sábado, 27 de outubro de 2018

Ainda bem que internet serve para alguma coisa...

 Sacado daqui

Foi necessário denunciar a situação...
A Câmara e junta não deram conta que o casal já lá estava lá desde julho p.p...

Leslie... Viva a tolerância...

Viva a Figueira! 
Viva a classe política! 
Vivam as tolerantes vítimas da incompetência e do infortúnio!
Se o oportunismo é a mais poderosa de todas as tentações, a insónia é o pesadelo dos que não dormem...

“Centro integrado de valorização de resíduos” na Marinha das Ondas: PSD avança com queixa às Entidades competentes se o município der parecer favorável

"Foi o PSD Figueira da Foz quem tornou pública a iminente instalação do aterro de "lamas", ou “centro integrado de valorização de resíduos” na localidade de Marinha das Ondas. Se o Município da Figueira da Foz der um parecer favorável à instalação do aterro, o #PSD avançará com uma queixa às Entidades competentes, visando a perda de mandato, por violação ao #PDM em vigor, recentemente aprovado." - daqui

Notícia de hoje no DIÁRIO AS BEIRAS:

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A Figueira dos eventos...

Na Figueira promovem-se e subsidiam-se, "generosamente", alguns eventos.
Por exemplo, assim, "a talhe de foice", lembro a passagem de ano, o carnaval, a comboiada, o sunset, o glinding barnacles...
A justificação é sempre a mesma: o impacto financeiro, o retorno mediático e o número de visitantes que pode trazer.
Todavia, passadas várias edições de qualquer destas realizações, nunca consegui saber o impacto financeiro, o retorno mediático e o número de visitantes da passagem de ano, do carnaval, do sunset ou do glinding barnacles, já que da comboiada nem vale a pena falar...
O meu pedido é simples: embora sabendo, como todos sabemos, que "a vida na Figueira não é justa para todos", porque é que não se promovem e subsidiam "generosamente" todos estes eventos,  apenas pelo gosto de superar desafios, e por amor às actividades e à terra onde elas acontecem?..

Leslie: mais um episódio... (2)

Via DIÁRIO AS BEIRAS

"Para Lauriene Lemasson, de 29 anos, investigadora numa prestigiada universidade francesa, a “Leslie” foi a “tempestade perfeita”. A gaulesa encontrava-se no seu veleiro, de nove metros, amarrado na marina de recreio da Figueira da Foz, quando a intempérie do passado dia 13 se abateu sobre a cidade, vivendo momentos de pânico durante cerca de uma hora, tendo como única companhia o seu cão, que não estaria menos assutado. Segundo dados a que o DIÁRIO AS BEIRAS teve acesso, a francesa terá enviado vários pedidos de socorro para a Polícia Marítima e, já em desespero, acionou um pan-pan – chamada via vhf para pedir socorro em caso de emergência a bordo de barco –, todos, alegadamente, sem resposta. Isto segundo o que consta na queixa-crime...

O skipper (tripulante de veleiro) Papiro, que no dia 14 foi ao encontro da francesa, na marina, afirmou que, “no dia seguinte, Lauriene Lemasson ainda estava em estado de choque”. E, garantiu, “afirmou-me que não foi avisada pela marina que havia um alerta vermelho de tempestade”. Segundo o skipper figueirense, havia pelo menos uma pessoa que se encontrava na sua embarcação durante a tempestade, mas na parte antiga da marina, sem ligação à zona onde se encontrava a gaulesa. Lauriene Lemasson só terá 
conseguido sair da marina horas depois da “Leslie”. E terá saído porque, segundo Papiro, alguém serrou a porta do porto de recreio, que continuava bloqueada...

Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o comandante da Polícia Marítima, Silva Rocha, confirmou que a força de segurança que comanda recebeu a queixa-crime, garantindo que seria enviada para o Ministério Público, o que já aconteceu...

