segunda-feira, 12 de outubro de 2020
O dossiê Eleições Autárquicas 2021, na Figueira, está aberto...
Fora da Figueira há uns dias, sem contactos com ninguém ligado à política figueirinha, apenas pelo que julgo ter percebido pela leitura do jornal, de uma penada, na sua edição da sexta-feira, o Diário as Beiras tentou matar 3 candidatos a candidatos no PSD no nosso concelho.
A saber:
1. Poiares Maduro “afasta a possibilidade de vir a ser candidato do PSD à
Câmara da Figueira da Foz nas próximas eleições autárquicas”.
2. «A propósito do candidato do PSD à câmara, a Concelhia, liderada por Ricardo
Silva, apesar de nunca o ter assumido publicamente, tem preferência pelo
presidente do Turismo Centro de Portugal (TCP) e ex-vice-presidente da Câmara
de Montemor-o-Velho. No entanto, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Pedro
Machado garantiu: “Não sou candidato a candidato a nenhuma câmara municipal,
dentro ou fora da Região Centro”.»
3. Santana Lopes: “A única exceção que abriria, se pudesse, era à Figueira da
Foz, por razões sentimentais, mas também não vou”.
Questionado sobre o perfil do
candidato que o seu partido deve apresentar, Miguel Poiares Maduro defendeu que
“deve ser alguém capaz de mobilizar a autoestima da Figueira da Foz, que está
muito em baixo”. E acrescentou que o cabeça de lista dos social-democratas “não
[deve] vir para gerir a Figueira da Foz, mas sim para a transformar, com dois
ou três projetos mobilizadores e disruptivos”.
Nesta peça jornalística sobre os restantes partidos, nem uma palavra. Deve
ficar para o futuro.
Como não sei o que se vai passar
nos outros partidos – CDS-PP, CDU, BE, Chega.. – vou acrescentar o óbvio.
Todos advínhamos o que se vai passar no PS. Carlos Monteiro, a não ser que
aconteça algo de anormal ou extraordinário, deverá ser o candidato escolhido.
Carlos Monteiro, nunca fez questão de ficar conhecido pelo seu particular
brilhantismo intelectual.
Optou por fazer passar, durante anos, a sua faceta de, do que mais do que um
resistente, um sobrevivente à espera da sua hora. E a sua hora, chegou mesmo em
Abril de 2019.
Infelizmente para o concelho a
ascensão de Carlos Monteiro a presidente, não representou a concretização dos
anseios de todos aqueles que não se reviam nem nos métodos nem nos resultados
do anterior presidente. A realidade, é que globalmente não há diferenças
qualitativas para melhor deste executivo, liderado por Carlos Monteiro, em
relação aos liderados pelo falecido presidente João Ataíde.
Antes pelo contrário: Monteiro desbaratou rapidamente o capital de confiança
que os figueirenses nele depositaram, na chefia de um executivo que é o pior
que alguma vez o PS teve no concelho da Figueira.
Mais grave: Monteiro arrisca-se não só a enterrar-se como a levar consigo o PS
Figueira.
O actual executivo não existe. O
que há é uma junção de interesses pessoais, muitas vezes divergentes, como se
tem visto... A disputa pelos louros entre vereadores, é, a todos os títulos,
paradigmática.
Monteiro arranjou maneira de se
tornar refém, não só de alguns vereadores, como de si próprio e da imagem que
de si criou.
Um concelho, e a Figueira não é excepção, é aquilo que os seus cidadãos queiram
que ele seja. O défice crónico da Figueira assenta numa mentira histórica: a
Figueira pensa que continua a ser a rainha das praias de Portugal, dos Açores e
da Madeira.
Não adianta
tentar tapar o sol com uma peneira, mesmo que ela não esteja rota. Importa é
estudar os problemas, enfrentá-los e resolvê-los.
Com transparência, coragem e verdade, os figueirenses encarariam as
dificuldades que têm pela frente, com sofrimento e sacrifício, mas com mais
esperança.
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Acreditem: o além existe...
Ministro da Defesa diz que Patrão Macatrão não é prioridade imediata
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| Via Diário de Coimbra |
Perante os "salazaretes" do poder local, Quiaios só tem uma solução: o funcionamento da Democracia...
A meio da tarde, via email, foi recebida uma cópia de um Pedido de parecer - Substituição do Presidente da Junta de Freguesia e atos subsequentes, enviado a Comissão Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, solicitando com carácter urgente, e parecer jurídico da CCDRC, assinado pelo Presidente da Junta em exercício.
No início dos trabalhos o PSD apresentou à Mesa duas exposições; uma sobre qual o fundamento que o Presidente em funções tinha direito a voto na Assembleia; a segunda colocava em questão a convocação da Assembleia não ter sido convocada e conduzida pelo elemento melhor colocado na lista mais votada das últimas eleições.
