sábado, 13 de agosto de 2016

Os guardas-florestais da nossa memória (II)

A imagem abaixo, mostra uma postagem publicada no dia 9 de março de 2007 e recorda "os guarda-florestais da memória dos covagalenses".
Para ver melhor, clicar aqui.















Nada acontece por acaso: a situação de calamidade em que Portugal se encontra, é a consequência natural de uma politica errada seguida ao longo de décadas. Os sucessivos Governos do PS e do PSD/CDS demoliram estruturas, muitas vezes centenárias, que tratavam da floresta e do território e apostaram todos os recursos no combate aos incêndios...

Com o país arder, onde estão os serviços florestais? Ah, é verdade, foram extintos!
O que está escrito acima é o título de um artigo de opinião publicado no passado dia 10 do corrente no jornal Público. O seu autor é FERNANDO SANTOS PESSOA . Dado o seu interesse passo a citar algumas partes. Para ler na íntegra, basta clicar aqui

"O curto prazo é muitas vezes mais importante que uma decisão sábia de longo termo. E os fogos são exemplo disso.
A extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pelo Governo PSD/CDS não levantou qualquer reacção pública; o afastamento entre os cidadãos e a res publica, desejado e promovido pelas derivas liberais daqueles partidos, conduziu ao encolher de ombros da maior parte das pessoas.
Os Serviços Florestais, no entanto, eram um organismo que vinha desde o séc. XIX, e não há país nenhum no mundo, com uma grande área florestal, que não possua o seu Serviço Florestal, muitas vezes até transformado em ícone da Administração Publica.
Já antes, num governo socialista, tinha começado o desaire – a extinção do Corpo de Guardas Florestais, com a passagem do pessoal para a GNR. Foi uma medida gravosa que, tanto quanto me lembro, passou ao lado da opinião pública e ninguém com estatuto público relevante debateu o assunto.
Os guardas florestais e em especial os velhos Mestres Florestais, eram depositários de sabedoria e de bom senso que hoje em dia seriam tão preciosos; eles não eram meros polícias para serem pura e simplesmente incorporados na GNR – eram agentes da defesa e da protecção das matas, vigiavam o estado de limpeza, obrigavam os proprietários a procederem a limpezas, e por isso não deveriam receber ordens de qualquer tenente ou sargento da GNR, sem desprimor para estes, é claro, mas precisavam de ser enquadrados pelos engenheiros florestais que com eles formavam uma cadeia de conhecimentos e de atitudes de intervenção no território.
Esta sabedoria dos velhos Mestres, perdeu-se e mais uma vez devemos ser o único país do mundo com florestas que não tem um Corpo específico de Guardas Florestais, e essa medida insere-se no pensamento liberal que desde o “socialismo liberal” até hoje tem vindo a dominar a vida pública."

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Hoje, finalmente, percebi a política figueirinhas: importante, é ter Miguel Almeida, um vereador da oposição ao serviço da situação!..

Na Figueira, a oposição a este executivo camarário PS, se, ao menos, contribuir para "pôr uma tinta branca nas passadeiras reservadas aos peões" e se meter uma "cunha" para "permitir aos jovens que gostam de jogar futebol, à noite, nos campos que a Praia tem, que não o têm podido fazer, pois está tudo às escuras, apesar de existirem holofotes", está de parabéns...
POLÍTICA É ISTO MESMO para a maioria dos figueirenses: "um voluntarismo ingenuamente bacôco e egomaníaco, discurso bisonho e paroquial repleto de lugares-comuns, alguma esperteza saloia, imensas banalidades..." 
Só um povo esclarecido me convenceria que, afinal, os figueirenses têm o que merecem...
Obrigado figueirenses esclarecidos.
Alerta senhores do arco do poder figueirinhas: a União Nacional (Local) ainda terá futuro na Figueira, substituindo-vos por gente bem mais eficaz!

Nota de rodapé.
Só pergunto: onde está a Oposição? 
É que se for este PSD dá só para rir!..

UMA BOA NOTÍCIA, APÓS LONGA E DURA BATALHA...

"Chegou finalmente o dia com que há tantos anos sonhámos"
disse o presidente da junta de freguesia de S. Pedro...

