quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Política figueirense: a silly season fora da época... (III)
Autárquicas 2017: o regime começa a agitar-se...
Se a obra não começar, o que muitas vezes acontece, fica registada, desde já, a intenção de a fazer!..
Nada de mais, pois o circo é mesmo assim: acaba por não existir nele tudo quanto é anunciado na propaganda.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Só porque sou o gajo mais pluralista e democrata que conheço, deixo-vos (mais) esta visão de Cuba...
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| Adriano Miranda |
O povo cubano é diferente. Não parece deste mundo. Eu, fruto do capitalismo desenvolvido sentia-me pequeno perante a grandeza de tamanha gente. Culta, interessada, inteligente e coisa rara, humana.
Respirava-se outros valores e fiquei sem respiração quando um velho me convidou a entrar na sua casa. Olha, tenho casa, televisão, banheiro e até batedeira. O velho em novo foi criado de americano. Não tinha nada, só as suas mãos e a força do saber que alguma coisa tinha que mudar. A revolução deu-lhe quase tudo. Outras tantas faltarão.
Depois de meses a aprender a ser cubano aprendi que nunca lá chegaria. Numa noite de trovoada, a Ângela, uma negra grande e linda, olhou-me nos olhos e disse "fica". Não fiquei. Não tinha a grandeza humana que um cubano tem.
Depois de meses em Cuba regressei a Portugal e todos os santos domingos ia a uma cabine telefónica para ouvir a voz doce de Ângela.
Um dia a Ângela aterrou na Portela. Foram dias loucos. E numa noite num hotel em Lisboa olhei-a nos olhos e disse "fica". Não ficou. Tinha que ajudar Cuba. O amor impossível findou. Ficámos os dois nos seus mundos tão distantes e tão próximos. Nunca mais voltei a aterrar em Havana."
Queria tanto ser cubano, é uma crónica de Adriano Miranda, fotojornalista do Público. Pode ser lida na íntegra, clicando aqui.
Só porque sou o gajo mais pluralista e democrata que conheço, deixo-vos esta visão de Cuba...
Meus caros amigos, Cuba, continua um manancial provocador de emoções...
Desculpem lá, mas vou mesmo politizar a água...
Isto, porque a água, é mesmo uma referência na minha vida... É, assim, como uma ligação que não sei explicar, mas que vem muito cá de dentro. Contudo, apesar da Figueira ser do mar, não é essa a água a que os figueirenses mais têm de ligar, mas sim à que chamamos de água doce e potável!
A que é fornecida pela Águas da Figueira.
Vou citar o que escreveu João Paredes no seu estendal no facebook:
"Água ou Champanhe da Figueira?
Poema muito "engraçado" escrito pelo Sr. Quim Romao. Na realidade, só teria graça se não fosse verdade. O pior é que é mesmo verdade! Para mim deve ser champanhe Dom Pérignon, pois pago mensalmente mais de cem euros (e já lá vão anos e não meses a pagar esta fortuna e antigamente tinha um camarada que liderava a "luta da água", mas agora é vereador, nada pode fazer - confesso, que pensava que estava sozinho nisto, mas pelos vistos não!). Não tenho rupturas em casa (apartamento), onde vivem duas pessoas e um cão. Apenas o cão não toma banho diariamente, mas mesmo que tomasse, não seria razão para pagar tanto. Já mudaram o contador, mas na realidade continuo a pagar mensalmente o dom pérignon.
Interessante, se isto é interessante, é que os funcionários da empresa Águas da Figueira também acham estranho, mas dizem que nada podem fazer. Se não pagar a factura mensal, recebo o aviso de corte. E, viver sem água ou champanhe - não dá! Já chamei canalizadores, técnicos especializados, engenheiros, entre outros, só falta chamar um feiticeiro, ou quiçá um milagreiro. Reclamar? Nao posso, porque dizem que estou a politizar a água, ou melhor o champanhe. Viva o Dom Pérignon da Figueira!"
E, a terminar o tal poema "engraçado" escrito pelo Sr. Quim Romão. Desculpem lá, ter politizado A Água...
