Gosto da distância.
Deixo aproximar de mim muita pouca gente.
Os intrusos incomodam-me. Os curiosos também. Tenho a mania da discrição, provavelmente por, na essência, ser pouco amistoso e bruto.
Não tenho segredos. Costumo dizer que sou um livro aberto, apenas com uma ou outra página colada...
Sou responsável pelo que sou, não pelo que os outros, quem quer que eles sejam, julgam que eu sou.
De mim, que me considero ser um "liberal old fashion", alguns dizem que sou "comunistoide"!..
Às vezes é tramado, para não escrever outra coisa que me estava a apetecer, mas que evito, por saber que iria ofender alguma "virgem".
Considero o "Estado a que isto chegou", uma merda.
Sei - e é com amargura que o reconheço - que a democracia não existe.
Sei que a existência de democracia pressupunha a existência de povo.
Sei, também, que o povo quase já não existe. Longe vão os tempos, mas eu tenho alguma memória, em que as palavras de Abraham Lincoln, "a democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo", tinham algum significado!
Sei, ainda, que o povo que ainda existe, como existe, individualizado em gentios, deixa muito a desejar, tal como o "Estado a que isto chegou".
Ele, esse povo que ainda exite, não está para se incomodar muito com pormenores - estes ou outros.
Raramente se interroga e não tem paciência para dar respostas sobre si.
Eu, que sou povo - até gosto de fado... - sou assim: desejo distância e latitude...
Momentos de cumplicidade, só com pessoas especiais, porque é no meu estar, normalmente silencioso, que asssenta o primeiro fundamento da minha Liberdade.
domingo, 13 de agosto de 2017
Superfícies comerciais...
Não sei se isto aconteceu tão intensamente no resto do País, como está a acontecer na Figueira, onde estes dois mandatos de Joaão Ataíde, em termos de desenvolvimento industrial, foram 8 anos perdidos para a cidade e o seu concelho...
A actual zona industrial, sita na Gala, está saturada...
A futura zona industrial do Pincho, continua sem projecto (e assim será para a próxima década!..)
Todavia, no que à "mercearia figueirense" diz respeito houve outro tratamento!..
Neste momento, curiosamente, na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
A necessidade motiva qualquer mortal a frequentar as chamadas superfícies comerciais.
Até eu, embora muito raramente, lá vou.
Aconteceu-se ontem.
Em tese, tais superfícies deveriam ser evitadas por qualquer criatura com um minímo de juízo.
Tais espaços deveriam ser deixados à fauna típica: as rapariguinhas do shopping, as senhoras da limpeza, as rapazes da empresa de segurança com walkie talkies, os prezados clientes e as adolescentes vestidas e calçadas de modo provocatório, a mascar pastilha elástica e de mão dada com adolescentes vestidos e calçados de modo que, por decoro dos parentes sobreviventes, ninguém é sepultado.
Um centro comercial, confirmei ontem mais uma vez, é aquio que está mais próximo que de uma galeria de horrores.
É o lugar onde o capitalismo celebra a miséria, tranfigurando-a não em consumo ou em consumíveis, mas em consumidores.
A actual zona industrial, sita na Gala, está saturada...
A futura zona industrial do Pincho, continua sem projecto (e assim será para a próxima década!..)
Todavia, no que à "mercearia figueirense" diz respeito houve outro tratamento!..
Neste momento, curiosamente, na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
A necessidade motiva qualquer mortal a frequentar as chamadas superfícies comerciais.
Até eu, embora muito raramente, lá vou.
Aconteceu-se ontem.
Em tese, tais superfícies deveriam ser evitadas por qualquer criatura com um minímo de juízo.
Tais espaços deveriam ser deixados à fauna típica: as rapariguinhas do shopping, as senhoras da limpeza, as rapazes da empresa de segurança com walkie talkies, os prezados clientes e as adolescentes vestidas e calçadas de modo provocatório, a mascar pastilha elástica e de mão dada com adolescentes vestidos e calçados de modo que, por decoro dos parentes sobreviventes, ninguém é sepultado.
Um centro comercial, confirmei ontem mais uma vez, é aquio que está mais próximo que de uma galeria de horrores.
É o lugar onde o capitalismo celebra a miséria, tranfigurando-a não em consumo ou em consumíveis, mas em consumidores.
sábado, 12 de agosto de 2017
Para mais tarde recordar: o verão de 2017 na Figueira...
2017, está a ser um verão “cinzento” na cidade que já foi considerada a “Rainha das praias em Portugal”.
A falta de turistas nas ruas é notória e preocupante para as áreas da hotelaria e da restauração.
