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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

domingo, 10 de maio de 2009

Contas à vida

No passado dia 25 de Abril, completei três anos de blogosfera. Para além de outros motivos de carácter mais pessoal, como o gosto e o prazer que  escrever sempre me deu, confesso que tudo começou pelo desejo,  concreto e imediato, de poder dar  expressão pública, por este novo  meio, aos que não têm voz. É conhecida  a situação de bloqueio existente nos meios de informação tradicionais a quem só aceita publicar opinião livre. É assim no País e é assim na Figueira da Foz. As últimas tentativas para mudar este estado de coisas, aqui pela Figueira, tiveram em mim um actor interveniente e activo. Estou a referir-me, como é óbvio,  aos projectos Barca Nova e Linha do Oeste.

Foi, pois, com naturalidade, que investi muito de mim próprio e apareci  neste novo espaço. Encarei a  blogosfera como uma oportunidade  de dar  voz aos que não a tinham nos restantes media. Três anos decorridos, confesso que  desde o princípio também  esteve presente  uma visão objectiva da utilização da  blogosfera e da Internet. Contudo, para descansar os espíritos mais sensíveis, declaro também que a conspiração nunca esteve no meu pensamento, até porque este Outra Margem é um projecto que  nada tem  de oculto ou inconfessável.

Como objectivo meramente pessoal, tenho tentado  trazer a esquerda figueirense, democrática e pluralista, arredada dos media,  de novo para a vida pública, para o debate político, para a batalha das ideias. Sei que pode  constituir ambição a mais para tão fracos recursos, mas, como não quero endireitar a Figueira, muito menos o País e o mundo,  decorridos três anos,  sinto que dentro dos condicionalismos de que sou possuidor (falta de tempo, carências pessoais, etc.) tenho a consciência de ter “levado a carta a alguns garcias”.

Passados  três anos por aqui, foram feitas coisas boas e algumas menos conseguidas, mas estivemos presentes, fomos lidos, fomos apoiados e criticados, houve quem gostasse de nós e quem se nos pudesse bater, batia mesmo. Seja qual for a opinião que tenham  deste espaço,  ele cá está feito e assumido, sem truques nem malabarismos,  à vista de todos e  disponível,  podendo cada um fazer o seu próprio  inventário de prós e contras.

Mas, se quiser dar opinião, para estarmos todos em igualdade de circunstâncias, tem de a assumir. Por aqui, os tempos do anonimato para os comentadores,  não voltam mais. 

1 comentário:

anamar disse...

Boas e bem contadas contas Agostinho!
Parabéns !
Sinto que tem levado a bom porto os seus objectivos...
Para mim é uma referencia da terra que me viu nascer...
Mas penosamente, a Figueira dificilmente renascerá das cinzas em que se tornou ! Há uma "figueirite" crónica e uma cidade envelhecida e triste humanamente !
Valham os lutadores, os inovadores ê todos os homens e mulheres de boa vontade honestidade e cara "lavada" que dão a cara e o nome em qualquer circunstância...
É que há anónimos... mas correctos!
Bom domingo!
Hoje o mar estava muito bonito por aí! Recebi umas fotos do Cabedelo!!!