sábado, 1 de dezembro de 2018

Depois de tudo ter falhado espera-se que a justiça funcione...

Conforme pode ser lido no jornal Diário de Coimbra, "a família de um dos cinco pescadores que morreram na sequência do naufrágio do arrastão registado em Aveiro “Olívia Ribau”, à entrada da barra da Figueira da Foz, em Outubro de 2015, reclama em tribunal 250 mil euros ao Estado."


Nota de rodapé.

Na última década registaram-se alguns acidentes graves, com vítimas mortais, à entrada da barra da Figueira da Foz. Os pescadores apontam o dedo às obras ali realizadas. "Aquela barra ficou mais perigosa depois do aumento do cais. Temos mais areia e a navegação é muito mais arriscada"
José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar. 

"Está na altura de questionar porque é que há tantos naufrágios. A barra transformou-se numa ratoeira para os pescadores. Com o aumento do molhe em 400 metros, os barcos têm de entrar ou sair da barra atravessados, não há segurança". 
Alexandre Carvalho, pescador na Figueira da Foz. 
Segundo José Festas, na altura em que foram realizadas as obras, a associação que representa alertou os responsáveis para o problema, mas sem sucesso: "Nós tentámos impedir que a barra fosse feita assim. Avisámos que ia matar muita gente"
O responsável por este blogue, dentro das suas modestas possibilidades, tem feito o que pode no alerta dos problemas da nossa barra - que, em abono da verdade, não são de hoje nem de ontem: na Figueira, há mais de 100 anos que os engenheiros se dedicam a fazer estudos para a construção de uma barra... 

Vejamos o caso do prolongamento em 400 metros do molhe norte.
Manuel Luís Pata, já falecido, outra voz que andou uma vida a pregar no deserto, avisou em devido tempo, mas ninguém o ouviu... Recordo, mais uma vez, o já longínquo ano de 1996. Manuel Luís Pata,  no extinto Correio da Figueira, a propósito da obra que então se perspectivava e, entretanto,  concretizada, do prolongamento do molhe norte da barra da nossa cidade para sul, publicava isto que era um alerta, que ninguém teve em conta.
“Prolongar em que sentido? Decerto que a ideia seria prolonga-lo em direcção ao sul, para fazer de quebra-mar.
Se fora da barra fosse fundo, que o mar não enrolasse, tudo estaria correcto, mas como o mar rebenta muito fora, nem pensar nisso!..
E porquê?... Porque, com  os molhes tal como estão (como estavam em 1996...), os barcos para entrarem na barra  vêm com o mar pela popa, ao passo que, com o prolongamento do molhe em direcção ao sul, teriam forçosamente que se atravessar ao mar, o que seria um risco muito grande...
Pergunto-me! Quantos vivem do mar, sem o conhecer?”

Pouco tempo depois do naufrágio do "Olívia Ribau" em declarações aos jornalistas, João Ataíde, presidente da câmara da Figueira da Foz, disse que a estação salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) não tinha os meios necessários para acudir ao acidente, por uma das embarcações, a Patrão Macatrão, estar avariada, e criticou o facto da Protecção Civil Municipal não ter tido conhecimento de que as instalações encerravam às 18 horas.
Consciente do papel de destaque que se encontra reservado à protecção civil ao nível do bem estar da população figueirense, tendo em conta o cumprimento do estatuído no artigo 5º do Decreto-Lei nº 203/93, de 3 de Junho, que ao regulamentar a Lei nº 113/91, de 29 de Agosto (Lei de Bases da Protecção Civil), impôs aos municípios a promoção da criação dos seus serviço municipais de protecção civil, aos quais cabe desenvolver actividades de coordenação e execução tendentes a prevenir riscos colectivos inerentes à situação de acidente grave, catástrofe ou calamidade de origem natural ou tecnológica, atenuar os seus efeitos e socorrer as pessoas e bens em perigo, quando aquelas situações ocorram das populações, deixo duas perguntas: 
1ª. - para que serve a Protecção Civil Municipal da Figueira da Foz?
2ª. - quantas reuniões de coordenação existem por ano com todas as entidades envolvidas?
Recordo, para quem não se lembre, que o presidente da Câmara tem a seu cargo a direcção das actividades a desenvolver no âmbito da Protecção Civil, cabendo-lhe designadamente, "criar e dirigir o Serviço Municipal de Protecção Civil Concelhio, procurando garantir a existência dos meios necessários ao seu funcionamento".
Isso passa, entre muitas outras coisas, por "convocar e presidir às reuniões da Comissão Municipal de Protecção Civil", "promover a cooperação de cada organismo ou entidade interveniente, diligenciando assim, o melhor aproveitamento das suas capacidades", "coordenar a elaboração do Plano Municipal de Emergência e promover a preparação, condução e treino periódico dos respectivos intervenientes", "promover e contribuir para o cumprimento da legislação de segurança relativa aos vários riscos inventariados, oficiando para o efeito aos órgão competentes", "promover reuniões periódicas da Comissão Municipal de Protecção Civil, sempre que necessário e no mínimo duas vezes por ano".