Joaquim Sotto Maior, coordenador portuário, por seu lado, garantiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que o máximo que a investigadora francesa terá estado sitiada na marina terão sido duas horas, “porque o funcionário da marina [que terá reaberto as portas] encontrava-se fora da Figueira da Foz e regressou ao local cerca de uma hora depois da tempestade”.
Joaquim Sotto Maior adiantou que o episódio está a ser analisado pela administração portuária, que gere a marina, para “estudar um sistema que possa ser acionado remotamente, ou então haver uma equipa de prevenção, em caso de alertas”. E ressalvou: “Estamos a falar de situações extremas para as quais não estávamos preparados, mas estamos a estudar soluções”."...

Nota: notícia completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS.

Fica o desafio: para quando uma discussão franca, aberta e democrática sobre isto?..

foto sacada daqui
Na Figueira, antes e depois da "Leslie", existem dois concelhos: o da máquina de agitação e propaganda do poder e o da realidade...

Há lá coisa mais útil, espantosa e linda do que uma árvore?



Na Figueira, as árvores não são cuidadas, nem conservadas e nem tratadas. 
Antes, são mutiladas, agredidas, abatidas e substituídas, como se fossem objectos de decoração descartáveis e sujeitos à ditadura da última moda.
Quando estão em causa valores tão nobres, importantes e elementares, como a preservação de um património, que temos a obrigação de legar às gerações vindouras, o direito à informação, os afectos, o respeito por todas as formas de vida, a qualidade de vida  e o bem-estar da população - ficar-se calado não serve!
Na Figueira, como tivemos oportunidade de ver há pouco tempo, cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias e a velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens). 
Alimenta-se o ódio ao choupo, ao plátano e a outras espécies.
É verdade que, na Figueira, esta insensibilidade e este menosprezo pelo indispensável contributo dado pela árvore à cidade e por aqueles que as defendem, não são de agora. 
Arrancar árvores, para os políticos a que temos direito na Figueira, é introduzir nos lugares de onde elas saem, imediatamente, um aspecto que, por não ser devido a elementos que levaram muito tempo a formar, vai merecer logo o título pacóvio de novidade ou modernismo...

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

12 dias depois do Leslie...

... e 48 horas depois do comunicado do PSD, câmara reage: "Autarquia da Figueira da Foz cria equipas para apoiar pessoas carenciadas, afectadas pela Tempestade Leslie"...

Na sequência da Tempestade Leslie, para além de danos severos em estruturas e espaços públicos, empresas, equipamentos desportivos, associativos e outras, muitas foram também as habitações particulares que sofreram com a intempérie, incluindo casas de pessoas ou agregados familiares com baixos rendimentos.
Para socorrer as situações mais urgentes, a Autarquia colocou no terreno duas equipas, compostas por técnicos municipais dos Departamentos de Obras, Urbanismo e Ação Social, preparadas para diagnosticar e encaminhar as diferentes situações para os apoios necessários, bem como efetuar pequenas reparações em habitações afetadas pela Tempestade Leslie e onde vivam pessoas com, comprovadamente, escassos recursos económicos. «A nossa preocupação é garantir que ninguém esteja a viver em casas sem condições de salubridade e habitabilidade ou que, por não as terem, se vejam obrigadas a deixar as casas e as comunidades que integram», explica o Vereador com o Pelouro de Projetos e Obras Municipais, Carlos Monteiro.
Os interessados em obter este apoio que ainda não tenham sido contactados pelas equipas municipais, devem dirigir-se às sedes das suas Juntas de Freguesia. Cada Junta de Freguesia agendará, posteriormente, com as equipas municipais, a respetiva avaliação.

Leslie: mais um episódio...

As palavras

Assim não...
Na Aldeia,  as palavras há muito que não chegam ao destino.
Muito menos, na Aldeia,  sequer são ouvidas.
Já que as palavras, na Aldeia, há muito não chegam ao destino e nem sequer são ouvidas, para quando, na Aldeia, aulas de artes marciais na escola, ao invés de educação cívica?

E é isto...

