Vamos ao enredo da fita mais importante actualmente em exibição na Figueira.
Uma fita cinematográfica, nunca é a realidade. É, ao limite, a realidade que o espectador vê.
A maior parte dos filmes, porém, amputam essa realidade.
O momento da criação está no facto de o autor ir além do que se vê e conseguir transmitir isso ao espectador.
Aí sim, o filme foi conseguido e o seu autor ganhará um lugar de excepção.
Será Carlos Monteiro, um autor capaz?
Daqui a 4 anos veremos...
Se a noite fosse de Óscares, o filme de Carlos Monteiro – "de professor de biologia a presidente da Câmara", era o mais premiado.
O actual vereador consegue várias estatuetas, algumas ilustres desconhecidas (caso do Miguel Pereira, em sexto, e Mafalda Azenha, em quarto). Alcança, ainda, outras bem conhecidas, como o caso de Luis Ribeiro que deixa Rui Duarte no mato sem cachorro e num magistral golpe de rins, aceita ir em Sétimo lugar na lista da AR.
Outra “estatueta”, menos conhecida, é Raquel Ferreira, actual secretária coordenadora da secção da Figueira, ligada à sensibilidade de Iglésias, que aceitou um “desonroso” nono lugar na lista da Assembleia Municipal, se tivermos em conta o lugar de Mafalda Azenha (quarto lugar na lista da Câmara).
É caso para dizer, que todos temos um preço, e neste caso, não é fixo nem certo, poder-se-á dizer que é mais preço de saldo.
Mário Paiva, uma “estatueta” repetida, tem o preço certo, e não é o Fernando Mendes, mas acertou em cheio na montra. Para além de ver a mulher (Mafalda) no quarto lugar, ainda é contemplado com o 12 lugar na lista da AM. Tudo a troco dos votos internos do PS, prometidos ao professor de biologia Monteiro.
O resto da lista da AM, já previsível, é monteirista.
O caminho parece estar aberto a Monteiro, para o filme da sua ambição - chegar a presidente do PS/Figueira e, principalmente, suceder ao edil Ataíde.
Mas, até ao fim deste filme, muita fita vai correr no pano branco ou rosa.
Quatro anos é muito tempo...
Contudo, os filmes começam sempre na hora certa. Principalmente, quando chegamos atrasados...
Assim como posso elogiar um filme, sob o ponto de vista estético e não concordar nem com a ética, nem com as ideias expressas, em nada me incomoda a apreciação dos méritos de uma boa publicidade...
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
A "mercearia" figueirense continua a crescer!..
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| Foto sacada daqui |
Em 2009, recorde-se, esta zona passou a parque verde "virtual" em 3 D!..
No outono do ano da graça de 2016, começou a desenhar-se o futuro retail park figueirense.
Aos poucos, as superfícies comerciais estão a ocupar o espaço.
Sublinhe-se: o último espaço que resta à Figueira para um verdadeiro parque verde.
Entretanto, avançam as obras de um novo supermercado, junto à piscina do Ginásio (Minipreço). Em Buarcos, em frente ao centro de saúde, decorrem trabalhos de terraplanagem para um espaço comercial com supermercado (do Grupo Sonae). Na Baixa da cidade, na rua da República, também progridem as obras para mais um supermercado (do Grupo Sonae). Em todos os casos, como se comprova, são espaços comerciais de conhecidos grupos nacionais e internacionais, tal como as restantes oito médias e grandes superfícies existentes na cidade.
O comércio tradicional sente-se ameaçado.
Só o Pingo Doce tem três lojas na cidade. Por sua vez, o Lidl tem duas, o Jumbo uma, o Intermarché uma e o E.Leclerc uma.
Perante a vaga de novas superfícies, têm-se levantado vozes contra, fazendo coro com os comerciantes locais. Os contestatários questionam a equação sobre os postos de trabalho gerados pelos recém-chegados e os que se perdem com o encerramento de espaços comerciais pré-existentes.
Na opinião pública e publicada figueirense debate-se, também, o impacte urbanístico e ambiental que as novas superfícies produzem nas zonas onde se instalam.
Por sua vez, a autarquia tem respondido que, ao licenciá-las, limita-se a cumprir a lei.
“O investimento privado na nossa cidade é bem-vindo e necessário. Cria postos de trabalho, aumenta a oferta de produtos e a concorrência estimula a melhoria da prestação dos serviços”, defende hoje em dclarações publicadas pelo jornal AS Beiras, Nuno Lopes, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) para o sector do comércio. “Enquanto defensora do comércio de proximidade, a ACIFF defende que estes investimentos deviam ser realizados na Baixa da cidade, contribuindo para o desenvolvimento do seu tecido empresarial e repovoamento das zonas históricas”.
No seu ponto de vista, “a instalação de grandes superfícies na periferia origina a dispersão dos consumidores, não contribuindo para o aumento da habitabilidade dos centros urbanos, que, na nossa opinião, passa por uma aposta clara na revitalização do comércio e recuperação imobiliária”.
Entretanto, ao que foi possível apurar pelo jornal AS BEIRAS, a Zara já não deverá instalar-se na Baixa, ao contrário do que foi avançado.
Até agora, não houve contactos formais e, ao que tudo indica, aquela loja-âncora não vai mesmo ostentar o seu símbolo na cidade, pelo menos nos próximos tempos...
Neste momento, na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
Não esquecer: dois dos portugueses mais ricos, são merceeiros...
Depois de dizer que não era candidata...
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| foto sacada daqui |
... Fernanda Lorigo é recandidata pelo PS a Quiaios!..
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Olá mar! Olá as tuas ondas!..
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| foto sacada daqui |
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| foto sacada daqui |
Já te vi de todas as formas, mas não posso dizer que te conheço.
Sabes que passo horas a observar-te, em especial as tuas ondas!
Mas, também as tuas cores, as aves que em ti habitam, os peixes que escondes, as plantas que fazes crescer, os animais que alimentas, a forma como te estendes no areal e até as tuas temperaturas.
E gosto de coleccionar notícias de ti...
E se a lista do ti´taide for esta?..
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| Miguel Pereira, a novidade. Cristão novo no PS. Funcionário da UGT. E missionário monteirista. |
2 -Carlos Monteiro
3 -Ana Carvalho
4 -Mafalda Azenha
5 -Nuno Cid
6 - Miguel Pereira
Nota de rodapé.
Se assim acontecer - e tudo indica que sim - nota-se, claramente, um reforço da linha monteirista, com a consequente perda de terreno do calculismo táctico político de João Portugal, Rui Duarte e Luís Ribeiro.
De notar, que João Paredes e José Iglésias não contaram nas autárquicas de 2017, pois demarcaram-se, há muito, deste processo eleitoral.
Pelos nomes acima, verifica-se que é, claramente, uma lista afecta a uma tendência do PS figueirense, logo nitidamente redutora e enfraquecida.
Vamos ver se dá para alcançar a maioria absoluta desejada pelo ti´ taide!..
No que se transformormou a Figueira nos últimos 40 anos!..
Como é que uma cidade, outrora conhecida como a Rainha das Praias de Portugal, chegou ao estado em que está?
Certamente não foi porque os autarcas que passaram pelo poder local eram comunistas...
Pode ter sido, porém, em parte, porque o João Baião, o David Carreira, a Merche Romero, o Futre, o Saul Ricardo, o Emanuel, foram reis e rainhas do Carnaval, Rita Pereira foi miss biquini, em 2002, e rainha do carnaval, em 2011, ou porque gastaram uma pipa de massa para trazer o "investidor" Figo para a Figueira, para ficar com o "Pecado", na Morraceira!..
Na Figueira, foram mudando os políticos, mas o Carnaval tem sido sempre o mesmo...
Pobre Figueira da Foz, uma das poucas terras que conheço, que pouco ou nada ganhou com a democracia.
Nos últimos anos, então, foi tão mal governada que não conseguiu travar a decadência.
Longe vão os tempos em que tínhamos aquele orgulho que vinha do final do século XIX.
