terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Daqui a pouco na Foz do Mondego Rádio "Tem a palavra" Pedro Cruz
Hoje, das 21 às 22h00, o fotojornalista Pedro Cruz é o convidado do programa da Foz do Mondego Rádio "Tem a Palavra", para uma conversa sobre o seu percurso, as suas referências, os seus objectivos e, em especial, a exposição que inaugura, este sábado, no Mercado da Gala, "Alerta Costeiro 14/15", em que denuncia, através de dois anos de fotografias, a degradação da orla costeira na margem sul.
Um programa a não perder, em 99.1 e em myradiostream.com/fozdomondego.
Uma Aldeia em agonia...
Vejam o que o mar comeu em 13 meses!..
Encontrei a foto acima no facebook do João Pita.
Foi publicada em 23 de Janeiro de 2014.
Encontrei a foto acima no facebook do Pedro Agostinho Cruz.
Foi publicada em 21 do presente mês Fevereiro.
Entre uma e outra fotos, decorreram apenas cerca de 13 meses.
Isto, que temos vindo a denunciar desde 11 de dezembro de 2006, é uma vergonha. Mais do que
uma vergonha, é uma imoralidade.
Para além das pessoas, sem dúvida o
mais importante, também está em risco, todo um património
conquistado ao longo de vidas trabalho, por vezes, sabe-se lá com
que sacrifícios...
Leituras
![]() |
| para ler a crónica, clicar na imagem |
Mas, isso, são outras contas.
Na Figueira não pode ser sempre carnaval. Todos sabemos que a maior razão da manutenção do Carnaval de Buarcos ao longo dos anos, pago com fundos públicos por executivos camarários PS e PSD, se deve ao facto de só assim ser possível manter as escolas de samba que, como sabemos, representam muitos votos.
As virgens ofendidas que têm permitido com a sua cobardia política a modalidade que praticam as escolas de samba, financiadas ao longo dos anos por dinheiros públicos,
provendo deste modo - com o dinheiro dos outros – as suas
actividades lúdicas, fariam um favor à sociedade se começassem a
custear do seu bolso essas práticas.
Seguramente que o seu orgulho, seria mais seu, e o seu esforço, mais
admirável.
No fundo, resume-se ao princípio tão
em moda, do utilizador-pagador.
Poderiam orgulhar-se, pessoal e individualmente, dos seus feitos ou, do apoio dado à escola do seu coração. As escolas de samba, enquanto auto-suficientes e propriedade dos seus indefectíveis, financiadas por eles próprios, merecem-me o respeito que qualquer pessoa colectiva ou particular é credora. As outras, as que se alimentam dos impostos e estratagemas diversos, merecem-me apenas, distanciamento.
É aceitável o argumento de que é preferível manter os jovens ocupados mesmo que seja a sambar do que deixá-los à deriva.
Creio, porém, que é para isso que os
contribuintes figueirenses já pagam, por exemplo, o desporto
escolar, o Museu e Biblioteca e o CAE.
No usufruto do direito de opinião e
livre expressão constitucionalmente garantidos, contesto a prática
de distribuição sistemática de subsídios para o carnaval -
entenda-se em minha opinião, gasto injustificável de dinheiro
público.
Na crise em que o nosso concelho
continua mergulhado, é inaceitável que as autarquias continuem a
exigir mais e mais impostos aos cidadãos para os delapidarem em
propaganda eleitoral. É óbvio que a este executivo, como disso já deu muitas provas - falta também a
lucidez e a coragem para acabar com este e outros carnavais.
Já quanto ao combate à anterior “tesura” - que até deu para ficar a dever ao quiosque - referida na crónica do vereador Tavares, é pena que se não verifique o mesmo empenho quando se trata de defender o património que mexe com a qualidade de vida de todos – como é o caso do lastimável estado das estradas do concelho.