S. PEDRO: ELEITORADO, SABEMOS QUE TEMOS… ERA SÓ O QUE FALTAVA DEIXAR UM “BOLSONARO” DE TRAZER POR CASA À SOLTA!..

"HÁ AMEAÇAS DE INTERDITAR O ACESSO AO EDIFÍCIO DA JUNTA A CIDADÃOS NASCIDOS, CRIADOS E RESIDENTES NA COVA E GALA"!
Neste caldo de "cultura", espanta-me como é que ainda vamos tendo a tranquilidade que temos… 

Há nervos em franja na junta de freguesia de S. Pedro...

Quem avisa amigo é...
Senhor presidente da junta de freguesia de S. Pedro:
"Após a tempestade vem sempre a bonança", diz o Povo...
Contudo, por vezes, os estragos entretanto feitos são de uma dimensão tal, que a bonança apenas vem evidenciar que a procela atingiu o efeito pretendido...
Para ler melhor, clicar na imagem

Via Lu Santana

Calma, 12 anos passam depressa: só faltam mais 3!..

Nove anos depois, que mais valias existem para o nosso concelho, devido ao resultado eleitoral que colocou como presidente o dr. João Ataíde, e acabou com o domínio laranja, que embandeirava em arco neste Concelho, desde 1997, ano em que Santana Lopes conseguiu derrubar o domínio socialista, que vigorava na Figueira desde a primeira eleição autárquica democrática pós 25 de Abril de 1974?
Na altura, em Outubro de 2009, ninguém ficou indiferente ao derrube do que sobrava do regime laranja que vigorava há 12 anos no concelho.
Nove anos depois, o que mudou?
Continuamos nisto: anos e anos de mais do mesmo. Na campanha de 2009, João Ataíde usou sonhos caros, sem saber realmente quanto custavam...
Foi apenas mais do mesmo.

Aliás, é fácil de perceber os resultados eleitorais que se verificaram nas eleições autárquicas na Figueira nos últimos 40 e tal anos anos.
Os eleitores figueirenses são mais facilmente seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas exequíveis ou em obra feita.
É claro que há políticas com mérito, que são mal explicadas, ou cuja “explicação”, ou a falta dela, acaba por ser o seu principal óbice. Contudo, não são tantas como isso, são mais a excepção do que a regra. 
O seu reverso é igualmente verdadeiro, há políticas erradas que uma boa comunicação torna “boas”.
Mas, isso não é sustentável durante muito tempo

Não se esqueçam, portanto, de olhar para os 9 anos, nove, de gestão autárquica do presidente Ataíde e das suas equipas...
O saldo "espectacular", que apurariam se se dessem a esse trabalho, assenta numa fórmula mágica. 
Já testada por outros políticos, é uma fórmula com riscos mínimos. Funciona quase sempre  e pode ser aprendida em pouco tempo de poder...
A separação de águas, que se verifica - e é visível - no seio do poder político, na Figueira, entre o PS local, e quem manda na câmara, foi feita à custa da exclusão do partido.

Mudaram, desde o primeiro executivo presidido por João Ataíde, alguns vereadores, para que o presidente passasse a mensagem que, mandato após mandato, trouxe sangue novo para amparar a sua vontade e alicerçar ainda mais o total controlo de um Concelho subjugado às suas diretrizes.
O concelho estagnou. A indefinição continua. Esta Câmara, manifestamente, anda à deriva e nada faz para atenuar os problemas.
A semana a seguir ao Leslie foi disso a melhor prova.
Num concelho amorfo, virado para o marasmo de uma governação que se arrasta no poder, que parece julgar vitalício, ainda temos de esperar 3 anos, pois só lá para outubro de 2021 veremos se é possível a mudança, que a acontecer, será sem dúvida uma lufada de ar fresco, diga-se de passagem, bem necessária!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Se eu pudesse fechava isto e atirava a chave ao mar na ponta do molhe sul...


Falhas de luz na ETAR de Maiorca permitem a passagem de lamas para a linha de água, mas as Águas da Figueira desmentem qualquer tipo de contaminação. Os Verdes e o PSD já questionaram a situação.