O saldo de mais um naufrágio ocorrido nesta nossa barra foi trágico: no arrastão "Olívia Ribau" naufragado a 06 de outubro de 2015, seguiam sete pescadores. Dois foram resgatados com vida, uma hora depois do acidente, por uma moto de água da Polícia Marítima e cinco morreram.
A segurança e o salvamento marítimo, continua a ser um caso grave na barra da Figueira que o acidente do Olívia Ribau pôs a nu...

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A paz socialista figueirinhas em que vivemos há 9 anos

Ataíde tem a Figueira na mão há vários anos.
O seu maior trunfo é a indiferença geral da maioria absoluta dos figueirenses.
Depois, conhece a comunicação social local: frágil, cordata, dependente e materialmente debilitada.
Por último, mas não finalmente, tem contado com a divisão e a debilidade do PSD/FIGUEIRA. 
Na Figueira, PCP, BE e CDS, em termos efectivos, não contam politicamente para nada.
Finalmente, conhece a anomia política da sociedade figueirense.
A última coisa que os figueirenses querem é pensar sobre a gestão da sua cidade e do seu concelho.
O que é um figueirinhas feliz?
Esse tem sido o segredo de Ataíde, o homem que tem feito os figueirinhas felizes. 
Com Ataíde, tem sido um privilégio viver na Figueira.
Os figueirenses deviam pagar o dobro de impostos. 
Não é justo que alguns portugueses sejam mais felizes do que os outros.

Melindroso e difícil

A crónica que hoje assino no DIÁRIO AS BEIRAS fala de uma ambientalista pragmática.


Falar sobre uma mulher, seja ela quem for, é sempre um tema melindroso e difícil. Como alguém que não me recorda agora o nome disse um dia: "a mulher mais idiota pode dominar um sábio. Mas é preciso uma mulher extremamente sábia para dominar um idiota."
E, como na política figueirinhas idiotas é o que não falta...

Não é verdade que na Figueira não se passa nada na vida política. Bem pelo contrário: estão a cometer-se pecados mortais. Quem vier a ser responsabilizador por os cometer, arrisca-se a ficar afastado do paraíso...

Finalmente temos farturinha: "dois interessados na piscina-mar"!.. E há um terceio em lista de espera!..

"O segundo concurso público para a remodelação e exploração do complexo turístico da piscina-mar contabiliza dois interessados. O prazo terminou no início deste mês e, neste momento, o júri está a analisar as propostas. Entretanto, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, um terceiro concorrente terá pedido o prolongamento do prazo, invocando motivos técnicos. O veredicto dos jurados será conhecido em breve. "

Será desta que o complexo da piscina-mar da Figueira da Foz vai ser concessionado?
Pelos vistos, não faltam investidores interessados.
Como dá para ver, o problema não é que existam problemas.
O problema é esperar outras coisas e pensar que ter problemas é um problema.
E, já agora, a Piscina Mar, se não servir para mais nada, sempre há-de servir para "gratificar os trabalhadores camarários"...

