sábado, 3 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Antes isso que içar a bandeira ao contrário...
"Presidente falta às comemorações do 5 de Outubro".
Em tempo.
1. Quem é que liga se Cavaco Silva, não o Presidente da República - Cavaco Silva é uma coisa e um Presidente da República é outra coisa - vai comemorar a implantação da República? 2. A troca das cordas para içar a bandeira no 5 de outubro de 2012, que foi hasteada com o escudo invertido na varanda da CM Lisboa, não deve ter sido uma armadilha preparada contra o presidente da República.
Deve ter sido, apenas, o resultado do desleixo e da negligência dos serviços da Câmara Municipal e da Presidência da República.
O “Corinthian" volta amanhã
![]() |
| foto António Agostinho |
Desta vez, porém, a foz do Mondego não servirá apenas como base dos visitantes que seguiram viagem para Coimbra em autocarro. A câmara, com a colaboração da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, oferece-lhes uma tarde de visitas a diversos pontos da cidade.
O programa termina na Casa do Paço, com um beberete oferecido pela autarquia. O cruzeiro vem de Leixões e parte, cerca das 19H30, para Lisboa, onde termina este cruzeiro por cidades antigas da Europa. Os passageiros são recebidos, no porto, com música, numa breve cerimónia de boas-vindas da autarquia, antes de seguirem de autocarro para a capital do distrito, de onde regressam à hora do almoço, que se faz a bordo do “Corinthian”.
De tão imbecil, isto é simplesmente ridículo...
A culpa de em 2015 ainda haver políticos destes em Portugal é das pessoas... E ainda mais das pessoas que se deixam manipular por campanhas imbecis.
Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e “muita fé nas pessoas”.
Só faltou o bispo. Criancinhas, velhinhos, Nossa Senhora de Fátima, beijos aos “que mais precisam”. Passos anda de crucifixo no bolso. E mostra-o. Logo ele sobre quem o ex-padrinho Ângelo Correia nunca adivinhara qualquer propensão religiosa... Mais macio do que nunca, dá o tudo por tudo pela maioria absoluta.
"Tenho muita fé nas pessoas", afirmou aos jornalistas, com o crucifixo na mão a ser filmado pelas TV.
"Tem fé nos resultados?", pergunta o repórter. Passos agarra a chance e vai ao bolso. Exibe. A cruz. A direita gosta disto.
O cavaquistão ainda é terreno seguro. Mas os tempos do "Passistão" não são os de Cavaco, em que em vez de troika havia vacas gordas.
Já não é o Cavaquistão nem é Pafistão: Viseu já não é o que era no que toca a mobilização laranja. Houve pouca gente na arruada desta quarta-feira à tarde da coligação Portugal à Frente (PaF) e o trajecto não demorou mais de 15 minutos.
Em 2011, a direita concretizou finalmente o seu velho sonho de dispor de um governo, uma maioria e um presidente do seu quadrante político. Fê-lo cavalgando uma série de promessas que nunca fez tenções de cumprir – e que, naturalmente, não cumpriu.
"O sonho da direita revelou-se o pesadelo dos portugueses. Quatro anos depois, existe uma ampla maioria social que pode pôr fim ao pesadelo".
Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e “muita fé nas pessoas”.
Só faltou o bispo. Criancinhas, velhinhos, Nossa Senhora de Fátima, beijos aos “que mais precisam”. Passos anda de crucifixo no bolso. E mostra-o. Logo ele sobre quem o ex-padrinho Ângelo Correia nunca adivinhara qualquer propensão religiosa... Mais macio do que nunca, dá o tudo por tudo pela maioria absoluta.
"Tenho muita fé nas pessoas", afirmou aos jornalistas, com o crucifixo na mão a ser filmado pelas TV.
"Tem fé nos resultados?", pergunta o repórter. Passos agarra a chance e vai ao bolso. Exibe. A cruz. A direita gosta disto.
O cavaquistão ainda é terreno seguro. Mas os tempos do "Passistão" não são os de Cavaco, em que em vez de troika havia vacas gordas.
Já não é o Cavaquistão nem é Pafistão: Viseu já não é o que era no que toca a mobilização laranja. Houve pouca gente na arruada desta quarta-feira à tarde da coligação Portugal à Frente (PaF) e o trajecto não demorou mais de 15 minutos.
Em 2011, a direita concretizou finalmente o seu velho sonho de dispor de um governo, uma maioria e um presidente do seu quadrante político. Fê-lo cavalgando uma série de promessas que nunca fez tenções de cumprir – e que, naturalmente, não cumpriu.
"O sonho da direita revelou-se o pesadelo dos portugueses. Quatro anos depois, existe uma ampla maioria social que pode pôr fim ao pesadelo".