A mesa não respondeu, ficando para mais tarde, que é dizer para a próxima Assembleia.
Um facto novo nesta Assembleia, a presença, na mesa, da Tesoureira que renunciou ao mandato, defendendo que de acordo com a lei, e antes de ser substituída, podia assistir aos trabalhos.
Vamos esperar pelo parecer e depois nova Assembleia para por fim a estes contratempos, que só tem um culpado o PS.
Pedimos desculpas, aos leitores deste post, por não obterem da nossa parte um comentário ao sucedido. Pelo simples facto de o novelo ser de tal ordem enfadonho, grande e complexo desde o início que não damos com a ponta."
terça-feira, 6 de outubro de 2020
E os fregueses de de S. Pedro não mereciam um pedido de desculpas?..
Quiaios, logo à noite: cenários possíveis...
A serenidade é nada querer, nada ambicionar...
À medida que o tempo avançou «pelo tempo fora» - pelo menos comigo assim aconteceu - fui perdendo, aos poucos, o que me motivou quando era mais novo.
O avanço do tempo «pelo tempo fora», mostrou-me que o que nos fazia andar era, muitas vezes, o menos importante e o ilusório.
Foram essas invenções, na altura úteis, a que entreguei boa parte da vida.
O trabalho, os jornais, a política, o associativismo - mulheres.
Com o avanço do tempo «pelo tempo fora», veio o desapego e fui largando por aí o que me fazia andar.
Com o avanço do tempo «pelo tempo fora», sobraram os momentos como este, em que o que nos fazia andar vem à memória.
Por aqui fico, interiorizando as possibilidades que existiram e foram passando.
Nesses momentos em que penso naquilo que me motivou e me fez andar, no fundo inúmeras ilusões importantes, mas ingénuas, fico feliz no que actualmente sou.
A serenidade é nada querer, nada ambicionar.
Ainda bem que, em vida, cheguei a tempo de o saber.
Passaram os anos. Ainda bem, pois há coisas que só se conseguem chegar lá com o avanço do tempo «pelo tempo fora».
Contudo, mesmo com o avanço do tempo «pelo tempo fora», «nunca é tarde de mais para pensar, para perceber, para sonhar, para viver, para exigir e para acordar».
Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele...
UM VÍRUS MAL COMPORTADO
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Paulo Pinto: pacto para patos, não obrigado...
Paulo Pinto num comentário a uma postagem no meu mural do facebook:
"Se o PSD não aceitar fazer parte desta solução ficará fragilizado em próximos actos eleitorais perante a população “Quiaense”. Bem sabemos que muitas vezes o extremismo para derrotar o adversário direto pode fazer ricochete. Politicamente o Ricardo Santos deve procurar esgotar todas as possibilidades para elegerem os dois vogais. Vamos aguardar."
Com este comentário, Paulo Pinto, mostra que quer um pacto políticos para patos. Vem tentar meter medo, neste caso ao PSD Figueira, depois da CDU ter descartado a hipótese de continuar a viabilizar um executivo PS, com a conhecida e famosa "teoria do perigo que este partido pode correr, no futuro próximo, se não apoiar o PS de Carlos Monteiro em Quiaios".
Isto, acreditem, é algo de que continuaremos a ouvir falar muitas, vezes até às eleições de Outubro de 2021. Nas reuniões de câmara. Nas reuniões da Assembleia Municipal. No facebook. E noutros palcos.
Segundo Paulo Pinto, o PSD não pode ter voz própria. Tem de colaborar com Ricardo Santos até se esgotarem todas as possibilidades para elegerem os dois vogais, pois só assim se manterá a estabilidade e a natureza do regime político na Figueira.
Com o devido respeito pelo Pauto Pinto, se há algo ou alguém que anda a pôr em causa "a estabilidade e a natureza do regime político", é a "situação".
Refiro-me à situação de pobreza franciscana - politica e institucionalmente falando - vivida em Quiaios, que um seu ilustre camarada, António Guterres, se por aqui vivesse, certamente apelidaria de "pântano".
Paulo Pinto e os apoiantes do actual regime que vigora na Figueira, têm de compreender uma coisa simples e cada vez mais visível: o actual "regime figueirense", ou evolui, ou morre. Lembram-se do que aconteceu ao PSD em 2009?
A sua "estabilidade" triste, cinzenta e apagada, convence cada vez menos gente, mesmo já alguns até há pouco indefectíveis apaniguados.
Mesmo entre os socialistas.
O Paulo Pinto quer, para Quiaios e para a Figueira, o que quem está conjunturalmente no poder sempre quer: um pacto de regime.
Só que, neste momento, já está tão apodrecido, que isto só lá vai com uma "revolução" para que possa entrar outra gente.
Isto é, uma nova classe política precisa-se urgentemente.
Não só na Figueira. Mas também no País.
Em Quiaios o desafio democrático e de regime está lançado...
