Via Diário as Beiras
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
Faleceu Maria Teresa Coimbra, militante histórica do PS e Cidadã Honorária da Figueira da Foz
Foto Pedro Agostinho Cruz. Sacada daqui
Texto: Diário de Coimbra
Natural de Coimbra, residia há vários anos na Figueira da Foz, tendo desempenhado funções de deputada da Assembleia Municipal (1994-2001). Integrou também um executivo da então Junta de Freguesia de São Julião (2010-2013) e ocupou várias funções dirigentes no partido, salienta a Secção do PS da Figueira da Foz, recordando que Maria Teresa Oliveira foi «a primeira mulher a ser eleita ao cargo de deputada à Assembleia da República representando o Partido Socialista», por indicação do PS Figueira.
«O Município da Figueira da Foz está de luto. Morreu uma das suas cidadãs que mais se destacaram, a Dr.ª Maria Teresa de Oliveira Ferreira Coimbra. Teve uma vida notável de serviço à docência e à formação de tantos jovens e à intervenção cívica e política. Primeira mulher a ser eleita Deputada à Assembleia da República, muito se destacou na defesa de causas sociais», destaca o Município da Figueira da Foz, que decretou luto municipal, a cumprir hoje, quinta-feira.
Maria Teresa Coimbra era viúva de David Gonçalves Coimbra e mãe de Isabel Maria Coimbra.
O funeral realiza-se hoje, quinta-feira, às 15h00, da Igreja de Santo António da Figueira da Foz para o Complexo Funerário da Figueira da Foz.
quarta-feira, 6 de agosto de 2025
Morreu o "mano" Bolas
Interrompo o silêncio a que remeti este espaço, para descanso do pessoal, para evocar uma pessoa modesta, bondosa, prestável e simples, das mais populares da Cova e Gala, que conheço desde que tenho memória, mas de que nunca soube o nome verdadeiro: o "mano" Bolas.Pela página do facebook da sua sobrinha Dina Calhau, tive conhecimento da triste notícia:
"Hoje o meu mundo ficou mais pobre, mas acabou o teu sofrimento meu Tio. Ainda ontem falaste comigo, vou lembrar para sempre da tua gargalhada, das nossas conversas. Sei que tudo fiz para te ajudar fui o teu apoio nestes últimos anos, cumpri a missão que o meu Paizinho me pediu tomar conta de ti ate ao fim hoje já estás na companhia deles até um dia meu querido Tio (Bolas)."
Com as pessoas que julgam ter o "rei na barriga", arrogantes, vaidosas e pedantes, aprendi o valor da humildade.
Com as simples, prestáveis e atenciosas, aprendi a ser grato.
Há pessoas que passam por nós, com quem aprendemos coisas práticas que nos facilitam a vida, que nos mostram a importância de ser útil aos outros, de forma espontânea desinteressada, amiga e sincera, fazendo-nos ver algo que tornaria o mundo muito melhor, algo que esta sociedade perdeu, ninguém ensina, nunca aprendemos e cada vez mais esquecemos: dar tempo e atenção aos outros.
Sempre gostei de bicicletas. Mas fui sempre um desastre em trabalhos manuais. Bastava ter um furo e ficava apeado...
Foi o "mano" Bolas que me salvou durante anos e anos. Primeiro na borda do rio, numa barraquita onde viveu com a sua companheira alguns anos, depois nas traseiras da casa do senhor Alberto motorista. Quando tinha um problema com a bicicleta era à "oficina" do "mano" Bolas, como a rapaziada do meu tempo carinhosamente o tratava, que recorria.
Deixei de o ver há algum tempo.
Tive agora conhecimento que morreu.
A Aldeia ficou mais pobre.
Morreu um Homem bom e prestável.
Quando assim acontece, "a humanidade não perde apenas mais um de seus membros, perde muito mais com a espera de um outro para preencher o lugar que bem poucos podem ocupar." (Valdeci Alves Nogueira).
Os meus sentimento à família.
Descansa em paz "mano" Bolas.
terça-feira, 29 de julho de 2025
Atrasou-se... Mas, depois de da anos de luta, a ponte vai ser construída
Chegou a estar prometida para 2020.
2 de janeiro de 2020, Carlos Monteiro então presidente de Câmara: "A ciclovia europeia Eurovelo será uma realidade em 2020, incluindo uma ponte sobre o Mondego, na zona do Alqueidão/Lares."Dezembro de 2023: uma ponte apresentada há cerca de 5 anos como ciclável/pedonal (a permitir a passagem de uma ambulância em caso de necessidade) a ligar Alqueidão e Vila Verde, transformou-se em ciclável/automóvel, de apenas uma via alternada, a ligar Alqueidão e Lares, mas com semáforos “inteligentes” – ou seja, de um investimento inicial de cerca 600/750 mil euros, passou-se para 3.6 milhões em dezembro de 2020.
Em Fevereiro de 2024, segundo a edição desse dia do DIÁRIO AS BEIRAS, a adjudicação da empreitada da ponte sobre o Rio Mondego entre Vila Verde e Alqueidão “continuava num impasse”.
