domingo, 7 de janeiro de 2018

Figueira, uma cidade entalada pela ficção que esconde a realidade... (II)

Recordo "Discutir a cidade - O PEDU", uma crónica de João Vaz, publicada no jornal  AS BEIRAS em 14 de janeiro de 2017. Passo a citar.
"Nos próximos dois anos anunciam-se obras de elevado valor para a Figueira. 
A discussão quanto às prioridades, e visão para a cidade, foi reduzida. O envolvimento dos cidadãos é quase nulo na apropriação dos projetos que vão mudar zonas históricas da cidade. 
“Prometem-nos” a regeneração das Praças 8 de Maio e “Velha”; a rua dos Combatentes, Bombeiros, Santos Rocha e vias adjacentes. No Cabedelo há a intenção de retirar a “carga automóvel das zonas mais próximas dos sistemas dunares” e “ainda a construção de um cais de acostagem para servir um barco que ligue as margens norte e sul”. Em Buarcos estão previstas obras na frente do largo Caras Direitas, privilegiar os circuitos pedonais (incluirá o alargar dos passeios?), mais esplanadas e estacionamento. Há ainda a construção de uma ciclovia entre a estação e Vila Verde e um sistema de bicicletas partilhadas. 
Tudo isto no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). O dinheiro vem da União Europeia, financiado a 85%, e os projetos técnicos são da responsabilidade da Câmara Municipal. 
Um investimento desta natureza, 7,6 milhões de euros, merecia debate público. As obras anunciadas deveriam ser apresentadas em detalhe, com rigor e transparência. Nada disto foi feito, apesar do envolvimento dos cidadãos neste tipo de decisões ser prioritário. 
Assim, não admira que aumente a desconfiança perante as instituições."
Na altura, escrevi que diga o que disser, João Ataíde, nunca será o personagem de ficção da minha preferência. Deus, continuará a ser, penso eu,  o personagem de ficção que eu mais gosto!
E, com isto, que ninguém tire a conclusão simplista que estou a afirmar que o presidente está a mentir. Nada disso. Para mim, o presidente tem, isso sim, uma capacidade de fazer ficção com a boca digna de registo.
Só que a vida é a realidade. Não a parte que interessa da realidade. Uma parte da realidade é sempre uma outra realidade. Quando a história não está toda contada, é uma outra história.  A realidade para o senhor presidente é, apenas, aquilo que lhe dá jeito ou consegue aperceber-se.
Mas, a realidade da Figueira tem outra dimensão e não fica pelo limite visto pelo presidente da câmara.
Imagem sacada daqui. Para ler melhor, clicar na imagem.

O senhor presidente, tem toda a legitimidade para sonhar governar uma cidade, onde todos os seus habitantes lhe são fiés e obedientes. Só não deve é viver na ficção e  transformar o sonho em realidade.
Na Figueira, há quem pense no futuro. 
Há sempre tempo para pensar no futuro, mesmo quando já não temos muito futuro em que pensar.
A sul do 5º molhe, no que à erosão costeira diz respeito, chegámos onde estamos: no caos.
Para que serviu, a nós os que vivemos a sul do estuário do Mondego,  toda esta agitação e propagandado do orgão presidido por sua excelência o senhor presidente da câmara municipal da Figueira da Foz?

Há quem lhe chame progresso!..

FOTO PEDRO CRUZ
Esta foto mostra o que a avidez humana pode fazer...
O meu Amigo Manuel Luís Pata, fartava-se de dizer o seguinte: "há muita gente que fala e escreve sobre o mar, sem nunca ter pisado o convés de um navio".
Em 2003, lembro-me bem da sua indignação por um deputado figueirense - no caso o Dr. Pereira da Costa - haver defendido o que não tinha conhecimentos para defender: "uma obra aberrante, o prolongamento do molhe norte".
Na altura, Manuel Luís Pata escreveu e publicou em jornais, que o Dr. Pereira da Costa prestaria um bom serviço à Figueira se na Assembleia da República tivesse dito apenas: "é urgente que seja feito um estudo de fundo sobre o Porto da Figueira da Foz".
Como se optou por defender o acrescento do molhe norte, passados 15 anos, estamos precisamente como o meu velho Amigo Manuel Luís Pata previu: "as areias depositam-se na enseada de Buarcos, o que reduz a profundidade naquela zona, o que origina que o mar se enrole a partir do Cabo Mondego, tornando mais difícil a navegação na abordagem à nossa barra". 
Por outro lado, o aumento do molhe levou, como Manuel Luís Pata também previu, "ao aumento do areal da praia, o que está a levar ao afastamento do mar da vida da Figueira". Porém, e espero que isso seja tido em conta no disparate que é a projectada obra a levar a cabo pela Câmara Municipal da nossa cidade, "essa área de areia será  sempre propriedade do mar, que este quando assim o entender, virá buscar o que lhe pertence".


