Portanto, espero que essa mesma imprensa que tanto se esmerou a divulgar a filiação partidária dos progenitores de Fernando Medina, como se de um estigma se tratasse, não se lembre de proceder em conformidade quando Marcelo Rebelo de Sousa apresentar a sua candidatura a Belém.
Espero, por conseguinte, que não se atrevam a colocar um título, por exemplo, como este:
O filho de fascistas que quer ser Presidente da República.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Vem aí o 24.º partido...
Chama-se Partido Unido dos Reformados e Pensionistas.
Nasceu há quatro meses numa página do Facebook. O tempo suficiente para angariar 8770 assinaturas, que foram entregues esta terça-feira no Tribunal Constitucional.
Em tempo:
Ora cá está um partido onde eu ainda tinha hipótese de ser "jotinha"!...
Nasceu há quatro meses numa página do Facebook. O tempo suficiente para angariar 8770 assinaturas, que foram entregues esta terça-feira no Tribunal Constitucional.
Em tempo:
Ora cá está um partido onde eu ainda tinha hipótese de ser "jotinha"!...
A sardinha “fresquinha e vivinha” regressou à lota da Figueira!..
| foto de Pedro Agostinho Cruz |
Na passada segunda-feira foi publicada
uma nova portaria, para definir as regras para o início da pesca da
sardinha e, “tal como as Organizações de Pesca (OP) sugeriram, a
quantidade de sardinha a pescar é dividida pelas organizações de
acordo com o histórico das suas capturas", disse recentemente o
secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, à agência
Lusa. O governante espera ter em maio novos dados que permitam tomar
uma decisão final sobre a quota anual da pesca da sardinha. "A
expectativa, neste momento, é de que a captura seja idêntica à do
ano anterior, mas continuamos a recolher informação", disse
Pinto de Abreu.
Desde 20 de setembro de 2014 que a
pesca da sardinha esteve suspensa, primeiro, devido à proibição de
captura por esgotamento da quota, e depois devido ao período de
defeso biológico. O longo período de proibição foi
compensado com a atribuição de subsídios aos pescadores, mestres e
armadores num total aproximado de 4 milhões de euros. O defeso
biológico decorre entre 1 de janeiro e 28 de fevereiro para os
pescadores que não aderiram à cessação temporária, e entre 15 de
janeiro e 15 de março para os que receberam as compensações. Após
o período de defeso, está estabelecida uma quota inicial de 4.000
toneladas entre março e maio, mas falta fixar a quota total
disponível para 2015.
Após mais de meio ano de paragem das traineiras, a sardinha regressou hoje à lota da Figueira da Foz.
Após mais de meio ano de paragem das traineiras, a sardinha regressou hoje à lota da Figueira da Foz.
“Temos um sentimento positivo, ou
seja, temos a esperança de que seja uma boa safra, mas não dispomos
de estudos académicos para podermos aferir o impacto da paragem
forçada para a reposição dos stocks”, declarou António
Miguel Lé, presidente da Cooperativa de Produtores de Peixe Centro
Litoral, ao DIÁRIO AS BEIRAS. E acrescentou ainda: “vivemos na
ansiedade em relação ao impacto negativo que se criou em torno da
sardinha. No imediato, temos algumas reservas”.
Todavia, o armador figueirense admitiu
que a paragem para a desova contribuiu para o aumento dos juvenis da
espécie.
terça-feira, 7 de abril de 2015
O racismo é uma coisa muito feia... Mas, acontece em muitos sítios, em especial onde há pretos e comunistas (mesmo que sejam apenas filhos...)
Como se António Costa não
fosse também filho de um «histórico comunista».
E Ricardo Costa, director do Expresso, jornal que publica a notícia, também – e do mesmo pai, imagine-se!
Os comunistas sempre
fizeram filhos e não os comeram todos ao pequeno almoço.
Continuamos um país de marinheiros...
"Nos nossos hospitais, voltaram a aparecer doenças que tinham sumido: escorbuto, desidratação e hipotermia.
