sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Quem quer quentes e boas, quentinhas?..

De voluntário a herói inesperado

Chama-se Sérgio Balças,  tem 39 anos e é natural de Quiaios.
No passado fim de semana, voluntariou-se para ajudar a combater o fogo na sua freguesia. Em declarações ao jornal As Beiras, explicou o que o levou a colaborar com os bombeiros. “Se os incêndios são na minha zona, conheço o terreno e ajudo. Assim que cheguei, peguei na motoquatro e fui para a linha da frente. Havia um grupo de amigos que se juntou com uma carrinha da junta e um tanque pequeno e começou a combater o fogo. Houve um outro grupo que juntou mantimentos e bebidas para os bombeiros”. E acrescentou: “um sapador florestal ficou sozinho porque um colega sentiu-se mal e eu voluntariei-me para ir com ele combater as chamas, durante mais de 24 horas seguidas”
Sérgio Balças recordou o tempo em que era voluntário da Cruz Vermelha. 
Naquela altura, segundo disse ao jornalista, “também ajudava no combate ao fogo”.
A ajuda dos populares, que em várias frentes do fim de semana infernal actuaram sozinhos, foi uma ajuda preciosa no combate às chamas. Sérgio Balças foi uma das pessoas que arriscou a sua integridade física para tentar amansar a fúria das chamas. 
No entanto, disse que  “não gostava de ser bombeiro, porque a sua profissão é cozinheiro”
Nuno Osório, comandante operacional da Proteção Civil Municipal e dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, afirmou ao diário As Beiras que não se recorda do caso concreto daquele popular quiaense. No entanto,  reiterou aquilo que dissera à reportagem que o  jornal As Beiras publicou esta semana: “a ajuda dos populares é sempre bem-vinda na defesa dos seus bens”

Sérgio Balças decidiu juntar-se ao esforço colectivo para proteger a sua freguesia. Nunca pensou que tal atitude viesse a ter a repercusssão que teve.
Isso aconteceu de maneira acidental.
O jornalista Jot’Alves, na peça que assina no jornal As Beiras e que temos vindo a citar, dá a explicação.
O rosto expressivo e marcado pelo fumo do bombeiro amador captado pela objectiva do fotojornalista Pedro Agostinho Cruz, que o profissional da fotografia descarregou no Facebook, está a ser partilhado naquela rede social. 
“Herói” acidental do ciberespaço, que cria e destrói heróis à velocidade do som? 
A esta pergunta Sérgio Balças responde.
“Sou uma pessoa normal que, quando é preciso, arregaça as mangas e faz o que é preciso fazer”
O quiaense, a terminar, referiu que trabalhou como cozinheiro, a sua profissão, em hotéis e cruzeiros de luxo. Neste momento, no entanto, trabalha numa empresa de instalação de andaimes, porque a restauração figueirense não quer pagar um salário adequado à sua categoria profissional. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

No jobs for the boys

"Independentemente das leis aprovadas, por aprovar e a aprovar no futuro, próximo, médio ou distante; independentemente das pressões e dos timings e da vigilância do presidente, deste ou de outro qualquer que lhe suceda; independentemente das reformas ou das revoluções a fazer na estrutura administrativa do Estado; independentemente deste Governo, dos que lhe sucedam, do PS, do PSD, do CDS, cada um por si ou em aliança em todas as conjugações possíveis entre eles; independentemente de tudo isso o que importa saber é da vontade política de resistir a encarar as diversas "agências" do Estado como coutada, como agência de colocação de emprego para os militantes e fiéis simpatizantes, também conhecidos por "independentes"; saber da vontade política de dotar o Estado de uma administração profissional, eficaz e eficiente, não dependente dos ciclos eleitorais nem de progressões automáticas de carreira só porque sim. Na floresta, no mar, em terra. O resto é conversa para encolher os ombros."

daqui

Ser voluntário...

A história do Sérgio é mil vezes mais impressionante que a fotografia que continua a circular por ai (...) 
Amanhã no Diário As Beiras.


Via Pedro Agostinho Cruz

“Costa tem cometido erros políticos que custaram vidas”

Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, em entrevista ao jornal Público!..

Nota de rodapé.
Vou ser lacónico: isto, é o fim.

Até quando temos de continuar a suportar este horror urbanístico e ao mesmo tempo atentado ambiental à moda da Figueira?