Como previmos, por isso o escrevemos para alertar quem de direito, já em 11 de dezembro de 2006, o processo de erosão costeira da orla costeira da nossa freguesia, a sul do quinto molhe,  era já então uma prioridade
Continua a ser... Até porque, entretanto, pouco se fez.
Nessa época, tinha este blogue cerca de 6 meses de existência e a erosão da orla costeira da nossa freguesia assumia já – como continua a assumir cada vez mais ... - aspectos preocupantes para o responsável deste espaço. Especialmente, uma zona a que, na altura, ninguém ligava: a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova...
Tal como agora, entendíamos que, por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
Durante todos estes anos – o histórico de postagens publicadas prova-o -, a erosão costeira tem sido a maior preocupação do autor deste blogue.

Sofremos - continuamos a ser apelidados de tudo e mais alguma coisa... - ataques de personagens que vão passando pelo poder local aldeão e  figueirense... 
Infelizmente, porém, o que muito lamento, pois adorava ter sido eu a estar completamente enganado e fora da razão, a realidade é a que todos conhecemos: neste momento, a duna a  Sul do 5º. Molhe da praia da Cova está devastada  e o mar está a entrar pelo pinhal dentro...

Muita gente, que deveria ser responsável, por omissão, contribuiu para o estado a que chegámos.
Nós, aqui no Outra Margem, continuaremos a fazer aquilo que é possível: contribuir para sensibilizar a opinião pública da nossa freguesia, do nosso concelho, do nosso País e dos inúmeros covagalenses espalhados pela diáspora, para um problema gravíssimo que, em última análise, pode colocar em causa a sobrevivência dos covagalenses e dos seus bens.

Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul  da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.

A pesca está a definhar, o turismo já faliu - tudo nos está a ser levado...
Espero que, ao menos, perante a realidade possam compreender o porquê das coisas...
O que nos vale é que temos uma política bem definida para a orla costeira...

A estratégia é simples, inovadora e empreendedora: façam filhos...

Mesmo num concelho de excelência, há sempre algo que falha, que esquece, que ficou por fazer... 
Contudo, para alguns, isso não constitui problema: resolve-se com um telefonema ou com uma ida à loja de conveniência mais próxima... 
Falta, porventura, relizar uma  conferência sobre o tema  "porque se não nasce na Figueira", para "abrir janelas e pontes ao confronto e ao diálogo" sobre demografia, fecundidade e natalidade, marcando o início de um novo ciclo nos roteiros de Carlos Moita sobre um concelho de qualidade e excelência como a Figueira.
Ao trabalho, rumo à felicidade, figueirenses, ao trabalho...

Inspecções automóveis

«Questionando o modelo em si, será importante afirmar que o Estado entregou este serviço a entidades privadas, cujo objetivo é o lucro. Para tal, as empresas que fazem inspeções precisam do maior número de clientes possível. Reprovar “clientes”, ser rigoroso, implica potencialmente perder clientes. Logo, os inspetores mais zelosos, e quiçá os mais competentes, têm menos lucros, e em última análise perdem para o “mercado livre”. Os que “relaxam” têm a vida facilitada.
A privatização da inspeção é um convite ao “nacional porreirismo”.»

João Vaz. Via AS BEIRAS

sábado, 6 de janeiro de 2018

Alerta laranja

Como se poderá comprovar, clicando aqui, na RTP, o debate entre os candidatos à liderança do PSD foi tão fraquinho que deixou uma boa parte do país político em estado de alerta laranja...

“São quase siameses, o Dupond e Dupont és tu e o doutor António Costa”, atirou Santana.
“O teu problema é que passas o tempo a dizer mal de mim”, carregaria, antes de questionar o adversário: “Porque não dizes isso do doutor António Costa?”.

“Porque o PS”, respondeu Rui Rio, “teve a maioria absoluta” nas eleições legislativas que se seguiram à dissolução da Assembleia da República pela mão de Jorge Sampaio. Ou seja, continuou, “legitimaram a decisão” do então Chefe de Estado.

Santana Lopes chamaria ao debate o conteúdo de uma entrevista de Paulo Morais na qual o antigo vice de Rio no Porto considerou que o candidato “já não tira o sono aos interesses instalados”. Insistiu em seguida na pergunta sobre a postura do adversário face ao atual primeiro-ministro: “Combinaste com o António Costa?”.

“Eu nunca combinei nada com o António Costa. Ele é que confiou em ti e te nomeou”, retorquiu Rui Rio, referindo-se ao cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia. 


“Eu sei que tens dificuldade em reconhecer a qualidade de trabalho de pessoas do PSD”, acentuaria Santana. “Assinas cartas com António Costa, mais uma vez para bateres em Passos Coelho“.

