terça-feira, 19 de abril de 2016

Silêncio inocente?..

foto António Agostinho
Pagar impostos, mais do que uma obrigação que decorre de uma atitude e de uma obrigação eticamente fundamentada, em especial no caso de quem trabalha por conta própria, é um garrote que o Estado nos aperta sem dó nem piedade.
Por isso, o mínimo, era que houvesse por parte do recebedor dos impostos, o Estado, um comportamento idêntico, sem o qual, a obrigação que sobre nós recai deixa de ter sentido.

Este Estado não é uma pessoa de bem.
No segredo dos gabinetes, pela sorrelfa, acabou de roubar à minha Aldeia algo que nem o fascismo nos negou: o direito à saúde.
Até este momento, este blogue foi o único espaço público, onde esta situação foi denuncida.
Políticos e órgãos de informação, mesmo aqueles que andaram 15 dias a promover não sei o quê da Aldeia, porque não ouvi, sobre o assunto do encerramento do Posto Médico da Cova e Gala - nada, rien de nada...
Entretanto, a decisão já está tomada: a partir de 2 de maio próximo, doentes covagalenses se querem médico vão a Lavos. Inventem é formas de lá conseguirem chegar...

Alguém consegue saber algo  sobre a forma como foi conduzido o processo de encerramento do Posto Médico da Cova e Gala?..
Alguém acredita que esse processo passou ao lado da política e dos políticos?
Neste momento, em cima da mesa, está o impacto do fecho do Posto Médico da Cova e Gala  no acesso da população da Aldeia a cuidados de saúde.
Não me peçam, portanto, que aborde este assunto sem indignação e sem paixão.
Neste momento, o mínimo a exigir aos políticos, é que se informem e nos informem, sobre o processo e exijam a sua suspensão. 

A primeira preocupação, tem a ver com a necessidade de garantir o não encerramento do Posto Médico da Aldeia, pois o que está em causa é que a população da freguesia não venha a perder cuidados de proximidade.
Senhores burocratas, não podem esquecer que a Aldeia tem uma população envelhecida e a cultura de relacionamento com o povo e de espírito de serviço público que o Posto Médico da Aldeia cultivou ao longo de largas dezenas de anos. 

Depois, temos outro problema enorme: as acessibilidades ao novo Centro de Saúde de Lavos.
Como é que os idosos da Aldeia lá vão chegar?
Em transporte individual, que a maioria não tem!.. Em transporte colectivo, que não existe!.. De táxi, para o qual a maioria não tem dinheiro!.. A pé, de bicicleta, de carro de bois, de carroça?..
Alguém pensou neste pormenor?

Qual é, afinal, a estratégia para a saúde das pessoas que moram nesta outra margem?
O erro foi cometido lá atrás... 
Antes de terem deitado a primeira pedra  do Centro de Saúde de Lavos os políticos concelhios deveriam ter olhado para o resto da população da margem esquerda do Mondego. 
E onde é que estiveram os políticos da Aldeia? Na Aldeia do pai natal?..
Há outros pormenores, porém, a ter em conta.
Se todos concordam que os edifícios, dos antigos Postos Médicos,  têm grande valor patrimonial, qual o destino a dar aos equipamentos e à verba que vier a ser obtida com a sua putativa venda?

Pela maneira como fui tratado, em todo este processo, que conduziu a este infeliz e dramático desfecho, como covagalense, tenho direito à indignação, que vou continuar a exercer com tristeza, mas com o sentimento do cumprimento de um dever cívico e moral...
Mostrar sensibilidade, é uma obrigação. Ser solidário um dever. 
Ainda há gente que se julga acima dessas formas de sentir e remete tudo para a competitividade, como se a igualdade à partida não fosse uma falácia...
A esses cegos, ou oportunistas, sugiro que, de vez em quando, entreabram o olhinho...

Confirma-se o pior: Posto de Saúde da Cova e Gala encerra no fim do mês...Presidente da junta de freguesia de S. Pedro pondera demitir-se...

Ontem, em exclusivo, este blogue informou, em especial os covagalenses, do encerramento iminente do seu Posto Médico, que vinha do tempo da outra senhora.
Como era facilmente previsível, gerou-se uma onda de revolta na freguesia de S. Pedro.
Entretanto, a situação clarificou-se e evoluiu:
1. Conforme está exposto em comunicado, desde hoje para ler melhor clicar na imagem- , no ainda Posto Médico da Cova e Gala, confirma-se o pior: os doentes dos dois médicos que prestam serviço - o dr. Albino Coelho e o dr. Bento Cunha - a partir do dia 2 de Maio próximo mantém o mesmo médico de família, mas têm de se deslocar a Lavos.
2. Neste momento, o presidente da junta de freguesia, que ainda no passado dia 15 garantiu na Assembleia de Freguesia, realizada nessa data, que o Posto Médico se iria manter aberto, não descarta a hipótese de se demitir...
3. Neste momento, existe a possibilidade de se realizar uma Assembleia de Freguesia extraordinária amanhã para os autarcas locais e os covagalenses manifestarem o que têm a dizer sobre este assunto, verdadeiramente dramático para uma população envelhecida e carenciada de serviços médicos como são os habitantes covagalenses.

