Via Diário as Beiras
"O processo de licenciamento foi retomado e, ao que tudo indica, a contestação à fábrica, por parte da Junta de Vila Verde, também. O executivo da junta, à semelhança do antecessor, sustenta que a sua luta é, também, em defesa dos interesses de todos os figueirenses. Entretanto, o presidente da Junta de Vila Verde convocou uma reunião aberta ao público para o dia 26 deste mês, pelas 21H00, na sede da junta.
Licenciamento
Decisões da
Agência Portuguesa do Ambiente e da
Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional
do Centro (CCDRC)
foram determinantes
para a suspensão da
atividade da unidade da Bioadvance na
Salmanha, em 2025,
na sequência da forte
contestação que surgiu na Figueira da Foz.
Por sua vez, a Agência
para o Investimento e
Comércio Externo de
Portugal suspendeu o
estatuto de Potencial
Interesse Nacional, o
que a CCDRC já havia feito. Entretanto,
o processo foi reformulado e revisto e a
empresa obteve, este
ano, o licenciamento.
Apesar das tentativas, não foi possível
obter declarações da
Bioadvance.
Investimento
PIN
A Bioadvance
dedica-se ao fabrico
de biocombustível
a partir de óleos alimentares usados. A
empresa, com sede
em Pombal, investiu
cerca de 27 milhões
de euros nas instalações da Figueira da
Foz, em terrenos da
administração portuária, e obteve o estatuto de projeto com
Potencial Interesse
Nacional (PIN). Durante a fase que esteve a
funcionar, os vilaverdenses queixavam-se
dos maus odores, mas
também manifestavam receios sobre os
efeitos na saúde e no
ambiente. O Ministério do Ambiente, que
agora aprovou o licenciamento, em 2025
mandou suspender a
atividade da fábrica."