Sempre a mergulhar no passado, o debate recuou a 1996, quando O Independente noticiou a saída de Santana Lopes do PSD, então liderado por Marcelo Rebelo de Sousa, por alegadamente entender que não havia possibilidade de “regenerar, renovar ou refundar” o partido.
“Quiseste fazer um Partido Social Liberal”, acusou Rui Rio.


Na resposta, Santana desvalorizou a questão, lembrando que também Jorge Moreira da Silva encabeçou um movimento.

Um presidente às direitas: ainda vai ser bombeiro voluntário!..

Imagem sacada daqui

Será que o Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz não gosta do jornalismo nem dos jornalistas? (II)

A visita realizou-se ao início da manhã, sem o conhecimento dos jornalistas...
Terá sido para, DEPOIS, fazer passar a imagem que lhe convinha, via máquina de informação e propaganda?
Já não estamos no tempo do "estado novo"...
A ditadura acabou em Abril de 1974.
Em 2018, numa democracia europeia, qualquer político tem de saber lidar com os media.

Morraceira...

Bélgica e Holanda movimentaram parte da fronteira que as separa há 170 anos. O passar do tempo criou duas penínsulas inabitadas sem jurisdição. O processo decorreu pacificamente.

Nota de rodapé.
(...observem com alguma atenção a delimitação dos limites geográficos da freguesia de S. Pedro na zona da Morraceira!..)

Agora, quando já é tudo socialista, porque é que não se define, definitivamente, se a Morraceira é de Vila Verde,  de Lavos ou de S. Pedro?
Esta, é uma questão antiga e sobre a qual já foi dita tanta coisa...
Por exemplo, em 29 de Setembro 2004, na Assembleia Municipal realizada nesse dia, JOSÉ FIGUEIRAS, então PRESIDENTE DA JUNTA DE LAVOS (PSD-PPD), a dado passo, disse: “Devem recordar-se com certeza, que a Freguesia de Lavos, antes da formação da Freguesia de São Pedro, porque as povoações da Cova e Gala, pertenciam à freguesia de Lavos, cujo limite da freguesia era no esteiro designado, “esteiro dos ossos”, a seguir á fábrica de vidros da Morraceira. A partir daí, entrava a freguesia de São Julião, tanto assim que, na formação da freguesia de São Pedro, só estiveram incluídas a freguesia de São Julião e a Freguesia de Lavos, porque para a formação de uma freguesia nova, tem que haver reuniões de executivos de junta, nos locais onde eram retirados terrenos, para a nova freguesia e a Freguesia de Vila Verde não esteve presente, ou seja, estamos neste momento a dizer que está ilegal a formação da freguesia de São Pedro." 

Isto, foi dito no órgão político mais representativo do concelho da Figueira da Foz e não teve consequências.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Será que o Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz não gosta do jornalismo nem dos jornalistas?

Veio, esta manhã, à Figueira o Ministro do Ambiente, numa visista importantíssima para o futuro da  população da margem sul do estuário do Mondego, que vive com o credo na boca, e os órgãos de informação não são avisados?
Porquê?
Será para, DEPOIS, passar a informação que lhe convém, via máquina de informção e propaganda?
Já não estamos no tempo do "estado novo"...
A ditadura acabou em Abril de 1974.
Em 2018, numa democracia europeia, qualquer político tem de saber lidar com os media.

Quem disse que faltava uma piscina na "vila" de S. Pedro?


A água e os dias...

64 é apenas um número. 
Nesta viagem, por vezes aérea que é a vida, o fundamental é manter o número de aterragens igual ao número de descolagens...


Fiquem com este meu eterno ar de "enfant terrible", que não mudo
 facilmente, pois tenho medo de perder com a troca... (foto de 29.12.2017)
O trabalho, foi tudo o que fui obrigado a fazer na vida. 
Como homem, sou igual aos outros: nem melhor, nem pior, uma besta

Só que diferente das outras bestas!.. 
Não só distingo a água benta da outra água, como distingo os dias uns dos outros.

Sei, porém, que água que é água,  é, sempre e só, h2o...
Sei também que os dias são todos iguais.
Experimentem  celebrar o vinte e cinco de Dezembro a cinco de janeiro (e vice-versa...) e perceberão que não há diferença que seja significativa...


A roda da vida não pára.
Parece ter sido ontem que entrei para a escola primária e já sou um jovem reformado!

Em verdade vos digo: sinto-me um felizardo. 
Têm sido anos gratos, com algumas coisas desagradáveis que aconteceram, que também fazem parte da história.

Sei que vou gostar de continuar a sorrir…
Sei que vou continuar...
Dado que as mensagens têm sido tantas que me é impossível responder a todos e a todas, como era meu desejo, venho, por este meio, agradecer aos inúmeros amigos e inúmeras amigas que me estão (e continuam...) a felicitar ao longo do dia.
Abraços para quem é de abraços... Beijos para quem é de beijos!
Obrigado a todos e a todas...

