terça-feira, 19 de julho de 2016
Alguns, andam por aqui a pensar na felicidade, mas esquecem que, para outros, é só um conceito... Vou continuar a ignorar que isso só dá chatices...
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| Foto sacada da postagem "Mobilidade Suave - o mau exemplo da Figueira da Foz" |
Merecíamos outro tipo de engenheiros e decisores.
Os passeios à entrada da Figueira mantiveram o mesmo perfil, estreitos e com obstáculos. Apesar da obra a partir do Armazém da Câmara (debaixo da ponte) desaparecem os passeios, apesar de existirem casas e pessoas a servir. Portanto, sempre que ouvir a palavra "Mobilidade" e "Câmara Municipal da Figueira da Foz" sei que se trata de mera propaganda a realidade desdiz todas as boas intenções dos responsáveis pelo espaço público.
E havia muito espaço para fazer "boa obra". Faltou o resto, vontade, técnica e bom senso, ficou a incompetência e o atraso estrutural."
Eng. João Vaz, via O Ambiente na Figueira da Foz
Ora cá está estamos então perante "os planos de mobilidade...que ficam no papel".
Nada de de novo nem anormal.
Os eleitores votam em sonhos. Os militantes e os apoiantes apoiam sonhos.
Os eleitores são mais seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas ou em obra feita. Os militantes e os apoiantes, lá terão as suas razões...
Cada vez consigo perceber melhor os resultados eleitorais...
Basta de realidade. Venham mais sonhos!
Chapéu para Santana...
Santana desfaz tabu: não quer Lisboa!
O "Menino Guerreiro" de costas para a política?
"Neste tempo, não posso aceitar convites para ser candidato a outros cargos”, afirmou ao Expresso.
“Compreendo que o meu partido tenha outros calendários, pelo que não quero, de forma alguma, condicionar a estratégia que seja delineada. Sei que o dossiê está entregue, e bem, ao presidente do PSD”, acrescenta, considerando que os “convites ou apelos merecem sempre reflexões profundas, mas nem sempre são compatíveis com os tempos mediáticos e da política”.
Para já, diz ter “concentração máxima e dedicação total” à Santa Casa. “As eleições autárquicas serão em outubro de 2017. Até lá, o mundo girará muitas vezes”, atira...
O "Menino Guerreiro" de costas para a política?
"Neste tempo, não posso aceitar convites para ser candidato a outros cargos”, afirmou ao Expresso.
“Compreendo que o meu partido tenha outros calendários, pelo que não quero, de forma alguma, condicionar a estratégia que seja delineada. Sei que o dossiê está entregue, e bem, ao presidente do PSD”, acrescenta, considerando que os “convites ou apelos merecem sempre reflexões profundas, mas nem sempre são compatíveis com os tempos mediáticos e da política”.
Para já, diz ter “concentração máxima e dedicação total” à Santa Casa. “As eleições autárquicas serão em outubro de 2017. Até lá, o mundo girará muitas vezes”, atira...
segunda-feira, 18 de julho de 2016
"Prego de Ouro": reconhecimento científico e político...
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| Para ler melhor clicar na imagem |
Falo da liberdade de ser ingénuo (parvo) sem ter que me render às formalidades de idade (cargos, capacidades intelectuais ou status social, factores que convertem tanta gente, com potencial, em cinzentistas, são formalidades excluídas no meu caso).
Porém, do meu ponto de vista, ser ingénuo (parvo) não obriga a ser burro, grosseiro ou boçal. Ser ingénuo (parvo) com elevação, exige alguma inteligência, maturidade, capacidade de discernimento e um bom sentido do timing.
Quem estiver a ler este texto, e ainda não conseguiu perceber, não pertence à minha casta de ingénuos (parvos).
Isso não faz de vocês más pessoa, simplesmente estabelece a fronteira entre dois estados.
Uns estão do lado de lá, os outros de cá.
Entretanto, vamos convivendo neste meio.
Porque já ando por aqui há algum tempo.
E vocês já perceberam que há coisas que fazem sentido e coisas que não fazem sentido nenhum.
Eu gosto de fazer ambas.
E vocês de as ler...
domingo, 17 de julho de 2016
Malta da Aldeia: hoje é dia de comprar o Diário de Coimbra...
"Com “casa cheia”, o Clube Mocidade Covense, na freguesia de S. Pedro, apresentou a sua edição de postais de correio de “Aventais bordados das mulheres da beira-mar”.
Uma iniciativa que surgiu na sequência de um desfile de aventais efectuado na colectividade e que levou Joaquim Jerónimo a dar a sugestão.
Ideia “agarrada” pela direcção que vai servir para «a angariação de fundos para a colectividade», como explicou ao nosso Jornal, a presidente."
Nota de rodapé.
Esta é a sinopse na internet que se pode ler clicando aqui.
Para ler a notícia completa na edição em papel, é preciso comprar o Diário de Coimbra de hoje.
Não é todos os dias que a Aldeia merece chamada de primeira página num jornal, por bons motivos.
E, depois, o trabalho jornalístico é da Bela Coutinho, uma talentosa jornalista da velha guarda.
E pronto.
Agora vou comprar e ler o jornal e tomar a bica matinal.
Bom domingo.
Uma iniciativa que surgiu na sequência de um desfile de aventais efectuado na colectividade e que levou Joaquim Jerónimo a dar a sugestão.