Voz da Figueira

O nó que está a sufocar a Figueira

Um texto de Pedro Agostinho Cruz, fotojornalista, que me fez reflectir sobre o nó que está a atrofiar a Figueira há vários anos. Passo a citar.

"Esta reportagem da RTP, Linha da Frente RTP "O Furacão" é só um bocadinho daquilo que infelizmente vi, e é bastante reveladora de tudo aquilo que os figueirenses teimosamente parecem não querer ver (...)
No dia 13 de Outubro estava a trabalhar em Ançã, Portunhos. Recebi alguns telefonemas e sms´s a informar-me que a situação na Figueira estava bastante grave. Saí de Ançã perto das 00h, e demorei mais de uma hora a chegar à Figueira. Depois de passar por um labirinto de árvores na A14 não queria acreditar no que estava a ver. A Figueira estava um caos. Passei a ponte, a Cova-Gala estava ainda pior. Na freguesia de São Pedro vi pessoas na rua aos gritos, desesperadas... um rasto de destruição incrível. Nessa noite cheguei de casa de madrugada. Provavelmente as primeiras fotografias dos efeitos do Leslie a circularem na comunidade virtual fui eu que as publiquei.
7 da manhã, o telefone toca (...) minutos depois estava no Parque de Campismo do Cabedelo e no Porto de Pesca. As pessoas ficaram impressionadas com aquilo que publiquei nessa manhã. De Lisboa veio o Observador e fez a reportagem que se exigia. Um trabalho de proximidade, coisa que os jornais locais não tiverem a capacidade de fazer.
Quem conseguir, comente o discurso e postura do presidente da CMFF.
Quem conseguir, comente a preocupação do presidente da Junta da Freguesia de S.Pedro sobre o "problema" dos barcos/monumentos que decoram as rotundas da freguesia, estarem destruídos (...)
Sim é tempo de meter mãos à obra. Concordo a mil por cento! Mas, também é tempo de reflectir, e muito. Muito, mesmo!.."


Em tempo.
Nó, é uma palavra ambivalente.
Tanto pode significar a existência de um problema, como reflectir a ideia de necessidade de ajuda.
Neste mome
nto, na Figueira, o fundamental era podermos criar as condições para enveredarmos por dar um novo sentido da vida do nosso concelho.
Como sempre aconteceu desde o 25 de Abril de 1974, grande parte dessa escolha reside em nós.

Dias maus para o presidente Ataíde?.. Não foram dias maus, foram dias diferentes e mais exigentes!..

"Acontece a todos: há alturas em que circunstâncias menos boas convergem nos nossos dias e fazem deles maus dias. Nessas alturas, a pressão que sentimos pode fazer-nos ter reações invulgares ou dizer coisas que não queremos. Quero acreditar que foi isso que aconteceu ao Sr Presidente da Câmara da Figueira quando foi entrevistado para este jornal, uma semana depois dos terríveis acontecimentos associados à tempestade Leslie. Responder à menção de que o Presidente é o responsável máximo da Proteção Civil com “Essa é uma coisa vaga” dá ideia de um desconhecimento que por certo não é real: a lei 65/2007 (que regula os Serviços Municipais de Proteção Civil) é clara quando diz “O presidente da câmara municipal é a autoridade municipal de proteção civil.” E diz ainda que ele “… é competente para declarar a situação de alerta de âmbito municipal”. Resumir os estragos a “uns telhados” e apresentar isso como justificação para ser preferível ficar no gabinete a contactar as autoridades em vez de visitar as pessoas e locais afetados, parece duma insensibilidade que não é comum ou desejável em quem desempenha cargos públicos. Dizer que o Presidente da República (que vai a todo o lado) não veio à Figueira porque “não tinha conhecimento dos danos causados” é surpreendente e faz-me perguntar “Quem o devia ter informado?” 
Tamanho desprendimento só pode ter sido dos dias maus. Oxalá passe depressa." 

Dias maus, uma crónica de João Armando Gonçalves, professor do ensino superior, publicada no DIÁRIO AS BEIRAS.

