terça-feira, 15 de novembro de 2016

Resta o silêncio...

Agora por aqui, pelo molhe sul, ouço o silêncio... 
Outro tipo de silêncio, mas  silêncio. 
O silêncio da angústia, de quem perdeu tudo, até a vida. 
O silêncio da azáfama da vida que se foi.   
O silêncio tumular do desaparecimento!

Apesar de tudo, temos que continuar a manter bem vivo o direito à revolta e à indignação...

Como eu te percebo João Traveira!..
Contudo, não podemos desistir, pois só assim poderemos contribuir  para criar as condições para que as coisas, um dia, possam mudar!
Todos os dias vemos, lemos ou ouvimos factos que nos chocam. 
Esta foi uma lição de vida, que não devemos nem podemos esquecer. 
Temos de continuar a gritar a revolta e a indignação que tal acontecimento nos causou. 
Ao menos, haverá sempre alguém que nos há-de ouvir!
Depois de tudo ter falhado, também a justiça não funcionou...
"Que país de merda!"

Um dia, o presidente Ataíde vai perceber que o pecado capital da "sua" maioria foi "tentar asfixiar uma pessoa" para "poupar oxigénio"...

Miguel Almeida, o senhor desta foto, foi, a meu ver,
o verdadeiro motivo que precipitou João Ataíde para
 a armadilha das reuniões à porta fechada. Os figueirenses
nunca vão acreditar e, muito menos  "entender que, nos dias
de hoje, os municípios vivem num ambiente de
concorrência entre si, e o momento em que alguns assuntos
estratégicos podem ser tornados públicos, deve ser
detalhadamente estudado e programado”
.
Assim como os figueirenses não percebem como
 é possível, no dia 24 de agosto de cada ano, que
"um senhor, bem engravatado e  cheio de sentimento,
vá  prestar homenagem ao patriarca da liberdade
 Manuel Fernandes Tomás e, em outubro, proíba os jornalistas
de assistirem e fazerem o seu trabalho numa reunião de câmara!"
Na Figueira,  cada vez mais se verifica o afastamento dos cidadãos da vida e da coisa pública.
Aliás, para sermos mais precisos e em abono da verdade, os gestores da coisa pública é que se encarregaram de afastar os cidadãos.

Em nome  do pragmatismo, a maioria absoluta conquistada por João Ataíde, em 2013, acreditou no sonho que todos aceitariam a suspensão da democracia, em nome do bem do concelho.

Foi assim: a segunda-feira, dia 4 de novembro de 2013, passou a ser uma data histórica na Figueira da Foz - foi o dia, desde que vivemos em democracia, em que, na nossa cidade, se realizou a primeira reunião da câmara à porta fechada.
Tal, registe-se, ficou a dever-se a uma imposição da maioria absoluta de João Ataíde obtida nas autárquicas do dia 29 de setembro de 2013.
Tamanho desencanto magoa muitos figueirenses  - mas, ainda mais do que o desencanto, principalmente a crescente consciência dele... 

Mas, se a política, enquadrada nos partidos, desapareceu da vida figueirense, sublinhe-se que toda a revolução começou sempre por ser individual, e está a acontecer no íntimo de muitos de nós, em cada minuto dos dias que passam.

Para as pessoas, as leis e os regulamentos que criam obstáculos à Liberdade, são como o oxigénio. As leis e os regulamentos que criam obstáculos à Liberdade - que foi o que a maioria absoluta de João Ataíde efectivamente fez... - mudam a qualidade e a pureza do oxigénio que permite que as pessoas respirem e vivam...
E as pessoas, nem que seja apenas por uma questão de sobrevivência,  hão-de acabar por reagir, pois as pessoas não conseguem respirar com facilidade um oxigénio sem qualidade e altamente poluído.

É pelo pensamento que sempre começa a revolução.
Um dia,  os figueirenses,  vão acordar. 
Quando tal acontecer, não vão aceitar mais a multiplicação de discursos e proclamações de belos e grandes princípios democráticos que redundam, sempre, num profundo imobilismo político.
Os figueirenses, um dia, vão perceber que basta fazer o óbvio – pensar antes de votar.

“The Gift”, Dillaz e Dengaz animam festa de fim-de-ano. Na Figueira é sempre carnaval...