"Quando pura e cristalina
Na fonte ela é barata
Na Figueira é uma mina
Quase ao preço da prata
Na fatura apresentada
Ao titular do consumo
Com conta descriminada
Ponto-a-ponto e resumo
P'rá água vem um valor
Que nada é de assustar
Mas no fim vem o pavor
Do que há para pagar
O aluguer do contador
Que havia na cidade
"decuplicou" de valor
Com a disponibilidade
Depois, vem o saneamento
TRH-R - TRH-C
Tarifas com mais aumento
IVA, e mais-não-sei-o-quê
Ao ver a conta a pagar
Penso, com grande mágoa
SE NÃO ESTAREI A GASTAR
CHAMPANHE EM VEZ DE ÁGUA"
O que vale para os figueirenses, vale para os girassóis: mesmo que seja, via o sol, o que interessa é roçar a felicidade (como sabem, atingi-la é mesmo muito difícil!..)
Diário AS BEIRAS.
"Já era do senso comum que a época balnear de 2016 foi a melhor desde o início do programa de austeridade (2011). Agora, os dados a que o Diário As Beiras teve acesso confirmam que excedeu as melhores expectativas.
Este jornal, aliás, já havia feito balanços preliminares da temporada turística, e, naquela em que se despedia da estação estival, pela primeira vez em muitos anos, todos os agentes económicos do sector foram unânimes em afirmar que há muito não viam tanta gente na Figueira da Foz, com a facturação a corresponder.
Os dirigentes associativos e empresários ligados ao turismo então por nós contactados convergiram, pois, numa avaliação positiva. As taxas de ocupação hoteleira, de resto, dão-lhes razão, o mesmo acontecendo com o consumo de água. Por outro lado, este ano, a chamada época alta não foi tão curta como costumava ser. Na hotelaria, setembro foi, em grande parte, frequentado por grupos de seniores estrangeiros."
Nota de rodapé.
Depois de ler o que está acima, pensei com os meus botões.
Aos agentes económicos figueirenses, que operam no sector turístico, resta apostarem, em permanência, na procura de anos bons do Sol.
O Sol, dá para para animar.
Aliás, todos nós, penso eu, temos uma necessidade vital de luz.
Não sei se já passaram por um campo de girassóis.
Se passaram, devem ter reparado, que estavam todos virados para o mesmo lado.
Sobretudo nestes dias de frio, quem não procura uma réstia de sol para melhor se sentir?
Todos buscamos esses raios de sol como um bálsamo...
Todos: os Figueirenses, tal como uns meros girassóis!
"Já era do senso comum que a época balnear de 2016 foi a melhor desde o início do programa de austeridade (2011). Agora, os dados a que o Diário As Beiras teve acesso confirmam que excedeu as melhores expectativas.
Este jornal, aliás, já havia feito balanços preliminares da temporada turística, e, naquela em que se despedia da estação estival, pela primeira vez em muitos anos, todos os agentes económicos do sector foram unânimes em afirmar que há muito não viam tanta gente na Figueira da Foz, com a facturação a corresponder.
Os dirigentes associativos e empresários ligados ao turismo então por nós contactados convergiram, pois, numa avaliação positiva. As taxas de ocupação hoteleira, de resto, dão-lhes razão, o mesmo acontecendo com o consumo de água. Por outro lado, este ano, a chamada época alta não foi tão curta como costumava ser. Na hotelaria, setembro foi, em grande parte, frequentado por grupos de seniores estrangeiros."
Nota de rodapé.
Depois de ler o que está acima, pensei com os meus botões.
Aos agentes económicos figueirenses, que operam no sector turístico, resta apostarem, em permanência, na procura de anos bons do Sol.
O Sol, dá para para animar.
Aliás, todos nós, penso eu, temos uma necessidade vital de luz.
Não sei se já passaram por um campo de girassóis.
Se passaram, devem ter reparado, que estavam todos virados para o mesmo lado.
Sobretudo nestes dias de frio, quem não procura uma réstia de sol para melhor se sentir?
Todos buscamos esses raios de sol como um bálsamo...
Todos: os Figueirenses, tal como uns meros girassóis!
Política figueirense: a silly season fora da época... (II)
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| Carlos Tenreiro Margarida Mano Teotónio Cavaco |
Todavia, dado que, neste caso, não consigo, neste momento, ter a arte da previsão, que consiste em antecipar o que virá a acontecer, espero, depois, ter o engenho e a arte de explicar o que aconteceu. E porque aconteceu...
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
A vida resume-se a uma passagem...
Foto de Gilberto Vasco. Legenda: "Sensivelmente em frente ao mercado Eng.º Silva, na praia fluvial que aí existia. Meninos a trabalhar; levam o farnel aos mais velhos enquanto carregam a sacola da escola...os que podem ir à escola."
Esta foto não é ficção: é a vida retratada. É a realidade de uma cidade pobre, presumo que dos anos 50/60 do século passado, sem esperança, onde mais de metade da população era analfabeta.
