. Amanhã é um outro dia.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Como fazer um Durão chorar?..
Na Figueira, quanto a mim, é tão fácil como isto.
Tem duas maneiras.
A saber:
1. eleja-o presidente de câmara!..
2. obrigue-o a descascar uma cebola!
Há que alienar a Figueira Parques, antes que seja tarde, mas com regras claras, não vão os figueirenses pensar que é uma negociata, que é todo o bom negócio para o qual não fomos convidados ...
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| foto sacada daqui |
Esta é uma realidade conhecida.
Já em Março do ano passado, no decorrer da conferência “O futuro da Figueira da Foz – os negócios e o território”, o vereador António Tavares revelou que o concelho deverá perder 14 por cento da sua população até ao ano de 2030.
Em termos práticos, são 8.529 habitantes a menos do que actualmente tem o concelho figueirense.
Pelos vistos, o número de nascimentos, a diminuir, e o de óbitos, a aumentar, preocupa seriamente os responsáveis autárquicos figueirenses.
Eu, se fosse presidente ou vereador numa cidade que tivesse o melhor negócio do mundo a ser explorado pela própria câmara – o estacionamento pago na baixa e no parque do hospital – também estaria preocupado e a pensar tomar medidas...
Com a diminuição de população prevista para os próximos anos, qualquer dia já se consegue facilmente estacionar na baixa, sem se recorrer aos locais pagos, e o parque de estacionamento que serve a praia do hospital vai dar, mesmo no verão, para todos...
Portanto: estudem lá o assunto. Encontrem a solução. Mas, não esqueçam, que o que está em causa é o interesse público.
Política figueirense: a silly season fora da época... (VII)
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| Para ver melhor, clicara na imagem |
Logo após as eleições que elegeram José Elísio, candidato único, para o terceiro mandato seguido de 2 anos, à frente dos destinos da concelhia do PSD/Figueira, os tais "ilustres" (na opinião de alguns, "os coveiros"...) do PSD/Figueira realizaram um almoço para iniciar um processo de reorganização interna para atacar o poder.
E, em 2007, fizeram-se ás eleições, com uma lista encabeçada por Lídio Lopes, debaixo das "bandeiras", coerência e memória, rigor e competência, lealdade ao partido e às equipas por ele eleitas e aos interesses da Figueira da Foz, estabilidade no Partido e nas suas relações com a equipa eleita na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Freguesias.
O objectivo era prosseguir na senda das vitórias autárquicas do PSD na Figueira da Foz.
As Autárquicas de 2009 eram o objectivo imediato.
A outra facção do PSD, afecta a Paulo Pereira Coelho, perdeu em 2007 e manteve-se calada até ao dia das eleições de 2009.
Numa entrevista, o próprio José Elísio disse que se ofereceu, em 2009, para ser candidato a Lavos e quem mandava no PSD Figueira, na altura (Lídio Lopes?..), recusou!
Porque terá sido?
Em 2009, como sabemos, aparentemente, o PSD tinha tudo para vencer na Figueira e, no entanto, perdeu...
Recorde-se, que nessas eleições surgiu uma novidade na política autárquica Figueirense que foi o Movimento 100%.
Que terá acontecido para que o eng. Daniel Santos tivesse invertido o rumo ao seu propósito de 2004/2005 - acautelar o futuro do PSD Figueira...
Incompatibilzou-se com a equipa que o acompanhava, ou prometeram-lhe ser ele o candidato e não honraram a palavra?..
O que é certo, é que em 2009 foram "os ilustres" que foram a eleições e perderam...
Nada de novo...
O PSD, na Figueira, só conseguiu ganhar autárquicas, quando estes "ilustres" militantes estiveram à margem do processo.
Propaganda, é o que mais preocupa os "nossos" autarcas...
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| Dr. Manuel Carraco, António Augusto Menano, Drª Isabel Sousa, Dr. José Martins, Dr. António Cabete, Arquiteto António Carlos Albuquerque, Eurico Silva e Maria Rosa Anttonen |
Figueira da Foz, 03 de Agosto de 2009. Em nota à comunicação social, Maria Rosa Anttonen, coloca duas questões pertinentes.