Orçamento de Estado para 2019

"Entre as muitas propostas apresentadas no debate na especialidade do Orçamento de Estado para 2019, houve uma que fez o Governo e o PS equivocar-se na mensagem que afirma defender. 
O PCP defendeu que os valores dos escalões de IRS fossem actualizados com o valor da inflação prevista de 1,3%. Essa actualização é uma das propostas recorrentes do PCP e é uma protecção para aqueles cidadãos cujos rendimentos estejam ali mesmo na fronteira entre dois escalões.
Assim, se os escalões fossem actualizados e caso tivessem um aumento dos seus rendimentos nem que fosse pelo valor da inflação (para manter o seu poder de compra), essa subida dos rendimentos não o faria subir de escalão de IRS. Caso contrário, esses cidadãos arriscavam-se a ter um aumento de rendimento, mas a perdê-lo depois de tributado.
Era expectável que os deputados e o Governo do PS fossem sensíveis a este argumento. Mas não. A proposta foi chumbada. E com ela passou a mensagem de que não se deve lutar por uma subida de salários ou uma subida de pensões porque - quem sabe? - até pode ficar a perder...
Ele há coisas que um partido de esquerda devia ter como regra." 
JOÃO RAMOS DE ALMEIDA, via Ladrões de Bicicletas

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Desconfortável...

 Costa sobre IVA das touradas: “Se fosse deputado votaria contra”
"O Governo queria manter o IVA das touradas nos 13%, mas uma coligação negativa no Parlamento (formada por PCP, PSD e CDS) acabou por obrigar a descida da taxa do IVA na tauromaquia em 2019 para os 6%, alargando também esta taxa ao cinema e aos festivais ao ar livre."

Declaração de interesses: não sou anti nada.
Portanto: não sou anti comunista, nem anti touradas.
No entanto, a posição do PCP sobre as touradas, juntando-se à direita para aprovar a descida do IVA das corridas para 6% custa, pelo menos a mim, custa a engolir.

O PCP, certamente, que terá as suas legítimas razões. 
O PCP, que julgo conhecer, tem sempre as suas legítimas razões.
Quem delas discorda, comete o sacrilégio de ser apelidado de anti comunista. Quando as suas razões não são política ou eticamente explicáveis de um modo fácil, serve-se com frequência da demagogia, da manipulação da informação e, muitas vezes, de um recorrente legalismo, incompreensível num partido que, na essência, se propõe promover por todos os meios, incluindo os menos ortodoxos, uma sociedade melhor e mais justa.

Neste caso, a explicação parece simples. Trata-se aqui de uma concessão eleitoralista a sectores sociais retrógrados que se inserem no seu potencial eleitorado, em particular nos distritos do Alentejo e do Ribatejo, e da influência cultural do seu nacionalismo, tendente, desde há longos anos, a recuperar certas tradições como factor identitário e «patriótico».

Não me peçam para justificar o inaceitável, nem me peçam para discordar em silêncio. 
Por isso, não sou militante, porque a expressão pública de divergências permanece tabu para os militantes comunistas

Fica este desconfortável lamento, para memória futura.
Por uma simples razão: não sou anti comunista.

Registe-se que foi com o voto contar do PS...

OE2019: Banco de Portugal obrigado a dar informação detalhada ao fisco sobre transferências para offshores.
A proposta do Bloco foi aprovada e, no primeiro semestre de 2019, o Banco de Portugal terá de informar a Autoridade Tributária sobre as transferências para entidades em regimes de tributação privilegiada mais favorável.
A proposta foi aprovada apesar do voto contra do PS e da abstenção do CDS. Todas as outras bancadas parlamentares votaram favoravelmente a proposta do Bloco.

Filarmónica Figueirense: Leslie arrancou telhado e levantou dinamismo

"Após a tempestade tropical que recentemente atingiu a zona centro do país e que fustigou de forma intensa o concelho da Figueira, a Sociedade Filarmónica Figueirense, cuja sede foi também fortemente afectada, criou um projecto de revitalização que passa por um programa cultural mais intenso e que visa igualmente angariar verbas para urgentes restauros.
Assim, no próximo sábado, dia 1 de dezembro, às 10h30, acontece um inédito momento musical na Igreja Evangélica Presbiteriana da Figueira da Foz (Rua Dez de Agosto). O Quinteto de Metais da Filarmónica Figueirense realiza um “Ensaio de Porta Aberta”, à laia de concerto livre, no âmbito do seu programa cultural “imposto pela dinâmica e necessidade”, refere Luís Oliveira, presidente da direcção da colectividade.
Diversas obras musicais serão interpretadas “num templo centenário e muito esquecido da Figueira”, nas palavras de Jorge Ladeiro, também dirigente da Filarmónica Figueirense. Na manhã do dia 8 de dezembro (feriado), a banda percorrerá as principais ruas da cidade numa atitude de sensibilização da população e entidades oficiais e particulares no âmbito da campanha que está em curso designada “Todos por um Tecto”.
Segundo apurámos junto de Telmo Carvalho, secretário da direcção da colectividade e director pedagógico da Escola de Música, “está a agigantar-se o entusiasmo em repor a parte do telhado afectada pelo temporal e há um NIB que vai ajudar à reconstrução”.
A operação de angariação de donativos já arrancou em diversas redes sociais e pode ser continuada para a conta PT50 0035 0321 000 800 80 830 93."

