quarta-feira, 13 de abril de 2016

Porque deixei de comprar o i...

"Ao contrário do que aconteceu nos últimos quatro anos, os capitães de Abril vão marcar presença nas comemorações oficiais da revolução na Assembleia da República. “Quem está no poder não tem uma postura anti-25 de Abril como os que estavam tinham”, diz ao i o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço.
Os militares de Abril consideravam que a linha política seguida pelo governo de Passos Coelho “deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril” e só aceitaram regressar às comemorações oficiais depois de ter mudado o Presidente da República e o governo. “Quem está no poder já não tem a postura de tentar destruir tudo o que cheire a 25 de Abril.  Não tem uma postura anti-25 Abril. Quer o governo, quer o Presidente da República. Não era só o problema do governo, era o problema do Presidente da República, que preside às comemorações na Assembleia da República. Nós não vamos discutir a acção do governo, se faz bem isto ou faz mal aquilo... Nós achamos é que não tem essa postura anti-25 de Abril e, portanto, a democracia funcionou”, acrescenta Vasco Lourenço.
O capitão de Abril está mais optimista sobre o futuro do país e espera que a solução encontrada por António Costa possa durar quatro anos e pôr fim “ao período negro que atravessamos”.

Os Militares de Abril já não participam nas comemorações do 25 de Abril de 1974, desde 2012.
Quem não ler o texto no interior do jornal e se limitar à primeira página do dito cujo, ficará a pensar que as  declarações de Vasco Lourenço, vão no sentido que os militares têm armas ali mesmo à mão e podem não responder pelos seus actos perante um Governo democrático.
Como sei que os Militares de Abril, a Associação 25 de Abril e o seu Presidente da Direcção Vasco Lourenço, têm consciência de que passaram 42 anos desde 1974, e que nos regemos por uma Constituição democrática há 40, acredito no seguinte, que li aqui:
1. Nunca o coronel Vasco Lourenço fez qualquer apelo para que nenhum general aceite ser Chefe do Estado Maior do Exército.
À colocação da questão de que se sabia haver movimentações nesse sentido, limitou-se a dizer “há quem defenda isso, por mim acho que seria desejável, mas não acredito que isso se verifique”.
2. Nem o coronel Vasco Lourenço nem muito menos a Associação 25 de Abril estão envolvidos na preparação de qualquer manifestação contra o governo, no 25 de Abril ou noutra qualquer ocasião.

O caso da A14: ainda bem que existe o factor sorte... (III)

Cá temos mais uma bela crónica publicada nas BEIRAS, assinada pelo eng. Daniel Santos -  e esta, sem dúvida, de uma oportunidade e utilidade ímpares.
Todas as quarta-feiras precisamos de lá ir, pois o que escreve o eng. Daniel Santos é verdadeiro serviço público...
A porta está aberta e acessível e não é preciso moedinha... 
É utilizar....  

"O troço da autoestrada A14 que liga a Figueira a Montemor entrou em serviço em 1994 e a ligação a Coimbra foi concluída em 2002.
Os autarcas dos três concelhos (Figueira, Montemor e Coimbra) reagiram ao excessivo valor das portagens (uns mais, outros menos), embora sem qualquer consequência.
A A14 surgiu em substituição do previsto troço do IP3, com muitos anos de atraso, para aliviar a EN 111, a rebentar pelas costuras. E sem alternativa ferroviária que se veja, ainda hoje.
Pode compreender-se que, a propósito do colapso da tubagem do rio Foja, confessadamente já antecipado pela concessionária, se tenha permitido aos cidadãos que corressem os riscos que correram?
E que, numa situação grave, não se disponha de alternativa que assegure este serviço público a que o Estado está obrigado?
Sem recurso a estradas municipais concebidas para outro tipo de tráfego que irão aliás reflectir no futuro necessidades antecipadas de conservação.
“A concessionária está obrigada, salvo caso de força maior devidamente verificado, a assegurar permanentemente, em boas condições de segurança e comodidade, a circulação nas autoestradas, sujeitas ou não ao regime de portagem”, rezam as obrigações da concessão.
Esta forma de tratar este serviço público está a ter graves consequências para os cidadãos e, se não houver atitude firme, vai ter consequências no próximo orçamento municipal.
Já anunciadas."