..."aplicação de multas por várias infracções financeiras por negligência respeitante a actos praticados naquela instituição entre 2012 e 2014"...

Em directo da zona industrial


Leslie... Ainda continua o rasto na zona industrial.

Antes do Leslie o que foi feito por esta árvore?... E não foi por falta de alertas...

Via AS BEIRAS
Em tempo.
Em finais de janeiro de 2017, a delegada regional da Cultura esteve de visita à Igreja de Santo António e ouviu as «preocupações» do provedor da Misericórdia-Obra da Figueira, que tutela o monumento classificado como de interesse público. Joaquim de Sousa salientou na altura que da igreja têm «tomado conta», mantendo a sua preservação, até porque integra «uma das fachadas mais históricas da Figueira». Mas o “cerne da questão” está na zona envolvente: «o muro a cair», escadas que «são um perigo», o freixo (a mais antiga árvore da cidade com 200 anos) «esquecido, com uma pernada que se cai é um perigo» e a «sujidade».
Para a requalificação do espaço, segundo o que disse aos jornalistas, Celeste Amaro, a diretora regional de Cultura do Centro, durante a visita à instituição, «têm de ser compatibilizadas todas as vontades», ou seja, a vontade da instituição, da autarquia e daquela direção regional. Uma coisa é certa, concluiu: «como está, não pode continuar».
Joaquim de Sousa, provedor da Misericórdia Obra da Figueira, na oportunidade, revelou ainda que, em março de 2016, apresentou à vereadora Ana Carvalho um esboço das obras que defende que deviam ser feitas na zona protegida da igreja da Misericórdia, que abrange um raio de 50 metros, para corrigir a «asneira» da década de 1940, época em que foi reabilitado o espaço com uma solução arquitetónica desenquadrada do conjunto histórico. «Tal como está, não pode continuar», afirmou ainda o Provedor, que sublinhou a disponibilidade da Misericórdia para apoiar financeiramente a requalificação do espaço, como já fizera, aliás, no mandato autárquico do falecido presidente Duarte Silva, quando construiu um muro na rua do Hospital e cedeu uma área de terreno à câmara. A colaboração com a autarquia para a manutenção do largo, no entanto, durou até João Ataíde tomar posse, em 2009. «A primeira coisa que esta câmara fez foi meter uma placa de madeira para assinalar o que já estava assinalado, que entretanto já apodreceu, e duas mesas de madeira», afirmou Joaquim de Sousa aos jornalistas. 
«Perante isto», acrescentou: «retirámos o mobiliário que lá tínhamos e entregámos o largo aos intelectuais baratos».

Cavaco, O Ressabiado

"Parece que alguém que ainda não engoliu o sapo das últimas legislativas verteu o ressabiamento em forma de livro. É o retrato do sujeito que condicionou quase 3 décadas da vida dos portugueses, tendo conseguido, com esta lápide de papel impresso, resumir-se ao intriguista que nunca deixou de ser
Por falar em livros e em intrigas, é de recordar outro, o do seu assessor, onde se relata, inadvertidamente, a inventona de Belém.
Seria bem mais interessante ouvir uma explicação do próprio sobre este tema e, já agora, se não fosse maçada, da sua relação com o gangue do BPN. Afinal de contas, andamos todos a pagar o desfalque gigante feito pelos seus companheiros de partido.
Mas, para esse exemplo de honestidade, à qual não se chega nem morrendo duas vezes, importante mesmo é a pequena vingança em forma de adjectivação barata.
Ainda bem que escreveu estas coisas. Assim a História não se enganará no retrato que dele fizer."
Via Aventar

Sexta-feira, 26 do corrente


"É INACEITÁVEL o comportamento do executivo!"...

