sexta-feira, 22 de maio de 2026

"Governo acelera reversão do legado do PS em seis áreas-chave"

"É evidente: a maldade, a crueldade são inventos da razão humana, da sua capacidade para mentir, para destruir" -  Citação de José Saramago

Imagem Expresso
«De inversões e continuidades se fazem as reformas de Luís Montenegro.
Primeiro-ministro defende que “mais importante do que discutir se é ou não reformista é fazer”. Objectivos das grandes políticas têm passado muito pela inversão do caminho seguido pelo PS.
Nos executivos de Luís Montenegro, há uma inversão de caminho clara em sectores-chave. 
Na habitação, o Governo foi célere a mudar de rota, desde logo, revogando medidas como a contribuição extraordinária sobre o alojamento local ou a possibilidade de arrendamento coercivo de imóveis devolutos do Mais Habitação do PS. O foco do executivo passou a ser o de estimular a construção e criar incentivos fiscais e de financiamento para aumentar a oferta. Para os jovens, o Governo apostou na criação de uma garantia pública na concessão de crédito ou isenção de imposto de selo ou IMT na compra da primeira casa. 
Já na saúde, o plano do executivo também alterou o azimute que vinha do anterior executivo, reformulando e retirando competências à direcção executiva do SNS. Com uma ministra especialmente visada pelas oposições, as reformas em curso passaram pela reorganização das urgências no âmbito regional e, mais recentemente, por um novo regime parao INEM. Os pontos mais sensíveis - e que são uma inversão face ao modelo do PS - ainda não foram aplicados, mas estão anunciados: novas parcerias público-privadas (PPP) e a revisão da Lei de Bases da Saúde (uma linha vermelha do PS para viabilizar o Orçamento do Estado em vigor). Na fiscalidade, a baixa de impostos é uma das marcas que Montenegro faz questão de sublinhar sempre que pode. Se, no caso do IRS, o PS já tinha começado uma trajectória de alívio, o executivo da AD deu um passo adiante com a actualização dos escalões e o alargamento do modelo IRS Jovem. No IRC, fruto de negociação com o PS, não conseguiu logo implementar a descida dos 21% para os 19% (que estão actualmente em vigor). Ainda assim, o plano do executivo é o de chegar à taxa de 17% em 2028.»

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