Tendo como “cenário” o Jardim Municipal,  foi ontem apresentado o programa de animação para a época natalícia e festejos de fim-de-ano.
O investimento total ronda os 200 mil euros.  O “clima de festa” começa a 28 de Novembro, com a campanha da ACIFF (promovendo o comércio tradicional) e a 3 de Dezembro inicia-se a 2.ª edição do “Jardim do Natal”, que terá mais actividades e atracções com o destaque a recair sobre a “pista de gelo ecológica”, para “miúdos e graúdos”. Música, dança, contos encenados e outras diversões farão parte de um espaço com diversas “casinhas”, onde produtores locais mostrarão os seus produtos, diariamente das 10h00 às 18h00 e onde não vai faltar o presépio, os “animais da quinta”, insufláveis, passeios de pónei e uma árvore de Natal feita com material reciclado pelos alunos das escolas do concelho. Um espaço que João Ataíde diz ter «um conceito alargado de família».
foto Diário de Coimbra

Esta, é a notícia que foi dada num jardim e que dá conta que a Figueira vai ter 40 dias para animar o Natal e a passagem de ano. Pode ser lida com mais pormenores, clicando aqui
Ora, um jardim, embora sem coreto, apela à natureza!..
E na natureza, a  adrenalina sobe. Como mostra a fotografia, as caras dos políticos fecharam-se, impenetráveis, como que a esconder se os jogadores vão, ou não, assumir o jogo... 
Se forem a jogo, terão de jogar cada carta  de forma exímia. 
Será esse o sortilégio do jogo, pois existe sempre um outro lado, que pode ser mais ou menos oculto. 
Diz o "Povo que quem vê caras, não vê corações!" 
Não estou a afirmar que qualquer dos políticos na foto são falsos. 
Nada disso. 
Apenas que sobre o assunto, têm uma reserva de intimidade que é só deles...

Como seria bom ter respeito pela memória!..

“A recente polémica figueirense a propósito da falta de rigor quanto à designação “Praia”/“Cais” da sardinha (ou a inexplicável falta de originalidade da instalação com que se pretendeu homenagear a comunidade piscatória) é reveladora do infelizmente tradicional despudor com que se altera e omite a memória, nossa, coletiva, identitária – Le Goff sugeriu que as memórias coletivas trazem consigo um espaço comum de encontro a determinado facto histórico, atribuindo-lhes um carácter simbólico. Ora, sem memória o futuro fica mais pobre.“
Nota de rodapé.
A nostalgia não é boa se não for acompanhada de lucidez. Sem lucidez a nostalgia é perigosa. A lucidez é que permite que a memória esteja no sítio que deve ocupar.
A memória nostálgica é perigosa, porque significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida, como período do nosso passado, que é útil e bom recordar.
A imagem desta foto já desapareceu há anos. 
Pelos vistos, apenas sobrevive na memória de alguns.
O progresso levou este postal da nossa cidade.
Era tão bonita a baixa da Figueira da Foz.
É bom conhecer o passado, ter boa memória e não esquecer...

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O que nos ensina a moral desta história? ...aquilo que já sabíamos: que os eruditos e intelectuais que passam pelo poder na Figueira, não nos ensinam nada...

Numa nota enviada ao Palhetas, o distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual, Sua Exa. o Dr. António Tavares, também vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, tenta justificar o que não tem justificação: o "porquê" da atribuição da designação "Cais da Sardinha", ao local que a foto mostra.

«Não encontrámos nenhum documento onde o local em apreço seja designado por “praia” e muito menos por “Praia da Sardinha”. Poderá haver, mas desconhecemos.
Numa exposição da administração do porto intitulada “Cais da Memória”, feita há muito pouco tempo no CAE, aparece uma fotografia com a designação “lota da sardinha” e assim está no site do porto. No catálogo de cartofilia editado pelo arquivo municipal, as imagens em apreço designam “Doca de pescado” (3 vezes), “Mercado de Peixe”, “Descarga de Sardinha”, “Desembarque de Sardinha” e “lota”. Nunca “Praia da Sardinha”
Em plantas, encontramos a designação de “doca de fundeadouro e descarga” (D.O.P do Mondego) ou ainda “Doca da Figueira” (Pereira da Silva). 
Da mesma forma, Salinas Calado, num artigo publicado no Álbum Figueirense, chama-lhe “Doca”, Raymundo Esteves refere “o mercado em frente ao cais” e Gaspar de Lemos no Almanach refere-se-lhe como “novo cais”