Graças a alguns políticos mal conseguidos e a meia dúzia de famílias tão pobres, tão pobres, mas tão pobres e sem outros dotes além do dinheiro, o progresso económico acabou por morrer na Figueira da Foz.
A Figueira, hoje, é uma cidade e um concelho cada vez mais pobre.
Quem acompanhou a nossa cidade nos últimos 40 anos, sabe que em 2017, com Sunset e Desportos na Praia há menos turismo, menos indústria, menos desenvolvimento e, até, menos menos cultura.
Mas mais desemprego.
Uma vergonha!
Obrigado PS e PSD.
Obrigado a todos, em especial àquela meia dúzia de famílias, que de uma forma ou de outra, participaram neste ciclo de empobrecimento da Figueira.
Obrigado a todas as pessoas que constituem as famílias reais desta desgraçada Figueira, que a vão continuar a desgraçar com o seu voto em 1 de outubro próximo.
Bem hajam.
Bem aventurados os pobres de tudo, incluindo de espírito, pois será nosso o Reino dos Céus!
Certamente não foi porque os autarcas que passaram pelo poder local eram comunistas...
Pode ter sido, porém, em parte, porque o João Baião, o David Carreira, a Merche Romero, o Futre, o Saul Ricardo, o Emanuel, foram reis e rainhas do Carnaval, Rita Pereira foi miss biquini, em 2002, e rainha do carnaval, em 2011, ou porque gastaram uma pipa de massa para trazer o "investidor" Figo para a Figueira, para ficar com o "Pecado", na Morraceira!..
Na Figueira, foram mudando os políticos, mas o Carnaval tem sido sempre o mesmo...
Pobre Figueira da Foz, uma das poucas terras que conheço, que pouco ou nada ganhou com a democracia.
Nos últimos anos, então, foi tão mal governada que não conseguiu travar a decadência.
Longe vão os tempos em que tínhamos aquele orgulho que vinha do final do século XIX.
Graças a alguns políticos mal conseguidos e a meia dúzia de famílias tão pobres, tão pobres, mas tão pobres e sem outros dotes além do dinheiro, o progresso económico acabou por morrer na Figueira da Foz.
A Figueira, hoje, é uma cidade e um concelho cada vez mais pobre.
Quem acompanhou a nossa cidade nos últimos 40 anos, sabe que em 2017, com Sunset e Desportos na Praia há menos turismo, menos indústria, menos desenvolvimento e, até, menos menos cultura.Mas mais desemprego.
Uma vergonha!
Obrigado PS e PSD.
Obrigado a todos, em especial àquela meia dúzia de famílias, que de uma forma ou de outra, participaram neste ciclo de empobrecimento da Figueira.
Obrigado a todas as pessoas que constituem as famílias reais desta desgraçada Figueira, que a vão continuar a desgraçar com o seu voto em 1 de outubro próximo.
Bem hajam.
Bem aventurados os pobres de tudo, incluindo de espírito, pois será nosso o Reino dos Céus!
PJ investiga alteração ao PDM de Cascais suspeita de beneficiar fundo imobiliário
O caso está a ser investigado por suspeitas de "instrumentalização" da Fundação Aga Khan
A princípio o projeto prometia: a construção de uma academia da Fundação Aga Khan ia servir de âncora a um projeto imobiliário na zona de Birre, em Cascais. Câmara, fundação e dono do terreno, o fundo imobiliário Lusofundo, até assinaram um memorando de entendimento. Isto foi em 2014. Pelo caminho, a Aga Khan desistiu da ideia, mas o proprietário do terreno não, avançando com a intenção de urbanizar. O caso está a ser investigado pela Unidade Nacional contra a Corrupção da Polícia Judiciária e pelo DIAP de Lisboa, por suspeitas de "instrumentalização" da Fundação Aga Khan para justificar uma alteração à qualificação do terreno no Plano Diretor Municipal de Cascais.
Há duas semanas, além de buscas à Câmara de Cascais, a Judiciária fez ainda buscas na Norfin, entidade gestora do fundo Lusofundo, e na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, segundo informações recolhidas pelo DN junto de várias fontes.
O foco dos investigadores está na alteração ao plano diretor municipal, em 2014, que transformou um conjunto de terrenos agrícolas urbanizável em área urbana. Porém, segundo o presidente da autarquia Carlos Carreiras disse ao DN, com uma "capacidade construtiva menor do que a que existia no anterior PDM, uma vez que o terreno está numa área classificada como "estratégica e de desenvolvimento"".
As suspeitas à volta de todo o projeto começaram logo em 2014, aquando da assinatura do memorando, que previa uma reclassificação da área, "permitindo utilizações diferentes das atualmente em vigor". "A operação urbanística visa a criação de lotes urbanos e/ou parcelas independentes, compostos por uma área de construção aproximada de 160 mil m2", referia ainda o documento.
Tais indicações levaram a que muitos movimentos cívicos de Cascais começassem a questionar a decisão por suspeitas de uma megaurbanização às portas da praia do Guincho, paredes-meias com o Parque Natural Sintra-Cascais. "Nestes terrenos, o índice de construção é de 0,35, abaixo de outras áreas do concelho e isto já demonstrámos em tribunal noutros processos", garantiu, por sua vez, Carlos Carreiras.
Certo é que, em novembro de 2015, já depois de o presidente da câmara ter anunciado a saída do compromisso da Fundação Aga Khan, a Norfin avançou na mesma com um pedido de licenciamento para os terrenos, como consta do Relatório e Contas da Lusofundo de 2015. No documento, refere-se que o "processo de negociação" entre o fundo e a fundação Aga Khan "foi concluído sem se ter obtido uma base de entendimento viável para as partes interessadas", acrescentando-se que a 3 de novembro "deu entrada nos serviços municipais o processo de licenciamento da operação de loteamento".
O assunto foi, ainda antes das buscas da Judiciária, discutido numa reunião de câmara, em junho deste ano, durante a discussão e aprovação de uma moradia nos terrenos em causa. Clemente Alves, vereador do PCP, afirmou, segundo a ata da reunião, que a construção desta moradia era apenas uma "cunha" que a Norfin procurava abrir, "para depois assegurar que a porta ficará aberta para o cometimento do atentado ambiental que se pretende levar a cabo no espaço, onde antes esteve prevista a academia Aga Khan". Uma posição secundada por Maria Teresa Gago, vereadora socialista na autarquia, recordando que "quando houve a proposta da Fundação que tinha às cavalitas uma urbanização a ser construída ali", o PS também entendeu que tal era "o abrir de porta para construções futuras naquela zona". A vereadora acrescentou que o PS nada tinha contra a instalação da academia, mas o projeto para a construção de uma moradia era "o reflexo" de que não há a academia, mas mantém-se a construção.
Em resposta, Carlos Carreiras rejeitou a acusação do "abrir a porta", declarando que quem "escancarou a porta" foi o PS quando, em 1997, aprovou o anterior plano diretor municipal. "Aí, sim, estavam previstas grandes intervenções para naquela zona", referiu.
Mas, por que motivo é que a Fundação Aga Khan desistiu do projeto? Questionada pelo DN, a fundação declarou que a "desistência ficou a dever-se ao facto de, a dada altura do processo, se ter apercebido de que uma parte das forças vivas locais não apoiava qualquer tipo de construção naquele local".
Em algum momento, a Fundação Aga Khan sentiu-se usada, instrumentalizada para dar cobertura a um projeto imobiliário? "Não. A Fundação defendeu sempre um processo negocial transparente e claro", foi a resposta obtida pelo DN.
As dúvidas sobre esta desistência mantêm-se, porém, tendo em conta declarações de Carlos Carreiras ao DN. Segundo o autarca, "a academia estava a negociar com outros municípios". Porém, continuou o presidente da Câmara de Cascais, "as intenções que manifestaram inicialmente tinham o nosso interesse". "As que que colocaram no final já não eram assim e não vou dizer mais, porque não quero ofender a rede Aga Khan", concluiu o autarca.