PS. - Se a reunião se realizar, espera-se que esteja presente alguém da Câmara Municipal da Figueira da Foz, de preferência o seu presidente.

Em tempo.
Fica uma sugestão.
Como a Maternidade da Figueira foi encerrada há anos, deverá haver um espaço, algures lá pelo Hospital, onde possa ser instalado o novo Posto Médico da Cova e Gala.
O problema do estacionamento pago do parque do Hospital estava resolvido por natureza, pois a grande maioria dos utentes do Posto Médico da Cova e Gala não tem viatura própria, e dada a proximidade, poderiam deslocar-se a pé.

Não só subscrevo, como divulgo...

Caro Agostinho, permite que utilize este teu espaço para fazer um apelo a todos os covagalenses para se pronunciarem sobre a questão da trasladação do nosso Posto de Saúde para Lavos e muito em especial à entidade que com mais legitimidade tem para tal fim:

"Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro: Convoque uma Assembleia de Freguesia extraordinária com a máxima urgência, e como é evidente dentro dos trâmites legais, com uma Ordem de Trabalhos especificamente dedicada ao assunto atrás referido. O Povo Covagalense que se pronuncie sobre o assunto. É este Povo que se deve pronunciar sobre tão delicada questão". 

É claro que para isso, os nossos políticos têm que, através dos caminhos legais, tomar a primeira iniciativa".

Agostinho: Proponho que subscrevas este apelo e apeles também aos teus leitores, a fim de que possam ser contabilizadas as opiniões dos nossos conterrâneos.

Isto anda tudo emaranhado...

... como canta o poeta.
A marca genética está lá...
A chatice é que "vivemos em liberdade", o que, por enquanto, é verdade e, ao mesmo tempo, um incómodo!

O estranho caso da 109... (II)

Foto Pedro Agostinho Cruz, via AS BEIRAS
A beneficiação da EN109 vai arrancar até final do mês, anunciou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde. 
Para já,  a Infraestruturas de Portugal (IP) garante a fresagem e a pavimentação das zonas mais críticas, entre a Gala e Marinha das Ondas. A seguir, será colocada sinalização horizontal. 
Numa fase posterior, que deverá ter início no princípio de 2017, serão construídas rotundas nos cruzamentos da Costa de Lavos e Leirosa e feita uma “intervenção mais profunda”, numa extensão que abrange os concelhos da Figueira da Foz, Mira e Cantanhede. “Ficou acordado o que considero razoável” para “garantir normas mínimas de segurança” disse ainda João Ataíde.

Via AS BEIRAS

Aos que andam preocupados com quem escreve um blogue...

Escrever um blogue, é a única profissão em que ninguém é considerado ridículo se não ganhar dinheiro...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Posto de Saúde da Cova Gala vai encerrar em breve... Tudo aponta, para o final deste mês

Lembram-se?..
No passado dia 14 de dezembro de 2015, alertei os caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia: Lavos ganha Centro de Saúde com “tecnologia de ponta”.
Passo a recordar o alerta.

"Ontem foi dia de festa para os lavoenses, com a inauguração do Centro de Saúde de Lavos, uma antiga aspiração e que provou que a “união faz a força”, já que a sua concretização ficou a dever-se às “parcerias” e esforços de vários organismos.
Obra rondou os 800 mil euros e é exemplo de uma “boa parceria”."

Pois é, caros velhotes e caras velhotas cá da aldeia, vocês andam há mais de 25 anos a votar sempre nos mesmos para escolher o presidente da junta local, os tais que, por oportunismo, se ligaram numas eleições ao PSD e, noutras, pelos mesmos motivos,  ao PS. 

Pois é, caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia, contudo,  vocês não estiveram sós no voto que deram, nos últimos 25 e tal anos,  sempre aos mesmos...
A malta da pesca deu. Os merceeiros deram. As donas de casa deram. A malta que tem banca no mercado deu. A malta que tem casa na habitação social deu. A malta das colectividades deu. A malta que joga à sueca nos clubes deu. A malta que ocupa os espaços comerciais concessionados pela junta deu. E por aí adiante, maioritariamente. Muito maioritariamente.

Caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia, além de mim, apenas tenho a certeza que na Aldeia, nos últimos 25 anos, apenas o meu barbeiro não deu o voto aos mesmos, porque ele não vota cá.
Felizmente, ninguém é proibido de votar. Também ninguém é obrigado a votar.

Caros velhotes e caras velhotas, cá na Aldeia, para muitos é indiferente quem está no poder na junta e na câmara... E, depois, há aqueles que nem sabem que há eleições. Outros, estão-se borrifando porque acham que não vale a pena. As poucas batatas que ainda se cultivam nos quintais cá da Aldeia, não crescem mais depressa por isso... 

Caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia, se quisermos existem mais de mil e uma razões para votarmos assim, ou assado, ou até para não votarmos. Todos temos direito ao voto em cada votação- um.
Toda a gente sabe isso. Da utilidade que lhe formos dando ao longo dos anos, colheremos depois o retorno. 
"Ontem foi dia de festa para os lavoenses"...