Lembro-me, como a maioria também se recordará, de estudar o escorbuto na escola, mas não numa disciplina de Biologia ou Saúde. Falava-se da patologia nas aulas de História: esse ataque às gengivas, provocado pela grave carência de vitamina C, era coisa de marinheiros que passavam meses a fio em alto-mar, durante os Descobrimentos, sem condições de salubridade nem vegetais ou frutas.
Era maleita longínqua, há muito erradicada, uma doença de museu. O escorbuto pertencia aos males dos trabalhadores explorados, à pobreza e à ignorância. No nosso imaginário infantil, ficou como um símbolo medieval.
Quando agora, num país europeu no século XXI, chegam aos hospitais casos de escorbuto e pessoas a morrer de fome, de sede ou de frio, fica claro que a austeridade é uma barbárie e que esta política só tem lugar na idade das trevas. Que é para onde deviam ir os criminosos que a praticam."
JOANA AMARAL DIAS
Lembro-me, como a maioria também se recordará, de estudar o escorbuto na escola, mas não numa disciplina de Biologia ou Saúde. Falava-se da patologia nas aulas de História: esse ataque às gengivas, provocado pela grave carência de vitamina C, era coisa de marinheiros que passavam meses a fio em alto-mar, durante os Descobrimentos, sem condições de salubridade nem vegetais ou frutas.
Era maleita longínqua, há muito erradicada, uma doença de museu. O escorbuto pertencia aos males dos trabalhadores explorados, à pobreza e à ignorância. No nosso imaginário infantil, ficou como um símbolo medieval.
Quando agora, num país europeu no século XXI, chegam aos hospitais casos de escorbuto e pessoas a morrer de fome, de sede ou de frio, fica claro que a austeridade é uma barbárie e que esta política só tem lugar na idade das trevas. Que é para onde deviam ir os criminosos que a praticam."
JOANA AMARAL DIAS
Da série, as palavras que hei-de recordar um dia....
Em tempo.
Qual a diferença entre o Super-Homem e
o vereador Tavares?
Só um ainda não percebeu a cena de se
dar esmolas aos cegos.
Eles, algum dia, se lembram de nós
para retribuir o favor?..
Na Figueira, nada de novo...
Praia dos Tesos sobe a “5 estrelas” e vai ser vigiada...
Quem disse que os figueirenses não têm sentido de humor?..
«Chamavam-lhe “Praia dos Tesos” (entre outros nomes menos próprios), por ser próxima da cidade (e por isso, frequentada por quem não tinha viatura própria).
Mas essa fase tem os dias contados, já que, após a requalificação da envolvente do Forte de Santa Catarina, foram ali colocados passadiços, equipamento para actividades desportivas, espaços de estacionamento cobertos (130), e agora postos de iluminação, além da criação de dois bares com esplanada que irão ter a seu cargo a vigilância da praia no Verão, com nadadores-salvadores.»
Quem disse que os figueirenses não têm sentido de humor?..
«Chamavam-lhe “Praia dos Tesos” (entre outros nomes menos próprios), por ser próxima da cidade (e por isso, frequentada por quem não tinha viatura própria).
Mas essa fase tem os dias contados, já que, após a requalificação da envolvente do Forte de Santa Catarina, foram ali colocados passadiços, equipamento para actividades desportivas, espaços de estacionamento cobertos (130), e agora postos de iluminação, além da criação de dois bares com esplanada que irão ter a seu cargo a vigilância da praia no Verão, com nadadores-salvadores.»
Da série, as palavras que hei-de recordar um dia....
Recebi o mail que passo a transcrever:
"Tendo em conta o seu reiterado entusiasmo pela obra do escritor António Tavares, cumpre-me o dever de o informar que o autor foi seleccionado para participar num festival internacional de literatura, o 28º "Festival du Premier Roman", em Chambéry, França. Refira-se que, neste festival, os escritores participantes são seleccionados pelos próprios leitores, ou seja, milhares de leitores europeus votam no seu romance favorito, no caso, no primeiro romance editado pelos escritores. O romance de António Tavares, As Palavras Que Me Deverão Guiar um Dia, foi o mais votado entre todos os primeiros romances editados em Portugal em 2014, por grupos de leitores residentes em Oeiras, Paris - Fundação Calouste Gulbenkian - e Lyon - Instituto Camões.