Quem o escreve, não é a ANC-Caralhete News, é o jornal AS BEIRAS, que cita Isabel João Brites, presidente da Associação Figueira com Sabor a Mar, referindo que “as pessoas destas áreas vivem disto. É o seu ganha-pão. Por exemplo, no Picadeiro os bares são essencialmente noturnos e muitos deles só abrem à sexta e ao sábado. Nesta vertente ainda é mais notória a descida. Vai-se sentir uma grande diferença comparativamente a anos anteriores quando for feita uma avaliação referente a este verão”.
Isabel João Brites afirma que neste momento na Figueira “há menos turistas em permanência”. “Durante o dia não se consegue encontrar um lugar de estacionamento onde colocar o carro, mas de noite a cidade está devoluta. Aquilo que nós concluímos é que as pessoas vêm de manhã à praia e regressam a casa ao final da tarde”.
No início de agosto chegou a admitir-se que tudo não passava de uma altura de transição, mas rapidamente se concluiu que não. “Estamos a ter, definitivamente, o verão mais baixo dos últimos anos”.
Segundo o que o jornal As Beiras conseguiu apurar, são vários os hotéis na cidade que estão lotados para este fim-de-semana prolongado.
Mas nem esse dado trás boas perspetivas relativamente à movimentação de turistas pela cidade.
“Aquilo que esperamos deste fim-de-semana é o reflexo daquilo que tem sido o verão”, refere Isabel João Brites.
Um dos principais motivos da falta de pessoas nas ruas é o tempo.
“Hoje em dia, as pessoas têm acesso à meteorologia muito rapidamente. Não precisam que a televisão lhe diga as previsões”.
Segundo Isabel João Brites, “a solução passa por arranjar outras formas de captar pessoas para que elas venham e fiquem durante uma ou duas semanas”.
“A cidade precisa disso”, acrescenta a terminar a entrevista Maria João Brites.
A falta de turistas nas ruas é notória e preocupante para as áreas da hotelaria e da restauração.
Quem o escreve, não é a ANC-Caralhete News, é o jornal AS BEIRAS, que cita Isabel João Brites, presidente da Associação Figueira com Sabor a Mar, referindo que “as pessoas destas áreas vivem disto. É o seu ganha-pão. Por exemplo, no Picadeiro os bares são essencialmente noturnos e muitos deles só abrem à sexta e ao sábado. Nesta vertente ainda é mais notória a descida. Vai-se sentir uma grande diferença comparativamente a anos anteriores quando for feita uma avaliação referente a este verão”.
Isabel João Brites afirma que neste momento na Figueira “há menos turistas em permanência”. “Durante o dia não se consegue encontrar um lugar de estacionamento onde colocar o carro, mas de noite a cidade está devoluta. Aquilo que nós concluímos é que as pessoas vêm de manhã à praia e regressam a casa ao final da tarde”.
No início de agosto chegou a admitir-se que tudo não passava de uma altura de transição, mas rapidamente se concluiu que não. “Estamos a ter, definitivamente, o verão mais baixo dos últimos anos”.
Segundo o que o jornal As Beiras conseguiu apurar, são vários os hotéis na cidade que estão lotados para este fim-de-semana prolongado.
Mas nem esse dado trás boas perspetivas relativamente à movimentação de turistas pela cidade.
“Aquilo que esperamos deste fim-de-semana é o reflexo daquilo que tem sido o verão”, refere Isabel João Brites.
Um dos principais motivos da falta de pessoas nas ruas é o tempo.
“Hoje em dia, as pessoas têm acesso à meteorologia muito rapidamente. Não precisam que a televisão lhe diga as previsões”.
Segundo Isabel João Brites, “a solução passa por arranjar outras formas de captar pessoas para que elas venham e fiquem durante uma ou duas semanas”.
“A cidade precisa disso”, acrescenta a terminar a entrevista Maria João Brites.
Sábado de sol
Há dias em que chove ou faz sol, mais do que noutros.
Também há dias que sangram mais.
E como nem toda a chuva que cai, é com o propósito de nos molhar, nem todo o sol que nos abrasa, é com o propósito de nos queimar, também nem tudo aquilo que sangra é com o intuito de fazer doer.
Da mesma forma que aprendemos a fugir dos pingos da chuva e a protegermo-nos da inclemêmcia do sol, também aprendemos a lidar com tudo o que nos faz sangrar.
Hoje, até podia ser um daqueles dias que sangram, mas afinal nem chove.
Apenas faz sol.
Bom sábado.
Autárquicas 2017 - AS CANDIDATURAS, UM DOS PROBLEMAS...
Elas, as candidaturas às Autárquicas 2017, fazem parte da minha vida...
Mas, não são a minha vida!
Tenho uma vida que vivo com entusiasmo e alegria.
O resto...
Ou consego resolver, ou deixo andar!
E sem anti depressivos...
Contudo, em 2017, no dia 1 de outubro, estou a contar ter um problema...
