quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Sobre a liberdade...
Disseram-me que no País (na Figueira isso impossível...) existem jornalistas que fazem fretes ao poder politico, poder político esse que, por sua vez, faz fretes ao poder económico, que, por sua vez, faz fretes ao poder politico que faz fretes a jornalistas que fazem fretes a conhecidos empresários que fazem fretes e dão mordomias a conhecidos políticos que fazem fretes a conhecidos jornalistas que fazem fretes a conhecidos políticos...
E assim sucessivamente. Mas, isso, só no País. Na Figueira, isso seria impossível.
E assim sucessivamente. Mas, isso, só no País. Na Figueira, isso seria impossível.
A minha homenagem à Ana Madureira, à Tila Santos ao Pedro Carvalho e a todos e todas que permanecem em luta para salvar o Freixo
A Câmara Municipal da Figueira da Foz quer abater um Freixo com mais de 300 anos, mas a população está em protesto contra a decisão. O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas aprovou o abate da árvore. Em direto do local esteve o repórter da TVI, João Bizarro.
Este vídeo foi feito esta manhã, pelo responsável por este espaço:
Defensores do ambiente impediram abate de Freixo classificado na Figueira da Foz.
Pessoalmente, repudio e lamento a arrogância, seja de quem for. Até Abril do corrente ano, o problema era o Dr. Ataíde... Agora, com o dr. Carlos Monteiro, é o que podemos ver...
Segundo penso, ainda com a agravante de ser protagonizado por alguém que, quando estava na oposiçâo, surfava a onda (recordemos o caso Galante).
Fica uma interrogação: o poder subverte as convicções, ou, afinal, nunca houve convicções e era mero aproveitamento político porque, na altura, estava na oposição e dava jeito?
Segundo penso, ainda com a agravante de ser protagonizado por alguém que, quando estava na oposiçâo, surfava a onda (recordemos o caso Galante).
Fica uma interrogação: o poder subverte as convicções, ou, afinal, nunca houve convicções e era mero aproveitamento político porque, na altura, estava na oposição e dava jeito?
PSD e PCP "não se conformam com o abate do Freixo"
Conforme se pode ler acima "o PSD da Figueira da Foz não se conforma com a decisão de "abate" do Freixo".
Por sua vez, a Comissão Concelhia do Partido Comunista Português na Figueira da Foz, emitiu ontem um comunicado onde pergunta "SE NÃO É ACTO DE VANDALISMO É O QUE É?!"
O PCP considera que "a decisão da Câmara Municipal de proceder ao abate do Freixo do Pátio de Santo António, é reveladora da incúria com que a edilidade tem lidado com o nosso património".
Continuando a citar o comunicado do PCP: "tivesse a CMFF prestado atenção às variadas chamadas de atenção por parte do Movimento Parque Verde, outro seria e bem mais feliz, o destino do nosso freixo de 308 anos."
Por último, segundo o PCP, "a Câmara nesta como noutras áreas, deixará um triste legado, o que muito lamentamos. Tendo recusado ouvir especialistas inquestionáveis sobre a matéria, levou por diante uma vontade obstinada, reveladora de falta de sensibilidade e de amor à Natureza, da qual todos dependemos".
Por sua vez, a Comissão Concelhia do Partido Comunista Português na Figueira da Foz, emitiu ontem um comunicado onde pergunta "SE NÃO É ACTO DE VANDALISMO É O QUE É?!"
O PCP considera que "a decisão da Câmara Municipal de proceder ao abate do Freixo do Pátio de Santo António, é reveladora da incúria com que a edilidade tem lidado com o nosso património".
Continuando a citar o comunicado do PCP: "tivesse a CMFF prestado atenção às variadas chamadas de atenção por parte do Movimento Parque Verde, outro seria e bem mais feliz, o destino do nosso freixo de 308 anos."
Por último, segundo o PCP, "a Câmara nesta como noutras áreas, deixará um triste legado, o que muito lamentamos. Tendo recusado ouvir especialistas inquestionáveis sobre a matéria, levou por diante uma vontade obstinada, reveladora de falta de sensibilidade e de amor à Natureza, da qual todos dependemos".
22 de Outubro de 2004: o Freixo estava bom e recomendava-se...
Quinzes anos decorridos, vai para abate!..
Entretanto, alguém deixou o Freixo ao abandono e falhou na preservação de uma árvore com mais de 300 anos de história...
Foi o ICNF? Foi a Câmara Municipal da Figueira da Foz? Foi O Movimento Parque Verde? Foi o responsável por este espaço? Foi o Zé dos Anzóis?
Cabe aos jornalistas profissionais realizarem essa investigação e apurarem os factos.
Foi o ICNF? Foi a Câmara Municipal da Figueira da Foz? Foi O Movimento Parque Verde? Foi o responsável por este espaço? Foi o Zé dos Anzóis?