"Porque foi o Paço de Tavarede completamente recuperado e o Convento completamente abandonado?
Porque houve dinheiro para um e o outro foi completamente esquecido e está em absoluta degradação?"
Na segunda-feira, dia 17 de Agosto de 2009, na sessão de Câmara Municipal, foi entregue um abaixo-assinado no sentido de sensibilizar as autoridades para a necessidade de reconstrução do Convento de Santa Maria de Seiça.
Passados mais de sete anos, "o que há de novo?"
O arquitecto António Carlos Albuquerque transmitiu que o Sr. Presidente da CMFF autorizou a abertura de concurso público para apresentação de propostas para a reabilitação do Convento de Seiça e que a ordem dos Arquitectos tinha aberto no dia 4 de Dezembro o encontro de apresentação de uma candidatura à Ordem do Arquitectos no Convento de Seiça...
Actualização da postagem às 11 e 27 minutos.
Por ter tido conhecimento da posição do arquitecto António Carlos Albuquerque, neste momento, sobre este assunto, passo a publicá-la, com a devida vénia.
"Relativamente a este post cumpre-me esclarecer algumas situações:
O meu nome é António Carlos Albuquerque e sou Engenheiro Civil;
O que afirmei na Tertúlia relativamente ao Dossier do Mosteiro de Seiça foi a Vontade expressa do Senhor Presidente Dr João Ataíde em acelerar o processo com a decisão de mandar efectuar a consulta externa para a Execução do Projecto de Intervenção no Mosteiro de Seiça, de forma a que o Município esteja preparado para aceder a qualquer mecanismo de financiamento que venha a ser permitido no âmbito do Quadro Comunitário ou outro.
Entendo perfeitamente a renovada esperança que esta atitude revela, mas corresponde apenas a isso: vontade do Senhor Presidente em dar passos seguros na concretização do desejo de todos, sem que signifique um compromisso datado ou equivalente.
Gostei imenso da Tertúlia onde mais uma vez aprendi muito sobre Seiça e o seu Mosteiro e estes esclarecimentos têm tão só a intenção de precisar os termos e o momento em que o Processo se encontra!!! Um Obrigado especial à Associação por me ter convidado e reafirmar o elevado interesse e compromisso de toda a Câmara Municipal no Mosteiro de Santa Maria de Seiça!!!"
Resumindo.
No fundo, a boa nova dada por um técnico municipal, resume-se a uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
É, apenas, isto: "a vontade do Senhor Presidente em dar passos seguros na concretização do desejo de todos, sem que signifique um compromisso datado ou equivalente".
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Uma crónica que fez reflectir: será que o tempo me mudou?..
“Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas!…”. Este foi o comentário de Mark Twain ( 1835-1910 ) a notícias que o davam como morto… antes de o ser.
Mark Twain (nome artístico de Samuel Langhorne Clemens), reconhecido escritor americano sobretudo famoso pelos romances “As aventuras de Tom Sawyer” e “As aventuras de Huckleberry Finn” (este último frequentemente chamado de O Maior Romance Americano), não raras vezes nos propõe o mundo das crianças, idealizado, inocente mas astuto, em contraponto com o mundo dos adultos, dos homens e das mulheres da dourada era industrial, no qual a civilização, frequentemente apontada como a resolução dos problemas e o garante da felicidade, estava também prestes a trazer o flagelo das trincheiras e das armas químicas.
A consciência da perigosidade dos tempos que vivemos (ao nível local, nacional ou europeu) pode levar-nos a depositar a nossa confiança em líderes providenciais, ou a descarregar a raiva em posts inflamados no Facebook e a ficar sentado no sofá sem sequer ir votar ou ir a votos; ou a… participar!
De novo lembrando Twain: “Daqui a alguns anos tu estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Então, solta as amarras. Afasta-te do porto seguro. Agarra o vento em suas velas. Explora. Sonha. Descobre”. Assim, as notícias sobre algumas vitórias antecipadas… não serão manifestamente exageradas?!…
"Exageros…", uma crónica de Teotónio Cavaco, hoje publicada no jornal As Beiras.
