quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ver para crer: "novos donos querem reabilitar Edifício "O Trabalho"...

Por fonte que me pediu sigilo, que respeitei escrupulosamente, há vários meses que sabia do empenhamento pessoal  do presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, dr. João Ataíde, na tentativa de resolução do caso edifício "O Trabalho".
Na realidade, era difícil de perceber como podia a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais...
Este, era daqueles casos que demonstravam o que tem sido o poder local na Figueira, nas últimas 4 dezenas de anos: fraco com os fortes e forte com os fracos.
De harmonia como que li na edição de hoje de o DIÁRIO AS BEIRAS, "o Edifício "O Trabalho" mudou de dono: passou da Apollo para um fundo de pensões holandês.
Os novos proprietários, tencionam recuperar aquele imóvel devoluto do Bairro Novo.
Antes da transacção, afiançou a mesma fonte, os norte-americanos compraram as fracções que haviam sido vendidas pela companhia de seguros Açoreana, para viabilizarem a operação e a eventual recuperação do prédio.
A mesma fonte garantiu que foi o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, quem mediou o diálogo entre os cerca de 10 proprietários das lojas e o comprador. Deste modo, o autarca terá contribuído para o princípio do fim de uma situação que se havia tornado urbanisticamente insustentável, ao tratar-se de um edifício contestado, pela volumetria (11 mil metros quadrados de área de construção), aspecto arquitectónico e estado de degradação.
Desde os mandatos de Duarte Silva (2001 – 2009) que a autarquia tenta encontrar uma solução para aquele problema. A Açoreana, que pertencia ao Grupo Banif, não abria mãos do imóvel por ser valorizado como activo, na hora de apresentar as contas. Por outro lado, foi dilatando, até ao limite legal, a renovação das licenças para a recuperação que nunca fez."
Agora, continuando a citar o mesmo jornal, "a venda do edifício "O Trabalho" à Apollo, fez voltar o processo à estaca zero, onde aliás se encontra neste momento, na sequência da venda aos holandeses. Desta vez, contudo, poderá ser diferente, fazendo fé na convicção da nossa fonte, segundo a qual haverá mesmo interesse dos novos proprietários em recuperar o imóvel de oito pisos, para habitação e zona comercial. Assim sendo, a demolição está, para já, afastada, com a qual o proprietário principal nunca concordou."
Registe-se que, "até pelo custo – cerca de um milhão de euros - a autarquia não tem capacidade financeira para cortar o mal pela raiz. Só em última instância é que a autarquia irá intervir, porque a prioridade é que sejam os privados a resolver o problema. Só através de uma indemnização é que a autarquia conseguiria resolver o problema, mas seria um ónus muito grande para o município”, afirma a vereadora Ana Carvalho na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS.
A agravar o problema, "a “Leslie” também atingiu o edifício "O Trabalho", expondo o seu avançado estado de degradação. Os destroços espalhados pela rua testemunhavam a força da tempestade e a fragilidade do imóvel que o seu estado degradado lhe infligiu. No entanto, a parte estrutural está em bom estado, segundo a autarca, viabilizando a recuperação do prédio."
Recorde-se que "as várias dezenas de apartamentos não foram vendidas, o que significa que nunca foram habitados, contribuindo para acelerar a degradação."
A Câmara, a seguir ao furacão, continuando a citar o DIÁRIO AS BEIRAS, "notificou o dono para proceder ao rápido tamponamento do imóvel, o que deverá acontecer em breve." 



O Edifício o Trabalho foi construído na segunda metade da década de 1980.
Este edifício, é o exemplo, mais do que acabado, do que resulta das megalomanias dos autarcas figueirenses de ontem, de hoje e, presumivelmente de amanhã.
Em declarações prestadas ao DIÁRIO AS BEIRAS em dezembro do ano passado, Daniel Santos afirmou que o edifício “nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projecta nos outros edifício”.
Daniel Santos, por outro lado, apontou também problemas de funcionalidade, como o aumento do tráfego automóvel e a falta de estacionamento na zona, que “não tem capacidade para suportar a carga decorrente da ocupação do edifício”

Na altura, Daniel Santos defendeu:  “a construção daquele imóvel contribuiu para retirar entidade ao Bairro Novo".