Veja-se, por exemplo, o que se passa na saída do
Hospital Distrital da Figueira da Foz: no parque de estacionamento
pago a Câmara “investiu” mais de 80 mil euros num piso que está
um brinquinho. Logo que que se passa a cancela que controla a
“bilheteira” é o caos que clicando aqui pode constatar...
Pois é senhor vereador: no que é importante, assobia para o lado...
A política e a culinária devem
respeitar o mesmo princípio: precisam de ingredientes certos, mas é
na sua correcta aplicação que está a arte.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Harald Schumann, jornalista alemão que está a realizar um documentário sobre a troika, explica ao PÚBLICO por que acusou o Governo português de "censura"...
Em tempo.
O que mais o surpreendeu na situação portuguesa?
O facto de terem tido - em proporção - a maior manifestação de todos os países em crise, mas que não teve qualquer impacto… Se, na Alemanha, 10% da população saísse à rua para protestar, o que significaria uma manifestação de 8 milhões de pessoas, nenhum Governo sobreviveria a isso intacto.
O que mais o surpreendeu na situação portuguesa?
O facto de terem tido - em proporção - a maior manifestação de todos os países em crise, mas que não teve qualquer impacto… Se, na Alemanha, 10% da população saísse à rua para protestar, o que significaria uma manifestação de 8 milhões de pessoas, nenhum Governo sobreviveria a isso intacto.
Ontem, foi noite de óscares...
Prémio para o melhor actor secundário:
Pedro Passos Coelho em “O bom alemão a quem o medo consome a alma"...
Pedro Passos Coelho em “O bom alemão a quem o medo consome a alma"...
A “barrinha do sul”... (II)
Tributo a José Afonso - 23/02/1987 - 23/02/2015
Onde quer que estejas...nós estaremos
contigo!
Obrigado pelas tuas canções!
Obrigado pelas tuas canções!
Aproxima-se Abril e a generosidade que
tantas vezes salta fronteiras e se aproxima dos que combatem pela
liberdade ou, apenas, por um futuro digno, começa a ser mais
assiduamente evocada.
Pode haver gente ignorante ou miserável
que despreza a história ou os outros - mas, a esses devemos ter a
sabedoria de desprezar...
Estamos quase em Abril, o mês do
generoso laço da Fraternidade e da Liberdade que nunca deveremos
calar no nosso peito.
A vida de um País é naturalmente
cheia de períodos bons e de outros para esquecer. O período que
estamos a atravessar é destes últimos: para esquecer.
Abril, para mim, todos os anos é um
bom mês para renascer.
José Manuel Cerqueira Afonso dos
Santos, que nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929,
morreu em Setúbal, no dia 23 de Fevereiro de 1987.
Foi um cantor e compositor português,
também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, que para muitos
continua a ser sinal de esperança no futuro.
Portanto, neste dia
que fica aqui superiormente assinalado com o texto inédito do meu Amigo Luís Pena, fica a esperança que a esperança renasça, que a vontade de
lutar renasça, que a força renasça - até porque, nossos, são possíveis todos
os caminhos.
O texto de Luís Pena:
"Hoje, tal como defendia o Zeca, já em 1963, é preciso enfrentar os Vampiros que “comem tudo e não deixam nada”, opormo-nos a um modelo de sociedade que nos oprime e que “é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro” por uma Troika sem qualquer legitimidade democrática, cuja politica cega de austeridade empobreceu o país e que foi, pasme-se, recentemente criticada pelo presidente da Comissão Europeia, o senhor Junkers.
"Hoje, tal como defendia o Zeca, já em 1963, é preciso enfrentar os Vampiros que “comem tudo e não deixam nada”, opormo-nos a um modelo de sociedade que nos oprime e que “é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro” por uma Troika sem qualquer legitimidade democrática, cuja politica cega de austeridade empobreceu o país e que foi, pasme-se, recentemente criticada pelo presidente da Comissão Europeia, o senhor Junkers.
