sábado, 8 de setembro de 2012

Quem se mete com este governo leva…


O Herman José levou mais de duas décadas de prime-time para perder a piada.
Este governo, em menos de um mês, já não tinha piada nenhuma.
Quando estes gajos se zangam,  é a sério…
E, ainda há muita merda para colocar na ventoinha…
Este governo, deveria ter de pagar o assalto aos trabalhadores, que ontem anunciou, bem caro.
Mas, como estamos em Portugal, não sei não!..

Em tempo.
Ontem,  foi anunciada pelo governo a maior transferência de riqueza, de que há memória, dos 99% que vivem do seu trabalho para os 1% que vivem de rendimentos de capital. São cerca de 2 mil milhões de euros que em 2013, e em todos os anos subsequentes, serão tirados aos trabalhadores por conta de outrém (que passam a descontar mais 7% do seu salário para a Segurança Social) e dados aos proprietários dos meios de produção (cujas empresas passam a pagar menos 5.5% do salário de cada trabalhador para a Segurança Social). Sem quaisquer condições associadas. Podiam, por exemplo, exigir que tal apenas ocorresse se uma dada empresa mantivesse o mesmo número de postos de trabalho no final do ano em causa. Isto se a intenção do governo fosse realmente tentar diminuir a progressão do desemprego, como tentou argumentar (pensando que os portugueses são idiotas chapados). Mas não. O dono da fábrica vai poder pegar no dinheiro que o governo tirou aos que para ele trabalham, e "investir" num novo Ferrari. Sem espinhas. 

1 comentário:

Guimaraes disse...

Uma possibilidade decente de relacionar a TSU paga pelas empresas com o emprego, em favor deste, seria fazer variar a TSU na proporção inversa da variação do emprego em cada empresa no ano anterior. Exemplo: Vamos supor uma empresa com 100 trabalhadores, que despedia 10 num dado ano. A TSU a pagar pela empresa seria aumentada em 10%. Pelo contrário, se a empresa admitisse mais 10 trabalhadores, a TSU seria diminuida de 10%. Isto seria beneficiar as empresas que criam emprego. O proposto pelo Governo é aumentar os lucros das empreas sem contrapartidas socialmente úteis.