Caros velhotes e caras velhotas da minha Aldeia: se me perguntassem, hoje, o que penso sobre isso, além de não deixar de felicitar o Zé Elísio, diria -  “nada”.
Mas, penso - e penso que muita coisa vai acontecer no futuro, para azar, incómodo e desconforto, dos caros velhotes e das caras velhotas cá da Aldeia."

Entretanto, aquilo que eu pensava que ia acontecer no futuro, para azar, incómodo e desconforto dos caros velhotes e das caras velhotas cá da Aldeia vai acontecer em breve.
Falava-se, era uma hipótese e de repente e, mais uma vez, confirmou-se o aforismo popular: "o corno" é sempre o último a saber...
Segundo informação que me chegou, a partir do o próximo dia 2 de maio quem quiser ir ao médico, tem de ir a Lavos, pois o nosso excelente, funcional e acessível Posto de Saúde da Cova e Gala (que já vem do tempo do fascismo...) vai encerrar...
A Junta de Freguesia de S. Pedro não deve saber de nada... A Câmara Municipal da Figueira da Foz também não deve saber de nada...
Gosto de instituições, de pessoas e de bichos capazes de exprimirem sentimentos (bem sei que sou exigente, pois bem sei que não há muitas instituições, muita gente, nem muitos bichos capazes de preencherem esta característica fundamental), pelo que nem me passa pela cabeça que se, porventura, a Câmara da Figueira ou a Junta de Freguesia de S. Pedro, por acaso, tivessem sabido alguma coisa não deixariam os seus créditos por mãos alheias na defesa da população, em especial, dos caros velhotes e caras velhotas que tanto contribuíram para a sua eleição.
Aquilo que eu sei, é que o presidente da junta de freguesia da Marinha das Ondas, talvez porque ande de boas relações com algum espírito santo de orelha, conseguiu negociar a manutenção, por enquanto, de um médico na sua freguesia e o outro vai para Lavos...
O Povo, como sempre, mais uma vez é o "corno" da fita... 
Para além do mais, este, caros e caras covagalenses é um caso, no mínimo, dramático para nós: que transportes públicos existem para as ligações que teremos de fazer a partir de 2 de maio ao Centro de Saúde Lavos?

A banalidade do que é comum...

No que diz respeito a olhares matreiros sobre o outro sexo, já não há diferenças entre o masculino e o feminino -  o que é de saudar. 
Os estereótipos do pudor feminino e da concupiscência masculina, já estão para trás no tempo.
Portanto, nos próximos dias  22 e 23 vamos todos à Costa de Lavos ver o Festival Feminino de Tunas Académicas.
Pelo prazer de ouvir as tunas...


Em tempo.
FOTO RUI CANAS JORGE.
Via AS BEIRAS.

As alternativas...

Ontem, desloquei-me a Montemor-o-Velho. 
Enquanto estava nos semáforos que regulam o trânsito na ponte militar que liga a 111 à A14, tive oportunidade de recuar no tempo.
Visitei memórias que continuarão a ser memórias. 
Recuei até ao tempo da ciclovia Figueira/Coimbra e do Metro Mondego,  cujo projecto inicial contemplava a ligação Coimbra/Figueira...
Fiquei por aí e atravessei a ponte que vai ser um bico de obra para a fluidez do trânsito no futuro próximo...
Que pena que eu tenho, que não haja uma qualquer possibilidade de se recuar ao tempo em que os carros de bois chiavam nos caminhos das aldeias sob o peso das cargas que transportavam, ou ao tempo em que o Mondego era navegável até Coimbra e mais além...
Não há nostalgia que nos valha. 
Foram tempos que passaram em definitivo.

Até ao momento, a piada do dia...

"O Banco de Portugal não deu idoneidade a Jaime Pereira e a Fernando Teles para serem administradores do BIC. 
Esta decisão do regulador, comunicada esta semana, determinou o fim do acordo no BPI
A Isabel dos Santos não foram colocadas reservas para ser administradora do BIC..."

A Aldeia está um brinco...

Na Aldeia, os trabalhadores jogam futebol. Os directores praticam ténis. Os administradores jogam golfe.
Conclusão possível e plausível: quanto mais se sobe na hierarquia, mais pequenas são as bolas...
Bons tempos, aqueles, em que "crack" queria dizer, apenas, excelente jogador de futebol...

domingo, 17 de abril de 2016

Um atleta de alta competição reage com humor a uma derrota pontual...

Pior que não ter onde cair morto, é estar vivo e não conseguir ficar em pé...

Há pessoas que gostam de se expor...

Finalmente, algo de novo e verdadeiramente revolucionário no panorama político português!..
O Conselho Nacional do CDS reuniu-se em Mêda e aprovou, por unanimidade, o novo regulamento para as autárquicas, que define que os candidatos do partidos seja "idóneos" e "competentes".

Em tempo.
Dª. Assunção: mãos à obra. 
Não tenha medo da revolução. 
Tente, mas tente a valer, algo novo. 
Dª. Assunção: a arca, foi construída por amadores. 
Os profissionais construíram o Titanic...

Figueira, uma cidade sem futuro e com presente incerto

No mínimo, é preocupante...
Desperdiçámos a oportunidade. Não a aproveitámos. Não planeámos, não construímos, nem deixámos, algo de positivo. 
Um dos grandes males da Figueira, é que o futuro não é - e raramente o foi... -   pensado. 
As coisas, um dia,  só mudarão se acabarem as negociatas. 
A gestão política da polis não pode ser só a estratégia de negócio. 

