segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Da Figueira da Foz a Óbidos, passando por Pombal e Viseu, trabalhadores do sector hoteleiro a ganhar o salário mínimo pedem fim do bloqueio negocial com a AHRESP.



"Numa ação de luta e de protesto esta sexta-feira realizada na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, o Sindicato de Hotelaria do Centro exigiu a revisão da contratação coletiva, incluindo salários mais justos. 

Depois de, durante a manhã, o protesto ter assentado arraiais em Coimbra, à frente das instalações da AHRESP – a associação que representa a hotelaria, restauração e similares em Portugal -, de tarde, pouco mais de uma dezena de dirigentes sindicais e trabalhadores hoteleiros e da restauração mudou-se para a Figueira da Foz, para a zona turística do Bairro Novo, no intuito de levar as suas reivindicações àquela praia da região Centro. 

A iniciativa, que um observador mais atento poderia definir como um pequeno manual do exercício do sindicalismo, nos dias de hoje, a nível logístico e de mensagem, se não passou despercebida, também não logrou cativar clientes de estabelecimentos ou transeuntes, que se limitaram a ignorar o protesto, não interagindo com o “piquete” sindicalista.

O grupo esteve junto ao casino da Figueira da Foz – por esta altura a mudar de mãos para um grupo espanhol – e, depois, fez o percurso pedonal pelo passeio do chamado Picadeiro até à esplanada Silva Guimarães, fronteira à praia. 

Paragem de 10 minutos junto ao varandim – um pequeno descanso para quem carregava uma coluna de som, um tripé de suporte, um escadote de três degraus e bandeiras para todos – tão só para deixar visível uma faixa da campanha nacional, com iniciativas locais ou regionais, agendadas para as seis capitais de distrito e outras localidades importantes ao nível turístico, na praia ou na montanha, na região. 

António Baião, o já histórico – e quase na reforma – dirigente sindical e quadro do PCP local, é, mesmo que não o queira, uma espécie de figura tutelar dos manifestantes, embora vá assumindo que é necessário dar lugar a outros, mais novos. Seja a indicar o caminho para o destino final – a Torre do Relógio adjacente ao areal e de frente para uma das maiores e mais concorridas cervejarias da cidade – a sacar de abraçadeiras plásticas para segurar as faixas de propaganda ou a subir ao escadote para colocar pendões nos postes, Baião está presente. 

Já no que à mensagem do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, afeto à CGTP, diz respeito, passa, sem hesitar, o “palco” para o presidente Afonso Figueiredo, a cumprir um segundo mandato no cargo, embora já leve vários anos de militância sindical."

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