sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Isto anda mesmo esquisito ...
A situação está tão caricata, tão caricata, mas tão caricata, que até um deputado comunista consegue uma piada de se lhe tirar o chapéu: "há um grande mistério no ar... Se a direita ganhou as eleições, então para que quer outras?"
António Filipe, um bem humorado deputado do PCP!..
António Filipe, um bem humorado deputado do PCP!..
Para quem tem memória, recordar é viver...
«Desde 1982, com a revisão constitucional, os governos deixaram de responder politicamente perante o presidente da República. Ora, se um governo que passa na Assembleia, partindo da hipótese que passa na Assembleia, não responde perante o presidente da República - e só responde perante a Assembleia da República - então não fazem qualquer sentido governos de iniciativa presidencial».
Cavaco Silva, (Julho de 2013)
Cavaco Silva, (Julho de 2013)
Um ideia para Cavaco...
Acabei de ouvir Carlos Abreu Amorim, na RTP1, dizer na Assembleia da República, que "o único militante do PS que não tem direito a ser indigitado primeiro-ministro é António Costa"!..
Que tal, o Presidente Cavaco agarrar na ideia e nomear outro militante do PS, para um governo de gestão.
Por exemplo, Seguro...
Sempre dará para arrastar a situação por mais uns diazitos...
E o tempo que o pau vai e vem, ganha-se tempo e folgam as costas...
Sosseguem: o Senhor Presidente Cavaco não está cheché e sabe muito bem o que anda a fazer...
Lido no DN: "Banqueiros a uma só voz: Portugal tem de respeitar compromissos".
Senhor Presidente Cavaco Silva: "Chamar os banqueiros para serem ouvidos, em nome do povo português, é uma ofensa inqualificável."
Primeiro.
"Que é que um banqueiro, qualquer que ele seja, tem hoje a dizer ao povo português, tem a dizer a qualquer europeu? Só pode dizer: «Peço muita desculpa pelos inúmeros sacrifícios que a minha ganância vos fez passar»."
Depois.
"É que os portugueses, com excepção de meia dúzia, não foram brindados pelos banqueiros com a compra de acções pelo dobro ou triplo do preço por que tinham sido adquiridas…"
As audiências de Cavaco constituem, não só, "um exercício inútil e desnecessário", como fazem parte da estratégia de Cavaco e do PàF em levar a água ao seu moinho.
Vejamos.
O visto do Tribunal de Contas (TdC) que irá permitir à Avanza assegurar a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e Carris deverá «sair nos próximos dias», revelou à Transportes em Revista fonte ligada ao processo.
Recorde-se que a Avanza e o Governo assinaram o respectivo contrato de subconcessão no passado dia 23 de setembro, ficando a decisão final dependente do visto prévio do TdC, que tinha 30 dias úteis para dar ou recusar o visto.
A estratégia está à vista.
A TAP já se foi. Quando as outras se tiverem ido também, o senhor já pode tomar a resolução que quiser.
Senhor Presidente Cavaco Silva: "Chamar os banqueiros para serem ouvidos, em nome do povo português, é uma ofensa inqualificável."
Primeiro.
"Que é que um banqueiro, qualquer que ele seja, tem hoje a dizer ao povo português, tem a dizer a qualquer europeu? Só pode dizer: «Peço muita desculpa pelos inúmeros sacrifícios que a minha ganância vos fez passar»."
Depois.
"É que os portugueses, com excepção de meia dúzia, não foram brindados pelos banqueiros com a compra de acções pelo dobro ou triplo do preço por que tinham sido adquiridas…"
As audiências de Cavaco constituem, não só, "um exercício inútil e desnecessário", como fazem parte da estratégia de Cavaco e do PàF em levar a água ao seu moinho.
Vejamos.
O visto do Tribunal de Contas (TdC) que irá permitir à Avanza assegurar a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e Carris deverá «sair nos próximos dias», revelou à Transportes em Revista fonte ligada ao processo.
