domingo, 7 de agosto de 2022

Ventura, o defensor da castração química e da prisão perpétua...

Morreu a Poeta Ana Luísa Amaral

A Poeta Ana Luísa Amaral, segundo o Jornal Público, era "uma das vozes mais celebradas da poesia portuguesa, reconhecida internacionalmente.
Era também um nome central nos estudos feministas portugueses. Tinha 66 anos."
Como a Poeta escreveu na sua ODE À DIFERENÇA: "Felizmente. Somos todos diferentes. Temos todos o nosso espaço próprio de coisinhas próprias, como narizes e manias, bocas, sonhos, olhos que vêem céus em daltonismos próprios. Felizmente. Se não o mundo era uma bola enorme de sabão e nós todos lá dentro a borbulhar, todos iguais em sopro: pequenas explosões de crateras iguais. Assim e felizmente somos todos diferentes. Se não a terapia em grupo era um sucesso e o que é certo é sermos mais felizes a explorar solitários o nosso próprio espaço de manias, de traumas, de unhas dos pés invaloradas pela nossa cultura (que lá no Oriente o pé é o caso sério, motivo sensual e explorativo)."

Polónia, um país da União Europeia: "o governo polaco quer impor penas de prisão até dois anos para quem for apanhado a blasfemar. Isso mesmo: quem fizer piadas sobre a Igreja Católica vai dentro"...

Os talibans de Varsóvia e o futuro da democracia

 


"O vice-presidente do Governo polaco, Zbigniew Ziobro, quer alterar o Código Penal para fazer com que dizer “piadas” ou ridicularizar a Igreja Católica, bem como perturbar missas ou funerais, seja punível com dois anos de prisão."

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Chocante...

«Eleitora do CH dá workshop em público sobre como ser uma “portuguesa de bem”»

Para ver o vídeo, clicar aqui.

Em Mira também é sempre carnaval...

 Via Diário de Coimbra

"Enforca cães"... (4)

 Via Diário as Beiras

"A reunião de ontem terá sido decisiva para o desfecho que vier a ser anunciado"...

 Via Diário as Beiras

O granel

Via A barbearia do Senhor Luís

"Dois anos de pandemia (que continua, embora já não se fale dela) e cinco meses de guerra na Ucrânia provocada pela ilegal invasão da Rússia de Putin puseram o Mundo – a que os espertalhões chamam democracias liberais – a ferro e fogo.

Isto anda tudo ligado, como dizia o outro, sendo que “isto” é a situação nos hospitais, nos aeroportos e livre circulação, na inflação, na energia, na fome do denominado terceiro mundo, no retrocesso ambiental, nas liberdades e confinamentos, já para não falar no disparo da mortandade no Mundo e na Ucrânia em particular, na destruição do modo e qualidade de vida e nos migrantes e refugiados que tudo perdem.

Os noticiários fazem crer que a coisa é só por cá, mas não é.

É um agigantar de problemas universais para os quais não existem lideranças mundiais suficientemente capazes e competentes para combater e resolver.

Este granel é como certas procissões onde os santinhos mundiais de cerâmica foleira se passeiam em andores levados às costas por pé-descalços e os povinhos se embalam no som das fanfarras enquanto se agarram à fé com esperança em milagres.

O pior de tudo é que a procissão ainda vai no adro."

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Cinema: “A uma hora incerta”, de Carlos Saboga no CAE no próximo dia 10

O Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz prossegue com o ciclo dedicado aos realizadores de cinema figueirenses, iniciativa integrada no programa das comemorações da elevação da Figueira da Foz a vila e a cidade. 
A próxima homenagem realiza-se no dia 10 deste mês, com o filme “A uma hora incerta”, de Carlos Saboga, para maiores de 12 anos. 
Este ciclo de cinema começou, no dia 29 de junho, com o filme “Vieirarpad”, de João Mário Grilo. Seguiram-se “Peixe miúdo” e “Afinando pessoas, pássaros e pessoas”, de Luís Margalhau; “Terra queimada”, de Paulo Fajardo; e “Para além da memória”, de Miguel Babo. 
Depois da sessão do próximo dia 10, com a referida longa-metragem de Carlos Saboga, seguir-se-ão “Por onde escapam as palavras” (17 de agosto), de Luís Albuquerque; “Silvestre” (24 de agosto), de João César Monteiro; e “Pára-me de repetente o pensamento” (31 de agosto), de Jorge Pelicano. 
As sessões do Ciclo de Cinema - Homenagem a Realizadores Figueirenses realizam-se no Auditório João César Monteiro (também ele cineasta figueirense), com início às 21H30. 
A entrada é grátis, mediante o levantamento do bilhete, no CAE.

A primeira fase da instalação dos desfibrilhadores começou ontem, com 12 equipamentos...

 Via Diário as Beiras

Pensar fora da caixa

"A caixa fora da caixa é do tamanho das ilusões, do irrealismo e da megalomania dos que nunca tiveram o rasgo de ser caixeiros-viajantes. Portugueses: por favor comecem a dar uma para a caixa."