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Porque vou votar CDU
Desde que o neoliberalismo cego do PSD (traidor do pensamento e da prática social democrata que lhe deu nascimento) tomou conta dos nossos destinos, amparado na muleta conhecida pela sigla CDS-PP, vai para quatro anos, os portugueses assistem, resignados e pacificamente, ao retrocesso social e cultural imposto por uma União Europeia cada vez mais afastada dos princípios que a fundaram.
As conquistas na segurança social, nos cuidados de saúde, na ciência, no ensino e no apoio à cultura conseguidas na vivência em democracia que se seguiu à Revolução dos Cravos estão em perigo no que ainda resta do Portugal de Abril.
O meu voto, como cidadão independente dos aparelhos partidários e interventor cívico todos os dias activo, vale o que vale: é apenas mais um entre milhões que no próximo Domingo vão decidir o futuro próximo de Portugal. Vale tanto quanto o do mais alienado dos portugueses.
Vivemos tempos de mentira, graças a uma elite, que vai de políticos a grandes nomes do direito e das finanças, que numa promiscuidade interesseira e impune, nos tem vindo a conduzir, desde há muitos anos, de forma descarada, decidida e consciente, ao caminho do empobrecimento económico e do definhamento científico e cultural.
Esta caminhada de submissão a interesses estrangeiros tem acontecido perante a passividade acrítica de partidos, que se dizem socialistas e sociais democratas e, sobretudo, por culpa de uma parte considerável dos portugueses comodistas e oportunistas, que gostam de se manter incultos, destituídos de pensamento autónomo, alienados pelo futebol e pelos programas televisivos de entretenimento que nos impõem e nos entram pela casa dentro a toda a hora.
A ajudar ao festim, temos um Chefe de Estado que pouco mais de metade dos votantes (53,14%) colocaram no mais alto cargo da Nação quase há dez anos.
Na última eleição quase metade dos eleitores abstiveram-se...
Somos um povo submisso, medroso e quase sem memória.
Temos sido espezinhados por um poder que nos despreza e maltrata e, muitos, continuam a fazer-lhe respeitosa vénia.
A única forma, dentro do contexto democrático, de sair desta triste e vil tristeza em que, com excepção de alguns privilegiados, vivemos neste cantinho à beira mar plantado, é o VOTO.
No próximo Domingo temos essa oportunidade.
Apesar da lavagem ao cérebro levada a cabo pela competente equipa que programou e executou a campanha eleitoral da coligação PàF, a verdade é que estamos a viver tempos de miséria e fome para um número cada vez maior de famílias, de miserável abandono dos idosos, de corrupção descarada e impune e de aumento do número e da riqueza dos ricos. A chamada classe média está a afundar-se, o desemprego tornou-se uma realidade dramática dos que já não conseguem encontrar um posto de trabalho e é um incentivo crescente à igualmente dramática emigração de uma juventude que a democratização do ensino qualificou a níveis nunca antes conseguidos.
Detesto que me tentem assustar com cenários de terror.
O medo nunca foi bom conselheiro. Para criar uma alternativa há, antes de mais, que continuar a resistir.
Da situação delicada que vivemos exigiam-se alternativas excepcionais.
Perante esta realidade, o único voto útil é o que afaste do poder os que, com base na mentira, nos têm conduzido a este lamentável caminho de sentido
único.
O meu voto sempre foi à esquerda.
Como cidadão independente, liberto de fidelidades aos aparelhos partidários, disciplina que sempre rejeitei, e como quero distância dos partidos habituados a governar, vou votar útil: na CDU.
O previsível fortalecimento da CDU desmente a declaração antecipada de morte que há muito lhe querem fazer.
Depois não acredito que só querem ser protesto.
E, depois, o que me interessa verdadeiramente é a sua capacidade de representar a dignidade de quem resiste e de quem por aqui anda para contribuir para mudar e acabar com isto: que é a merda de sociedade que PS + PSD + CDS conduziram esta velha Nação, depois de passarem pelo poder, sozinhos ou acompanhados, nos últimos cerca de 40 anos.
As conquistas na segurança social, nos cuidados de saúde, na ciência, no ensino e no apoio à cultura conseguidas na vivência em democracia que se seguiu à Revolução dos Cravos estão em perigo no que ainda resta do Portugal de Abril.
O meu voto, como cidadão independente dos aparelhos partidários e interventor cívico todos os dias activo, vale o que vale: é apenas mais um entre milhões que no próximo Domingo vão decidir o futuro próximo de Portugal. Vale tanto quanto o do mais alienado dos portugueses.