Como escrevi um dia, "a meu ver, tanto quanto me recordo, para encontrarmos um executivo municipal com sentido estratégico, teríamos de recuar muitos anos, até ao executivo do eng. José Coelho Jordão!.."
Para mim, um autarca, de direita ou de esquerda, só pode comprometer-se com a colectividade. 
Na Figueira, em democracia, com PS ou PSD, nunca foi assim. 
A política devia servir para preparar o nosso futuro. 
Está no voto dos figueirenses a tomada de decisão para que assim seja.

Como isso nunca aconteceu, por aqui, não temos futuro. 
Continuamos a ter, apenas, um presente incerto. 
Do PSD, que é tudo menos social-democrata, nada espero.
Do PS, o partido há mais tempo no poder, na Figueira, desde o 25 de Abril de 1974, que também não tem nada a ver com esquerda e, muito menos, com o socialismo, igualmente nada espero.
Até porque, não têm vergonha de assumir atitudes que nada têm a ver com a democracia... 

Entretanto, continuamos sem perspectiva de futuro.
Vamos tendo presente, mas um presente muito incerto, como a maioria de nós sabe, e a crónica "O negócio das autoestradas", da autoria do eng. João Vaz, ontem, sábado, publicada no jornal AS BEIRAS, contribui para percebermos que não foi por acaso que chegámos aqui...

"As autoestradas A14 e A17 são dois fiascos evidentes.
Ambas as vias não retiram o trânsito às nacionais.
Os transportes de pesados continuam a passar pelo meio das povoações. E quem se desloca diariamente para o trabalho, não usa a autoestrada porqueo custo é incomportável.
A intensidade de utilização na A14 e A17 sempre foi baixa desde o início, tendo-se reduzido a metade após a introdução das portagens, em 2009.
O desenho inicial previa que a A17 coincidisse com a EN109, desde a Gala até á Marinha das Ondas, e passasse a ponte Edgar Cardoso (com quatro faixas). A estratégia era servir a indústria e o Porto Comercial da Figueira da Foz, ligando-os directamente. Por má decisão política ( ou técnica), a A17 passa longe de uns e de outros.
O erro paga-se caro. A EN109 está em péssimo estado e continuam a ocorrer acidentes graves. A concessinária da A17 quase não tem despesas de manutenção - não há pesados na A17.
Mas, nós contribuintes, pagamos duplamente o "não trânsito" na A17 e as obras de manutenção da EN109.
E o que dizem os políticos sobre isto?
Nada.
E é bom relembrar que os últimos dois troços da A17 (Mira-Marinha Grande) custaram 650 milhões - 650 mil euros por cada 100 metros.
O endividamento do país ao estrangeiro mora aqui, no asfalto e no betão, sem utilidade.
Pedro Santana Lopes presidiu, em 2004, à assinatura do contrato de concessão e construção da A17. António Mexia era ministro das obras públicas."  

sábado, 16 de abril de 2016

Esta manhã , naufrágio em Ílhavo faz mais dois mortos no mar...

Ao olhar para esta primeira página, lembrei-me do Portugal Amordaçado do Dr. Mário Soares, livro que li pela primeira vez há mais de 40 anos!.. 
A liberdade de expressão, continua cercada por muros altos e intransponíveis! 
Este é o Portugal de hoje.
Em que a liberdade formal de se poder gritar que se tem fome, não traz, efectivamente, comida à mesa de quem dela necessita...
Em que a liberdade formal de se poder escrever que não existem condições de protecção para quem tem de arriscar a vida, todos os dias, para continuar a viver, não consegue evitar mais mortes no mar alto e à entrada das barras...
Há dias assim...
Estou como, imagino, se deve sentir a árvore quando a estão a cortar e dá conta, com tristeza, que o cabo do machado é de madeira...

Erros do passado recente, bem presentes: "o traçado da A17 e as acessibilidades à Figueira da Foz"

"A17 deveria passar pela Figueira, tal como estava delineado inicialmente.
No mapa de 2005, a ligação da A17 ao norte do rio Mondego era feita pela ponte Edgar Cardoso. 
Tinha todo o sentido, ligaria a indústria ao porto comercial.
Adicionalmente, não seria necessário construir mais uma ponte (em Lares).
Mas, o erro prevaleceu, e agora temos uma A17 que não serve a indústria nem os utilizadores frequentes, por ser muito cara." 

Via O Ambiente na Figueira da Foz

Em tempo.
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.


Eça de Queirós, há cento e tal anos...

Exposição de fotografia e poesia

Encontra-se patente no Núcleo Museológico do Mar, até 20 de maio, a mostra de fotografia e poesia «FotoPoesia», que resulta de uma selecção de imagens que integraram o 2º e 4º Concurso de Fotografia da Figueira da Foz (2004 e 2008) e uma participação especial do fotógrafo freelancer figueirense, Pedro Agostinho Cruz, acompanhadas de um conjunto de poemas de autores diversos, intimamente ligados à Figueira e ao seu mar. 
Arnaldo Forte, Sant'Iago Prezado, António Sousa Freitas, João Sant'Iago e José Pires de Azevedo escreveram o mar
Pedro Agostinho Cruz, José Luís Sousa, Guilherme Limas, Hugo Lopes. Nelson Afonso, João Petronilho e Rafael Carriço fotografaram-no.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

"...a nossa visão do mundo, parte da nossa identidade e alma."