Possivelmente, alguns destes gaiatos, protagonistas nesta fotografia, são hoje homens que nunca foram meninos, porque cresceram numa sociedade onde, para a maioria, não havia lugar à infância e à juventude.
A riqueza e a pobreza tinham a ver, sobretudo, com as heranças e as castas familiares.
É por isso, ou pelo menos, sobretudo por isso, que eu, desde menino, nunca consegui ficar quieto e insensível perante as desigualdades sociais, perante a injustiça, perante a discriminação, perante a dor de um povo sofrido, um povo simples, que é o meu e ao qual pertenço.
A opção - a vida é sempre feita de opções - continua a ser, naturalmente, uma opção de classe, como de classe foram sempre - e continuam a ser - as minhas opções perante a realidade, que é a vida.
Esta foto não é ficção: é a vida retratada. É a realidade de uma cidade pobre, presumo que dos anos 50/60 do século passado, sem esperança, onde mais de metade da população era analfabeta.
Possivelmente, alguns destes gaiatos, protagonistas nesta fotografia, são hoje homens que nunca foram meninos, porque cresceram numa sociedade onde, para a maioria, não havia lugar à infância e à juventude.
A riqueza e a pobreza tinham a ver, sobretudo, com as heranças e as castas familiares.
É por isso, ou pelo menos, sobretudo por isso, que eu, desde menino, nunca consegui ficar quieto e insensível perante as desigualdades sociais, perante a injustiça, perante a discriminação, perante a dor de um povo sofrido, um povo simples, que é o meu e ao qual pertenço.
A opção - a vida é sempre feita de opções - continua a ser, naturalmente, uma opção de classe, como de classe foram sempre - e continuam a ser - as minhas opções perante a realidade, que é a vida.
Há dias assim, belos e felizes..
...para quem, não está interessado em pagar salários obscenos a gestores públicos que não querem cumprir com as suas obrigações legais.
Há dias assim, em que temos que agradecer e reconhecer que tivemos sorte...
Daqui.
Há dias assim, em que temos que agradecer e reconhecer que tivemos sorte...
Daqui.
Sabe bem...
"No próximo ano, os franceses escolherão o seu Presidente, os alemães o seu Chanceler, os angolanos o seu Governo e os portugueses os seus autarcas locais. Na Figueira, vamos corajosamente eleger discutir os grandes temas estruturantes do futuro, ou continuar, enleados na “espuma dos dias”, condenados ao “diktat” da pós-…verdadinha?!…"
- Teotónio Cavaco, deputado municipal do PSD
Nota de rodapé.
Quanto à Figueira, oxalá seja eu a estar completamente enganado, mas, parece-me que em 2017, teremos o deserto pela frente...
Caminhemos então pelo deserto fora, pois não vejo outro remédio.
Há sete anos, com maior incidência, porém, nos últimos três (os tais da maioria absoluta...), eles sufocam a Figueira e criaram o seu próprio deserto...
Vamos ver, se mesmo as poucas ilhas que vão resistindo, lhes conseguem sobreviver!..
E, quem constata isto, é um bacano, quase sempre bem disposto, que ainda vai conseguindo fazer as coisas como gosta, pois está-se - e vai-se - borrifando para os Ataídes desta vida.
O meu interesse não é criticar, ou apoiar, o que quer que seja. O que me interessa, mesmo, é, ao olhar para mim, sentir-me satisfeito.
- Teotónio Cavaco, deputado municipal do PSD
Nota de rodapé.
Quanto à Figueira, oxalá seja eu a estar completamente enganado, mas, parece-me que em 2017, teremos o deserto pela frente...
Caminhemos então pelo deserto fora, pois não vejo outro remédio.
Há sete anos, com maior incidência, porém, nos últimos três (os tais da maioria absoluta...), eles sufocam a Figueira e criaram o seu próprio deserto...
Vamos ver, se mesmo as poucas ilhas que vão resistindo, lhes conseguem sobreviver!..
E, quem constata isto, é um bacano, quase sempre bem disposto, que ainda vai conseguindo fazer as coisas como gosta, pois está-se - e vai-se - borrifando para os Ataídes desta vida.
O meu interesse não é criticar, ou apoiar, o que quer que seja. O que me interessa, mesmo, é, ao olhar para mim, sentir-me satisfeito.
