Recordemos o que se passou na freguesia de S. Pedro: o encerramento do Posto Médico da Cova Gala esteve anunciado para 2 de maio de 2016.
Depois dos alertas deste espaço e do combate ao encerramento do Posto Médico da Cova Gala, que teve OUTRA MARGEM, como era sua obrigação na primeira linha, ficámos assim.
O posto médico da Cova e Gala ficou sem as seguintes consultas: Saúde Infantil, Saúde Maternal; e Planeamento Familiar.
Estas consultas passaram a ser feitas em Lavos.
Ficou por cumprir a promessa camarária do transporte a quem não o tiver e for carenciado.
Em Maiorca está afixado o comunicado que publicamos a seguir.
Hoje, o jornal AS BEIRAS, aborda o assunto com chamada de primeira página.
"A freguesia de Maiorca voltou a ficar sem médico, mas os serviços de enfermagem mantêm-se, três vezes por semana. Os utentes que ficaram sem médico de família estão a ser atendidos nas Alhadas, que em outubro último inaugurou a Unidade de Cuidados de Saúde Partilhados (UCSP) Figueira Norte. Entretanto, para mitigar a situação, a Junta de Maiorca está a servir de intermediário entre os utentes e aquela UCSP, assegurando o pedido de renovação de receitas e a respetiva recolha.
“A junta tudo fará para tentar reverter a situação”, garantiu o presidente, Rui Ferreira. Contudo, se o equipamento não reabrir, o presidente garante que vai trabalhar no sentido de assegurar transporte aos utentes que não disponham de meios próprios para se deslocarem entre a freguesia e a vizinha Alhadas.
O executivo da junta, aliás, já solicitou à Câmara da Figueira da Foz uma viatura para o transporte de utentes. No entanto, a Câmara da Figueira da Foz prefere retomar o protocolo com a delegação maiorquense da Cruz Vermelha, que há uns anos já assegurou aquele serviço, quando Maiorca ficou sem médico de família.
“Desta forma, estamos a assegurar um tipo de transporte dedicado e especializado, em detrimento de outro tipo de soluções de recurso. Queremos garantir qualidade no serviço prestado”, respondeu ao jornal AS BEIRAS o gabinete da presidência, citando o presidente, João Ataíde.
Contactada pelo mesmo jornal, a Administração Regional de Saúde esclareceu que “a extensão de saúde de Maiorca encontra-se a funcionar. Temporariamente, tem estado a funcionar com um enfermeiro, três dias por semana (segundafeira, quarta-feira e sextafeira), estando a ser providenciada a colocação de médico tão breve quanto possível”.
Rui Ferreira queixa-se de falta de resposta do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) sobre o futuro do posto médico. “Aquando da nossa tomada de posse, em 23 de outubro de 2017, foi de imediato assumido pelo executivo da Junta de Maiorca a necessidade de percecionar o funcionamento do posto médico. De imediato, consultámos o ACES, que nos referiu, em finais de novembro, não ter nenhuma indicação nesse sentido, nem nos garantiu a vinda de outro médico”, afirmou o autarca. “Para atenuar esta situação”, acrescentou Rui Ferreira, “a junta assumiu o apoio aos utentes de Maiorca, com a recolha de receituários, na sede da junta, e respetivo pedido, sem custos ou encargos para os utentes”.
Na freguesia de Maiorca existem 1250 utentes inscritos no médico de família. A extensão de saúde funcionava com um médico, um enfermeiro e um administrativo."
Recordo que a deputada na Assembleia da República do PSD, Ana Oliveira, anda há muito preocupada com o futuro das extensões de saúde do concelho da Figueira da Foz.
Recentemente na Assembleia da República abordou o tema.
Conforme se pode verificar pelo vídeo, Ana Oliveira questionou o ministro Adalberto Campos Fernandes sobre o assunto, que lhe garantiu “fazer tudo para que não encerrem serviços”.
A única deputada figueirense na Assembleia da República, na breve passagem como vereadora pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, questionou o presidente da câmara, João Ataíde sobre este assunto na reunião de Câmara realizada a 20 de Novembro do ano passado.
O presidente da câmara, João Ataíde, na oportunidade, referiu que a política de saúde é da competência do respectivo ministério.
Contudo, referiu ainda, que a autarquia assinou dois protocolos com a Administração Regional de Saúde, através dos quais foi possível construir os centros de saúde de Lavos e Alhadas. João Ataíde garantiutambém que a câmara está empenhada em continuar a colaborar com a tutela da saúde para melhorar os serviços prestados aos utentes. “Também não regateamos obras que sejam necessárias nas extensões de saúde do Paião, Marinha das ondas e Bom Sucesso”, disse.
Segundo João Ataíde, a autarquia acompanha “tudo o que a tutela considere adequado em relação às infraestruturas e as reivindicações das populações”.
O autarca, por outro lado, diz que é pela coesão do mapa dos serviços de saúde do concelho. “Queremos que, a norte e a sul, haja unidades de saúde com a qualidade que há na zona urbana”, destacou. O presidente defendeu ainda “verdadeiros cuidados primários de saúde e medidas preventivas”.
Ou seja, que passem a estar equipadas com meios de diagnóstico e, assim, deixem de ser reactivos e passem a ser proativos.
Quanto a eventuais encerramentos de serviços, Ana Oliveira baseou-se nos possíveis reajustamentos na sequência da entrada em funcionamento dos centros de saúde de Lavos e, mais recentemente, das Alhadas.
Mas, também, devido à crescente falta de médicos.
A deputada disse ainda ao jornal AS BEIRAS que o ministro lhe pediu para não alarmar as populações sobre o assunto, por não se perspectivar o fim de serviços de saúde.
Citando Manuel da Costa Cintrão, um velho lutador pela Liberdade que sempre agiu por imperativo de consciência cívica, espírito livre e de missão: como dizia alguém: «A saúde é um estado de espírito que não augura nada de bom».
É verdade, a doença não tem dia nem hora marcada, poderá surgir a qualquer momento!...
O futuro não se aceita passivamente. Constrói-se!... A luta continua!..
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Economia do mar...
"Um desígnio nacional", uma crónica de Isabel Maranha Cardoso, publicada no jornal AS BEIRAS.
Vazio, o drama da Figueira
Em Janeiro de 2018, olha-se para a classe política figueirense e interrogamo-nos:
Onde está uma ideia criadora?
Onde está o nervo reformador?
Quem será capaz de gerar uma vontade colectiva?
Qual dos actores não é repetente nas promessas incumpridas?
Onde está quem possa oferecer garantias de um golpe de asa?
Só há uma resposta:
Ninguém. Não existe ninguém.
É tudo um absoluto vazio.
Um deserto estéril, onde nos procuramos entreter com jardins natal, jardins páscoa, festas de verão, passagem de ano e carnaval....
É este o drama da Figueira e do concelho.
Onde está uma ideia criadora?