Nota de rodapé.
Como se nota, o que mais gosto é de dar boas notícias.
Nem todos, como eu, que criticam o que consideram que está mal na  Aldeia deviam ser considerados traidores. 
Não preciso afirmá-lo, pois todos os que me conhecem sabem, que tenho, desde sempre, a Aldeia no coração, critério indispensável para assumir e protagonizar a crítica construtiva. 
Todavia, a tendência do poder,  é tentar criticar fortemente quem assume a cidadania e tentar excluir socialmente quem o faz. 
Mas não pensem que o habitante da Aldeia não é uma pessoa informada e especial. 
O povo da Aldeia não é tão fechado como pensam.
Chega a ser mais cosmopolita que o povo da sede do concelho. 

Sobretudo, quando lhe convém, é muito aberto com os turistas e muito profissional no sector do turismo... 
Um velho que conheci, há muitos anos, falou-me, um dia, já lá vão muitos anos, dos seus conflitos internos.
Disse-me: "dentro de mim, existem dois cães em luta constante: um deles, cruel e mau. Outro, bom e dócil."
Quando lhe perguntei qual dos cães achava que acabaria por ganhar a luta, respondeu:
"Aquele que eu alimentar."

Atendimento...

Como já expliquei aqui, não confundam o "interesse público com o interesse do público»!
Para ver melhor, clicar na imagem
.

O sentido da vida do Pedro

Foto Pedro Agostinho Cruz
Cito Pedro Agostinho Cruz:
"Hoje partilho a minha história do dia. 
Esta tarde andei pela Mealhada, Luso, Santa Combadão e Montemor-o-velho/Tentúgal a fotografar os vários incêndios que consomem o país nesta região. Vi imensa coisa que me deixou triste e a reflectir, acreditem! Mas, foi na ultima paragem do dia, já relativamente perto de casa que aconteceu o episódio que vou partilhar. 
Cheguei a Tentúgal e por questões de segurança a estrada estava cortada. Falei com o GNR e perguntei se podia ir a pé até ao local. Olhou-me de alto a baixo e respondeu que sim, mas avisou-me: "Olhe que é bastante longe e vai andar pelo meio do mato. Cuidado!". Mesmo assim decidi ir. Andei uns bons minutos para não dizer quilómetros. Não via ninguém, nem o sol! Só via um fumo super denso e ouvia um helicóptero. Do meio do fumo surge um carro de bombeiros:"Pedro o que estás aqui a fazer seu louco??!" Sim! Talvez tenha sido uma loucura, mas não estava a pensar nisso naquele momento. Na verdade estava a tentar perceber quem ia dentro daquele carro. Era o Nobre com um rosto cansado. Iam abastecer o carro. Perguntei se estava longe ao qual me respondeu: "ainda estás a mais de um quilometro". Sem me deixar responder disse: "Entra!".
Fomos abastecer o carro e deparei-me com um miúdo. Já era a segunda vez que o Bombeiro Nobre ia ali abastecer. Ofereceu a água do seu furo para ajudar os bombeiros.
Meti conversa com o miúdo e perguntei-lhe se queria ser bombeiro: "Não! Só quero ajudar os bombeiros!", respondeu-me decididamente. 
Não sei o nome do miúdo. Mas, sei que provavelmente continua a ajudar o bombeiro Nobre.
Eu vou dormir descansado!
O meu amigo e bombeiro Nobre não vai provavelmente dormir. Aquele miúdo, se dormir não o vai fazer descansado, mas desconfio que continue ajudar o bombeiro Nobre a abastecer o carro com água do seu furo (...) 
É por estas histórias que me apaixono todos os dias pelo meu trabalho (...)"
Imagem obtida a partir daqui.
Para ver melhor clicar na imagem.


Nota de rodapé.
A simplicidade com que o Pedro conta esta sua "história do dia" é absolutamente desarmante. 
É bela e preenche, sem ser ostensiva. Cativa, sem ser importuna. Cria empatia e faz-nos sentir bem de uma forma natural. 
Nesta história está, também, a evolução e o sentido da vida do Pedro.
Mas, qual é o sentido da vida de cada um de nós? 
Não há só uma resposta a essa pergunta.
Existe é  uma resposta para cada um de nós que ouse questionar-se...
O sentido da vida, é o sentido que cada um de nós dá à sua vida!
A vida é assim...  
As coisas acontecem-nos sem sequer as prevermos.
Uma vida gasta, arriscando e cometendo erros, é mais útil e produtiva, do que uma vida gasta com medo de fazer coisas.

Com o devido respeito pelos profissionais: o jornalismo figueirense tem muito de circo - o importante é a propaganda...