Confesso-me preocupado...

Via Foz ao Minuto.
Pergunta: «E o Centro Escolar quando estará novamente pronto?»
Resposta
de António Salgueiro, presidente da junta de freguesia de S. Pedro: «Na questão das outras infra-estruturas, o Centro Escolar de São Pedro, na sua parte desportiva, as infraestrutura realmente cederam, como é do conhecimento de todos, a obra já está adjudicada começou no dia 6 de Novembro, com a remoção dos escombros, e será tudo colocado como estava, tudo será reposto exactamente como se encontrava.»!..
Vejam como ficou o Centro Escolar de S. Pedro depois da Leslie!

Na sequência da passagem do Leslie, estas instalações, construídas de raiz, ficaram como a foto mostra.Alguém já sabe o que se passou, ou a passagem do Leslie explica tudo?
É de estar preocupado, não?..

A Liberdade e o dinheiro

Desde muito novo, fiz uma opção de fundo: saber viver com pouco dinheiro.
Sabia que passaria por aí a minha Liberdade.
O dinheiro nunca esteve directamente ligado aos meus sonhos. Mas, claro, que é melhor ter dinheiro, que não ter.
É bom viver sem se ter a carteira vazia. É importante ter dinheiro para fazer coisas tão simples como comprar o livro que nos apetece, poder jantar num lugar agradável, tomar um café, beber um copo...
São estas pequenas e simples alegrias, que fazem com que valha a pena a nossa Liberdade.

"Não faço política com o meu trabalho, mas não me importo que façam política com o meu trabalho, desde que ajudem a resolver o problema"...

ALERTA COSTEIRO, no CAE de 12 a 16 do corrente mês
Pedro Agostinho Cruz, volta a alertar para a erosão costeira que está a atingir o sul da Figueira da Foz. 
Numa exposição, patente de 12 a 16 deste mês no Centro de Artes e Espetáculos (CAE), o fotojornalista figueirense denuncia os efeitos, porque as causas já são conhecidas. 
A mostra surge do convite da Câmara da Figueira da Foz e está inserida no seminário nacional sobre a adaptação local às alterações climáticas, no dia 16, com a participação do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.
Este alerta é a “continuidade do trabalho que foi feito a partir de 2014”, esclareceu Pedro Agostinho Cruz, em entrevista hoje publicada, que pode ser lida na íntegra no DIÁRIO AS BEIRAS

“É um retrato cru de uma problemática da nossa costa, nomeadamente, no sul do concelho, que pode impressionar mais as pessoas, porque a erosão é ainda mais evidente do que era em 2014”, disse ainda. “A linha de trabalho é a mesma. Não estou a culpar as pessoas pela erosão, só as responsabilizo pelo que não foi feito e pelo que foi mal feito. Não faço política com o meu trabalho, mas não me importo que façam política com o meu trabalho, desde que ajudem a resolver o problema”, afirma a concluir esta entrevista a Jot´Alves o fotojornalista nascido na freguesia de S. Pedro.

Deputada municipal, professora, sindicalista, figura central do PCP na Figueira da Foz, coralista e muito mais. Silvina Fonseca de Queiroz, esteve ontem no Dez & 10...


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A utilidade do OUTRA MARGEM

Tudo o que seja informação relevante na Figueira, produzida por protagonistas com peso na sociedade figueirense, nos últimos mais de 12 anos que já leva de existência este espaço,  tem vindo a ser escrutinada e noticiada pela equipa deste espaço, que se resume a uma pessoa só.

Tem sido uma tarefa gigantesca.
O resultado, daí a animosidade que sentimos em certos círculos, tem sido uma maior pressão sobre os personagens que intervêm no espaço público, sejam eles quem forem, mas, em especial, os que são eleitos para desempenhar cargos públicos.


Sem falsas modéstias, acreditamos que isso teve como consequência mais relevante elevar a qualidade do debate público figueirense.
Isso levou muito político a ter mais cuidado com o que diz publicamente, porque sabe que há um blogue que  existe para verificar aquilo que eles dizem e disseram no passado recente.