AFIRMA O PSD/FIGUEIRA:
"Temos vindo a assistir, ao longo dos últimos anos, à pouca atenção dada por esta Câmara Municipal ao tecido empresarial do concelho da Figueira da Foz, bem como também relativamente a algumas coletividades e associações.
Na Figueira da Foz, a grande maioria das empresas é de tipologia microempresa, sendo sobretudo negócios familiares impulsionados pelos seus empresários, os quais, a muito custo, enfrentam diariamente as vicissitudes do mercado, mas continuando, ainda assim, a laborar, criando riqueza.
Os danos provocados pela tempestade Leslie em muitas instituições, empresas, particulares e coletividades aumentaram consideravelmente o sofrimento de muitos destes empresários e respetivos funcionários, situação agravada pelo facto de, alguns deles, não terem seguros ou os que têm não cobrirem esta adversidade.
Infelizmente, em vez de assistirmos à ajuda imediata à população por parte de todos os serviços da Câmara Municipal, o que temos verificado são repetidas manifestações e ações que configuram manias e caprichos pessoais do Sr. Presidente da Câmara e dos respetivos vereadores.
Infelizmente, a prioridade máxima foi aproveitar a tragédia para “eliminar” árvores saudáveis que estavam situadas em Buarcos, num local onde alguém entendeu que estavam a mais!
Não bastou a calamidade natural, vêm aproveitar a mesma para acentuar o desânimo dos sinistrados do parque de campismo do Cabedelo ameaçando com o fecho do mesmo, revelando falta de respeito para dezenas de famílias que muito têm dado à Figueira da Foz ao longo de tantos anos.
Assim, perante esta calamidade que atravessou de Norte a Sul o nosso Concelho, o PSD da Figueira da Foz entende que a Câmara Municipal da Figueira da Foz deve ter, finalmente, um papel pró-ativo, não podendo continuar expectante e a ficar somente à espera que o Governo tente resolver os problemas.
Infelizmente, o Sr. Presidente da Câmara Municipal, tem apontado as seguradoras e o governo como as soluções para os sinistrados!
Esta posição é lamentável e irresponsável dada a calamidade que se abateu sobre o tecido social e empresarial!
Muitos são os que nem seguros têm, muitos não têm posses para esperar pela morosidade das seguradoras e do Estado!
Até lá perder-se-ão haveres, vontades de retomar atividade e seguramente postos de trabalho!
Noutros concelhos afetados nota-se a posição pro ativa para ajudar e incentivar aqueles que têm de recomeçar de novo!
É INACEITÁVEL o comportamento do executivo!
Exige-se uma atuação rápida!
- Exigimos que a Câmara Municipal articule com o Governo respostas rápidas, porque, como é do conhecimento público, os seguros demoram tempo a ressarcir as pessoas pelos seus danos, sendo necessário, portanto, assegurar linhas de crédito para fazer face aos danos.
- Exigimos que a Câmara Municipal crie um Gabinete de apoio permanente, com horário e funcionamento pós-laboral, com vista a dar o apoio necessário à população, empresas, instituições e coletividades de todo o concelho."

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Impressionante

Clicar em cima da imagem

Porquê?

"Interrompo a reflexão sobre questões mais metafísicas, depois de, na semana passada, não ter sido publicado o texto preparado, pela necessidade do espaço para contemplar a informação sobre a tragédia que nos assolou.

E é sobre esse assunto que coloco algumas questões, a partir da correção de três erros que vão fazendo, infelizmente, o seu percurso:

1.º A tempestade Leslie (a mais poderosa que atingiu Portugal desde 1842) foi corretamente esperada e os meios utilizados para prevenir as suas consequências foram os mais adequados (cada dia que passa mostra o contrário);

2.º Não convém neste momento avaliar o que não foi bem feito, sendo mais importante trabalhar para repor o mais rapidamente possível a normalidade (como se uma coisa anule necessariamente a outra);

3.º É considerado “aproveitamento partidário” manifestar qualquer opinião que não seja a “oficial” (neste como em todos os casos).

Ora, em profunda e sentida solidariedade relativamente a quem se viu, num doloroso instante, privado do labor do seu trabalho de anos, formulo algumas questões de âmbito concelhio:

– Que tipo de alerta existia no sábado? Por que não foram recebidas sms de alerta, como noutros locais?

– Porque não foram previamente cancelados o concerto no CAE e outros espetáculos?