Ainda não estamos na Ucrânia, mas...*
O secretário de Estado do Tesouro e Finanças foi interrompido, na passada sexta-feira, no Parlamento, por protestos da bancada do PSD, depois de dizer que o deputado social-democrata António Leitão Amaro tem um "profundo desconhecimento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária".
O PSD ficou muito ofendido, a meu ver, sem razão, pois o governante limitou-se a sublinhar o desconhecimento técnico de Leitão Amaro da matéria em debate.
O secretário de Estado do Tesouro limitou-se a dizer, para todos perceberem, o seguinte: que o deputado estava sendo temporariamente parvo.
Será que a razão de ser do ruído do PSD teve a ver com a discordância sobre "o carácter temporário da disfuncionalidade"?..
* - título da postagem inspirado aqui.
O PSD ficou muito ofendido, a meu ver, sem razão, pois o governante limitou-se a sublinhar o desconhecimento técnico de Leitão Amaro da matéria em debate.
O secretário de Estado do Tesouro limitou-se a dizer, para todos perceberem, o seguinte: que o deputado estava sendo temporariamente parvo.
Será que a razão de ser do ruído do PSD teve a ver com a discordância sobre "o carácter temporário da disfuncionalidade"?..
* - título da postagem inspirado aqui.
Neste dia pequeno, coisas pequenas...
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| Na imagem os "milhares de mortos" do ditador Fidel que por estes dias enchem a boca à direita liberal da escola de Chicago |
Nota de rodapé.
Hoje, apetece-me passar um bom dia.
E um bom dia a fazer o quê?
Talvez, encontrar amigos.
Talvez, ir a um sítio lindo.
Talvez, o gozo de uma boa refeição.
Talvez, ver o mar...
Nada de muito elaborado,
Algo que seja genuinamente agradável.
Boa segunda-feira...
domingo, 27 de novembro de 2016
Há alturas em que, para ver melhor, apetece fechar os olhos e cerrar o punho...
Olhar.
Ver.
Reparar.
Não é tudo a mesma coisa: são palavras e conceitos diferentes.
Podemos olhar, sem ver.
Podemos ver, sem estarmos a olhar.
Mas, reparar necessita de algo completamente diferente.
Sermos humanos.
Também numa urgência hospitalar, podemos encontrar, se virmos as coisas com um olhar humano, para além das desgraças, momentos com sentimentos de ternura e beleza.
A profundidade deste olhar íntimo partilhado pelo João Vaz chega a ser comovente.
A sensibilidade é uma coisa maravilhosa.
Ver.
Reparar.
Não é tudo a mesma coisa: são palavras e conceitos diferentes.
Podemos olhar, sem ver.
Podemos ver, sem estarmos a olhar.
Mas, reparar necessita de algo completamente diferente.
Sermos humanos.
Também numa urgência hospitalar, podemos encontrar, se virmos as coisas com um olhar humano, para além das desgraças, momentos com sentimentos de ternura e beleza.
A profundidade deste olhar íntimo partilhado pelo João Vaz chega a ser comovente.
A sensibilidade é uma coisa maravilhosa.
Política figueirense: a silly season fora da época...
Dos bastidores à boca de cena...
Recuemos a 28 de julho do corrente ano.
Perante o problema, dado que o PS, decorridos meses, que eu saiba, ainda não avançou com nenhuma proposta para contornar esta curva apertada, eu atravesso-me.
Que tal, manter José Esteves como cabeça de lista a Buarcos/S. Julião e avançar com Rui Duarte para vereador da Câmara Municipal da Figueira da Foz, na lista do PS?
O PS, forçosamente, tem que arriscar, sob pena de a melancolia tomar conta deles.
Na política, a vida é um risco permanente.
Há uma ténue linha que separa o sorriso da amargura!
Socialistas figueirenses, vamos lá, deixem-se de fitas: arrisquem...
Há sempre alternativas!
Só para uma certa coisa, que todos sabemos o que é, é que não existe solução.
Para o resto, não é possível encontrá-la hoje, amanhã talvez ela surja.
E se formos vários a pensar, criam-se sinergias fantásticas e as respostas vão aparecer como cerejas.
E, a solução neste caso é tão simples!..
José Esteves, cabeça de lista na lista do PS a Buarco/S. Julião.
Rui Duarte, candidato a vereador na lista PS à Câmara da Figueira da Foz...
Escusam de agradecer.
Fico a aguardar o feed back...
Recuemos a 28 de julho do corrente ano.
Perante o problema, dado que o PS, decorridos meses, que eu saiba, ainda não avançou com nenhuma proposta para contornar esta curva apertada, eu atravesso-me.