Na Figueira, infelizmente, vivemos tempos conturbados.
A democracia deixou de garantir o bom governo do concelho e das freguesias.
Na Figueira e no concelho, a qualidade dos políticos degradou-se.


A necessária regeneração tarda.
A captura das políticas públicas pelos interesses privados está aí em todo o seu esplendor.
Só não vê quem não quer.
E não há maior cego do que aquele que não quer ver.

Que bem que se está na Figueira!


"ALERTA!! Quanto tempo mais será necessário para resolver esta situação?? Provavelmente quando houver ferido grave ou danos nas viaturas."

"Tenham paciência: o NATAL é quando a Câmara quiser!..O QUE É ISTO COMPARADO COM A URGÊNCIA DAS ILUMINAÇÕES DO NATAL?.."

Perfeitos?.. 
Nós?.. 
Não... 
Mas, já fomos mais imperfeitos...
A sério. 

Que clima! 
Que bem que se come! 
Que bom e barato é o vinho! 
Que bem escrevem os nossos prémios Leya
Que prestáveis são as farmácias! 
Que belos filmes passam nas salas do Foz Plaza! 
Os benefícios que a CEE tem trazido! 
A quantidade de queijos franceses que já se podem comprar nos supermercados figueirenses!..
Estou a falar a sério!
Os espectáculos no CAE!
As belezas da nossa terra!
As praias!..

Que simpáticas são as pessoas! 
Desculpem, mas começa a ser inegável: é que não se está nada mal na Figueira.

Privatização da exploração do estacionamento pago na Figueira da Foz...

Figueira Parques: João Ataíde admitiu, em setembro de 2016, numa reunião do executivo camarário, a possibilidade da autarquia vir a alienar a sua posição ao parceiro privado da empresa municipal Figueira Parques...
E o sonho vai-se cumprir: "A Câmara da Figueira da Foz vai vender a empresa municipal Figueira Parques, que explora o estacionamento pago nas ruas da cidade, ao parceiro privado Empark. A autarquia detém 70 por cento da sociedade, enquanto o sócio é titular dos restantes 30 por cento. A venda da quota deverá rendar mais de 700 mil euros ao município."

Então agora que a Figueira Parques poderia facturar a sério, com as novas obras de Buarcos e da baixa da Figueira, é que é o momento oportuno para vender ao privado?..

"Palavra dada é palavra honrada", senhor presidente da câmara...

Ao que isto chegou!.. OUTRA MARGEM nas BEIRAS...


Qualquer dia, o blogue, de novo na Figueira, vai ser apanhado numa esplanada a comer caracóis e a beber umas cervejolas com amigos...

Que pena a próxima reunião camarária ser à porta fechada...

Carlos Monteiro também foi visado
Na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS o vereador Miguel Pereira (PS), informa que responderá “directamente ao presidente da Concelhia do PSD, Ricardo Silva, na próxima reunião de câmara”, acerca da exigência do partido da oposição da retirada de funções ao autarca no que respeita ao pelouro das florestas.
Fica, portanto, sem efeito, a resposta por escrito, ontem avançada pelo mesmo jornal.
Recorde-se, que a reacção de Miguel Pereira vem na sequência de uma nota de imprensa da concelhia do PSD/FIGUEIRA sobre a reflorestação da Lagoa da Vela com pinheiros oferecidos por emigrantes portugueses em França, tendo a autarquia como interlocutor institucional. 

Registe-se que no comunicado do PSD/FIGUEIRA, se afirmava que "a Câmara Municipal da Figueira da Foz, devia ter tratado da iniciativa da Comunidade Francesa com Respeito, Consideração e Elevação e não ter deixado uma imagem negativa para os Portugueses e Figueirenses de Nogent-Sur-Mame." E ainda: "mais uma vez revelou, a incompetência do Dr. Carlos Monteiro e Vereador Miguel Pereira, tratando do assunto como mais uma manobra política demagógica e populista, anunciando somente que fazem, não passando de encenação, sem resultados.
Aqui sem réstia de dúvidas, mentiram aos Figueirenses e à comunidade Francesa, anunciaram que os Pinheiros seriam plantados na zona envolvente à Lagoa, mas afinal o ICNF não permite!"

A Figueira está a perder parte do seu rosto: além do visível, vai também o essencial...