Estou como o António Tavares, vereador executivo durante oito anos, prestes a sair...
Em 11 de março de 2014 escrevia no jornal AS BEIRAS:
"...  não consigo perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
Estamos lixados.
Por um lado, este (citando Miguel Almeida) é "um Edifício que é um Trabalho"!
Por outro lado,  a Figueira é mesmo uma cidade que não se leva a sério...

Porque sou ingénuo e sou contra a demagogia e o calculismo que vejo em todo o lado, faço minhas as palavras de Rui Vieira Nery

"A tragédia dos incêndios florestais e a ineficácia inegável da resposta da Administração Pública portuguesa não são um fenómeno isolado - têm causas profundas que derivam de erros acumulados durante décadas em questões tão estruturais e tão complexas como o regime de propriedade, o modelo de desenvolvimento económico, a desertificação do interior, as políticas específicas para a floresta, o equilíbrio - e potencial conflito, também neste campo - entre interesse público e privado, a abrangência do papel regulador do Estado e a própria tendência geral, nesta nossa era de neo-liberalismo triunfante, para reduzir os meios financeiros e logísticos à disposição desse mesmo Estado para assegurar a sua missão de serviço público, em qualquer domínio
São questões que exigem uma análise serena e aprofundada, numa reflexão que deve envolver todas as instituições envolvidas e a própria sociedade civil no seu todo. Pelo meu lado resisto à tentação fácil dos juízos precipitados numa matéria que não conheço suficientemente bem, e, como qualquer cidadão consciente, estarei atento ao evoluir deste debate e àquilo que nele têm a dizer os que sabem mais do que eu em cada um destes campos envolvidos. 
Mas não posso deixar de manifestar uma absoluta solidariedade pessoal com Constança Urbano de Sousa, uma grande Senhora que abraçou com uma dedicação e um empenho absolutos a missão que lhe foi confiada, sacrificando sem hesitação os seus interesses pessoais ao cumprimento dessa missão, mesmo com plena consciência de que isso a transformaria - fora e dentro do Governo - no bode expiatório de uma situação impossível de gerir face aos meios e recursos à sua disposição."

Rui Vieira Nery

O pior de cada país...

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Na Figueira o que não falta é animação!.. E quando o BE tiver de caucionar politicamente as festas do presidente da junta?..


Camarada António Baião, ambos sabemos o que está a acontecer ao PCP e para onde vai o Bloco. Podemos tentar tratar a má disposição negando a realidade, mas garanto-lhe que há outras formas mais eficazes.

Rui Curado da Silva

Em directo a ver o debate parlamentar...

Já li muitos poetas,
já reli muita poesia.
Coisas belas e algumas petas
e muita fantasia.

Pessoa, dizem,  não tinha sentimentos.
Não chorava,
tinha momentos 
de embaraço,
mas era um lógico das emoções
e do cansaço
das criações.

Cada homem tem a sua parte de razões
Junqueiro dizia que tinha mil almas.
Neste momento, nas calmas
estou a assistir à prestação de contas,
pedido por um Hugo Soares em pontas.

As estrelas  confundem-me,
mas não me fazem dormir.
Neste momento, muito menos sorrir...
O debate parlamentar acabou de começar,
já me está a enojar...

Soares, que não deve gostar de poesia, 
começou logo por dizer ao que ia...

A sorte de António Costa...

De uma cajadada só, Marcelo, com o que disse nas entrelinhas do seu discurso, livrou-o de dois problemas: demitiu a ministra e esvaziou a moção de censura de Cristas!..
O que terá feito António Costa a Marcelo Rebelo de Sousa para merecer um discurso daqueles?

Agora que a ministra já foi de frosques, pede-se a demissão de quem?..


Nota de rodapé.
Entretanto, Pedro Passos Coelho responsabilizou António Costa e o Executivo socialista pela tragédia dos incêndios
O presidente do PSD diz que "sente vergonha pelo que se passa".
Nada é tão conveniente para os políticos do que a memória curta dos eleitores!..

A solicitação de vários órgãos de comunicação social a propósito da declaração do Presidente da República, o PCP afirma:

A dimensão da tragédia traduz dramaticamente os problemas da floresta acumulados por décadas de política de direita de governos PSD, CDS e PS. 
A dimensão da tragédia exige a adopção de medidas imediatas e políticas de fundo que dêem resposta a esses problemas e não que eles sejam utilizados como pretexto para manobras parlamentares que visam apenas objetivos políticos e partidários.