Espero, sinceramente, que esta notícia contribua, em muito, para o seu regozijo e bem-estar...
Melhores cumprimentos,
Rui Beja"
Em tempo.
Este texto foi-me remetido pelo senhorito Rui Beja, outrora um amigo comum do escritor António Tavares.
Pouco tenho a acrescentar às palavras do meu bom, solícito e benevolente Rui Beja.
Limito-me, apenas, a dar publicidade ao evento e a registar a diferença entre o Super-Homem e
o vereador Tavares!..
Só um tem um livro pra aí com seiscentas
páginas para atirar à cara de quem o tente chatear...
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Tudo corria conforme o planeado...
Passos Coelho não sabe porque subiu esta taxa mas o Expresso perguntou ao INE e explica.
Não há volta a dar-lhe: o desemprego está mesmo a subir.
Não há volta a dar-lhe: o desemprego está mesmo a subir.
Isto, será sequela de quê?..
"Silva Lopes teve a felicidade de falecer no mesmo dia que Manoel de Oliveira"
- Aguiar Branco, ministro.
- Aguiar Branco, ministro.
Da série, as palavras que hei-de recordar um dia....
Depois de ler a crónica de hoje do vereador Miguel Almeida no jornal AS BEIRAS, "Um mortal imortal", especialmente a parte final (Devemos reconhecer que do
grande público o seu nome
estava mais associado a um
caso raro de longevidade, do
que o conhecimento da sua
obra.
No fundo, não estando
constante e detalhadamente
a par do seu estado de
saúde, talvez julgássemos
que esta passagem de Manoel
de Oliveira pelo mundo
ainda demoraria a terminar.
Partiu um dia depois de sabermos que aceitou ser padrinho da segunda edição do Figueira Film Art, o novo festival de cinema figueirense.
Uma coincidência triste. Porém, a homenagem ao Mestre será digna e a Figueira saberá honrar a memória de um homem que amou a vida como poucos.) ficou ainda mais claro que há mais uma diferença entre o Super-Homem e o vereador Tavares.
Só um, quando morrer, pode esperar que os jornais figueirenses, ao referirem-se ao acontecimento, façam referência ao desaparecimento de um oportuno político e "intelectual figueirense".
O senhor António tinha uma mais valia: a hiper audição.
Uma condição consequente, julgava ele, de todo o processo que o levou a tornar-se um dos homens mais importantes da terra onde morava...
Partiu um dia depois de sabermos que aceitou ser padrinho da segunda edição do Figueira Film Art, o novo festival de cinema figueirense.
Uma coincidência triste. Porém, a homenagem ao Mestre será digna e a Figueira saberá honrar a memória de um homem que amou a vida como poucos.) ficou ainda mais claro que há mais uma diferença entre o Super-Homem e o vereador Tavares.
Só um, quando morrer, pode esperar que os jornais figueirenses, ao referirem-se ao acontecimento, façam referência ao desaparecimento de um oportuno político e "intelectual figueirense".
O senhor António tinha uma mais valia: a hiper audição.
Uma condição consequente, julgava ele, de todo o processo que o levou a tornar-se um dos homens mais importantes da terra onde morava...
domingo, 5 de abril de 2015
Páscoa
"... a palavra Páscoa já tem um sentido diferente do inicial ...
De facto a palavra começa por ter no hebraico - p'hesachh - o significado de passagem, trânsito (cf. Morais). E a festa da p'hesachh comemorava jubilosamente a travessia do Mar Vermelho pelos Hebreus.
A coisa porém não principia aqui. Vem já de trás, dos pagãos que celebravam nos ágapes em que imolavam o carneiro, não a passagem do Mar Vermelho, mas a passagem do Inverno para a Primavera que se realiza no signo de Áries: trata-se pois inicialmente duma festa astrológica e é neste signo do Áries=Carneiro, que deve principiar a nossa história ..."
(Américo Cortez Pinto, in Meditações Filológicas em Volta do Termo «Páscoa», sep., 1965)
De facto a palavra começa por ter no hebraico - p'hesachh - o significado de passagem, trânsito (cf. Morais). E a festa da p'hesachh comemorava jubilosamente a travessia do Mar Vermelho pelos Hebreus.