Via Figueira na Hora

Batel de sal vai voltar a navegar

Entre os finais dos anos 80 do século passado e o ano 1 do nosso século, o barco do sal esteve ausente das águas do nosso rio.
Foi precisamente a 5 de Agosto de 2001, que um batel de sal voltou a navegar no Mondego.
Tal acontecimento ficou a dever-se à parceria “Sal do Mondego”, que foi a entidade responsável pela construção duma réplica de um barco de sal.
Faziam parte desta parceria as seguintes Instituições: Assembleia Figueirense, Associação Comercial e Industrial, Ginásio Clube Figueirense, Misericórdia da Figueira e as Juntas de Freguesia de São Julião, Alqueidão, Vila Verde, São Pedro, Lavos e Maiorca.
A viagem inaugural deste barco, foi uma iniciativa da Empresa Vidreira do Mondego, que organizou um passeio fluvial à Festa da Nossa Senhora da Saúde, em Reveles, uma festa, aliás, que diz muito a diversas gerações de homens do mar da Freguesia de S. Pedro.
Nesse já longínquo primeiro domingo de Agosto de 2001, a parceria gestora e proprietária do batel viu mais uma entidade aderir à iniciativa: a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.
Daí para cá pouco ou nada aconteceu. Gastaram-se mais alguns milhares de euros na conservação e manutenção da embarcação que esteve ancorada em vários locais: portinho da Gala, junto ao Museu do Sal, em Vila Verde e na Marina da Figueira.
Agora, porém, segundo o DIÁRIO AS BEIRAS há novidades: a junta de Vila Verde vai utilizar batel para fins turísticos e pedagógicos.
A tempestade “Leslie” destruiu a lona que cobria o batel de sal. Aquele foi o pretexto para o vereador Ricardo Silva (PSD) indagar a maioria socialista sobre o barco,  na última reunião de câmara.
“O barco tem sido um problema. Está recuperado. A Junta de Vila Verde pretende [utilizá-lo, no estuário do Mondego]. É excelente. Daremos os incentivos necessários”, respondeu o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Figueira 2019 - coisas que não podem falhar nem faltar...

Carnaval
S. João
Futebol de Praia

Parecer favorável para a construção de um Aldi nas Abadias... (a propósito do PDM feito à medida... Vamos então continuar a discutir?)

1.Isabel Maranha Cardoso, via DIÁRIO AS BEIRAS

"... a propósito das decisões que vêm sendo tomadas em matéria de ordenamento de território e planeamento urbano, quer na localização de superfícies comerciais quer de unidades produtivas localmente indesejadas, sempre com o argumento “legalmente não se pode recusar pois o Plano Director Municipal (PDM) permite”

Dum PDM que se revelou robusto e sobreviveu mais de vinte anos, passámos a um PDM, por este executivo camarário da Figueira da Foz revisto, permissivo, frágil e sem a necessária blindagem desprotegendo, ou desistindo dos interesses da cidade e dos figueirenses, quando tudo deixa instalar! Então qual foi a escolha política?"


2. Em 26 de março de 2017, publicava aqui no OUTRA MARGEM, a postagem de que mostro imagem abaixo (para ver melhor, clicar em cima da imagem).


3. Fica uma pergunta que, na última reunião de Câmara, foi colocada por um vereador da oposição, se bem lembro o Ricardo Silva: "porque é que na última década foram desaparecendo os sinais de proibição de circulação nas Avenidas  Gaspar de Lemos e Joaquim de Carvalho a veículos com mais de 3 500 Kgs?"
Carlos Tenreiro, relembrou que "no antigo PDM esta era uma área verde". Isto "é contra o discurso da CMFF: vai construir mais uma rotunda e cortar mais árvores". Na sua opinião, "o corredor verde da cidade merecia outro tipo de protecção"
Miguel Babo lembrou que "as árvores demoram tempo a crescer". Esta decisão, traz "mais betão, rotundas e estacionamentos e mais CO2 e não vai ajudar o comércio local".