Que tal, manter José Esteves como cabeça de lista a Buarcos/S. Julião e avançar com Rui Duarte para vereador da Câmara Municipal da Figueira da Foz, na lista do PS?
O PS, forçosamente, tem que arriscar, sob pena de a melancolia tomar conta deles.
Na política, a vida é um risco permanente.
Há uma ténue linha que separa o sorriso da amargura!
Socialistas figueirenses, vamos lá, deixem-se de fitas: arrisquem...
Há sempre alternativas!
Só para uma certa coisa, que todos sabemos o que é, é que não existe solução.
Para o resto, não é possível encontrá-la hoje, amanhã talvez ela surja.
E se formos vários a pensar, criam-se sinergias fantásticas e as respostas vão aparecer como cerejas.
E, a solução neste caso é tão simples!..
José Esteves, cabeça de lista na lista do PS a Buarco/S. Julião.
Rui Duarte, candidato a vereador na lista PS à Câmara da Figueira da Foz...
Escusam de agradecer.
Fico a aguardar o feed back...
sábado, 26 de novembro de 2016
Fidel, o último Comandante...
"Gostaria de dizer que em Cuba as eleições são viciadas e o poder não é escolhido pela maioria. Pois, mas a América vai ter um presidente que teve menos voto do que a rival em eleições sobre as quais há muitas dúvidas e o mesmo já tinha sucedido na Florida, a mesma Florida dos exilados cubanos.
Se fosse descendente de um proxeneta dos tempos de Baptista, de algum latifundiário ou da burguesia cubana estaria a festejar agora a vitória de Fidel. Mas não tenho a certeza de que os cubanos estejam contentes ou mesmo indiferentes, como sugere uma blogger cubana.
Gostaria de dizer que os cubanos vivem mal por causa de Fidel, mas a verdade é que há mais miséria em todos os países da América Latina do que em Cuba, a verdade é que em muitos indicadores de desenvolvimento Cuba está ao nível dos países mais desenvolvidos e nalguns casos mesmo acima dos Estados Unidos.
Gostaria de dizer que em Cuba há uma ditadura, mas como posso ignorar que muitos dos democratas que criticam a ditadura cubana apoiaram uma ditadura no meu país, como posso fazer de conta que algumas democracias da América Latina têm tantos ou mais presos políticos do que Cuba.
Gostaria de criticar Fidel por ter optado pelo isolamento, mas como posso esquecer que foi Cuba quem travou uma das maiores batalhas no continente africano, derrotando as forças armadas do Apartheid, em Cuito Cuanavale. Como posso criticar o isolamento de Cuba se foram os EUA que lhe impuseram o maior boicote comercial na história da humanidade.
É verdade que Cuba não é uma democracia, mas está longe de ser sido a pior das ditaduras da América Latina. É verdade que os cubanos poderiam viver melhor, mas são dos povos com menos miséria da América Latina. É verdade que Fidel foi um ditador, mas muitos dos que dizem que Fidel é um ditador, ajudaram ou apoiaram o mais brutal dos ditadores a derrubar Salvador Allende. Fidel, o ditador, tinha mais autoridade democrática do que muitos governantes democratas que ajudaram ou promoveram ditadores bem mais brutais.
Nesta hora gostaria de criticar Fidel, seguindo os meus princípios. Mas, peço desculpa, não consigo."
Daqui
Se fosse descendente de um proxeneta dos tempos de Baptista, de algum latifundiário ou da burguesia cubana estaria a festejar agora a vitória de Fidel. Mas não tenho a certeza de que os cubanos estejam contentes ou mesmo indiferentes, como sugere uma blogger cubana.
Gostaria de dizer que os cubanos vivem mal por causa de Fidel, mas a verdade é que há mais miséria em todos os países da América Latina do que em Cuba, a verdade é que em muitos indicadores de desenvolvimento Cuba está ao nível dos países mais desenvolvidos e nalguns casos mesmo acima dos Estados Unidos.
Gostaria de dizer que em Cuba há uma ditadura, mas como posso ignorar que muitos dos democratas que criticam a ditadura cubana apoiaram uma ditadura no meu país, como posso fazer de conta que algumas democracias da América Latina têm tantos ou mais presos políticos do que Cuba.
Gostaria de criticar Fidel por ter optado pelo isolamento, mas como posso esquecer que foi Cuba quem travou uma das maiores batalhas no continente africano, derrotando as forças armadas do Apartheid, em Cuito Cuanavale. Como posso criticar o isolamento de Cuba se foram os EUA que lhe impuseram o maior boicote comercial na história da humanidade.