A insustentável leveza do saber...

O saber não ocupa lugar...
Assim, de repente, lembram-se do nome de quem foi o último rei de Portugal?..
Aposto que não...
Vá lá eu ajudo.
A saber: D. Pedro SL, o Breve.... 

Em tempo.
“Vamos ver… nem quero pensar nisso”
Terá sido assim que Pedro Santana Lopes reagiu quando Durão Barroso lhe pediu pela primeira vez que o substituísse na chefia do Governo no verão de 2004. 
Barroso tinha sido sondado para o cargo de presidente da Comissão Europeia e queria assegurar que a transição era feita sem eleições legislativas antecipadas!..

A boa consciência dorme descansada

Não há receio,
nem lugar para o medo,
- para isso é sempre cedo.

Entretanto, neste meio,
fica apenas e só,
o registo do esforço
que sempre se exige à corda, 
ao cego nó
e, sobretudo, ao pescoço.

Por outro lado, na arte,
isto é uma certeza,
a rocha faz parte da fortaleza 
- mas, por vezes, parte... 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Francisco Nicholson: 1938 / 2016...

... actor, dramaturgo, autor de canções, homem de televisão e argumentista morreu hoje, aos 77 anos.

Um dia, este novo banco vai ser como os outros: um banco feito!

O Novo Banco transferiu milhares de euros, por engano, para ex-clientes e, agora, a recuperação não é automática!..
Segundo o que li no jornal Público, "os beneficiários têm de autorizar a anulação da transferência, caso contrário só os tribunais podem obrigar à devolução do dinheiro."
Que engano, no mínimo curioso, este... Um gajo engana-se e, depois, aquilo transforma-se um monte de complicações administrativas...

O vinho é bom. No entanto, estou com um azar do caraças: neste momento, nem um copo, depois do jantar, posso beber...
Maldita gripalhada!..
Assim, não consigo descartar a realidade.

Quem pensa que os instrumentos de tortura medieval fazem parte do imaginário,  estão completamente enganadinhos...
Eles continuam a  existir, mas de forma mais sofisticada.
Agora, são as chamadas gorduras do Estado. A saber -  as redução de pensões e salários, perda de subsídios, aumento de impostos (o Príncipe John já o fazia, mas existia um Robin Hood, que tanta falta nos faz hoje...), desemprego em massa, portagens nas auto-estradas, o preço da água, da electricidade e do gás, etc.  ...

E tudo isto para quê?...
Para voltarmos a brincar às casinhas e aos carrinhos!..
Os Bancos adoram essa brincadeira...
Durante anos, no tempo das vacas gordas, comprámos a casinha e o carrinho que sonhámos, a um preço exorbitante, e os Bancos ainda nos faziam sentir agradecidos pelo inferno em que, a partir daí, tornámos a nossa vida, para cumprir, e poder ficar com aquilo que nos pertencerá, um dia (!..), pelo dobro ou triplo do preço real da tal casinha e do tal carrinho...

Entretanto, o Novo Banco, liderado por Stock da Cunha, continua a não estar disponível para esclarecer este engano...
Os bancos podem ser tudo, menos gente de bem.

CAMPANHA ELEITORAL PARA 2017 (II)

Via AS BEIRAS

Em tempo. 
Mudam os partidos no poder camarário. Mudam os presidentes. Mudam os vereadores... E continuam os velhos métodos.
Como sabemos, os políticos melhoram com o passar do tempo - ficam mais políticos.
Na Aldeia, a única esperança do povo são os anos em que há eleições!..