José Afonso defendeu dois ideais
fundamentais: a liberdade e a justiça social.
O primeiro ele pôde realizá-lo ao
cantar sem ter a Pide à espreita…
O segundo, infelizmente, está por
alcançar e daí as suas canções continuarem actuais.
- Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre a corrupção e as gritantes desigualdades sociais
que assolam este país?
- Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre o patobravismo e chico-espertismo que destruiu a
paisagem do litoral português?
-Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre a emigração dos jovens?
-Que canção cantaria Ele, se fosse
vivo, sobre a Troika e a servil submissão de Portugal à Alemanha?
- Tantos temas e canções que tinhas
para nos cantar…
O Zeca está entre nós, com os seus
sonhos e denúncias, com a sua imensa autenticidade e generosidade.
Obrigado, Zeca, pelas tuas
canções, pelas tuas mensagens e, sobretudo, pela tua
Dignidade!
Um abraço,
Luís Pena"
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Um calendário - já!..
Na sua habitual crónica dos sábados no jornal AS Beiras, o engº. João Vaz deu conta do óbvio.
"A maior parte das estradas do concelho está degradada. Sabemos todos que não há manutenção preventiva nem planeamento na sua conservação. Além disso, o excesso de vias asfaltadas (mais de 900 km), devido à dispersão urbanística, exige meios financeiros consideráveis. Principalmente os “rasgos” e remendos sucessivos estragaram as vias. As várias entidades que abrem buracos (águas, electricidade, comunicações, gás) não comunicam entre si. Logo, abrem buracos a mais. Muitas vezes, a rua é asfaltada e na semana seguinte já alguém decidiu meter “um tubo” e criar um “rasgão”, ou seja, um “buraco”. Esta ineficiência do abre e fecha buraco é agravada por um regime legal que não obriga a quem abre “buraco” a repor o piso por completo. A lei fomenta o remendo. Pouco se houve ou vê que demonstre empenho das entidades em coordenar esforços e evitar os agora “inevitáveis” buracos. A câmara, ao tapar buracos, não o faz de forma eficiente."
No sentido de dar ideias para a resolução de tão cadente problema, fica o seguinte.
"A maior parte das estradas do concelho está degradada. Sabemos todos que não há manutenção preventiva nem planeamento na sua conservação. Além disso, o excesso de vias asfaltadas (mais de 900 km), devido à dispersão urbanística, exige meios financeiros consideráveis. Principalmente os “rasgos” e remendos sucessivos estragaram as vias. As várias entidades que abrem buracos (águas, electricidade, comunicações, gás) não comunicam entre si. Logo, abrem buracos a mais. Muitas vezes, a rua é asfaltada e na semana seguinte já alguém decidiu meter “um tubo” e criar um “rasgão”, ou seja, um “buraco”. Esta ineficiência do abre e fecha buraco é agravada por um regime legal que não obriga a quem abre “buraco” a repor o piso por completo. A lei fomenta o remendo. Pouco se houve ou vê que demonstre empenho das entidades em coordenar esforços e evitar os agora “inevitáveis” buracos. A câmara, ao tapar buracos, não o faz de forma eficiente."
No sentido de dar ideias para a resolução de tão cadente problema, fica o seguinte.
Que tal, todos os membros do executivo camarário - incluindo a oposição - e da assembleia municipal despirem-se para um calendário a vender no concelho e além-concelho...
Neste momento, não
vejo outra solução para a ajuda de que tanto necessitamos para colocar minimamente aceitável, por exemplo, a circulação nas estradas da Serra da Boa Viagem.
Além do mais, sempre
seria um gesto solidário, visto que há muitos anos não sabem fazer-nos mais nada...
"Nada há de mais ruidoso - e que mais vivamente se saracoteie com um brilho de lantejoulas - do que a política."