Onde está o nervo reformador?
Quem será capaz de gerar uma vontade colectiva?
Qual dos actores não é repetente nas promessas incumpridas?
Onde está quem possa oferecer garantias de um golpe de asa?
Só há uma resposta:
Ninguém. Não existe ninguém.
É tudo um absoluto vazio.
Um deserto estéril, onde nos procuramos entreter com jardins natal, jardins páscoa, festas de verão, passagem de ano e carnaval....
É este o drama da Figueira e do concelho.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Os Carlos do PS
Carlos Monteiro, acaba de ser eleito como presidente do PS da Figueira e Carlos Cidade foi eleito para presidir à concelhia do PS Coimbra.
Ambos os Carlos são autarcas.
E os dois são vice-presidentes de Câmara.
O Monteiro é autarca na Câmara da Figueira e Cidade na Câmara de Coimbra.
Estes dois socialistas, porém, têm várias coisas em comum.
Ambos são muito ambiciosos: aspiram os dois chegar, a todo custo, ao lugar de presidente de Câmara.
Para já, as coisas estão aparentemente bem encaminhadas para eles. Sem esquecer, no entanto, que Cidade é de outro campeanato da politica.
Monteiro, não passa de um aprendiz de feiticeiro, que já subiu ao topo da sua incompetência...
Nem o próprio pensou um dia chegar onde está. Já Cidade (que conheço desde finais da década de setenta do século passsado, era ele funcionário do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, membro do Conselho Nacional da CGTP-IN e dos corpos sociais do Sindicato do Comércio e Escritórios de Coimbra, além de militante do PCP...) é um carrega pianos e um negociador por excelência, sob a orientação de cardeais nas sombras chinesas.
Machado, o presidente da força aérea de Coimbra, quer, em 2019, voar para o parlamento europeu, e deixa a câmara de Coimbra para Cidade (ANC apurou que o negócio já está fechado com António Costa).
Monteiro, também pretende o mesmo que Cidade, mas, como já se disse, Cidade é de outro campeonato.
Aliás, a queda do professor de biologia, já está escrita nas estrelas. Daqui a dois anos (próximas eleições para a concelhia) haverá a noite das facas longas, e aqueles que aparentemente estiveram e estão com Monteiro, nesta lista de saco de gatos (muitos deles que se deixaram comprar por um prato de lentilhas) vão colocar as garras de fora e apeá-lo.
Ataíde fará o mandato até ao fim a pavonear-se pela CIM, e o candidato do PS à Câmara da Figueira, tal como em 2009, será escolhido em conjunto com um certo PSD.
Por enquanto, temos a união nacional, neste PS municipal, lembrando a primavera marcelista - a evolução na continuidade.
Apesar das semelhanças entre os Carlos do PS, a diferença entre ambos é enorme: um é cidade e o outro é um lobo solitário perdido na aldeia.
É a vida...
Ambos os Carlos são autarcas.
E os dois são vice-presidentes de Câmara.
O Monteiro é autarca na Câmara da Figueira e Cidade na Câmara de Coimbra.
Estes dois socialistas, porém, têm várias coisas em comum.
Ambos são muito ambiciosos: aspiram os dois chegar, a todo custo, ao lugar de presidente de Câmara.
Para já, as coisas estão aparentemente bem encaminhadas para eles. Sem esquecer, no entanto, que Cidade é de outro campeanato da politica.
Monteiro, não passa de um aprendiz de feiticeiro, que já subiu ao topo da sua incompetência...
Nem o próprio pensou um dia chegar onde está. Já Cidade (que conheço desde finais da década de setenta do século passsado, era ele funcionário do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, membro do Conselho Nacional da CGTP-IN e dos corpos sociais do Sindicato do Comércio e Escritórios de Coimbra, além de militante do PCP...) é um carrega pianos e um negociador por excelência, sob a orientação de cardeais nas sombras chinesas.
Machado, o presidente da força aérea de Coimbra, quer, em 2019, voar para o parlamento europeu, e deixa a câmara de Coimbra para Cidade (ANC apurou que o negócio já está fechado com António Costa).
Monteiro, também pretende o mesmo que Cidade, mas, como já se disse, Cidade é de outro campeonato.
Aliás, a queda do professor de biologia, já está escrita nas estrelas. Daqui a dois anos (próximas eleições para a concelhia) haverá a noite das facas longas, e aqueles que aparentemente estiveram e estão com Monteiro, nesta lista de saco de gatos (muitos deles que se deixaram comprar por um prato de lentilhas) vão colocar as garras de fora e apeá-lo.
Ataíde fará o mandato até ao fim a pavonear-se pela CIM, e o candidato do PS à Câmara da Figueira, tal como em 2009, será escolhido em conjunto com um certo PSD.
Por enquanto, temos a união nacional, neste PS municipal, lembrando a primavera marcelista - a evolução na continuidade.
Apesar das semelhanças entre os Carlos do PS, a diferença entre ambos é enorme: um é cidade e o outro é um lobo solitário perdido na aldeia.
É a vida...
A pequenez da Figueira
Neste mês de Janeiro tivemos duas demonstrações do que significa a democracia na Figueira: o poder nas mãos de uma minoria incompetente.
No PSD, registaram-se os seguintes resultados na recente corrida para liderança do partido.
No entanto, houve mais de 50% de abstenção.
Dos 406 militantes em condições de votar, apenas 193 exerceram esse direito.
No passado sábado, concluiu-se o processo eleitoral para a Concelhia e para as Secções do Partido Socialista da Figueira da Foz.
A lista A, "Accão e Compromisso", foi eleita com 301 votos a favor (92.91%), 20 votos brancos e 4 votos nulos, com 78,12% de votantes (325 em 416).
Num universo de 1800 militantes, 416 pagaram as quotas e foram votar 325.
Como facilmente se conclui, o PS da Figueira está mais vivo do que nunca e, sobretudo, motivado.
Nem no tempo do Santana, na Figueira!..
A Figueira é pequena.
O que significa que os seus bens e males, as suas gentes, elites ou massas, os politicos e a democracia, tudo é proporcional a essa pequenez.
Portanto, continuem a fingir.
A máscara por vezes é precisa...
No PSD, registaram-se os seguintes resultados na recente corrida para liderança do partido.
No entanto, houve mais de 50% de abstenção.
Dos 406 militantes em condições de votar, apenas 193 exerceram esse direito.
No passado sábado, concluiu-se o processo eleitoral para a Concelhia e para as Secções do Partido Socialista da Figueira da Foz.
A lista A, "Accão e Compromisso", foi eleita com 301 votos a favor (92.91%), 20 votos brancos e 4 votos nulos, com 78,12% de votantes (325 em 416).
Num universo de 1800 militantes, 416 pagaram as quotas e foram votar 325.
Como facilmente se conclui, o PS da Figueira está mais vivo do que nunca e, sobretudo, motivado.