Depois de ler esta crónica, dei comigo a pensar: o tempo mudou-me?
A resposta é não. O tempo não me mudou: porventura, ter-me-ei moldado!...
Fez sobressair tendências, penso que esbateu alguns exageros, aguçou-me o entendimento das pessoas e da vida, mas - e isso foi o que mais me marcou - roubou-me muitos daqueles de que mais gosto.
Sobretudo por isso, ensinou-me a odiá-lo. A ele, ao tempo.
Mark Twain (nome artístico de Samuel Langhorne Clemens), reconhecido escritor americano sobretudo famoso pelos romances “As aventuras de Tom Sawyer” e “As aventuras de Huckleberry Finn” (este último frequentemente chamado de O Maior Romance Americano), não raras vezes nos propõe o mundo das crianças, idealizado, inocente mas astuto, em contraponto com o mundo dos adultos, dos homens e das mulheres da dourada era industrial, no qual a civilização, frequentemente apontada como a resolução dos problemas e o garante da felicidade, estava também prestes a trazer o flagelo das trincheiras e das armas químicas.
A consciência da perigosidade dos tempos que vivemos (ao nível local, nacional ou europeu) pode levar-nos a depositar a nossa confiança em líderes providenciais, ou a descarregar a raiva em posts inflamados no Facebook e a ficar sentado no sofá sem sequer ir votar ou ir a votos; ou a… participar!
De novo lembrando Twain: “Daqui a alguns anos tu estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Então, solta as amarras. Afasta-te do porto seguro. Agarra o vento em suas velas. Explora. Sonha. Descobre”. Assim, as notícias sobre algumas vitórias antecipadas… não serão manifestamente exageradas?!…
"Exageros…", uma crónica de Teotónio Cavaco, hoje publicada no jornal As Beiras.
Depois de ler esta crónica, dei comigo a pensar: o tempo mudou-me?
A resposta é não. O tempo não me mudou: porventura, ter-me-ei moldado!...
Fez sobressair tendências, penso que esbateu alguns exageros, aguçou-me o entendimento das pessoas e da vida, mas - e isso foi o que mais me marcou - roubou-me muitos daqueles de que mais gosto.
Sobretudo por isso, ensinou-me a odiá-lo. A ele, ao tempo.
Francisco Sanchez...
... nunca me digam que a voz de um lisboeta, de ascendência espanhola, no fundo a voz da península ibérica, que decidiu, depois de reformado, viver na Cova Gala não tem importância: tem muita importância. Tem mesmo muita importância...
Se duvidam e querem confirmar, cliquem aqui.
Se duvidam e querem confirmar, cliquem aqui.
E se a Câmara da Figueira tivesse um vereador da cultura, em vez de mais um “mal-amado” pelo poder, apesar de se ter “rendido” ao mesmo?..
Tenho pouco a acrescentar à imagem que reproduzo acima, que foi obtida a partir do facebook do meu Amigo Luís Pena: apenas direi que sinto que dar o relevo merecido à obra fotográfica de Gilberto Branco Vasco, seria uma homenagem mais que merecida e positiva para a Figueira da Foz...
Só que também sei que dificilmente
serei surpreendido pelos políticos deste executivo municipal.
Os figueirenses têm o que merecem.
Votam para eleger um político, como compram um sabonete: deixam-se
influenciar pela publicidade...
Pouco, ou nada mesmo, tenho contra os
sabonetes.
Contudo, tenho quase tudo, ou tudo
mesmo, contra os políticos sabonete!
Depois de eleitos, os políticos sabonete chegam ao ponto de disfarçar e
omitir os pontos mais importantes da sua personalidade política, nomeadamente, a
sua cultura e o seu pensamento...
Depois, admiram-se se nos queixamos que o sabonete que foi vendido não
presta!
O burro, porque é burro, só faz o que lhe apetece...