Vivemos tempos de mentira, graças a uma elite, que vai de políticos a grandes nomes do direito e das finanças, que numa promiscuidade interesseira e impune, nos tem vindo a conduzir, desde há muitos anos, de forma descarada, decidida e consciente, ao caminho do empobrecimento económico e do definhamento científico e cultural.
Esta caminhada de submissão a interesses estrangeiros tem acontecido perante a passividade acrítica de partidos, que se dizem socialistas e sociais democratas e, sobretudo, por culpa de uma parte considerável dos portugueses comodistas e oportunistas, que gostam de se manter incultos, destituídos de pensamento autónomo, alienados pelo futebol e pelos programas televisivos de entretenimento que nos impõem e nos entram pela casa dentro a toda a hora.
A ajudar ao festim, temos um Chefe de Estado que pouco mais de metade dos votantes (53,14%) colocaram no mais alto cargo da Nação quase há dez anos.
Na última eleição quase metade dos eleitores abstiveram-se...
Somos um povo submisso, medroso e quase sem memória.
Temos sido espezinhados por um poder que nos despreza e maltrata e, muitos, continuam a fazer-lhe respeitosa vénia.
A única forma, dentro do contexto democrático, de sair desta triste e vil tristeza em que, com excepção de alguns privilegiados, vivemos neste cantinho à beira mar plantado, é o VOTO.
No próximo Domingo temos essa oportunidade.
Apesar da lavagem ao cérebro levada a cabo pela competente equipa que programou e executou a campanha eleitoral da coligação PàF, a verdade é que estamos a viver tempos de miséria e fome para um número cada vez maior de famílias, de miserável abandono dos idosos, de corrupção descarada e impune e de aumento do número e da riqueza dos ricos. A chamada classe média está a afundar-se, o desemprego tornou-se uma realidade dramática dos que já não conseguem encontrar um posto de trabalho e é um incentivo crescente à igualmente dramática emigração de uma juventude que a democratização do ensino qualificou a níveis nunca antes conseguidos.
Detesto que me tentem assustar com cenários de terror.
O medo nunca foi bom conselheiro. Para criar uma alternativa há, antes de mais, que continuar a resistir.
Da situação delicada que vivemos exigiam-se alternativas excepcionais.
Perante esta realidade, o único voto útil é o que afaste do poder os que, com base na mentira, nos têm conduzido a este lamentável caminho de sentido
Como cidadão independente, liberto de fidelidades aos aparelhos partidários, disciplina que sempre rejeitei, e como quero distância dos partidos habituados a governar, vou votar útil: na CDU.
O previsível fortalecimento da CDU desmente a declaração antecipada de morte que há muito lhe querem fazer.
Depois não acredito que só querem ser protesto.
E, depois, o que me interessa verdadeiramente é a sua capacidade de representar a dignidade de quem resiste e de quem por aqui anda para contribuir para mudar e acabar com isto: que é a merda de sociedade que PS + PSD + CDS conduziram esta velha Nação, depois de passarem pelo poder, sozinhos ou acompanhados, nos últimos cerca de 40 anos.
O estado da democracia
"Os períodos que antecedem os actos eleitorais deveriam ser sempre de esclarecimento, de troca de ideias e de debate de pontos de vista entre as várias propostas que vão a votos. Nalguns concelhos do distrito (ex: Mira e Coimbra) esse debate existiu. Foi realizado em vários moldes, com representantes das listas distritais e nacionais, mas o formato não é o que mais importa. O que é relevante é que mais uma vez a Figueira perdeu uma oportunidade para reflectir sobre os seus principais problemas no contexto da governação do país. Houve formações partidárias que organizaram sessões de debate abertas, mas é muito mais rico realizar um debate plural e abrangente. Obviamente que estes debates poderiam ter sido realizados por associações, mas o que se espera é que estas iniciativas sejam encabeçadas pela comunicação social local. Todos conhecemos as dificuldades do sector, mas a ausência de iniciativa transmite uma imagem de alheamento, falta de interesse e até de desleixo, o que por si não ajudam a ultrapassar as referidas dificuldades. Também é verdade que alguns partidos não ajudaram, não incluindo nas suas listas qualquer representante da segunda maior cidade do distrito. É pena, sobretudo porque está demonstrado que foi o alheamento e a falta de pluralidade crítica na política que permitiram negociatas ruinosas para a cidade e bancos que afundaram a economia do país."
Rui Curado da Silva, no jornal AS BEIRAS
Rui Curado da Silva, no jornal AS BEIRAS
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Não é que não goste de espaços de comentários, apenas acho que estes, neste momento, não deviam existir... (II)
"Sem contraditório, opinador semanal durante a legislatura, oráculo das decisões por anunciar, participa agora nas acções de campanha, até vai arruar por Lisboa na sexta, e no sábado, dia de reflexão, lá estará no seu espaço de comentário, fresquinho e impoluto, a sós com a sua independência e objectividade.