Nem no tempo do Santana, na Figueira!..
A Figueira é pequena.
O que significa que os seus bens e males, as suas gentes, elites ou massas, os politicos e a democracia, tudo é proporcional a essa pequenez.
Portanto, continuem a fingir.
A máscara por vezes é precisa...
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Vivemos num país complicado...
"Três anos à espera de resposta" é uma "estória" do quotidiano, que poderia ter infernizado a vida a qualquer um de nós. Está hoje contada no jornal AS BEIRAS.
No dia 17 de maio de 2015, Carlos de Oliveira Gomes seguia viagem no seu Mercedes de 1984 importado e recentemente adquirido em direcção a São Pedro, vila da margem sul da Figueira da Foz. Quando atravessava a Ponte Edgar Cardoso, cerca das 14H00, caiu um poste de iluminação na via, no qual embateu. Saiu ileso do acidente, mas a viatura com que sempre sonhara sofreu as consequências do choque. Quase três anos depois, o serralheiro mecânico de Vila Verde, freguesia da zona norte da Figueira da Foz, continua à espera de ser ressarcido pelos danos provocados no carro, que ainda não foi reparado, por falta de dinheiro. “Estou farto de esperar e de não me dizerem nada”, lamenta-se o sinistrado, em declarações ao jornal.
O caso continua na justiça, para onde a seguradora recorreu, para tentar que a empresa pública Infraestruturas de Portugal assuma os danos provocados no Mercedes.
O processo começou por envolver a autarquia figueirense. Entretanto, ficou provado que a manutenção dos postes de iluminação da ponte não é da responsabilidade da câmara. Enquanto o caso decorre nos tribunais, Carlos Gomes tem a sua vida condicionada, devido à falta da viatura.
No dia 17 de maio de 2015, Carlos de Oliveira Gomes seguia viagem no seu Mercedes de 1984 importado e recentemente adquirido em direcção a São Pedro, vila da margem sul da Figueira da Foz. Quando atravessava a Ponte Edgar Cardoso, cerca das 14H00, caiu um poste de iluminação na via, no qual embateu. Saiu ileso do acidente, mas a viatura com que sempre sonhara sofreu as consequências do choque. Quase três anos depois, o serralheiro mecânico de Vila Verde, freguesia da zona norte da Figueira da Foz, continua à espera de ser ressarcido pelos danos provocados no carro, que ainda não foi reparado, por falta de dinheiro. “Estou farto de esperar e de não me dizerem nada”, lamenta-se o sinistrado, em declarações ao jornal.
O caso continua na justiça, para onde a seguradora recorreu, para tentar que a empresa pública Infraestruturas de Portugal assuma os danos provocados no Mercedes.
O processo começou por envolver a autarquia figueirense. Entretanto, ficou provado que a manutenção dos postes de iluminação da ponte não é da responsabilidade da câmara. Enquanto o caso decorre nos tribunais, Carlos Gomes tem a sua vida condicionada, devido à falta da viatura.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Não há possibilidade de engano: estamos no inverno...
Concluiu-se, ontem, o processo eleitoral para a Concelhia e para as Secções do Partido Socialista da Figueira da Foz.
A lista A e única, "Acção e Compromisso", foi eleita.
Carlos Monteiro é o substituto de João Portugal como Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS na Figueira da Foz.
Enganado, não é quem é.
É quem se deixa ser...
A lista A e única, "Acção e Compromisso", foi eleita.
Carlos Monteiro é o substituto de João Portugal como Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS na Figueira da Foz.
Enganado, não é quem é.
É quem se deixa ser...
sábado, 20 de janeiro de 2018
A tradição ainda é o que era...
- O BES é um banco sólido.
- A minha reforma não chega para as despesas.
- Para serem mais honestos que eu têm de nascer duas vezes, duas vezes..."
Via Expresso: "Cavaco regressa e faz três avisos"...
Deputados do PSD por Coimbra questionam Governo sobre o bypass
Os deputados do
PSD eleitos pelo círculo
eleitoral de Coimbra
questionaram ontem o
Governo sobre o estudo
do bypass para transferência
de areia do areal
urbano para as praias do
sul.
“O concelho da Figueira da Foz tem sido fustigado ao longo dos anos com fenómenos de erosão da orla costeira que têm afetado principalmente as populações do sul do concelho e tem colocado em causa a segurança da entrada da barra do porto comercial devido à não transposição das areias”, começam por rerefrir os subscritores do documento.
“Esta apreciação séria dos problemas existentes da orla costeira da Figueira da Foz tem sido objecto de muita discussão e reflexão por parte de várias entidades, mas ao nível do Governo central nada tem sido feito, colocando em causa a segurança de pessoas e bens.
No início do ano de 2017, o assunto foi trazido à discussão pelo movimento cívico SOS Cabedelo, em sede de Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação e, em consequência desta reunião, o Grupo Parlamentar do PSD apresentou um Projeto de Resolução, o qual foi aprovado em plenário, onde recomendava ao Governo um estudo da viabilidade do projeto do bypass."
Fica a pergunta dos deputados do PSD por Coimbra.
“Que resposta tem o Ministério do Ambiente a dar à resolução da Assembleia da República de 11 de Abril? Já se iniciou o estudo objecto de recomendação? Em caso afirmativo, quando se prevê a sua conclusão?”
“O concelho da Figueira da Foz tem sido fustigado ao longo dos anos com fenómenos de erosão da orla costeira que têm afetado principalmente as populações do sul do concelho e tem colocado em causa a segurança da entrada da barra do porto comercial devido à não transposição das areias”, começam por rerefrir os subscritores do documento.
“Esta apreciação séria dos problemas existentes da orla costeira da Figueira da Foz tem sido objecto de muita discussão e reflexão por parte de várias entidades, mas ao nível do Governo central nada tem sido feito, colocando em causa a segurança de pessoas e bens.
No início do ano de 2017, o assunto foi trazido à discussão pelo movimento cívico SOS Cabedelo, em sede de Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação e, em consequência desta reunião, o Grupo Parlamentar do PSD apresentou um Projeto de Resolução, o qual foi aprovado em plenário, onde recomendava ao Governo um estudo da viabilidade do projeto do bypass."
Fica a pergunta dos deputados do PSD por Coimbra.
“Que resposta tem o Ministério do Ambiente a dar à resolução da Assembleia da República de 11 de Abril? Já se iniciou o estudo objecto de recomendação? Em caso afirmativo, quando se prevê a sua conclusão?”
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Variações do Diabo numa nota só: o poder
«Em janeiro de 2018, depois da eleição de Rui Rio como líder do PSD, Manuela Ferreira Leite veiculou a nova orientação política: “Da mesma forma que o Bloco de Esquerda e o PCP têm vendido a alma ao diabo, exclusivamente com o objetivo de pôr a direita na rua, acho que ao PSD lhe fica muito bem se vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua.” É uma variação da tese da suspensão da democracia “para pôr tudo na ordem”, agora na versão “o poder a qualquer custo”.»