Será que, alguém com capacidade e talento, um dia, aparece nesta cidade, e consegue escrever sobre as putas, os putos, os chulos, os cabrões e os proxenetas que têm passado pelos meandros da política figueirense nos últimos 35 anos, dando nome aos animais?..
Será que a candidatura presidencial de Santana foi de carrinho empurrada pelo “lambretas”?..
O “Ministério da Segurança Social
abriu uma auditoria à Santa Casa no primeiro mandato de Santana”.
Segundo o Observador (que cita o
Expresso), “o lançamento da auditoria deu-se escassos dias antes de
Santana Lopes mudar de ideias sobre a data ideal para o lançamento
de uma candidatura às eleições presidenciais”...
Recorde-se
que o mandato de Santana Lopes à frente da Santa Casada Misericórdia de Lisboa tem
enfrentado diversos casos polémicos. Em agosto, o
Público noticiou que,
nos últimos cinco anos, o conselho de auditoria interna emitiu
pareceres sucessivos em que alertava para o facto de a
“sustentabilidade futura” da instituição não estar garantida.
Seguiram-se depois notícias sobre contratos
suspeitos na
área da saúde (que um inquérito interno desvalorizou) e ainda
sobre alegadas
preferências de
Santana por militantes do PSD e do CDS para cargos de gestão.
Santana Lopes é o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 2011. Segundo o Diário de Notícias, o Gabinete de Mota Soares já respondeu oficialmente dizendo que fiscalização à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa faz parte da gestão "corrente".
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Gala, um olhar sobre a antiga borda do rio...
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| imagem COVA GALA...entre o rio e o mar... |
Em 25 de junho de 2007, sobre a antiga
borda do rio da minha Aldeia, escrevi aqui.
“É
bom ter boa memória.
A
nostalgia não é boa se não for acompanhada de lucidez. Sem lucidez
a nostalgia é perigosa. A lucidez é que permite que a memória
esteja no sítio que deve ocupar.
A memória nostálgica é perigosa, é mesmo muito perigosa, porque significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida como período do nosso passado que é útil e bom recordar.
Vamos então olhar para este quadro com lucidez."
A imagem que desenterrei da minha memória ao olhar para este quadro, já desapareceu há anos.
A variante levou este postal magnifico da nossa Terra.
Ainda bem que o artista, em boa hora, pintou esta obra...
Era tão bonita a antiga borda do rio da minha Aldeia.
Uma informação final.
O autor do quadro é Carlos Camarão.
A memória nostálgica é perigosa, é mesmo muito perigosa, porque significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida como período do nosso passado que é útil e bom recordar.
Vamos então olhar para este quadro com lucidez."
A imagem que desenterrei da minha memória ao olhar para este quadro, já desapareceu há anos.
A variante levou este postal magnifico da nossa Terra.
Ainda bem que o artista, em boa hora, pintou esta obra...
Era tão bonita a antiga borda do rio da minha Aldeia.
Uma informação final.
O autor do quadro é Carlos Camarão.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
A “barrinha do sul”...
Tal como alertámos em 11 de dezembro de 2006, o processo de erosão costeira da orla
costeira da nossa freguesia, a sul do quinto molhe, a nosso ver, era
já então uma prioridade.
Continua a ser... Até porque,
entretanto, e já passaram quase 9 anos, nada se fez.
As dunas continuam a ser devastadas e
quem de direito nada faz...
Hoje, cerca das 16 horas, como as fotos documentam, o mar continuava a invadir a freguesia de S. Pedro.
O povo já baptizou o local por onde o
mar entra com facilidade como a “barrinha do sul”...| fotos de António Agostinho. Mais fotos aqui. |
Quem não se sente, não é filho de boa gente...
Portanto,
sobre a postura adotada pela rapaziada que ocupa o poder apenas tenho
a pedir ao senhor Passos que fale por ele...
Posso
ser um fulano muito susceptível, mas a minha dignidade de cada vez
que lia coisas
como estas, ficava francamente afectada.