Ainda mais longe

«Hoje ouvi, numa conversa entre pessoas inteligentes e informadas, que é normal que as classes médias ponham os filhos em colégios privados, porque querem que os seus filhos “vão mais longe”. Eu também quero que os meus filhos – e os filhos de outras famílias – vão mais longe no que aprendem na sala de aula e nas oportunidades que isso lhes abre. Por isso não me resigno com as insuficiências científicas e pedagógicas das escolas públicas que frequentam. 

Mas quero que os meus filhos vão ainda mais longe. Quero que conheçam crianças e jovens com outras experiências de vida, de outros grupos socioeconómicos, de diferentes origens culturais. Quero que vão mais longe, mas também que vejam mais perto. Quero que vejam o país na sua diversidade, em vez de se fecharem nas bolhas de relações que a sociedade portuguesa - classista como é - tende a gerar. E isso só a escola pública lhes pode dar.»

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

"Enforca cães"... (3)

 Diário as Beiras

Estacionamento pago no HDFF: quase 9 anos depois como está o ordenamento do trânsito no parque de estacionamento que tem um Hospital dentro?

No decorrer da reunião camarária realizada no dia 18 de Novembro de 2013, compreendi melhor a trama em torno do caso do estacionamento pago no parque do Hospital da Figueira.
Pelo que tive oportunidade de ouvir, na altura, até o então presidente da autarquia  já estava farto deste caso. E a procissão ainda ia no adro. Recordo palavras do falecido Dr. João Ataíde: "Não me agrada nada taxar ali o estacionamento". Mas taxou.
Recorde-se: o projecto resultou da "pressão" da administração do Hospital para a regulação do estacionamento, num investimento que rondou os 50 a 70 mil euros, custeados pela Figueira Parques.
“O meu acordo visa satisfazer uma situação de ordenamento do estacionamento na área envolvente do HDFF e agilizar uma necessidade do hospital, e não tem fins lucrativos, pelo contrário”, sublinhou.
O intrincado processo teve vários problemas (“Relatório da Proteção Civil municipal deteta falhas no parque de estacionamento do hospital”). Contudo,  o estacionamento no Hospital Distrital da Figueira da Foz, passou a ser pago a 4 de Novembro de 2013!.. O grande argumento, "foi de que os banhistas ocupavam os lugares dos utentes do hospital."
Nesta ordem de ideias, o argumento também poderia também ter sido "o de que no verão os utentes do hospital ocupavam os lugares dos banhistas, indispensáveis à economia da Figueira. Assim, naturalmente, passaram a pagar todos: os utentes do hospital e os banhistas."
Portanto: no verão e no inverno sempre dinheiro em caixa.
Finalmente (depois de ter estado previsto para entrar em vigor em 1 de Setembro de 2013, quiçá por motivos eleitorais, foi adiado), a Figueira tinha algo de inédito a nível mundial: meteram um Hospital dentro de um parque de estacionamento!
Como, na altura escreveu o Eng. Daniel Santos, na  crónica semanal que então publicava no jornal AS BEIRAS
“A garantia de estacionar num parque de um estabelecimento de saúde por razões que tenham a ver exclusivamente com ela é um dever do Estado, assente na receita proveniente do bolo geral dos impostos que os cidadãos já pagam. Acresce que os utentes do SNS pagam taxas moderadoras recentemente agravadas.
Pode então inferir-se que o estacionamento pago no parque do Hospital Distrital da Figueira da Foz, para além dos problemas operacionais já tornados públicos, constitui uma dupla (ou tripla?) tributação.
Não é despiciendo que subsista à solução uma intenção de cariz neoliberal que é a de dissuadir os cidadãos de acederem aos serviços de saúde a que têm constitucionalmente direito. Porque, para tal, já pagam impostos e outras taxas.”
Fomos andando e a colocação de uma unidade hospitalar dentro de um parque de estacionamento, nunca deixou de ser polémica.
A exploração do estacionamento foi entregue à empresa municipal Figueira Parques
Em Dezembro de 2018, foi vendida a posição da autarquia (70 por cento) na empresa Figueira Parques ao parceiro privado. A alienação, "sem concurso público", na opinião do PSD, "iria condicionar as opções estratégicas urbanísticas e os interesses dos habitantes, comércio e indústria nos próximos tempos", pelo que "a opção de privatizar a gestão do estacionamento afigura-se totalmente despropositada na actualidade", na opinião dos  socialdemocratas figueirenses. 
Mais: na altura disseram que "a única intenção foi arrecadar os 840 mil euros para fazer face a despesas em obras discutíveis, mesmo que, com isso, se hipoteque o futuro da soberania do município nesta matéria".
Recorde-se: a venda foi aprovada pelo PS, com os votos contra dos social-democratas.
E estamos chegados a Agosto de 2022.
Recorde-se: o projecto resultou da "pressão" da administração do Hospital para a regulação do estacionamento.

Vejamos a realidade em fotos de ontem, cerca das 13 horas. Carros estacionados por todo o lado e sinalização  a precisar de tinta:

"A Figueira da Foz é um dos poucos municípios da Região Centro que não dispõe de Cuidados Continuados"...

 Via Diário as Beiras