Via jornal i
Via jornal i
E assim a caminhada continua, conservando integralmente tudo o que primacialmente lá está e vai continuar a estar...
É já amanhã que, Carlos Monteiro, vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, que lidera a lista única à Concelhia do PS, vai a votos.
A lista já é conhecida e o programa da sua candidatura, "Acção e Compromisso", também.
Ainda se falou na possibilidade do antigo líder local da JS David Paredes avançar com uma candidatura, mas Monteiro acabou por ir a votos sem concorrência.
Em declarações jornal AS BEIRAS, Carlos Monteiro afirmou que decidiu avançar por considerar que reúne as “condições para assumir o cargo e porque um conjunto de camaradas acha que, neste momento”, é “a pessoa que reúne melhores condições”.
Disse ainda que a candidatura reflecte “alguma continuidade e algumas alterações”.
O actual presidente da concelhia, João Portugal, integra a lista única.
A lista já é conhecida e o programa da sua candidatura, "Acção e Compromisso", também.
Ainda se falou na possibilidade do antigo líder local da JS David Paredes avançar com uma candidatura, mas Monteiro acabou por ir a votos sem concorrência.
Em declarações jornal AS BEIRAS, Carlos Monteiro afirmou que decidiu avançar por considerar que reúne as “condições para assumir o cargo e porque um conjunto de camaradas acha que, neste momento”, é “a pessoa que reúne melhores condições”.
Disse ainda que a candidatura reflecte “alguma continuidade e algumas alterações”.
O actual presidente da concelhia, João Portugal, integra a lista única.
Ainda me lembro do tempo em que a solidariedade não era uma palavra vã por estes lados, quando a necessidade a isso obrigava...
Ataíde, na última reunião de câmara, lembrou que o estudo sobre o BYPASS é da competência da APA.
Tenreiro lembrou Ataíde que "…lá por ter trazido cá o Ministro (do Ambiente), o problema não está resolvido. Um autarca deve estar em cima dos assuntos de forma constante."
O SOS/CABEDELO, lembra que o problema se agrava a cada dia que passa e que todos estamos a falhar na sua resolução.
OUTRA MARGEM, lembra que o estudo do bypass para trazer a areia, que está a mais no areal urbano, para as praias do sul do Mondego está estimado em 100 mil €.
OUTRA MARGEM, lembra que, só em 2017, o cabaz do carnaval figueirense foi o seguinte...
SUBSÍDIO DADO PELA CÂMARA MUNICIPAL À ASSOCIAÇÃO DE CARNAVAL DE BUARCOS/FIGUEIRA DA FOZ, NO ÂMBITO DA ORGANIZAÇÃO DAS FESTIVIDADES DE CARNAVAL DO ANO DE 2018: 57 MIL E 500 €!
HÁ AINDA A CONSIDERAR O APOIO LOGÍSTICO, CUJO VALOR APESAR DE TER SIDO PEDIDO PELO VEREADOR DA OPOSIÇÃO RICARDO SILVA, NINGUÉM DO EXECUTIVO CAMARÁRIO ESTAVA EM CONDIÇÕES DE FORNECER POIS, TAMBÉM PARA ELES, É DESCONHECIDO.
OUTRA MARGEM, lembra que, em 2017 "a autarquia assumiu os prejuízos da Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Maiorca, realizada em agosto (o vento danificou o palco e impediu a actuação de David Carreira)."
David Carreira, esse, que esteve presente na passagem de ano.
Ou seja, a autarquia pagou o concerto de David Carreira (19.5000 euros, com IVA incluído), valor que incluiu um espectáculo, no dia 30 de dezembro, inserido nas celebrações de passagem de ano.
O presidente da câmara, na última reunião camarária do anterior mandato, revelou que "a animação de verão custou 250 mil euros, mais do dobro de 2016, 111 mil euros."
Este ano, ironizou, em tom bem disposto, o vereador do PSD João Armando Gonçalves, “é um ano interessante…”, referindo-se às eleições autárquicas.
“Espere por 2018, pode ser que ainda se invista mais [na animação de verão], porque há mais folga financeira na autarquia”, respondeu-lhe, no mesmo registo, João Ataíde.
Tenreiro lembrou Ataíde que "…lá por ter trazido cá o Ministro (do Ambiente), o problema não está resolvido. Um autarca deve estar em cima dos assuntos de forma constante."
O SOS/CABEDELO, lembra que o problema se agrava a cada dia que passa e que todos estamos a falhar na sua resolução.
OUTRA MARGEM, lembra que o estudo do bypass para trazer a areia, que está a mais no areal urbano, para as praias do sul do Mondego está estimado em 100 mil €.
OUTRA MARGEM, lembra que, só em 2017, o cabaz do carnaval figueirense foi o seguinte...
SUBSÍDIO DADO PELA CÂMARA MUNICIPAL À ASSOCIAÇÃO DE CARNAVAL DE BUARCOS/FIGUEIRA DA FOZ, NO ÂMBITO DA ORGANIZAÇÃO DAS FESTIVIDADES DE CARNAVAL DO ANO DE 2018: 57 MIL E 500 €!
HÁ AINDA A CONSIDERAR O APOIO LOGÍSTICO, CUJO VALOR APESAR DE TER SIDO PEDIDO PELO VEREADOR DA OPOSIÇÃO RICARDO SILVA, NINGUÉM DO EXECUTIVO CAMARÁRIO ESTAVA EM CONDIÇÕES DE FORNECER POIS, TAMBÉM PARA ELES, É DESCONHECIDO.
OUTRA MARGEM, lembra que, em 2017 "a autarquia assumiu os prejuízos da Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Maiorca, realizada em agosto (o vento danificou o palco e impediu a actuação de David Carreira)."
David Carreira, esse, que esteve presente na passagem de ano.
Ou seja, a autarquia pagou o concerto de David Carreira (19.5000 euros, com IVA incluído), valor que incluiu um espectáculo, no dia 30 de dezembro, inserido nas celebrações de passagem de ano.
O presidente da câmara, na última reunião camarária do anterior mandato, revelou que "a animação de verão custou 250 mil euros, mais do dobro de 2016, 111 mil euros."
Este ano, ironizou, em tom bem disposto, o vereador do PSD João Armando Gonçalves, “é um ano interessante…”, referindo-se às eleições autárquicas.
“Espere por 2018, pode ser que ainda se invista mais [na animação de verão], porque há mais folga financeira na autarquia”, respondeu-lhe, no mesmo registo, João Ataíde.
Pelos vistos, na Figueira é sempre carnaval. Assim haja folga financeira...
Acontece a todos termos dias assim, em que a natureza se sorri para nós, apenas porque estamos atentos!
E quanta beleza nos passa despercebida?
Quantas e quantas vezes não estamos demasiado ocupados com o acessório para repararmos no essencial.