A coisa porém não principia aqui. Vem já de trás, dos pagãos que celebravam nos ágapes em que imolavam o carneiro, não a passagem do Mar Vermelho, mas a passagem do Inverno para a Primavera que se realiza no signo de Áries: trata-se pois inicialmente duma festa astrológica e é neste signo do Áries=Carneiro, que deve principiar a nossa história ..."
(Américo Cortez Pinto, in Meditações Filológicas em Volta do Termo «Páscoa», sep., 1965)
sábado, 4 de abril de 2015
Da série, as palavras que hei-de recordar um dia....
Qual a diferença entre o Super-Homem e
o vereador Tavares?
Apenas um se aguentou em cima do
cavalo...
O salvador
“O menos que se pode dizer da
operação que levou António Costa a secretário-geral do PS e a
candidato a primeiro-ministro é que não foi “elegante”.
Nessa altura, muita gente desculpou ou
justificou a grosseria e a brutalidade da coisa, porque esperava de
António Costa uma nova oposição ao governo lúcida e compreensível
e, sobretudo, com princípio, meio e fim. A discrição e as
meias-frases na Quadratura do Círculo davam a impressão de esconder
um pensamento sólido e um plano político original, que nos tirasse
do lugar-comum e da pura irrelevância do debate instituído.
Infelizmente, não aconteceu nada disso. Nem nos rituais do Congresso
Socialista, nem a seguir em meia dúzia de entrevistas de uma
“prudência” claramente exagerada e de uma ambiguidade extrema,
António Costa saiu da mastigação das velhas lamúrias da esquerda
e da extrema-esquerda.
Esperança não trouxe nenhuma; e
extinguiu depressa o entusiasmo das “primárias” do PS, em que
não se sabe ao certo quem votou. Apareceu então um putativo
salvador que se calava ou, quando se mexia, era como se andasse a
pisar ovos. O que, de resto, não o salvou de erros sem desculpa.
Prometeu baixar o IVA da restauração para 13% (como se os 23% não
tivessem também o objectivo de melhorar a qualidade dos serviços
prestados); prometeu a “reposição total” dos salários (do
Estado, claro) e das pensões, sem explicar onde iria buscar o
dinheiro para essa extravagância; prometeu que os municípios
passariam a reter uma indeterminada percentagem do IVA, gerado
localmente; e prometeu um “programa nacional” de “requalificação
urbana”, aparentemente financiado pela “Europa”. Ora isto por
um lado é muito, e por outro lado muito pouco. Meia dúzia de
medidas não faz um plano estratégico; e um plano estratégico
precisa de uma inspiração unificadora, capaz de ser adoptada e
compreendida pelo cidadão comum.
Mas, para nossa desgraça, António
Costa, talvez por falta de inspiração própria, não mostrou até
agora capacidade para inspirar ninguém. No governo foi um razoável
ministro; na câmara um administrador sofrível; e no partido um
ambicioso hábil. O que não chega para um país sem futuro certo ou
destino visível. Tropeçando de papel em papel e de comissão em
comissão, António Costa vai fatalmente desaparecer, já
desapareceu, no cansaço e no desespero dos portugueses.”
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Cavaco Silva - e bem - foi ao funeral de Manoel de Oliveira...
Estou a ver em directo na televisão a
chegada de Cavaco Silva ao funeral de Manuel de Oliveira...
No facebook tenho vindo a deparar-me
com indignações várias ao facto de Cavaco ter ignorado a morte de
Saramago...
Por uma vez, vou tomar partido pro
Cavaco!..
Já imaginaram: “se ele
tivesse de ir ao funeral de todos os portugueses que ganharam um
Nobel não tinha feito mais nada na vida.”
E, para além do mais, “Saramago era
comunista. E ateu”...
Zé - 15 anos depois continuas vivo na memória de alguns...
Morreu em 28 de Abril de 2000.
Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1941.
Nome completo: José Alberto de Castro Fernandes Martins.
Para os Amigos, continua a ser simplesmente o ZÉ.
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto. Não a visível, mas a essencial.