Fazer o que está certo, para mim nunca foi o problema.
O problema, para mim, por enquanto, é saber, no dia 1 de outubro, o que é o certo!..
Mas, não são a minha vida!
Tenho uma vida que vivo com entusiasmo e alegria.
O resto...
Ou consego resolver, ou deixo andar!
E sem anti depressivos...
Contudo, em 2017, no dia 1 de outubro, estou a contar ter um problema...
Fazer o que está certo, para mim nunca foi o problema.
O problema, para mim, por enquanto, é saber, no dia 1 de outubro, o que é o certo!..
Autárquicas 2017 - UM DOS PROBLEMAS...
Até ao momento, Carlos Tenreiro, candidato pelo PSD, é um político de ficção, que acredita mais no cenário do que no conteúdo.
Poderia dizer isto, também, de Joaão Ataíde, o actual senhor presidente, novamente candidato pelo PS.
O problema de ambos, não são os problemas...
O problema, é esperarem outras coisas e pensarem que ter problemas, é um problema.
Poderia dizer isto, também, de Joaão Ataíde, o actual senhor presidente, novamente candidato pelo PS.
O problema de ambos, não são os problemas...
O problema, é esperarem outras coisas e pensarem que ter problemas, é um problema.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Bem disse Mário Soares que o guarda chuva do PS era grande demais...
![]() |
| foto sacada daqui |
Isto, não faz lembrar uma espécie de apocalipse em directo?..
Senhor bastonário, ai, ai, senhor bastonário, porque não se cala?
![]() |
| Os homens têm muita dificuldade em simular. Nenhum homem pode fazer uma cara destas de propósito... |
Provavelmente o bastonário refere-se apenas à reforma do SNS. Imagine-se a reação se os obrigassem a fechar os consultórios quando se reformam...
Desgaste rápido, senhor bastonário?..
Então, e o desgaste psicológico, para não dizer autêntica tortura, a que está sujeito o povinho para conseguir pagar o valor das consultas aos senhores doutores no privado!..
Eu sei que estamos na silly season, mas o tema é importante...
A mulher mais importante na vida de um homem não é a primeira.
É aquela, que não deixa que venha a existir próxima...
É aquela, que não deixa que venha a existir próxima...
Óh diabo, estas escadas são perigosas e não há elevador...
Estas escadas ficam em frente ao Pingo Doce de Buarcos. Por aqui, todos os dias, passa muita gente, principalmente pessoas idosas e com problemas de locomoção. Todos dias acontecem quedas...
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
A Figueira, antes dos "eventos insustentáveis de animação turística"...
![]() |
| foto sacada daqui |
A recolha de sal, por métodos artesanais, um trabalho duro e pesado, faz parte das minhas memórias de infância, pois durante muitos anos, lá pelos idos anos 60 do século passado, acompanhei muitas vezes a minha mãe e a minha avó Rosa Maia, tiradeiras de sal - elas iam trabalhar no duro e eu, criança, ia brincar aos marnotos.
Recorde-se que, na altura, as salinas constituíam uma actividade económica relevante na Figueira da Foz.
Deixemo-nos de brincadeiras...
Cito o meu Amigo Fernando Campos, possuidor de uma veia artística conhecida, de uma escrita acutilante e de um humor crítico, a meu ver, fora de série...
"O humor em Portugal, pelo menos o que se publica, é uma coisa triste.
A verdade é que “os portugueses não sabemos rir com espírito; gargalhamos com os queixos”, como dizia Camilo.
Falta-nos o espírito.
Ter espírito, como presumo que o entendia Camilo, é ter mundo, referências e, em simultâneo, um certo distanciamento de si próprio e do seu tempo que muitas vezes convoca o desconforto ou a incomodidade.
O espírito abomina o óbvio, mas aproveita-se do acaso e deleita-se com o invulgar, o imprevisto, até com o incongruente. Para isto é necessário uma certa sofisticação que lhe vem do cepticismo. É impossível achar este desprendimento entre crentes ou prosélitos; neste campo, como se sabe e enunciou José Alberto Braga, “o espírito sopra ao contrário”.
No humor publicado em Portugal já não há Camilo, nem Júlio César Machado, nem Bordalo, nem Celso Hermínio, nem Eça, nem Ramalho, nem Almada, nem Carvalhais, nem sequer Vilhena ou José Alberto Braga ou Santos Fernando. Deduzo que não haja público, ou mercado, para eles.
Para o que há público, ou mercado, em Portugal é para um engraçadismo sem substância que não seja o gargalhar com os queixos ignóbil, acéfalo, redundante e imbecil. Ocupa a última página dos jornais. Por exemplo, com o desinfeliz da padaria portugueza no correiodamanha e com João Miguel Tavares, no Público.