Quanto ao futuro, neste teatro que é a vida, vou continuar a ser como sou: irriquieto, impertinente e, sobretudo,  chato, pois o chato, quando está com tosse, não vai ao médico, vai ao teatro.
A imobilidade causada pelo medo, não faz a felicidade de ninguém. Precisamos do desgaste contínuo de estarmos vivos, da animada fricção das engrenagens com que nos vamos deparando durante a vida. 
Oleados pela quilometragem da vida, aos ossos, tal como a nós, só nos resta chegar ao fim gastos.

Registe-se: finalmente, João Ataíde veio ao 5º. molhe...

Imagem sacada daqui
"O Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, esteve na freguesia de São Pedro, acompanhado de dois técnicos da APA (Agência Portuguesa do Ambiente) de Lisboa, assim como do Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde e do Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, António Salgueiro, onde se deslocaram até ao 5.º molhe, para verificar a problemática situação em que a sul deste, se encontra a zona dunar.
Depois da reunião, a comitiva reuniu-se na Câmara Municipal da Figueira da Foz, para encontrar soluções rápidas, de forma a garantir a segurança das populações ribeirinhas que moram próximo do 5.º molhe.
Também a Polícia Marítima esteve no local, a fechar o acesso ao público por questões de segurança, para que os mais curiosos se coloquem em risco."

Via Foz ao Minuto

A fotografia fala por si: o problema agrava-se...

A situação é catastrófica foi feito um levantamento de informação e será feito um relatório a informar os seus superiores da situação de calamidade que podemos ter de enfrentar, disse o técnico da Agência Portuguesa do Ambiente... Via Pedro Agostinho Cruz

Erosão costeira a sul do 5º. molhe: uma questão que preocupa muita gente...

Diário de Coimbra, edição de 5 de janeiro de 2018.
Mas, por onde andou toda esta gente na última dezena de anos?
Quando é que a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a exemplo de outras pelo país, olha de frente para este problema, que é real,
em vez de se preocupar com sonhos para encher o olho?..

Erosão costeira a sul do 5º. molhe: uma questão que tem preocupado muita gente...

Cito Carlos Romeiras, em 25 fevereiro, 2017 17:00:
 "...o importante é que se reunam todas as condições para que juntos (todos os Partidos, movimentos cívicos, associações, poder local e populações) encontremos uma solução para esta questão."

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Uma das formas de não esquecer, passaria por reler o nosso Eça, que criticou há mais de cem anos a sociedade elitista, injusta e medíocre em que nos voltamos a tornar, aqui pela Figueira...

No Cabedelo, Ataíde, mesmo em dia festa, mantém-se irredutível...

Na Aldeia, apesar de tudo já ter sido escrito e dito, a erosão costeira é uma ferida aberta há vários anos, e esquecida por quem de direito...

A vida e os bens das pessoas e a insegurança não merecem uma palavra...
Registe-se o esquecimento...

Actualização às 12 horas e 40 minutos.
Diário de Coimbra, edição de 4 de janeiro de 2017

A tagarelice é o modo de relação que permite mostrar-mo-nos e conhecer-mo-nos, compreendendo o outro e não julgá-lo...

Para ler melhor, basta clicar na imagem
Esta entrevista, a meu ver, é interessante a vários níveis.
Lida com alguma atenção, permite perceber as teias que se tecem na política figueirense.
Teias essas, que como as teias de aranha, para além de ser fascinante observá-las, se analisarmos o tipo de teia, saberemos qual a espécie de aranha que a construíu. 
A teia, como sabemos, é a impressão digital identificativa da aranha.
Paulo Mariano,  projecta "um hotel que olha a cidade de ângulo diferente", uma unidade de 4 estrelas...
Deverá ser, porventura, quiçá, quem sabe, um hotel de charme 
Na sua opinião, "o poder autárquico tem de estar de braço dado com os empresários". Ainda na sua opinião, "desde Coelho Jordão, o actual presidente da Câmara, João Ataíde, é o melhor parceiro para o futuro do desenvolvimento empresarial da Figueira da Foz".
Ataíde não foi o presidente da câmara municipal da Figueira da Foz nos últimos 8 anos?

Para que serve o regulamento da Figueira Parques?..

1. O regulamento em vigor data de 2013.
2. Existem 3 zonas definidas como zonas de estacionamento.
A saber: 
ZONA URBANA.
ZONA RIBEIRINHA.
ZONA ESPECIAL.

3. Com se pode ver pela imagem acima, "a zona especial é controlada por máquinas colectivas com limite máximo de 10 horas".
Sabendo que existem essas máquinas nas outras zonas.
Pergunta-se: para que está considerada a zona do Parque de Campismo, se não existem lá máquinas?