O PSD em Quiaios é oposição.
O executivo, viabilizado em 2017 pela CDU, caiu por decisão dos Tribunais.
O PS, depois de ter o apoio da CDU em 2017, mediante condições, tentou agora de novo.
Como a CDU não quis nada com o PS, depois da forma como o executivo se comportou, entre 2017, até queda em 2020, o Partido Socialista da Figueira, igual a si, volta-se, agora, para o PSD.
Na perspetiva do PS todos têm um preço, todos se podem vender por um tacho. Como dizia o outro: "todos comem palha, é preciso é saber dar-lha".
O PS, mais uma vez, revela bem o entendimento e o respeito que tem da democracia.
O que lhe interessa é servir-se da política... Importante, é o tacho e o poder, seja a que custo for!
Não sou eleitor em Quiaios, mas o que está em causa tem a ver com todos os figueirenses: o que está verdadeiramente aqui em causa é o funcionamento da democracia enquanto regime...
Se o PSD viabilizar amanhã um executivo PS + PSD em Quiaios, as eleições em 2021 para o candidato à Câmara Carlos Monteiro, vão ser um passeio turístico...
Começa a ser altura de o PSD Figueira perceber que tem, no mínimo, de disfarçar a ideia de que a coabitação com Carlos Monteiro até seria um mal menor.
Porque, isso, seria contribuir ainda mais para o descrédito em que está a cair a classe política na Figueira.
Quiaios: depois de ser um caso de polícia decidido pelos tribunais, é agora um teste ao funcionamento da democracia na Figueira... (2)
Na próxima terça-feira vai haver mais uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Quiaios, que o mesmo é escrever: vai haver mais uma tentativa para escolher os vogais da Junta de Freguesia, para Ricardo Santos poder tomar como presidente da junta.
"Sobre o actual momento político em Quiaios", que é complicado, o autor deste espaço, que não é eleitor em Quiaios, considera que o melhor e o mais acertado, é dar voz a José Augusto Marques, "um dos orgulhosos eleitores desta freguesia".
Na Figueira, além de uma "crise do regime", está também e claramente instalada uma crise da democracia. Por tudo isto, Quiaios constitui um teste ao funcionamento da democracia na Figueira.A notícia acima, publicada pelo jornal Diário as Beiras, edição de hoje, dá razão ao que deixámos escrito ontem.
A golpada
Via João Espinho
"1 – O decreto-lei que regula as eleições para as CCDR foi publicado em Junho deste ano; Determina que o colégio eleitoral é constituído por:
- a) Presidentes das câmaras municipais;
b) Presidentes das assembleias municipais;
c) Vereadores eleitos, ainda que sem pelouro atribuído;
d) Deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.
Isto é: os autarcas eleitos em 2017 viram-se reforçados com uma competência que, naquelas eleições, ninguém conhecia. Isto é, quando votámos em 2017, desconhecíamos que estávamos a votar num colégio eleitoral que viria a ter os poderes agora consagrados na lei. Se isto não é uma grande golpada, não sei o que lhe possa chamar.
2 – As eleições vão realizar-se cerca de 1 ano antes das autárquicas de 2021, elegendo Comissões que terão um mandato de 4 anos. Isto é, no próximo ano, poderíamos ter um colégio eleitoral completamente distinto daquele que hoje temos. Mas as CCDR terão a garantia de continuar em funções, mesmo que o voto livre e democrático dos cidadãos seja de cor diferente daquela do colégio eleitoral cessante.
3 – Este processo não poderia esperar por um novo acto eleitoral autárquico, legitimando inquestionavelmente o novo colégio eleitoral? Poderia, mas não seria a mesma coisa. É que, como se sabe, Portugal vai receber muitos milhões de €€€ em fundos europeus. E as CCDR irão gerir, repartir pelos mais chegados, muitos desses milhões. Se isto não é uma golpada, não sei o que lhe chame.
4 – A procuradoria Europeia que vai supervisionar a fraude na distribuição dos fundos foi alvo de uma vergonhosa golpada, onde o governo português deu a vitória ao segundo classificado, preterindo a escolha de um júri internacional nomeado pela Comissão Europeia. Esta é mais uma golpada à moda do do PS.
5 – Alguns Secretários de Estado foram substituídos na última remodelação governamental. Por incompetência? Não! Para poderem concorrer aos cargos nas presidências das CCDR (que vão distribuir os fundos europeus). Isto não é uma golpada?
Meus caros, os alertas estão feitos. Se errei nalgum ponto, corrijam-me.
Ah, e antes que me venham jogar essa à cara, relembro que o PSD, partido que abandonei há uns anos, é conivente nestas golpadas.
PS – se souberem de algum autarca (PS/PSD) que venha a terreiro dizer que a eleição para as CCDR é uma palhaçada, avisem-me. Quero dar-lhe os parabéns."