Ministra da Administração Interna apresentou a demissão

Quando o amor é cego, o negócio passa por apalpar!.. Presumo que tenha sido o que aconteceu... (II)

Para ler melhor clicar em cima da imagem

A Câmara da Figueira da Foz e a Maçonaria...

 
Uma história que, talvez, venha a valer a pena tornar a abordar um dia... 
Com calma...
A objectividade implica tempo e solidão. 
A não ser assim, somos contaminados pelas subjectividades dos outros...

Marcelo Rebelo de Sousa

"...o fim em vista não tem nada a ver com a floresta, nem com os fogos florestais e muito menos com a tragédia dos que perderam a vida nos incêndios.
O objectivo da campanha assenta num pressuposto,  vigente neste país há quase um século, com excepção de uma interrupção de 18 meses na década de 70 do século passado e da que actualmente está em curso desde 26 de Novembro de 2015, embora estruturalmente diferente da anterior, que consiste muito simplesmente no seguinte: Portugal só pode ser governado à direita, pela direita ou por quem inequivocamente faça uma política de direita. Quem defender outras soluções, seja com apoio na legitimidade revolucionária, seja com apoio no voto popular, não pode governar.

Derrotada no plano da governação, nomeadamente se confrontada com as soluções apocalípticas por ela postas em práticas durante quatro anos, a direita busca em factos humanos completamente alheios à governação, ou em fenómenos naturais imprevisíveis (alguns) e inevitáveis (quase todos), encontrar argumentos que possam inverter o rumo político em curso, quer estimulando divisões na força política dominante, quer intrigando - toscamente, diga-se – as  demais forças que no Parlamento apoiam politicamente o Governo.

Marcelo alinhando, como alinhou, nesta culpabilização absurda de considerar politicamente responsável quem tenta no quadro existente – que tem limitações de toda a ordem, desde os meios que são finitos, até à própria situação sobre que incidem, passando pela excepcionalidade das condições atmosféricas – minimizar os prejuízos materiais e humanos, sabe que está a dar alento à direita, tentando projectá-la para um patamar político que ela não está em condições de alcançar.  

Tem de haver a medida das proporções e não ceder à demagogia. Marcelo, pelo seu passado, pela sua ideologia política, pela sua grande experiência como comentador político, pelo papel que agora desempenha como Presidente que quer permanentemente manter em alta as quotas de popularidade, sabe que o argumento demagógico em certos contextos emocionais pode resultar. Julgando ir ao encontro do sentimento popular e sabendo que esta é uma boa altura para “fazer as pazes” com a sua direita (que agora se prepara para iniciar um novo ciclo), Marcelo, qual catavento, deu gás à direita para ver no que dá.
jo
A resposta é simples: há que cerrar fileiras e continuar sem desfalecimentos nem desânimos. E ainda mais: é sempre de má política elogiar alguém da direita, seja o que for que esse alguém tenha feito, porque breve virá o dia em que esse elogio fica desmentido pelo comportamento do elogiado. A política não é um “chá dançante”, nem um concurso de beleza. A política é algo entre nós e eles. E eles tem projectos e propostas muito diferentes das nossas!"

MARCELO DÁ GÁS À DIREITA, via Politeia.

A política, tal como a vida é um puzzle onde tudo, na realidade, se vai encaixando e desencaixando...

Via Jumento

Quando o amor é cego, o negócio passa por apalpar!.. Presumo que tenha sido o que aconteceu...


terça-feira, 17 de outubro de 2017

O "Menino Guerreiro" está de regresso e volta a dividir militantes e dirigentes do PPD/PSD!..

O ‘menino’ cresceu: Santana Lopes apresenta hino da campanha, ‘Guerreiro Adolescente’.


Santana Lopes vai avançar para a liderança do PSD e avisou já os adversários que o famoso “guerreiro menino” cresceu e é um adolescente com músculos que dá forte no ginásio e tem hormonas a saltarem-lhe pelas orelhas. Santana Lopes avisou ainda Rui Rio que, se tentar dar-lhe pontapés e murros na incubadora, como fez noutros tempos, desta vez leva com uma roca na cabeça. 

daqui

Bicho na fruta?..