Acontece a todos...
E quanta beleza nos passa despercebida?
Quantas e quantas vezes não estamos demasiado ocupados com o acessório para repararmos no essencial.
Acontece a todos...
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
À memória do Capitão Álvaro Abreu da Silva recentemente falecido...
![]() |
| Diário de Coimbra de 18.1.2018 |
O Centro de Estudos do Mar e das Navegações Luís de Albuquerque (CEMAR) cumpre aqui a obrigação de anunciar a triste notícia do falecimento do seu Associado Honorário, e figura significativa da História Marítima portuguesa e da Foz do Mondego, o Capitão figueirense Álvaro Abreu da Silva, que nos anos 60 do século XX foi um dos últimos capitães portugueses da pesca longínqua do bacalhau à linha, e teve o mérito de ter sido pioneiro da transformação das condições de trabalho desumanas dos pescadores portugueses desse tipo específico de pesca.
Álvaro Abreu da Silva nasceu em 1933 na praia da Vieira de Leiria, numa família numerosa e proprietária de uma das "Artes" (pesca de cerco e alar para terra) da pesca local. Completou os estudos liceais na Figueira da Foz, onde desde a adolescência começou a praticar vela e a participar em regatas.
Fez a sua formação em Lisboa na Escola Náutica, e aí terminou o curso de Pilotagem em Julho de 1957. Logo no mês seguinte realizou o seu sonho de embarcar, como piloto, para o mar alto. Depois de experimentada a pesca de arrasto lateral, onde chegou a fazer duas viagens num só ano (desde logo em onze meses no mar), passou em 1960 para a pesca longínqua do bacalhau à linha, nos mares da Terra Nova e da Gronelândia (no navio "Senhora do Mar", do Porto), e ficou chocado com a vida duríssima dos homens dos dóris. Desiludido com essa experiência, voltou nesse mesmo ano à pesca de arrasto, como imediato, nos litorais africanos do Cabo Branco e da Mauritânia. Aí, em 1961, desempenhou pela primeira vez funções de Capitão.
Comandou, portanto, então, em 1961, um navio de pesca português nos mesmos litorais africanos que haviam sido os litorais reconhecidos pelos Portugueses quinhentos e vinte anos antes (no século XV, em 1441), exactamente ao mesmo tempo em que em Portugal (nesse mesmo ano de 1961) estavam a acabar de ser orquestradas e oficiadas as grandes Comemorações oficiais desses tais "Descobrimentos Portugueses" (os ditos "Descobrimentos Henriquinos" [sic], no Cabo Branco e na Mauritânia…), por ordem dos dirigentes políticos portugueses do regime desse tempo (1960-1961): uns Exos. Srs. chamados Prof. Doutor Oliveira Salazar (Universidade de Coimbra), Alm. Américo de Deus Rodrigues Thomaz, etc., em pomposos cortejos litúrgicos e em anedóticos rituais que foram trombeteados em Sagres (!), Tomar, Viseu, Lisboa, etc..
Quer isso dizer que, nesses mesmos anos de 1960-1961 (que, para alguns, foram anos de celebrações bizantinas, e para outros foram anos de trabalho regular), aconteceu a situação espantosa e impressionante de que quem efectivamente estava a navegar e a comandar um navio português nos litorais inóspitos e desérticos do Saara, no Cabo Branco e na Mauritânia — os litorais cuja navegação oceânica havia sido iniciada na década de 40 do século XV pelos navegadores Nuno Tristão, Gomes Pires, Álvaro Fernandes e outros, nas navegações portuguesas ordenadas nessa década de 40 em que o Regente de Portugal foi o Infante Dom Pedro, Duque de Coimbra e Senhor de Montemor-o-Velho, Buarcos (Foz do Mondego), Mira, Aveiro, Ílhavo, etc. — continuou a não ser ninguém proveniente de Sagres, ou de Viseu... e foi sim um jovem Capitão português que, por acaso, era proveniente da Beira Litoral… da Foz do Mondego…
E esse trabalho foi feito ao mesmo tempo que o Doutor Salazar (UC) e o Alm. Américo Thomaz, em terra, celebraram as anedóticas mentiras políticas da "Escola de Sagres", etc., etc..
A História, ainda que paradoxal, é sempre exemplar, para quem for capaz de a escutar.
No ano seguinte, de 1962, Álvaro Abreu da Silva teve que voltar à pesca à linha, como imediato, num navio de Lisboa. Em 1965, foi pela primeira vez, como imediato, no navio "José Alberto", da Figueira da Foz. Mas dois anos depois (em 1967), nesse mesmo navio de quatro mastros "José Alberto" (o mais célebre dos navios figueirenses), e então já como Capitão, foi Álvaro Abreu da Silva que comandou a viagem à Terra Nova e à Gronelândia no decorrer da qual veio a ser filmado pela National Geographic Society o filme documentário "The Lonely Dorymen" [Os Solitários Homens dos Dóris] (1968), o melhor filme desse tipo sobre a pesca longínqua do bacalhau à linha (a pesca que os Portugueses, anacronicamente, em pleno século XX, continuavam a praticar, em condições absolutamente desumanas, com um homem sozinho em cada dóri, no Árctico, usando tecnologias pouco mais do que medievais).
Se este capitão figueirense não tivesse aceitado (na verdade, querido aceitar) essa equipa de reportagem a bordo do seu navio — precisamente para levar ao mundo a revelação do que era aquela incrível realidade… —, esse documento, único e irrepetivel, em plena década de 60 do século XX, não teria ficado, para sempre, à disposição do olhar dos vindouros. Assim, ficou.
Em 1972, considerando cada vez mais difícil de justificar tanto sofrimento e sacrifício dos homens dos dóris (sozinhos durante tantas horas a bordo de botes tão pequenos em pleno Mar Árctico), Álvaro Abreu da Silva teve um papel decisivo na grande e inédita revolução então operada: conseguiu convencer o armador a um plano de renovação da modalidade de pesca, que deixou de usar botes e linhas e passou a usar redes de emalhar (sem que os pescadores tivessem que sair do navio, que passou a ser aquecido interiormente, com as redes de emalhar largadas e recolhidas pelo próprio navio, e o trabalho dos homens realizado por turnos).
Álvaro Abreu da Silva considerou essa transformação das condições de trabalho como uma sua grande realização, e disso sempre se orgulhou. Em 1985 fez a sua última viagem, e reformou-se. Teve a felicidade de nunca ter perdido um só homem das suas tripulações, ao longo de toda a sua vida profissional (e com isso também sempre se alegrou).
