Ascenso Simões, cabeça-de-lista do PS em Vila Real, declarou esta noite que não vai apoiar ninguém nas eleições presidenciais de 2016. “Não apoio nem apoiarei qualquer candidato presidencial”, escreveu na sua página no Facebook.
E defende uma revisão da Constituição, para fazer com que o Presidente seja eleito por sufrágio indirecto....
"Há muito que defendo uma revisão constitucional que faça encerrar o anacronismo que é a eleição directa do PR."
Em tempo.
1. Já havia socialistas a apoiar Sampaio da Nóvoa (como Mário Soares ou Jorge Sampaio), outros a apoiar Maria de Belém (como Manuel Alegre), mas agora há uma terceira via no PS: Ascenso Simões, até há uma semana director de campanha de António Costa e agora cabeça-de-lista do PS em Vila Real.
2. Américo Thomaz, o "corta-fitas", foi o candidato escolhido pela União Nacional, em 1958, para suceder a Craveiro Lopes, com o beneplácito de António de Oliveira Salazar, não só por ser afecto ao regime mas também por ser pouco interventivo. Teve como adversário o General Humberto Delgado. A maciça fraude eleitoral permitiu a sua vitória por 75%, contra apenas 25% atribuídos a Delgado. O próprio Thomaz não votaria na sua eleição.
Na sequência das eleições presidenciais, cujos resultados oficiais nunca seriam publicados oficialmente no Diário do Governo, conforme estipulava a legislação vigente, o regime determinaria, na revisão constitucional de 1959, que estas deixariam de ser directas, passando a ser da responsabilidade de um colégio eleitoral, constituído exclusivamente por membros da União Nacional. Desta forma, o regime punha de parte qualquer tipo de mudança democrática encetada pelo voto da população portuguesa. Foi dessa forma reeleito em 1965 e 1972.
O 25 de Abril encontrou-o a poucos meses de cessar funções, uma vez que determinara deixar o cargo quando completasse 80 anos. Foi então demitido do cargo e expulso compulsivamente da Marinha, tendo sido enviado para a Madeira, donde partiu para o exílio no Brasil.