Na altura, segundo o mesmo jornal, "o orçamento inicial do projeto original, pouco mais de um milhão de euros, não contemplava o estudo de arqueologia subaquática. Com esta adenda, tendo em conta os preços atuais e sem as alterações ao projeto que o executivo camarário pretende fazer, os custos dispararam para os quatro milhões de euros. O projeto alterado pelo anterior elenco governativo do concelho, com os preços atualizados, implicava um investimento de mais de seis milhões de euros. Sem contar com os acessos rodoviário e a instalação da iluminação, que poderiam fazer subir o valor global da construção para entre nove e 10 milhões de euros, segundo estimativas que executivo camarário vem apresentando. Demasiado dinheiro para o município, que, neste momento, apenas conta com o apoio de um milhão de euros do Fundo Ambiental."
Este ano, em Abril, o actual presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes esperava e desesperava: no dia 4 de Abril de 2025, num artigo de opinião publicado no Correio de Manhã, escrevia.
"Acabei de ter conhecimento de que um Tribunal Administrativo de Coimbra tinha decidido não levantar a suspensão da execução da obra de uma ponte que ligará duas margens do nosso concelho entre Alqueidão e Vila Verde. A luta por esta ponte vem desde o executivo camarário anterior, fiz tudo para resolver o assunto, para lá da mudança de governo. A decisão da juíza, comunicada ontem à tarde, foi a de que não tinha ficado provado que o levantamento da suspensão causasse menos prejuízos do que a sua manutenção. Juntámos cartas do presidente de um município vizinho comprovando o interesse também para esse município, e para juntas de freguesia desse município, Soure, da obra em causa.
Há décadas que as pessoas esperam por essa obra e a sua realização evitará meia hora diária de deslocação para muitas pessoas que trabalham em unidades industriais noutras zonas do concelho. Como pode um tribunal entender que o prejuízo de uma empresa é maior do que o de todas estas populações? O que pensar de uma posição dessas? Qualquer decisão que queiramos levar por diante, mais transformadora, tem que percorrer a estrada de Damasco."
O Município da Figueira da Foz recorreu da decisão do TAFC.
Passaram cerca de 8 anos e a primeira pedra deste empreendimento ainda está por lançar.
Todavia, as obras da nova ponte sobre o Mondego começaram ontem: os trabalhos iniciaram-se com as terraplanagens, na margem direita, em Lares.
A obra custa mais de sete milhões de euros, tendo um prazo de execução estimado em 441 dias, e será integralmente financiada pelo Fundo Ambiental, desonerando o município de encargos financeiros.
Portanto, se tudo correr como o previsto, teremos «uma ponte, apresentada há quase 8 anos como ciclável/pedonal (a permitir a passagem de uma ambulância em caso de necessidade) a ligar Alqueidão e Vila Verde, que se transformou em ciclável/automóvel, de apenas uma via alternada, a ligar Alqueidão e Lares, mas com semáforos “inteligentes” – ou seja, de um investimento de cerca 750 mil euros, passou-se para mais de 7 milhões…»
"Os figueirenses, sobretudo as populações e autarcas das freguesias de Vila Verde e Alqueidão, há muito que só acreditam que a ponte será construída quando tiverem provas disso no terreno."
Imagem: Diário As Beiras
segunda-feira, 28 de julho de 2025
Trânsito condicionado na ponte também em Agosto
| Foto: Pedro Agostinho Cruz |
sábado, 26 de julho de 2025
quinta-feira, 24 de julho de 2025
segunda-feira, 21 de julho de 2025
sábado, 19 de julho de 2025
sexta-feira, 18 de julho de 2025
O estado do sítio
"Dificilmente os senhores deputados se debruçarão sobre o caso do são-tomense Manuel dos Santos, que, no bairro do Talu de, em Loures, reuniu os materiais que apa nhou dos escombros da demolição da sua habitação precária, umas tábuas, uns ara mes, um cobertor, para construir um abrigo ainda mais débil, uma casa igual às dos dois mais novos dos três porquinhos, onde “dormiu bem”. Mas onde receia o “sopro” do socialista Ricardo “Lobão”, perdão, Leão, presidente da Câmara de Loures: “Antes quero viver numa barraca do que debaixo da ponte”, disse à Antena 1 este operário da construção civil que, embora apenas ganhe o salário mínimo, foi mandado “procurar casa”. Ele não procura casas, ele constrói-as para que outros as procurem. Sim, se todos resolverem construir uma barraca à espera de receber uma “casinha” da câmara, isto nunca mais acaba. Sim, é preciso reprimir a construção clandestina e impedir que regressemos ao tempo das barracas, que costumam alastrar como mancha de óleo. Mas isso faz-se a montante, prevenindo, não demolindo. Ou então, como apontou o socialista Miguel Prata Roque – que pediu a retirada da confiança política do PS a Ri cardo Leão… –, a câmara demolidora terá de arranjar um teto para as pessoas que desa loja. Se o seu presidente não for o lobo mau, claro. E este é, também, o estado da Nação."
















