"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Autárquicas 2021 na Figueira: o momento do mandatário...

A pré-campanha eleitoral, ou melhor dito, a não pré-campanha, pois a falha de ideias das candidaturas já anunciadas tem sido a marca dominante - a manter-se durante mais 3 meses, vai acabar por traduzir-se na abstenção.

Da CDU ainda nada se sabe. DO BE idem.
Do CDS, do PS e do PSD já se sabe alguma coisa.
Do CDS já se sabe quem é o mandatário. Do PS também. 
Mais logo, pelas 17 horas, numa unidade hoteleira da Figueira da Foz, o PSD vai apresentar o seu. Não deve trazer algo de substancionalmente novo ou diferente. O segredo tem sido mantido com mão férrea. Como se trata do PSD, aposto num empresário, com poucas ligações à política figueirense.
Como têm reagido, pelo que tem vindo a público, os militantes partidários e os simpatizantes mais acérrimos  aos "desvios" e às medidas do PS e do PSD, quando com elas estão em desacordo?
Uma boa parte, diria mesmo a maior parte, pura e simplesmente cala-se. 
Quem cala consente. São os fieis surdos, cegos e mudos. O mutismo aparentemente resolve o que no debate político levanta receios e inseguranças.

Outra  parte, faz o chamado trapezismo retórico via contorcionismo argumentativo. São os bem-falantes pletóricos, que se esforçam, sob os projectores mediáticos, tentando justificar o injustificável e explicar o inexplicável. Esgotam a paciência de qualquer um, cobrem-se de ridículo, mas contam com o reconhecimento interno, com a cumplicidade tribal, visando assegurar um lugar nas listas dos respectivos partidos. Ganham a confiança de uns, perdem a de outros, mas oferecem uma espécie de fidelidade incondicional que satisfaz os líderes. Neste momento, basta estar minimamente atento, isso é público e visível no PS e no PSD.

Depois temos os chamados "intermitentes": aqueles que estão com uma liderança, mas não estariam com outra. Gostam de exibir a discordância publica, mas não se demitem do partido. No PSD, a putativa candidatura de Santana Lopes expôs isso descaradamente nas autárquicas de 2021.
Este comportamento, que não é novo, coloca uma questão antiga: a de definir qual o limiar que explica a decisão de continuar a militar num partido quando as expectativas de carreiras pessoais ficam goradas, os desacordos se acumulam, as dissidências se amontoam e as matérias de princípio são afectadas ou atraiçoadas. 

Os "intermitentes" só se distiguem dos "silenciosos" e dos "trapezistas" num aspecto: falam alto e em público. De resto, a caravana passa, com os arranjinhos pontuais do costume... 
Duvidam? Estejam atentos ao que se vai passar com a elaboração das listas para a vereação camarária e para a Assembleia Municipal, em todos os partidos, mas em especial no PS e no PSD. 
E perguntam vocês: então e a candidatura de Santana Lopes?  
Neste momento, ela existe para além do ruído?

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