Nota de rodapé.
Lido com atenção o regulamento em vigor, fica outra pergunta: onde está contemplada a ZONA DO ESTACIONAMENTO PAGO DO HOSPITAL DA FIGUEIRA DA FOZ, que começou a ser pago em 4 de Novembro de 2013?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Erosão Costeira a sul do 5º. molhe...

Tudo, por aqui,  foi dito ao longo dos anos e pode ser consultado... 

Nota de rodapé.
Alerto atenção especial para este trabalho de Pedro Cruz

"Situação a sul da Freguesia de São Pedro, Praia do 5º molhe, complicou-se esta tarde.
Esta tarde o mar não deu tréguas e voltou a roubar metros à Vila de São Pedro, acabando mesmo por invadir o pinhal da Cova-Gala.
A situação é alarmante, o mar está a poucas dezenas de metros da população, e as previsões para os próximos dias não são as melhores.
O presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, António Salgueiro esteve no local e registou a ocorrência."

Espero ver o assunto ser discutido numa reunão de Câmara e de Assembleia Municipal, por quem de direito, pois são assuntos como este que fazem parte do concelho real.
Para ver mais fotos de hoje, clicar aqui.
Para ver videos de hoje, clicar aqui e aqui

“Na roça com os tachos”, é uma série em exibição na Figueira há mais de 40 anos...

Na Figueira, lida-se com muita dificuldade e muito mal com a verdade.
A acreditar na caixa de comentários deste blogue, só existem duas maneiras de dizer toda a verdade.
1. Anonimamente.
2. Postumamente.

Quase 12 anos decorridos, posso afirmar que este é um blogue, que é verdadeiramente um blogue.
Quase 12 anos decorridos resiste.
Já assisti, falando apenas na Figueira, ao nascimento, à agonia e à morte de muitos blogues. Isso, pode querer dizer que os promotores desses blogues tinham poucas coisas e pouca coragem para as dizer. 
Por aqui há sempre - e cada vez mais - verdades para dizer e coragem para escrever.
Quanto mais não seja, para tentar contrariar a Figueira das convenções e dos arranjinhos. 
Imagem sacada daqui
Odeio convenções. Odeio arranjinhos. Aborrecem-me.
Durante a última campanha autárquica dizia-se à boca pequena nas tertúlias políticas figueirinhas, que o então autarca da Marinha das Ondas só se recandidatava para resolver o problema de emprego da filha...
Se foi ou não, não confirmo nem desminto.
Sei, isso sim, que o Manuel Costa Cintrão,  para quem "o futuro não se aceita passivamente. Constrói-se.", foi atirado borda fora na lista do PS para a Assembleia de Freguesia da Marinha das Ondas nas autárquicas de 1 de Outubro p.p. 

Limito-me a dar conta da realidade.
E assim segue a política na Figueira da Foz: a gestão do interesse público continua a ser feito ao serviço do interesse privado...
E agora digam que eu sou má língua... Que ando a contar mentiras...
Na Figueira, a seguir a Abril de 1974, primeiro foram os jotinhas da direita (leia-se, do PSD...) que tiveram de fazer-se à vida por outras paragens. Depois, em 1997, veio o Santana e, durante 12 anos, foi a vez de os jotinhas da esquerda (leia-se, PS...) se fazerem à vida por outras paragens (Condeixa, Poiares, Lisboa....)
De 2009 para cá, com a vitória de Ataíde, os jotinhas de direita viram a vida a andar para trás – isto é, recuaram ao depois do 25 de Abril de 1974... 

A terminar: registe-se, como nota evidentemente positiva, o grau de exigência da  Câmara Municipal da Figueira da Foz!
Só é a alternativa para quem conclui as provas com 19 valores!..

Nota de rodapé.
Na roça com os tachos, a série em exibição na Figueira há mais de 40 anos, vai ter, em breve, mais episódios.
Para já, a saber: será que a CM da Figueira da Foz tem defict de sociologos?
Nota final.
Na roça com os tachos, a série em exibição na Figueira há mais de 40 anos, está cada vez mais com critérios de exigência: já há quem tenha de ter 20 na entrevista final para conseguir o objectivo... Embora noutro concurso, com o mesmo júri, só tivesse conseguido obter 15!..

PARA QUEM NÃO ENTENDA A IMPORTÂNCIA DAS CÂMARAS NA CRIAÇÃO DE EMPREGO: em Proença-a-Nova Regulamento de Incentivo à Criação de Emprego já está em vigor

"O Regulamento de Incentivo à Criação de Emprego do Município de Proença-a-Nova, aprovado pela Assembleia Municipal na reunião de 30 de novembro de 2017, já foi publicado em Diário da República (na edição de 28 de dezembro), possibilitando assim que as empresas instaladas no concelho usufruam de um conjunto de benefícios."