O que está escrito acima prova que aquele local nunca foi designado em lado nenhum por "CAIS DA SARDINHA", como Sua Exa. o Dr. António Tavares, distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual  e actual vice-presidente da câmara da Figueira da Foz, o queria erroneamente perpetuar para todo o sempre.
Aquilo que eu sei, por ser filho e neto de peixeiras, que compraram ali toneladas de pescado, é que aquele local foi - e vai continuar a ser - a "PRAIA DA SARDINHA".
Afirmo-o,  porque vivi essa verdade (e quero continuar a viver...) que é - e vai continua a ser - essa realidade.
Viver é, também, preservar os laços e memórias. A nossa teia de relações e recordações faz de nós o que somos. 
A tradição é isto: a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas.
É assim que os dados transmitidos passam a fazer parte da cultura de um país, de uma região, de uma cidade, de uma vila ou de uma Aldeia.

Numa terra,  em que o poder executivo autárquico (do qual faz parte há sete anos, o erudito e intelectual reconhecido e premiado, Sua Exa. o dr. António Tavares!..), subsidia generosamente uma amostra de carnaval brasileiro, é fácil de constatar que a  falta de rigor,  é uma das mais velhas tradições da Figueira!
Mais: depois da passagem dos intelectuais que passaram pelo poder na Figueira, está provado que a  fidelidade representa para a vida afectiva o mesmo que a coerência  para a vida intelectual.

Isto é, a simples constatação de um logro!
Já agora, para terminar informo Sua Exa. o dr.  António Tavares, distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual  e actual vice-presidente da câmara da Figueira da Foz, que a "DOCA" ficava um pouco a montante da "PRAIA DA SARDINHA". 
Era aí que iam atracar as traineiras depois de descarregado o pescado...

Não podia deixar de destacar esta voz da lucidez, coisa rara na Figueira...


Por que é que acabou a filarmónica? 
A banda acabou porque, infelizmente, na SFDA não tivemos capacidade para ver para além do presente. Em finais dos anos 90 e inícios de 2000, não tivemos a capacidade de perceber que, se não investíssemos na formação e na profissionalização, estávamos condenados ao fracasso. 
Há possibilidades de ser reativada? 
Não digo que seja impossível. Neste momento, tendo em conta o panorama concelhio, a oferta e a dificuldade para se conseguir sustentar as nove filarmónicas, colocar mais uma no mercado, seria dar tiros nos pés. Para mim, a curto e médio prazo, não faz qualquer sentido reativá-la. 
- Via AS BEIRAS

Dar conta da miséria a que chegou o futebol sénior da Naval, é olhar para a "grandeza" da vaidade inútil e cretina que desgraçou este cantinho à beira mar plantado...

O encontro entre as formações da Naval e do Benfica de Castelo Branco, a contar para a 10.ª jornada da Série E do Campeonato de Portugal, agendado para as 15h00 de ontem no Municipal José Bento Pessoa na Figueira da Foz, não se realizou por decisão conjunta das três equipas. Hugo Pacheco, árbitro da Associação de Futebol do Porto nomeado para dirigir a partida, disse ao Diário de Coimbra que após ter verificado as condições do relvado considerou o mesmo «como impraticável e sem condições de defesa da integridade física dos atletas».

EXCLUSIVO OUTRA MARGEM: SE FOR À CASA DE BANHO DA SEGURANÇA SOCIAL, NA FIGUEIRA, NÃO SE ESQUEÇA DAS GALOCHAS...

Se precisar de se deslocar à Segurança Social na Figueira, sita Rua Dr. Santos Rocha, nºs. 107 a 109, e necessitar de utilizar a casa de banho, não se esqueça de levar galochas:  se alguém fizer uma descarga de água no 1º. andar, quem estiver na casa de banho do rés de chão, como a foto disso dá conta, fica com uma nascente de trampa a seus pés...

domingo, 13 de novembro de 2016

Trump

"Trump sem dúvida significa mudança, significa aprofundamento do retrocesso face a todos os progressos conseguidos desde a 2.ª Guerra Mundial. Trump adiciona ao poder de Wall Street novas e duras doses de violência, de autoritarismo e de ódio, e propõe-se utilizar instrumentos do Estado autoritário de que o poder da finança e dos negócios parece carecer para fazer face à "crise" incubada por esse mesmo poder."

