Via Diário as Beiras
quarta-feira, 12 de julho de 2023
Se a cidade da Figueira estivesse localizada a sul do Rio Mondego continuaríamos a adiar o inevitável? (2)
PS: hecatombe política em S. Pedro (2)
O Campeão das Províncias, na sua edição digital de ontem, pegou no assunto.
Segundo o Campeão das Províncias "a reunião do passsado dia 7 do corrente decorreu com algumas surpresas para o Executivo. Francisco Curado, até sexta-feira presidente da Assembleia de Freguesia, ter-se-á demitido da Assembleia após a eleição da nova mesa, cuja presidência foi confiada a João Moreira, engenheiro civil e antigo comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz. Outras desistências obrigaram a lista a procurar até à última suplente, Lígia Calhau, que irá tomar posse na próxima reunião de Assembleia de Freguesia."
terça-feira, 11 de julho de 2023
Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia": talvez, a última peixeira da minha Aldeia
A Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia" é a das últimas, se não mesmo a última, das peixeiras da minha Aldeia. 
Na foto: Maria Graça Fernades
Neste momento, é a única que continua a vender porta a porta.
Vende de tudo o que é produto do mar: sardinha, carapau, polvo, caranguejo da pedra, percebes (percebos, como ela lhe chama...), navalheiras, raia, robalo, tainha - eu sei lá que mais?
É uma das figuras mais extrovertidas, simpáticas e típicas da Aldeia.
Tem "o coração ao pé da boca". Por vezes, chega a ser bastante desbocada. Contudo, sempre com graça e com simpatia. Diz os maiores palavrões, mas de forma espontânea e natural.
A Maria Graça Fernandes, para os amigos e amigas a "Graça Polícia", como mulherão que continua a ser, em dias de festa sempre gostou de dar nas vistas.
Na Festa de S. Pedro costuma apresentar-se da forma mais cuidada e aprimorada que conheço.
E aqui é que está a genuína singularidade da Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia".
Num tempo em mudança constante, que contrasta com a vida de há 40 anos, em que quase tudo mudou de forma notável, mas por vezes imprevista, em que ganhámos em comodidades, mas perdemos em "beleza espiritual", na Aldeia ainda existe a Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia".
E ainda bem. Traz-nos algo especial e único: o traje regional, tão rico, vistoso e interessante, com adornos e cores, praticamente desaparecido, ou, pelo menos, raramente visto.
Na nossa zona - o litoral - isso ainda é mais perceptível. Foi aqui que as modas nos "obrigaram" a vestir indumenárias uniformes, banais, se não mesmo ridículas.
Trajes que recordam o passado, como o que a Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia", faz gala em apresentar em dias de festa, sumiram-se praticamente nos dias de hoje dos olhares dos Aldeões.
A Aldeia, para além da Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia", sempre teve - e continua a ter - das mulheres mais bonitas de Portugal.
(Ainda que assim não fosse, jamais me veriam a dizer o contrário.)
Além da sua encatadora e proverbial beleza, a sua inteligência e a sua maneira ladina de estar na vida, o que já não é pouco, a mulher da Aldeia poderia, mesmo que fosse só em dias de festa, apresentar algo mais transcendente e digno de registo.
A mulher tradicional da Cova e Gala foi sempre uma mulher de armas. Era ela quem governava a casa, educava os filhos, comprava tudo o que o seu homem precisava - as roupas, o calçado, os bonés. Era ela quem, "portas a dentro" trazia a casa num brinquinho onde a limpeza e o asseio, apesar da pobreza, eram imprescindíveis e o seu orgulho.
Todas as semanas, de preferência ao sábado, "a casa levava volta". O soalho era varrido, lavado e esfregado com sabão amarelo e mãos hábeis e desembaraçadas. As panelas de cobre eram esfregadas com areia e sumo de limão, até ficararem polidas e da cor do ouro, para irem ocupar de novo o seu lugar nas prateleiras forradas a papel ou jornais.
A mulher na minha Aldeia sempre foi profundamente religiosa e crente. Contudo, era de uma ingénua superstição que a levava a acreditar naquilo que lhe diziam as bruxas.
Se tinha algum problema na vida, era normal mandar pôr as cartas e rezar o responso a St. António. Ainda hoje, apesar do avanço cultural das mulheres da minha Aldeia, as pitonisas continuam a ter clientela na Aldeia.
É esse mundo e essa vivência, que entretanto se perdeu na minha Aldeia, que me recorda a Maria Graça Fernandes, a "Graça Polícia", tavez a última peixeira da minha Aldeia.
Se a cidade da Figueira estivesse localizada a sul do Rio Mondego continuaríamos a adiar o inevitável?
Via Diário as Beiras
segunda-feira, 10 de julho de 2023
Estatuto dos Bombeiros Sapadores ou Bombeiros Municipais
Esta decisão, vinculativa, representou uma diminuição de rendimento, em média, para cada um dos elementos, de cerca de 150 a 200 euros. Desde essa altura, e já lá vai mais de meio ano, o Governo comprometeu-se a encontrar a dita solução. Primeiro, o interlocutor foi o Ministério da Administração Interna, através da secretária de Estado da Proteção Civil, depois passou para o secretário de Estado da Administração Local, Carlos Miguel, o qual até em visita a este concelho, em sessão realizada no Salão Nobre do Município, no dia 13 de abril do corrente ano, se comprometeu a rapidamente enviar o processo para a Associação Nacional de Municípios (ANM) para parecer final.
Desde aí, o processo tem andado de Herodes para Pilatos e as pessoas naturalmente desesperam. A última informação que tivemos foi que se encontraria novamente do lado da secretaria de Estado da Proteção Civil, e que estava em vias de conclusão, para ser remetido para o secretário de Estado Carlos Miguel e depois para o Ministério das Finanças, e ainda para Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). É absolutamente incompreensível.
Fazemos um apelo público, ainda mais nesta altura do ano em que é imprescindível o trabalho destes profissionais, para sair imediatamente a solução equitativa para este golpe que foi dado na situação pessoal, profissional e familiar dos Bombeiros Sapadores."
Pedro Santana Lopes
Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz
A precariedade da vida e da memória
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| Vendedor de algodão doce |
domingo, 9 de julho de 2023
Afinal, isto não está assim tão mau...
Na passada sexta-feira, "um painel de robôs humanoides com inteligência artificial, numa conferência das Nações Unidas, deixou uma mensagem clara: poderão vir a governar o mundo melhor do que os humanos".
sábado, 8 de julho de 2023
PS: hecatombe política em S. Pedro
Sindicato vê condições de entendimento entre Estado e Casino da Figueira da Foz
"Felizes para lá dos montes"
Viajamos até às terras a que Miguel Torga deu o poético título de “reino maravilhoso” e vamos conhecer melhor a excecional realidade de Boticas onde há gente feliz… para lá dos montes."
Para ver, clicar na imagem abaixo.


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