E estamos nisto."
Depois disto que acrescentar?
Pouco: apenas, que o humor é uma das melhores defesas que alguém pode usar para se manter e sobreviver minimamente lúcido, saudável e feliz nesta sociedade.
Já agora, uma provocação bem humorada, inspirada nalgumas peripécias que, ultimamente, me têm vindo a acontecer com mulheres: será que Deus, ao fazer as mulheres, lhes retirou o senso de humor, para que amassem os homens, em vez de se rirem deles?..
"O humor em Portugal, pelo menos o que se publica, é uma coisa triste.
A verdade é que “os portugueses não sabemos rir com espírito; gargalhamos com os queixos”, como dizia Camilo.
Falta-nos o espírito.
Ter espírito, como presumo que o entendia Camilo, é ter mundo, referências e, em simultâneo, um certo distanciamento de si próprio e do seu tempo que muitas vezes convoca o desconforto ou a incomodidade.
O espírito abomina o óbvio, mas aproveita-se do acaso e deleita-se com o invulgar, o imprevisto, até com o incongruente. Para isto é necessário uma certa sofisticação que lhe vem do cepticismo. É impossível achar este desprendimento entre crentes ou prosélitos; neste campo, como se sabe e enunciou José Alberto Braga, “o espírito sopra ao contrário”.
No humor publicado em Portugal já não há Camilo, nem Júlio César Machado, nem Bordalo, nem Celso Hermínio, nem Eça, nem Ramalho, nem Almada, nem Carvalhais, nem sequer Vilhena ou José Alberto Braga ou Santos Fernando. Deduzo que não haja público, ou mercado, para eles.
Para o que há público, ou mercado, em Portugal é para um engraçadismo sem substância que não seja o gargalhar com os queixos ignóbil, acéfalo, redundante e imbecil. Ocupa a última página dos jornais. Por exemplo, com o desinfeliz da padaria portugueza no correiodamanha e com João Miguel Tavares, no Público.
E estamos nisto."
Depois disto que acrescentar?
Pouco: apenas, que o humor é uma das melhores defesas que alguém pode usar para se manter e sobreviver minimamente lúcido, saudável e feliz nesta sociedade.
Já agora, uma provocação bem humorada, inspirada nalgumas peripécias que, ultimamente, me têm vindo a acontecer com mulheres: será que Deus, ao fazer as mulheres, lhes retirou o senso de humor, para que amassem os homens, em vez de se rirem deles?..
Quando um homem se põe a pensar!
Há dias em que me ponho a pensar...
Há dias que é o pensamento quem me diz:
qual é a paz que que queres descartar,
para tentares ser feliz?...
As coisas, na minha vida, costumam chegar com calma.
Pelo caminho, entretanto, foi-se abafando o ruído sentimental da instabilidade e recuperando a sanidade da razão.
Pelo caminho, travou-se uma guerra surda e turbulenta, eivada de alguns perigos, até atingir a serenidade e a paz.
Não a serenidade e a paz cómoda da indiferença, mas aquela que é a única que nos pode confortar à noite quando fechamos as portas e as janelas e dormimos o sono descansado dos justos.
E, se por um acaso, essa dor não cessar e a cama onde nos deitamos já não for aquela que por nós foi feita, é porque chegou, sem avisar, a hora de gritar que estamos aqui, para os outros e para nós.
É a hora de gritarmos - e sem medo!
Ao olhar, em Agosto de 2017, para as listas que concorrem às autárquicas na Figueira, verifiquei que a sociedade moderna em que estamos inseridos, foi incapaz de produzir uma elite política dotada, simultaneamente, de imaginação, de inteligência e de coragem.
Eleição após eleição, a democracia tem dotado o País de governantes que mostram bem a diminuição do calibre intelectual e moral daqueles a quem cabe a responsabilização da direcção dos assuntos políticos, económicos e sociais.
A Figueira não foi excepção.
Nas últimas 2 décadas aconteceram alterações políticas e sociais com grande rapidez.
Neste momento, há quem pense que não vale a pena sequer votar, pois já está tudo decidido.
Isto, mais do que preocupante, é grave: põe em causa o valor do regime político em que vivemos desde Abril de 1974.
A democracia, na nossa cidade, enfrenta problemas temíveis que colocam em causa a sua própria existência.
Apesar das grandes esperanças que a humanidade depositou na civilização moderna, esta sociedade não foi capaz de desenvolver homens suficientemente inteligentes, lúcidos e audaciosos, para a dirigirem na via perigosa por onde enveredou.
Os seres humanos não cresceram tanto como as instituições criadas pelo seu cérebro.
É, sobretudo, a ganância individual, a fraqueza intelectual e moral desta classe política formada em democracia e, também, a sua ignorância e estupidez, que estão a colocar em perigo a sobrevivência do regime democrático.