É verdade que Cuba não é uma democracia, mas está longe de ser sido a pior das ditaduras da América Latina. É verdade que os cubanos poderiam viver melhor, mas são dos povos com menos miséria da América Latina. É verdade que Fidel foi um ditador, mas muitos dos que dizem que Fidel é um ditador, ajudaram ou apoiaram o mais brutal dos ditadores a derrubar Salvador Allende. Fidel, o ditador, tinha mais autoridade democrática do que muitos governantes democratas que ajudaram ou promoveram ditadores bem mais brutais.
Nesta hora gostaria de criticar Fidel, seguindo os meus princípios. Mas, peço desculpa, não consigo."
Daqui
“Hasta da victoria, siempre”.
Morreu Fidel Castro o histórico líder cubano
Nota de rodapé.
Goste-se ou não do Homem e, sobretudo, da ideologia, Fidel foi sempre fiel ao seu povo e ao seu país.
Tão diferente do vazio, que é a tristeza que para aí anda nos dias de hoje...
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
O que interessa é roçar a felicidade (como sabem, atingi-la é mesmo muito difícil!..)
Há aqui gente viva e que sente...
Aviso:
Postagem não aconselhável a espíritos que se emocionem facilmente e sensíveis.
Aviso:
Postagem não aconselhável a espíritos que se emocionem facilmente e sensíveis.
Zona industrial: requalificação...
Remover ou recuperar?
Gastam o dinheiro em quê?..
Obras à entrada para «encher o olho», ou, como diz o outro, «para inglês ver».
Gastam o dinheiro em quê?..
Obras à entrada para «encher o olho», ou, como diz o outro, «para inglês ver».
25 de novembro
| para ler melhor clicar na imagem |
Foi num dia 25 de novembro, já lá vão 41 anos, que terminou o sonho de uma geração - a minha - que acreditava num mundo melhor.
Nesse dia, em Portugal, a democracia sofreu uma derrota histórica.
As suas consequências, ficaram visíveis pelos governos que se seguiram. Porém, só depois da governação de Passos/Portas, a partir de 2011, é que nos apercebemos da realidade em toda a sua dimensão.
Na derrota de há 41 anos, não se pode acusar a direita de ser responsável por nada.
A responsabilidade foi nossa - da esquerda.
A responsabilidade pertenceu aos que na euforia de vitórias de curta duração foram sectários, triunfalistas e não tiveram capacidade para fazer e consolidar alianças que, num espírito de compromisso democrático, garantissem a vitória.
A História, sem deturpações, é conhecida. A partir do momento em que o genuíno MFA se fraccionou, depois de já terem sido politicamente eliminados os elementos espúrios que por oportunismo político tinham alinhado no 25 de Abril, ficou selada a derrota.
Tudo começou e acabou ai.
Importa também sublinhar que, nem todos, embora fossem poucos, os que estavam com o 25 de novembro concordaram, posteriormente, com os seus desenvolvimentos.
Muitos nem suspeitavam da amplitude das mudanças que estavam a promover como protagonistas activos.
É evidente, que havia, na maioria conjuntural que se formou há 41 anos, gente perfeitamente integrada na lógica da direita e ao serviço das suas estratégias.
Outros há, e são muitos, que nesse tempo estavam do lado das forças que foram derrotadas, mas, hoje, renegam esse passado...
Esses, são os que desprezo...
A ficção em que vive a Figueira...
Há crise, nomeadamente política, na Figueira.
Os partidos não existem.
Há crise, nomeadamente da democracia, na Figueira.
O problema é político.
Há crise, também e nomeadamente, por os políticos que governam na Figueira há décadas, terem tidos vistas curtas e almas de merceeiros.
Há crise, nomeadamente porque estamos onde estamos (com o respeito devido aos merceeiros, uma classe profissional em vias de extinção, tal como a conhecíamos...).
Existe um culto muito moderno da especialização (no caso, da especialização económica) e um culto da objectividade (a que a economia não chega)...
Acredita-se que atirar números para cima da realidade acabará por explicá-la...
É um raciocínio que até se pode caracterizar, algo aporeticamente, como mágico.
Estes gestores são os teólogos de um Deus chamado Mercado!
É nesta ficção que vivemos.
Os partidos não existem.
Há crise, nomeadamente da democracia, na Figueira.
O problema é político.
Há crise, também e nomeadamente, por os políticos que governam na Figueira há décadas, terem tidos vistas curtas e almas de merceeiros.