Ser honesto ainda tem algumas vantagens: a concorrência é escassa e diminuta...

Cá pela Figueira, duvido que, mesmo com a ajuda de Deus, tenhamos safa...

"De uma amiga sábia e com uma vida cheia de história, no seu envolvimento generoso e prejudicado na luta pela democracia e liberdade, recebi uma mensagem a desejar um bom ano que terminava assim: “e que Deus nos livre dos políticos incapazes que estão a destruir a democracia aos poucos! Estou velhota mas não parva!”, dizia… 
Pensei então, sábio e avisado desejo. Sim, em 2018, que Deus nos livre…"

Isabel Maranha Cardoso, no jornal AS BEIRAS.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Uma das mulheres mais bonitas que conheci...*

* ... ainda antes do 25 de Abril de 1974, a actriz entrou em A promessa, uma adaptação de António de Macedo de uma peça de Bernardo Santareno, na qual protagonizou o primeiro nu integral do cinema português. O filme foi exibido em vários festivais, nomeadamente em Cannes. A Promessa, de 1973, a que assisti à filmagem de agumas cenas, pois os exteriores foram em  Palheiros da Tocha, Tocha, Figueira da Foz, Buarcos, Gala, Cova, baseado na peça homónima de Bernardo Santareno...   
Tinha 19 anos e nunca mais esqueci a Guida Maria. 

É sempre carnaval. É assim e não podia ser de outra maneira...

A Figueira é uma festa... 
Com algum desgosto  e amargura pelo meio. Mas, sobretudo é uma festa. 
Veja-se que, por cá, poucos momentos amargos se recordam em comparação com os alegres....
Com muita calma, vamos então continuar a viver esta festa bonita.
E, já agora, fazer o que ainda não foi feito...
Porque amanhã é sempre tarde de mais...

Será que a Serra da Boa Viagem está segura?..

Imagem via AS BEIRAS
Se a fé pode mover montanhas, a Figueira corre o risco,  toda ela, de ainda vir a ser uma planície!..
Ao trabalho, senhor presidente, ao trabalho...

This is not Tróia

Tenham um bom 2018
A ideia de que democracia  assenta nessa ficção chamada povo é uma ilusão perigosa. 
Como sabemos por saber de experiência feita, aqui na Figueira tem acontecido que a democracia é, sobretudo, um regime de azar. 
Podia ter sido de sorte...
Mas tem sido de azar. 
Onde os executivos escolhidos têm sido tipo melão. 
Apenas à posteriori é que se sabe o que lá vinha. 
E o que veio...
Mas, se em 2009 e 2013, enfim, compreende-se que tivesse sido dado o benefício da dúvida, em 2016 provou-se que a burrice é invencível...

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Passagem de Ano...

Na mudança de ano existe uma certa esperança interior que as coisas mudem para melhor. 
Mas, na Figueira, o melhor é não nos iludirmos muito.

A dor, dita

A dita 
dor,
não dói menos, 
por a dor
 dita ser.
Assim, dita,
a dor, 
finge que é a dita dor. 
Talvez, por antes de dita, 
dor ser...
 E, dita, 
assim, dor parecer.
Não há vida sem dor! 
Que estupor...
A tal dita
dor.

Previsões para o Cabedelo em 2018...

Existe uma séria ameaça de uma tempestade chamada Ataíde!

Nota de rodapé.
"Depois da tempestade vem sempre bonança", diz o Povo e é verdade! 
Mas, neste caso, os estragos entretanto feitos não serão de uma dimensão tal, que a bonança apenas virá evidenciar que a procela atingiu o efeito pretendido?..

domingo, 31 de dezembro de 2017

O meu sermão de ontem à noite aos peixes do Cabedelo...

Ontem à noite coloquei esta postagem no facebook. 
Como ficou muita gente intrigada com o teor do sermão que fiz aos peixinhos e dado o manifesto interesse público, sem mais delongas, e a pedido de várias famílias, aqui fica o teor.

...do sermão de Santo António aos peixes
"Notai, peixes, aquela definição de Deus: Rector maris atque terrae: Governador do mar e da terra, para que não duvideis que o mesmo estilo que Deus guarda com os homens na terra observa também convosco no mar. Necessário é logo que olheis por vós e que não façais pouco caso da doutrina que vos deu o grande doutor da Igreja Santo Ambrósio, quando, falando convosco, disse Cave nedum alium insequeris, incidas in validiorem (1). Guarde-se o peixe que persegue o mais fraco para o comer, não se ache na boca do mais forte, que o engula a ele. Nós o vemos aqui cada dia. Vai o xaréu correndo após o bagre, como o cão após a lebre, e não vê o cego que lhe vem nas costas o tubarão com quatro ordens de dentes, que o há-de engolir de um bocado. E o que com maior elegância vos disse também Santo Agostinho: Proedo minorisfit proeda majoris (2)."
(1) «Tem cuidado, não caias nas mãos de um mais potente, quando vais em perseguição de um outro.»
(2) «O ladrão do menor acaba por ser vítima do maior.»