"A majestosa avenida viu agora o afunilamento das suas vias, impondo uma circulação claustrofóbica, só porque sim, ou à pala duma falsa descarbonização, nem sabemos bem… Estrangularam-na, perdendo o que de melhor tinha: amplitude, espaço, dignidade, status. Perdeu identidade, perdeu a sua marca, perdeu as “vistas largas”…. 
Só com “vistas estreitas” se pode aplaudir tal obra…"
Avenida do Brasil, uma crónica de Isabel Maranha Cardoso
 
Para ler na íntegra clicar aqui.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Olhem que coisa mais linda!..

Bem vindos à Figueira, cidade onde  é carnaval todos os dias e onde vale tudo mesmo tirar olhos!..
 "Analisamos por amostragem", disse um dia destes o presidente João Ataíde... 
"Sem dar por ela... ser dar por ela", o resultado está à vista.

Vida política na Figueira...

(FINALMENTE, uma boa noticia, a todos os títulos... Eu não sei o que pensam. Por mim, hoje, quase um mês depois da "Leslie", estou exultante...)
1. PCP avalia efeitos da tempestade
"A direcção local comunista garante, em nota de imprensa, que, “apesar dos responsáveis municipais tudo fazerem para que se esqueça o que aconteceu, o PCP não deixará de continuar a avaliar os efeitos [da tempestade “Leslie”] como algo que carece de ser urgentemente corrigido”. Por outro lado, considera “absolutamente lamentável o posicionamento dos responsáveis da Protecção Civil Municipal, assim como lamentáveis foram as medidas atabalhoadas que se seguiram”. “Em suma”, conclui: “Houve uma incompreensível subestimação do fenómeno, apesar dos alertas feitos sobre o perigo real que se viria a abater sobre o concelho e que, só por mero acaso, não resultou em situações mais graves”. A Concelhia do PCP questiona por que razão não foi acionado o estado de emergência ou de calamidade pública, “consentâneos com este tipo de desastres”.


(FINALMENTE, uma atitude política a sério...)!..
2. PSD exige retirada de funções a vereador
"A Concelhia do PSD “exige a retirada de funções de quem gere o pelouro [das florestas, o vereador Miguel Pereira]. Visto o presidente [da câmara, João Ataíde] frequentemente criticar as correntes populistas e demagógicas, então deverá começar, desde já, pelo seu executivo”, realça nota de imprensa dos social-democratas.
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o visado ficou de responder por escrito, esta semana.
A exigência surge na sequência do episódio dos 32 mil pinheiros oferecidos por uma associação de emigrantes portugueses em França para a reflorestação da Lagoa da Vela.
A direção local do PSD, presidida pelo vereador Ricardo Silva, acusa ainda o executivo camarário socialista de “encenação demagógica e populista”. O PSD acrescenta que “a câmara devia ter tratado da iniciativa com respeito, consideração e elevação, e não ter deixado uma imagem negativa para os portugueses e figueirenses de Nogent-Sur-Mame”. Por outro lado, exige da câmara um “relatório com a discriminação da localização onde vão ser plantados os pinheiros e posterior informação e justificação” aos emigrantes que os ofereceram."


Notícias sacadas da edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS.

“Leslie” provoca prejuízos de 800 mil euros na Figueira Domus...

Orla costeira: prioridades...

Recordemos, mais uma vez, uma postagem Outra Margem de 11 de Dezembro de 2006, já lá vão praticamente 12 anos!
"A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial..."
Hoje, conforme foto abaixo, parece que começaram as obras no Cabedelo...

Entretanto, também hoje, a sul do quinto molhe, conforme o filme feito esta manhã, nada se passa.

Creio que a coisa, além de simples de contar, é fácil de entender...

Isabel Moreira em biquíni

"Para a deputada socialista, a imprensa só é democrática quando publica as suas fotos na praia, apesar da falta de rigor em títulos como «fotos da deputada fazem furor»."
Carlos Rodrigues Lima.
("Assim como Isabel Moreira sonhou, um dia, ser jornalista, também eu, na adolescência, sonhei com a Mónica Bellucci... A vida é tramada.")

A propósito das eleições no Brasil...