Morreu Dionísio Marques Agostinho

A vida é assim...
Não há expressão melhor para a definir! 
A vida é assim! 
E se por um acaso não fosse assim? 
Se não fosse assim, a vida simplesmente seria assado! 
Mas porquê? 
Exactamente porque a vida é assim!
Dionísio Marques Agostinho, empresário na área da panificação, que eu conheci em 1994, por motivos profissionais, morreu ontem, cerca das 18H00, quando o carro em que seguia foi abalroado pelo comboio que iria fazer a ligação Figueira/Coimbra. 
Dele, tenho a ideia de que era um empresário sempre muito ocupado profissionalmente. A última vez que o vi, foi no passado dia 5 de Janeiro, dia do meu aniversário.
Diz o jornal, que "o acidente aconteceu na passagem de nível da Salmanha, Figueira da Foz, com cancela, que ao que tudo indica estava fechada. A vítima mortal, septuagenária, era o único ocupante da viatura, que seguia no sentido Vila Verde – Figueira da Foz. Teve morte imediata."
A vida é assim!
O medo da morte, apenas nos impede de viver, não de morrer...
Condolências à família. Que descanse em paz.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

CAMPANHA ELEITORAL PARA 2017


Na Aldeia, começou a agitação e propaganda. 
Ou muito me engano, ou as próximas eleições vão ser a maior vergonha vivida na Aldeia em democracia. 
Maior ainda, do que aquilo que se passou em 2005...
O desfile já está na estrada. Não podemos esquecer, que têm sido feitas muitas coisas nesta Aldeia com mar e, por enquanto,  terra... 
Muitas mais, até 2017,  estão prometidas... Vamos, até, ter relva sintética... Espero que, entretanto, consigam resolver o problema do vento. 
De positivo, registe-se os novos espaços culturais que estão a invadir a geografia e o quotidiano da Aldeia. 
Poderíamos falar sobre a utilização e o aproveitamento desses lugares, inserindo-os na criação de um grande evento político a ter lugar, cá no burgo, lá para finais de 2017. 
Mas, deixemos isso para outro dia... 
Aprendi a perceber a transformação de mentalidades com José Afonso. 
Continua a ser a minha escola e a minha referência humanista. 
Não me rendo, portanto, limito-me a não frequentar os locais onde estão montados os estrados onde é levada à cena essa penúria cultural na Aldeia. 
Nunca na Aldeia se esteve tão à beirinha da delinquência política. 
Tirando o tempo do Salazar, é claro. 
Mas aí havia ditadura. 
Agora, tirando aquilo que se vai passando no dia das eleições, ainda vai havendo regras. 
Vai?..

Buarcos é uma freguesia laica.

Segundo o jornal AS BEIRAS de hoje, o cemitério de Buarcos está a ser causa e testemunha de um grande trinta e um. 
"A Junta de Buarcos e São Julião pretende instalar duas estátuas de anjos, com cerca de 2,5 metros de altura, na entrada Norte do cemitério de Buarcos."
Nem todos, porém, estão pelos ajustes com a iniciativa.  Na mesma edição, ouvido pelo jornalista, Joaquim Barraca, antigo presidente desta autarquia, desfere fortes críticas à iniciativa do seu sucessor José Esteves. 
Aquilo é um espaço público; como tal, tem de ser sensível a todas as correntes de opinião e religiosas”, sustenta e bem, a meu ver, o antigo autarca.
Não é justo que num cemitério onde estão sepultadas pessoas de varias religiões, e sem religião, que se instalem símbolos conotados com uma determinada confissão religiosa."
Bem sabemos que os autarcas (e, também, os antigos autarcas...) não são santos e muito menos anjinhos...
Mas tinham obrigação de saber e respeitar o óbvio: em Portugal e em Buarcos, a liberdade de religião só é possível porque as religiões não estão no poder
José Esteves, um autarca com quem simpatizo (aliás, não sei se ele sabe, mas ainda somos parentes afastados por parte das nossas mães), certamente que não desconhece, que esta liberdade é uma conquista do Estado laico.
Deveria ter respeito por isso. Há momentos e intenções que não deveriam existir. 
Muito menos, utilizar a instrumentalização de anjinhos  - que, normalmente, não se apercebem, nem fazem a mínima ideia que estão a ser utilizados...

Uma foto de ontem. Um texto com cerca de 10 anos...

Foto: Diamantino João10 de Abril de 2016. Texto: António Agostinho11 de Dezembro de 2006
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem... O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental. Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova. Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial... Pode haver falta de verba, mas existem prioridades...