Passos Coelho, não tem o direito de confundir "a dignidade dos portugueses" - por conseguinte, também a minha... - com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho...
Como
li aqui, “a passagem da Troika pelo nosso País, é um período
negro na história de Portugal, não por causa da crise, não por
causa do empréstimo, não por causa das organizações
internacionais. Mas sim por causa de gente quase iletrada, ambiciosa
e com uma ideologia de discoteca que sujeitou o país a uma
experiência económica, com base num livro cheiro de erros técnicos
e com pressupostos como o do ideólogo agora arrependido Vítor
Bento, de que os portugueses eram culpados do pecado do consumo acima
das suas possibilidades.
Não
foi a Troika que ofendeu a dignidade dos portugueses, foi a direita
mais idiota deste país, gente sem dimensão humana e sem grande
currículo, com ministros doutores de diplomas aldrabados que
humilharam Portugal e os Portugueses.”
E
para terminar e para que conste...
Na Figueira é sempre Carnaval – rescaldo de 2015...
Pelo jornal AS BEIRAS, ficámos a saber
que “vários milhares de pessoas assistiram na passada
terça feira ao último Carnaval Figueira
da Foz/Buarcos."
Mais ainda: "já o desfile ia a meio, ainda havia longas filas nas
bilheteiras.”
Em declarações aos jornalistas, o
presidente da câmara, João Ataíde, admitiu o óbvio: no próximo ano,
“terá de ser melhorado o sistema de entradas no recinto do corso.”
Falta referir a parte da notícia que,
presumo, irá ser desmentida no Carnaval do próximo ano...
“Esta foi a última edição com a
organização da autarquia”...
Vejamos o que ficou desde já garantido
pela autarquia: “um apoio de 50 mil euros...”
E no precioso e valioso pormenor: “a autarquia vai
continuar «atenta» à organização do evento...”
A vida, por vezes, tem destas coisas: pormenores e descobertas deliciosas...
"Os deputados não são todos iguais"...
Depois de, um dia destes, Paulo Sá ter ensinado Maria Albuquerque a brincar com legos, mais uma jovem deputada, de esquerda, explica ao tipo das bjécas agora ministro, que viragem económica só no fundo da garrafa quando acaba de as beber...
Gostava de ter ainda o optimismo suficiente que me permitisse ver em "Mariana Mortágua a garantia de que este país tem futuro, e a esquerda, devagarinho, vai encontrando quem nos tire deste buraco"...
A dignidade e os partidos de que eu conheço o funcionamento – naturalmente, os da Figueira...
Numa cidade que pouco depois do 25 de Abril - o de 74 - sempre teve no poder gente lá colocada democraticamente, por um povo que se habituou a viver numa sociedade amorfa e acrítica, a elite dominante aproveitou para sobreviver estes cerca de 40 anos no meio da indiferença quase geral...
Dignidade
não enche barriga. Ponto.
Dignidade
não existe, não se quer ter e existe raiva de quem a tenha ou
alguma vez teve, como alguns desses pacóvios dos nossos
antepassados (a história os varra e o passado os descarregue numa qualquer lixeira da memória...)
Hoje
em dia o que vale e conta é a falta de dignidade. E, quanto mais indigna e
infame, melhor.
A
indignidade, é que dá lugares, tachos, euros e garante carreiras e
ascenções na vida política local.
A
dignidade é para os palermas, os tolos, os tristes ou os otários....
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
A dignidade dos portugueses não foi "beliscada", foi tratada com chicote...
"Quem é amigo dos gregos?..."
E ninguém tenha dúvidas que mesmo Passos e Cavaco ainda vão virar o bico ao prego. Basta que Tsipras e Varoufakis consigam cortar a dívida, baixar os juros e sacarem mais uns milhões para aumentarem a despesa pública, para os dois passarões inimigos dos gregos passarem a ser os mais fervorosos amigos dos gregos do Syriza, dos Gregos Independentes, da Aurora Dourada, da Nova Democracia e dos desgraçados dos socialistas.