Em 1998, na companhia do historiador autodidacta local Manuel Luís Pata, e de outros, foi o Capitão Álvaro Abreu da Silva que fez ouvir a sua voz em defesa da tentativa (que, no entanto, veio a revelar-se inglória…) de a Figueira da Foz conseguir salvar da sucata o seu último navio da pesca longínqua do bacalhau (o navio, chamado "Sottomaior", que, depois, veio a chamar-se "José Cação"). O próprio Álvaro Abreu da Silva havia comandado esse navio, no passado; e o tipo de embarcação de que se tratava, e as transformações pioneiras por que havia passado, serviriam exemplaremente para o fim museológico que se pretenderia. Mas, infelizmente, a salvaguarda desse último exemplar de Património Cultural Marítimo figueirense, e a paralela criação, logo então, do Museu do Mar (que nesta cidade da Foz do Mondego já era ansiada desde há tantas décadas), não foram então possíveis.
O navio foi para a sucata, e o Museu do Mar ainda hoje continua sem ter sido criado.
Não há dúvida de que, quando esse Museu for criado (e ele vai ter que ser criado, mais cedo ou mais tarde), a memória de Álvaro Abreu da Silva vai ter que ser lá evocada (tal como as memórias de João Pereira Mano, ou de Manuel Luís Pata).
O Centro de Estudos do Mar, em Março de 2008, por decisão da sua assembleia geral realizada na Praia de Mira, passou a ter como os seus dois primeiros Associados Honorários os dois Capitães portugueses do século XX que tão bem representavam as gerações de homens do mar que, secularmente, saíram para o mundo pela Foz do Mondego: o Capitão João Pereira Mano, capitão da Marinha Mercante, e autor principal da História Marítima figueirense (cujos livros foram todos publicados pela nossa associação científica) e o Capitão Álvaro Abreu da Silva, capitão da Marinha de Pesca, nascido na Praia da Vieira, e figueirense por adopção.
Nessa ocasião, em 2008, foi organizada uma Homenagem a Álvaro Abreu da Silva e a Manuel Luís Pata, na Praia de Mira, pelo Centro de Estudos do Mar e a Câmara Municipal de Mira, e foi publicada a tradução portuguesa, pelo CEMAR, do texto do filme "The Lonely Dorymen" [Os Solitários Homens dos Dóris] (USA, NGS, 1968).
Actualmente está em curso o projecto, dinamizado pelo CEMAR, no sentido de se tentar editar uma edição digitalizada desse filme de 1968 protagonizado por este Capitão figueirense, a sua tripulação, e o seu navio.
Texto: Centro de Estudos do Mar - CEMAR
Na Figueira é o que sabemos...
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| DAQUI |
Por cá é o que sabemos: TROIADELO...
"Continuo a pensar nos trabalhadores que vão ser mandados para o desemprego. E que, por via disso, alguns, os mais idosos, que já trabalham no Cabedelo há 30 anos, vão passar o resto da vida que lhes resta na angústia de perderem a reforma ou de a verem drasticamente diminuída. Continuo a pensar nos mais jovens, que vão deixar o seu país em busca de trabalho no estrangeiro ou, se ficarem por cá, vão ficar na expectativa de arranjar um emprego que os fará mergulhar para sempre na espiral da precariedade, da insegurança e da exploração.
Continuo a pensar no sofrimento destas pessoas. Que têm nome. É o Raul, o Robalo, a Graça, a Albertina, a Sónia, o Miranda, a Celestina e a Denise. Isto, no Parque de Campismo. Na Cantina Bar, é o Tiago, a Helena, o Luís, o Carlos, a Rosalina, a Cristela e a Ana.
Isto, nesta altura. No Verão, são mais alguns."
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Em democracia, dar uma maioria política absoluta, é a maior maravilha da demonstração da imbecibilidade humana...
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| Via AS BEIRAS |
Portanto, nós cá por S. Pedro, todos bem!
Durante alguns anos - e até bem recentemente - , alguns andavam preocupadíssimos, por exemplo, com a erosão costeira!
Hoje, pelos vistos, já ninguém se preocupa com isso (até ao próximo alarme, claro está!).
Isto só demonstra a transitoriedade de tudo.
Poucos temas subsistem à passagem do Tempo.
Hoje, que está um radioso dia de sol, encolhemos os ombros, esquecidos da preocupação que então tivemos.
O Senhor presidente Ataíde tem razão: alguma (a maioria que votou) "da população de São Pedro está com ele".
Mas, não tem a razão toda: "alguma, também está contra ele". Da que votou e da que não esteve para se chatear...
E, ainda, há aqueles que, em S. Pedro, já perceberam o óbvio há muitos anos.
Os eleitores votam em sonhos!
Os eleitores - e a "vila" de S. Pedro não é excepção -, quando vão votar, são mais seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas ou em obra feita...
Continue a sonhar, senhor presidente, pois está no bom caminho rumo ao TROIADELO.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Morreu Madalena Iglésias
A cantora Madalena Iglésias, que venceu o Festival da Canção em 1966 com a música "Ele e Ela", morreu hoje aos 78 anos numa clínica em Barcelona, Espanha, disse à Lusa uma fonte familiar.
Mais pormenores aqui.
Acreditar, é uma forma de optimismo...
Quem tem acompanhado com alguma atenção a política na Figueira, no pós 25 de Abril, tem verificado a degradação interna dos partidos do arco do poder: PS e PSD.
Fomos andando, governados pelo PS, depois pelo PSD, até que chegámos à maioria absoluta, de dimensões raras, de João Ataíde.
A situação actual ficou a dever-se a políticas de gestão do concelho acertadas, ao progresso, à transparência e à eficácia na gestão da coisa pública?
A meu ver, não, longe disso.
João Ataíde cedo percebeu como os valores mudaram, numa terra a viver um ciclo de dificuldades económicas, sociais e culturais, sem comunicação social crítica e com partidos da esquerda que se recusaram a renovar-se.
Na Figueira da Foz não há debate político, há o diz-se diz-se, há a conversa de café, há o comentário anónimo e há o mercado do voto.
Os votos compram-se. Numa cidade, onde cerca de metade dos votantes se abstém, os eleitores que dependem da mãozinha camarária são suficientes para, acrescentando à base eleitoral do PS, conseguir uma maioria absoluta.
Temos, por exemplo, os fornecedores por adjudicação directa, que sabem que beneficiam de uma preferência que tem o seu preço, os jovens subsidiados, os funcionários da câmara, os empresários locais que vivem da generosidade camarária, os jornais que dependem de anúncios camarários, os activistas associativos que não podem desagradar aos donos disto tudo, pois a sua agremiação é subsídio-dependente...
Depois, ainda temos a pouca vergonha de políticos locais que não hesitaram em trair os seus para se venderem a troco de mordomias, para eles próprios ou para os seus familiares. A somar temos o medo. Como cereja em cima do bolo, ainda temos os esquemas manhosos para limitar a participação dos cidadãos nas sessões da Câmara Municipal.
Quem manda no PS, na Figueira, neste momento tem tudo na mão e utiliza-o em seu benefício próprio e da sua entourage: existe medo generalizado, um eleitorado dependente da generosidade municipal, um jornalismo genericamente obediente, empresas que vivem de adjudicações arbitrárias e sem concurso.