4. Tal como disse um dia destes a vereadora Ana Carvalho (minuto 14 do vídeo): "o PDM também foi feito à medida. Claro que sim...".

5. A terminar cito Luís Pena.
Está em causa uma referência de excelência em termos de harmonia paisagística da cidade que ficará comprometida com a instalação de um armazém alimentar de péssimo gosto...Este executivo não sente a cidade porque a maioria dos eleitos não são de cá e não conhecem a história da Figueira. O Arquitecto Ribeiro Telles (que conjuntamente com Alberto Pessoa planificou as zonas verdes da cidade) se souber deste projecto dirá que "os deuses devem estar loucos..."

Simplesmente Pedro Silva: que dizer mais?..

AS BEIRAS não tem um Ferreira Fernandes. Tem um Pedro Silva, um cronista que por mais esta amostra, veio trazer  beleza estilística e inovação na forma de fazer opinião na Figueira. Eu gosto.

Parlamento chumbou proposta do PCP para a criação de linhas de apoio até cinco mil euros para as vítimas da tempestade Leslie

Na especialidade do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), a proposta dos comunistas para criação de uma “linha de apoios às vítimas” da tempestade foi rejeitada com o voto contra do PS, a abstenção dos sociais-democratas e os votos a favor do BE e CDS-PP.

Via Notícias de Coimbra

O importante é como começa, ou como acaba?

terça-feira, 27 de novembro de 2018

A obra a sul do quinto molhe

Estão a tirar areia da própria praia para encher os geotubos?..
A ideia não era trazer areia do Cabedelinho?..
Recorde-se: em resposta a um pedido de esclarecimento do PÚBLICO, o gabinete de comunicação da APA informa que “foram promovidas diligências entre a APA e o Porto da Figueira da Foz em 31.03.2017, tendo ficado definida a proveniência dos sedimentos a partir da praia do Cabedelinho”
No entanto, a entidade diz que o local da recolha de sedimentos “não consta” do caderno de encargos que a empreiteira da obra está contratualmente obrigada a cumprir.

Na Figueira é sempre carnaval...

O festival de música eletrónica RFM Somnii quer levar 200 mil pessoas à praia da Figueira da Foz durante três dias, em julho, o dobro das entradas da última edição, disse hoje fonte da produção.
"Acho que sim, vamos ver", disse João Ataíde.

Via Notícias de Coimbra

Uma onda do meu Cabedelo

O que é que o mar do meu Cabedelo tem a ver com a dança?
Ao olhar para esta foto do Pedro Agostinho Cruz, fiquei com a certeza que o mar do meu Cabedelo é mesmo um dançarino fantástico: aquela modelação da onda é, simplesmente, fantástica...
O mar do meu Cabedelo é mesmo um belo bailador!..

As Águas da Figueira, sabem trabalhar bem...

Imagem via DIÁRIO AS BEIRAS
Ontem, como sempre que me deixam faço, assisti via internet à reunião de Câmara. Tive oportunidade de presenciar a entrega do seguinte Requerimento  por Ricardo Silva, vereador da oposição:

"Segundo o “Relatório e Contas” das “Águas da Figueira”, do 2º Aditamento ao Contrato.
A Concessionária de 2005 a 2009, investiu cerca de 28 milhões de euros. (8 Milhões de euros no Sistema de Abastecimento de Água, 3.8 milhões de euros em sistema de águas residuais domésticas e, em outros investimentos 15 milhões).
Desta forma, requer-se a V. Exa o seguinte: lista dos investimentos em Água, Saneamento e outros investimentos, com indicação do valor do concurso, valor adjudicação e o valor final da Obra."

Hoje, não vi nada na comunicação social (Diário de Coimbra e DIÁRIO AS BEIRAS), sobre o assunto...
Ainda bem que os figueirenses são uns sortudos.
“Temos um dos melhores serviços de fornecimento de água do país. E de saneamento"...
A ETAR da Gala é disso um belíssimo exemplo...

Gato escondido com rabo de fora...