Há dias que é o pensamento quem me diz:
qual é a paz que que queres descartar,
para tentares ser feliz?...
As coisas, na minha vida, costumam chegar com calma.
Pelo caminho, entretanto, foi-se abafando o ruído sentimental da instabilidade e recuperando a sanidade da razão.
Pelo caminho, travou-se uma guerra surda e turbulenta, eivada de alguns perigos, até atingir a serenidade e a paz.
Não a serenidade e a paz cómoda da indiferença, mas aquela que é a única que nos pode confortar à noite quando fechamos as portas e as janelas e dormimos o sono descansado dos justos.
E, se por um acaso, essa dor não cessar e a cama onde nos deitamos já não for aquela que por nós foi feita, é porque chegou, sem avisar, a hora de gritar que estamos aqui, para os outros e para nós.
É a hora de gritarmos - e sem medo!
Ao olhar, em Agosto de 2017, para as listas que concorrem às autárquicas na Figueira, verifiquei que a sociedade moderna em que estamos inseridos, foi incapaz de produzir uma elite política dotada, simultaneamente, de imaginação, de inteligência e de coragem.
Eleição após eleição, a democracia tem dotado o País de governantes que mostram bem a diminuição do calibre intelectual e moral daqueles a quem cabe a responsabilização da direcção dos assuntos políticos, económicos e sociais.
A Figueira não foi excepção.
Nas últimas 2 décadas aconteceram alterações políticas e sociais com grande rapidez.
Neste momento, há quem pense que não vale a pena sequer votar, pois já está tudo decidido.
Isto, mais do que preocupante, é grave: põe em causa o valor do regime político em que vivemos desde Abril de 1974.
A democracia, na nossa cidade, enfrenta problemas temíveis que colocam em causa a sua própria existência.
Apesar das grandes esperanças que a humanidade depositou na civilização moderna, esta sociedade não foi capaz de desenvolver homens suficientemente inteligentes, lúcidos e audaciosos, para a dirigirem na via perigosa por onde enveredou.
Os seres humanos não cresceram tanto como as instituições criadas pelo seu cérebro.
É, sobretudo, a ganância individual, a fraqueza intelectual e moral desta classe política formada em democracia e, também, a sua ignorância e estupidez, que estão a colocar em perigo a sobrevivência do regime democrático.
Uma foto que vai ficar para a eternidade e mostra algo importante que já não existe na Aldeia...
![]() |
| foto sacada daqui |
É preciso mesmo olhar a foto para poder apreciar a Aldeia daquele tempo, tal como ela merece.
A saudade do passado mostrado nesta fotografia, continua presente e é permanente para quem o viveu.
Ao olhar para esta foto e vendo o que naquele local está agora, não me venham falar de progresso.
Para mim, o que foi feito, foi sim um desrespeito pela natureza cujas consequências ainda não estão completamente determinadas nem quantificadas.
Na altura em que foi tirada a foto, tudo puxava ao descanso, à brincadeira e à contemplação.
O local mostrado na fotografia, leva-me ao tempo em que era miúdo e passava as férias grandes na Aldeia.
Um dos divertimentos, era a banhoca diária no rio, no velho trapiche onde atracavam os barcos de passageiros "Gala" e "Luís Elvira".
E, recorda-me, sobretudo, o quanto eramos putos felizes e bem imaginativos nesse tempo!
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
LISTAS PARTIDÁRIAS FIGUEIRENSES...
Depois de me ter dado ao trabalho de ir consultar a composição das listas partidárias concorrentes às eleições autárquicas 2017, algumas fizeram-me lembrar a tropa: a antiguidade é um posto!
E não é só na CDU!..
E não é só na CDU!..
Como estragar a fotografia dos outros...
![]() |
| Paulo Pinto, presidente da junta do Paião, e António Costa, ontem, na Figueira. Foto sacada daqui. |
Uma coisa de que tenho a certeza é que, neste blogue, não há qualquer interferência directa de qualquer partido político ou outro tipo de coisa qualquer.
Defendo aquilo que a minha opinião me dita (minha opinião volto a frisar), mesmo correndo o risco de me acharem, como neste caso, um “opinador desopinado”.
Apresentação da Candidatura Autárquica do Partido Socialista à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e às 14 Juntas de Freguesia...
Pensavam que já tinham visto tudo na política portuguesa? Há sempre algo para surpreender...
![]() |
| Imagem sacada daqui |
O PSD de Viana do Castelo apresentou duas listas distintas à Assembleia Municipal: uma organizada pelo candidato a Presidente da Câmara e outra pela concelhia do PSD de Viana do Castelo.
Agora será o juiz a decidir qual vai a votos.
Fantástico.
Pensavam que já tinham visto tudo na política portuguesa?