"Dissolver o povo e eleger outro? A pergunta fecha um poema sintomaticamente intitulado “A solução” escrito por Bertolt Brecht no ocaso da sua vida, quando a revolta dos trabalhadores alemães contra o “governo dos trabalhadores” em 1953, na Alemanha de Leste, e a brutal repressão que se seguiu, o deixou dilacerado e confuso. É natural que, nos dias que correm, muitos também andem dilacerados e confusos, mas a sugestão de Brecht não era para levar a sério – até porque era dirigida ao dito “governo dos trabalhadores”.

Quando hoje constatamos que muitas pessoas têm como primeira porta de acesso à informação as redes sociais – quando não mesmo a única porta de acesso –, quando verificamos que isso acontece mais entre os mais novos, quando vemos o espaço mediático a pulverizar-se, jornais a desaparecerem, canais de televisão a perderem audiência, não podemos colocar todas as culpas nas novas tecnologias e em novos hábitos de consumo de informação. A verdade é mais dura – e a verdade é que o jornalismo mainstream também tem sido um dos derrotados em muitas das eleições e referendos dos últimos anos, e poucos estarão dispostos a admitir que também as suas estrelas mediáticas se fecharam em torres de marfim com pouco ou nenhum contacto com os problemas das pessoas comuns, quando não vivem centradas em agendas particulares ou em activismos de trazer na lapela. Mas essa é dura realidade.

Portugal, país pequeno em vários sentidos, suporta mal a diferença – e o jornalismo não escapa a essa regra.

Se não pretendo dissolver o povo, muito menos eleger outro, então tenho de o entender. Tenho de frequentar os mesmos locais que ele frequenta – físicos e virtuais. É que nada terei a dizer de útil se não entender porque é que alguns eleitores votam contra aquilo que penso serem os seus melhores interesses. Os deles e os da democracia."


 José Manuel Fernandes. Para ler o artigo de opinião completo clicar aqui.

Aos Amigos e Amigas...

Estamos em exibição há mais de 12 anos (desde o dia 25 de Abril de 2006).
Há razões de sobra para estarmos satisfeitos.
Ultrapassámos as fronteiras da Cova e Gala e da Figueira e chegámos ao mundo, sobretudo onde há portugueses e figueirenses.

Sem falsas modéstias temos orgulho no trabalho que fazemos.
Não escrevemos por escrever,  nem publicamos nada para obter dividendos (políticos, económicos ou outros).
Não temos assessorias nem avenças.
Investimos na cultura e na informação com dedicação e brio.
Procuramos a criatividade, fugimos ao óbvio e aos lugares comuns, tentamos fazer sorrir, divertimos e divertimo-nos.
Escrevemos a sério. 

Já fomos ameaçados, insultados, mas, e isso é o que importa, principalmente, acarinhados e elogiados.
Apesar de tudo isto, não estamos cansados.
Prometemos continuar a  prestar um serviço público à altura das vossas exigências.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Provérbios (de altíssimo nível no momento que passa na Figueira)...

1. O silêncio é de ouro...
(E um bom emprego também)...
2. Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)...

A mesa é boa sempre que permite a relação das pessoas...

"A direcção da Associação Figueira com Sabor a Mar, liderada por Isabel João Brites, demitiu-se.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, a dirigente justificou o pedido de demissão em bloco com o facto de “não ser justo” os próximos dirigentes trabalharem com um plano de actividades definido pelos antecessores. 