A princípio o projeto prometia: a construção de uma academia da Fundação Aga Khan ia servir de âncora a um projeto imobiliário na zona de Birre, em Cascais. Câmara, fundação e dono do terreno, o fundo imobiliário Lusofundo, até assinaram um memorando de entendimento. Isto foi em 2014. Pelo caminho, a Aga Khan desistiu da ideia, mas o proprietário do terreno não, avançando com a intenção de urbanizar. O caso está a ser investigado pela Unidade Nacional contra a Corrupção da Polícia Judiciária e pelo DIAP de Lisboa, por suspeitas de "instrumentalização" da Fundação Aga Khan para justificar uma alteração à qualificação do terreno no Plano Diretor Municipal de Cascais.
Há duas semanas, além de buscas à Câmara de Cascais, a Judiciária fez ainda buscas na Norfin, entidade gestora do fundo Lusofundo, e na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, segundo informações recolhidas pelo DN junto de várias fontes.
O foco dos investigadores está na alteração ao plano diretor municipal, em 2014, que transformou um conjunto de terrenos agrícolas urbanizável em área urbana. Porém, segundo o presidente da autarquia Carlos Carreiras disse ao DN, com uma "capacidade construtiva menor do que a que existia no anterior PDM, uma vez que o terreno está numa área classificada como "estratégica e de desenvolvimento"".
As suspeitas à volta de todo o projeto começaram logo em 2014, aquando da assinatura do memorando, que previa uma reclassificação da área, "permitindo utilizações diferentes das atualmente em vigor". "A operação urbanística visa a criação de lotes urbanos e/ou parcelas independentes, compostos por uma área de construção aproximada de 160 mil m2", referia ainda o documento.
Tais indicações levaram a que muitos movimentos cívicos de Cascais começassem a questionar a decisão por suspeitas de uma megaurbanização às portas da praia do Guincho, paredes-meias com o Parque Natural Sintra-Cascais. "Nestes terrenos, o índice de construção é de 0,35, abaixo de outras áreas do concelho e isto já demonstrámos em tribunal noutros processos", garantiu, por sua vez, Carlos Carreiras.
Certo é que, em novembro de 2015, já depois de o presidente da câmara ter anunciado a saída do compromisso da Fundação Aga Khan, a Norfin avançou na mesma com um pedido de licenciamento para os terrenos, como consta do Relatório e Contas da Lusofundo de 2015. No documento, refere-se que o "processo de negociação" entre o fundo e a fundação Aga Khan "foi concluído sem se ter obtido uma base de entendimento viável para as partes interessadas", acrescentando-se que a 3 de novembro "deu entrada nos serviços municipais o processo de licenciamento da operação de loteamento".
O assunto foi, ainda antes das buscas da Judiciária, discutido numa reunião de câmara, em junho deste ano, durante a discussão e aprovação de uma moradia nos terrenos em causa. Clemente Alves, vereador do PCP, afirmou, segundo a ata da reunião, que a construção desta moradia era apenas uma "cunha" que a Norfin procurava abrir, "para depois assegurar que a porta ficará aberta para o cometimento do atentado ambiental que se pretende levar a cabo no espaço, onde antes esteve prevista a academia Aga Khan". Uma posição secundada por Maria Teresa Gago, vereadora socialista na autarquia, recordando que "quando houve a proposta da Fundação que tinha às cavalitas uma urbanização a ser construída ali", o PS também entendeu que tal era "o abrir de porta para construções futuras naquela zona". A vereadora acrescentou que o PS nada tinha contra a instalação da academia, mas o projeto para a construção de uma moradia era "o reflexo" de que não há a academia, mas mantém-se a construção.
Em resposta, Carlos Carreiras rejeitou a acusação do "abrir a porta", declarando que quem "escancarou a porta" foi o PS quando, em 1997, aprovou o anterior plano diretor municipal. "Aí, sim, estavam previstas grandes intervenções para naquela zona", referiu.
Mas, por que motivo é que a Fundação Aga Khan desistiu do projeto? Questionada pelo DN, a fundação declarou que a "desistência ficou a dever-se ao facto de, a dada altura do processo, se ter apercebido de que uma parte das forças vivas locais não apoiava qualquer tipo de construção naquele local".
Em algum momento, a Fundação Aga Khan sentiu-se usada, instrumentalizada para dar cobertura a um projeto imobiliário? "Não. A Fundação defendeu sempre um processo negocial transparente e claro", foi a resposta obtida pelo DN.
As dúvidas sobre esta desistência mantêm-se, porém, tendo em conta declarações de Carlos Carreiras ao DN. Segundo o autarca, "a academia estava a negociar com outros municípios". Porém, continuou o presidente da Câmara de Cascais, "as intenções que manifestaram inicialmente tinham o nosso interesse". "As que que colocaram no final já não eram assim e não vou dizer mais, porque não quero ofender a rede Aga Khan", concluiu o autarca.
Cabedelo, mar e terra
Neste mar do Cabedelo, agora aparentemente calmo,
advinha-se alguma tormenta e muito dano,
talvez mesmo, a morte da onda apercebida!..
Na terra deste Cabedelo, ainda tão humano,
advinha-se muita luta e muito engano...
Mas, há tanta gente ainda adormecida!..
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Querem transformar a vila de Buarcos na Veneza portuguesa?..
Como a ANC-Caralhete News tinha anunciado, em devido tempo, isto é, antes da revisão do PDM, cá está a mercearia e a impermeabilização dos solos.
A luta tem de continuar...
Embora possam ser treinadas, as nossas capacidades são contingentes.
Há quem seja vidente.
Há quem seja clarividente.
Há quem peregrine por causa de aparições.
Há quem seja, apenas, atento e persistente.
Há dias em que penso assim.À medida que os anos passaram, apesar de me considerar um gajo bem disposto, creio que fui deixando pelo caminho alguma capacidade de sorrir.
E porquê?
Porque a vida se encarregou de me retirar essa capacidade.
Ela tem dias tão chatos e os preconceitos tantos, que me foi matando alguma capacidade de superação das contrariedades.
Mas, a luta, também aqui, continua!..
Freguesias figueirenses: o tempo já não está para ingenuidades......
“São Julião Forever” , uma crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS, por Isabel Maranha Cardoso, economista. Passo a citar.
"Após a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica e a terminar os 4 anos de mandatos políticos conferidos pelo povo, na Figueira passou-se de 18 Assembleias de Freguesia para 14, extinguindo-se Brenha, Borda do Campo, Santana e São Julião, era tempo, julgo, de avaliarmos o “modelo” imposto, à revelia das regras da democracia, das agregações, fusões e extinções. O Governo afirmou os seus propósitos desde o início ao dizer “corrigir os erros da extinção de freguesias a regra e esquadro” defendendo um “princípio de avaliação” apenas para “correção de erros manifestos”. No silêncio da iniciativa partidária, sendo o assunto incómodo para todos, todos sublinho, dos que fizeram aos que deixaram fazer…, um cidadão figueirense levou a cabo uma petição popular congregando uma vontade de mudança, a reposição das 2 Freguesias da Figueira, a de Buarcos e a de São Julião. Exercendo por certo um direito de cidadania, a petição ditou igualmente a avaliação feita ao “modelo” ao pedir a reposição do anterior. Embora a unanimidade desejada não tenha sido possível, os Partidos cumpriram satisfatoriamente o seu papel ao reconhecerem a legitimidade da petição. Chegando à Figueira, vindos da A14, um sinal de trânsito antes da 1.ª rotunda, premonitoriamente mantém-se grafitado com “São Julião Forever”! Persiste num verde bem vivo como que a indicar-nos a reposição das “velhas” Freguesias. Afinal nem os sinais do tempo, nem a vontade de mudança nos farão perder a esperança!"
Nota de rodapé.
Antes do mais, a meu ver, neste assunto que envolve algum melindre para os Partidos, convém esclarecer que aquilo que, em 2012, Miguel Almeida, com a colaboração do Movimento 100% e o alheamento do PS, impôs às freguesias figueirenses, não foi uma reforma político-administrativa, mas, apenas um conjunto de alterações avulsas, coercivas e apressadamente gizadas, feitas à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento (ME), celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), e com o acordo do PSD e CDS-PP.