Qual é a ideia?
Ter ZERO votos?
Se temos organizações políticas tão boas e competentes, para que ainda existem as outras?
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Na Figueira resta-nos morrer para, pelo menos, garantir o emprego ao coveiro...
DOMINGO, 06 AGOSTO 2017, via Diário de Coimbra.
"Câmara Municipal de Oliveira do Hospital viu ser aprovado o financiamento do projecto de ampliação da zona industrial, num investimento de cerca de dois milhões de euros. Financiado pelo quadro comunitário 2020, o projecto prevê a ampliação da ZI de Oliveira do Hospital pelo “lado direito”, onde serão criados 50 novos lotes, uma zona de serviços «tipo retail park» e ainda uma área de estacionamento para pesados. Para o presidente da câmara, que assinou o contrato de financiamento, este é um projecto «fundamental» que vai permitir a Oliveira do Hospital apostar ainda mais no desenvolvimento económico e empresarial. «É um projecto que ainda vai demorar algum tempo, mas vamos fazer uma zona industrial com algumas características diferentes», faz notar José Carlos Alexandrino, que destaca o facto da nova ZI contemplar a criação de um parque fechado para TIR, de modo a retirar estas viaturas de algumas zonas residenciais da cidade."
ZERO!..
"Câmara Municipal de Oliveira do Hospital viu ser aprovado o financiamento do projecto de ampliação da zona industrial, num investimento de cerca de dois milhões de euros. Financiado pelo quadro comunitário 2020, o projecto prevê a ampliação da ZI de Oliveira do Hospital pelo “lado direito”, onde serão criados 50 novos lotes, uma zona de serviços «tipo retail park» e ainda uma área de estacionamento para pesados. Para o presidente da câmara, que assinou o contrato de financiamento, este é um projecto «fundamental» que vai permitir a Oliveira do Hospital apostar ainda mais no desenvolvimento económico e empresarial. «É um projecto que ainda vai demorar algum tempo, mas vamos fazer uma zona industrial com algumas características diferentes», faz notar José Carlos Alexandrino, que destaca o facto da nova ZI contemplar a criação de um parque fechado para TIR, de modo a retirar estas viaturas de algumas zonas residenciais da cidade."
Conforme se pode ler na imagem acima, sacada do jornal AS BEIRAS, edição de hoje, Vila Nova de Poiares, foi o Município que mais recebeu para ampliação e conclusão da segunda zona industrial.
E a Figueira, perguntarão os leitores? ZERO!..
Lembrem-se: a água é um problema na Figueira...(2)
Como era de prever, não houve piquete...
Os trabalhos de reparação começaram as 9 horas.
O trânsito esteve um caos...
Revisão do PDM da Figueira da Foz: em resposta à minha participação, no âmbito da discussão pública da proposta de revisão do Plano Diretor Municipal da Figueira da Foz, que decorreu entre 6 de Abril e 22 de Maio do corrente ano, fica a respectiva ponderação e decisão para conhecimento...

Segundo informação da Divisão de Urbanismo da CMFF, "o Relatório de Ponderação da Discussão Pública foi aprovado pela Câmara Municipal, em sessão realizada no dia 22 de Junho, e a proposta final do Plano Director Municipal foi aprovada pela Assembleia Municipal, em sessão realizada no dia 30 de Junho.
Nos termos da legislação em vigor, o Plano Director Municipal aprovado pela Assembleia Municipal foi já enviado para publicação no Diário da Republica, e depósito na Direcção Geral do Território."
Recordo que esta minha participação na discussão pública do PDM teve a ver com o seguinte:
Terrenos ao lado do cemitério da Carneira.
Com esta proposta de revisão, até estes terrenos darão para construir!..
Um dia, que não deve estar longe, quando for necessário expropriar para ampliar o cemitério, o valor do m2 de terreno estará mais alto...
A CMFF - todos nós, no fundo... - vai pagar o metro quadrado ao preço do índice que este PDM permitir que lá se possa construir!
Sabem de quem são estes terrenos?..
Certamente, de alguma poderosa e influente família figueirense...
Ainda bem que na Figueira existem "coisas" importantes! E ainda bem que há uma diferença fundamental entre as "coisas" importantes e a importância que damos às coisas...
A nova administração da Sociedade Figueira Praia (SFP) decidiu recuperar uma tradição que prestigiava o Casino Figueira – os espectáculos residentes do Salão Caffé, de quinta-feira a domingo. Foi uma aposta acertada, tendo em conta que devolveu o glamour que até há cerca de oito anos diferenciava o casino.