Cabe aos jornalistas profissionais realizarem essa investigação e apurarem os factos.
"Segurança de pessoas e bens", blá, blá, etc, e tal, pardais ao ninho...
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| Jornal Diário as Beiras de 21 de Maio passado |
"E o que dizer da segurança aquando das festas de Santo António ali junto ao Freixo? Nessa altura podia ter havido uma calamidade com as várias centenas de pessoas presentes. Mas nessa altura não interessava...O circo é sempre mais importante para a população, já desde os romanos que assim é..."
A Figueira não tem só "continentes". Também tem "ilhas"...
Um problema que já vem de longe.
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"É caso para dizer que tudo de mau acontece na freguesia de Marinha das Ondas, que está condenada a morrer, com o beneplácito das Entidades de Saúde e da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Tudo aqui vai desaparecendo e morrendo lentamente…"
Via Manuel CintrãoPedido de auditoria à concessão Águas da Figueira
"Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz
Ao abrigo do Regimento da Câmara Municipal Figueira da Foz, vem o PSD solicitar o agendamento para uma próxima reunião de Câmara a seguinte proposta:
Volvidos vinte anos sobre a data da celebração do contrato de concessão da exploração do Sistema de Recolha, Tratamento e Rejeição de Efluentes do Concelho da Figueira da Foz, com três aditamentos ao contrato inicial, tendo o último ocorrido há 7 anos.
O PSD entende que, se torna necessário realizar um balanço e proceder a uma avaliação dos diversos aspectos inerentes ao contrato de concessão e ao desempenho da concessionária, no que respeita à prestação do Serviço Público concessionado.
Atendendo que faltam dez anos para terminar a Concessão, de forma a evitar que o sistema fique obsoleto e em rotura no final do contrato.
Neste sentido, o PSD entende que se deverá recorrer a uma entidade independente e idónea, pelo que se propõe a abertura do respectivo concurso, tendo por objecto proceder a uma auditoria nos termos acima indicados."
Figueira da Foz, 11 de novembro de 2019
Vereador do PSD
Ricardo Silva
Ao abrigo do Regimento da Câmara Municipal Figueira da Foz, vem o PSD solicitar o agendamento para uma próxima reunião de Câmara a seguinte proposta:
Volvidos vinte anos sobre a data da celebração do contrato de concessão da exploração do Sistema de Recolha, Tratamento e Rejeição de Efluentes do Concelho da Figueira da Foz, com três aditamentos ao contrato inicial, tendo o último ocorrido há 7 anos.
O PSD entende que, se torna necessário realizar um balanço e proceder a uma avaliação dos diversos aspectos inerentes ao contrato de concessão e ao desempenho da concessionária, no que respeita à prestação do Serviço Público concessionado.
Atendendo que faltam dez anos para terminar a Concessão, de forma a evitar que o sistema fique obsoleto e em rotura no final do contrato.
Neste sentido, o PSD entende que se deverá recorrer a uma entidade independente e idónea, pelo que se propõe a abertura do respectivo concurso, tendo por objecto proceder a uma auditoria nos termos acima indicados."
Figueira da Foz, 11 de novembro de 2019
Vereador do PSD
Ricardo Silva
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Que cuidados e atenção teve durante anos esta árvore classificada?..
Via RTP/Notícias
"ICNF dá luz verde a abate de árvore classificada e em risco de queda na Figueira da Foz...
O Freixo, localizado junto à igreja do antigo convento de Santo António, é uma das duas únicas árvores classificadas como de Interesse Público do município da Figueira da Foz (a outra é um plátano com 250 anos, situado na Quinta de Foja, no nordeste do concelho).
Datado do início do século XVIII, o Freixo é anterior à elevação da Figueira da Foz a cidade (1882) e mesmo a vila (1771)."
Se o Freixo tivesse voz, diria: Câmara, se existisse justiça na Figueira, serias também condenada. És tão ou mais culpada do que eu...
Porém, como a árvore não tem voz, partilho o desejo do Casimiro Terêncio:
"...dado a copa do Freixo estar verde, é OBRIGAÇÃO da CÂMARA, independentemente de pareceres, ESCORAR o Freixo convenientemente e deixá-lo até a copa amarelecer e então sim, ABATÊ-LO!
ABATÊ-LO AGORA É CRIME!
É o mínimo que a Câmara pode fazer por uma Árvore que nunca cuidou..."
Lítio, uma questão que ainda vai dar muito que falar...
Nota.
O video, que pode ser visto clicando aqui, mostra o momento em que João Galamba é barrado pelos populares.
O video, que pode ser visto clicando aqui, mostra o momento em que João Galamba é barrado pelos populares.
Duas fotos, um pormenor importante... Pensem.
Via Tila Santos
"Hoje, 11 de Novembro de 2019 o Freixo encontra-se assim!"