Não sou defensor de que tudo, nomeadamente no que concerne às organizações humanas, é eterno.
Daí, encarar como perfeitamente natural reformas dos sistemas político-administrativos. Contudo, essas reformas têm de assentar em estudos fundamentados e tendo em conta a realidade.
Reformas político-administrativas coerentes e sérias, só se justificam quando ocorrem três condições fundamentais: necessidade comprovada de reforma (através do resultado de trabalhos científicos, do debate e acção política e de comparações/imposições internacionais), existência de tempo e de recursos para promover a reforma mais adequada às circunstâncias e, finalmente, vontade de promover a reforma por uma via democrática no referencial constitucional em vigor.
Em 2012, creio que não será estultícia apontar que não se verificou nenhuma das três condições formuladas (salvo a imposição da Troika, que não é coisa pouca).
Aceito que há sempre o momento para pormos em causa tudo o que até aqui fizemos.
Uma altura para fazermos um balanço, de preferência, o mais desapaixonadamente possível.
Ponderar tudo que ocorreu, para sabermos como estamos e como aqui chegámos.
Não falo de arrependimentos, mas de olhar a vida de frente.
No caso concrecto da Figueira, continuo a pensar o mesmo: colocar a questão em 18, 10 ou apenas uma freguesia, quanto a mim, é um falso problema.
A meu ver, a verdadeira questão é: para que servem as freguesias?..
E como servem!..
E a quem servem...
"Após a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica e a terminar os 4 anos de mandatos políticos conferidos pelo povo, na Figueira passou-se de 18 Assembleias de Freguesia para 14, extinguindo-se Brenha, Borda do Campo, Santana e São Julião, era tempo, julgo, de avaliarmos o “modelo” imposto, à revelia das regras da democracia, das agregações, fusões e extinções. O Governo afirmou os seus propósitos desde o início ao dizer “corrigir os erros da extinção de freguesias a regra e esquadro” defendendo um “princípio de avaliação” apenas para “correção de erros manifestos”. No silêncio da iniciativa partidária, sendo o assunto incómodo para todos, todos sublinho, dos que fizeram aos que deixaram fazer…, um cidadão figueirense levou a cabo uma petição popular congregando uma vontade de mudança, a reposição das 2 Freguesias da Figueira, a de Buarcos e a de São Julião. Exercendo por certo um direito de cidadania, a petição ditou igualmente a avaliação feita ao “modelo” ao pedir a reposição do anterior. Embora a unanimidade desejada não tenha sido possível, os Partidos cumpriram satisfatoriamente o seu papel ao reconhecerem a legitimidade da petição. Chegando à Figueira, vindos da A14, um sinal de trânsito antes da 1.ª rotunda, premonitoriamente mantém-se grafitado com “São Julião Forever”! Persiste num verde bem vivo como que a indicar-nos a reposição das “velhas” Freguesias. Afinal nem os sinais do tempo, nem a vontade de mudança nos farão perder a esperança!"
Nota de rodapé.
Antes do mais, a meu ver, neste assunto que envolve algum melindre para os Partidos, convém esclarecer que aquilo que, em 2012, Miguel Almeida, com a colaboração do Movimento 100% e o alheamento do PS, impôs às freguesias figueirenses, não foi uma reforma político-administrativa, mas, apenas um conjunto de alterações avulsas, coercivas e apressadamente gizadas, feitas à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento (ME), celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), e com o acordo do PSD e CDS-PP.
Não sou defensor de que tudo, nomeadamente no que concerne às organizações humanas, é eterno.
Daí, encarar como perfeitamente natural reformas dos sistemas político-administrativos. Contudo, essas reformas têm de assentar em estudos fundamentados e tendo em conta a realidade.
Reformas político-administrativas coerentes e sérias, só se justificam quando ocorrem três condições fundamentais: necessidade comprovada de reforma (através do resultado de trabalhos científicos, do debate e acção política e de comparações/imposições internacionais), existência de tempo e de recursos para promover a reforma mais adequada às circunstâncias e, finalmente, vontade de promover a reforma por uma via democrática no referencial constitucional em vigor.
Em 2012, creio que não será estultícia apontar que não se verificou nenhuma das três condições formuladas (salvo a imposição da Troika, que não é coisa pouca).
Aceito que há sempre o momento para pormos em causa tudo o que até aqui fizemos.
Uma altura para fazermos um balanço, de preferência, o mais desapaixonadamente possível.
Ponderar tudo que ocorreu, para sabermos como estamos e como aqui chegámos.
Não falo de arrependimentos, mas de olhar a vida de frente.
No caso concrecto da Figueira, continuo a pensar o mesmo: colocar a questão em 18, 10 ou apenas uma freguesia, quanto a mim, é um falso problema.
A meu ver, a verdadeira questão é: para que servem as freguesias?..
E como servem!..
E a quem servem...
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Fogo em Quiaos...
Deflagrou pelas 15 horas um incêndio em Quiaios.
Via Figueira TV
De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), pelas 16:30, o combate às chamas mobilizava 235 operacionais, apoiados por 58 viaturas, além dos 11 meios aéreos.
Via Diário de Notícias
Via Figueira TV
De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), pelas 16:30, o combate às chamas mobilizava 235 operacionais, apoiados por 58 viaturas, além dos 11 meios aéreos.
Via Diário de Notícias
Pensem, pelo menos um pouco...
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| Imagem sacada daqui |
A meu ver, pretende transmitir algo para a mente e a ideia dos figueirenses, que o lirismo serôdio e acéfalo, da maioria deles, aceita sem pestanejar.
De harmonia com a tal ideia dominante, na Figueira e no Pais, existe um cenário democrático, de convívio fácil, aberto e fraterno, entre eleitores e eleitos.
Isto é, na representação política existe um vínculo directo entre eleitores e eleitos.
Porém, em rigor, esse vínculo, na Figueira, não é - aliás, nunca foi - directo, palpável e, muito menos, objectivo.
Embora, para alguns, pareça, o vínculo entre eleitores e eleitos, em especial neste 4 anos de maioria absoluta de João Albino Ataíde, foi sempre mediado pela força - fosse ela a bruta. Fosse a verbal.
Também, é certo, por algum consenso - esse obtido, pela adesão incondicional e interesseira de alguns (poucos...) ou pela alienação da maioria.
Observem a gestão destes 4 de maioria absoluta de Joaõa Albino Ataíde, nos últimos 4 anos e digam, no momento próprio, de sua justiça...
Nos 8 anos passados, para este candidato, o enterro não foi o único compromisso social inadiável?..
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| Imagem sacada daqui |
Será que ele quer dizer que o seu compromisso solene é, apenas, com a Figueira?
Será que ele quer dizer, que devemos remar todos no mesmo sentido para que a Figueira reencontre novamente o caminho, 8 anos adiado (em grande parte por culpa dele), do sucesso?
Para resumir, digo que isto me preocupa.
Lembra-me outro tempo...
O tempo da homilia salazarenta e do caminho único...
De União Nacional!..
Na Figueira, quase 246 anos depois do seu nascimento, continua a ser oportuno recordar Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica...
Hoje, na sua habitual crónica das segundas-feiras no jornal AS BEIRAS, Teotónio Cavaco, deputado municipal do PSD, fala de Manuel Fernandes Tomaz.