Recorde-se que a Avanza e o Governo assinaram o respectivo contrato de subconcessão no passado dia 23 de setembro, ficando a decisão final dependente do visto prévio do TdC, que tinha 30 dias úteis para dar ou recusar o visto.
A estratégia está à vista.
A TAP já se foi. Quando as outras se tiverem ido também, o senhor já pode tomar a resolução que quiser.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Sócrates e Macedo
Sócrates foi preso há cerca de um ano, a investigação tem saltitado de assunto para assunto sem até ao momento se ter formalmente fixado num deles. A acusação continua sem data marcada e sem previsão sobre quando ocorrerá. Não obstante, só há pouco mais de um mês Sócrates foi libertado, contra a vontade do juiz de instrução, embora continue sujeito a medidas de coacção menos graves.
Macedo, pelo contrário, investigado com recato, só muito recentemente passou a estar sujeito a medidas coacção ligeiras, apesar de já ter sido formalmente acusado da prática de vários crimes.
Com isto não estamos a querer dizer que Sócrates não deva ser investigado nem a sugerir que Macedo deva ser privado da liberdade. Não. Não mudamos de critério em função dos protagonistas. O que queremos dizer é que houve face a dois conhecidos políticos da actualidade uma divergência de critérios que nada juridicamente pode justificar.
Hoje, aos olhos de muita gente, cresce a convicção de que Sócrates não foi preso apenas para ser investigado, mas para criar um clima favorável a uma vitória eleitoral da direita.
SÓCRATES E MACEDO, DOIS PARTIDOS, DOIS CRITÉRIOS.
Macedo, pelo contrário, investigado com recato, só muito recentemente passou a estar sujeito a medidas coacção ligeiras, apesar de já ter sido formalmente acusado da prática de vários crimes.Com isto não estamos a querer dizer que Sócrates não deva ser investigado nem a sugerir que Macedo deva ser privado da liberdade. Não. Não mudamos de critério em função dos protagonistas. O que queremos dizer é que houve face a dois conhecidos políticos da actualidade uma divergência de critérios que nada juridicamente pode justificar.
Hoje, aos olhos de muita gente, cresce a convicção de que Sócrates não foi preso apenas para ser investigado, mas para criar um clima favorável a uma vitória eleitoral da direita.
SÓCRATES E MACEDO, DOIS PARTIDOS, DOIS CRITÉRIOS.
Dedicado aos otários e lorpas que se deixaram enganar no dia 4 de outubro passado...
A poucos dias das eleições de 4 de Outubro, e pela voz da ministra das Finanças, o governo PSD/CDS-PP anunciava a devolução de 35% da sobretaxa, baseada em previsões cujo optimismo alucinado se apresentava como uma decorrência normal da estratégia de não olhar a meios para ganhar eleições. A tal sede de poder. O optimismo desvaneceu quando, passadas duas semanas do acto eleitoral, Maria Luís Albuquerque vem informar o país que a devolução da sobretaxa seria afinal mais modesta, na casa dos 9,7%, por culpa da quebra na receita do IRS. Melhor que nada pensavam alguns que estarão agora a olhar para as notícias que dão hoje conta de que afinal é precisamente nada que se perspectiva que iremos receber. De 35% para 0% em menos de dois meses. A coligação PàF agradece a todos os que engoliram o embuste.João Mendes, via Aventar
Está a ser cometido um crime ambiental nas dunas do Cabedelo
| foto António Agostinho |
Sob
o olhar cumplicie e complacente de quem de direito – neste caso e do meu ponto de vista, a saber: Câmara
Municipal da Figueira da Foz, junta de freguesia de S. Pedro, Autoridade Marítima, PSP e GNR – como a foto documenta, todos os dias está a ser
cometido um crime ambiental nas dunas do Cabedelo.