Imagem sacada daqui
... a direita radical, de Passos Coelho e de Assunção Cristas e do corte de 600 milhões de euros de Maria Luís Albuquerque, efectivos em Bruxelas, temporários em Portugal, vota no Parlamento o regresso do Governo à mesa de negociações com os sindicatos para a recuperação do tempo perdido na carreira dos professores.
Ainda não há muito tempo, isto era a "reversão das reformas estruturais".

Crónicas na Rádio Beira Litoral - PSD/FIGUEIRA

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O que é a Justiça...

O Cabedelo

Da agenda da reunião da Câmara Municipal da Figueira da Foz, para hoje, consta:
"2.1.1.4 - REQUALIFICAÇÃO URBANA DO CABEDELO (PEDU) – OBRA –
REPROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E REDUÇÃO DO VALOR DE COMPROMISSO EM
2018 – RATIFICAÇÃO DO DESPACHO"


foto António Agostinho
A ausência de estratégia dos falsos estrategas político turísticos, tem permitido espaço para todos. 
Sobretudo para os pobres.
Num parque de campismo plantado à beira-mar cabem mais pessoas do que nos hotéis de luxo dos ricos. 
E, desse modo, os pobres foram dando a cada verão o seu inestimável contributo para o sector do turismo figueirense. 
Ninguém espere trazer para o Cabedelo os ricos dos outros países. 
E isso tem sido excelente para os pobres da Aldeia, que podiam assim continuar a fazer vida de pobre, sem que ninguém os chateasse...

Isto é obra?..

"A estrada panorâmica em terra-batida que liga o Cabo Mondego (Buarcos) e a Murtinheira (Quiaios) vai ser requalificada.
A obra está inscrita no orçamento da câmara para 2019 e será uma das empreitadas mais importantes que a autarquia lançará naquele ano, por tratar-se de uma intervenção que vem sendo defendida há várias décadas.
Aquela ligação rodoviária foi construída pela Cimpor e atravessa a zona de exploração de cal hidráulica, que terminou em 2013. Trata-se pois de propriedade privada. No entanto, no âmbito de um entendimento entre a empresa e a autarquia, passará a ter usufruto público com condições de segurança. A via contorna o Cabo Mondego e a Serra da Boa Viagem, tendo o mar como cenário de fundo."

Via DIÁRIO AS BEIRAS

Esta gestão de "mercearia", vai tramar os futuros figueirenses...

"Discute-se hoje, na reunião da câmara, a proposta de emissão de parecer favorável ao seguinte pedido (já agora, sem dar por ela, mas para que conste, n.º 09-54/2017 ), cuja fundamentação da Divisão de Urbanismo segue nestes termos: “Trata-se de uma unidade comercial integrada numa operação urbanística que vem promover com incremento da função comercial e o reforço da centralidade da zona, tentando (o sublinhado é meu) não descaracterizar a malha urbana existente, bem como qualificar (ficamos sem saber se também é uma tentativa – a observação também é minha) o espaço público e reordenar (continuamos ainda no campo das intenções?) a circulação viária”. Confuso? Pelo menos mal redigido está, mas defende-se a Câmara, dizendo que “a proposta cumpre as disposições do PDM que lhe são aplicáveis (…) relativamente aos parâmetros de estacionamento” (ai quando a Figueira Parques descobrir que há lugares ainda não pagos!…). Finalmente, “quanto (…) às áreas de cedência para espaços verdes e equipamentos de utilização colectiva, verifica-se que são cumpridos e ultrapassados os parâmetros (…), mas não é proposta qualquer cedência para equipamentos de utilização colectiva”. Ou seja: mais uma média mercearia que a Câmara da Figueira da Foz acolhe, agora na zona nobre das Abadias, sem que desde há anos alguma coisa faça para impedir a perda da população, para atrair investimento industrial (sobretudo não poluente), ou para acabar com o fecho do comércio tradicional. Até quando?!..."
"… depois entranha-se!", uma crónica de Teotónio Cavavo, deputado municipal, hoje no DIÁRIO AS BEIRAS