Se querem saber o que significa asfixia democrática não deixem de visitar a cidade da Figueira da Foz no ano da graça de 2018, quase 44 anos depois do 25 de Abril de 1974.
Quanto ao futuro - do PS,da Figueira e dos Figueirenses - não se preocupem.
Continuemos a ter uma visão do futuro esperançosa, embora tenhamos muito poucos motivos para isso.
Mas, comos somos optimistas por natureza, vamos continuar a esperar melhores dias. Depois, também não existe, estatisticamente falando, razão consistente e racional, para jogarmos no euromilhões e continuamos a jogar.
Há que continuar a apostar então num futuro melhor para a Figueira...
O euromilhões também só sai a quem joga...
Fomos andando, governados pelo PS, depois pelo PSD, até que chegámos à maioria absoluta, de dimensões raras, de João Ataíde.
A situação actual ficou a dever-se a políticas de gestão do concelho acertadas, ao progresso, à transparência e à eficácia na gestão da coisa pública?
A meu ver, não, longe disso.
João Ataíde cedo percebeu como os valores mudaram, numa terra a viver um ciclo de dificuldades económicas, sociais e culturais, sem comunicação social crítica e com partidos da esquerda que se recusaram a renovar-se.
Na Figueira da Foz não há debate político, há o diz-se diz-se, há a conversa de café, há o comentário anónimo e há o mercado do voto.
Os votos compram-se. Numa cidade, onde cerca de metade dos votantes se abstém, os eleitores que dependem da mãozinha camarária são suficientes para, acrescentando à base eleitoral do PS, conseguir uma maioria absoluta.
Temos, por exemplo, os fornecedores por adjudicação directa, que sabem que beneficiam de uma preferência que tem o seu preço, os jovens subsidiados, os funcionários da câmara, os empresários locais que vivem da generosidade camarária, os jornais que dependem de anúncios camarários, os activistas associativos que não podem desagradar aos donos disto tudo, pois a sua agremiação é subsídio-dependente...
Depois, ainda temos a pouca vergonha de políticos locais que não hesitaram em trair os seus para se venderem a troco de mordomias, para eles próprios ou para os seus familiares. A somar temos o medo. Como cereja em cima do bolo, ainda temos os esquemas manhosos para limitar a participação dos cidadãos nas sessões da Câmara Municipal.
Quem manda no PS, na Figueira, neste momento tem tudo na mão e utiliza-o em seu benefício próprio e da sua entourage: existe medo generalizado, um eleitorado dependente da generosidade municipal, um jornalismo genericamente obediente, empresas que vivem de adjudicações arbitrárias e sem concurso.
Se querem saber o que significa asfixia democrática não deixem de visitar a cidade da Figueira da Foz no ano da graça de 2018, quase 44 anos depois do 25 de Abril de 1974.
Quanto ao futuro - do PS,da Figueira e dos Figueirenses - não se preocupem.
Continuemos a ter uma visão do futuro esperançosa, embora tenhamos muito poucos motivos para isso.
Mas, comos somos optimistas por natureza, vamos continuar a esperar melhores dias. Depois, também não existe, estatisticamente falando, razão consistente e racional, para jogarmos no euromilhões e continuamos a jogar.
Há que continuar a apostar então num futuro melhor para a Figueira...
O euromilhões também só sai a quem joga...
Quem nos defende?
Aveiro 2 - Figueira 1
A sul da barra de Aveiro vão ser depositados 2 Mm3 para "mitigação do déficit sedimentar com vista a atenuar o processo erosivo".
Para o sul da barra da Figueira apenas está previsto 1Mm3.
Uma vez que a força do mar nesta frente atlântica é equivalente, porque é que só temos direito a METADE do que está previsto em Aveiro?
Se o relatório do GTL prevê para o primeiro shot de areias um volume de 9,9 Mm3, porque vão transferir DEZ VEZES menos?
Nota de rodapé.
Litoral XXI - Governança e Plano de Acção.
A sul da barra de Aveiro vão ser depositados 2 Mm3 para "mitigação do déficit sedimentar com vista a atenuar o processo erosivo".
Para o sul da barra da Figueira apenas está previsto 1Mm3.
Uma vez que a força do mar nesta frente atlântica é equivalente, porque é que só temos direito a METADE do que está previsto em Aveiro?
Se o relatório do GTL prevê para o primeiro shot de areias um volume de 9,9 Mm3, porque vão transferir DEZ VEZES menos?
Nota de rodapé.
Litoral XXI - Governança e Plano de Acção.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Atenção presidente Ataíde: é preciso pressionar para não se esquecerem da zona a sul do estuário do Mondego...
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| Foto Márcia Cruz |
"É um investimento que se prevê necessário, em obras que vão ser feitas, algumas em pedra, afastadas, mas paralelas à costa para reduzir bastante aquilo que é a força que o mar tem", disse à agência Lusa o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, à margem da inauguração das obras de requalificação do litoral em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira.
De acordo com o ministro, as obras para a manutenção do litoral português, "são uma tarefa ciclópica, devido ao facto de a costa portuguesa ser o território em toda a Europa que está mais sujeito às consequências que hoje se fazem sentir das alterações climáticas, por causa do avanço do mar".
"Está visto e demonstrado que as obras que artificializam a costa, resolvem pontualmente o problema, mas provocam outro problema, normalmente a Sul na costa portuguesa, a sotamar (para onde vai o mar)", recordou o ministro, acrescentando que "esse fator faz com que as intervenções tenham de ser constantes".
Segundo o governante, "as obras previstas para a próxima década, vão incidir na manutenção de esporões existentes, enchimento de praias, recuperação de dunas, com a concentração de milhares de metros cubos de areia", ressalvando, contudo, que "esse trabalho não será eterno, porque essa areia será, certamente, levada pela natureza".
O ministro acrescentou que associadas às obras afastadas da costa, serão associadas as obras de requalificação de espaços atrás das dunas, "porque se pretende que as pessoas continuem a usufruir destes territórios".
"São obras, desde Caminha até Vila Real de Santo António, obras sobretudo de proteção, feitas com técnicas naturais", destacou.
Segundo João Pedro Matos Fernandes, existem obras prioritárias em frente a Ovar, sobretudo em Furadouro, Esmoriz e Cortegaça: "É uma intervenção de grande dimensão, talvez no sítio onde o litoral português mais sofre com o fenómeno de erosão".
"Um dos "shot's" (massa de areia de grandes dimensões concentrada em determinado ponto) muito grandes que temos de fazer é na praia da Vagueira", no distrito de Aveiro, sublinhou o ministro, acrescentando que "este é um dos bons exemplos de obras de grande dimensão que têm de ser feitas, sem mexer no litoral que conhecemos, mas garantir que se vai manter no futuro", concluiu.