Arranjem-lhe um banquinho...

A SIC já podia ter arranjado uma cadeira regulável para o Marques Mendes não precisar de almofadas para chegar à mesa... 
Os restaurantes já resolveram o problema há muito: arranjaram umas cadeiras para encaixar no tampo das mesas.

Em tempo. 
Confesso que esta me fez perder o controle. 
Foi uma chatice: tive de me levantar da cama e mudar de canal manualmente...

domingo, 10 de abril de 2016

O coreto do jardim municipal

Mais de seis anos decorridos, está provado que não se recolocam coretos só com promessas eleitorais...
Uma coisa, é o que os políticos dizem que querem fazer nas campanhas eleitorais. 
Outra coisa, é o que os políticos realmente querem fazer depois de ganharem as eleições.
Se duvidas ainda existissem, João Ataíde, desde 2099, aí está para o provar.
Mas, esta "estória" do coreto, politicamente, tem contornos mais profundos...
Muitos de nós recordam-se certamente da música a emanar do coreto do jardim municipal rodeado de gente ávida de a ouvir. 
Era assim, de forma simples e acessível, que a música e a cultura chegava aos figueirenses. 

E hoje, como é? 
Hoje, há concertos no CAE para elites que os podem pagar. Há iniciativas elitistas na Biblioteca Municipal, para os políticos se mostrarem em "traje de luces" para o social... 
Pobre gente e pobre social!
Entretanto, a falta do coreto faz imenso jeito aos que se vão demitindo de mais uma das suas funções: tornar acessível de forma simples a cultura ao Povo...
Ter um povo descontraído e alarve dá muito jeito.

Longe vai o tempo em que a devolução do coreto constava das promessas eleitorais do actual presidente, João Ataíde. Longe vai o tempo, da promessa de concretização, assegurada pelo então vereador do pelouro do Ambiente, António Tavares, da requalificação, na altura ainda “em esboço”, que iria desembocar num projecto que “incluiria o coreto e um coberto vegetal que garantiria alguma intimidade, mas sem perturbar a segurança de quem procura o jardim”
No tempo que passa,  os figueirenses, especialmente os jovens, vivem com medo do futuro. 
Quando é que os figueirenses, especialmente os jovens, acordam e fazem sentir aos políticos locais o que é viver com  medo do passado?

Claro que isto não tem só a ver com a Aldeia...

Para a maioria de nós, os mafiosos que nos têm governado, são os novos grandes homens.
Querem uma Aldeia à sua imagem, sem coluna e sem dignidade. Tudo aceitam e tudo engolem. Com isso contribuem para reduzir as nossas vidas a miséria, a privações e morte, sem que o seu sono seja perturbado, enquanto aceitam o papel de fantoches manipulados e vão comendo, satisfeitos e sorridentes, as migalhas que lambem do chão e exibem alguns sinais exteriores - as fatiotas, os carritos, as casitas, enfim, o falso poder que julgam possuir.
Entretanto, a maioria de nós, vai permitindo, aceitando, caucionando...

sábado, 9 de abril de 2016

X&Q1266


Resumo da semana, em Portugal e na Figueira...

Tivemos um Só Ares, que preferiu prometer bofetadas a continuar ministro da cultura. 
(Uma nota rápida, só para sublinhar a coragem de João Soares. Não me lembro de qualquer noutro político que tivesse assumido ter promessas por cumprir há 17 anos...)
E tivemos um general que não pode com mariquices...
E tivemos o buraco da A14...
E pronto... Temos aí o resto do fim de semana pela frente.
Se o temos é para cumprir e gozar.
Sigam a palavra do Senhor: façam qualquer coisinha e multipliquem-se.
Se têm dificuldades com a tabuada, com o desconsolo deste tempo, ou com a chuva, não se perturbem... 
Façam é qualquer coisinha...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A Aldeia continua um paraíso...