Andarilho e contador de histórias vividas, o Zé Martins passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste.
Como escreveu Hamlet, “o mundo está fora dos eixos. Oh! ... Maldita sorte! ... Porque nasci para colocá-lo em ordem! ...”.
D. Quixote considerou que “era o seu ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, desfazendo agravos”.
O Zé considerava essa também a sua principal missão: “também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Hoje, António Augusto Menano, na sua crónica habitual das sextas-feiras no jornal AS BEIRAS, ao escrever “Sobre o esquecimento” lembra a determinado passo o ZÉ: “Os deveres, sim, isso é coisa de somenos. E quase fico a pensar que tudo é esquecível. Mas há coisas que não se esquecem. Recordarei pessoas, a maior parte delas humildes: o sr. Santos, que na biblioteca, à época situada por cima de onde hoje estão os Bombeiros Municipais, me ia “recomendando” livros, muitos dos quais eram mesmo maus, mas a verdade era que se interessava por mim. Recordarei os meus amigos Sousa Cardoso e António Jorge da Silva, obreiros, com outros, do Mar Alto, do Zé Martins, um grande esquecido (embora não pareça) desta terra; do Catitinha, que alguns “terrores” me provocou; do Mário, que me salvou de ser levado pelo temporal arrastado por cima do muro da Santa Casa da Misericórdia, democrata, antifascista, para mim, por essa altura, um amigo da família que era carteiro.”
Meu caro e irreverente Zé - Amigo e Mestre: confesso que por vezes me assola a maldita sensação de que se a pena é uma arma – e é, também é pouco para o combate desigual contra quem, sem pudores ou escrúpulos de qualquer espécie, nos combate com as mãos enfiadas nos nossos bolsos agredindo-nos até às entranhas.
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto. Não a visível, mas a essencial.
Andarilho e contador de histórias vividas, o Zé Martins passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste.
Como escreveu Hamlet, “o mundo está fora dos eixos. Oh! ... Maldita sorte! ... Porque nasci para colocá-lo em ordem! ...”.
D. Quixote considerou que “era o seu ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, desfazendo agravos”.
O Zé considerava essa também a sua principal missão: “também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Hoje, António Augusto Menano, na sua crónica habitual das sextas-feiras no jornal AS BEIRAS, ao escrever “Sobre o esquecimento” lembra a determinado passo o ZÉ: “Os deveres, sim, isso é coisa de somenos. E quase fico a pensar que tudo é esquecível. Mas há coisas que não se esquecem. Recordarei pessoas, a maior parte delas humildes: o sr. Santos, que na biblioteca, à época situada por cima de onde hoje estão os Bombeiros Municipais, me ia “recomendando” livros, muitos dos quais eram mesmo maus, mas a verdade era que se interessava por mim. Recordarei os meus amigos Sousa Cardoso e António Jorge da Silva, obreiros, com outros, do Mar Alto, do Zé Martins, um grande esquecido (embora não pareça) desta terra; do Catitinha, que alguns “terrores” me provocou; do Mário, que me salvou de ser levado pelo temporal arrastado por cima do muro da Santa Casa da Misericórdia, democrata, antifascista, para mim, por essa altura, um amigo da família que era carteiro.”
Meu caro e irreverente Zé - Amigo e Mestre: confesso que por vezes me assola a maldita sensação de que se a pena é uma arma – e é, também é pouco para o combate desigual contra quem, sem pudores ou escrúpulos de qualquer espécie, nos combate com as mãos enfiadas nos nossos bolsos agredindo-nos até às entranhas.
Brincadeira do 1 de abril
Estive para não escrever nada.
Porém, pensando melhor, por rigor, fica o registo: a nossa brincadeira do 1 de Abril,
este ano, foi esta.
Como isto vai neste cantinho à beira
mar plantado, nada adianta a explicação, pois a “postagem em
causa” poderia perfeitamente ser verdadeira.
Quase 41 anos depois do 25 de Abril, conquistámos direito a um novo lema, graças aos sucessivos governos dos últimos anos – mas, por uma questão de justiça democrática, convém sublinhá-lo bem: sobretudo, graças à actuação decisiva e determinada deste.