Palmas."
Em tempo.
Ontem, o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes num jantar-comício em Coimbra apelou a uma maioria absoluta da coligação PaF.
Palmas."
Em tempo.
Ontem, o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes num jantar-comício em Coimbra apelou a uma maioria absoluta da coligação PaF.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
O folhetim da manutenção das piscinas de Quaios
| Fernanda Lorigo, presidente da junta de Quiaios. FOTO JOT’ALVES |
Este caso já havia sido levantado pela CDU, numa reunião da Assembleia de Freguesia de Quiaios, realizada o ano passado.
Em nota de imprensa publicada ontem, o PSD Figueira informa que esta deliberação visa esclarecer “eventuais irregularidades e actos ilícitos no processo”.
No mesmo documento pode ler-se que, pelo segundo ano consecutivo, a presidente da junta, Fernanda Lorigo, “celebrou um ajuste directo com o seu pai para prestação deste serviço, sendo obrigada a anulá-lo por indicação da assembleia de freguesia”. O PSD figueirense destaca que a anulação foi corroborada por um parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que “identificou incompatibilidades” no contrato.
Segundo o PSD, após esta anulação, a Junta de Freguesia de Quiaios celebrou contrato com uma empresa para prestação deste serviço, “sem que seguisse as indicações do Código dos Contratos Públicos”. Esta empresa, sublinha o PSD “contratou o pai da presidente como seu prestador de serviços, para realizar a manutenção em causa”. Diante destes “factos e os valores envolvidos no contrato”, os elementos eleitos pelo PSD apresentaram uma moção na Assembleia de Freguesia de Quiaios que foi aprovada com os votos do PSD e da CDU.
Os elementos do PS, em minoria neste órgão autárquico, partido pelo qual se candidatou Fernanda Lorigo, votaram contra.
Contactada ontem pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a presidente da junta optou por não prestar declarações.
Todavia, no seu espaço facebook, logo a seguir à reunião da Assembleia de Freguesia de Quiaios reagiu assim:
A nossa responsabilidade
Sondagens!..
Temos de tudo, à escolha do freguês: amostras que rondam as 300 entrevistas válidas; sondagens nas quais apenas são sondados residentes do continente com telefone fixo; contagens de voto que não têm em conta a densidade populacional de cada região e a distribuição de mandatos por círculo eleitoral (ou se têm, partem de inexplicáveis distorções); e até uma sondagem que, partindo de uma amostra com distribuição por regiões do país, distribui os mandatos por círculo eleitoral (que não coincidem, como é evidente, com as regiões), construindo um potencial parlamento para usufruto dos comentadores, que depois discorrem longamente sobre cenários hipotéticos e pouco verosímeis. É um festim.
Mas se tudo isto já é muito mau, pior é o relato feito por Glória Franco, candidata do Livre/Tempo de Avançar pelo distrito de Évora, de uma inusitada entrevista telefónica realizada pelo centro de sondagens da Universidade Católica (por sinal a empresa que está a fazer a tracking poll que mais avanço dá à coligação de direita).
"- (...) Estamos a realizar uma Sondagem para a Universidade Católica e a Sra. foi seleccionada. Quer responder? (...) Em que força política votaria hoje em eleições legislativas?
- Voto no Livre/Tempo de Avançar.
- Desculpe, que partido é esse?
- Está a entrevistar-me telefonicamente e não sabe (...)?
- É o da Ana Drago, não é? Diga-me por favor: há mais alguém aí em casa, disposto a participar na sondagem?
- Há sim. Vou chamá-la. [Não havia, de facto, mas a nossa companheira quis ver até onde iria a coisa... tendo disfarçado a voz].
- Boa noite.
- Boa noite. Quer participar na sondagem da UC? (...) Em quem votaria se as eleições legislativas se realizassem hoje?
- Voto no Livre.
- Mas aí em casa votam todos no mesmo?! Obrigado pela participação e boa noite."
Portanto.
Votar - e votar em consciência - é a única e verdadeira resposta a todas as legítimas dúvidas acerca de como melhorar o futuro das nossas aspirações e perspectivas de vida.
Temos de tudo, à escolha do freguês: amostras que rondam as 300 entrevistas válidas; sondagens nas quais apenas são sondados residentes do continente com telefone fixo; contagens de voto que não têm em conta a densidade populacional de cada região e a distribuição de mandatos por círculo eleitoral (ou se têm, partem de inexplicáveis distorções); e até uma sondagem que, partindo de uma amostra com distribuição por regiões do país, distribui os mandatos por círculo eleitoral (que não coincidem, como é evidente, com as regiões), construindo um potencial parlamento para usufruto dos comentadores, que depois discorrem longamente sobre cenários hipotéticos e pouco verosímeis. É um festim.