Todavia, há outros motivos. “Saímos desencantados. A direcção confessa-se desencantada por não haver interligação franca e fraterna entre os associados”, afirmou Isabel João Brites.
A direcção da associação, que congrega várias dezenas de restaurantes da Figueira da Foz definiu como estratégia promover a gastronomia local fora de portas, mantendo, no entanto, os festivais nos restaurantes, a que passou a designar fins de semana gastronómicos. Isabel João Brites defendeu que as iniciativas de promoção “dentro da cidade têm pouco alcance”. Assim sendo, acrescentou, “a gastronomia local deve ser divulgada fora, para trazer pessoas à cidade”. “É evidente que cada um de nós tem o seu restaurante e trabalha para si. Mas, quando se propõe integrar uma associação, não é para promover o seu restaurante, é para promover a gastronomia figueirense”, advogou a dirigente.
A gota que fez transbordar o copo foi o cancelamento da edição deste ano da Feira de Sabores Terra e Mar, por falta de adesão de restaurantes associados.
“Antes, dizia-se que não havia colaboração e interesse da parte da autarquia. Este ano, para contrariar essas observações, a autarquia juntou-se nós. Mas, infelizmente, os associados não aderiram ao evento”, lamentou a presidente demissionária.
Isabel João Brites bateu com a porta três anos depois de ter sido “nomeada voluntária” presidente da Figueira com Sabor a Mar - não houve listas candidatas aos corpos gerentes. Sucedeu a Mário Esteves, fundador da associação.
Enquanto não forem eleitos novos órgãos sociais ou nomeada uma comissão de gestão, a direcção mantém-se em funções."


Via DIÁRIO AS BEIRAS

Democracia pois claro!... Mas, qual: democracia participativa ou democracia representativa?

Uma Democracia Directa é uma forma de organização na qual todos os cidadãos podem participar diretamente no processo de tomada de decisões.
As primeiras democracias da antiguidade foram democracias directas.

O exemplo mais marcante das primeiras democracias directas é a de Atenas (e de outras cidades gregas), nas quais o povo se reunia nas praças e ali tomava decisões políticas.

Numa democracia representativa, os cidadãos elegem representantes, os quais serão responsáveis pela tomada de decisões em nome desses cidadãos.
Este é o modo mais comum de tomada de decisão nos governos ditos democráticos. Como é o caso de Portugal.
Esses representantes, depois de eleitos, utilizam o chamado de mandato político como querem e lhes apetece.
A Figueira e a freguesia de S. Pedro são disso óptimos exemplos...


Contudo, só  analfabetos políticos, directamente interessados, ou quem não veja dois palmos à frente  do nariz, acredita ainda naquilo que dizem nas campanhas eleitorais os «eleitos das democracias representativas».
A maioria  já percebeu que estes «eleitos» estão ao serviço de outros interesses e não ao serviço de quem lhes deu o mandato com o seu voto.

O caso dos 32 000 pinheiros vindo de França...

Se "o obectivo", conforme se pode ler no convite do Senhor Presidente da Câmara da Figueira da Foz,  "era a reflorestação da área ardida na margem Oeste da Lagoa da Vela", o que é que falhou para que tal não tivesse acontecido?..

Depois de tudo ter falhado, para terminar de vez com o assunto dos pinheiros oferecidos pela Associação Franco - Portuguesa Cultural e Desportiva Estrelas do Mar, no município francês de Nogent-Sur-Marne, o que falta fazer?

Dado que os 32 mil pinheiros se encontram no parque municipal de campismo, é cuidar deles e plantá-los em zonas não protegidas do concelho e tirar disto tudo a devida lição.
Todavia, escusado será dizer que duvido que aos papalvos virá a servir de lição.
O sistema must go on...

O presidente da Associação Franco - Portuguesa Cultural e Desportiva Estrelas do Mar, no município francês de Nogent-Sur-Marne, o figueirense Manuel Guardado, sente-se desanimado com a proibição da plantação dos 32 mil pinheiros na Lagoa da Vela.  
“Desanimei, mas não vou desistir de ajudar a Figueira da Foz”.  Via DIÁRIO AS BEIRAS.

domingo, 4 de novembro de 2018

Mais actual que isto é impossível...

 Um texto de Natália Correia, escrito na década 80.

"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. 
Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. 
A Comunidade Europeia vai ser um logro. 
O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. 
Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. 
Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. 
A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir."

ICNF condiciona plantação de 32 mil pinheiros. PSD critica “comportamento leviano do executivo”

Eu, ingénuo me confesso: continuo a acreditar nos Deputados e no Pai Natal...

"Secretário-geral do PSD assinou presenças no Parlamento sem lá estar"...
Mistério?
Nada disso... 
"José Silvano diz que vai ao Parlamento «quase só» marcar o ponto. 
E há casos em que alguém marca por ele"!..

Para os emigrantes que doaram os pinheiros estarem "desiludidos" algo deverá ter acontecido...

