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| imagem sacada daqui |
Tal só foi possível, porém, porque existe liberdade – a tal
liberdade que os mais jovens consideram natural e os mais cotas ostentam como
uma conquista.
A proposta acabou por ser aprovada por maioria, apenas, com uma
abstenção.
A grande vantagem em democracia é podermos ter reuniões à
porta aberta – na Figueira isso infelizmente só acontece uma vez por mês – para
podermos ouvir e analisar as mais
diversas opiniões organizadas, mais ou menos virulentas, mais ou menos
assertivas, mais ou menos coloridas, mais ou menos cínicas.
A grande vantagem da democracia é podermos ter acesso à
liberdade, através da livre expressão de opiniões diversas, que se confrontam,
e da afirmação dos espíritos críticos que, sem reserva mental, criam espaços de
confluência, mesmo quando no ruído imediato tudo parece ser divergência.
Mas, isso já tem a ver connosco: é um labirinto que cada um
de nós pode entender melhor se for capaz de reflectir um pouco.
Na minha opinião – e é precisamente por isso que desde o início estou contra o encerramento de uma reunião camarária mensal, cuja responsabilidade cabe a José Ataíde e aos seu fiéis vereadores – há tudo a ganhar com a
democracia e a transparência, e nada se perde, com o exercício da liberdade.
Mas, atenção: a democracia exige exercício e prática.
A democracia é um lugar que, por ausência do exercício da
liberdade, se pode tornar a antecâmara da tirania.
A história ensina-nos que a democracia é muito sensível e delicada.
Confesso que estranhei que, hoje, ao ler os jornais distritais
com páginas sobre a Figueira e notícias sobre a reunião camarária de realizada ontem, não tenha visto nada sobre um assunto que tanta
polémica deu: a atribuição da medalha à Lusiaves… 