Vá lá, também serão amigos dos comunistas para não os acusarem de discriminações. E viva a Grécia e quem a apoiar.
Há cada artista!...
Disse, entre outras coisas, Juncker, que criticou Durão Barroso:
"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar lições da história e não repetir os erros"...
"A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade democrática e devemos rever essa questão quando chegar o momento..."
"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar lições da história e não repetir os erros"...
"A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade democrática e devemos rever essa questão quando chegar o momento..."
A propósito de reuniões camarárias à porta fechada...
Foi uma reunião que teve muita participação popular no período a esse fim destinado.
Foi essa a melhor memória que registei da reunião camarária de ontem à tarde...
Mas, por quanto tempo pode essa imagem
persistir na minha memória?
Na próxima reunião de câmara, mesmo que queira, não posso acompanhar o que, presumo, de mais importante se passa no meu concelho.
Na próxima reunião de câmara, mesmo que queira, não posso acompanhar o que, presumo, de mais importante se passa no meu concelho.
Deverei concluir que a persistência
dessa futura nova imagem na minha memória, se ficará a dever ao
facto de a porta daquela casa se encontrar fechada durante as horas
que durar a próxima reunião camarária?
A meu ver não deverei.
A meu ver não deverei.
A
persistência da perturbação que essa futura memória causa em mim e,
estou certo, em muitos figueirenses, ficará a dever-se mais ao
facto de perdurar em nós a imagem da porta fechada.
Mas, sobretudo, em mim e, presumo, que em
milhares de figueirenses, vai perdurar a imaginação daquilo que, para além
da porta fechada, não pude observar...
Nessa futura próxima memória, o elemento mais
forte pode muito bem consistir numa imagem daquilo que não pude assistir, mas posso
imaginar que, eventualmente, possa vir a acontecer...
Imaginações vagas e férteis todos temos... E, sobretudo, persistentes.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Senhor Doutor Nobre:
A malta tem memória curta, mas assim tanto também não...
Senhor Doutor Nobre:
Fernando Nobre, o Senhor Doutor, andou meses a fazer campanha eleitoral para a presidência da república, jurando aos portugueses que estava acima dos partidos.
Em 2011, foi o cabeça de lista do PSD por Lisboa e candidato a presidente da AR se o PSD vencesse as eleições, como aconteceu.
Não precisávamos de Fernando Nobre, o Senhor Doutor, para nos confirmar que a política em Portugal, hoje em dia, é uma obscenidade, um jogo de interesses obscuros, onde está aberto o campo a todo o tipo de oportunismos.Senhor Doutor Nobre:
Assim se foi tirando credibilidade à política e desacreditando a democracia!..
Embora não tenha votado em si, sinceramente, ainda hoje tenho pena...
Embora não tenha votado em si, sinceramente, ainda hoje tenho pena...
Isto, depois de Fernando Nobre, o Senhor Doutor, ter sido candidato pelo BE ao Parlamento Europeu!..
Sempre coerente, portanto...
Para a democracia portuguesa ficar completa só faltava Fernando Nobre, o Senhor Doutor!..
Sempre coerente, portanto...
Presidenciável...
António Vitorino, será sempre um nome
a ter em conta: a opinião dele pesa no PS. Poucos ainda se lembram
que António Vitorino entrou no partido pela ala esquerda, vindo da
UEDS de Lopes Cardoso: hoje, é um dos expoentes da ala direita...
Prós - Tem um discurso fluente, embora fale com excessiva rapidez para o entendimento de alguns, que não lhe acompanham o raciocínio.
Contras - Nas "fotos de família" da União Europeia corria o risco de não ser visto se alguém cometesse a maldade de o colocar na segunda fila. (daqui)
Em tempo.