Ideia “agarrada” pela direcção que vai servir para «a angariação de fundos para a colectividade», como explicou ao nosso Jornal, a presidente."
Nota de rodapé.
Esta é a sinopse na internet que se pode ler clicando aqui.
Para ler a notícia completa na edição em papel, é preciso comprar o Diário de Coimbra de hoje.
Não é todos os dias que a Aldeia merece chamada de primeira página num jornal, por bons motivos.
E, depois, o trabalho jornalístico é da Bela Coutinho, uma talentosa jornalista da velha guarda.
E pronto.
Agora vou comprar e ler o jornal e tomar a bica matinal.
Bom domingo.
Sardinha e leitão...
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António Miguel Lé, armador e dirigente patronal.
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Se pudesse vender a experiência ao preço que ela me ficou, ficaria rico.
Isto é assustador: esta personagem foi primeiro-ministro de Portugal 4 anos!
"O governo tem o dever de cumprir a legislatura que roubou", disse Passos Coelho!..
Nota de rodapé.
Numa democracia, qualquer democrata sabe o óbvio.
Numa democracia, são os governos que se submetem ao Parlamento e não o Parlamento que se submete aos governos.
Nota de rodapé.
Numa democracia, qualquer democrata sabe o óbvio.
Numa democracia, são os governos que se submetem ao Parlamento e não o Parlamento que se submete aos governos.
sábado, 16 de julho de 2016
18 anos depois...
Portugal esteve a perder com a Itália por dois-zero...
Mas, no final ganhámos por 6 a 2!
Somos, portanto, campeões europeus de hóquei.
Por aqui, na rua nem uma bicicleta a tocar a campainha a comemorar...
Espero que, ao menos, o Marcelo não se esqueça das medalhas da ordem...
Mas, no final ganhámos por 6 a 2!
Somos, portanto, campeões europeus de hóquei.
Por aqui, na rua nem uma bicicleta a tocar a campainha a comemorar...
Espero que, ao menos, o Marcelo não se esqueça das medalhas da ordem...
Não há nada que chegue ao Verão!
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| Foto de António Agostinho |
Há momentos de partilha de felicidade, que são absolutamente únicos!
Um cervejinha, numa esplanada do Cabedelo, com muito sol, pouco vento e temperatura alta é o suficiente para sabermos que aqui, pela Aldeia, temos qualidade de vida.
A cidade, há muito que perdeu o seu encanto - e, do meu ponto de vista, qualidade de vida.
Encanto e qualidade de vida que se encontram onde sempre estiveram - ou seja, na Aldeia.
A cidade é uma construção que, por culpa dos homens, se tornou numa catástrofe onde a impiedade, a assimetria e a desconformidade foram levadas ao limite.
Poder apreciar esta cena, num fim de tarde calmo, é reconfortante e retemperador.
Até apetece cantar:
Eu gosto é do Verão,
De passearmos de prancha na mão. Saltarmos e rirmos na praia,
De nadar e apanhar um escaldão.
Toda a gente anda bem humorada em dias como o de hoje, até porque é quando anoitece mais tarde!
Eu gosto é do Verão...
A questão do real...
"A Câmara Municipal da Figueira da Foz continua sem agir sobre uma área fundamental para o desenvolvimento do concelho e do país, a gestão da energia".
Começa assim uma crónica hoje publicada por João Vaz, no jornal As Beiras, que eu li na versão papel, mas que, dado o seu manifesto interesse, espero que venha a estar disponível via internet.
Entretanto, fica mais uma citação: "o resultado da ausência da política concorre para a estagnação - sem incentivos não há inovação nem criação de emprego."
O real, é o entendido pela generalidade das pessoas ou aquilo que nós pensamos que vemos?
E o que é que a generalidade dos figueirenses vê?
E o que é que a generalidade dos figueirenses entende?
Acho que é fácil perceber isto, se atentarmos no desempenho dos políticos figueirenses, ao longo dos anos, e naquilo que a generalidade dos figueirenses faz, eu incluido...
Fiz-me perceber?
Mesmo assim é difícil...
Eu sei!
Nota de rodapé.
"O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo."
Bernard Shaw
Começa assim uma crónica hoje publicada por João Vaz, no jornal As Beiras, que eu li na versão papel, mas que, dado o seu manifesto interesse, espero que venha a estar disponível via internet.
Entretanto, fica mais uma citação: "o resultado da ausência da política concorre para a estagnação - sem incentivos não há inovação nem criação de emprego."
O real, é o entendido pela generalidade das pessoas ou aquilo que nós pensamos que vemos?
E o que é que a generalidade dos figueirenses vê?
E o que é que a generalidade dos figueirenses entende?
Acho que é fácil perceber isto, se atentarmos no desempenho dos políticos figueirenses, ao longo dos anos, e naquilo que a generalidade dos figueirenses faz, eu incluido...
Fiz-me perceber?
Mesmo assim é difícil...
Eu sei!
Nota de rodapé.
"O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo."
Bernard Shaw
Gosto de espaços alindados, bem tratadas e cuidados. É só cirandar um pouco por aí que os encontramos por este concelho afora e adentro, onde menos se espera...
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| FOTO DB/JOT’ALVES |
No exterior, a erva toma conta do parque infantil. Não obstante o estado de abandono e os buracos na estrada de terra batida, várias famílias convivem à volta de piqueniques, tendo a lagoa como cenário idílico e o que resta do bar como palco de destruição.