Quase 41 anos depois do 25 de Abril, conquistámos direito a um novo lema, graças aos sucessivos governos dos últimos anos – mas, por uma questão de justiça democrática, convém sublinhá-lo bem: sobretudo, graças à actuação decisiva e determinada deste.
- Um de Abril sempre, verdade nunca
mais.
Manuel Luís Pata e Alfredo Pinheiro Marques novos sócios honorários do CEMAR
Por
deliberação datada de 29.03.2015, por ocasião da celebração dos vinte
anos da fundação (Janeiro de 1995), foi feita a atribuição dos
títulos de "Associados Honorários" do Centro de Estudos
do Mar (CEMAR) a Manuel Luís Pata (autor dos livros sobre a Figueira
da Foz e a Pesca do Bacalhau) e a Alfredo Pinheiro Marques
(presidente, coordenador científico, mecenas, etc., desta
associação, desde a sua fundação).
quinta-feira, 2 de abril de 2015
O pais está tão melhor... não está?..
Reproduzo um texto de Sofia Covas:
Queridas pessoas que mandam,
Acabo de ver uma velhinha a apanhar comida do chão. Uma velhinha assim como as avós que nós temos na aldeia, ou como aquelas que imaginamos.
Dei-lhe um litro de leite. Era a única coisa que tinha comigo. E foi como se lhe tivesse dado uma fortuna, ou o mundo dentro de um pacote.
E tudo - desde vê-la a agarrar um quarto de palmier que alguém deixou cair até ao olhar de gratidão quando lhe estendi o leite - fez deste um dos momentos mais tristes que me lembro de ter vivido.
Queridas pessoas que mandam,
Acabo de ver uma velhinha a apanhar comida do chão. Uma velhinha assim como as avós que nós temos na aldeia, ou como aquelas que imaginamos.
Dei-lhe um litro de leite. Era a única coisa que tinha comigo. E foi como se lhe tivesse dado uma fortuna, ou o mundo dentro de um pacote.
E tudo - desde vê-la a agarrar um quarto de palmier que alguém deixou cair até ao olhar de gratidão quando lhe estendi o leite - fez deste um dos momentos mais tristes que me lembro de ter vivido.
O legado de Manoel de Oliveira
Morreu Manoel de Oliveira e está instalado o drama nacional.
Do meu ponto de vista, o drama não foi ter morrido Manoel de Oliveira: o drama foi ter morrido um jovem de 106
anos, chamado Manoel, filho de alguém, neto de alguém, amigo de
alguém.
Do meu ponto de vista, o drama foi ter-se constatado o óbvio - há pessoas que julgamos imortais: tal como disse um dia Manoel de Oliveira, "a vida é uma derrota".
Foi o que ensinou a vida a um homem
centenário, que atravessou quase todo o século XX e os primeiros 14
anos do século XXI: nascemos contra vontade e não somos senhores
do nosso destino.
Era um homem solidário.
Em 2010, num artigo para o PÚBLICO, em
"defesa do cinema português", mostrou que pensava nas
condições cada vez mais difíceis dessa coisa de fazer filmes em
Portugal. Que pensava nos seus colegas.
"Eles, como eu, sempre viveram na
precariedade e na insegurança, sem reforma nem subsídio de
desemprego, e sem nunca sabermos se não estaremos a fazer o nosso
último filme. Eles, como eu, só temos um desejo: todos ambicionamos
morrer a fazer filmes."
A poucos dias da comemoração dos 41 anos do 25 de Abril de 1974...
Um documento cuja leitura recomendo vivamente...
Recurso da Candidatura da CDU referente às Eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira de 29 de Março de 2015.
Para os mais preguiçosos fica um extracto:
«(...) Apontam-se como exemplos que não podem deixar de ser verificados, por terem repercussão direta na atribuição de mandatos, os casos seguintes: - Na Secção L da freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, o PSD obteve 48 votos, como consta da respetiva ata. Porém, do edital constam 218 votos no PSD. Na assembleia de apuramento geral, solicitada a recontagem dos votos pelo mandatário da CDU, procedeu-se à abertura da urna, mas foi indeferida essa recontagem, tendo sido inserido como resultado final os 218 votos sem qualquer verificação.(...)»