Manuel Carvalho da Silva

Arte: já pensaram como seria insípida e estúpida a vida sem ela!..

Imagem sacada daqui

Para quem anda preocupado em entender-me...

...esclareço que só procuro conseguir passar os dias da melhor maneira que eu entendo.

“Quem tem medo que se cale
Quem tem coragem que cante
Que em terras de Portugal
Não há nada que me espante”

Bom Domingo.

sábado, 12 de novembro de 2016

MAIS UMA FOTO DO "CAIS", QUE NUNCA FOI "CAIS", MAS, SIM "PRAIA" QUE TEVE "UMA LOTA DE SARDINHA"!..

Como se pode ver pela foto - mais uma de Gilberto Branco Vasco - as traineiras fundeavam ao largo, frente à "PRAIA DA SARDINHA". 
Portanto, como se prova à saciedade, não havia "CAIS" nenhum naquele local.
A sardinha era transportada em cabazes, pelas bateiras e chalandras, para o areal da  "PRAIA" QUE, EM TEMPOS, TEVE "UMA LOTA DE SARDINHA"!..
Em primeiro plano, as mulheres lavam a sardinha que está dentro dos chalavares, em água salgada, certamente para lhe dar uma melhor apresentação.

Tudo se está a transformar numa encenação, quando a verdade é apenas a nudez...


Rui Rio

"Rui Rio diz que vários governos deram direitos não sustentáveis às pessoas"...
O PSD e o CDS estão colados à austeridade, até para além da troika,  e às más políticas sociais. 
No CDS, para recauchutar a imagem, saiu Paulo Portas e entrou Assunção Cristas.

No PSD, ainda por lá continua Passos...
Como a coisa não funciona, numa operação de marketing político, está a apontar-se para Rui Rio, como possível substituto de Passos Coelho.
Sabemos quem é Rui Rio. Como referência mais actual das suas aptidões políticas, recorde-se o seu papel  na tentativa de exterminação de cultura e cosmopolitismo na cidade do Porto. 

O Porto, livrou-se dele. 
A diferença está à vista: a cidade já respira melhor por ter abandonado as ideias serôdias e tristes que Rio ali levou a cabo. 
Pelo que me diz respeito, Portugal, a meu ver, não precisa de Rio para nada.
O PSD será outro assunto: nada sei e nada tenho a ver com isso. 
Por mim, façam de Rio o que quiserem - até candidato ao Porto ou a seu líder...
Penso que é líquido, que  a comunicação social vai produzir um folhetim em torno da candidatura de Rio Rio, contra Passos Coelho, a emitir até às próximas directas do PSD, que deverão acontecer, lá para a Primavera de 2018.

Bom sábado

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Um ano de Geringonça...

Quem me dera ter sido Ali Babá: além de não ser português, só tinha conhecido 40 ladrões...

para ler melhor, clicar na imagem

Praga de "jacintos" já chegou à Aldeia...

O Jorge Camarneiro, a partir de Montemor-o-Velho, "há vários meses que andava a alertar para esta catástrofe, mas parece que os responsáveis pelas instituições públicas andaram a ver a quem podiam atirar com a responsabilidade da limpeza do rio e do leito abandonado do Mondego e a preservação do meio ambiente!
Falavam como se nada tivessem a ver com o assunto"...
E o resultado está a ver-se cá pela Aldeia.

O Cabedelo está em mudança. Algo que lá se fazia, deixou de se fazer...