Entre os residentes do Bom Sucesso reina a indignação em relação ao abandono daquela zona de lazer de elevado potencial turístico, construída no mandato autárquico de Santana Lopes (1997 – 2001) numa área protegida e tutelada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)."
Via AS BEIRAS
Aventais Bordados das Mulheres da Beira-Mar
Um Povo que não preserve o seu passado e as suas raízes não tem futuro.
E a Cova e a Gala têm um passado de que todos nos devemos orgulhar.
Os aventais Bordados das Mulheres da Beira-Mar em edição de postais de correio.
Uma produção do Clube Mocidade Covense.
Cova-Gala, Freguesia de S. Pedro
Figueira da Foz
Portugal
E a Cova e a Gala têm um passado de que todos nos devemos orgulhar.
Uma produção do Clube Mocidade Covense.
Cova-Gala, Freguesia de S. Pedro
Figueira da Foz
Portugal
O presidente francês, François Hollande, arrasa Durão Barroso a propósito da ida do português para a presidência do Goldman Sachs Internacional
“É uma questão moral e ética, ligada a uma pessoa. Não fui eu que escolhi Barroso para presidente da Comissão da União Europeia. Ele esteve dez anos à cabeça da Comissão. A Goldman Sachs esteve no centro da crise dos subprimes e ajudou o Governo grego a ‘maquilhar’ as contas do Grécia. Moralmente é inaceitável (que ele vá para esse banco)”, disse esta quinta-feira o presidente francês, François Hollande, numa entrevista de fundo neste 14 de julho, dia nacional francês.
“É uma questão que não tem que ver com a Europa, tem que ver com a moral. O senhor Barroso foi presidente da Comissão Europeia no momento em que teve lugar a crise provoca pelos subprimes, na qual a Goldman Sachs foi um dos principais implicados - banco que reencontrámos mais tarde no caso grego, dado que era o banco que aconselhava os gregos e e que maquilhava as contas que a Grécia transmitia à União Europeia. Agora ficamos a saber, alguns anos mais tarde, que o senhor Barroso vai entrar no Goldman Sachs. Juridicamente é possível, mas moralmente é inaceitável”, explicou François Hollande na entrevista publicada pelo Expresso.
“É uma questão que não tem que ver com a Europa, tem que ver com a moral. O senhor Barroso foi presidente da Comissão Europeia no momento em que teve lugar a crise provoca pelos subprimes, na qual a Goldman Sachs foi um dos principais implicados - banco que reencontrámos mais tarde no caso grego, dado que era o banco que aconselhava os gregos e e que maquilhava as contas que a Grécia transmitia à União Europeia. Agora ficamos a saber, alguns anos mais tarde, que o senhor Barroso vai entrar no Goldman Sachs. Juridicamente é possível, mas moralmente é inaceitável”, explicou François Hollande na entrevista publicada pelo Expresso.
Já nem vergonha têm para ter vergonha...
"Assunção Cristas considera que o chumbo ao projecto lei que previa a criminalização do abandono de idosos é incompreensível e revela insensibilidade por parte da Esquerda."!..
Nota de rodapé.
Isto, depois de esta senhora ter sido quatro anos e meio ministra num Governo da direita radical, que cortou pensões, reformas e pensões de viuvez a pagamento, a pôr fim ao complemento solidário para idosos, eliminou comparticipações e isenções diversas e consequente aumento de taxas!..
Quando os que mandam (ou mandaram e esperam vir ainda a mandar...) perdem a vergonha, temos o direito de lhes perder o respeito.
Nota de rodapé.
Isto, depois de esta senhora ter sido quatro anos e meio ministra num Governo da direita radical, que cortou pensões, reformas e pensões de viuvez a pagamento, a pôr fim ao complemento solidário para idosos, eliminou comparticipações e isenções diversas e consequente aumento de taxas!..
Quando os que mandam (ou mandaram e esperam vir ainda a mandar...) perdem a vergonha, temos o direito de lhes perder o respeito.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Tempo de emoções...
Uma foto da minha mãe, a tirar o sal da marinha. Apesar da má qualidade da foto, pode ver-se a dureza do trabalho. "O sal era branco, mas fazia o coração preto", dizia-me a minha mãe.Gosto da concordância das emoções.
Porém, a verdade e a autenticidade nem sempre são a mesma coisa.
A verdade, por vezes, é o que convém.
A autenticidade é a possibilidade de alguém ser capaz de revelar a realidade.
Uma guerreira é uma guerreira.
E a palavra que melhor define a minha Mãe, que era uma mulher da paz e dos consensos, é essa mesmo - guerreira.
Leia-se: na luta pela sobrevivência, dela e dos seus.
Foram quase oitenta e sete anos, uma longa vida, ainda por cima, vivida com muitas dificuldades, inúmeros desgostos e algumas amarguras.
Não conheceu o Pai, soldado na I Grande Guerra. Ficou viúva, aos 46 anos de idade, no tempo em que não havia reformas, com 3 filhos e uma Mãe de idade já avançada para cuidar.
A vida é tão difícil para alguns… Contudo, a minha Mãe deu a volta por cima e foi sempre uma mulher lutadora e uma filha, mãe, avó e bisavó dedicada.