– Porque é que funcionários da CMFF (ex. Divisão do Ambiente) não foram colocados em alerta?

– Conforme a Lei de Bases da Proteção Civil, porque não foi declarado o estado de calamidade pública, pelo Governo?

– Porque não foi ativado um Fundo de Emergência Municipal?

Tem a palavra quem de direito."

Teotónio Cavaco, ontem no DIÁRIO AS BEIRAS

Figueira da Foz, Cova-Gala, Praia da Leirosa, em grande reportagem no programa da RTP1, Linha da Frente: O Furacão, hoje, às 21 horas, logo após o Telejornal.


Parque Verde, depois da reunião na Câmara: "não saímos convencidos..."

Ana Mesquita, deputada do PCP, esteve ontem nas instalações do Grupo Desportivo Cova-Gala

Foto António Agostinho
A deputada do Grupo Parlamentar do Partido Comunista, na Assembleia da República, Ana Mesquita, esteve ontem nas instalações do Grupo Desportivo Cova-Gala, onde lhe foram mostrados os elevados danos e os problemas de funcionamento, que a tempestade Leslie provocou no dia a dia da  freguesia de S. Pedro.
André Mora, o presidente da Direcção do Cova-Gala, mostrou apreensão pelo futuro do clube (os prejuízos rondam os 140 mil euros), ao mesmo tempo que explicou à deputada Ana Mesquita o papel do Cova-Gala junto da juventude de uma freguesia com tantos problemas sociais e humanos como São Pedro.
A deputada do PCP, embora realçando as limitações do PCP, pois tem poucos deputados, mostrou-se sensível ao assunto e prometeu levar este caso ao conhecimento da Assembleia da República. 
Registe-se que, neste momento, o Grupo Desportivo Cova-Gala, devido à falta de condições de segurança, está impedido de realizar jogos no campo de futebol 11, o que pode custar uma penalização monetária de 400 euros por fim de semana, devido às multas aplicadas pela AFC.
A hipótese do clube da margem sul da cidade da Figueira da Foz utilizar outras infraestruturas do concelho está fora de questão, uma vez que, esclareceu André Mora, o Clube não dispõem de meios de transporte próprio. 
Recorde-se que a tempestade Leslie destruiu a vedação e a iluminação do campo do Grupo Desportivo Cova-Gala, tendo ainda atingido outras zonas e estruturas do recinto desportivo. 

Por cá,é muita parra e pouca uva. E todos sabemos porquê...

"O movimento cívico SOS Sado entregou ontem segunda-feira no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada (TAF) uma providência cautelar, sob a forma de acção popular, para suspender as dragagens previstas para o estuário do Sado.  
O SOS SADO considera que “a empreitada, promovida pela administração do porto de Setúbal e apoiada pelo Governo, irá causar danos irreversíveis no ecossistema setubalense” e alega que as “repercussões nefastas” das dragagens não foram devidamente identificadas e aprofundadas em sede de Estudo de Impacte Ambiental."

Via Observador

Ainda a noite de 13 de outubro de 2018...

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Porta fechada...

REUNIÃO CMFF 19/10/2018, via Carlos Tenreiro
Lamentavelmente, pouco haverá a dizer acerca da ultima reunião da CMFF que teve lugar na ultima sexta feira e decorreu, inexplicavelmente (atento aos últimos acontecimentos), à porta fechada.
1.assunto do temporal: ficou-se com a ideia firme (pelas explicações dadas pelo Sr.Presidente) que nada ou muito pouco foi feito ou coordenado para prevenir ou atenuar os efeitos da intempérie - a esse propósito recomenda-se vivamente a entrevista dada no sábado no Diário das Beiras pelo Presidente da CMFF, um verdadeiro hino à demagogia e populismo. Felizmente que não houve perdas humanas. Resta-nos agora concentrar na forma como a CMFF vai procurar obter os apoios públicos junto do Governo para que esta disponibilize os dinheiros necessários à indemnização dos milhões de prejuízos sofridos no concelho.
2.assunto das árvores cortadas em Buarcos: pedimos atempadamente que identificassem os espécimes a abater, entregassem os relatórios de saúde referentes às arvores alegadamente doentes e anunciassem a data do seu abate, apenas nos foi respondida a primeira questão. Não foi entregue relatório algum de saúde, assim como não houve informação do dia do abate.
Um verdadeiro Atropelo à Democracia e um autêntico Desrespeito para com Autarcas legitimamente eleitos. Não deixámos de registar a nossa profunda indignação.