Imagem cedida pelo arquitecto Manuel Traveira
Não temos vulcão, não temos furacão, não temos tsunami... Mas, temos erosão.
Embora a solução já exista - o bypass proposto pelo movimento SOS Cabedelo, poderia ajudar a atenuar as sucessivas dragagens que o porto tem vindo a efectuar e, ao mesmo tempo, atenuar os efeitos da erosão a sul - as entidades oficiais vão continuar a não saber como lidar com a erosão...
Entretanto, a barra da Figueira está assim por vontade dos homens.
Cito Manuel Luís Pata.
"Enquanto não devolvermos ao mar as areias que lhe roubaram (e que lhe fazem falta) continuamos à sua mercê. O mar faz parte da natureza e o ser humano não tem poder para a dominar! Tem sim que a respeitar e, com inteligência, saber defender-se das fases nocivas.
O mar deu brilho e riqueza à Figueira, à praia, à faina da pesca – com destaque para a do bacalhau -, grades secas, fábricas de conservas e indústria naval e a Figueira há muito lhe virou as costas."

O buraco da A14: no sexo é a mesma coisa...

Foto sacada daqui
ONTEM, a Brisa, concessionária da autoestrada A14, onde no sábado se deu um aluimento de terras que interrompeu a circulação, informou que vai colaborar nos custos da ponte militar para circulação alternativa, sem revelar, no entanto, se assume o pagamento integral.
No PASSADO DOMINGO, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, estimou que os custos da colocação da ponte militar orcem em cerca de 40 mil euros e adiantou que a autarquia pensa imputar esses custos à concessionária Brisa...
No sexo também costuma ser assim: antes do acto, cada um ajuda o outro a despir-se.
Depois do acto, cada um que se vista sozinho.
Quando já estamos f***dos, ninguém nos ajuda...

João Soares, ao demitir-se, desiludiu-me...

Isto, depois do 36º. Congresso do PSD na semana passada, estava uma pasmaceira.
Passos Coelho acalmou e já faz propostas construtivas!..
Cristas anda a ver o que isto dá e mantém duas Portas abertas...
O Bloco, cada vez mais partido do arco do poder, entretém-se com a indignação feminista a Arroja...
O PCP, satisfeito com as coisas dos transportes e com Nogueira a marcar pontos no sector que domina, é hoje uma sombra do que foi em termos reivindicativos de classe.
Neste mar de águas mornas, o ministro da Cultura João Soares, sem orçamento, mas de verbo criativo e fácil, decidiu agitar e fazer ondas, ameaçando com um par de bofetadas dois críticos que, no seu entender, tinham pisado o risco... 
Estou de acordo com as bofetadas? 
Não, não,  estou... 
Até porque eu próprio já fui ameaçado, mas, até hoje, nada aconteceu... Contudo, nunca se pode afirmar que desta água não beberemos...
Acabei de ter uma desilusão: João Soares demitiu-se... Presumo que com esta demissão, tenha sido demitido também o "discurso político viril".

Hoje, de uma forma geral, não faço fretes. Pouco já me importa o que pensem de mim. Cheguei a uma idade em que, para mim, é bem mais importante o que penso dos outros. Isto nada tem de presunção, mas a valorização que dou ao que me rodeia... 

Destesto a presunção, o elitismo, a soberba, o primarismo e a boçalidade. 
A vida é para ser pensada, sonhada e vivida! 
Aquilo que quero fazer da minha vida é simples, mas só a mim diz respeito. 
Sei que para muitos, serei complexo, mas sinto-me bem assim.
Com toda honestidade intelectual: a política e a vida, seriam muito mais interessantes se houvesse honestidade...
João Soares demitiu-se e António Costa, naturalmente, aceitou...
Ao menos que não prescinda do direito à expressão da opinião...

Isabel Jonet, de novo na berlinda...

Desta vez, é o seguinte que coloca a senhora na boca de cena: "Isabel Jonet acusa desempregados de passarem o tempo no Facebook".
Sinceramente, admiro os que continuam a viver só de sonhos...
Também já fui assim...
Num dia, numa hora, ou num minuto qualquer, porém, tal como me aconteceu a mim, os sonhos vão enjoar e vão querer comer alguma coisa mais salgada ou mais suculenta, que irá acabar por saber a amargo.