João: o teu comentário emocionou-me.
Mais: humedeceu-me os olhos, o que não é demonstração de fraqueza.
Num tempo em que pessoas têm medo de exprimir emoções vividas ao longo do seu percurso, fica o meu agradecimento.
Hoje, pelas 18 horas e 30 minutos...
O Clube Mocidade Covense, ciente do seu papel de agente divulgador dos aspectos socioculturais da sociedade que lhe dá identidade e onde está inserido, entendeu promover uma edição limitada de postais de correio tendo como tema os aventais bordados das suas mulheres, das mulheres da beira-mar.
É uma acção que visa a obtenção de receitas sempre tão escassas quanto necessárias.
A apresentação desta iniciativa terá lugar hoje na colectividade pelas 18H30.
É uma acção que visa a obtenção de receitas sempre tão escassas quanto necessárias.
A apresentação desta iniciativa terá lugar hoje na colectividade pelas 18H30.
Uns, pensam que mandam no Mundo. Outros, pensam que são o Mundo...
"Das cúpulas da Europa às juntas de freguesia, o interesse público deve ser salvaguardado inequivocamente pelo poder executivo.
O combate pela transparência na política deve ser realizado em todas as frentes. De pouco serve criticar a Europa ou o poder de Lisboa, quando na nossa freguesia não há transparência na execução de políticas locais. Os acontecimentos da passada semana ilustram na perfeição o trabalho que há a fazer em múltiplas frentes pela transparência na política.
A ida de Durão Barroso para a Goldman Sachs, uma empresa financeira que contribuiu ativamente para arruinar países, empresas e pessoas da EU, durante o seu mandato na Comissão, é absolutamente escandalosa. Quem governou a Comissão Europeia?
Foi Durão Barroso ou foi a Goldman Sachs? Aquando da intervenção na Grécia, os representantes da Comissão Europeia na Troika estavam a trabalhar para o bem da UE e da Grécia ou estavam a trabalhar para a Goldman Sachs, a mesma empresa que ajudou a maquilhar as contas dos governos do PASOK e da direita grega?
Saltando para o nosso nível das freguesias, li e reli as declarações do executivo da Junta do Paião e sinceramente não fiquei nada convencido que a transparência tivesse sido uma prioridade das transferências realizadas com os dinheiros dos baldios. Quanto à bondade das operações, ela só poderá ser esclarecida depois de uma auditoria muito rigorosa."
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Dia 14 de julho
Saudade, seja lá o que isso for, não tem outra palavra, sentimento ou forma que a expresse ou defina.
Quando pensamos que descansa, reaparece, em dias como o de hoje.
É um sentimento esquisito e diverso que cresce no peito, sem nome.
Normalmente, este blogue serve para tudo, menos para falar de mim ou da minha família.
Há momentos, porém, que foram a excepção...
As datas têm o valor que lhe quisermos dar.
Encerra-se hoje um ano, que foi uma outra e nova medida do meu tempo...
Feche-se então este bem fechado, que não me deixou saudades!
Como sou um homem da esperança, acredito que a única coisa boa de um ano mau, é que as probabilidades de o próximo ser melhor são altas.
Por hoje, peço desculpa pela interrupção. Amanhã, será outro dia.
A vida e a luta vai ter de continuar.
Portanto...
Quando pensamos que descansa, reaparece, em dias como o de hoje.
É um sentimento esquisito e diverso que cresce no peito, sem nome.Normalmente, este blogue serve para tudo, menos para falar de mim ou da minha família.
Há momentos, porém, que foram a excepção...
As datas têm o valor que lhe quisermos dar.
Encerra-se hoje um ano, que foi uma outra e nova medida do meu tempo...
Feche-se então este bem fechado, que não me deixou saudades!
Como sou um homem da esperança, acredito que a única coisa boa de um ano mau, é que as probabilidades de o próximo ser melhor são altas.
Por hoje, peço desculpa pela interrupção. Amanhã, será outro dia.
A vida e a luta vai ter de continuar.
Portanto...
quarta-feira, 13 de julho de 2016
"A CMFF, ao licenciar o evento no Coliseu entre a 01h00 e as 02h00 da manhã, procurou de forma deliberada inviabilizar a sua realização tendo, contudo, adoptado critérios distintos em relação a outras situações idênticas a quem foram permitidos horários mais alargados, como foi o caso da Piscina Praia, espaço esse da CMFF..."
O Cavaco de sempre...
"Conselho de Estado: Cavaco terá legitimado aplicação de sanções".
Nota de rodapé.
Será que Cavaco ainda pensa que pode vir a dissolver o Parlamento, declarar guerra a Espanha e desanilhar todas as cagarras?..
O Sr. Silva deve continuara a viver em Marte...
Ser coerente, significa continuar a ser tão ignorante hoje como há uns anos atrás?
Há pessoas que mostram coerência por sempre terem pensado do mesmo modo.
Pois cá o je, já mudou de opinião várias vezes e não se arrepende nada de o ter feito, nem se envergonha de o confessar publicamente.
É tudo uma questão de se procurar ser coerente.
Nota de rodapé.
Será que Cavaco ainda pensa que pode vir a dissolver o Parlamento, declarar guerra a Espanha e desanilhar todas as cagarras?..
O Sr. Silva deve continuara a viver em Marte...