Diário As Beiras, via facebook de Pedro Agostinho Cruz.
"Está em curso a demolição dos antigos estaleiros navais Navalfoz, no Cabedelo.
Esta obra, há muito reclamada pela Câmara da Figueira da Foz, é da responsabilidade da Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), que atendeu aos reiterados pedidos da autarquia. “Era para ter sido feita antes, mas não quisemos prejudicar a época balnear”, esclareceu Luís Leal, da administração portuária. Os trabalhos deverão ficar concluídos até ao final do corrente mês, avançou aquele elemento da APFF. 
Com a demolição dos antigos estaleiros, há cerca de uma década votados ao abandono, abre-se espaço para “novos investimentos no sector do turismo ou da economia azul”, defendeu Luís Leal. Mas primeiro há que requalificar o Cabedelo, empreitada que arranca em breve, ao abrigo de uma parceria entre a câmara e a APFF. 
Por outro lado, a APFF está a dragar 100 mil metros cúbicos de areia na restinga, no molhe norte. Esta empreitada começou dias depois da ministra Ana Paula Vitorino ter anunciado, naquela cidade, uma intervenção para melhorar as condições de navegabilidade na barra, tendo em vista o inverno que se aproxima. As dragagens custam perto de 200 mil euros." 

Peniche (II)...

"Forte de Peniche não vai ser concessionado a privados"

Em tempo.
PenichePrisão política, por João Taborda da Gama: alguém de direita, a escrever o óbvio no Diário de Notícias...  
«Preservar património é dever. Concessionar monumentos é necessidade. Fazer um hotel no Forte de Peniche é barbárie. (…) 
É preciso poder ir ao forte, estar por lá, deambular nas celas, no recreio, sem bares de gin tónico nem massagens ayurvédicas, ouvir o vento, ouvir o mar, como ao menos ouviam os que lá estavam, e perceber, por fim, a irredutibilidade da liberdade.» 

MAIS UMA FOTO DO "CAIS", QUE NUNCA FOI "CAIS", MAS, SIM "PRAIA" QUE TEVE "UMA LOTA DE SARDINHA"!..

Esta foi sacada do facebook do meu Amigo José Manuel Lucas Santos

"O eleitor não é inocente", uma crónica de Rui Curado da Silva...

"Há quem julgue que não se deve culpar o eleitor. A culpa é remetida exclusivamente para os restantes candidatos e respectivos programas, desculpabiliza-se o eleitor argumentando, por exemplo, que nenhum candidato é bom..."
Para  ler na íntegra. clicar aqui.
Tenho dúvidas, pelo que conheço dos votantes da Aldeia, se o eleitorado é  inocente... 
Contudo, duma coisa tenho a certeza: não se tem importado nada de se deixar levar por mau caminho...

Tecnofixe!..

Por este ano, o Web Summit já acabou
Em 2017, há mais.
Pois eu, "que não sou propriamente o gajo mais perspicaz do planeta, ainda não tinha  percebido bem a razão de todo este burburinho em redor desta cimeira de geeks (em português geek significa: pessoa que praticou desporto uma vez na vida e ia falecendo)."
Porém, depois de ler o texto  "a Web Summit e uma casa de alterne", consegui, finalmente, entender...
"A Web Summit é o Tinder do empreendedorismo meus amigos! A tecnologia pode dar dinheiro como nunca, é verdade,  mas o sexo, ah o sexo dá dinheiro como sempre."
O segredo do sucesso é explorar o maior número de pessoas. 
"Paddy Cosgrave, tu é que a soubeste levar. Seu sacana."

Morreu Leonard Cohen, o músico visionário



Tinha lançado em outubro "You Want It Darker"
Poeta e escritor, cantor e compositor, o canadiano de 82 anos, feitos em setembro passado, já nos tinha avisado no seu último álbum, onde canta logo a abrir: "Hineni, hineni/ I'm ready, my Lord"Na altura do lançamento de You Want It Darker, em outubro passado, carregou nas tintas dizendo-se tal e qual, "preparado para morrer". Dias depois, a 13 de outubro, no consulado canadiano de Los Angeles, brincava. "Acho que exagerei. Sempre tive tendência para dramatizar. Pretendo viver para sempre."

Todos sabemos que a Figueira, ao longo dos anos, tem vindo a ser assassinada... Todavia, poucos sabem quem foi a Figueira ...