Mas não bastam, peixes, estes exemplos, para que acabe de se persuadir a vossa gula, que a mesma crueldade que usais com os pequenos tem já aparelhado o castigo na voracidade dos grandes. Já que assim o experimentais com tanto dano vosso, importa que daqui por diante sejais mais repúblicos e zelosos do bem comum, e que este prevaleça contra o apetite particular de cada um, para que não suceda que, assim como hoje vemos a muitos de vós tão diminuídos, vos venhais a consumir de todo. Não vos bastam tantos inimigos de fora e tantos perseguidores tão astutos e pertinazes, quantos são os pescadores, que nem de dia nem de noite deixam de vos pôr em cerco e fazer guerra por tantos modos? Não vedes que contra vós se emalham e entralham as redes; contra vós se tecem as nassas; contra vós se torcem as linhas; contra vós se dobram e farpam os anzóis; contra vós as fisgas e os arpões? Não vedes que contra vós até as canas são lanças e as cortiças armas ofensivas? Não vos basta, pois, que tenhais tantos e tão armados inimigos de fora, senão que também vós de vossas portas adentro o haveis de ser mais cruéis, perseguindo-vos com urna guerra mais que civil, e comendo-vos uns aos outros? Cesse, cesse já, irmãos peixes, e tenha fim algum dia esta tão perniciosa discórdia; e pois vos chamei e sois irmãos, lembrai-vos das obrigações deste nome. Não estáveis vós muito quietos, muito pacíficos e muito amigos todos, grandes e pequenos, quando vos pregava Santo António? 
Pois continuai assim e sereis felizes.

Mas nem por isso vos negarei que também cá se deixam pescar os homens pelo mesmo engano, menos honra da e mais ignorantemente. Quem pesca as vidas a todos os homens, e com quê? 
Um homem do mar com uns retalhos de pano. Vem um mestre de navio de Portugal com quatro varreduras das lojas, com quatro panos e quatro sedas, que já se lhe passou a era e não tem gasto. E que faz? Isca com aqueles trapos aos moradores da nossa terra; dá-lhe uma sacadela e dá-lhe outra, com que cada vez lhe sobe mais o preço; e os bonitos, ou os que o querem parecer, todos esfaimados aos trapos; e ali ficam engasgados e presos, com dívidas de um ano para outro ano e de uma safra para outra safra, e lá vai a vida. Isto não é encarecimento. Todos a trabalhar toda a vida e este trabalho de toda a vida, quem o leva? 

Não é isto, meus peixes, grande loucura dos homens com que vos escusais? Claro está que sim; nem vós o podeis negar. Pois se é grande loucura desperdiçar a vida por dois retalhos de pano quem tem obrigação de se vestir; vós, a quem Deus vestiu do pé até à cabeça, ou de peles de tão vistosas e apropriadas cores, ou de escamas prateadas e douradas, vestidos que nunca se rompem nem gastam com o tempo, nem se variam ou podem variar com as modas, não é maior ignorância e maior cegueira deixares-vos enganar, ou deixares-vos tomar pelo beiço com duas tirinhas de pano? Vede o vosso Santo António, que pouco o pôde enganar o mundo com essas vaidades. Sendo moço e nobre, deixou as galas de que aquela idade tanto se preza, trocou-as por uma loba de sarja e uma correia de cónego regrante; e depois que se viu assim vestido, parecendo-lhe que ainda era muito custosa aquela mortalha, trocou a sarja pelo burel e a correia pela corda. Com aquela corda e com aquele pano pescou ele muitos, e só estes se não enganaram e foram sisudos.

Inspirido nos Sermões do Padre António Vieira

sábado, 30 de dezembro de 2017

Balanço de 2017 e os desejos para 2018

Em 2017, a minha vida foi sendo feita como sempre foi: foi acontecendo, sem muitos projectos. 
Desses poucos projectos, apenas um se tornou real: o dia a dia que fui vivendo ao longo do ano que amanhã termina.

Os outros ficaram lá para trás. 
Uns, já esquecidos. 
Outros,  lembrados de vez em quando. 

Por vezes, há nostalgia nesse recordar. 
Noutras, apenas sorrio: que delicioso é sonhar e acreditar naquelas coisas que construímos apenas com amor, dedicação, voluntarismo e entusiasmo.
Por exemplo, muitas das vidas que não somos, que sonhámos e não fomos, por causa das voltas que dizem que a vida dá, foram sonhadas para ser vividas com outras pessoas. 