Ser coerente, significa continuar a ser tão ignorante hoje como há uns anos atrás?
Há pessoas que mostram coerência por sempre terem pensado do mesmo modo.
Pois cá o je, já mudou de opinião várias vezes e não se arrepende nada de o ter feito, nem se envergonha de o confessar publicamente.
É tudo uma questão de se procurar ser coerente.
Lá diz o provérbio muito português: "as cadelas apressadas parem os cães cegos..."
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| imagem sacada daqui |
Adenda: Fernando Pimenta, campeão em canoagem, outro Grande Oficial da Ordem do Infante pelo Presidente Cavaco Silva, em 2015, soube pela TSF que amanhã vai ser "promovido para baixo" a Comendador da Ordem do Mérito. Alguém devia preparar umas papeletas básicas ao PR.
Marcelo anunciou frugalidade nas condecorações para se distinguir dos antecessores. Como o que primeiro se paga nesta vida é a língua, o desporto nacional não lhe dá, famosamente, descanso."
João Gonçalves
Sempre a aprender: tradição taurina!..
"La tradición obliga a matar a toda la familia del toro que mató a Víctor Barrio en Teruel"...
E pronto.
Assim, ficámos a saber que para cumprir a "tradição", quando um touro, em legítima defesa, mata o toureiro que o está a torturar em público, para deleite e gozo do público, a mãe do touro deve ser assassinada, sentença que é alargada a toda a "família" do animal.
Considerando a quantidade de touradas de morte que se realizam todos os anos em Espanha - ao longo de tantos anos - já imaginaram este hipotético cenário?
Os touros tomarem o poder por um dia e decretarem a chacina das famílias inteiras de cada toureiro que já assassinou touros na arena, com efeitos retroactivos!..
A Espanha corria o risco de ficar despovoada...
E pronto.
Assim, ficámos a saber que para cumprir a "tradição", quando um touro, em legítima defesa, mata o toureiro que o está a torturar em público, para deleite e gozo do público, a mãe do touro deve ser assassinada, sentença que é alargada a toda a "família" do animal.
Considerando a quantidade de touradas de morte que se realizam todos os anos em Espanha - ao longo de tantos anos - já imaginaram este hipotético cenário?
Os touros tomarem o poder por um dia e decretarem a chacina das famílias inteiras de cada toureiro que já assassinou touros na arena, com efeitos retroactivos!..
A Espanha corria o risco de ficar despovoada...
"A União Europeia não é união e nem sequer se pode dizer que seja europeia, porque a ideia de Europa deveria ser outra, especialmente depois de tanta História"
O verdadeiro Euro 2016 é este, o campeonato em que há jogadores que são árbitros e que, por isso, podem distribuir porrada à vontade, porque são os donos do apito. Todos sabem que as metas do défice não são alcançáveis, mas usam-nas como instrumento de pressão, para ajudar multinacionais e bancos, à espera do prémio.
De acordo com o Institute for Economic Research, já houve 114 violações das metas estabelecidas e, neste momento, apenas Portugal e Espanha estão sujeitos a possíveis sanções. Essas 114 (por extenso: cento e catorze) violações não foram levadas a cabo apenas por Portugal e Espanha: o país que mais vezes falhou neste campeonato foi a França, mas Juncker já explicou por que razão a França não pode ser castigada.
Note-se, ainda, que as possíveis sanções são consequência do défice deixado por Passos Coelho e por Maria Luís Albuquerque. Relembre-se, também, que os vários falhanços das metas estabelecidas foram sempre considerados sucessos pelas mesmas instituições que hoje ameaçam um governo que ainda não falhou as previsões. Percebe-se: com Passos, o país continuaria a retirar direitos e dinheiro aos trabalhadores, que os PIIGS querem-se pobrezinhos e prontos a pegar nas bandejas com bebidas exóticas.
De acordo com o Institute for Economic Research, já houve 114 violações das metas estabelecidas e, neste momento, apenas Portugal e Espanha estão sujeitos a possíveis sanções. Essas 114 (por extenso: cento e catorze) violações não foram levadas a cabo apenas por Portugal e Espanha: o país que mais vezes falhou neste campeonato foi a França, mas Juncker já explicou por que razão a França não pode ser castigada.
Note-se, ainda, que as possíveis sanções são consequência do défice deixado por Passos Coelho e por Maria Luís Albuquerque. Relembre-se, também, que os vários falhanços das metas estabelecidas foram sempre considerados sucessos pelas mesmas instituições que hoje ameaçam um governo que ainda não falhou as previsões. Percebe-se: com Passos, o país continuaria a retirar direitos e dinheiro aos trabalhadores, que os PIIGS querem-se pobrezinhos e prontos a pegar nas bandejas com bebidas exóticas.
A Europa das punições contra os fracos...
“Além disso, estima-se que o esforço orçamental acumulado empreendido por Portugal no período entre 2013 e 2015 tenha ficado significativamente aquém do recomendado pelo Conselho, o que leva a concluir que a resposta de Portugal à recomendação do Conselho não foi suficiente.”
(EU Press release)
Nota de rodapé.
"O Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) considerou hoje que Portugal e Espanha não tomaram medidas eficazes, no ano passado, para corrigir os défices excessivos...