Mas se tudo isto já é muito mau, pior é o relato feito por Glória Franco, candidata do Livre/Tempo de Avançar pelo distrito de Évora, de uma inusitada entrevista telefónica realizada pelo centro de sondagens da Universidade Católica (por sinal a empresa que está a fazer a tracking poll que mais avanço dá à coligação de direita).
"- (...) Estamos a realizar uma Sondagem para a Universidade Católica e a Sra. foi seleccionada. Quer responder? (...) Em que força política votaria hoje em eleições legislativas?
- Voto no Livre/Tempo de Avançar.
- Desculpe, que partido é esse?
- Está a entrevistar-me telefonicamente e não sabe (...)?
- É o da Ana Drago, não é? Diga-me por favor: há mais alguém aí em casa, disposto a participar na sondagem?
- Há sim. Vou chamá-la. [Não havia, de facto, mas a nossa companheira quis ver até onde iria a coisa... tendo disfarçado a voz].
- Boa noite.
- Boa noite. Quer participar na sondagem da UC? (...) Em quem votaria se as eleições legislativas se realizassem hoje?
- Voto no Livre.
- Mas aí em casa votam todos no mesmo?! Obrigado pela participação e boa noite."
Portanto.
Votar - e votar em consciência - é a única e verdadeira resposta a todas as legítimas dúvidas acerca de como melhorar o futuro das nossas aspirações e perspectivas de vida.
"Bruxelas recomenda mais impostos sobre consumo e imóveis"
Via jornal Público
Em tempo.
Por agora não vem muito a propósito...
Depois das eleições temos tempo de tratar da colheita...
Em tempo.
Por agora não vem muito a propósito...
Depois das eleições temos tempo de tratar da colheita...
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Tudo isto existe...
A voz da fadista Rosarinho calou-se para sempre.
Morreu ontem, aos 61 anos, vítima de uma doença que lhe foi diagnosticada há cerca de duas semanas.
Descansa em paz.
A mentira é uma arma?..
Uma
Duas
Três
Uma, duas, três vezes, com fotografia e tudo, na conta Twitter da coligação PSD/ CDS.
Três mil pessoas num auditório com capacidade para 1 204!..
Mentir, mentir, mentir.
Até nas coisas mais banais.
Não é que não goste de espaços de comentários, apenas acho que estes, neste momento, não deviam existir...
"Desta vez, a RTP está de fora e só a SIC e a TVI estão implicadas.
Trata-se dos espaços de comentário televisivo de Marcelo Rebelo de Sousa e de Marques Mendes.
É espantoso que a alegada Comissão Nacional de Eleições permita que dois comentadores avençados façam, em canal aberto, campanha eleitoral despudorada em favor da coligação de direita, "armando" em comentadores independentes, quando se percebe bem a respectiva agenda partidária e, num dos casos, com um interesse pessoal directo.
Uma outra grande burla pública, desta vez em proveito exclusivo da direita política."
Francisco Seixas da Costa
Trata-se dos espaços de comentário televisivo de Marcelo Rebelo de Sousa e de Marques Mendes.
É espantoso que a alegada Comissão Nacional de Eleições permita que dois comentadores avençados façam, em canal aberto, campanha eleitoral despudorada em favor da coligação de direita, "armando" em comentadores independentes, quando se percebe bem a respectiva agenda partidária e, num dos casos, com um interesse pessoal directo.
Uma outra grande burla pública, desta vez em proveito exclusivo da direita política."
Francisco Seixas da Costa
domingo, 27 de setembro de 2015
O cenário do voto "útil"...
Nesta fase já terminal da campanha para as eleições do próximo dia 4, os maiores partidos tentam apelar ao voto útil em nome da "estabilidade".
Até eu, já sofri o assédio do voto "útil" à esquerda!..
Respigo do Público de hoje.
"Se o leitor é um eleitor indeciso, saiba que os apelos das últimas horas são para si. A "maioria absoluta" e a "estabilidade" são a forma como a coligação PSD/CDS e o PS pretendem, cada um com os seus argumentos, garantir o seu voto, no próximo domingo, 4 de Outubro."
Mais, a pressão sobre os eleitores vai intensificar-se: "A questão da governabilidade vai ser dominante nesta última semana de campanha", antecipa Pedro Adão e Silva. "Os dois blocos pretendem atrair votos com o argumento da estabilidade, mas a maioria absoluta é uma miragem", descodifica Nuno Garoupa.
Quem, como eu, nada percebe de política, pensa que a confirmarem-se as sondagens, a coligação PAF irá desfazer-se na própria noite das eleições.