"A morte de Manuel Fernandes Tomaz, a 19 de novembro de 1822, impediu-o de continuar a sua luta em prol de um Portugal mais justo, mais livre, mais elevado, mas também o preservou de assistir à incapacidade dos seus contemporâneos em aplicar as bases da Declaração dos Direitos do Homem, fundamento principal da “sua” Constituição de 1822. Manuel Fernandes Tomaz é reconhecido como o honrado e austero liberal que libertou o nosso País do jugo estrangeiro, liderando uma revolução “que se fez por aclamação, porque ninguém a ela naquele tempo se opôs e foi universalmente recebida e festejada como a restauradora da pública felicidade”, de acordo com José Liberato Freire de Carvalho, e iniciando, com a Constituição de 1822, “a organização jurídica da democracia”, segundo Joaquim de Carvalho. Quase 195 anos após a sua morte, será desapropriado ou demagógico chamar-lhe “o mais ilustre de todos os fi gueirenses”? Nós, como sociedade democrática - a qual está, assim, por imperativo ideológico, baseada em valores (como o da tolerância, da cooperação, do compromisso, por exemplo, conforme nos mostrou Fernandes Tomaz) -, todos juntos, não conseguiremos trabalhar com o intuito de, em 2020, por ocasião do duplo centenário da Revolução-mãe, centrarmos na Figueira da Foz, terra natal de Manuel Fernandes Tomaz, as comemorações nacionais desta épica efeméride?"
"Conseguiremos?", é a pergunta de Teotónio Cavaco.
Pois, eu não sei e tenho muitas dúvidas.
Entretanto, há muita trabalho pela frente.
A Figueira é o berço do Patriarca da Liberdade e uma Terra aberta e disponível para a democracia.
Contudo, isto, da democracia, tem muito que se lhe diga.
Quase 246 anos depois do seu nascimento, como entender e aceitar que tivessem sido impostas e realizadas, por um executivo camarário PS, com maioria absoluta, tendo como presidente de Câmara o Dr. João Ataíde, reuniões camarárias à porta fechada?..
Ele há males que vêm por bem e bens que vêm por mal.
Um destes é a maioria absoluta...Tenham juízo, portanto, no próximo dia 1 de outubro...
Por obra e graça do senhor que ocupa o cargo de presidente da câmara de uma cidade com tradições democráticas e aos vereadores que aprovaram a novidade, pós 25 de Abril de 1974, recordo que na Figueira a primeira reunião de Câmara, em cada mês, ficou vedada à presença de público e imprensa.
Lembro ao eleitorado figueirenses que quem se deixa chicotear, merece-o...
Noto, com preocupação, que na Figueira a Liberdade foi ameaçada e a cidade de Manuel Fernandes Tomaz, PATRIARCA DA LIBERDADE,o mais ilustre de todos os figueirenses, não soube lutar por Ela. Na minha opinião, a começar pela maioria dos eleitos nas últimas eleições. O que não me admira, pois “A QUALIDADE DOS NOSSOS POLÍTICOS É O REFLEXO DO PADRÃO ÉTICO DOS ELEITORES”.
Recordar Manuel Fernandes Thomaz, um figueirense que «fez à Pátria mui relevantes serviços, e morreu pobre» é uma obrigação de todos nós.
Porém, a meu ver, não deve ser apenas no dia 24 de agosto de cada ano: hoje e sempre, "...vale a pena celebrar a liberdade, relembrar a biografia deste figueirense ímpar da História, a dimensão do corajoso e impoluto lutador pela liberdade, um homem livre, honrado e de bons costumes. O seu exemplo persiste e serve de referência ..." [palavras proferidas por José Guedes Correia. Jornal O Figueirense, 27/08/2010, p. 14]
A Figueira é uma terra cruel.
Foi preciso morrer na miséria e na amargura para, postumamente, reconhecerem o devido valor a Manuel Fernandes Tomaz...
"A morte de Manuel Fernandes Tomaz, a 19 de novembro de 1822, impediu-o de continuar a sua luta em prol de um Portugal mais justo, mais livre, mais elevado, mas também o preservou de assistir à incapacidade dos seus contemporâneos em aplicar as bases da Declaração dos Direitos do Homem, fundamento principal da “sua” Constituição de 1822. Manuel Fernandes Tomaz é reconhecido como o honrado e austero liberal que libertou o nosso País do jugo estrangeiro, liderando uma revolução “que se fez por aclamação, porque ninguém a ela naquele tempo se opôs e foi universalmente recebida e festejada como a restauradora da pública felicidade”, de acordo com José Liberato Freire de Carvalho, e iniciando, com a Constituição de 1822, “a organização jurídica da democracia”, segundo Joaquim de Carvalho. Quase 195 anos após a sua morte, será desapropriado ou demagógico chamar-lhe “o mais ilustre de todos os fi gueirenses”? Nós, como sociedade democrática - a qual está, assim, por imperativo ideológico, baseada em valores (como o da tolerância, da cooperação, do compromisso, por exemplo, conforme nos mostrou Fernandes Tomaz) -, todos juntos, não conseguiremos trabalhar com o intuito de, em 2020, por ocasião do duplo centenário da Revolução-mãe, centrarmos na Figueira da Foz, terra natal de Manuel Fernandes Tomaz, as comemorações nacionais desta épica efeméride?"
"Conseguiremos?", é a pergunta de Teotónio Cavaco.
Pois, eu não sei e tenho muitas dúvidas.
Entretanto, há muita trabalho pela frente.
A Figueira é o berço do Patriarca da Liberdade e uma Terra aberta e disponível para a democracia.
Contudo, isto, da democracia, tem muito que se lhe diga.
Quase 246 anos depois do seu nascimento, como entender e aceitar que tivessem sido impostas e realizadas, por um executivo camarário PS, com maioria absoluta, tendo como presidente de Câmara o Dr. João Ataíde, reuniões camarárias à porta fechada?..
Ele há males que vêm por bem e bens que vêm por mal.
Um destes é a maioria absoluta...Tenham juízo, portanto, no próximo dia 1 de outubro...
Por obra e graça do senhor que ocupa o cargo de presidente da câmara de uma cidade com tradições democráticas e aos vereadores que aprovaram a novidade, pós 25 de Abril de 1974, recordo que na Figueira a primeira reunião de Câmara, em cada mês, ficou vedada à presença de público e imprensa.
Lembro ao eleitorado figueirenses que quem se deixa chicotear, merece-o...
Noto, com preocupação, que na Figueira a Liberdade foi ameaçada e a cidade de Manuel Fernandes Tomaz, PATRIARCA DA LIBERDADE,o mais ilustre de todos os figueirenses, não soube lutar por Ela. Na minha opinião, a começar pela maioria dos eleitos nas últimas eleições. O que não me admira, pois “A QUALIDADE DOS NOSSOS POLÍTICOS É O REFLEXO DO PADRÃO ÉTICO DOS ELEITORES”.
Recordar Manuel Fernandes Thomaz, um figueirense que «fez à Pátria mui relevantes serviços, e morreu pobre» é uma obrigação de todos nós.
Porém, a meu ver, não deve ser apenas no dia 24 de agosto de cada ano: hoje e sempre, "...vale a pena celebrar a liberdade, relembrar a biografia deste figueirense ímpar da História, a dimensão do corajoso e impoluto lutador pela liberdade, um homem livre, honrado e de bons costumes. O seu exemplo persiste e serve de referência ..." [palavras proferidas por José Guedes Correia. Jornal O Figueirense, 27/08/2010, p. 14]
A Figueira é uma terra cruel.
Foi preciso morrer na miséria e na amargura para, postumamente, reconhecerem o devido valor a Manuel Fernandes Tomaz...
domingo, 30 de julho de 2017
Entre as Lagoas das Braças e da Vela
Digam o que disserem, a ideia de que isto que está patente na foto, não envolve perigo, neste caso, não chega sequer a ser ideia...
Recordar a conviver, é caminhar acompanhado de volta ao curso de um rio que secou...
Todos nós, vivemos com as nossas memórias e não as podemos apagar!
Por um lado, há umas que não queremos de todo apagar, por outro existem umas outras que não conseguimos afastá-las de nós. Há que conviver saudavelmente com todas elas...
Fazem parte integral de nós!
Ontem à noite, o tempo voltou para trás, pelo menos, 34 anos...
Gostei.
As fotos são do Manuel Correia. Podem ser vistas todas aqui.
Mais do mesmo...
MUDAR JÁ, O QUÊ?