Por outro lado, “todas as noites em que há espectáculo, o Salão Caffé enche”, afirmou Emy Ruffell ao Diário As Beiras, que, com Cecília Reveles, produz os dois espetáculos residentes. Emy Ruffell, inglesa, e Cecília Reveles, sueca, conhecem bem o Salão Caffé e os bastidores dos espetáculos do Casino Figueira. Ambas fi zeram parte dos “shows”, durante vários anos, a primeira como bailarina e a segunda como cantora.
Agora, estão de volta ao sítio onde foram felizes, mas do outro lado do palco. “É bom estarmos aqui sentadas a assistir a um espetáculo feito por nós”, disse Emy, num português (quase) perfeito. A anterior administração da SFP desligou as luzes dos espetáculos residentes, mas não apagou a paixão de Emy e Cecília pela cidade, onde casaram e residem, e pelo Casino Figueira, com o qual, aliás, continuaram a colaborar, pontualmente. “O nosso coração sempre esteve aqui. Sentimo-nos muitos felizes e orgulhosas por termos sido convidadas para criar os novos espetáculos do casino”, afirmou a inglesa, com a sueca a corroborar com a cabeça, gesto que lhe veio diretamente do coração...
Como se verifica, pelo relato acima respigado do jornal AS BEIRAS, há histórias de vida, na Figueira, verdadeiramente pungentes e dramáticas.
Deixam qualquer um - até a mim... - praticamente sem palavras para escrever!
Como é que esta duas Senhoras conseguiram sobreviver, durante oito anos, a um ostracismo, também provação, com este nível de violência?
Felizmente, temos AS BEIRAS para fazer ouvir a voz destas vítimas de Domingos Silva!
Por outro lado, “todas as noites em que há espectáculo, o Salão Caffé enche”, afirmou Emy Ruffell ao Diário As Beiras, que, com Cecília Reveles, produz os dois espetáculos residentes. Emy Ruffell, inglesa, e Cecília Reveles, sueca, conhecem bem o Salão Caffé e os bastidores dos espetáculos do Casino Figueira. Ambas fi zeram parte dos “shows”, durante vários anos, a primeira como bailarina e a segunda como cantora.
Agora, estão de volta ao sítio onde foram felizes, mas do outro lado do palco. “É bom estarmos aqui sentadas a assistir a um espetáculo feito por nós”, disse Emy, num português (quase) perfeito. A anterior administração da SFP desligou as luzes dos espetáculos residentes, mas não apagou a paixão de Emy e Cecília pela cidade, onde casaram e residem, e pelo Casino Figueira, com o qual, aliás, continuaram a colaborar, pontualmente. “O nosso coração sempre esteve aqui. Sentimo-nos muitos felizes e orgulhosas por termos sido convidadas para criar os novos espetáculos do casino”, afirmou a inglesa, com a sueca a corroborar com a cabeça, gesto que lhe veio diretamente do coração...
Como se verifica, pelo relato acima respigado do jornal AS BEIRAS, há histórias de vida, na Figueira, verdadeiramente pungentes e dramáticas.
Deixam qualquer um - até a mim... - praticamente sem palavras para escrever!
Como é que esta duas Senhoras conseguiram sobreviver, durante oito anos, a um ostracismo, também provação, com este nível de violência?
Felizmente, temos AS BEIRAS para fazer ouvir a voz destas vítimas de Domingos Silva!
Lembrem-se: a água é um problema na Figueira...
Devido a ter rebentado uma conduta na Rotunda Coelho Jordão, houve falta de água na Urbanização Sotto Mayor.
É claro que o rebentamento de uma conduta, em pleno verão na Figueira, é algo que não admira, por algumas razões fáceis de explicar: aumenta a população; aumenta o consumo; aumenta a pressão da água nas condutas; e as condutas obsoletas rebentam...
E temos à vista desarmada, o resultado da falta de investimento na manutenção e na ampliação de rede de água.
Entretanto, o povo figueirinhas e figueirense continua a pagar uma das águas mais caras do País.
Será que alguma candidatura, agora que os nomes das listas é um problema ultrpassado, estará interessada em debater, na campanha eleitoral que se aproxima a passos largos, a questão da água?..
Os figueirinhas e os figueirenses, como sabemos, pagam a água ao preço do champanhe... O resto é conversa da treta.
O preço da água é um assunto na ordem do dia na Figueira, de há muitos anos a esta parte.
Os figueirinhas e os figueirenses são dos que mais pagam pelo líquido precioso e indispensável à vida.
Se isso já não bastasse, recentemente voltaram a ser confrontados com mexidas nos tarifários.
Senhores candidatos a edis na Figueira: pelo menos em período eleitoral, mostrem lá esssa vontade e coragem política para defender os cidadãos figueirinhas e figueirenses, contra outros interesses?..
É claro que o rebentamento de uma conduta, em pleno verão na Figueira, é algo que não admira, por algumas razões fáceis de explicar: aumenta a população; aumenta o consumo; aumenta a pressão da água nas condutas; e as condutas obsoletas rebentam...