Tal
está a acontecer, desde que, há mais de 2 anos, quem de direito,
deixou chegar a protecção em madeira que segurava as areias das
dunas, rente à estrada, entre
o campo de futebol do Grupo Desportivo Cova-Gala e o Cabedelo,
ao desleixo que pode ser constatado, clicando aqui.
A
partir daí, todos os dias, várias pessoas vão retirando areia,
que ficou à mão de semear: é só encostar o carro e carregar.
As
areias roubadas às dunas do Cabedelo devem servir para diversos fins
e utilidades: desde encher chouriços, até às gaiolas dos pássaros
e, claro, passando pela construção civil...
Como
sabemos, as dunas constituem um ambiente frágil, que se move em
função dos ventos. Qualquer mudança no ambiente, numa zona
sensível como o Cabedelo, causa danos irreversíveis. Quem de
direito tem de conseguir que parem de tirar areia das dunas do
Cabedelo. O problema ambiental, naquele local da freguesia de S.
Pedro, já é enorme, como a foto demonstra, pelo que dispensa o contributo do homem.
Para
que conste e por ser verdade, sublinho que todos os dias – e
garanto que várias vezes ao dia – o local é alvo de "visita" por
brigadas da GNR e da Polícia Marítima. No verão, durante o dia, a PSP foi presença quase permanente no local.
Oh Cavaco, esse governo de esquerda sai ou não sai?...
“Bolsas europeias abrem no vermelho. Juros da dívida portuguesa continuam a cair.” [Expresso]
Gente fina, nem sempre é outra coisa...
A D. Maria João Avilez, agora colunista do Observador, antiga jornalista e uma intelectual burguesa, certinha e de boas maneiras, juntou-se ao Arroja na classificação das "raparigas do BE"...
"Costa vai poder contar com os disponíveis. Vão-lhe ser certamente de muito maior utilidade que os recalcitrantes comunistas ou as azougadas raparigas do Bloco"...
A D. Maria João Avilez não é directora de um colégio de meninas.
Se o fosse, teria de ser de um colégio inglês, onde as alunas andariam fardadas todas da mesma maneira.
Quando muito, poderiam ser distinguidas pelo "sapatinho"...
Pena, é que fique tão visível que anda a fugir o pé para o chinelo e para a mão na anca a alguma gente tão fina e educada - por sinal, algo nada britânico...
E pronto: cá está uma esclarecedora demonstração do nivelamento por baixo de uma senhora das "nossas" elites!..
"Costa vai poder contar com os disponíveis. Vão-lhe ser certamente de muito maior utilidade que os recalcitrantes comunistas ou as azougadas raparigas do Bloco"...
A D. Maria João Avilez não é directora de um colégio de meninas.
Se o fosse, teria de ser de um colégio inglês, onde as alunas andariam fardadas todas da mesma maneira.
Quando muito, poderiam ser distinguidas pelo "sapatinho"...
Pena, é que fique tão visível que anda a fugir o pé para o chinelo e para a mão na anca a alguma gente tão fina e educada - por sinal, algo nada britânico...
E pronto: cá está uma esclarecedora demonstração do nivelamento por baixo de uma senhora das "nossas" elites!..
Qual é a pressa?.. Qual é a pressa?..
A SIC sabe que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, deverá indigitar António Costa como primeiro-ministro já na próxima semana.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Temos de ser complacentes?..
“Cavaco,
Portas e Passos têm sido uma troika coordenada e a única dúvida
que se coloca está em perceber quem manda, se Cavaco em Passos ou
Passos em Cavaco. O argumento da revisão está combinado e surgiu
depois de Passos ter dito que não ficaria a assar, isto é, a ideia
pode não ser dele, é bem mais provável que seja de Paulo Portas ou
de Cavaco, senão mesmo dos dois.
Se
os banqueiros lhe disserem que sim Cavaco vai manter o governo em
gestão e alinhará com Passos e Portas dizendo à esquerda que pode
resolver o problema da crise viabilizando eleições antecipadas
aceitando uma revisão constitucional. Cavaco vai completar a nódoa
que tem sido na democracia portuguesa e fazer chantagem sobe a
democracia, é um nojo mas é o que temos.”