"Sou daqeles que considera Rui Rio um péssimo candidato mas nada que justifique o voto em Santana Lopes."
Rodrigo Moita de Deus

"Por acaso o Município da Figueira da Foz sabe da calamidade incendiária que afectou a zona desta Autarquia? É que ainda não vi nada aqui!"...

Imagem sacada daqui.

Nota de rodapé. 
Usar a coluna para andarmos levantados, fazendo frente a quem quer que a não utilizemos para esse fim, é um dever de cidadania. Obrigado D. Rosalina Conchinha Loureiro.

O prazer de voltar a cheirar terra molhada pela chuva!..

Foto António Agostinho,via telemóvel
Estou constipado. 
Contudo, ontem à noite não resisti.
Acompanhado, somente,  pela minha alma e pelos meus pensamentos, caminhei à chuva.

Passo a passo, pensei no cenário de ontem à noite e, num outro, alternativo. 
Pensei como tudo teria sido diferente, se tivesse chovido como estava a chover naquele momento, 48 horas antes...
Pensei e associei a chuva com a tristeza. 

Não deveria ter sido assim: não é a chuva que viceja os campos, que renova os rios e as fontes, que tudo prepara para que haja vida?
Por outras palavras: para que haja dias melhores nas nossas vidas?
No fundo: para que o sol acabe por romper...

Entretanto, ontem à noite, enquanto caminhava e pensava, eis que  uma gota de chuva escorreu para a minha  boca. 
Sorvia. 
Soube-me bem! 
E trouxe-me à realidade...

Continuei a caminhar e a pensar e reencontrei o cenário optimista... 
A aproximação a casa deve ter ajudado.
Vamos continuar a apreciar a chuva como ela merece?
Sejamos optimistas e  acreditemos que estamos de volta a tempos de chuva persistente, pois o Verão já foi!..

Os dias, vê-se a olho nu, encurtaram. 
O Outono é fantástico. 
Venha, pois, ele... 
E que traga chuva.

Parece-me, nesta manhã, que estou mais constipado...
Mas, que interessa isso?
É só um pormenor...
Importante, foi ontem à noite ter tido hipópetese de caminhar à chuva.
Até me custou a acreditar na sorte que estava a ter, por poder voltar a sentir aquele cheiro delicioso da terra molhada pela chuva...

Sem título... (que poderia ser: até os que cegaram, podem ter melhorias...)

Via AS BEIRAS

A foto é impressionante. Palavras para quê?

Foto Pedro Agostinho Cruz

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Juro que tentei, mas não consegui deixar e falar de incêndios...

A Protecção Civil confirmou que há 35 mortos resultantes dos incêndios.
Recorde-se que às 11h da manhã, Patrícia Gaspar, porta-voz da Protecção Civil, falava em 27 mortos, mas o número de vítimas mortais tem vindo a aumentar ao longo do dia. 
A Protecção Civil fala ainda de 56 feridos, 16 deles encontram-se em estado grave.

Juro que tentei, mas não consegui: hoje vou falar de incêndios... E a realidade é que, hoje, sinto-me mais frágil que uma galinha... Quem julga o contrário, ponha um ovo!

Foto Pedro Agostinho Cruz.
Cenário dantesco.
Uma linha de fogo com cerca de 30 quilómetros entre a Figueira da Foz e Mira.
"Ainda dizem que não sofremos ataques terroristas... Querem mais? Puta que pariu lá os negócios e interesses que isto tudo envolve, as pessoas com uma vida de trabalho esforço sacrifício e suor alguns parte de sua vida foi vivida longe de suas famílias para terem alguma coisa e em poucas horas ficam sem nada, este povo não merece isto, não vale a pena pedir pena de morte porque por trás disto tudo existe uma gigante bola de interesses dominada por gente com poder, vão enchendo o cú mas vocês não ficam cá, vão morrer também e com os euros entalados na garganta filhos da puta".