Tenreiro, com a sua candidatura política não vai mudar nada na vida da Figueira.
É mais um que pensa que uma candidatura política pode mudar é a sua vida.
No que diz respeito ao caso da mudança de nomes na lista do PSD à câmara da Figueira da Foz, pouco já há a dizer.
Mas, algo há a reflectir.
A coisa foi estranha.
Ponto final.
O candidato Tenreiro, já estava armado em senhor presidente da Câmara Municipal João Ataíde.
Abdicou dessa condição, não por análise e determinação da sua pessoa, mas por imposição e determinação do partido político pelo qual vai concorrer.
Há diferença?
Há.
Como veremos no futuro breve.
A cópia não me parece pirata.
Parece-me copiada do disco original!..
Pela imensa saudade do Paredes. Pela extraordinária música. Por nós. Bom dia...
Que a música de Carlos Paredes, nesta manhã de domingo, ajude a acontecer um dia que mereça ser cantado e celebrado.
Que faça renascer a alegria.
Que colabore no ressuscitar das gentes e da terra.
Que haja agitação nas águas do mar.
Que se perceba que a Liberdade nunca está definivamente conquistada e que é um processo contínuo.
E, quem pensar o contrário, está profundamente enganado.
sábado, 29 de julho de 2017
Os bastidores da decadência politica local, nos partidos do arco do poder...
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| António Tavares, o estratega maquiavélico |
Estão a tentar impor Mafalda Azenha mulher do Mário Paiva (ex-presidente da JS).
O agora Chefe de Gabinete, Castelo Branco, não tem apoio de nenhuma das sensibilidades do Partido. Todos o consideram uma raposa solitária, subserviente ao Presidente e, sobretudo, ao poder, parecendo o mordomo da série inglesa Downton Abbey.
O quarto lugar está assegurado a Nuno Gonçalves (conhecido por Cid de Montemor).
O nome de Nuno Cid, não sofre qualquer contestatação , por pertencer à mesma "congregação discreta de fé" (*) do Presidente e de outros elementos ligados ao PS e ao PSD.
Actualmente é administrador da empresa municipal Figueira Domus. A sua nomeação para este lugar foi pacífica, ainda que no currículo tenha apenas como experiência a de colaborador da empresa Quadromor, pertencente ao sogro e em processo de insolvência. Nesta empresa trabalhou também outro montemorense - o actual adjunto do Presidente - José Fernando, que está de saida para a Fundação Bissaya Barreto (coisas da "congregação discreta de fé - Fernandes Tomaz) (*).
A não inclusão na lista do actual Chefe de Gabinete, abre uma dificuldade a Ataíde, que precisa de mais um fiel seguidor nos primeiros cinco lugares. O edil rejeita a possibilidade da entrada da Mafalda Azenha para quinto lugar, nem que tenha que "cruxificar" o sexto lugar atribuido a uma crente da "congregaçao discreta de fé" - Marina Gomes da Silva, que nas últimas eleições já ocupou o sexto da lista.
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| Castelo Branco, não tem apoio de nenhuma das sensibilidades do Partido. |
Contudo, os monteiristas não aceitam o sexto lugar para a Mafalda e exigem o quinto.
Nisto tudo, não podemos esquecer as eleicões internas para a concelhia do PS, que se vão realizar até final do ano.
Monteiro é candidato, porque quer ser candidato à Câmara daqui a quatro anos.
A ANC-Caralhete News, também apurou que Ataíde, por sugestão de Tavares (estratega maquiavélico) apresentou como última proposta, para ocupar o quinto lugar, o nome de Alexandre Nunes.
Quem é?
É o actual director da Acção Social e Educação da Câmara, quem tem tabalhado com o Vereador António Tavares.
Alexandre Nunes, é psicólogo, oriundo de Coimbra, pertence aos quadros da autarquia e é militante do PS, em Coimbra: é discreto e leal ao poder, o que dá segurança a Ataíde e possibilita controlar os monteiristas.
E vão assim os bastidores da decadência politica local, nos partidos do arco do poder: de um lado chove. No outro troveja.
(*) - ver "Segredos da M3açonaria Portuguesa", do autor António Jose Vilela.
E se a lista do PS for esta?..
1. João Ataíde.
2. Carlos Monteiro.
3. Ana Carvalho.
4. Tiago Castelo Branco (ou Nuno Gonçalves).
5. Nuno Gonçalves (ou Tiago Castelo Branco).
Estou no Cabedelo, onde uma prancha de surf é uma prancha de surf.
Não é uma viola. Muito menos, um skate ou um taco de golf.
O que pode uma máscara!..
Cá, não obstante a retórica sobre desafios e horizontes, o futuro vai continuar a ser mais do mesmo: "passados recauchutados".
Mais tarde, ou mais cedo, terá como consequência a falência ecológica da espécie autóctone.
Passará por aí a salvação política de alguns...
O natal, é quando alguém quiser.
Não há espírito, como o espírito natalício...
Que subsista a ilusão.
Amores perfeitos, são flores.
O povo é o motivo fundamental e a condição da democracia.
Porém, o povo (a síntese da comunidade imaginada em juízo e ordem), não existe.
O que existe é um concreto repelente, a multidão em rebanho.
Umas vezes, sob a forma de procissão largada na rua. Outras vezes, sob a forma de turba camuflada em cerimónias de chá canasta, perante o olhar observador e atento das senhoras, e conversas de salão...
Não é por acaso, nada acontece por acaso, que no jogo chamado democracia, o voto expresso obriga a uma cruz!..
Mais tarde, ou mais cedo, terá como consequência a falência ecológica da espécie autóctone.
Passará por aí a salvação política de alguns...
O natal, é quando alguém quiser.
Não há espírito, como o espírito natalício...
Que subsista a ilusão.
Amores perfeitos, são flores.
O povo é o motivo fundamental e a condição da democracia.
Porém, o povo (a síntese da comunidade imaginada em juízo e ordem), não existe.
O que existe é um concreto repelente, a multidão em rebanho.
Umas vezes, sob a forma de procissão largada na rua. Outras vezes, sob a forma de turba camuflada em cerimónias de chá canasta, perante o olhar observador e atento das senhoras, e conversas de salão...
Não é por acaso, nada acontece por acaso, que no jogo chamado democracia, o voto expresso obriga a uma cruz!..
A tentativa fracassada da candidatura de Carlos Tenreiro...
Mais uma vez acertámos...
O que temos acertado tem sido obtido através de esforço.
É um risco, dir-me-ão: todas as previsões podem falhar!
Mas, algumas, não podem.
Era esta a lista de Carlos Tenreiro até quarta-feira à noite, conforme divulgámos na manhã de quinta.
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Graça Pinto
4- Ricardo Silva
5- Paula Carrinho
6- Manuel Domingues
7- Membro a indicar pela JSD
Como dizia Alfredo Mendez, "todo es real, pero nada es verdadero".
Depois da noite atribulada de quarta para quinta-feira, Ana Oliveira, deputada da Nação, membro do Conselho Nacional do PSD e deputada municipal na Figueira da Foz, de "esquecida" passou a número 3 na lista para a Câmara, que ficou ficou assim.
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Ana Oliveira
4- Ricardo Silva
O que impossibiltou a sua apresentação, tal como está escrito na peça inserta na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, foi a resistência da concelhia social democrata.
Não foi a "a divulgação "pública" prévia num blog"!
Quem conhece o jogo político, sabe que os anjinhos ou os santos, morrem nas cascas...
Quem aceita "jogar", sabe que nenhuma fonte é bacteriologicamente pura...
Contudo, o segredo da criatividade, é saber como esconder as fontes.
Como já deu para perceber OUTRA MARGEM tem fontes em vários quadrantes políticos.
E, o essencial, mais uma vez, é que aquilo que, por antecipação, foi tornado público e era verdade, até o evoluir dos desenvolvimentos políticos no interior do PSD/Figueira, obrigar a ter de ser descartável, por Carlos Tenreiro não ter tido condições políticas para fazer vingar as suas ideias...