… e decide iniciar um processo de sanções por violação do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Comandada hoje por um homem – Juncker – que fez todos os favores fiscais às multinacionais com sede no Luxemburgo e teve outro à sua frente – Barroso – que agora vai para o pior que existe na finança mundial, revelando assim ao serviço de quem se encontra, esta Europa que isenta sempre os mais fortes, não hesita em punir os mais fracos.
A França, quando descumpre, não é punida. A Alemanha, idem. Mas Grécia, Portugal, Espanha… podem ser castigados.
Ainda por cima por um órgão – o Ecofin – que nem sequer tem existência legal consagrada nos Tratados e cujas figuras não eleitas se tornaram odiosas desde a chantagem exercida sobre Atenas.
Com a agravante suplementar de haver implícito no processo de sanções aberto hoje e no nosso caso, uma clara nota de intolerância política.
Enquanto o governo português anterior, que aplicava à risca as receitas da troika (e queria mesmo ir além dela!), não foi sancionado, apesar de ter falhado todos os objectivos, Bruxelas pressiona agora Portugal pelo facto do novo executivo tentar aplicar um mix de medidas que sai um pouco fora da ortodoxia, não lhe conferindo qualquer benefício da dúvida.
Sanções-Punições
Ou seja – tolerância máxima para os amigos do Partido Popular Europeu – onde se abrigam os fundamentalistas da direita dominante – e máximo rigor para que ousam afastar-se, o mínimo que seja, do caminho austeritário traçado. Para a direita, tudo. Para a esquerda, nada. Ou melhor, para a esquerda – sanções!
“Sanções é tudo o que não precisamos; pensamos que ninguém deve ser punido” – dizia há dias o secretário-geral da OCDE, Angél Gurria, advertindo para os riscos de agravamento da situação económica.
Mas isso que importa para os burocratas de Bruxelas ao serviço de Berlim? O que importa, para eles, é dar um sinal de domínio, mesmo sabendo que dessa forma estão a atiçar os lobos da especulação financeira, sempre prontos a saltar sobre as suas vítimas ao mínimo sinal de sangue.
Mesmo que através de manobras de bastidores as sanções acabem por ser reduzidas a zero, a simples abertura do processo já é uma vergonha inadmissível que ofende o nosso mais elementar sentido de dignidade nacional!
A Europa devia ser solidária, promover a igualdade e a convergência, mas está afinal ao serviço dos poderosos contra os mais fracos.
Ao agir assim, trai-se a si própria – trai os ideais que inspiraram os seus fundadores e alimentaram durante décadas a esperança de um futuro de paz, desenvolvimento e unidade em todo o continente.
Esta Europa que a si mesma se trai não tem moral nem dignidade e por isso não tem futuro."
Carlos Fino
P.S.
Quando chegamos aqui - isto é, ao ponto de dois emblemáticos comentadores de direita criticarem os seus próprios partidos, com argumentos inatacáveis, por serem a favor das sanções a Portugal - percebe-se melhor o baixo nível de gente como Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque ou Assunção Cristas.
Vale a pena ver o vídeo...
(EU Press release)
Nota de rodapé.
"O Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) considerou hoje que Portugal e Espanha não tomaram medidas eficazes, no ano passado, para corrigir os défices excessivos...
… e decide iniciar um processo de sanções por violação do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Comandada hoje por um homem – Juncker – que fez todos os favores fiscais às multinacionais com sede no Luxemburgo e teve outro à sua frente – Barroso – que agora vai para o pior que existe na finança mundial, revelando assim ao serviço de quem se encontra, esta Europa que isenta sempre os mais fortes, não hesita em punir os mais fracos.
A França, quando descumpre, não é punida. A Alemanha, idem. Mas Grécia, Portugal, Espanha… podem ser castigados.
Ainda por cima por um órgão – o Ecofin – que nem sequer tem existência legal consagrada nos Tratados e cujas figuras não eleitas se tornaram odiosas desde a chantagem exercida sobre Atenas.
Com a agravante suplementar de haver implícito no processo de sanções aberto hoje e no nosso caso, uma clara nota de intolerância política.
Enquanto o governo português anterior, que aplicava à risca as receitas da troika (e queria mesmo ir além dela!), não foi sancionado, apesar de ter falhado todos os objectivos, Bruxelas pressiona agora Portugal pelo facto do novo executivo tentar aplicar um mix de medidas que sai um pouco fora da ortodoxia, não lhe conferindo qualquer benefício da dúvida.
Sanções-Punições
Ou seja – tolerância máxima para os amigos do Partido Popular Europeu – onde se abrigam os fundamentalistas da direita dominante – e máximo rigor para que ousam afastar-se, o mínimo que seja, do caminho austeritário traçado. Para a direita, tudo. Para a esquerda, nada. Ou melhor, para a esquerda – sanções!
“Sanções é tudo o que não precisamos; pensamos que ninguém deve ser punido” – dizia há dias o secretário-geral da OCDE, Angél Gurria, advertindo para os riscos de agravamento da situação económica.
Mas isso que importa para os burocratas de Bruxelas ao serviço de Berlim? O que importa, para eles, é dar um sinal de domínio, mesmo sabendo que dessa forma estão a atiçar os lobos da especulação financeira, sempre prontos a saltar sobre as suas vítimas ao mínimo sinal de sangue.
Mesmo que através de manobras de bastidores as sanções acabem por ser reduzidas a zero, a simples abertura do processo já é uma vergonha inadmissível que ofende o nosso mais elementar sentido de dignidade nacional!