"O 1.º de Dezembro não é uma data qualquer na história de Portugal. Não se comemora uma mudança de regime ou de sistema político ou o nascimento de um santo ou outra qualquer data importante. Dias, acontecimentos, efemérides que, claro está, devem também ser lembrados e comemorados porque são parte da nossa história, do nosso passado comum. O 1.º de Dezembro é muito mais importante. Comemora-se a restauração da independência nacional. Uma data em que voltamos a tomar o nosso destino nas mãos. Em que, juntos, decidimos arriscar a nossa vida e a dos nossos filhos para sermos donos do nosso futuro. Não é possível conceber uma data na nossa história que tenha mais relevância, mais significado para aquilo que somos enquanto povo.
O que os dirigentes do PSD fizeram ao não estar presentes nas comemorações do 1.º de Dezembro foi preferir fazer uma birrinha politiqueira a respeitar o passado do seu país, a memória de um povo, do seu povo. Não consigo imaginar maior falta de sentido de Estado, maior falta de patriotismo, maior ausência de conhecimento sobre valores fundamentais, maior ignorância sobre o que une uma comunidade e o que lhe dá sentido. Uma mancha vergonhosa na história do partido."
Na crónica de que transcrevi dois excertos, "O 1.º de Dezembro, a memória e a politiquice", Pedro Marques Lopes explica a falta de visão e mais um tiro no pé deste PSD de Passos Coelho.
Embora oficialmente o 1º de Dezembro tenha deixado de ser feriado, por obra e graça de um governo presidido por Passos, Passos não compreendeu em tempo útil, que essa é das tais datas que nunca iriam cair no esquecimento dos portugueses, pois é uma data que está associada a um dos maiores acontecimentos da História de Portugal: a reconquista da independência em 1640, depois de 60 anos de domínio espanhol.
Uma data com este significado merecia continuar a ser assinalada em celebrações oficiais. E António Costa, percebeu que a memória dos feitos que forjaram, ao longo dos séculos, a identidade e o futuro de Portugal entre as outras nações europeias, é uma memória que deve continuar a ser comemorada a nível de Estado. Por isso restabeleceu a comemoração oficial deste feriado.
Passos tinha obrigação de saber, que reconquistar a liberdade, para os conjurados do 1º de Dezembro de 1640, foi um acto patriótico, cheio de abnegação e de fé, em que empenharam a vida, a família, os bens e a honra, uma missão cujos lances eram incertos e arriscados, pois nem o rei que queriam pôr no trono, o Duque de Bragança, lhes prometera lealdade absoluta. Que tal como o Mestre de Avis, quando entrou no paço da rainha para matar o conde Andeiro, também eles não hesitaram em invadir o palácio da Duquesa de Mântua, dar-lhe voz de prisão e atirar por uma janela o traidor Miguel de Vasconcelos.
O futuro estava traçado e o preço da nova liberdade custaria a Portugal, como no tempo de D. João I, um duro esforço de guerra, até finalmente os tercios filipinos regressarem à fronteira de Badajoz, vergados sob o peso da derrota, e outros estados europeus, incluindo o Vaticano, esquecerem as suas alianças com Espanha, reconhecendo como legítima a subida ao trono de D. João IV.
É por isto, que a ausência do PSD nas comemorações do 1.º de Dezembro, em 2016, não pode ser vista como mais um fait divers político.
A ausência do PSD das comemorações do Dia da Restauração, em 2016, é uma falha gravíssima, uma atitude que envergonha quem a cometeu, mas também quem votou no PSD, quem já tenha votado e, no fundo, todos os portugueses.
O que os dirigentes do PSD fizeram ao não estar presentes nas comemorações do 1.º de Dezembro foi preferir fazer uma birrinha politiqueira a respeitar o passado do seu país, a memória de um povo, do seu povo. Não consigo imaginar maior falta de sentido de Estado, maior falta de patriotismo, maior ausência de conhecimento sobre valores fundamentais, maior ignorância sobre o que une uma comunidade e o que lhe dá sentido. Uma mancha vergonhosa na história do partido."