E temos à vista desarmada, o resultado da falta de investimento na manutenção e na ampliação de rede de água.
Entretanto, o povo figueirinhas e figueirense continua a pagar uma das águas mais caras do País.
Será que alguma candidatura, agora que os nomes das listas é um problema ultrpassado, estará interessada em debater, na campanha eleitoral que se aproxima a passos largos, a questão da água?..
Os figueirinhas e os figueirenses, como sabemos, pagam a água ao preço do champanhe... O resto é conversa da treta.
O preço da água é um assunto na ordem do dia na Figueira, de há muitos anos a esta parte.
Os figueirinhas e os figueirenses são dos que mais pagam pelo líquido precioso e indispensável à vida.
Se isso já não bastasse, recentemente voltaram a ser confrontados com mexidas nos tarifários.
Senhores candidatos a edis na Figueira: pelo menos em período eleitoral, mostrem lá esssa vontade e coragem política para defender os cidadãos figueirinhas e figueirenses, contra outros interesses?..
Gonçalo Cadilhe, um senhor mandatário!
![]() |
| Foto sacada daqui |
Dele, dizem, que quando os jovens viajantes portugueses partirem à conquista do mundo, já ele levará uma vantagem considerável.
Dele, dizem, que vai continuar a coleccionar quilómetros pelo globo.
Dele, dizem, que apesar da imensidão do planeta e das longas ausências do país, continua a manter a sua relação afectiva à Figueira da Foz, que é tudo menos superficial.
Dele, dizem, que olha há 30 e tal anos para a Figueira da Foz com olhos de ver.
Dele, dizem, que o que tem visto ao longo das últimas três décadas, não é, de todo, agradável: “desde que começou a ser observada pelo seu olhar, a Figueira não tem evoluído, a nível urbanístico”.
Em 2009, em novembro, na opinião de Gonçalo Cadilhe, a Praia da Claridade “perdeu uma boa oportunidade de ser a Biarritz ibérica, falando em termos turísticos”.
Contudo, a zona ribeirinha continuava a encher o seu olhar, como uma paisagem que gosta de ver. Mas o resto do conjunto, faz da Figueira “uma cidade tão feia como qualquer outra cidade feia do mundo”.
Em 2009, Gonçalo Cadilhe deu "total apoio" a Duarte Silva.
Todavia, em 2013 Gonçalo viu algo em João Ataíde (o candidato contra quem ele apoiou “totalmente” Duarte Silva em 2009!..) e por isso aceitou mandatar a sua candidatura.
Em 2017, o mandatário da candidatura de João Ataíde é, novamente, o escritor figueirense Gonçalo Cadilhe.
Surfista amador, viajante profissional e escritor da moda, ele costuma voltar de quatro em quatro anos à sua terra natal, para surfar a sua onda e, naturalmente, apoiar o seu candidato.
Às vezes, fico com a sensação que andar tanto a pé tem as suas desvantagens...
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
COMUNICADO...
![]() |
| Foto sacada daqui. |
O problema é que, por vezes, não consigo fazer entender a graça.
Aos que, por uma razão ou outra, ultimamente, não me têm achado piada, peço, por favor, que não percam o bom humor, pois quem o achar não o devolverá...
Preto e branco...
A bicicleta da foto é minha.
Tem uma particularidade, como é visível na imagem: tem um pneu branco e outro preto.
Já fui alvo de abordagens pelo facto.
O esclarecimento é simples, mas é importante: não sou racista.
Lembram-se do ministro cavaquista, Borrego de nome, que contou, em surdina, uma anedota racista e de mau gosto e foi demitido no dia seguinte?
Depois, sempre me disseram que os sonhos são a preto e branco.
Coisa de que, simplesmente, não me lembro, e nada me incomoda, pois não me importo de sonhar sem cores!
O sonho é lindo na mesma.
Aliás, tudo pode ser lindo, mesmo sem planos...
Temos é de conseguir dar largas ao sonho - mesmo que este seja a preto e branco!
Près de la élégance...
![]() |
| ...o espermatozoide, a menor célula do corpo humano, porém, uma das mais importantes... |
E nós, o que podemos esperar de tanta esperteza que por aí anda?!..."
Retirado da crónica "Esperteza", hoje publicada por Teónio Cavaco, deputado municipal do PSD, no jornal AS BEIRAS.
Nota de rodapé.
Teo Cavaco: "o que podemos esperar?"
A meu ver: pouco.
Ou muito me engano, ou cá pela Figueira, o problema é de fabrico: o espermatozóide vencedor, raramente foi o mais esperto...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
