"Sentido de Estado", "responsabilidade", "interesse nacional" e outras vacuidades do género serão a justificação.
Assim, haverá maioria absoluta PS-PSD, se as urnas lhes derem um resultado pior e apenas o número de deputados do PSD for suficiente para atingir a soma necessária.
Teremos uma maioria absoluta PS-CDS, se o PS conseguir um resultado melhor e o número de deputados eleitos do CDS bastar para garantir essa mesma soma.
Os votos "úteis", sim ou sim, produzirão uma maioria absoluta.
Não será a maioria absoluta que a actual maioria deseja, mas isso pouco lhes interessa.
Eles sabem como a memória dos eleitorados nos partidos do chamado "arco do poder" é curta. E duas semanitas de comícios e arruadas com gaiteiros e bandeirinhas ainda a encurtam mais.
De hoje a 8 dias, terão mais quatro anos pela frente, completamente à vontade, para darem cabo do que ainda resta escavacar.
Portanto, não se esqueçam de votar "útil"...
Continuando a citar o jornal Público.
“Depois de o doutor António Costa ter prometido chumbar o nosso Orçamento a seguir às eleições, nada o impedirá de dizer que chumbará o nosso programa, porque não há peça mais importante de um programa do governo que não seja o seu Orçamento”, lamentou-se Passos Coelho.
Ora, o programa do Governo não é votado no Parlamento - pode é ser alvo de uma moção de rejeição.
Até agora a coligação ainda só se imaginou no papel de "vítima".
O CDS ainda não explicou se viabiliza um Governo minoritário do PS...
Até eu, já sofri o assédio do voto "útil" à esquerda!..
Respigo do Público de hoje.
"Se o leitor é um eleitor indeciso, saiba que os apelos das últimas horas são para si. A "maioria absoluta" e a "estabilidade" são a forma como a coligação PSD/CDS e o PS pretendem, cada um com os seus argumentos, garantir o seu voto, no próximo domingo, 4 de Outubro."
Mais, a pressão sobre os eleitores vai intensificar-se: "A questão da governabilidade vai ser dominante nesta última semana de campanha", antecipa Pedro Adão e Silva. "Os dois blocos pretendem atrair votos com o argumento da estabilidade, mas a maioria absoluta é uma miragem", descodifica Nuno Garoupa.
Quem, como eu, nada percebe de política, pensa que a confirmarem-se as sondagens, a coligação PAF irá desfazer-se na própria noite das eleições.
"Sentido de Estado", "responsabilidade", "interesse nacional" e outras vacuidades do género serão a justificação.
Assim, haverá maioria absoluta PS-PSD, se as urnas lhes derem um resultado pior e apenas o número de deputados do PSD for suficiente para atingir a soma necessária.
Teremos uma maioria absoluta PS-CDS, se o PS conseguir um resultado melhor e o número de deputados eleitos do CDS bastar para garantir essa mesma soma.
Os votos "úteis", sim ou sim, produzirão uma maioria absoluta.
Não será a maioria absoluta que a actual maioria deseja, mas isso pouco lhes interessa.
Eles sabem como a memória dos eleitorados nos partidos do chamado "arco do poder" é curta. E duas semanitas de comícios e arruadas com gaiteiros e bandeirinhas ainda a encurtam mais.
De hoje a 8 dias, terão mais quatro anos pela frente, completamente à vontade, para darem cabo do que ainda resta escavacar.
Portanto, não se esqueçam de votar "útil"...
Continuando a citar o jornal Público.
“Depois de o doutor António Costa ter prometido chumbar o nosso Orçamento a seguir às eleições, nada o impedirá de dizer que chumbará o nosso programa, porque não há peça mais importante de um programa do governo que não seja o seu Orçamento”, lamentou-se Passos Coelho.
Ora, o programa do Governo não é votado no Parlamento - pode é ser alvo de uma moção de rejeição.
Até agora a coligação ainda só se imaginou no papel de "vítima".
O CDS ainda não explicou se viabiliza um Governo minoritário do PS...
Sondagens: não vos parece que andam a tentar fazer-nos o ninho atrás da orelha?..
Com olhos de ver, atentem na imagem.
Olhemos com atenção para a Eurosondagem para o Expresso e a SIC divulgada na passada quinta-feira.
Será que os portugueses são assim tão masoquistas?
A acreditar nos dados revelados no estudo, potenciais eleitores da CDU, do BE, do PDR, do LIVRE e de OUTROS partidos, resolveram mudar-se para a PAF!.. Não vos parece cómico?
Olhemos com atenção para a Eurosondagem para o Expresso e a SIC divulgada na passada quinta-feira.
Será que os portugueses são assim tão masoquistas?