Notícia de hoje no jornal Diário de Coimbra...
Emigrantes que doaram pinheiros “desiludidos”

"Afinal, os 32 mil pinheiros marítimos adquiridos pela comunidade emigrante em Nogent sur Marne (França), que foram entregues na sexta-feira à Câmara Municipal, não vão poder ajudar a reflorestar as matas nacionais (que integram a Rede Natura), por indicação do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), porque, segundo apuramos, existem regras muito próprias (regulamentação), e só podem ser colocadas plantas certificadas em Portugal, o que não é o caso, uma vez que os pinheiros foram adquiridos em França."

Maria Guinot (1945-2018)

sábado, 3 de novembro de 2018

Pelos PSD´s/FIGUEIRA...

Na última edição do Dez & 10, ao calhar na conversa o PSD/FIGUEIRA, afirmei: "na Figueira existe três PSD´s, os três vereadores municipais são a prova disso"...
Hoje, na página do facebook Carlos Tenreiro - Mudar Porque a Figueira Merece, que é vereador na oposição e foi o candidato PSD à Câmara, encontrei esta postagem.


Também hoje, mas na página da Comissão Política do PSD da Figueira da Foz, encontrei um comunicado que vale a pena ler com atenção.

Encenação Demagógica e Populista
"A Comissão Política do PSD da Figueira da Foz, já tinha regozijado o projeto de solidariedade para a Figueira da Foz, com a oferta de 32 mil pinheiros marítimos, com objetivo de serem plantados por parte do Município Francês, da Associação Franco-Portuguesa Cultural e Desportiva Estrelas do Mar e, da comunidade Portuguesa e Figueirense.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz, devia ter tratado da iniciativa da Comunidade Francesa com Respeito, Consideração e Elevação e não ter deixado uma imagem negativa para os Portugueses e Figueirenses de Nogent-Sur-Mame.

Mais uma vez revelou, a incompetência do Dr. Carlos Monteiro e Vereador Miguel Pereira, tratando do assunto como mais uma manobra política demagógica e populista, anunciando somente que fazem, não passando de encenação, sem resultados.

Aqui sem réstia de dúvidas, mentiram aos Figueirenses e à comunidade Francesa, anunciaram que os Pinheiros seriam plantados na zona envolvente à Lagoa, mas afinal o ICNF não permite!

Assistimos a improvisos de quem não fez, nem faz o trabalho de casa, revelando a falta de planeamento sobre os locais próprios para plantar árvores.

Dada a importância da iniciativa da Comunidade Francesa e perante o comportamento leviano do Executivo, dada a justificada ausência do Dr. João Ataíde, que não quis ser cúmplice, o PSD exige a retirada de funções de quem gere o pelouro, visto o Sr. Presidente frequentemente criticar as correntes Populistas e de Demagogia, então deverá começar desde já, dentro do seu Executivo.

Pelo exposto, o PSD vem exigir, a elaboração de um relatório com a discriminação da localização onde vão ser plantados os 32 mil Pinheiros Marítimos e posteriori informação e justificação à comunidade Francesa.


Por último e não menos importante, o PSD exige a colocação de uma placa para posterior informação da oferta por parte da Comunidade Nogent-Sur-Mame, para que no Futuro os descendentes tenham possibilidade de saber onde estão plantadas os 32 mil Pinheiros."

Nota de rodapé.
Esta confusão, para mim, está claríssima!
PSD/FIGUEIRA: 1, 2, 3?... Ou ainda há mais? 
Ou, então, a política na Figueira é um mundo de doidos!..

"Cale-se"!...

"Calem-se: o povo é quem mais ordena"

Há muitos anos, em 1973, em plena ditadura militar no Brasil, Gilberto Gil e Chico Buarque participaram em duo num concerto em que seria suposto cantarem “Cálice”, uma canção escrita pelos dois expressamente para essa ocasião.
Previamente ouvida pela censura, a canção foi de imediato proibida.
Para encurtar a estória... 
Os dois, contra as ordens recebidas, acabaram a cantá-la, em palco, apenas com a letra tartamudeada, entrecortada repetidamente pela palavra “cálice”, que faz realmente parte da letra... Mas que na pronúncia brasileira resultou num provocador “Cale-se!”, cantado até que a organização lhes foi desligando os microfones um a um.