A direita nunca esteve interessada em combater a pobreza. Faz parte da a sua natureza conservadora. 
À direita isto interessa. É por isso que eles acham que o povo aguenta...
Estas pessoas são assim. Nada a estranhar: pobre gente, esta, que é tão rica, tão rica, que só tem dinheiro...
"Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram." - Bertolt Brecht, há 70 e tal anos...

Há portugueses muito estúpidos...

Como entender que alguém, em Portugal, opte pela via do crime, quando no País existem tantas possibilidades legais de se poder ser desonesto!..
"Neste ano e no próximo, o Novo Banco ainda vai acumular prejuízos de 650 milhões de euros. Depois das perdas de 980,6 milhões registadas no ano passado, a instituição deverá ter prejuízos de 455 ..."

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um gajo não é de ferro...

As bofetadas na gramática do Ministro da Cultura.
"Sobre as bofetadas prometidas pelo Ministro João Soares a pessoas que o criticam, acho triste, mas nada tenho a dizer. É fogo de vista. Mas tenho a lamentar que o Ministro da Cultura de Portugal não tenha cuidado com o que escreve em público. Assinalei no seu pequeno texto 4 palavras: “cuzar”, “estória”, “Publico” e “calunias”
Arrisco dizer, e de ficar na lista das bofetadas prometidas, que é um bocadinho demais para o Ministro da Cultura"...

O caso da A14: ainda bem que existe o factor sorte... (II)

Via Rui Curado da Silva

Cara de pau não lhe falta...

"Redrock Capital Partners, do grupo financeiro Arrow Global, que contratou a ex-ministra, teve benefícios regulares num total de 18 225 entre 2011 e 2015". 

- Via DN

Pedro: o pequeno e magrinho...

A Visão cita Pedro Arroja: Mulheres nas direcções partidárias são "sinal da degenerescência"!..

Em democracia, os partidos são essenciais.
Nos partidos, as pessoas são essenciais - existem homens e mulheres que defendem as ideias e os interesses que os partidos em que escolheram militar têm para oferecer à sociedade. 
Estamos no século XXI, portanto, nada mais natural que uma mulher em Portugal possa chegar a líder de um partido, como aliás já acontece: temos o BE e o CDS para o provar.
Isso, porém, na óptica da aberração da imagem, será uma coisa inferior e uma perda de vitalidade - no fundo, o declínio da sociedade portuguesa!..

Entre as pessoas que moram em Portugal, no interior e fora dos partidos, existem homens e mulheres, alguns deles podem ser mesmo professores universitários, com o desenvolvimento físico ou intelectual retardado - isto é, inferior ao que é considerado normal para determinada idade.
Ainda por cima, presumo eu, quando os homens são magrinhos e se pensa que possam ter pêlos encaracolados nas pernas, normalmente correm o risco de serem estúpidos e irritantes... 

Parafraseando o Herman...
"Existiam tantas coisas para falar de Pedro Arroja, mas infelizmente não temos tempo"!
Depois disto, contudo, ainda tenho uma dúvida: será apenas estupidez natural, ou, para além disso, também medo?..
Presumo que Pedro Arroja, Professor Universitário, comentador e "o economista que acredita em Deus porque a mãe não sabia fazer pénis", deverá ter muito sucesso a nível profissional e social. Todavia, tenho cá uma ligeira desconfiança que lhe deve falta algo - talvez o reconhecimento publico generalizado, digamos assim, aquela sensação de estar numa grande superfície comercial e ver toda a gente a olhar para ele, a apontar o dedo e a dizer: - "sabes quem é aquele?"  
- "É o Pedro Arroja, o comentador burro e  polémico!"

Porém, se a criatura queria alcançar rapidamente a fama, não teria sido mais eficaz ter ido para um reality show da TVI?..
Para quem acha que as deputadas do BE são “esganiçadas”, gosta de elogiar Salazar e pensa que os negros trabalham menos porque gostam de sexo, o Porto Canal é manifestamente redutor...
A vida é tramada: quando um fulano é pequeno, magrinho e se chama Pedro, não se safa de vir a ser o Pedrito toda a vida...