Areal está a ser revertido para a “utilização pública”...
A obra de dois milhões de euros de requalificação e valorização da frente de mar e praia, entre a Figueira e Buarcos, deverá ficar concluída «até ao final deste ano». A garantia é dada pelo presidente da Câmara ao nosso Jornal, que sublinha que a «ideia de marca» desta intervenção, «é reverter o areal para uma utilização pública e saudável». João Ataíde recordou que tudo começou em 2012 (em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente - APA), com a discussão de ideias e que, desde essa data, até 2015 «foi custoso, as pessoas questionavam se tínhamos abandonado a praia». Hoje está convicto que «houve aceitação, percebe-se, no processo natural, que esta mancha “artificial” permite que ressurjam habitats naturais». Do projecto do arquitecto Ricardo Vieira de Melo tentou-se «expurgando as soluções que, sendo interessantes, não eram compatíveis com o POOC – Plano de Ordenamento da Orla Costeira, minimizar o custo, encontrar soluções “naturais” que se enquadrassem com as pessoas». Todavia, João Ataíde recorda que o espaço «é grande, são 54 hectares» e que o seu principal objectivo, nesta e noutras intervenções «é tornar a cidade mais agradável, melhorar as condições de acessibilidade ao mar e a qualificação dos espaços de recreio e desporto».

Via Diário de Coimbra

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Eu, que prestei atenção, confesso-me confuso...

Site do PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ:
A Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) e a autarquia instalaram um painel alusivo ao antigo cais da sardinha, junto à nova recepção da marina de recreio, de autoria do artista Aquilino Ferreira, de Vieira de Leiria, sócio da Associação das Artes e Amizade Galego-Portuguesa, com sede no Paião.
A escultura, intitulada "Cais da sardinha", em forma de onda, tem oito metros de comprimento e três de altura. Custou cerca de nove mil euros, pagos, em partes iguais, pelas duas entidades.

Jornal A Voz da Figueira desta semana:
António Tavares esclarece que o autor realizou três estudos, tendo a autarquia escolhido aquele e a de Vieira de Leiria um outro. «São do mesmo escultor que fez várias variações sobre o mesmo tema», salientou. A escultura custou 15.000€ e o custo foi repartido com a Administração do Porto, inserindo-se nas comemorações que estavam a levar a efeito dos 50 anos da inauguração dos molhes."

Na minha modesta opinião, este cartoon merece um Nobel...

Afinal como é: as normas de candidatura ao orçamento participativo só servem para excluir alguns?..

Na zona sul, a proposta que obteve o primeiro lugar (por três votos: 611, contra os 608 do projecto Iluminar o Surf  - Cabedelo) foi o MEL - Museu Etnográfico de Lavos.
Creio que já foram excluídas propostas de candidaturas ao Orçamento Participativo, por serem duplicações de equipamentos que já existem na zona.
Aliás, se o regulamento não contempla esse item, deveria, por uma questão racional na gestão dos dinheiros públicos, contemplá-lo...
Neste caso, porém, a comissão técnica entendeu aceitar uma proposta que duplica um equipamento que vai distar cerca de 800 metros!
Ou são de fora e não conhecem o concelho, ou, então, terá sido por outra razão qualquer.
Em Lavos, já existe um  Museu Etnográfico, conforme prova o desdobrável deste museu, publicado nesta postagem, que foi feito em 2011, que publicamos abaixo.
Quem de direito que explique... 
Não é por nada de especial: não sei se concordam, mas seria giro compreendermos como estas coisas funcionam...
Aliás, se bem me recordo, foi até o presidente Ataíde que inaugurou este equipamento na sequência de uma visita às obras de ampliação da Casa do povo de Lavos.

Nota de rodapé.
Chamo a atenção para um pormenor. Na próxima impressão do desdobrável, não se esqueçam do pormenor de inserir o número do telefone... Não é por nada, mas temos de fazer tudo em prol do incremento do número de visitantes dos espaços culturais concelhios.
A bem da cultura local.

Paço de Maiorca: um «crime financeiro» e «negócio ruinoso», mas (digo eu...), «com charme»!.. (3)

Nota de rodapé.
Será que os figueirenses já esqueceram que o negócio do Paço de Maiorca e a ruinosa parceria público-privada com a Quinta das Lágrimas, são da responsabilidade de executivos municipais PSD, liderados pelo dr. Santana Lopes e pelo falecido eng. Duarte Silva?..
Recordando Nelson Fernandes, em novembro de 2012.
“Tudo isto sem dúvida que correu bem para a Quinta das Lágrimas. Isto é um buraco para a Câmara mas não é o pior. Isto é um padrão do que aconteceu no mandato anterior. Parceiros há aí aos montes, é preciso é escolhê-los bem como fizeram no mandato anterior”.

Resumindo: aqui está um excelente exemplo das chamadas gorduras camarárias com charme...