"Conheço jornalistas desempregados que davam para fazer duas redacções de alta qualidade. 
Há comentadores na blogosfera que, de borla, escrevem textos sem as banalidades que infestam as páginas dos jornais pagos. 
Cresce o divórcio entre os órgãos de comunicação e o público..." 
Luís Naves, via Delito de Opinião
Em tempo.
"… a maioria dos membros da comunidade da terra não tem valor económico. 
Exemplos disso, são as flores selvagens e o canto dos pássaros." 
Aldo Leopold

A petição para separar Buarcos de S. Julião

Está em fase de recolha de assinaturas uma petição, em papel e via internet, que propõe a separação de Buarcos e São Julião, que resultou "da proposta do PSD/Movimento Figueira 100%/presidentes de junta independentes Carlos Simão (S. Pedro) e José Elísio (Lavos)", que criou uma única e enorme freguesia urbana com 18.288 habitantes.  
Pedro Jorge, o primeiro subscritor da petição na internet, disse ao jornal AS BEIRAS
“Pretendemos que seja devolvida a autonomia administrativa e territorial às duas freguesias”.
18, 10 ou apenas 1 freguesias para a Figueira?.., quanto a mim, continua a ser um falso problema. 
A verdadeira questão, quanto a mim, continua a não ser essa…
Quanto a mim,  a verdadeira questão é: para que servem as freguesias?.. 
E como servem!..

O braço esquerdo do Mondego, é o rio da minha Aldeia

O rio da minha Aldeia, nasce na Serra da Estrela, no concelho de Gouveia, a 1425 metros de altitude.
À sua nascente chama-se Mondeguinho, porque quando nasce, é um pequeno fio de água.
Para que o rio da minha Aldeia se transforme no maior curso de água que nasce em Portugal, precisa das águas dos seus afluentes.
Na margem direita, tem o Dão. Na esquerda o Alva, o Ceira, Arunca e o Pranto.

Entre a nascente e a foz, as águas do Mondego percorrem cerca de 220 quilómetros.
As suas margens, entre Coimbra e a Figueira da Foz, são os terrenos mais férteis de Portugal.
São os campos do Baixo Mondego. É nestas terras que se produz mais arroz, por hectare, em toda a Europa.
Os romanos chamavam Munda ao rio Mondego. Ao longo da Idade Média o rio continuou a chamar-se Munda.
Munda, significa transparência, claridade e pureza.
Nesses tempos, as suas águas eram assim. Agora, os tempos são outros, existe poluição.
Nas águas do rio da minha Aldeia e no resto.

Outrora, o leito do rio Mondego era mais navegável.
Toda a gente sabe isso. 
Mas poucos sabem qual é o rio da minha Aldeia
E para onde ele vai. 
E donde ele vem. 
É por isso que o rio da minha Aldeia pertence a menos gente.  
Mas é mais livre e maior o rio da minha Aldeia....
Pelo Mondego continua a comunicar-se com o mundo. 
Pouca gente, porém, pensa sobre o que há para além do rio da minha Aldeia.


Todavia, o rio da minha Aldeia deveria fazer pensar.
Quem está ao pé dele, não está apenas e só ao pé dele... 
Portanto, não deveria limitar-se a estar apenas e só ao pé dele... 
Antes de desaguar nas águas do oceano Atlântico, junto à Quinta do Canal, defronte a Lares, o Mondego divide-se em dois braços, formando um delta. 
O braço direito banha Vila Verde. O braço esquerdo, é o rio da minha Aldeia.
O  braço sul, o rio da minha Aldeia, deixa o canal principal do Mondego, na zona conhecida como Cinco Irmãos, a cerca de seis quilómetros a montante da Figueira da Foz, e corre entre a ilha da Morraceira e a margem esquerda do estuário. 
Depois de passar frente à minha Aldeia, deixando para trás o Portinho da Gala e a Ponte dos Arcos, o rio da minha Aldeia funde-se no braço norte, em frente à cidade,  junto aos estaleiros e porto de pesca, relativamente perto do local onde até meados do século XIX se situava a barra do porto, quando o braço sul era o canal principal do rio que banha a cidade. 

O rio da minha Aldeia, não sendo o que já foi, continua a ser fonte de vida, de prazer, de divertimento e de lazer. 
Continua a ser de um agrado incontornável olhá-lo, conhecer os seus recantos, as suas correntes e as suas contra-correntes, as suas diferentes tonalidades, o seu murmurar!.. 
Uma coisa é ser. Outra, é gostar de (a)parecer... 
Para quem é, o rio da minha Aldeia continua a provocar emoções... 
Mas, é preciso estar atento!
O rio da minha Aldeia, tem uma particularidade: enche na maré alta e quase seca na baixa-mar...