A Europa devia ser solidária, promover a igualdade e a convergência, mas está afinal ao serviço dos poderosos contra os mais fracos.
Ao agir assim, trai-se a si própria – trai os ideais que inspiraram os seus fundadores e alimentaram durante décadas a esperança de um futuro de paz, desenvolvimento e unidade em todo o continente.
Esta Europa que a si mesma se trai não tem moral nem dignidade e por isso não tem futuro."
Carlos Fino
P.S.
Quando chegamos aqui - isto é, ao ponto de dois emblemáticos comentadores de direita criticarem os seus próprios partidos, com argumentos inatacáveis, por serem a favor das sanções a Portugal - percebe-se melhor o baixo nível de gente como Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque ou Assunção Cristas.
Vale a pena ver o vídeo...
terça-feira, 12 de julho de 2016
Não há como regressar ao passado...
"É praia, é cidade, é serra, é porto e é rio.
Tem centro de artes, tem galerias, tem museus e tem casino!
Tem proximidades vantajosas de vilas e cidades com património histórico único, tem acessibilidades; não falta nada!
O estio do verão traz à cidade os “sunset” diários de brisa marítima inconfundíveis!
Não façam da Figueira da Foz apenas a cidade do “(F)estival”.
Reposicionem-na como cidade Estival!"
Isabel Maranha Cardoso, no jornal AS BEIRAS.
A necessidade não aguça o engenho, antes o exige...
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| Calma: hoje ainda não é assim. Amanhã, não sabemos... |
Via Record
NOTA DE RODAPÉ.
Não sei o que pensam, mas tudo isto parece-me um pouco lamechas, piegas e manhoso...
Recordo Manuel António Pina.
"Obrigado, futebol, por tudo o que nos deste, pelo vinho e pela cicuta (e pelo esquecimento).
Obrigado pelos dias desordenados e pelas noites transbordantes, obrigado por não teres cabido em nós e por nós não termos cabido em nós, obrigado pelas lágrimas e pelo riso, pelas cataratas de cantos, pelo incêndio das bandeiras, pelo amarelo e pelo azul, pelo oiro e pela tempestade, obrigado pelo escândalo ruidoso da alegria, obrigado pelo regozijo e pela esperança, pelos muros efemeramente derrubados, por todos os abismos que, por um momento, se fecharam entre nós.
Agora que partiste, voltaram eles, saídos da sombra, os dos discursos, os das promessas, os economistas, os usurários, os eunucos («os eunucos devoram-se a si mesmos / lambuzam de saliva os maiorais…», cantava, recordas-te? o Zeca Afonso), os meros aldrabões. As palavras deixaram de ser límpidas e sonoras, e servem de novo, não para iluminar, mas para confundir, e as mãos para mistificar e para ocultar. Aqueles desconhecidos que ainda ontem abraçávamos na rua olhamo-los agora com estranheza e com desconfiança e, se vêm na nossa direcção, viramos a cara para o lado e apressamos o passo.
Que nos aconteceu, que ficámos sós?
De repente fez-se um grande silêncio: copos vazios, papéis pelo chão, realidade, sujidade. De que falaremos agora? Que diremos uns aos outros? Olha para nós, cabisbaixos como essas bandeiras pendendo ainda das últimas janelas, destroços cansados de um passado quase perfeito. As ruas estão de novo desertas e já ninguém passa de automóvel gritando e saudando-nos com os braços imensamente abertos.
Agora que tudo voltou a ser lento, sórdido e obscuro, obrigado, futebol, por nos teres permitido um instante de claridade."
Manuel António Pina, Visão, 29 de Julho de 2004
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Um momento que marcou o Euro 2016
A ternura não é um sentimento.
Contudo, é um comportamento que se enquadrar num relação, ainda que fugaz, como foi o caso.
Como comportamento, a ternura é sem dúvida dos mais belos.
Ao mesmo tempo é, ainda, fácil de ser entendido pelo outro, até porque, como foi o caso, foi expresso por um acto concreto.
Este puto marcou um golo, pelo menos, tão espectacular e eficaz como o golo do Éder!
Contudo, é um comportamento que se enquadrar num relação, ainda que fugaz, como foi o caso.
Como comportamento, a ternura é sem dúvida dos mais belos.
Ao mesmo tempo é, ainda, fácil de ser entendido pelo outro, até porque, como foi o caso, foi expresso por um acto concreto.
Este puto marcou um golo, pelo menos, tão espectacular e eficaz como o golo do Éder!
Lembram-se do tempo da censura que cortava entrevistas, reportagens, notícias e encerrava jornais?..
A censura do Estado Novo viu afrontas a Salazar num artigo do jornal Diário de Coimbra, mantendo-o encerrado por mais de um ano.
Tal aconteceu por causa de um artigo - “Max, artista de circo”.
O jornal foi impedido de sair entre 7 de Julho de 1945 a 11 de Julho de 1946.
A intenção era fazer desaparecer o jornal, que vinha publicando na coluna “A Cidade”, artigos sobre escassez de água, pão, batata ou peixe, assuntos que não interessavam ao regime salazarista.
A industria do futebol...
Portugal ganhou a final do Euro.
Como era de prever, a maioria dos jornais generalistas e todos os desportivos, reservaram a primeira página para falar do jogo de Paris.