Isto
tem nome: é “a estratégia da chantagem”.
Cavaco, não desesperes: quando
te sentires deprimido ou inútil, lembra-te que já houve um dia em
que foste o espermatozóide mais rápido de todo o grupo.
Ronda pelos parceiros é retomada amanhã, quarta-feira...
"Cavaco Silva reúne-se com os presidentes dos cinco maiores bancos a operar em Portugal."
Em tempo.
São tão familiares e tão justos e imparciais, que quase se pode dizer que são parentes rectos...
Em tempo.
São tão familiares e tão justos e imparciais, que quase se pode dizer que são parentes rectos...
"Às vezes, quando escreve, sente-se Outro"... *
"Fica uma nota comum de desencanto perante todas as dimensões do sistema em que vivemos.
A ausência de respostas determina o vazio na sua voragem mais demolidora: a de deixar espaço aos oportunistas."
Um citação da crónica de António Tavares publicada, hoje, no jornal AS BEIRAS.
* - Título retirado daqui.
A ausência de respostas determina o vazio na sua voragem mais demolidora: a de deixar espaço aos oportunistas."
Um citação da crónica de António Tavares publicada, hoje, no jornal AS BEIRAS.
* - Título retirado daqui.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Eh pá, um gajo já não sabe o que fazer mais com a crise...
Hoje, Passos “deixou escapar”: Portugal vai ter novo Governo “dentro de duas semanas”...
Depois de 4 anos de confrontos com o Tribunal Constitucional, será que Passos já se cansou do confronto de alguns dias com a Assembleia da República?
Baralhando, resumindo e concluindo: crente como sou, continuo a acreditar que Passos não é daqueles que tem dificuldade em viver em democracia!
Depois de 4 anos de confrontos com o Tribunal Constitucional, será que Passos já se cansou do confronto de alguns dias com a Assembleia da República?
Baralhando, resumindo e concluindo: crente como sou, continuo a acreditar que Passos não é daqueles que tem dificuldade em viver em democracia!
Vamos pensar a sério no futuro?
Mês e meio depois das eleições, com a crise política em compasso de espera, Cavaco Silva está hoje e amanhã na Madeira, com uma agenda de inaugurações de um centro de design, uma adega e um hotel.
Dado que Cavaco, na quarta-feira, já deverá estar em Lisboa, o que não dará tempo para a petição atingir os 3 milhões, que seria a tal maioria absoluta, e a direita não há meio de vir para a rua, deixo aqui um texto que deveria ser lido com muita atenção pelos Portugueses que querem uma solução séria, legal e responsável para o futuro do seu país: "A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA".
"Segundo a Constituição, art.º 117.º, os titulares de cargos políticos respondem política, civil e criminalmente pelas acções e omissões que pratiquem no exercício das suas funções, cabendo à lei ordinária determinar os crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, bem como as sanções aplicáveis e os respectivos efeitos.
No artigo 130.º prevê-se a responsabilidade do Presidente da República pelos crimes praticados no exercício das suas funções, sendo a iniciativa do processo da Assembleia da República e a competência para o julgar do Supremo Tribunal de Justiça."
Não deixem que a normalidade dê lugar a guerra. Depois, os discursos que proclamam as virtudes de “viver em normalidade”,são inúteis: a vida normal acaba quando as guerras começam.
"A Constituição é muito clara: o Presidente da República nomeia o Primeiro Ministro, tendo em conta os resultados eleitorais, depois de ouvidos os partidos representados na Assembleia da República.