Ciência política...

Será aqui que está a explicação para as sondagens que não acertam?..
Tal qual as mini-saias, revelam muito, mas escondem sempre o mais importante?..
Ou terá sido, simplesmente por os EUA serem uma terra de cowboys!..
Clint Eastwood, já em agosto, tinha dito que  votava em Trump. 
"E o racismo?" - perguntaram-lhe...
"Esqueçam lá isso" - foi a resposta...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

António Tavares, o vereador-historiador da treta, que o mesmo é chamar-lhe o José Hermano Saraiva da Figueira...

Cito o jornal A Voz da Figueira de hoje. 
"A oposição solicitou esclarecimentos relativamente à colocação da escultura junto ao edifício da Marina, que gerara polémica, nomeadamente nas redes sociais porque evocava que ali havia um cais da sardinha quando há defensores que tal não existia, mas sim uma praia. 
Miguel Almeida quis ainda saber quanto custou a escultura e se é idêntica à da Praia da Vieira, conforme também tem sido invocado
Ora sobre o nome, o vereador António Tavares disse que foram feitas pesquisas sobre o local e que não encontraram nenhuma designação formal. 
«Nos livros e postais aparecem expressões como local de descarga, cais, lota, mercado, doca, mas nunca encontrámos praia. Desde esta zona até ao Forte, chamava-se de forma geral praia por causa das praças e do Jardim Municipal que eram praia, mas ali nunca teve essa designação», disse, assegurando ainda que «os serviços camarários não alteraram nada na base da designação da escultura»
De referir que na internet circula uma imagem em que foi colocado a palavra praia a substituir cais. 
Relativamente à escultura em si, António Tavares esclarece que o autor realizou três estudos, tendo a autarquia escolhido aquele e a de Vieira de Leiria um outro. «São do mesmo escultor que fez várias variações sobre o mesmo tema», salientou. A escultura custou 15.000€ e o custo foi repartido com a Administração do Porto, inserindo-se nas comemorações que estavam a levar a efeito dos 50 anos da inauguração dos molhes."

Ora bolas, senhor vereador-historiador: será que a foto abaixo não é uma praia a que V. Exa. apelidou de  "CAIS", QUE NUNCA FOI "CAIS", MAS, SIM "PRAIA" QUE TEVE "UMA LOTA DE SARDINHA"?..
Ora bolas, senhor vereador-historiador: o pior cego é aquele que anda sem bengala.

Baldaque da Silva

"Em 1913, o engenheiro hidrógrafo Baldaque da Silva apresentou o projecto de lei sobre o porto oceânico do Cab
o Mondego e o concomitante “Plano de ampliação e aformoseamento da cidade da Figueira da Foz”. Segundo ele, o carácter regional do projecto assentava na observação de que as iniciativas promovidas desde 1862, designadamente a criação da Companhia Edificadora, que promoveu a construção do Bairro Novo, “não conseguiram levantar a vida da cidade a nenhum grau elevado de prosperidade, porque continuou a ser a mesma praia de banhos, frequentada somente nos três a quatro meses, e no resto do anno uma terra completamente morta, industrial e commercialmente considerada.”
E acrescentou: “De modo que, continuando as cousas no mesmo pé, não podemos esperar daqui a meio século muito mais do que agora existe”. Em defesa da sua proposta, imbuído de uma forte expetativa visionária, antevia que, “num futuro mais ou menos largo”, a população da cidade pudesse atingir cem mil habitantes!
Analisada, retrospectivamente, não deixa de ser interessante refletir sobre como a materialização daquela proposta, projecto de âmbito regional com repercussão nacional, a revelar-se exequível, teria conduzido a uma cidade e a uma região completamente diferentes. Ser honestamente visionário nunca fez mal a ninguém. Não fosse esse um traço do seu caráter, não teria, mais tarde, o engenheiro Coelho Jordão lançado as bases de um urbanismo de futuro, posteriormente malbaratadas."
Visão, uma crónica de Daniel Santos, hoje publicada no jornal AS BEIRASque fala de Baldaque da Silva.

Residências temporárias para utentes do Hospital

Diário AS BEIRAS

RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO «SEGURANÇA E NAVEGABILIDADE DA BARRA DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ»

Encontra-se disponível na internet aqui.