"Serra da Boa Viagem destruída pela tempestade Leslie"

Foto António Agostinho
A notícia pode ser lida no jornal Público...

É preciso um esforço sério por parte das autoridades para resolver os problemas das pessoas...

Depois do Leslie... Prioridades do Presidente da Câmara da Figueira da Foz: o sentido de oportunidade...

Há ocasiões únicas! 
A maravilha que foi esta ocasião para os desígnios há muito manifestados pelo presidente Ataíde, felizmente, dificilmente se repetem.
E é claro, que ficou grato por esta oportunidade de "fazer voar de vez o Parque de Campismo do Cabedelo"... Neste momento preciso.

O parque de campismo do Cabedelo, na freguesia de São Pedro, foi uma das vítimas da tempestade “Leslie”. Os prejuízos, segundo João Queirós, presidente da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo, concessionária do espaço, rondam um milhão de euros - 800 mil de caravanas, autocaravanas e viaturas destruídas e os 200 mil de danos nas estruturas, pode ler-se na edição de hoje de o DIÁRIO AS BEIRAS.
Oportunidade, pelos vistos, para João Ataíde, é igual a coceira no nariz para todos nós. Quando aparece ninguém quer estar com as duas mãos ocupadas...
“É conhecida a minha posição: sempre achei que aquele não é o local adequado para ter um parque de campismo. E com esta questão das alterações climáticas, mais se justifica que não seja retomada a actividade de campismo naquele sítio”, defende o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, em entrevista ao mesmo jornal.
Para o autarca João Ataíde, a tempestade “Leslie” veio “demonstrar que o espaço não só é demasiado nobre para ser alocado a benefício de alguns campistas", o que já sabíamos, "como veio a provar que é vulnerável”, o que também sabemos, pois toda a freguesia de S. Pedro, neste momento, vítima que é da erosão da costeira a sul da foz do Mondego
Assim sendo, advogou João Ataíde ao, o melhor é o parque de campismo, instalado junto ao mar, não reabrir. 
Por essa ordem de ideias toda a freguesia seria para fechar senhor presidente? 
Ou vai atacar a sério e sem demagogia o problema da erosão costeira, a sul, e do excesso de areia, a norte, da foz do rio Mondego?

Então, dada a vulnerabilidade patente do espaço do Parque de Campismo do Cabedelo, vai ser ocupado, concretamente, com que equipamentos senhor presidente?
“Não sou o decisor, pois há um protocolo [entre a câmara e administração portuária]. Quando entrarmos na segunda fase da obra, a administração do porto procederá à cessação da concessão, que está a título precário. Portanto, acho que agora era uma oportunidade para, definitivamente, pôr cobro àquele parque de campismo”, sustenta João Ataíde na entrevista que pode ser lida na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS e de que citámos apenas algumas partes.

Desde o dia 19 de Setembro de 2004, que os portugueses têm a  grande oportunidade de serem chicos! 
Com o fim do serviço militar obrigatório extinguiu-se a classe dos milicianos... 
Passaram todos a chicos... 
Tratou-se de uma medida clarificadora... 
Agora uma coisa é certa: se os figueirenses tiveram a oportunidade de mudar e não mudaram, não têm de que se queixar!
O senhor presidente, depois da passagem do "Leslie", continua ao seu nível.
E os figueirenses têm o que merecem.
O casamento é popular porque combina o máximo de tentação com o máximo de oportunidade.
Resta o divórcio: mas, para isso, seria preciso coragem. Muita coragem. E eu sei do que estou a falar...