A acreditar nos dados revelados no estudo, potenciais eleitores da CDU, do BE, do PDR, do LIVRE e de OUTROS partidos, resolveram mudar-se para a PAF!.. Não vos parece cómico?
Eleições e manipulação...
Estamos, mais uma vez, a ser manipulados nas escolhas que teremos de fazer - indo votar ou não - no próximo domingo.
Habituaram-nos, quando ouvimos falar em eleições legislativas, como sendo aquele momento em que somos chamados a eleger um Governo e não os deputados que irão representá-nos nessa escolha que se faz no Parlamento.
A comunicação social, de maneira pouco ou nada inocente, refere-se apenas a dois (Passos e Costa) como “candidatos a Primeiro-ministro”. Contudo, isso é uma completa mentira: são 17 as escolhas que estão ao nosso dispor nestas legislativas.
Isto, porém, entranha-se nos eleitores, o que é um manifesto benefícios para alguns (os tais dois...) e o consequente prejuízo de todos os outros e da própria democracia.
Uns - os tais dois - são os “candidatos”, os outros são os “irrealistas”, os "utópicos", os que "não querem governar".
Colocadas as coisas assim, a escolha torna-se simples e óbvia.
Passos Coelho e Paulo Portas deram-se ao luxo de se apresentarem nesta campanha a eleições com um programa sem números e António Costa com um com uma série de números mal fundamentada.
Contudo, por toda a máquina de propaganda que nos abafa e limita nas nossas escolhas, são apenas eles os “candidatos a Primeiro-ministro”.
Os outros só estão no processo eleitoral para atrapalhar: não querem governar, acusam os partidos do actual governo e os socialistas.
Os portugueses são todos os dias pressionados e motivados para votar num partido que seja Governo- que o mesmo é dizer, na bipolarização dos sistema político português.
Aí, deparam-se com um problema: se se limitarem a fazer a escolha entre o mau e o péssimo, podem vir a permitir que um Governo que passou quatro anos a chamar poupanças aos cortes sucessivos desferidos sobre as suas vidas, seja considerado os “bons” - e continue a governar para acabar a "obra".
No próximo domingo vamos a votos. Entretanto, o assunto vai continuar na ordem do dia.
Já por cá ando ando há uns anitos. Depois do 25 de Abril de 1974 não falhei uma votação: votei Referendos, Legislativas, Autárquicas, Presidenciais.
Com a passagem do tempo evoluímos e vamos apurando ideais.
Daqui a 8 dias, ao fim do dia, já saberemos quem ganhou as eleições.
Veremos se os partidos do chamado arco do poder conseguem a tal maioria qualificada que lhes permitiria eliminar o Tribunal Constitucional - o obstáculo que constitui um espinho encravado na garganta do ainda actual primeiro-ministro.
Habituaram-nos, quando ouvimos falar em eleições legislativas, como sendo aquele momento em que somos chamados a eleger um Governo e não os deputados que irão representá-nos nessa escolha que se faz no Parlamento.
A comunicação social, de maneira pouco ou nada inocente, refere-se apenas a dois (Passos e Costa) como “candidatos a Primeiro-ministro”. Contudo, isso é uma completa mentira: são 17 as escolhas que estão ao nosso dispor nestas legislativas.
Isto, porém, entranha-se nos eleitores, o que é um manifesto benefícios para alguns (os tais dois...) e o consequente prejuízo de todos os outros e da própria democracia.
Uns - os tais dois - são os “candidatos”, os outros são os “irrealistas”, os "utópicos", os que "não querem governar".
Colocadas as coisas assim, a escolha torna-se simples e óbvia.
Passos Coelho e Paulo Portas deram-se ao luxo de se apresentarem nesta campanha a eleições com um programa sem números e António Costa com um com uma série de números mal fundamentada.
Contudo, por toda a máquina de propaganda que nos abafa e limita nas nossas escolhas, são apenas eles os “candidatos a Primeiro-ministro”.
Os outros só estão no processo eleitoral para atrapalhar: não querem governar, acusam os partidos do actual governo e os socialistas.
Os portugueses são todos os dias pressionados e motivados para votar num partido que seja Governo- que o mesmo é dizer, na bipolarização dos sistema político português.
Aí, deparam-se com um problema: se se limitarem a fazer a escolha entre o mau e o péssimo, podem vir a permitir que um Governo que passou quatro anos a chamar poupanças aos cortes sucessivos desferidos sobre as suas vidas, seja considerado os “bons” - e continue a governar para acabar a "obra".
No próximo domingo vamos a votos. Entretanto, o assunto vai continuar na ordem do dia.
Já por cá ando ando há uns anitos. Depois do 25 de Abril de 1974 não falhei uma votação: votei Referendos, Legislativas, Autárquicas, Presidenciais.