Com a divulgação dos resultados dos próximos censos, a realizar em 2021, será possível conhecer com maior rigor a dimensão das mudanças profundas que assolaram a Figueira desde 2009, ano em que começou o reinado do juiz Ataíde na Figueira.
Uma dessas transformações, creio ser fácil de presumir, dirá respeito à mais que provável perda de habitantes do concelho.
A tendência nacional, nos últimos anos, tende para o aumento da concentração da população em cidades, em detrimento dos lugares  com menos de 2 mil habitantes, que estão a perder pessoas. 
É o caso, nomeadamente, do interior do Alentejo e do Alto Minho. Ou seja, de regiões em que o declínio demográfico é acompanhado por processos de crescimento urbano, à custa de lugares de menor dimensão, numa espécie de autofagia territorial que foi salvando os núcleos urbanos dessas regiões.
Creio que na Figueira nem isso aconteceu. Nos últimos 9 anos não vi capacidade de atracção de população rural pela cidade da Figueira. Além de ter atingido o concelho profundo, a tendência para o declínio atingiu  também a cidade sede do concelho. 
O que significa que o desafio do combate à desertificação do nosso concelho já não passa apenas pela revitalização humana dos espaços rurais, mas também, se ainda for possível, da própria cidade e núcleos urbanos - nomeadamente a Vila de S. Pedro...
Os efeitos da falta de estratégia política e a ausência de planeamento no desenrolar da vida do nosso concelho nas últimas 3 dezenas de anos, que o consulado de Ataíde agravou, vão ficar perfeitamente visíveis em 2021.
Governar à vista e casuisticamente, vai ficar caro às próximas gerações de figueirenses. E a culpa, também neste caso, foi dos paizinhos e das mãezinhas.

Comer e calar ou prudente silêncio?..

"Graça Fonseca, a recentíssima titular da pasta da Cultura, acaba de deixar bem claro, no México, o que pensa dos periódicos que por cá se publicam: «Uma coisa óptima de estar em Guadalajara é que não vejo jornais portugueses», disse sem pestanejar, como se vivêssemos num tempo anterior à generalização da Internet. Acontece que esta ministra - a terceira a assumir a pasta da Cultura em três anos de "geringonça" - tutela também a comunicação social pública, designadamente a RTP e a agência Lusa.

Vou esperar agora pelas reacções dos opinadores de turno nos diários e semanários que vão restando. Mas esperarei sentado, numa cadeira bem confortável: comer e calar, por estes dias, é a atitude corrente nas redacções. A ministra, que anda há vários anos na política e é muito próxima de António Costa, sabe isso melhor que ninguém. Hoje, no jornalismo de orelha murcha e rodinhas baixas que genericamente se pratica, o desaforo leva-se para casa."
Pedro Correia

Hoje, pelas 15 horas, há reunião camarária com porta aberta, ao público e aos jornalistas

A agenda da pode ser consultada, clicando aqui.

domingo, 25 de novembro de 2018

Coisas realmente importantes para os figueirenses: "o tarifário da água no concelho da Figueira da Foz" (2)....

"Conforme vai referido, e bem, na nota de imprensa da Concelhia do PSD, a próxima revisão ao tarifário entre a Câmara Municipal da Figueira da Foz e a entidade gestora «Águas da Figueira» (3.º aditamento ao contrato) devia ter ocorrido no 1.º semestre de 2017, pelo que não se compreende o atraso, nem tão pouco se percebe a resposta dada pela CMFF quando refere que o processo de revisão "deverá estar terminado ainda este ano e será dada nota pública", já que se desconhece, de todo, em que circunstancias têm corrido as referidas negociações. Depois admiram-se que paire uma desconfiança generalizada sobre a forma como os processos vêm sendo tratados..."
Carlos Tenreiro

Se há coisa que me chateia é ter razão
Sempre que me dão razão, é porque antecipei correctamente um cenário negativo. 
Aquilo que um pessimista como eu mais quer é sobretudo não ter razão.

Querem falar de Liberdade?..

Imagem sacada daqui
1. A importância da Liberdade, para mim, não tem discussão.
2. Houve gente que sofreu os horrores do regime ditatorial antes do 25 de Abril na pele.
3. Houve  gente que sofreu os horrores do regime imediatamente pós-ditatorial na pele.
4. São os defensores do antes do 25 de Abril e do após, que se confundem com a causa defendida, que sacralizam nos seus rituais e momentos que pertencem a todos. 
É, exactamente porque pertencem a todos, que a todos assiste o direito de fazer o uso que entender da Liberdade que lhes foi trazida.
5. Porém, não admito que os puritanos das Liberdades em abstracto, me imponham uma forma ou padrão colectivo de demonstrar o meu respeito pela Liberdade. 
6. Se bem me lembro, a Constituição de 1976 não continha nenhuma excepção civilizada no capítulo das Liberdades.