"Num golpe de génio, Santana Lopes enunciou ontem uma verdadeira novidade teórica que fará tremer os fundamentos do pensamento político e, digo mesmo, filosófico. Segundo ele, a prova de boa governação e a permanente relegitimação do governo, emerge do número de grandes manifestações que não se fazem. Quer dizer: não havendo manifestações, o povo está com o governo. É feliz.
Estivesse do outro lado da mesa qualquer cândido cidadão que não o sabido do Vitorino, não deixaria de lhe perguntar se o governo, quando há grandes manifestações, se deveria demitir.
Mas parece que, no seu tempo, ambos faltaram às aulas de lógica." (daqui)
A propósito de «gajos porreiros» que apoiam reuniões camarárias à porta fechada...
Hoje de manhã - ironicamente, eu sei... - um amigo meu de longa
data, alertou-me para algo que, confesso, me estava a passar
completamente ao lado.
Pela conversa, fiquei a perceber que, na Figueira, devo ser o único tolinho
a achar - como sabem, o figueirense gosta de «achar»... - obscenas
as manifestações públicas de um dos «gajos mais porreiros» da política e da cultura local - «quando convém, está sempre estrategicamente ausente, faz de conta que discorda, para, depois, de forma hipócrita e sagaz, através de palavrinhas mansas, manipuladas e ensaiadas, aparecer a salvar a face do poder que assume e exerce com unhas e dentes».
É pá, mas o que querem?.. Eu sou
assim, inquieto e rebelde...
Não é que eu tenha nada contra os
«gajos porreiros» que gostam de apoiar e ser apoiados. E é sabido que
o figueirense gosta muito de «apoiar». Principalmente quem está conjunturalmente no poder. É uma coisa que lhe está no sangue: «apoiar».
O que, reconheço, é sinal de
inteligência: a tendência é «apoiar-se» o poder, não vá a
solidão e o ostracismo tecê-las...
Não querendo pôr em causa nada e,
muito menos, ninguém, ingenuamente pergunto: que é feito do homem de cultura, anti-sistema, revoltado com o populismo, entregue à discreta solidão criadora?
Finou-se? Faleceu? Bateu as botas?
Agora é só alegria, confraternização,
pancadinhas nas costas: no fundo o culto do «lambe-botismo».
O que prova, que pela Figueira, o
pudor é qualidade em avançado estado de rarefacção.
Bom, mas tudo tem os seus pontos
positivos: por exemplo, podermos observar o lado cómico-trágico do
exercício.
Contudo, a conclusão é trágica: a
aritmética não quer nada com a Cultura.
Assessores...
Cada um faz o que quer.
Porém, quando alguém faz uma coisa muito
estúpida, só com muito custo aceitamos que seja capaz de um acto
inteligente.
O anonimato não é motivo para
desqualificar argumentos. O cerne do problema é que ao longo dos
anos o anonimato tem servido para se saltar do argumento para o
insulto vil e cobarde.
Por aqui, há muito que apertámos a
malha ao fartar vilanagem que são as caixas de comentários abertas
aos anónimos.
Consequência: milhares de
“comentários” foram para o lixo.
Curiosamente, apesar de não
ser esse o nosso objectivo primacial, disparou o contador...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Diz-me, espelho meu, quem é mais democrata do que eu?..
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| para ler melhor clicar na imagem |
Cá pela Figueira, continuamos com “o mesmo ar bafiento”, e a porta continua por abrir...
Em termos futebolísticos, não temos um Sporting- Benfica, mas temos um Sporting-Belenenses...
Em termos futebolísticos, não temos um Sporting- Benfica, mas temos um Sporting-Belenenses...
Tentando elevar a polémica e passando
para o ramo cultural, o teatro avant-garde, ou mesmo uma
opereta, têm uma coisa em comum: o conteúdo significava nada, a
mascarada tudo...
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