João Pedro Matos Fernandes inaugurou esta segunda-feira as obras de proteção e de requalificação do litoral em Vila Nova de Milfontes (Odemira), no valor de 4,9 milhões de euros.
O investimento, feito no âmbito da sociedade Polis Litoral Sudoeste, inclui as empreitadas de valorização e qualificação da Praia do Malhão e de reforço do cordão dunar e alimentação artificial das praias da Franquia e das Furnas, através de transposição de sedimentos da foz do rio Mira, que totalizaram 2,5 milhões de euros.
Via EXPRESSO
A democracia partidária, em especial a do bloco central...
Em Ovar, segundo O Observador, foi assim: "o diretor de campanha de Rui Rio, Salvador Malheiro — que é presidente da câmara de Ovar — e os «caciques» do PSD daquele concelho usaram uma carrinha para transportar dezenas de militantes para as mesas de voto durante as diretas de sábado. O presidente da concelhia de Ovar do CDS, Fernando Camelo de Almeida, denunciou que a carrinha em questão pertence a uma associação que recebe “subsídio” da autarquia e que a mesma viatura foi usada na campanha para as autárquicas, pela candidatura social-democrata."
O voto é a arma do povo?
O voto é a arma do povo?
domingo, 14 de janeiro de 2018
Já passou 2017, ano de eleições autárquicas, sempre aquele tempo de esperança acrescida...
2048, uma crónica de João Vaz, consultor de ambiente, no jornal AS BEIRAS.
«Após dezenas de anos de molhes, quebra mares e obras de engenharia pesada, as praias de areia desapareceram entre a Figueira e o Osso da Baleia. Contra todos os pareceres técnicos, os políticos aprovaram intervenções desastrosas na costa. Desde o enroncamento do 5º molhe, decidido em 2018, foram construídos mais dez paredões e molhes, sempre mais a sul, contrariando o que diz a técnica e a observação do mar. Aproveitando a construção de mais enroncamentos, decidiu-se continuar a estrada, logo atrás da duna, entre a Cova e a Leirosa. Surgiram então mais casas e infraestruturas, impedindo que a duna se movimentasse. Claro que a estrada com a subida do nível médio do mar, e com ondas mais energéticas, sucumbiu. Desapareceu. Então foi necessário construir uma muralha de betão com quatro metros de altura para proteger as casas. Este muro estendeu-se progressivamente, desde a frente do hospital até a sul das celuloses. A “nova muralha de defesa do Atlântico”, uma edificação colossal. Apesar da “morte da paisagem”, a população apoiou o muro, pensando que este as protegia da força do mar. Inclusivamente discutiu-se se o muro seria dedicado a José Elísio ou a um dos outros políticos que lhe sucedeu. Nos anos 90 do século XX vários técnicos previram o descalabro causado pelas obras de engenharia pesada e alertaram para o “fim da costa e das praias” nesta zona do país. Ninguém lhes deu ouvidos. Os políticos desde então insistiram em perpetuar o erro, colocando cada vez mais “betão e pedras ao longo da costa”.»
«Após dezenas de anos de molhes, quebra mares e obras de engenharia pesada, as praias de areia desapareceram entre a Figueira e o Osso da Baleia. Contra todos os pareceres técnicos, os políticos aprovaram intervenções desastrosas na costa. Desde o enroncamento do 5º molhe, decidido em 2018, foram construídos mais dez paredões e molhes, sempre mais a sul, contrariando o que diz a técnica e a observação do mar. Aproveitando a construção de mais enroncamentos, decidiu-se continuar a estrada, logo atrás da duna, entre a Cova e a Leirosa. Surgiram então mais casas e infraestruturas, impedindo que a duna se movimentasse. Claro que a estrada com a subida do nível médio do mar, e com ondas mais energéticas, sucumbiu. Desapareceu. Então foi necessário construir uma muralha de betão com quatro metros de altura para proteger as casas. Este muro estendeu-se progressivamente, desde a frente do hospital até a sul das celuloses. A “nova muralha de defesa do Atlântico”, uma edificação colossal. Apesar da “morte da paisagem”, a população apoiou o muro, pensando que este as protegia da força do mar. Inclusivamente discutiu-se se o muro seria dedicado a José Elísio ou a um dos outros políticos que lhe sucedeu. Nos anos 90 do século XX vários técnicos previram o descalabro causado pelas obras de engenharia pesada e alertaram para o “fim da costa e das praias” nesta zona do país. Ninguém lhes deu ouvidos. Os políticos desde então insistiram em perpetuar o erro, colocando cada vez mais “betão e pedras ao longo da costa”.»
Santana, depois de ontem...
"Continuo a ser Pedro Santana Lopes e assumo tudo o que fiz".
Santana, o candidato derrotado assegurou que não vai desistir do combate político...
O problema é que o pessoal do PSD não gosta de Bach nem sabe tocar piano...
"Chopin? Não, eu é mais música romântica, sempre"...
Expulso o não-romântico Chopin, abram-se, então, alas ao ultra-romântico Bach!
Um tão importante vulto da musicologia nacional não merecia uma desfeita destas!...
Nota de rodapé.
O pianista português Filipe Raposo ouviu a entrevista e explicou ao Observador o nome da peça: além de “estar mal dito em alemão”, também “não existe”.
Na verdade, a designação é: Das Wohltemperierte Klavier. Trata-se de um conjunto de 24 peças, “12 prelúdios e 12 fugas, escrito com um objectivo pedagógico”.
“Cada uma dessas peças é escrita numa determinada tonalidade, perfazendo as doze tonalidades”, destaca Filipe Raposo. Profissionalmente, a colecção é interpretada por pianistas experientes, mas o primeiro prelúdio — em dó maior — é “excecionalmente mais fácil”, pelo que é utilizado no ensino do piano em fases iniciais.
Santana, o candidato derrotado assegurou que não vai desistir do combate político...
O problema é que o pessoal do PSD não gosta de Bach nem sabe tocar piano...
"Chopin? Não, eu é mais música romântica, sempre"...
Expulso o não-romântico Chopin, abram-se, então, alas ao ultra-romântico Bach!
Um tão importante vulto da musicologia nacional não merecia uma desfeita destas!...
Nota de rodapé.
O pianista português Filipe Raposo ouviu a entrevista e explicou ao Observador o nome da peça: além de “estar mal dito em alemão”, também “não existe”.
Na verdade, a designação é: Das Wohltemperierte Klavier. Trata-se de um conjunto de 24 peças, “12 prelúdios e 12 fugas, escrito com um objectivo pedagógico”.
“Cada uma dessas peças é escrita numa determinada tonalidade, perfazendo as doze tonalidades”, destaca Filipe Raposo. Profissionalmente, a colecção é interpretada por pianistas experientes, mas o primeiro prelúdio — em dó maior — é “excecionalmente mais fácil”, pelo que é utilizado no ensino do piano em fases iniciais.
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