Há crise, nomeadamente porque estamos onde estamos (com o respeito devido aos merceeiros, uma classe profissional em vias de extinção, tal como a conhecíamos...).
Existe um culto muito moderno da especialização (no caso, da especialização económica) e um culto da objectividade (a que a economia não chega)...
Acredita-se que atirar números para cima da realidade acabará por explicá-la...
É um raciocínio que até se pode caracterizar, algo aporeticamente, como mágico.
Estes gestores são os teólogos de um Deus chamado Mercado!
É nesta ficção que vivemos.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
A normalidade só tem de ser encarada como normal...
"Passos vota contra a integração de precários na função pública".
- Via Diário de Notícias
"Esquerda aprova aumento de seis e dez euros para as pensões em Agosto".
- Via Público
- Via Diário de Notícias
"Esquerda aprova aumento de seis e dez euros para as pensões em Agosto".
- Via Público
Tratam-nos como se fossemos parvos... E lá terão as suas razões...
"Quando nos governos de direita é o saltitar entre empresas privadas e cargos de administração pública, ou até para tutelar ministérios e secretarias de Estado com a tutela das áreas de onde se veio, como no caso de Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro, por exemplo, no privado a negociar com o Estado e, depois no Governo, a supostamente renegociar com o privado o que antes haviam negociado, é o Estado a necessitar dos melhores que, vá-se lá saber porquê, estão sempre no privado, bancos incluídos, e posteriormente os melhores a não poderem ficar castrados da sua carreira profissional, e do seu futuro no sector privado, só por terem feito uma comissão de serviço, também supostamente para defenderem os interesses do Estado, que é como quem diz, os interesses de todos os cidadãos, em economês, o dinheiro do contribuinte, se bem que os resultados finais desse amor pátrio e da defesa do interesse comum seja sempre a delapidação do património do Estado mais o onerar da carga fiscal e dos sacrifícios exigidos a cada um.
Quando sob a égide de um Governo do Partido Socialista, suportado pela esquerda parlamentar, um administrador contratado, e ainda com vínculo ao sector privado, participa, como observador, em actos públicos relacionados com o banco que vai tutelar, é a falta de transparência, é a promiscuidade, é o acesso a informação confidencial e privilegiada, é a falta de ética, é um fato talhado por medida, é o diabo a sete.
Querem fazer de nós parvos?"
Figueira, a caminho de ser a Califórnia da Europa!..
Uma crónica de Rui Curado da Silva. Para ler melhor clicar na imagem.
Nota de rodapé.
Já o velho e saudoso (para alguns...) Cavaco defendia que Portugal «deveria voltar a ser» a Califórnia da Europa...
Só que eu tenho um problema: não me recordo do Portugal tipo a «Califórnia da Europa»!
Lembrei-me disto a propósito da crónica do Rui Curado da Silva, publicada hoje no jornal AS BEIRAS.
Será que é para aí que nos querem levar na Figueira?
Para a desprotecção social e para o mercado selvagem do emprego...
Já eu, que sou pouco exigente, preferia que, se nos tivermos de assemelhar alguém, que seja a um qualquer país nórdico!..
Herança, é aquilo que os mortos deixam para que os vivos acabem por se vir a chatear...
Afinal, o velho ditador de Santa Comba sempre deixou alguma coisinha!..
"Rui Salazar reclama bens, no valor de 345 mil euros, que diz ter depositado na câmara para projecto de museu que nunca avançou. Caso chega hoje a julgamento, em Viseu".
"Rui Salazar reclama bens, no valor de 345 mil euros, que diz ter depositado na câmara para projecto de museu que nunca avançou. Caso chega hoje a julgamento, em Viseu".
A coisa está a ficar preta...
Segundo o jornal i,"Marco António Costa afasta-se de Pedro Passos Coelho"...
Para já, uma novela cheia de baixos...
Naval versus Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Para mais tarde recordar?
Palavras mágicas, para qualquer autarca que se preze: ajustes directos...
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| para ler melhor clicar nas imagens |
Olhando para anos anteriores, o número de “contratos” deverá ser superior ao milhar quando acabar o ano, já que até agora ainda não foram publicados os contratos relativos, por exemplo, às iluminações de Natal nem às tradicionais animações de Fim de Ano em alguns dos concelhos.
Olhando para a sua dimensão, Coimbra e Figueira da Foz são os municípios onde se registam um maior número de contratos adjudicados e, consequentemente, um maior valor envolvido." - Via AS BEIRAS
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
União de Sindicatos critica Câmara: manter a chama acesa é um ritual que requer alguma ciência para não encher a sala de fumo...