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Jorge Tocha Coelho, um cidadão atento... (X)

Erosão costeira a sul do quinto molhe: estamos em Agosto, sempre aquele mês de esperança acrescida...

Desde 11 de Dezembro de 2006, que andamos a alertar para o problema
Escrevemos nessa altura que "a protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial..."
Foto António Agostinho. Mais fotos aqui.
Ao longo destes longos 10 anos anos, nunca nos cansámos de alertar para aquele que, do nosso ponto de vista, é o maior problema da Cova e Gala: a situação a sul do quinto molhe, na orla costeira da freguesia de S. Pedro, estava a ser branqueada e mal avaliada por quem de direito.
A preocupação do autor deste blogue, tinha a ver com o facto deste local, por si só,  passar despercebido aos meios de comunicação local, regional e nacional, dado o facto do avanço das águas do mar não encontrar pela frente aglomerados populacionais, um apoio de praia ou uma barraca de surf... 
Aparentemente, no imediato, não  era uma ameaça à vida das pessoas e à segurança dos seus bens... 
Isso pareceu-me sempre o mais preocupante e perigoso, pois 500 metros, a norte, e 2 ou 3 quilómetros, a sul, lá estão as pessoas e os bens,  à mercê da fúria do mar, por incúria e ganância do homem. 

Agora, segundo o que li ontem no Diário de Coimbra, parece que existe a esperança que o problema vai ser atacado.
Passo a citar:
"A zona do 5º. molhe deverá ser alvo de uma candidatura a apresentar pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente).
Segundo o presidente da junta de S. Pedro, num ofício, a APA informou-o que, devido à erosão naquela zona, a candidatura vai no sentido de «se colocar geo-cilindros (entre a Praia da Cova e a Costa de Lavos), repor a duna, reflorestar para criar sustentação e colocar paliçadas»."

Eu sei que estamos em Agosto, sempre um mês de esperança acrescida, sempre aquele mês descontraído por natureza, onde o tempo parece ter mais tempo para a esperança! 
Se todos temos que acreditar em algo, acreditemos no que foi ontem publicado no Diário de Coimbra.
Todos concordamos com o presidente da junta: "se o inverno for «rigoroso», a área «vai ser de novo pólo de uma grande preocupação".

Um conselho: “na Figueira pague o seu IMI e o IMT sem reclamar. A polícia recomenda que não se deve reagir a um assalto.”

Nota de rodapé.
Citando Daniel Santos. Como na Figueira, quem de direito não gosta de ouvir a verdade, nunca é de mais repetir...
"Os impostos sobre o património, designadamente o IMI e o IMT, constituem uma receita muito importante no orçamento dos municípios. No caso da Figueira, a receita que se espera arrecadar nestes dois impostos é de cerca de quinze milhões de euros para um valor global de quarenta e dois milhões, ou seja à volta de quarenta e três por certo!" 

Mais uma foto da série e se a praia do Cabedelo tivesse acessos em condições?

foto sacada daqui

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL (MAIS DO MESMO...)

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL

"Acordo da câmara socialista com promotor faz com que autarquia pague 13 mil euros se concerto facturar menos de 90 mil!.."
Vamos ajudar a Câmara Municipal da Figueira da Foz
Comprem bilhetes, clicando aqui.

Funchal

As palavras são inúteis. A imagem e o silêncio dizem tudo. 

Requalificação do areal para aproximar a cidade ao mar: mais 2,1 milhões gastos em mais um remendo!..

Afinal: devemos aproximar a Cidade do Mar, ou o Mar da Cidade?
Insisto: devemos procurar a todo o custo aproximar o Mar da Cidade, como no tempo em que a Figueira era a Rainha das praias.
Leva-me a crer que quem tomou esta iniciativa desconhece que foi a “Praia da Claridade” que deu a grandeza e beleza à Figueira e não será esta “milagrosa” obra que irá repor essa condição!

Manuel Luís Pata

Génio e engenho são sinónimos, às vezes. Viva Portugal. *

Trata-se de engenho puro.
Nota-se capacidade inventiva, habilidade e talento.
Ainda por cima, usado numa aplicação simples... 
Só com engenho se constrói um engenho!
"Ser génio não é difícil. 
Difícil é encontrar quem reconheça isso" - Millôr Fernandes.

Nota de rodapé.
* O título desta postagem foi "roubado" ao Daniel Abrunheiro.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Tudo está no seu lugar...