Se isso causou azia, deu jeito, ou favoreceu alguém, não são contas do rosário deste espaço, onde a opinião é responsável, verdadeira e independente...
Lamentável, isso sim, é a forma como se faz política na Figueira...
E não me estou a referir a esta ou aquela candidatura em especial...
Ao tornar público estas manobras de bastidores, como temos tornado outras noutros partidos, o único objectivo que tenho é tornar transparente a miséria que é o mundo da política figueirinhas...
Se preferem e querem matar o mensageiro, força, tentem...
Já ando a resistir há 43 anos. Desde a década de 70 do século passado, no Barca Nova e no Linha do Oeste.
Começo a acreditar que devo descender dos paquidermes...
"Fait divers", infelizmente, começa a ser a candidatura do Carlos Tenreiro: anunciar a divulgação de uma lista, com antecedência de vários dias, e no dia ter ZERO (além do que já se sabia) para apresentar foi uma tentativa fracassada...
E oxalá me engane, mas uma tentativa fracassada costuma ser o primeiro passo para o fracasso total.
No dia 1 de outubro próximo, muita gente vai meditar se vale a pena votar útil em inúteis fingidos de úteis?
Quem avisa, amigo é...
O que temos acertado tem sido obtido através de esforço.
É um risco, dir-me-ão: todas as previsões podem falhar!
Mas, algumas, não podem.
Era esta a lista de Carlos Tenreiro até quarta-feira à noite, conforme divulgámos na manhã de quinta.
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Graça Pinto
4- Ricardo Silva
5- Paula Carrinho
6- Manuel Domingues
7- Membro a indicar pela JSD
Como dizia Alfredo Mendez, "todo es real, pero nada es verdadero".
Depois da noite atribulada de quarta para quinta-feira, Ana Oliveira, deputada da Nação, membro do Conselho Nacional do PSD e deputada municipal na Figueira da Foz, de "esquecida" passou a número 3 na lista para a Câmara, que ficou ficou assim.
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Ana Oliveira
4- Ricardo Silva
O que impossibiltou a sua apresentação, tal como está escrito na peça inserta na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, foi a resistência da concelhia social democrata.
Não foi a "a divulgação "pública" prévia num blog"!
Quem conhece o jogo político, sabe que os anjinhos ou os santos, morrem nas cascas...
Quem aceita "jogar", sabe que nenhuma fonte é bacteriologicamente pura...
Contudo, o segredo da criatividade, é saber como esconder as fontes.
Como já deu para perceber OUTRA MARGEM tem fontes em vários quadrantes políticos.
E, o essencial, mais uma vez, é que aquilo que, por antecipação, foi tornado público e era verdade, até o evoluir dos desenvolvimentos políticos no interior do PSD/Figueira, obrigar a ter de ser descartável, por Carlos Tenreiro não ter tido condições políticas para fazer vingar as suas ideias...
Se isso causou azia, deu jeito, ou favoreceu alguém, não são contas do rosário deste espaço, onde a opinião é responsável, verdadeira e independente...
Lamentável, isso sim, é a forma como se faz política na Figueira...
E não me estou a referir a esta ou aquela candidatura em especial...
Ao tornar público estas manobras de bastidores, como temos tornado outras noutros partidos, o único objectivo que tenho é tornar transparente a miséria que é o mundo da política figueirinhas...
Se preferem e querem matar o mensageiro, força, tentem...
Já ando a resistir há 43 anos. Desde a década de 70 do século passado, no Barca Nova e no Linha do Oeste.
Começo a acreditar que devo descender dos paquidermes...
"Fait divers", infelizmente, começa a ser a candidatura do Carlos Tenreiro: anunciar a divulgação de uma lista, com antecedência de vários dias, e no dia ter ZERO (além do que já se sabia) para apresentar foi uma tentativa fracassada...
E oxalá me engane, mas uma tentativa fracassada costuma ser o primeiro passo para o fracasso total.
No dia 1 de outubro próximo, muita gente vai meditar se vale a pena votar útil em inúteis fingidos de úteis?
Quem avisa, amigo é...
sexta-feira, 28 de julho de 2017
As mulheres e a política na Figueira...
Não sei, mas gostava de saber, quantos tipos de mulher existem.
Sei que existem alguns.
Alguns deles com variações ligeiras.
E sei que, ao longo da vida, o tipo de mulher que mais tenho encontrado, é a-mulher-que-gosta-muito-muito-muito-muito-muito-de-complicar.
Longe de ser um defeito, é uma virtude.
Não sei é se há remédio para tanta virtude.
Quando falo de remédio, obviamente, que não estou a referir-me à paciência que tenho tido...
Parece que não tem a nada a ver, mas tem...
Pergunto-me:
O senhor Carlos Tenreiro é equivalente ao senhor João Ataíde?
Não há mais nomes a considerar nas próximas autárquicas na Figueira?
Há.
Mas, para os figueirinhas é como se não houvesse.
A política na Figueira é isto: a redução.
O que consubstancia a tragédia em que vivemos mergulhados há dezenas de anos na Figueira.
Votar "útil" sempre, também cansa...
No contexto do que, habitualmente, se chama democracia, o princípio da representação política é simples.
O voto, é o modo pelo qual o representado constitui o seu representante, alguém que está numa lista (embora já existam algumas excepções...) de uma organização chamada partido político.
Por via do voto, o representante representa o representado. O representado é representado pelo representante.
Até aqui tudo bem. O problema é que na distribuição de mandatos o contingente dos abstencionistas, o conjunto daqueles que por qualquer motivo não endossaram uma procuração política a um representante, não é tido em conta.
A meu ver, está mal.
A abstenção devia ser considerada como qualquer outro concorrente e entrar no cálculo dos quocientes a partir dos quais, segundo a regra d'Hondt, é feito o rateio dos mandatos submetidos a sufrágio.
Acaso tal fosse feito conseguir-se-iam dois objectivos.
Por um lado, evitava-se que os senhores políticos se presumissem representantes de quem não lhes outorgou qualquer representação.
Por outro lado, se não fossem atribuídos os mandatos da abstenção, seria diminuído o número de políticos, o que permitiria depurar a fauna.
Se não pela qualidade, pelo menos pela quantidade.
Já me estou a ver, no dia 1 de outubro próximo: olho para os cartazes e fico a pensar.
Pode o voto ser útil em inúteis fingidos úteis?
O voto, é o modo pelo qual o representado constitui o seu representante, alguém que está numa lista (embora já existam algumas excepções...) de uma organização chamada partido político.
Por via do voto, o representante representa o representado. O representado é representado pelo representante.
Até aqui tudo bem. O problema é que na distribuição de mandatos o contingente dos abstencionistas, o conjunto daqueles que por qualquer motivo não endossaram uma procuração política a um representante, não é tido em conta.
A meu ver, está mal.
A abstenção devia ser considerada como qualquer outro concorrente e entrar no cálculo dos quocientes a partir dos quais, segundo a regra d'Hondt, é feito o rateio dos mandatos submetidos a sufrágio.
Acaso tal fosse feito conseguir-se-iam dois objectivos.
Por um lado, evitava-se que os senhores políticos se presumissem representantes de quem não lhes outorgou qualquer representação.
Por outro lado, se não fossem atribuídos os mandatos da abstenção, seria diminuído o número de políticos, o que permitiria depurar a fauna.
Se não pela qualidade, pelo menos pela quantidade.
Já me estou a ver, no dia 1 de outubro próximo: olho para os cartazes e fico a pensar.
Pode o voto ser útil em inúteis fingidos úteis?
Carlos Tenreiro, mudou já: a lista!
Cito José Luís de Sousa:
"A candidatura autárquica do PSD da Figueira da Foz anunciou, para a noite de quinta-feira, (há poucas horas atrás) a apresentação da lista de vereadores candidatos as eleiçõeses de Outubro. Só que... não foi apresentada lista nenhuma (parece que não ficou pronta a tempo)! Anunciar uma coisa e fazer outra... ou prometer e não cumprir... não será assim a modos mais daquilo a que todos estamos habituados na politicazinha portuguesa??? Antonio Agostinho... esta não antecipaste tu!"