Recurso da Candidatura da CDU referente às Eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira de 29 de Março de 2015.
Para os mais preguiçosos fica um extracto:
«(...) Apontam-se como exemplos que não podem deixar de ser verificados, por terem repercussão direta na atribuição de mandatos, os casos seguintes: - Na Secção L da freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, o PSD obteve 48 votos, como consta da respetiva ata. Porém, do edital constam 218 votos no PSD. Na assembleia de apuramento geral, solicitada a recontagem dos votos pelo mandatário da CDU, procedeu-se à abertura da urna, mas foi indeferida essa recontagem, tendo sido inserido como resultado final os 218 votos sem qualquer verificação.(...)»
O jardim "bizarro"...
Alberto João Jardim não está morto...
Perante a possibilidade do Tribunal Constitucional promover uma recontagem (apoiada, agora, por quase todos os partidos), proferiu declarações absolutamente lamentáveis, abrindo guerra à CNE...
Os objectivo são claros:
1) tentar desacreditar e fazer da CNE o “bode expiatório”;
2) tentar uma "manobra de diversão" para desviar as atenções do verdadeiro problema - que é o das chapeladas que acontecem em certos locais (diga-se, em abono da verdade, não só na Madeira...).
Perante a possibilidade do Tribunal Constitucional promover uma recontagem (apoiada, agora, por quase todos os partidos), proferiu declarações absolutamente lamentáveis, abrindo guerra à CNE...
Os objectivo são claros:
1) tentar desacreditar e fazer da CNE o “bode expiatório”;
2) tentar uma "manobra de diversão" para desviar as atenções do verdadeiro problema - que é o das chapeladas que acontecem em certos locais (diga-se, em abono da verdade, não só na Madeira...).
História e Cultura Marítima da Foz do Mondego (Buarcos) disponível em formato digital...
O Curso de História e Cultura Marítima de Portugal, da Beira Litoral e da Região da Foz do Mondego (Buarcos) publicado por Alfredo Pinheiro Marques, director do Centro de Estudos do Mar, no âmbito da celebração dos Vinte Anos da Fundação do CEMAR (Figueira da Foz - Montemor-o-Velho - Praia de Mira, 1995-2015), foi disponibilizado para o público, em memória magnética(formato PDF). Para o efeito clicar aqui.
Esta publicação do Centro de Estudos do Mar inclui, como anexo, o texto "Síntese da História de Buarcos, Foz do Mondego, nos Séculos XIV-XVIII", um texto escrito no ano de 2011 a pedido da Junta de Freguesia de Buarcos (Figueira da Foz).
O trabalho é uma síntese sobre a História Local dessa antiga póvoa marítima portuguesa, e sobre a importância que nessa História tiveram, desde o século XV, as figuras históricas do Infante Dom Pedro (1392-1449) e do seu neto, herdeiro pessoal (também Senhor de Buarcos), e herdeiro político, o "Príncipe Perfeito" de Portugal, Rei Dom João II (1445-1495), "próprio e verdadeiro coração da República".
Neste Curso de História e Cultura Marítima, fica expressa a posição do seu autor, absolutamente diferente, contraditória, e radical, na Historiografia Portuguesa, acerca da importância e verdadeira dimensão - absolutamente determinante, decisiva, e esmagadora (mas, sempre, silenciada, censurada, menorizada e diminuída…) -, do Norte e Centro de Portugal (e, nomeadamente, da Beira Litoral, com as regiões da Foz do Mondego/Buarcos/Montemor, e as regiões de Aveiro/Ílhavo/Sá…) no cômputo geral da História Marítima, da História dos Descobrimentos Geográficos, das Navegações, Comércios e Pescas, da Etnografia e Cultura Naval, do Património Cultural Marítimo, deste país que é Portugal.
Esta publicação do Centro de Estudos do Mar inclui, como anexo, o texto "Síntese da História de Buarcos, Foz do Mondego, nos Séculos XIV-XVIII", um texto escrito no ano de 2011 a pedido da Junta de Freguesia de Buarcos (Figueira da Foz).