Em comunicado, a União de Sindicatos da Figueira da Foz «repudia o comportamento e decisão da Câmara Municipal da Figueira da Foz» por considerar que «não é consentâneo com a liberdade de exercício democrático do direito à greve, quando coloca os seus funcionários em véspera de Greve, perante um oficio a que têm de responder administrativamente e que se baseia numa acção lúdica, que poderia ser efectuada noutro qualquer dia».
Em causa está um ofício da autarquia onde se informava de uma Saída de Campo no Cabo Mondego, a realizar na passada sexta-feira, em que convidava os funcionários a participar e onde se previa que cada Zona ficasse com os serviços mínimos garantidos.
Para a União de Sindicatos da Figueira da Foz, a Câmara Municipal promoveu esta iniciativa, em dia de greve, para dissuadir os funcionários.
Em causa está um ofício da autarquia onde se informava de uma Saída de Campo no Cabo Mondego, a realizar na passada sexta-feira, em que convidava os funcionários a participar e onde se previa que cada Zona ficasse com os serviços mínimos garantidos.
Para a União de Sindicatos da Figueira da Foz, a Câmara Municipal promoveu esta iniciativa, em dia de greve, para dissuadir os funcionários.
"É cantar sem medo..."
"Fátuas promessas, algumas das quais fundamentadas, é certo, em números reais, como é o caso do desemprego que nos eleva ao primeiro lugar do primeiro escalão do distrito ou da constatação do fluxo migratório interno que, ao contrário do restante litoral, contribui para uma lenta desertificação do concelho.
A menos que “o vapor” se venha a materializar, não há maneira de contribuir para uma demografia que nos preencha as casas cada vez mais vazias ou sequer contribua para o funcionamento das muitas superfícies comerciais. Identificados que estão os problemas, não basta lançar eflúvios de vapor por muito que se lhes chamem diplomacia económica. É preciso mais do que isso. Sob pena de continuarmos alegremente a entoar a marcha do vapor a que temos direito!"
Marcha do Vapor, uma crónica de Daniel Santos.
Duas notícias...
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| Notícia de 22.11.2016, no jornal AS BEIRAS |
2. "Há mais milionários em Portugal. Três deles têm quase mil milhões".
A culpa só pode ser dos britânicos que não devem gostar de trabalhar de noite.
Em Portugal, fazem-se cada vez mais fortunas entre o pôr-do-sol e o nascer-do-sol do que entre o nascer-do-sol e o pôr-do-sol!..
Em contrapartida, a classe média, em Portugal, é bem capaz de acabar por desaparecer...
Não se pode ter tudo...
Nota de rodapé.
Os portugueses gostam de desperdiçar as oportunidades!..
De 1975, para cá, já devemos ter desperdiçado tantas, que nem sequer já conseguimos contar...
Em quantas opções erradas já não alinhámos, como colectivo?
Quando olho para trás, não me livro de uma certa melancolia...
Mas, rapidamente passo adiante.
De que adianta?..
Vamos repetir sempre os mesmos erros...
Pouco aprendemos com a vida!
Em 2017, aqui na Figueira, vamos confirmar, mais uma vez, isso mesmo: pouco aprendemos com a vida...
Este tempo de Natal e da Passagem de Ano é ainda mais incaracterístico...
Cito quem de direito.
"Passagem de Ano é na Figueira da Foz 30, 31 de dezembro & 01 janeiro.
E eis que chegamos ao fim de mais um ano!
É tempo de fazer um balanço e novos planos para o ano que vai entrar"!..
A Passagem de Ano que se avizinha, na Figueira, é, apenas mais um dia, apesar de os políticos o verem com outros olhos e, porque não admiti-lo, quero acreditar, com uma certa esperança interior que as coisas mudem para melhor.
Mas, o melhor é termos os pés na Terra e não nos iludirmos muito...
"Passagem de Ano é na Figueira da Foz 30, 31 de dezembro & 01 janeiro.
E eis que chegamos ao fim de mais um ano!
É tempo de fazer um balanço e novos planos para o ano que vai entrar"!..
A Passagem de Ano que se avizinha, na Figueira, é, apenas mais um dia, apesar de os políticos o verem com outros olhos e, porque não admiti-lo, quero acreditar, com uma certa esperança interior que as coisas mudem para melhor.
Mas, o melhor é termos os pés na Terra e não nos iludirmos muito...
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