O segundo vídeo,  serve para quem ainda não tenha ouvido, ficar a conhecer... 

Terá o anfitrião feito "o trabalho de casa"?..

"O município de Nogent-Sur-Marne e a Associação Franco-Portuguesa Cultural e Desportiva Estrelas do Mar, sediada naquele município francês, entregaram ontem à autarquia 32 mil pinheiros marítimos, um por cada habitante do concelho gaulês. As árvores destinam-se à reflorestação das áreas ardidas no incêndio de outubro do ano passado e às que foram afectadas pela tempestade “Leslie”. Após a recepção da delegação vinda de França, no salão nobre dos paços do concelho, foi plantada uma árvore em frente ao edifício da câmara. A seguir, a comitiva deslocou-se à Lagoa da Vela, onde, a título simbólico, foram plantadas várias dezenas de pinheiros, fornecidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), porque aquele tipo de árvores francês não pode ser plantado nas zonas protegidas portuguesas, por, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, não ser igual ao português. Os 32 mil pinheiros vindos de França, esses, foram encaminhados para o parque municipal de campismo, onde permanecem até ser ativado o plano de reflorestação das áreas onde serão plantados, fora da Rede Natura e zonas protegidas. A autarquia está a criar parcerias para a plantação dos pinheiros franceses em áreas fora das zonas naturais protegidas e sob alçada do ICNF." - Via DIÁRIO AS BEIRAS

Os visitantes tiveram como anfitrião o vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro. 
Recorde-se que, recentemente, o PSD/FIGUEIRA denunciou que "a preocupação é tanta com a reflorestação que Câmara Municipal tem inscrito em Plano e Orçamento para 2019 para “Requalificação das Lagoas e Serra Boa Viagem apenas 100 €."

Bodyboard: Mariana Silva conquista título nacional de sub-14

A jovem atleta da Associação de Bodyboard Foz do Mondego (ABFM), da Figueira da Foz, Mariana Silva, venceu  no passado dia 1 de novembro, o Circuito Nacional de Formação sub-14 de Bodyboard, cuja 4.ª e última etapa decorreu na Póvoa do Varzim. 
Mariana Silva terminou em 2.º lugar, na Póvoa de Varzim, consumando assim a conquista do título de campeã nacional de bodyboard feminino sub-14. 
Registe-se que "a tempestadeLeslie não foi simpática para a sede da Associação, que ficou totalmente destruída após a passagem de ventos acima dos 170 km/h."

Via ABFM - Associação de Bodyboard Foz do Mondego

Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz quer que o Executivo Municipal preste contas aos Figueirenses!

Miguel Mattos Chaves
Presidente da Comissão Política Concelhia da Figueira da Foz do CDS-PP
Em nota de imprensa, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz, sublinha que não faz parte da sua maneira de ser, "aproveitar tempestades da “mãe natureza”, que ninguém controla, para fazer política."
No entanto, não pode deixar de registar "que o abate indiscriminado de árvores sãs, a mando da Câmara Municipal, é inadmissível.
É inadmissível porque, após uma tragédia que dizimou grande parte do património arbóreo do concelho, se esteja a usar esta tempestade como desculpa para o abate de árvores sãs, que tanta contestação tem justamente gerado por parte da população."
Num momento em que, a seu ver, "toda a oposição se tem abstido de fazer aproveitamento político da tragédia, seja o Executivo Camarário a fazê-lo, tentando fazer passar despercebido um acto criminoso, contestado pela população e prejudicial para o ambiente."
A terminar a nota informativa, de que publicamos uma síntese, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz, afirma que "após a conclusão dos trabalhos de reabilitação é necessário que o Executivo Municipal preste contas aos Figueirenses de tudo o que se passou!
Quando já era clara a falta de capacidade governativa deste Executivo, foi num momento de tragédia que o seu pior veio ao de cima!"

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

«ARCO DA GOVERNAÇÃO EM PORTUGAL FOI COMPRADO PELA EDP»...

EDP - Uma realidade que tem esmagado os portugueses, vista pelo correspondente estrangeiro, Miguel Szymanski: "Quem vai ganhar as próximas eleições será novamente a EDP".