"Rio 2016: a imagem de voleibol de praia que está a correr mundo"!..
A foto mostra uma egípcia de hijab e uma alemã de biquini, no torneio de voleibol de praia. 

Mas o que é que esta foto tem de especial para ter levantado tanta celeuma?
Tudo está no seu lugar.
Se a egípcia estivesse de biquíni e a alemã de hijab, isso sim, é que seria notícia! 
Assim, dentro de poucos dias, ninguém se vai lembrar disto...

"O cão  morder o homem, já não é notícia há muito tempo..." 
A notícia, hoje, é aquilo que deveria ser uma não notícia, por dever ser normal comum e natural...
Nem já o homem morder o cão é grande notícia...
Notícia, notícia, mas notícia mesmo a sério, é o cão morder o pénis ao homem e este ter de ser suturado com cem pontos, 100!..

O amor contém sempre um pouco de loucura e muita curiosidade...

Vale a pena falar
do que fomos 
e somos 
e andamos
e sofremos e pensamos.

Só vale a pena calar 
o que ainda sonhamos.

(... Anda por aí gente preocupada... 
De vez em quando chega-me a preocupação,
até porque já lá vão mais de 10 anos, corporizada nesta pergunta)...
... por que é que este gajo perde tanto tempo a escrever o OUTRA MARGEM?
A minha resposta é, simplesmente, esta: 
Porque ninguém lê blogues.

Nota de rodapé.
Considero-me um gajo de princípios.
Portanto, muito raramente costumo acabar alguma coisa...

MOMENTO DE ANTOLOGIA DO DISPARATE PRESIDENCIAL FIGUEIRENSE... (II)

Abusar e optar: duas palavras.
Para mim, o seu significado diverge do entendimento que, julgo, ser o da maioria das pessoas.
Abusar,  não  tem de ser, necessariamente, exceder no uso que damos às coisas. 
Abusar, do meu ponto de vista, tem a ver com usá-las mal, deteriorá-las, adulterá-las.
Optar,  não tem de ser, exactamente, escolher de uma forma completamente livre e consciente. 
Optar, do meu ponto de vista, é abdicar de algo de que gostamos muito. 
Optar, é prescindir de grande parte do essencial e prosseguir por um outro trilho.

Como escrevi aqui, sempre pensei - e continuo a pensar - que era bom os políticos não confundirem o interesse público com o interesse do público!
É que, do meu ponto de vista, ao mesmo tempo que aumenta o interesse do público, diminuí o interesse público.
Há anos, tanto quanto me tem sido possível, tenho tentado não abusar - optando...

Aí está a primeira medalha para Portugal nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

E se o Cabedelo tivesse acessos em condições?

foto António Agostinho
Na  tarde de hoje, era esta a imagem, vista da melhor esplanada do concelho da Figueira da Foz, da minha praia favorita, de areias douradas por um sol lindo... 
Sou um privilegiado, tenho que o confessar! 
Há coisas que não têm preço e eu, seja verão, outono, primavera ou verão, possuo esta maravilha mesmo defronte dos meus olhos...
O pior, mesmo de bicicleta, foi conseguir voltar à Gala na tarde de hoje!..

De tempos a tempos, continuo a gostar de ouvir o som de uma melodia do passado...

À atenção da elite cultural figueirense...

PRÉMIO LITERÁRIO JOÃO GASPAR SIMÕES
DATA LIMITE PARA ENTREGA DE PROPOSTAS ATÉ 31 DE DEZEMBRO 2016.

" Na Figueira da Foz, mesmo em agosto, existem milhares de alojamentos desocupados. Fazendo as contas a um valor de 100.000 euros, em média, por alojamento, e usando o valor do INE, temos 5200 alojamentos vagos; logo, são mais de 520 milhões de euros de investimento parado. Isto é, o capital que os portugueses pouparam, ou pediram emprestado a bancos estrangeiros, não é rentabilizado. Um pequeno desastre económico sobre o qual pouco reflectimos"...

"IMI – um imposto falhado", uma crónica de João Vaz, a ler clicando aqui.

Um diplomata no bordel do capitalismo internacional...

"Irrevogavelmente, uma missão e pêras"... 
A ler, aqui.

A vidinha, sempre a vidinha... 
A vidinha é um puzzle onde tudo se vai encaixando... 
Dizem que é o destino... 
Que tinha o seu destino traçado e que deus é que sabe!
A vidinha, sempre a vidinha...  