Na crónica de que transcrevi dois excertos, "O 1.º de Dezembro, a memória e a politiquice", Pedro Marques Lopes explica a falta de visão e mais um tiro no pé deste PSD de Passos Coelho.
Embora oficialmente o 1º de Dezembro tenha deixado de ser feriado, por obra e graça de um governo presidido por Passos, Passos não compreendeu em tempo útil, que essa é das tais datas que nunca iriam cair no esquecimento dos portugueses, pois é uma data que está associada a um dos maiores acontecimentos da História de Portugal: a reconquista da independência em 1640, depois de 60 anos de domínio espanhol.
Uma data com este significado merecia continuar a ser assinalada em celebrações oficiais. E António Costa, percebeu que a memória dos feitos que forjaram, ao longo dos séculos, a identidade e o futuro de Portugal entre as outras nações europeias, é uma memória que deve continuar a ser comemorada a nível de Estado. Por isso restabeleceu a comemoração oficial deste feriado.
Passos tinha obrigação de saber, que reconquistar a liberdade, para os conjurados do 1º de Dezembro de 1640, foi um acto patriótico, cheio de abnegação e de fé, em que empenharam a vida, a família, os bens e a honra, uma missão cujos lances eram incertos e arriscados, pois nem o rei que queriam pôr no trono, o Duque de Bragança, lhes prometera lealdade absoluta. Que tal como o Mestre de Avis, quando entrou no paço da rainha para matar o conde Andeiro, também eles não hesitaram em invadir o palácio da Duquesa de Mântua, dar-lhe voz de prisão e atirar por uma janela o traidor Miguel de Vasconcelos.
O futuro estava traçado e o preço da nova liberdade custaria a Portugal, como no tempo de D. João I, um duro esforço de guerra, até finalmente os tercios filipinos regressarem à fronteira de Badajoz, vergados sob o peso da derrota, e outros estados europeus, incluindo o Vaticano, esquecerem as suas alianças com Espanha, reconhecendo como legítima a subida ao trono de D. João IV.
É por isto, que a ausência do PSD nas comemorações do 1.º de Dezembro, em 2016, não pode ser vista como mais um fait divers político.
A ausência do PSD das comemorações do Dia da Restauração, em 2016, é uma falha gravíssima, uma atitude que envergonha quem a cometeu, mas também quem votou no PSD, quem já tenha votado e, no fundo, todos os portugueses.
Política figueirense: a silly season fora da época... (VI)
Estávamos em finais de 2005.
José Elísio, candidato único, tinha acabado de ser reeleito para o terceiro mandato seguido de 2 anos, à frente dos destinos da concelhia do PSD/Figueira.
Pois, foi precisamente nesse final do ano de 2005, que "insatisfeitos com a orientação da concelhia do PSD e preocupados com a estratégia do partido para futuras eleições", alguns militantes do PSD decidiram juntar-se num primeiro encontro para analisar a situação e acautelar o futuro do partido.
Entre os presentes, destacavam-se Joaquim de Sousa, Lídio Lopes, Daniel santos, David Azenha, Gil Ferreira, Albano Lé, Azenha Gomes, entre outros "ilustres" militantes sociais democratas figueirenses. Nessa reunião, registou-se a ausência de Pereira da Costa, que também fazia parte do grupo...
O porta voz foi Lídio Lopes, que na altura manifestou aos jornalistas "as preocupações associadas às dificuldades que o concelho atravessava" (recorde-se que em 2009, a Figueira estava na ressaca do ciclo PSD - mandato de Santana Lopes, a que se seguiu Duarte Silva...) e a "necessidade de inverter a situação".
Este grupo, dissidente da concelhia, então presidida por José Elísio, previa a necessidade de "acautelar algo que possa acontecer", manifestando, contudo, "toda a solidariedade a Duarte Silva".
Já sabemos o resto da história do PSD/Figueira. Quatro anos depois, em 2009, até aos dias de hoje, o PSD foi varrido do poder e as divisões e convulsões internas continuam a fazer caminho.
Portanto, enquanto o PSD/Figueira não fechar este ciclo, Ataíde pode dormir descansado.