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Um vídeo eventualmente chocante, não recomendável a pessoas sensíveis...

Em apenas 9 minutos, Marco Capitão Ferreira, Professor Universitário,  explica porque é que para a UE os bancos privados são bons e os públicos são maus.
Para ficar melhor esclarecido sobre o destino do seu dinheiro e perceber como as autoridades europeias avalizam medidas que obrigam quem trabalha a financiar um conjunto de aldrabões e vigaristas por elas seleccionados veja este vídeo que, aviso desde já, não é recomendável a pessoas sensíveis. 
Tem linguagem e expressões que podem chocar os espectadores mais liberais. 
Cliquem aqui e vejam...

Via cronicasdorochedo

Aquelas coisas que toda a gente sabe...

para ler melhor clicar na imagem
Os deputados municipais da oposição levaram a operacionalidade no acesso ao parque de estacionamento do Hospital à Assembleia Municipal.
Os órgãos de informação falaram do caso... Os figueirenses preocuparam-se. A operacionalidade do acesso ao hospital da Figueira, é um tema que diz respeito a todos nós...
Ficamos agora a saber, passados alguns meses, pelo douto parecer do Director Nacional do planeamento de Emergência, que "não é evidenciado haver qualquer incumprimento passível de enquadramento no artº. 4º. da Portaria 1532/2008 de 29 de dezembro (RI-SCIF)"!..
Contudo, ainda a propósito deste assunto, "após visita técnica ao local, foi recomendado ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, que aquando da realização do simulacro, previsto nas Medidas de Auto Protecção, sejam testadas as acessibilidades  viaturas de socorro, particularmente a verificação de que sempre que ocorra um corte de energia eléctrica, todas as cancelas de todas as máquinas de saída são automaticamente levantadas e assim permanecem"...
E pronto, assunto arrumado, pelos vistos...
Tudo está bem, quando acaba em bem.
Assim vai a Figueira: os interesses bem e os figueirenses mal.

Está na cara que as obras na A14 vão demorar mais que o inicialmente previsto...

A ponte telescópica da engenharia militar começa hoje a ser instalada.
Vai ligar a EN111 (cortada em Maiorca, devido a obras) e a A14, em Santa Eulália. A estrutura deverá ficar operacional no prazo de uma semana. Terá apenas uma faixa de rodagem, o que vai implicar a alternância do tráfego.
- Via AS BEIRAS

Em tempo.
Já se está a mesmo a ver que as obras na autoestrada A14 vão demorar mais que o mês e meio inicialmente previsto.

Resumo do 36º. Congresso PSD que se realizou na sexta, sábado e domingo... (V)

A eleição de mais dois conselheiros nacionais, a “troca” de Paulo Júlio por João Moura na Comissão Política Nacional (CPN) e a “saída” de um dos elementos do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) é o balanço distrital do 36.º Congresso do PSD, que se realizou no passado fim de semana em Espinho.
A única mulher eleita neste Congresso por Coimbra, para órgãos nacionais do PSD, foi a ex deputada na Assembleia da República e actual deputada municipal na Figueira da Foz Ana Oliveira, à direita na foto sacada daqui.

Via AS BEiRAS e PSD/Figueira da Foz 

O antigo secretário de Estado Paulo Campos estimou que as falsificações de inscrições poderão atingir as seis centenas, mais do que as cerca de 120 apuradas pelo Ministério Público...

"Comissão Nacional do PS suspende provisoriamente 16 militantes de Coimbra".

terça-feira, 5 de abril de 2016

Assim, quando revelam o que realmente pensam, percebemos tudo muito melhor...

O caso da A14: ainda bem que existe o factor sorte...

"Aluimento na A14 não significa falta de segurança nas autoestradas"!..
A reflexão é de Carlos Matias Ramos, bastonário da Ordem dos Engenheiros, que considera que não houve falhas e que o problema estava detectado. 
Sobre as estradas municipais, a avaliação é bem diferente.