Ponte militar abre hoje ao trânsito pelas 10 horas

Os militares já concluíram a estrutura que liga a A14 à 111 e dá acesso a Maiorca, evitando assim o trânsito pelo interior das povoações.
A estrutura, montada na zona das pontes de Maiorca, vai ter um vão de 54,85 metros e uma faixa de rodagem de 4,20 metros, sendo o trânsito controlado através de semáforos. 
Os camiões não vão poder passar por esta ponte.

Actualização.
A estrutura está a funcionar desde as 11 horas e 30 minutos de hoje.

Memória

Em Julho de 2003, era Durão Barroso primeiro-ministro, e Paulo Portas ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior do Exército, general José Silva Viegas, demitiu-se em conflito aberto com o então líder do CDS. Na altura, o CEME tornou público um comunicado onde declara ter... «perdido a confiança no ministro da Defesa», embora, «por respeito à instituição militar e aos homens e mulheres que servem o País...», omita as suas razões. 
Isto deve ajudar a reflectir os deputados PAF que arrancam as vestes com a recente (e discreta) demissão do general Carlos Jerónimo.

Daqui

Gente fantástica...

No adeus a Francisco Nicholson



Via Lucky Duckies

V GALA FIGUEIRA TV

Realiza-se no próximo dia 23 de abril, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. 
Os bilhetes estão já à venda no CAE e sedes do Sporting Figueirense e SUOVAIS
Mais pormenores aqui.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Para quando a criação do Dia do Covagalense?

Capitão João Pereira Mano, um covagalense
cuja memória nunca deverá ser esquecida
Um dia é uma personagem com identidade própria. 
Tem alma. 
É uma maneira de ser. 
É um modo.  
É como uma personagem das nossas vidas. 
Cria uma onda. 
Tem uma cadência própria. 
Há dias extraordinários, horríveis. 
E há dias felizes.


Nota de rodapé:
Confesso que me é indiferente, se a expressão das ideias que há praticamente 10 anos por aqui vou partilhando, agrada, desagrada ou vai de encontro ao que pensa o resto da manada. 
Contudo, isso não impede que tenha consideração e estima por quase todos. 
Era o que mais faltava: se eu posso ter - e tenho - a minha opinião, só tenho que apreciar a franqueza dos outros, mesmo que discorde do conteúdo das suas opiniões.
Para isso, é claro, é necessária esta coisa simples: que tenham opinião com ideias e conteúdo...
Compreendo perfeitamente, que ande por aí gente sedenta de protagonismo, que não diz o que pensa, porque não está para arriscar a ausência da ribalta num qualquer evento que se vá realizando, por ali ou por aqui... 
Esse, não é, de todo, o meu caso e, muito menos, o meu problema. "Cozinho" este Outra Margem há praticamente 10 anos, apenas e só, porque gosto.
Esta história de ter tomates (simbólicos, leia-se, logo abrangentes...) para dizer o que se pensa, não é, de todo, um património de esquerda ou de direita. Vai muito para além disso.
E sabem que mais: já não tenho idade, nem pachorra, nem vontade e muito menos, paciência,  para aturar "inocentes"...
Não é só na Cova e Gala, é também na Figueira, em Portugal e no mundo que isto acontece:  os melhores são, geralmente, os que menos são ouvidos. 
Isso deve ter uma explicação simples.
Eu tenho a minha: é pela mesma razão que as plantas brotam da terra em silêncio...

Continuar covagalense, na Cova e Gala do século XXI...

A maioria dos habitantes da Cova e Gala não é covagalense. 
Acredito que gostem da Aldeia, que gostem de cá viver, que a considerem também sua, mas não têm cá as raízes: têm as raízes noutros lados, que alguns continuam a cultivar.
Na realidade, a maioria dos habitantes da Cova e Gala não é covagalense.
Para muitos, a Cova e Gala é uma Aldeia dormitório, de passagem e acolhimento.
O covagalense, enquanto tal, não tendo de ser necessariamente um «puro-sangue», como eu, terá no mínimo que ter nascido na Aldeia e já não possuir uma «aldeia» dos seus ascendentes onde goste de ir passar fins de semana.
A um covagalense, um dia mais nostálgico, empurra-o para a orla costeira, onde o olhar se estende por um mundo imenso, oceano adentro

Como é visível, na Aldeia cada vez sobra menos gente a quem chamar covagalense. 
Contudo, esse relativamente reduzido número de pessoas tem um traço marcado: ama a sua Aldeia, os seus lugares e as suas ruas com sensibilidade e a profundidade intensa dos artistas e poetas...
A origem geográfica de cada um de nós que moramos na Cova e Gala é relevante: filho, neto e bisneto de marítimos cujas raízes estão em Ílhavo, também eu já fui  nascido e criado na Cova e Gala, «a minha Aldeia»
O meu avô paterno, foi pescador na faina maior. O meu avô materno, além de pescador, foi soldado na I Guerra Mundial.
Um e outro morreram novos. Aliás, na minha família, os homens quase todos morreram novos. Foi, também, o caso do meu pai.
Frequentei a escola primária na Gala e continuo a sentir algo especial, assim como que um  odor inconfundível, que respiro com deleite, sempre que lá passo.
Ainda recordo as histórias da minha avó Rosa Maia, que ficou precocemente viúva, num tempo muito duro e difícil, para quem como ela, ficou sem homem muito cedo, com filhos e pais a seu cargo e ao seu cuidado. Até ao fim da vida, morreu a um mês de completar cem anos de vida, foi uma "mulher de armas".