Pessoas essas que seguiram vida também por outros caminhos, vida por outras vidas. 
E essas pessoas levaram com elas aquelas vidas que sonharam comigo e que também eram a vida delas.
Mesmo que a vida, que é a nossa, seja maravilhosa e que não a trocássemos por nada, há qualquer coisa dentro de nós que, de vez em quando, nos deixa nostálgicos. 
Aquelas vidas que não chegaram a sê-lo... 
Que bonitos sonhos que já tive...

Como esta é a última postagem de 2017, fica o que desejo aos figueirenses em 2018.

Um dos melhores comentários que li em 2017

"Deite-se o mamarracho a baixo,faça-se uma parceria publico-privada para Inglês ver,acabe-se com o Mercado Tradicional,e vão ver os Turistas de dentro e de fora a passear a torto e a direito no Bairro Novo.Aliás,é bem notório o fluxo dos estrangeiros no JUMBO,no LECLERC,e agora até no CONTINENTE,na procura das NOVAS OPÇÕES,sobretudo para lhe tirar fotografias como recordação,pois nos seus Países não há nada disso.Há...mas cuidado,a ZARA já anda a vender LOJAS,e no JUMBO o CINEMA rebenta pelas costuras com tanta gente.Sei lá,se calhar à semelhança do Mercado da Ribeira em Lisboa,faça-se aqui um MERCADO DO RIO,para mais comes e bebes,porque desconfio que o investimento no Caçarola 2,o funcionamento do Caçarola 1,o surgimento espaçoso do PARQUE DE DIVERSÕES como RESTAURAÇÃO,a reabertura do Nicola agora sob a batuta do MISTURA BRASIL,a CARAVELA,o EPANEMA,a BIJOU,a IMPÉRIO,os CHINÊSES,e muitos mais PEDACITOS que envolvem aquela zona nobre da cidade,não vão ser suficientes para o fluxo previsto,isto claro está,principalmente no OUTONO,INVERNO E PRIMAVERA.Há pois,e o CASINO DA FIGUEIRA,que de restauração até tem muito boas condições,e por estar sempre a abarrotar,mais justifica o tão ansiado MERCADO DO RIO.Já agora,destrua-se finalmente o JARDIM MUNICIPAL,e façam ali um Parque de Estacionamento para o novo CENTRO COMERCIAL,e pronto,repete-se:"O edifício o Trabalho, é o exemplo, mais do que acabado, do que resulta das megalomanias dos autarcas figueirenses de ontem, de hoje e, presumivelmente de amanhã...",....e desta vez é que é.Desculpem lá a simplicidade da minha visão e respetivos pontos de vista,mas no fundo só queria também chegar-me à frente na COISA. Opa estou de todo,que se faça um evento de MOSCAS no PALÁCIO SOTTO MAIOR,que não fica assim tão longe,e já que não se cria um MAGESTIC na Discoteca OCEANO,vão-se buscar os MÓVEIS DO SOTTO ás CAVES DO DOURO,e proporcionem visitas guiadas ao Turista,pois ouvi dizer que eles gostam muito...Há pois,coloquem os Elétricos a funcionar em direção à CÂNDIDO DOS REIS,e movimentem a Turistada para o TUBARÃO,SAGRES,BAR ESPANHOL etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc"

Custodio Cruz, a propósito desta postagem,  via facebook

Balanço de 2017 - aspectos urbanísticos

"Negativo
A autarquia continua a ignorar quem anda a pé diariamente pela cidade. A evolução para um novo paradigma de mobilidade não foi apropriada pelos decisores (eles próprios parece que não andam a pé….), os projetos e obras beneficiam sempre os automobilistas e esquecem os peões. Falta atenção ao detalhe, desde o nivelamento dos passeios às estratégias que levam as pessoas a usar mais a bicicleta. A abertura de novas superfícies comerciais em zonas afastadas do centro cívico mostra que o planeamento urbano é marcado pelo “interesse comercial”. Falta ainda uma verdadeira política de cidade. A confusão urbanística continua presente, moradias são “abafadas” por prédios com 4 andares; espaços verdes são transformados em parques de estacionamento. 
Isto em 2017, mais de 30 anos após a Figueira ter sido desfigurada (o Edifício Trabalho é dessa época) por um urbanismo pobre, condicionado pelos interesses privados que “capitalizaram cada metro quadrado” que lhes foi entregue. 
Positivo
O PDM, aprovado em 2017, veio reduzir a zona urbana em 47% face ao anterior e limitar muito a construção nova na zona urbana. O mesmo se aplica às zonas rurais, onde é necessário restringir as zonas urbanizadas. Precisamos de contrariar os erros do passado que levaram a situações de dispersão urbana com custos elevadíssimos, desde uma rede de águas sobredimensionada até aos custos em manutenção de estradas e iluminação pública. 
A todos os leitores votos de Bom Ano de 2018."

Via AS BEIRAS