Neste momento, (até porque há quem considere que foram as divisões internas vividas pelo PSD/Figueira, em 2009, mas que já vinham de trás, que permitiram a vitória a João Ataíde) a incógnita é: será que as feridas então abertas vão conseguir ser saradas em tempo útil?
Se este ciclo estivesse fechado - a expressão "fim de ciclo" tem méritos... - isso significaria que o trauma dentro do PSD/Figueira, que vem desde 2009, estaria amansado.
Abro um parênteses, para sublinhar que há quem considere, dentro do PSD/Figueira, que estes "ilustres" companheiros acima referidos, foram os «coveiros» que, em 2005, com este primeiro encontro, registaram o momento em que se começou a cavar a sepultura onde este partido, no nosso concelho, jaz há sete anos...
Se tudo se renova, se os fins fazem parte da mesma ordem dos começos, a sagração deste "fim de ciclo" requer o elementar talento para aceitar enterrar de vez o passado recente do PSD/Figueira e começar novo caminho.
Porém, pelo que conheço da realidade política figueirense, não consigo vislumbrar esse talento dentro deste PSD/Figueira.
No entanto, para um observador fora dos meandros partidários, parece que é por aí, pela capacidade ou incapacidade de arrepiar o actual trilho, que irá passar a explicação, para mais um contributo - o terceiro seguido - do PSD/Figueira para nova maioria de João Ataíde.
Em 2005, dentro do PSD/Figueira, Joaquim de Sousa, Lídio Lopes, Daniel Santos (entretanto, já saiu do PSD), David Azenha, Gil Ferreira, Albano Lé, Pereira da Costa, entre outros "ilustres" militantes sociais democratas figueirenses, funcionaram como funcionam os profetas dos fins de ciclo, os profetas das pequenas coisas, pois eles sabiam, já em 2004, que nada terminava sem mais...
Para eles, na altura, tudo fazia parte de uma lógica mais vasta, que os figueirenses normais, como eu, ainda hoje não somos capazes de perceber, naturalmente pela nossa estreiteza de vistas, falta de paciência ou renúncia à esperança.
Uma coisa o futuro provou.
Não convenceram: nem dentro, nem fora do partido.
E continuam a não convencer.
Tanta sabedoria e talento junto só podia assustar...
José Elísio, candidato único, tinha acabado de ser reeleito para o terceiro mandato seguido de 2 anos, à frente dos destinos da concelhia do PSD/Figueira.
Pois, foi precisamente nesse final do ano de 2005, que "insatisfeitos com a orientação da concelhia do PSD e preocupados com a estratégia do partido para futuras eleições", alguns militantes do PSD decidiram juntar-se num primeiro encontro para analisar a situação e acautelar o futuro do partido.
Entre os presentes, destacavam-se Joaquim de Sousa, Lídio Lopes, Daniel santos, David Azenha, Gil Ferreira, Albano Lé, Azenha Gomes, entre outros "ilustres" militantes sociais democratas figueirenses. Nessa reunião, registou-se a ausência de Pereira da Costa, que também fazia parte do grupo...
O porta voz foi Lídio Lopes, que na altura manifestou aos jornalistas "as preocupações associadas às dificuldades que o concelho atravessava" (recorde-se que em 2009, a Figueira estava na ressaca do ciclo PSD - mandato de Santana Lopes, a que se seguiu Duarte Silva...) e a "necessidade de inverter a situação".
Este grupo, dissidente da concelhia, então presidida por José Elísio, previa a necessidade de "acautelar algo que possa acontecer", manifestando, contudo, "toda a solidariedade a Duarte Silva".
Já sabemos o resto da história do PSD/Figueira. Quatro anos depois, em 2009, até aos dias de hoje, o PSD foi varrido do poder e as divisões e convulsões internas continuam a fazer caminho.
Portanto, enquanto o PSD/Figueira não fechar este ciclo, Ataíde pode dormir descansado.
Neste momento, (até porque há quem considere que foram as divisões internas vividas pelo PSD/Figueira, em 2009, mas que já vinham de trás, que permitiram a vitória a João Ataíde) a incógnita é: será que as feridas então abertas vão conseguir ser saradas em tempo útil?