A Aldeia continua a correr-me nas veias.
Um covagalense, olha para a sua Aldeia com sobriedade, não embarca em modas. No fundo, o covagalense é, filosoficamente, um aldeão, descendente de marítimos explorados e arruinados pela dureza das suas vidas, um aldeão desenganado, um anarquista desiludido com a cidade, mas acalentando sempre orgulho na sua ascendência. 
Desconfia do espalhafato e do grande aparato. O covagalense toma partido e não recusa uma boa discussão de política. Distingue-se pelo entusiasmo reservado, pelo andar mais lento e por um sorriso triste.
Um covagalense não se distingue pela cor dos olhos ou da pele. Distingue-se pela fala: pelo que diz e pela alma com que o diz. Isso, está-lhe no sangue.
Um covagalense nasceu e cresceu numa Aldeia impregnada de história, calcorreia-a  todos os dias através das ruas e avenidas novas e becos antigos, passeios sujos de merda dos cães, casa velhas e andares novos.
O covagalense não aceita o relativismo do momento, a estreiteza da modernidade e das suas disputas tantas vezes risíveis.
A Aldeia tem uma alma extraordinária e uma luz que é mágica. Aqueles que chegam e nela se instalam, são o sangue novo, entusiasmo e muita ilusão, com que a Aldeia se reconstrói e muda diariamente. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Maria Luís Albuquerque, a especialista que Passos consagrou...

"Era uma vez uma proposta pelo Banif que o anterior governou escondeu"...


Em tempo.
"O facto de ter existido uma proposta não garante, necessariamente, que se tratasse de uma boa proposta. Mas confirma que fomos enganados por Maria Luís Albuquerque, por Carlos Costa e pelo administrador do Estado no banco, António Varela, que por diversas vezes garantiram que nunca foram apresentadas propostas concretas, apenas manifestações de interesses. Mas este não foi um caso de manifestação de interesse. O fundo chinês queria efectivamente avançar com o negócio. Mas, por algum motivo, o anterior governo não só omitiu esta proposta, devidamente documentada nas Finanças e no Banco de Portugal, como se recusou a abrir um concurso público para o efeito e ainda enganou os portugueses. Resta saber porquê...
A confirmar-se, significa que o governo PSD/CDS-PP recusou uma solução para o Banif que permitiria um encaixe quase cinco vezes superior ao valor pago pelo Santander (150 milhões de euros) no final de 2015. Resultaria também em perdas inferiores para o Estado português, que se depara hoje com uma factura na casa dos três mil milhões de euros." 

Porque deixei de comprar o i...

"Ao contrário do que aconteceu nos últimos quatro anos, os capitães de Abril vão marcar presença nas comemorações oficiais da revolução na Assembleia da República. “Quem está no poder não tem uma postura anti-25 de Abril como os que estavam tinham”, diz ao i o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço.
Os militares de Abril consideravam que a linha política seguida pelo governo de Passos Coelho “deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril” e só aceitaram regressar às comemorações oficiais depois de ter mudado o Presidente da República e o governo. “Quem está no poder já não tem a postura de tentar destruir tudo o que cheire a 25 de Abril.  Não tem uma postura anti-25 Abril. Quer o governo, quer o Presidente da República. Não era só o problema do governo, era o problema do Presidente da República, que preside às comemorações na Assembleia da República. Nós não vamos discutir a acção do governo, se faz bem isto ou faz mal aquilo... Nós achamos é que não tem essa postura anti-25 de Abril e, portanto, a democracia funcionou”, acrescenta Vasco Lourenço.
O capitão de Abril está mais optimista sobre o futuro do país e espera que a solução encontrada por António Costa possa durar quatro anos e pôr fim “ao período negro que atravessamos”.

Os Militares de Abril já não participam nas comemorações do 25 de Abril de 1974, desde 2012.
Quem não ler o texto no interior do jornal e se limitar à primeira página do dito cujo, ficará a pensar que as  declarações de Vasco Lourenço, vão no sentido que os militares têm armas ali mesmo à mão e podem não responder pelos seus actos perante um Governo democrático.
Como sei que os Militares de Abril, a Associação 25 de Abril e o seu Presidente da Direcção Vasco Lourenço, têm consciência de que passaram 42 anos desde 1974, e que nos regemos por uma Constituição democrática há 40, acredito no seguinte, que li aqui:
1. Nunca o coronel Vasco Lourenço fez qualquer apelo para que nenhum general aceite ser Chefe do Estado Maior do Exército.
À colocação da questão de que se sabia haver movimentações nesse sentido, limitou-se a dizer “há quem defenda isso, por mim acho que seria desejável, mas não acredito que isso se verifique”.
2. Nem o coronel Vasco Lourenço nem muito menos a Associação 25 de Abril estão envolvidos na preparação de qualquer manifestação contra o governo, no 25 de Abril ou noutra qualquer ocasião.