A  vidinha custa a todos.

GAU...

É óptimo ter fotos (memórias) para poder de novo passear por esses lugares lindos, que foram agradáveis e que não se apagarão de mim - e, espero, de vós. 
Há quem ache bom, de vez em quando, voltar aos lugares de sempre... 
Olhar, recordar, voltar a ver... E sorrir. Ou não! Eu continuo a sorrir.

Entretanto,  apesar da recordação,  virei essa página.
É verdade, que fez parte do meu percurso de vida. 
Concordo e aceito, que reviver o passado através do presente, é uma forma de aprofundarmos as nossas raízes!
Mas, para mim, isso é apenas passado...

Este querer reviver pode ser salutar, já que nos transmite o sinal que esse tempo passado foi bem agradável. 
As cicatrizes têm o condão de demonstrar que o  passado foi real. 
Impossível, portanto, viver sem ele. 
Contudo, pelo menos para mim, voltar a ser é impossível...

Espero que me entendam.
Prefiro a recordação.
É que, do meu ponto de vista, na verdade, somos um todo não desligável em que os diversos compartimentos não são estanques.

O meu desejo mais profundo é que tenham tido um bom e salutar convívio.
Eu estive aí, com felicidade e alegria, mas da forma que escolhi: em pensamento.
Experimentar aquilo a que os ingleses chamam “historical sense” e os franceses “déjà vu”, é algo que, neste caso concreto, já não me atrai.

É verdade que,  de tempos a tempos,continuo a gostar de ouvir o som de uma melodia do passado...
Dentro do que fui - e sou depositário -, julgo conter  em mim próprio uma parte imensa de recordações e fundo, de lembranças, de memórias.
O GAU, para mim, passados todos estes anos, é a memória de uma ideia. 
Mas, uma ideia especial.
Uma ideia colectiva que teve acção.
É assim que o quero recordar. 

A simplicidade autêntica de Peter Pereira



Na fotografia, o simples e o autêntico, normalmente, costumam dar um bom boneco. 
É o que transparece desta entrevista do Peter Pereira.
Tal como ele certamente faz para conseguir as fotos que o caracterizam, é preciso reparar, ver, olhar e imaginar o enquadramento.
A autenticidade é a possibilidade de alguém ser capaz de revelar a sua realidade.
“As histórias mais importantes para mim são sobre a pobreza”, disse Peter Pereira na entrevista, que pode ser lida aqui. O vídeo foi sacado daqui.
O ser simples é sempre útil! Peter Pereira, nesta entrevista, revelou-se de uma simplicidade que roça a ternura. 
Depois de ver os cerca de 36 minutos do vídeo, da entrevista dada por este fotojornalista nascido na Gala, multi premiado e reconhecido, quem pode esconder um sorriso e um olhar terno e comovido?

domingo, 7 de agosto de 2016

É um olhar lindo, à primeira vista. Porém, se repararmos melhor há um sentimento de tristeza e de alguma angústia que nos assalta.


Descobre a Figueira da Foz (Video promocional da Figueira da Foz) from GhostMaster on Vimeo.

Portugal no seu melhor!

"Uma patrulha da GNR do Porto encontrou uma bolsa de senhora, perdida no meio da A42, entre Lousada e o Porto, que continha 990 euros. A proprietária da carteira já foi, entretanto, localizada e recebeu a carteira de volta."
Portugal está habituado ao discurso redondo de treinador de futebol, tipo:
"Estamos a trabalhar com dignidade, com humildade e de forma séria... 
É um plantel muito sério, muito digno e muito humilde que trabalha com muita honra e profissionalismo e dignidade... 
E, claro, seriedade também...
Os bons resultados vão aparecer".

Nota de rodapé.
"BRAVO!!!
Percebe-se que a fasquia da dignidade de um país desceu a um nível extremamente crítico de tão baixo… quando o facto de a polícia entregar à dona uma carteira perdida, contendo bastante dinheiro, em vez de a roubar… é notícia.
Mas pronto… se é assim um feito tão extraordinário… parabéns, senhores guardas da GNR!"
Samuel Quedas

Uma caricatura do concelho?.. Ou um concelho que é uma caricatura?..

"FIGUEIRA CHEIA...!", VIA LUÍS RIBEIRO!..