Ter em conta os resultados eleitorais significa olhar para a correlação de forças no Parlamento resultante do acto eleitoral. E há situações saídas dos resultados eleitorais que não suscitam quaisquer dúvidas, em que ouvir os partidos não passa de uma mera formalidade. Assim, inequivocamente, quando há um partido ou uma coligação de partidos que ganha as eleições com maioria absoluta dos deputados. Também não há qualquer espécie de dúvida quando depois das eleições se constituiu uma coligação formada por dois ou mais partidos com maioria absoluta de deputados no conjunto dos partidos coligados. E o mesmo se poderá dizer quando dois ou mais partidos negoceiam depois das eleições um acordo de incidência parlamentar que assegura, a um deles, o apoio maioritário no Parlamento. Em todos estes casos a decisão do Presidente da República só pode ser – tem de ser – a indigitação como Primeiro Ministro da personalidade que chefia o partido mais votado, a coligação de partidos ou o partido que beneficia do acordo de incidência parlamentar.
Em qualquer destes casos se o Presidente da República não nomear Primeiro Ministro a personalidade acima indicada, se estiver a fazer depender essa nomeação de exigências ou da aceitação de condições que a Constituição não prevê – e a Constituição não prevê nenhumas! –, terá de entender-se que o Presidente da República estará a tentar alterar a Constituição por meios não democráticos ou, no mínimo, a abusar das suas funções, a violar os seus deveres e a tentar alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente consagrado por estar a impedir o regular funcionamento das instituições."
Dado que Cavaco, na quarta-feira, já deverá estar em Lisboa, o que não dará tempo para a petição atingir os 3 milhões, que seria a tal maioria absoluta, e a direita não há meio de vir para a rua, deixo aqui um texto que deveria ser lido com muita atenção pelos Portugueses que querem uma solução séria, legal e responsável para o futuro do seu país: "A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA".
"Segundo a Constituição, art.º 117.º, os titulares de cargos políticos respondem política, civil e criminalmente pelas acções e omissões que pratiquem no exercício das suas funções, cabendo à lei ordinária determinar os crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, bem como as sanções aplicáveis e os respectivos efeitos.
No artigo 130.º prevê-se a responsabilidade do Presidente da República pelos crimes praticados no exercício das suas funções, sendo a iniciativa do processo da Assembleia da República e a competência para o julgar do Supremo Tribunal de Justiça."
Não deixem que a normalidade dê lugar a guerra. Depois, os discursos que proclamam as virtudes de “viver em normalidade”,são inúteis: a vida normal acaba quando as guerras começam.
"A Constituição é muito clara: o Presidente da República nomeia o Primeiro Ministro, tendo em conta os resultados eleitorais, depois de ouvidos os partidos representados na Assembleia da República.
Ter em conta os resultados eleitorais significa olhar para a correlação de forças no Parlamento resultante do acto eleitoral. E há situações saídas dos resultados eleitorais que não suscitam quaisquer dúvidas, em que ouvir os partidos não passa de uma mera formalidade. Assim, inequivocamente, quando há um partido ou uma coligação de partidos que ganha as eleições com maioria absoluta dos deputados. Também não há qualquer espécie de dúvida quando depois das eleições se constituiu uma coligação formada por dois ou mais partidos com maioria absoluta de deputados no conjunto dos partidos coligados. E o mesmo se poderá dizer quando dois ou mais partidos negoceiam depois das eleições um acordo de incidência parlamentar que assegura, a um deles, o apoio maioritário no Parlamento. Em todos estes casos a decisão do Presidente da República só pode ser – tem de ser – a indigitação como Primeiro Ministro da personalidade que chefia o partido mais votado, a coligação de partidos ou o partido que beneficia do acordo de incidência parlamentar.
Em qualquer destes casos se o Presidente da República não nomear Primeiro Ministro a personalidade acima indicada, se estiver a fazer depender essa nomeação de exigências ou da aceitação de condições que a Constituição não prevê – e a Constituição não prevê nenhumas! –, terá de entender-se que o Presidente da República estará a tentar alterar a Constituição por meios não democráticos ou, no mínimo, a abusar das suas funções, a violar os seus deveres e a tentar alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente consagrado por estar a impedir o regular funcionamento das instituições."