Se este ciclo estivesse fechado - a expressão "fim de ciclo" tem méritos... - isso significaria que o trauma dentro do PSD/Figueira, que vem desde 2009, estaria amansado.
Abro um parênteses, para sublinhar que há quem considere, dentro do PSD/Figueira, que estes "ilustres" companheiros acima referidos, foram os «coveiros» que, em 2005, com este primeiro encontro, registaram o momento em que se começou a cavar a sepultura onde este partido, no nosso concelho, jaz há sete anos...
Se tudo se renova, se os fins fazem parte da mesma ordem dos começos, a sagração deste "fim de ciclo" requer o elementar talento para aceitar enterrar de vez o passado recente do PSD/Figueira e começar novo caminho.
Porém, pelo que conheço da realidade política figueirense, não consigo vislumbrar esse talento dentro deste PSD/Figueira.
No entanto, para um observador fora dos meandros partidários, parece que é por aí, pela capacidade ou incapacidade de arrepiar o actual trilho, que irá passar a explicação, para mais um contributo - o terceiro seguido - do PSD/Figueira para nova maioria de João Ataíde.
Em 2005, dentro do PSD/Figueira, Joaquim de Sousa, Lídio Lopes, Daniel Santos (entretanto, já saiu do PSD), David Azenha, Gil Ferreira, Albano Lé, Pereira da Costa, entre outros "ilustres" militantes sociais democratas figueirenses, funcionaram como funcionam os profetas dos fins de ciclo, os profetas das pequenas coisas, pois eles sabiam, já em 2004, que nada terminava sem mais...
Para eles, na altura, tudo fazia parte de uma lógica mais vasta, que os figueirenses normais, como eu, ainda hoje não somos capazes de perceber, naturalmente pela nossa estreiteza de vistas, falta de paciência ou renúncia à esperança.
Uma coisa o futuro provou.
Não convenceram: nem dentro, nem fora do partido.
E continuam a não convencer.
Tanta sabedoria e talento junto só podia assustar...
domingo, 4 de dezembro de 2016
Uma análise que poderia ter sido feita por um dermatologista, que é o único especialista que pode emitir um diagnóstico superficial...
Autor de uma tese de doutoramento intitulada “O Turismo de Iates – Estratégia de Desenvolvimento para a Figueira da Foz”, Luís Silveira, investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), alega que o município do litoral do distrito de Coimbra possui “potencialidades imensas para o desenvolvimento do turismo de iates”, mas frisa que "não existe uma estratégia para esse desenvolvimento, quer da parte da Câmara Municipal, quer da administração portuária", que tutela a marina.
“Não há uma estratégia. Quando comecei a entrar em contacto com essas entidades, houve sempre muita abertura, mas não há muita definição do que se quer fazer. Na Câmara Municipal disseram-me que estavam em conversações para trazer cruzeiros de média dimensão, mas é tudo muito experimental. O turismo náutico está identificado como potencialidade [no plano estratégico da autarquia], mas depois não há um plano específico”, disse Luís Silveira.
Pelos vistos, por cá, toda a energia se perdeu...
Depois de sete anos anos a falhar, foi isso que aconteceu?..
Perante isto, 10 anos depois da análise que a imagem do jornal O Figueirense, edição de 24 de Novembro de 2006, dá conta, é fácil de verificar porque o sonho de António Tavares desvaneceu e porque sobrou a desilusão, a inacção e a apatia.
Sete anos de poder - de 2009 até agora - e continuamos sem saber "os modelos de estratégia adaptados para o desenvolvimento do concelho".
Sete anos de poder e continuamos, "pegando no tema Turismo, sem um diagnostico cabal do concelho".
Entretanto, passados sete anos de poder e "os planeamentos e os planos continuam a ser coisas diferentes".
Continua por fazer "a articulação dos planos existentes e continua por se saber o que precisa a Figueira da Foz".
Sete anos passados no poder e continuamos "a viver um claro momento de impasse".