A excepção foi o Jornal de Notícias, com uma pequena nota de rodapé, para lembrar as medalhas de ontem no atletismo e a participação de Rui Costa na volta à França em bicicleta.
Ter havido ontem medalhas como nunca no atletismo (Portugal conquistou quatro medalhas neste Europeu de Amesterdão: às medalhas de ouro de Sara Moreira e de bronze de Jéssica Augusto, na meia maratona, logo ao início da manhã, juntaram-se as medalha de ouro de Patrícia Mamona ao final da tarde, no triplo salto e de Tsanko Arnaudov, que alcançou o bronze no lançamento do peso) e Rui Costa ter sido segundo na nona etapa da Volta a França em bicicleta, merecia outro destaque e outro registo na imprensa portuguesa de hoje.
Fica aqui o registo do resultado destes fantásticos desportistas portugueses, ontem, felizmente complementado pela alegria da vitória da noite de ontem em Paris.
Pena é que a imprensa portuguesa - generalista e da especialidade - não valorize o desporto português como deveria ser valorizado.
Mas a sociedade em que vivemos em Portugal é isto.
As mudanças sociais, culturais, políticas e económicas que marcaram as sociedades contemporâneas das últimas décadas tiveram um impacto significativo no futebol.
Os grandes clubes têm vindo a sofrer profundas transformações. A crescente internacionalização e comercialização do futebol transformou os clubes com maior projecção em corporações transaccionais, processo para o qual contribuíram, entre outros agentes, as grandes companhias multinacionais. O papel dos grandes interesses na busca da maximização do lucro, a que se juntou os interesses financeiros dos media, das televisões e dos organismos que tutelam as competições nacionais e internacionais, acentuou-se nos últimos 15 anos, como reflexo do fortalecimento das políticas neoliberais nas sociedades contemporâneas.
Os adeptos, por seu turno, viram-se progressivamente relegados para o fundo de uma estrutura de poder, embora, ironicamente, sejam eles os responsáveis pela centralidade que o futebol ocupa na representação das culturas populares.
Sendo o futebol um palco privilegiado de afirmação de identidades locais, regionais e nacionais, facilmente se depreende que uma parte significativa dos adeptos se posiciona veementemente contra o emburguesamento e a comercialização da modalidade.
Face ao reforço das políticas comerciais e financeiras no futebol, o que alterou significativamente o quadro de relações que se estabelecem entre os aficionados e os clubes, os antigos adeptos passaram a ser tratados, pela máquina que industrializou o futebol, por meros consumidores.
Será que o mercantilismo, também no futebol, deverá deve ser assumido como uma inevitabilidade histórica?
Como era de prever, a maioria dos jornais generalistas e todos os desportivos, reservaram a primeira página para falar do jogo de Paris.
A excepção foi o Jornal de Notícias, com uma pequena nota de rodapé, para lembrar as medalhas de ontem no atletismo e a participação de Rui Costa na volta à França em bicicleta.
Ter havido ontem medalhas como nunca no atletismo (Portugal conquistou quatro medalhas neste Europeu de Amesterdão: às medalhas de ouro de Sara Moreira e de bronze de Jéssica Augusto, na meia maratona, logo ao início da manhã, juntaram-se as medalha de ouro de Patrícia Mamona ao final da tarde, no triplo salto e de Tsanko Arnaudov, que alcançou o bronze no lançamento do peso) e Rui Costa ter sido segundo na nona etapa da Volta a França em bicicleta, merecia outro destaque e outro registo na imprensa portuguesa de hoje.
Fica aqui o registo do resultado destes fantásticos desportistas portugueses, ontem, felizmente complementado pela alegria da vitória da noite de ontem em Paris.
Pena é que a imprensa portuguesa - generalista e da especialidade - não valorize o desporto português como deveria ser valorizado.
Mas a sociedade em que vivemos em Portugal é isto.
As mudanças sociais, culturais, políticas e económicas que marcaram as sociedades contemporâneas das últimas décadas tiveram um impacto significativo no futebol.
Os grandes clubes têm vindo a sofrer profundas transformações. A crescente internacionalização e comercialização do futebol transformou os clubes com maior projecção em corporações transaccionais, processo para o qual contribuíram, entre outros agentes, as grandes companhias multinacionais. O papel dos grandes interesses na busca da maximização do lucro, a que se juntou os interesses financeiros dos media, das televisões e dos organismos que tutelam as competições nacionais e internacionais, acentuou-se nos últimos 15 anos, como reflexo do fortalecimento das políticas neoliberais nas sociedades contemporâneas.
Os adeptos, por seu turno, viram-se progressivamente relegados para o fundo de uma estrutura de poder, embora, ironicamente, sejam eles os responsáveis pela centralidade que o futebol ocupa na representação das culturas populares.
Sendo o futebol um palco privilegiado de afirmação de identidades locais, regionais e nacionais, facilmente se depreende que uma parte significativa dos adeptos se posiciona veementemente contra o emburguesamento e a comercialização da modalidade.
Face ao reforço das políticas comerciais e financeiras no futebol, o que alterou significativamente o quadro de relações que se estabelecem entre os aficionados e os clubes, os antigos adeptos passaram a ser tratados, pela máquina que industrializou o futebol, por meros consumidores.
Será que o mercantilismo, também no futebol, deverá deve ser assumido como uma inevitabilidade histórica?
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