Quando é que tiram este barco daqui?..
![]() |
| Esta foto, que tirei com um telemóvel, é da manhã de hoje. |
Tão fugaz, que muitas vezes passa e nem deixa traço.
Por outro lado, a dor e o tempo amalgam-se inseparavelmente.
Alguns atribuem a culpa aos deuses, outros ao destino.
Neste caso, penso que é dos homens.
Este barco naufragou à entrada desta nossa barra há quase um mês e meio.
Uma das funções essenciais do Estado é assegurar a segurança de todos os seus cidadãos.
Enquanto o Estado não conseguir assegurar a segurança de todos os seus, incluindo os pescadores - os que têm de arriscar todos os dias a vida para continuar a viver - não há consolo nem redenção para a angústia e para a dor.
O sofrimento humano tem limites. A prová-lo, estão os actos desesperados que marcam o nosso tempo.
Pôr-lhe fim, neste caso, é uma decisão que tem de ser urgente.
Tirem o barco, porra...
Qual é a pressa?..
"Nova crise política, nova viagem à Madeira. Num tempo em que a direita insiste em tradições e convenções, o Presidente da República mantém o estilo do seu mandato: a agenda não muda, mesmo que o país esteja mergulhado numa crise política. Cavaco Silva deixa assim um sinal de que não tem pressa em dar posse a um novo executivo."
Tenham calma: a viagem não vai ser feita num barco a remos, talvez o meio de transporte mais lento que existe...
Vão ser, apenas, mais dois dias de profunda reflexão sobre o futuro do país para o Presidente da República.
A gente faz que acredita: Cavaco Silva ainda não deve ter, neste momento, fechada uma decisão...
E até já ouviu Arménio Carlos, da CGTP e Carlos Silva, da UGT...
O que é que a gente há-de fazer?
Rir-se... Eu tenho rido muito...
Encolher os ombros e ir para a praia?
Que pena começar a não estar no tempo dela...
Tenham calma: a viagem não vai ser feita num barco a remos, talvez o meio de transporte mais lento que existe...
Vão ser, apenas, mais dois dias de profunda reflexão sobre o futuro do país para o Presidente da República.
A gente faz que acredita: Cavaco Silva ainda não deve ter, neste momento, fechada uma decisão...
E até já ouviu Arménio Carlos, da CGTP e Carlos Silva, da UGT...
O que é que a gente há-de fazer?
Rir-se... Eu tenho rido muito...
Encolher os ombros e ir para a praia?
Que pena começar a não estar no tempo dela...
domingo, 15 de novembro de 2015
Nós, figueirenses...
A vida ensinou-me, mesmo antes de ir para a escola primária, que eu era da Cova e Gala - pelo menos em sentido geográfico.
A Figueira, ficava do outro lado: aqui era a outra margem.
Durante muitos anos, não me senti figueirense por aí além.
Ir à cidade não era era fácil. A família não tinha transporte próprio e o dinheiro para pagar o bilhete do autocarro, ou do barco - os saudosos Luis Elvira e Gala - não abundava.
Até acabar a Primária, as deslocações à cidade foram escassas e espaçadas, quase sempre a pé, pela velha ponte dos arcos, atravessando a Morraceira (uma ilha que tanta polémica tem dado ultimamente na política local, com uma área de cerca de 635 hectares, entre o braço sul e norte do Mondego...), seguindo depois pela velha ponte da Figueira (a velha ponte de ferro, que apenas permitia o trânsito num sentido de cada vez).
Quando chegávamos ao lado norte, encontrávamos empoleirado numa casota, alguns metros acima do solo, o homem que controlava o trânsito na velha ponte, com o recurso a sinais, e o posto em forma de quiosque da Polícia de Viação e Trânsito (a Polícia de Viação e Trânsito foi extinta pelo governo de Marcelo Caetano, sendo as suas funções atribuídas à Guarda Nacional Republicana...).