José Luís de Sousa, tu e os leitores vão ver.
A não ser que o candidato Carlos Tenreiro me queira contrariar, se isto não vai ficar assim, pelo menos, até ao até ao 4º lugar:
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Ana Oliveira
4- Ricardo Silva
Para a AM, a lider será a Dra. Margarida Fontoura.
Isto, depois de muitas jogadas de bastidores e negociação, golpes de rins, jogos de cintura, estados coléricos, frustações, deseperos, destemperos, etc. etc, etc. etc...
Mais do mesmo, nestas ocasiões.....
Resumindo e concluindo: não se discutem programas, ideias, nada de substancial para a Figueira. Dentro dos partidos do arco do poder, o importante é medir as forças para derrubar o outro, numa competição, que não sei onde nos levará. A desconfiança, na política figueirense, está instalada há muito e é para durar.
A lista da candidatura de Carlos Tenreiro esteve pronta, pelo menos duas vezes.
Isto é: houve, pelo menos, duas listas.
A de Carlos Tenreiro, que ele não conseguiu impor ao PSD; e a que ele foi obrigado a negociar... Só que, à última hora, deve ter tido a recusa de alguém e não teve tempo para recompor as coisas. Na tarde de ontem, estava tudo definido até ao quinto lugar...
Entretanto, o processo vai continuar a evoluir...
Para já, a candidatura de Carlos Tenreiro, deu um tiro no pé...
Carlos Tenreiro estava deslumbrado com a lua. E, ingenuamente, pensou que tinha a (sua) lua para mostrar.
E tentou vir mostrar a (sua) lua.
Não conseguiu. E, ontem à noite, resolveu escondê-la.
Ontem, a lua foi escondida.
Carlos Tenreiro, tem pouco tempo.
Vai ter de mostrar a lua.
Não a sua, mas a face da lua que lhe é possível...
Por vezes, o que é importante, não se prevê. Mau sinal para uma candidatura à Cãmara Municipal da Figueira da Foz, que quer, pelo menos, parecer credível.
Nunca esquecer: algo sempre acontece, na vida e na política, quando se estica a corda!
"A candidatura autárquica do PSD da Figueira da Foz anunciou, para a noite de quinta-feira, (há poucas horas atrás) a apresentação da lista de vereadores candidatos as eleiçõeses de Outubro. Só que... não foi apresentada lista nenhuma (parece que não ficou pronta a tempo)! Anunciar uma coisa e fazer outra... ou prometer e não cumprir... não será assim a modos mais daquilo a que todos estamos habituados na politicazinha portuguesa??? Antonio Agostinho... esta não antecipaste tu!"
José Luís de Sousa, tu e os leitores vão ver.
A não ser que o candidato Carlos Tenreiro me queira contrariar, se isto não vai ficar assim, pelo menos, até ao até ao 4º lugar:
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Ana Oliveira
4- Ricardo Silva
Para a AM, a lider será a Dra. Margarida Fontoura.
Isto, depois de muitas jogadas de bastidores e negociação, golpes de rins, jogos de cintura, estados coléricos, frustações, deseperos, destemperos, etc. etc, etc. etc...
Mais do mesmo, nestas ocasiões.....
Resumindo e concluindo: não se discutem programas, ideias, nada de substancial para a Figueira. Dentro dos partidos do arco do poder, o importante é medir as forças para derrubar o outro, numa competição, que não sei onde nos levará. A desconfiança, na política figueirense, está instalada há muito e é para durar.
A lista da candidatura de Carlos Tenreiro esteve pronta, pelo menos duas vezes.
Isto é: houve, pelo menos, duas listas.
A de Carlos Tenreiro, que ele não conseguiu impor ao PSD; e a que ele foi obrigado a negociar... Só que, à última hora, deve ter tido a recusa de alguém e não teve tempo para recompor as coisas. Na tarde de ontem, estava tudo definido até ao quinto lugar...
Entretanto, o processo vai continuar a evoluir...
Para já, a candidatura de Carlos Tenreiro, deu um tiro no pé...
Carlos Tenreiro estava deslumbrado com a lua. E, ingenuamente, pensou que tinha a (sua) lua para mostrar.
E tentou vir mostrar a (sua) lua.
Não conseguiu. E, ontem à noite, resolveu escondê-la.
Ontem, a lua foi escondida.
Carlos Tenreiro, tem pouco tempo.
Vai ter de mostrar a lua.
Não a sua, mas a face da lua que lhe é possível...
Por vezes, o que é importante, não se prevê. Mau sinal para uma candidatura à Cãmara Municipal da Figueira da Foz, que quer, pelo menos, parecer credível.
Nunca esquecer: algo sempre acontece, na vida e na política, quando se estica a corda!
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Autárquicas 2017: lista PSD à Câmara Municipal da Figueira da Foz
![]() |
| Ana Oliveira, deputada da Nação, membro do Conselho Nacional do PSD e deputada municipal na Figueira da Foz, de "esquecida" a número 3 na lista para a Câmara!.. |
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Graça Pinto
4- Ricardo Silva
5- Paula Carrinho
Versão final, depois de uma noite longa e "atribulada":
1- Carlos Tenreiro
2- Miguel Babo
3- Ana Oliveira
4- Ricardo Silva
5- ????????????
Via ANC-Caralhete News
Dinâmica...
Não esqueçam...
Hoje, pelas 21 horas é a apresentação da candidatura Mudar Já!
MUDAR JÁ o quê?..
Para já, parece que vai mudar a LISTA!
Que me lembre nunca uma candidatura autárquica na Figueira criou, tão cedo, tanta dinâmica!..
O sucesso pode ser conseguido através da ruptura.
Nada é estático.
A mudança, é sempre positiva...
Hoje, pelas 21 horas é a apresentação da candidatura Mudar Já!
MUDAR JÁ o quê?..
Para já, parece que vai mudar a LISTA!
Que me lembre nunca uma candidatura autárquica na Figueira criou, tão cedo, tanta dinâmica!..
O sucesso pode ser conseguido através da ruptura.
Nada é estático.
A mudança, é sempre positiva...
Sossegai...
A Figueira é a Figueira.
Não é um caso para levar muito a sério.
Uma candidatura do arco do poder (PS ou do PSD) à Câmara, também não é um caso para levar muito a sério.
Isso, seria uma autêntica desgraça.
Quando os gentios andam mergulhados em lama convencidos de que tal faz parte de um tratamento de beleza, tudo bem.
Aguentam porque querem ficar mais bonitos.
Agora, quando os gentios andam mergulhados em lama e percebem que estão mesmo num lamaçal, num charco, sem patos, sem gansos, sem cisnes, sem batráquios, sem vegetação aquífera ou canas, isso sim, é angustiante.
E desta situação, por tendência, existem apenas duas saídas: o suicídio ou a revolução.
Nenhuma delas, diga-se de passagem, é boa opção...
Não é um caso para levar muito a sério.
Uma candidatura do arco do poder (PS ou do PSD) à Câmara, também não é um caso para levar muito a sério.
Isso, seria uma autêntica desgraça.
Quando os gentios andam mergulhados em lama convencidos de que tal faz parte de um tratamento de beleza, tudo bem.
Aguentam porque querem ficar mais bonitos.
Agora, quando os gentios andam mergulhados em lama e percebem que estão mesmo num lamaçal, num charco, sem patos, sem gansos, sem cisnes, sem batráquios, sem vegetação aquífera ou canas, isso sim, é angustiante.
E desta situação, por tendência, existem apenas duas saídas: o suicídio ou a revolução.
Nenhuma delas, diga-se de passagem, é boa opção...
Para os aprendizes de políticos há dias assim: difíceis...
Dias em que apetece uma música romântica.
Oferecer um vídeo é um duplo acto de amor: amor a quem se oferece e amor ao vídeo.
E nunca esquecer a indispensável dedicatória.
É sempre um acto de amor. Datado.
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