Enquanto não entrarmos em 2019, será demasiado imprudente fazer o balanço de 2018?..

AOS HABITANTES do CONCELHO da FIGUEIRA da FOZ

"Há muito tempo que eu AFIRMO que a MAIORIA SOCIALISTA anda a fazer o ENRIQUECIMENTO ILÍCITO da ÁGUAS da FiGUEIRA, S. A.
É fácil de ver que eu tenho razão e ninguém resolve esta ilegalidade, tanto mais grave porque é patrocinado pelo próprio MUNICÍPIO!
Alguns números elucidativos:
No Ranking das 1000 Maiores da ZONA CENTRO, publicada hoje em Revista do Diário das Beiras:
1. A posição da ÁGUAS da Figueira S.A. é 99, o volume de negócios é 12.437.647€, variação 2016/2017 é 1.88,rentabilidade é 17.17%, solvabilidade é 76.02%, rentabilidade de capital próprio é 13,75%, número de empregados é 97. 
A população do Concelho da Figueira da Foz é 61.000 habitantes!
2. A posição da ÁGUAS de Coimbra E.P. é 49,o volume de negócios é 25.595.195€, variação 2016/2017 é 2.84, rentabilidade é 7.87%, solvabilidade é 379.07%, rentabilidade de capital próprio é 3.15%, número de empregados é 271. 
A população do Concelho de Coimbra é 143.000 habitantes (valor de 2011).
Conclusão: A Câmara Municipal da Figueira da Foz tem- se deixado «aldrabar» pela A.F., a seu bel-prazer!"

Via Casimiro Terêncio

Hino à Paz

Não há nada mais triste para a visão que se tenha da humanidade do que esta a que cheguei hoje: concluir que preferia ir para a guerra com um traidor a ir com um tolo. 
Afinal, de que servem as melhores das intenções (segurando a mais profícua artilharia) se o mais certo é o inepto ao nosso lado ir, a qualquer momento, tropeçar nos atacadores e abrir-nos a cabeça com uma bala irreflectida?
Em tempo.
Postagem dedicada a um anónimo tolo que acabei de eliminar no facebook...

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Há lodo fora do cais de Setúbal: o governo socialista tem estado mal...



"O ministro da Economia Pedro Siza Vieira esteve mais preocupado que o sistema portuário nacional respondesse “às necessidades das empresas” - vulgo Autoeuropa - e manteve-se “em contacto com a empresa [Autoeuropa] no sentido de assegurar que as necessidades de escoamento da produção continuam a ser satisfeitas”.
Esse era o problema que o Governo mais sentia!

Sobre as mais do que precárias condições de trabalho dos estivadores, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, começou por dizer que não havia razão para a paralisação e depois - face à cobertura mediática - foi forçada a emendar a mão. Mas em vez de exercer o seu poder de Estado e pedir a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (no fundo, trata-se de uma questão eminentemente laboral saber se aquelas condições são legais), achou por bem intervir redundantemente. Pediu ao Instituto da Mobilidade e Transportes e Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) para que se entendam na contratação colectiva e pressionou os trabalhadores a acabar com a greve e a negociar. Algo que não tem funcionado muito bem e daí a greve.
Ao mesmo tempo, o seu marido e ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, esvaziava o poder negocial da greve dos estivadores, ao colocar o corpo de intervenção da PSP a repor a "ordem pública" - ainda que com bons modos... -, deixando o autocarro com os fura-greves entrar no cais, para lucro da Autoeuropa e da Operestiva.

O António Mariano, presidente do SEAL - Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística, contou-me que recebeu a informação de que os fura-greves vão ganhar cerca de 500 euros pelo trabalho de embarcar os automóveis da Autoeuropa. É um bom princípio para a mesa de negociações. Se a empresa pode pagar 500 euros por um ou dois dias de trabalho, isso significa que os estivadores em luta podem negociar, para além da integração permanente, salários que rondem esse valor por dia?"

Claro que estou satisfeito, como não podia deixar de ser: faz sempre bem ao ego ser-se cronista num jornal...