Com a passagem do tempo evoluímos e vamos apurando ideais.
Daqui a 8 dias, ao fim do dia, já saberemos quem ganhou as eleições.
Veremos se os partidos do chamado arco do poder conseguem a tal maioria qualificada que lhes permitiria eliminar o Tribunal Constitucional - o obstáculo que constitui um espinho encravado na garganta do ainda actual primeiro-ministro.
sábado, 26 de setembro de 2015
Cuidado...
Pouco antes do início da arruada de ontem do PàF em Espinho, um homem que por ali estava terá alegadamente gritado “corruptos” – e, convenhamos, que a probabilidade de ali estarem alguns era elevada – e, segundo o repórter da CMTV no local, atirado algumas bandeiras da coligação para o chão. O que se seguiu, e que de resto surgiu nos telejornais, foram apoiantes/militantes do PSD ou do CDS-PP que agrediram de forma, vá lá, “enérgica”, o indivíduo em questão. Num dos momentos da cena, existe um PàF que segura o homem e outros dois que lhe batem em simultâneo. No final, e após a evacuação do agredido, surge uma PàF de bandeira na mão que, num momento pedagogia parola, lhe diz “você veio para aqui provocar“. E como veio provocar é merecedor de uma série de socos, pontapés e joelhadas sem que se tenha visto uma única agressão do anónimo revoltado.
Cuidado: como já dizia o Zeca Mendonça, "quem se mete com o PàF leva!"
Fica o alerta, via Aventar, para que tenha cuidado da próxima vez que se cruzar com uma caravana do PàF.
E, entretanto, não acredite em tudo o que vê na CMTV e na RTP.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Palhaçada...
"O presidente do PSD declarou-se hoje disponível para compromissos com todos os partidos com assento parlamentar, após as legislativas, e desafiou todas as candidaturas a deixarem de lado o insulto e mostrarem-se disponíveis para o país."
Em tempo.
Chamar o Presidente do PSD de palhaço e isso ser considerado um insulto, seria um insulto, não a ele, mas aos palhaços, que não devem de maneira alguma serem associados a algo pejorativo.
E mais não escrevo, porque parece que alguns defendem que usar a palavra palhaço na mesma frase que Presidente do PSD pode ter consequências complicadas...
Em tempo.
Chamar o Presidente do PSD de palhaço e isso ser considerado um insulto, seria um insulto, não a ele, mas aos palhaços, que não devem de maneira alguma serem associados a algo pejorativo.
E mais não escrevo, porque parece que alguns defendem que usar a palavra palhaço na mesma frase que Presidente do PSD pode ter consequências complicadas...
Para quê usar o punho se tenho as palavras?..
Gosto de andar por aqui.
Confesso que, quase dez anos depois, esta já é quase uma necessidade artificialmente criada.
Este blogue tornou-se num instrumento para resolver um problema individual e de simulacro que se me colocou depois de me embrenhar na blogoesfera: agradar - em primeiro lugar - a mim mesmo; depois - a quem, porventura, venha a ler o que por aqui debito quase todos os dias.
Na blogoesfera figueirense já se produziu mais. Muito do que deixou de ser produzido era muito bom - e faz falta.
Este blogue tem continuado - e é o que é.
Tal como eu, é frontal, mas não tem potencial revolucionário.
Gosto de esgrimir: para quê usar os punhos se tenho as palavras para utilizar?..
É só isso que me move: o gosto pela vida e pelas palavras.
O tempo que assim for, sem ilusões, vou continuar com uma certeza: a revolução não é feita pelo proletário e escrever num blogue.
Confesso que, quase dez anos depois, esta já é quase uma necessidade artificialmente criada.
Este blogue tornou-se num instrumento para resolver um problema individual e de simulacro que se me colocou depois de me embrenhar na blogoesfera: agradar - em primeiro lugar - a mim mesmo; depois - a quem, porventura, venha a ler o que por aqui debito quase todos os dias.
Na blogoesfera figueirense já se produziu mais. Muito do que deixou de ser produzido era muito bom - e faz falta.
Este blogue tem continuado - e é o que é.
Tal como eu, é frontal, mas não tem potencial revolucionário.
Gosto de esgrimir: para quê usar os punhos se tenho as palavras para utilizar?..
É só isso que me move: o gosto pela vida e pelas palavras.
O tempo que assim for, sem ilusões, vou continuar com uma certeza: a revolução não é feita pelo proletário e escrever num blogue.
Frase de efeito
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| Via jornal AS BEIRAS |
António Costa, ontem no Paião:
“A coligação pensa que está a uma mentira de ganhar as
“A coligação pensa que está a uma mentira de ganhar as
eleições mas está a 10 dias de sofrer a mais pesada derrota”.
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