O trabalho é uma síntese sobre a História Local dessa antiga póvoa marítima portuguesa, e sobre a importância que nessa História tiveram, desde o século XV, as figuras históricas do Infante Dom Pedro (1392-1449) e do seu neto, herdeiro pessoal (também Senhor de Buarcos), e herdeiro político, o "Príncipe Perfeito" de Portugal, Rei Dom João II (1445-1495), "próprio e verdadeiro coração da República".
Neste Curso de História e Cultura Marítima, fica expressa a posição do seu autor, absolutamente diferente, contraditória, e radical, na Historiografia Portuguesa, acerca da importância e verdadeira dimensão - absolutamente determinante, decisiva, e esmagadora (mas, sempre, silenciada, censurada, menorizada e diminuída…) -, do Norte e Centro de Portugal (e, nomeadamente, da Beira Litoral, com as regiões da Foz do Mondego/Buarcos/Montemor, e as regiões de Aveiro/Ílhavo/Sá…) no cômputo geral da História Marítima, da História dos Descobrimentos Geográficos, das Navegações, Comércios e Pescas, da Etnografia e Cultura Naval, do Património Cultural Marítimo, deste país que é Portugal.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
O sol
O sol não nasce para todos ao mesmo tempo...
Mas, como o dia de hoje na Aldeia provou, acaba por nascer para todos.
Mas, como o dia de hoje na Aldeia provou, acaba por nascer para todos.
Politiquice "simples!" (II)
Os políticos, ao contrário do que aconteceu há muito a nível nacional, chegaram aos jornais na Figueira!... Chegaram como se o facto de serem políticos os tornassem cronistas de especial categoria e como se viessem cobertos por um manto de credibilidade, que não têm enquanto políticos.
Ora, como a realidade rapidamente confirmou, isto não é verdade:
1) nos jornais a legitimidade e a credibilidade estão sujeitas a outros parâmetros de validação;
2) o que os politicos escrevem nos jornais raramente são crónicas jornalísticas, o que evidentemente nada tem de grave ou negativo;
3) nos jornais, ao contrário do que deveria acontecer na politica, os cronistas políticos a que se refere o eng. Daniel Santos na sua oportuna crónica de hoje no jornal AS BEIRAS (O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo e O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente, como escrevi aqui), não são obrigados a nenhum dos procedimentos que a deontologia jornalística exige aos profissionais que fazem os jornais.
4) Sendo assim, isto é, sendo as coisas como são, um politico cronista não deveria representar, para o jornal e para o leitor, mais do que um escriturário, um agricultor, um médico, um pescador, um engenheiro, um actor, um professor, ou um pedreiro a escrever sobre o que conhece.
O que não seria pouco - seria muito.
Mas, se assim acontecesse, seria outro o jogo – e com outras regras.
Ora, como a realidade rapidamente confirmou, isto não é verdade:
1) nos jornais a legitimidade e a credibilidade estão sujeitas a outros parâmetros de validação;
2) o que os politicos escrevem nos jornais raramente são crónicas jornalísticas, o que evidentemente nada tem de grave ou negativo;
3) nos jornais, ao contrário do que deveria acontecer na politica, os cronistas políticos a que se refere o eng. Daniel Santos na sua oportuna crónica de hoje no jornal AS BEIRAS (O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo e O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente, como escrevi aqui), não são obrigados a nenhum dos procedimentos que a deontologia jornalística exige aos profissionais que fazem os jornais.
4) Sendo assim, isto é, sendo as coisas como são, um politico cronista não deveria representar, para o jornal e para o leitor, mais do que um escriturário, um agricultor, um médico, um pescador, um engenheiro, um actor, um professor, ou um pedreiro a escrever sobre o que conhece.
O que não seria pouco - seria muito.
Mas, se assim acontecesse, seria outro o jogo – e com outras regras.
Houve um que também usou a Figueira e trocou-a por outra...
"Todos juraram.
Todos usaram.
Todos a trocaram por uma mais nova.
E ninguém cuidou" da puta chamada Lisboa...
Todos usaram.
Todos a trocaram por uma mais nova.
E ninguém cuidou" da puta chamada Lisboa...
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