Texto Vitor Lucas

Não, hoje não vou falar de incêndios... (III)

Há dias em que experimento uma desilusão terrível e sinto uma raiva imensa, devido à impotência de mudar o rumo das coisas. 
Mas, atenção: as coisas não são bem assim, pois temos o poder de mudar tudo. 
Era, apenas, a questão de o querer-mos...
Todavia, para chegar-mos aí teríamos que nos unir, organizar e trabalhar em colectivo. 
Se assim fosse, o poder seria efectivamente nosso.
Como as coisas estão, a vida continua impassível.
Continuo a ser, apenas, um átomo que se incendeia.
Esta mediocrididade, esta pequenez e esta impotência, serve para olhar impassivelmente para a vida...
A minha vida...

Não, hoje não vou falar de incêndios... (II)

"A Assembleia da República aprovou projetos do PAN, do BE e do PEV que possibilitam a permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração, para além dos cães de assistência já autorizados por lei."

Os animais vão poder, agora,  entrar nos restaurantes... 
Mas, alguma vez estiveram proibidos?
Basta constatar os magotes de burros que, desde sempre, invadem os restaurantes!.. 
Se não fossem eles, essas prestimosas casas comerciais há muito tinham ido à falência. 
Adoro esses bichos com que partilho espaço quando como num restaurante. Aliás, gosto de todos os animais com quem consigo criar empatia. 
Gosto, sobretudo, de um certo egocentrismo que ostentam e daquela indiferença astuta, que nos leva a nós, burros, a chamar-lhes burros a eles! 
São animais amoralmente amoráveis! 
Não retirem os burros dos restaurantes, se não corremos o risco de ter casas de pasto a encerrrar em série...

E continuamos à espera!.. Até quando?

Não, hoje não vou falar de incêndios...

Nesse campo está tudo controlado - por este andar, lá para o Natal já não haverá incêndios...
Deixo-vos este exemplo, aqui mesmo ao lado.
A17 - Sentido Sul Norte - Marinha das Ondas - Aflitivo. Apenas uma viatura da brisa a controlar o evoluir da situação. Informação no placard electrónico que não existe abastecimento na áera de serviço de Monte Redondo.

Hoje, vou falar dele. De mim, se assim o entenderem.
Ele quer é distância de certa gente.
Ele, no fundo, gosta de distâncias. 
Os intrusos, além de incomodá-lo, maçam-no.
Os curiosos idem. 
Gosta da discrição. Putativamente por, dizem dele, no carácter, ser bruto. 
Não tem segredos, mas detesta publicidade. 
É o que é: ponto final.

Nesse seu ser, é responsável pelo que é, não pelo que os outros, quem quer que sejam, julgam que ele é. 
Não tem paciência para voyeurs nem para pancrácios. 
Esforça-se por ser liberal e comprensivo.
Por vezes, é assanhado e mostra as garras.
Porém, não é larápio. Não é miliante. Não é oportunista. Não é simpático. De vez em quando, pode recorrer ao vernáculo. O que é um direito seu. Não tem fé. Ainda assim, embora pouco, confia. 

Sabe que o Estado, no geral, mais do que uma besta, não passa de uma merda que nos complica a vida. 
Sabe que a democracia não existe. 
Sabe que a existência de democracia pressupunha a existência de povo. 
Sabe também que, no fundo, o povo não existe. 
E que o povo que existe, se existe, como existe, individualista, é uma besta e uma merda como o Estado. 
Recorde-se: a primeira consulta democrática de que há memória, foi a de Pôncio Pilatos ao povo: "quem quereis que vos solte, Cristo ou Barrabás?" 
E o povo escolheu. Sabem quem? 
Pois: o ladrão...
Entretanto, mudou alguma coisa?

Continuando a  falar dele... Do cão sem trela...
Faz o seu trabalho diário. 
Expõe-se, embora não tenha muita paciência para falar sobre si... 
Abomina a suspeita avulsa, a paranóia miliciana e a má lingua afiada das senhoras e dos senhores pontualmente candidatas ou candidatos a um tachito no Estado, nem que seja numa junta de freguesia...
Não simpatiza com escuteiros, muito menos com lyons armados ao pingarelho. 
Deseja apenas distância e latitude em relação a essa  fauna circunstante. 
Simplesmente porque é esse o primeiro fundamento da liberdade. 
Da sua e minha Liberdade...

Incêndio de Quiaios visto do Miradouro da Bandeira, na Serra da Boa Viagem.

Um registo impressionante de Filipe Gomes, via Figueira TV

Homens realmente grandes não nascem grandes, tornam-se grandes (Don Corleone)