Nota de rodapé.
Estamos em Agosto!
Na Figueira, o ano devia terminar no fim de Agosto. 
Na Figueira, o fim de Agosto é o fim de quase tudo e não é o começo de nada. 
Fica um deserto para percorrer...

Nota de rodapé (2)
Actualização às 8 horas e 30 minutos:

E do meio dos "muitos" chorões sobressai Agosto, como sorriso tímido... 
São estes momentos que dão o sinal que alguma esperança ainda é possível no desconsolo em que este concelho se tornou para quem nele habita!...

No Verão a Figueira fica maior.
No Verão o figueirense não que saber de nada.
No Verão o figueirinhas não teme nada. 
No Verão dá para libertar a insinuação... 
Eu gosto é do Verão.

Daqui a pouco ficam as saudades do Verão,

tempo em que o relógio era dispensado. 
Fica a memória da descontracção. 
Resta a saudade em imagem ao passado,
para o regresso ao passado no próximo Verão.
Eu gosto é do Verão...

No Verão a Figueira fica maior...

Uma viagem no José Alberto em 1967: um documentário com cerca de 50 minutos a não perder...

sábado, 6 de agosto de 2016

Ponte sobre o Tejo: 50 anos a facturar..

O sonho da Ponte sobre o Tejo concretizou-se a 6 de Agosto de 1966, sob o nome de Ponte Salazar. 
Depois da benção do cardeal Cerejeira, a ponte foi inaugurada com pompa e circunstância.  

Nesse dia e até às 02h30 da madrugada, hora a que começou a ser cobrada portagem (na altura o pagamento era feito no sentido Lisboa/Almada e contava com cinco cabines de portagem), milhares de portugueses fizeram questão de atravessar o Tejo pela nova ponte. 

O nome actual só foi atribuído depois do 25 de Abril de 1974. 
A atribuição oficial do nome actual aconteceu no dia 5 de Outubro de 1974, nas comemorações da implantação da República.

Ponte sobre o Tejo, 50 anos a facturar.
Com características que a tornam única no país, é desde a sua inauguração uma obra fundamental para o quotidiano de milhares de pessoas. 
O tráfego médio rodoviário, actualmente, é de 140 mil veículos por dia e o tráfego ferrovário de 157 comboios, cerca de 85 mil passageiros por dia.

Salvo in extremis, o 38.º Citemor começa esta sexta-feira...

“No limite”
É assim,  que a organização do Festival de Montemor-o-Velho afirma ter assegurado as condições para concretizar a sua 38.ª edição. 
Ao mesmo tempo, os responsáveis pelo Citemor admitem “uma esperança renovada” e a “expectativa de estar perante um momento de viragem há muito desejado” para o festival que volta a Coimbra, a 5 e 6 de agosto, para apresentar a programação de abertura, a decorrer, com performance e música, respectivamente no Teatro da Cerca de São Bernardo e no Salão Brazil, em parceria com A Escola da Noite e o Jazz ao Centro Clube.
O Citemor esteve para não acontecer em 2016, mas o festival de teatro de Montemor-o-Velho e Coimbra, quase nos 40 anos, não quer abandonar (ainda) o barco.

Festas...

imagem sacada daqui
Na Figueira é sempre carnaval.
Mas, desde junho, tem sido imparável: festas, festarolas e festinhas por tudo quanto é canto e lado. 

Pode-se dizer que o concelho está em festa... 
Mas... 
Por pouco tempo!

Nota de rodapé.
Acordai!

Força Brasil...

           
Chegou a hora dessa gente “bronzeada” mostrar seu valor...
Começa assim a letra de um histórico samba composto ainda nos anos 40 por Assis Valente. É um verdadeiro hino ao povo brasileiro e à sua cultura, um samba irresistível e genial...

Conseguir complicar o que devia ser simples, também é uma forma de arte...

Para ver melhor clicar na imagem
Isto do código de conduta é uma ideia gira, mas é capaz de vir a dar muito trabalho. 

A saber:
Desde logo, temos o trabalho que vai dar escrever código. 
A seguir, mais trabalho para convencer os governantes a tomarem conhecimento do código.
A seguir,  mais trabalho ainda para obrigá-los a ler o código.
A seguir, mais trabalho ainda para obrigá-los a cumprir o código.
Isto, sem esquecer, o trabalho que não dará fiscalizar os governantes para obrigá-los a cumprir código. 

Resumindo:
Quem pode resolver o problema são os portugueses: era só escolherem melhor os governantes!