Sete nos no poder e o "concelho continua doente, e nem com aspirinas lá vai".
Pelos vistos, sete anos de poder e continuamos "a precisar de antibióticos"...
Aviso.
isto não é uma queixa narcísica.
É, apenas, a resultante esquemática de algumas reflexão que o tempo deu...
Sou do tempo em que havia perdedores.
Há muito tempo, antes de 2009, pelo menos, Tavares e eu...
Nos últimos sete anos, apenas eu...
Hoje, de novo, presumo que, pelo menos, Tavares e eu.
Haja, ao menos, bom gosto, pois quanto a bom senso estamos conversados!..
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| Para ver melhor, clicar na imagem. Foto de Flórido Toni |
Acabada a citação, tenho de sublinhar que vou continuara a acreditar, que apesar do mau gosto deste executivo camarário, os figueirenses não vão perder o bom gosto que já têm há séculos...
Senhores "quens" de direito: para quê o invasivo, o exótico, e o estranho, se nos podíamos contentar com o simples?
Tudo tem o seu lugar certo, o seu tempo certo e o seu modo certo de se harmonizar a coisa e a paisagem.
Sente-se e respira-se história nesta frase de João Ataíde, que preserva para todo o sempre, este legado da autarquia por si presidida há 7 anos, para encanto e deleite da maioria dos figueirenses...
| imagem de Fernando Campos |
- João Ataíde, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Nota de rodapé.
"Abobrinha", via o sítio dos desenhos.
O populismo na Figueira
"O país continua
longe do equilíbrio
financeiro, a dívida
externa persiste. A nível
local passa-se o mesmo,
a dívida da Câmara
Municipal tem que ser
paga. Face a esta situação
parece pouco adequado
que a despesa aumente
em ano de eleições (
2017 ) e que a Câmara
resolva prescindir de
receita (IRS): 1,2 milhões
de euros. Será que não há
necessidade de investimento
no concelho? Está
tudo feito? E a promoção
da economia, apoios
sociais, pagamento da
dívida, etc?
No mesmo registo a Câmara Municipal iniciou a “reversão das medidas de poupança iniciadas em 2010”. Na iluminação pública “religam-se” centenas de postes de iluminação em zonas não habitadas, em caminhos não utilizados e mantendo tecnologias ultrapassadas (globos em vapor de sódio). Dezenas de milhares de euros desperdiçados em energia eléctrica cujo consumo não aproveita a ninguém.
O caminho seria investir bem, modernizar, substituir as luminárias ineficientes, dar melhor iluminação a passadeiras, vias perigosas, intersecções com elevado número de acidentes, troços com circulação pedonal. Mas, prevalece o facilitismo, “religa-se tudo, sem critério” que há eleições em 2017.
O executivo municipal, neste segundo mandato ( 2013-2007 ) está diferente. Políticas sem eficiência, manifestando um populismo (redução dos impostos, aumento da despesa) que pensá- vamos só existir noutras forças políticas, mais à direita do PS."
João Vaz, na sua habitual crónica dos sábados no jornal AS BEIRAS.
No mesmo registo a Câmara Municipal iniciou a “reversão das medidas de poupança iniciadas em 2010”. Na iluminação pública “religam-se” centenas de postes de iluminação em zonas não habitadas, em caminhos não utilizados e mantendo tecnologias ultrapassadas (globos em vapor de sódio). Dezenas de milhares de euros desperdiçados em energia eléctrica cujo consumo não aproveita a ninguém.
O caminho seria investir bem, modernizar, substituir as luminárias ineficientes, dar melhor iluminação a passadeiras, vias perigosas, intersecções com elevado número de acidentes, troços com circulação pedonal. Mas, prevalece o facilitismo, “religa-se tudo, sem critério” que há eleições em 2017.
O executivo municipal, neste segundo mandato ( 2013-2007 ) está diferente. Políticas sem eficiência, manifestando um populismo (redução dos impostos, aumento da despesa) que pensá- vamos só existir noutras forças políticas, mais à direita do PS."
João Vaz, na sua habitual crónica dos sábados no jornal AS BEIRAS.
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