Hoje, dia 12 de Novembro de 2019, o Freixo, na primeira página do Diário as Beiras
"Hoje, 11 de Novembro de 2019 o Freixo encontra-se assim!"
Hoje, dia 12 de Novembro de 2019, o Freixo, na primeira página do Diário as Beiras
Leslie...
Que falta de imaginação dos autarcas de Coimbra...
Ao tempo que a Figueira já tinha descoberto essa desculpa...
Via Notícias de Coimbra
"Manuel Machado diz que Aeródromo está encerrado por causa da Leslie"...
Freixo com 300 anos “condenado” a “pena de morte”
Dr. Carlos Monteiro, via Diário de Coimbra.
Em tempo.
Largo de Santo António - Figueira da Foz
Poderá ser a despedida que ele merece pois, no passado recente, foi tratado indignamente.
Assim, apela-se a todos para, hoje, Terça Feira, pelas 18h 30m, comparecerem junto ao Freixo."
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
O Freixo não morreu: foi sendo assassinado, ao longo dos anos, pela falta de atenção e o desleixo de quem de direito...
"Exmo Sr. Presidente de Câmara Municipal da Figueira da Foz
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| Foto Gabriela Amado |
Na Reunião de Câmara de maio e junho, questionei relativamente ao estado de abandono do Freixo após “Leslie” e apresentei fotos, do risco de derrocada do muro do Largo de Santo António.
O Freixo foi classificado em 2009, mas o Largo de Santo António e o Freixo, mesmo após ter sido alvo de vários atos de vandalismo, estiveram e continuaram sempre ao abandono e desprezo nestes últimos 10 anos.
Atendendo, que no grande Opções do Plano para 2020, não vi rubrica inscrita para a reabilitação do muro e requalificação do Largo de Santo António.
Face ao supra exposto, venho requer os seguintes elementos:
- Cópia das informações internas das intervenções efetuadas no Largo de Santo António e relatórios de manutenção feita ao Freixo desde 2012.
- Parecer técnico relativo ao muro do largo de Santo António, com descrição do grau de risco de derrocada e se representa perigo para segurança pública."
Figueira da Foz, 11 de novembro de 2019"
101 anos...
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
Nota:
Chamava-se Domingos Marçalo e, segundo a minha avó Dora, sua filha, participou neste grande conflito mundial como cozinheiro e combatente.
Por volta de 1916 o meu bisavô deveria terminar a sua comissão militar.
Por volta de 1916 o meu bisavô deveria terminar a sua comissão militar.
Tal, porém, não aconteceu, dado que o governo português dessa época “vendeu” portugueses para a guerra.
No dia a dia da guerra, uma das suas funções era ir buscar o pão e restantes alimentos para os seus camaradas de luta. Isso, só era possível quando os combates estavam menos acesos. O caminha era percorrido com sacrifícios vários ( muita lama, cadáveres, etc).
Além do meu bisavô participaram mais sete pessoas da Cova Gala, um deles, no regresso dos campos de batalha, morreu na viagem de comboio perto de Alfarelos.
Na guerra tinham de permanecer em túneis e trincheiras com gases, o que foi fatal para o meu bisavô. Depois da vinda para Portugal, só durou mais 8 anos, o que fez com que a minha avó não conhecesse o pai, que morreu quando a mina bisavó Rosa de Jesus estava grávida de 5 meses.
Segundo me contou a minha avó Dora, a morte do meu bisavô, segundo o médico que atestou o óbito, ficou a dever-se aos gases apanhados na guerra, “que lhe subiram à cabeça o que deu origem a um ataque mortal”.
* Uma estória da famíla, escrita por Beatriz Cruz, em Abril de 2008, quando tinha 13 anos, e era aluna do 9º ano na Escola Cristina Torres
No dia a dia da guerra, uma das suas funções era ir buscar o pão e restantes alimentos para os seus camaradas de luta. Isso, só era possível quando os combates estavam menos acesos. O caminha era percorrido com sacrifícios vários ( muita lama, cadáveres, etc).
Além do meu bisavô participaram mais sete pessoas da Cova Gala, um deles, no regresso dos campos de batalha, morreu na viagem de comboio perto de Alfarelos.
Na guerra tinham de permanecer em túneis e trincheiras com gases, o que foi fatal para o meu bisavô. Depois da vinda para Portugal, só durou mais 8 anos, o que fez com que a minha avó não conhecesse o pai, que morreu quando a mina bisavó Rosa de Jesus estava grávida de 5 meses.
Segundo me contou a minha avó Dora, a morte do meu bisavô, segundo o médico que atestou o óbito, ficou a dever-se aos gases apanhados na guerra, “que lhe subiram à cabeça o que deu origem a um ataque mortal”.
* Uma estória da famíla, escrita por Beatriz Cruz, em Abril de 2008, quando tinha 13 anos, e era aluna do 9º ano na Escola Cristina Torres
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