O caso da A14: ainda bem que existe o factor sorte... (III)

Cá temos mais uma bela crónica publicada nas BEIRAS, assinada pelo eng. Daniel Santos -  e esta, sem dúvida, de uma oportunidade e utilidade ímpares.
Todas as quarta-feiras precisamos de lá ir, pois o que escreve o eng. Daniel Santos é verdadeiro serviço público...
A porta está aberta e acessível e não é preciso moedinha... 
É utilizar....  

"O troço da autoestrada A14 que liga a Figueira a Montemor entrou em serviço em 1994 e a ligação a Coimbra foi concluída em 2002.
Os autarcas dos três concelhos (Figueira, Montemor e Coimbra) reagiram ao excessivo valor das portagens (uns mais, outros menos), embora sem qualquer consequência.
A A14 surgiu em substituição do previsto troço do IP3, com muitos anos de atraso, para aliviar a EN 111, a rebentar pelas costuras. E sem alternativa ferroviária que se veja, ainda hoje.
Pode compreender-se que, a propósito do colapso da tubagem do rio Foja, confessadamente já antecipado pela concessionária, se tenha permitido aos cidadãos que corressem os riscos que correram?
E que, numa situação grave, não se disponha de alternativa que assegure este serviço público a que o Estado está obrigado?
Sem recurso a estradas municipais concebidas para outro tipo de tráfego que irão aliás reflectir no futuro necessidades antecipadas de conservação.
“A concessionária está obrigada, salvo caso de força maior devidamente verificado, a assegurar permanentemente, em boas condições de segurança e comodidade, a circulação nas autoestradas, sujeitas ou não ao regime de portagem”, rezam as obrigações da concessão.
Esta forma de tratar este serviço público está a ter graves consequências para os cidadãos e, se não houver atitude firme, vai ter consequências no próximo orçamento municipal.
Já anunciadas."

A insustentável leveza do saber...

O saber não ocupa lugar...
Assim, de repente, lembram-se do nome de quem foi o último rei de Portugal?..
Aposto que não...
Vá lá eu ajudo.
A saber: D. Pedro SL, o Breve.... 

Em tempo.
“Vamos ver… nem quero pensar nisso”
Terá sido assim que Pedro Santana Lopes reagiu quando Durão Barroso lhe pediu pela primeira vez que o substituísse na chefia do Governo no verão de 2004. 
Barroso tinha sido sondado para o cargo de presidente da Comissão Europeia e queria assegurar que a transição era feita sem eleições legislativas antecipadas!..

A boa consciência dorme descansada

Não há receio,
nem lugar para o medo,
- para isso é sempre cedo.

Entretanto, neste meio,
fica apenas e só,
o registo do esforço
que sempre se exige à corda, 
ao cego nó
e, sobretudo, ao pescoço.

Por outro lado, na arte,
isto é uma certeza,
a rocha faz parte da fortaleza 
- mas, por vezes, parte... 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Francisco Nicholson: 1938 / 2016...

... actor, dramaturgo, autor de canções, homem de televisão e argumentista morreu hoje, aos 77 anos.

Um dia, este novo banco vai ser como os outros: um banco feito!

O Novo Banco transferiu milhares de euros, por engano, para ex-clientes e, agora, a recuperação não é automática!..
Segundo o que li no jornal Público, "os beneficiários têm de autorizar a anulação da transferência, caso contrário só os tribunais podem obrigar à devolução do dinheiro."
Que engano, no mínimo curioso, este... Um gajo engana-se e, depois, aquilo transforma-se um monte de complicações administrativas...

O vinho é bom. No entanto, estou com um azar do caraças: neste momento, nem um copo, depois do jantar, posso beber...
Maldita gripalhada!..
Assim, não consigo descartar a realidade.

Quem pensa que os instrumentos de tortura medieval fazem parte do imaginário,  estão completamente enganadinhos...
Eles continuam a  existir, mas de forma mais sofisticada.
Agora, são as chamadas gorduras do Estado. A saber -  as redução de pensões e salários, perda de subsídios, aumento de impostos (o Príncipe John já o fazia, mas existia um Robin Hood, que tanta falta nos faz hoje...), desemprego em massa, portagens nas auto-estradas, o preço da água, da electricidade e do gás, etc.  ...

E tudo isto para quê?...
Para voltarmos a brincar às casinhas e aos carrinhos!..
Os Bancos adoram essa brincadeira...
Durante anos, no tempo das vacas gordas, comprámos a casinha e o carrinho que sonhámos, a um preço exorbitante, e os Bancos ainda nos faziam sentir agradecidos pelo inferno em que, a partir daí, tornámos a nossa vida, para cumprir, e poder ficar com aquilo que nos pertencerá, um dia (!..), pelo dobro ou triplo do preço real da tal casinha e do tal carrinho...

Entretanto, o Novo Banco, liderado por Stock da Cunha, continua a não estar disponível para esclarecer este engano...
Os bancos podem ser tudo, menos gente de bem.

CAMPANHA ELEITORAL PARA 2017 (II)

Via AS BEIRAS

Em tempo. 
Mudam os partidos no poder camarário. Mudam os presidentes. Mudam os vereadores... E continuam os velhos métodos.
Como sabemos, os políticos melhoram com o passar do tempo - ficam mais políticos.
Na Aldeia, a única esperança do povo são os anos em que há eleições!..