Claro que isto não significa falta de segurança nas nossas autoestradas!..
E nem é preciso ser bastonário dos engenheiros para o saber...
A realidade aí está para o provar: uma cratera do tamanho desta, tão grande, e, felizmente, não ficou lá nenhum carro!..
Aí está a prova que não foi o carro que fez o buraco,  foi a água que está dentro do buraco!.. 
Isso também prova a competência, conhecimento vasto e basto dos terrenos e de engenharia dos responsáveis pela construção de vias onde passam largos milhares de viaturas por dia!..
Felizmente que, neste caso, nenhum veículo teve problemas de maior.
Os carros que passaram não caíram, mas a falta de competência e conhecimentos desta ordem ficou bem patente nas palavras do eng. Carlos Matias Ramos.
Ainda bem que na vida existe o factor sorte...


Entretanto, a A14 continua interdita à circulação automóvel, na zona de Maiorca.
A EN111, que deveria funcionar como "alternativa natural" à auto-estrada A14, está também interrompida ao trânsito, nos dois sentidos, devido a obras na zona das Pontes de Maiorca, estando o tráfego entre a Figueira da Foz e Coimbra a processar-se por vias secundárias, num percurso de 12 km entre Quinhendros (Montemor-o-Velho) e Maiorca, onde regressa à EN111.
O director de comunicação da Brisa reafirmou que o prazo de intervenção na A14, para reparação do aluimento verificado, cujas obras se iniciaram ontem, é de seis a sete semanas, se tudo decorrer como o previsto.
Segundo as últimas notícias, a autarquia da Figueira da Foz está a equacionar a hipótese de a ponte militar prevista para ser instalada na EN 111 poder vir a ligar directamente a auto-estrada A14 àquela via, mantendo as obras em curso no local.
Esta possibilidade foi ontem adiantada num encontro que juntou técnicos da autarquia e da protecção civil municipal da Figueira da Foz e representantes do Exército, Brisa e da empresa responsável pela intervenção na A14.
"Toda a gente acha que a solução é equacionável", disse Carlos Monteiro, vereador com o pelouro das obras municipais, que informou também que não existindo qualquer problema técnico que a inviabilize a opção de "ligação directa" à auto-estrada permite continuar a obra de construção de uma ponte em betão na estrada nacional (EN) 111 "e terminá-la o mais cedo possível".
A opção ontem discutida, passa pela instalação de uma ponte militar com 55 metros de comprimento e 40 metros de vão entre a A14 e a EN 111, por cima da chamada Vala Real, junto ao nó da auto-estrada em Santa Eulália. A concretizar-se, como que recupera o anterior percurso daquela estrada nacional, existente naquele local antes da construção, em 1994, do IP3 (actual A14).
Carlos Monteiro alertou, no entanto, que a opção está dependente da "articulação" com a empresa Infra-estruturas de Portugal, proprietária dos terrenos e da própria Brisa, a quem caberá a "palavra final", mantendo-se os prazos de instalação da ponte militar - até aqui prevista apenas para o troço em obras da EN 111 - que deverá iniciar-se na quarta-feira e decorrer durante sete a nove dias.
"Queremos manter o prazo, não se está a inventar nada para protelar, esta alternativa não pode ser mais morosa", frisou Carlos Monteiro.
Ainda segundo o vereador figueirense, a opção por uma ponte de 55 metros, ao invés de outra, de 36 metros, é para permitir o trânsito de veículos pesados.

Recordar a Gala de 1972...

A Promessa, um livro que também li e um filme também que vi... E até assisti, no já longínquo ano de 1972, à rodagem de algumas cenas do filme que tiveram como cenários a Capela de S. Pedro, o largo da Capela e o Moinho, construído de propósito nas dunas da Cova, mesmo junto ao Catavento que lá então existia.
Na altura, a Gala era ainda uma simples Aldeia de pescadores. 
Nessa época, a Gala pouco mais era do que uma rua, que ia da antiga Estrada Nacional 109, agora Rua Doze Julho, quase até ao Mar, já na Cova, antes das dunas, que a separavam do areal da praia...

O fado que a malta nova vai fazendo...