Estávamos na Figueira.
A seguir à primária, fui continuar os estudos para a Bernardino Machado e a Figueira ficou muito mais perto: fiquei a perceber que a Cova e Gala, não era só a Cova e Gala, mas também uma parte da Figueira - uma parte esquecida e desprezada pelo poder político, mas uma parte essencial dela.
Hoje, tudo mudou: é muito raro o dia em que não me desloco à cidade.
Hoje, sou um figueirense convicto. E, é por isso, que continuo perplexo com o abandono a que, por exemplo, continua votado um diamante turístico como o Cabedelo.
No Cabedelo já se realizaram provas do campeonato do mundo de surf e várias etapas do circuito nacional. O Cabedelo é uma opção de excelência, há muito referenciada como sendo das melhores ondas do mundo para a prática de surf.
Assim sendo, pergunto-me porque é que ainda não existem infra-estruturas que confiram qualidade aos praticantes de surf e a quem visita um local que é, talvez, a melhor varanda turística debruçada sobre o mar no nosso concelho?
Quando me lembro de anteriores campanhas eleitorais, recordo promessas que continuam por cumprir em relação a este local, nesta outra margem.
Não é que as promessas e os slogans mentirosos, em campanhas eleitorais, me perturbem grandemente, pois, presumo, que todos estamos habituados e já não esperamos grande coisa...
Isto, porém, é mais que uma mentira. Para um covagalense, que se queira sentir também figueirense, é uma mentira despudorada. A Figueira, em que os políticos me incluem no decorrer das campanhas eleitorais, não é a realidade em que gostava de estar incluído.
Não somos cidadãos figueirenses de corpo inteiro, enquanto os políticos continuarem a negar aos habitantes da Cova e Gala o direito à cidadania.
Neste momento, como já aconteceu em anteriores executivos, sinto que a Figueira de Ataíde e da sua maioria absoluta, não é a minha Figueira.
O executivo figueirense não me representa, porque não olha para a minha Aldeia como olha para a cidade.
Fica um exemplo concreto: as condições em que na Cova e Gala se pratica desporto. E não estou a referir-me, apenas, ao sintético...
No concelho, o que interessa é a cidade dos negócios. É a Figueira dos interesses.
A Figueira não é um concelho: é uma empresa. Consequentemente não tem cidadãos: tem números.
Mas, isto já vem de longe. “Entre o progresso e a decapitação da beleza natural”, decidiu-se pelo progresso.
O porto fluvial foi a aposta. Com a “construção dos molhes de protecção da barra”, veio a “melhoria da segurança no acesso às zonas portuárias" e o “aumento, embora gradual, na movimentação de mercadorias”.
Mas, em “contrapartida, a outrora praia viu-se transformada, ao longo dos anos Setenta, num depósito gigante de areia.”
Surgiu o dilema: “Turismo ou desenvolvimento comercial”. E o vencedor foi “o elo mais forte”.
Morreu “o que havia feito sobreviver a cidade após o declínio comercial de finais do século XIX. De Rainha das praias transformaram-na em Praia da Claridade. De Praia da Claridade, num amontoado inestético de areia." Na Praia da Calamidade.
Contudo, isto não ficou assim: o molhe norte do porto comercial da Figueira da Foz cresceu mais 400 metros e tornou-se numa "ratoeira" para os pescadores.
Mas, isso que interessa? O importante são os records do porto comercial, os números, sempre os números...
A ganância ainda vai acabar por dar cabo disto tudo.
Entretanto, a esmagadora maioria dos figueirenses continua com o futuro adiado na Figueira.
A Figueira, ainda não é «Nós». A Figueira, continua a ser «Eles».
A Figueira, ficava do outro lado: aqui era a outra margem.
Durante muitos anos, não me senti figueirense por aí além.
Ir à cidade não era era fácil. A família não tinha transporte próprio e o dinheiro para pagar o bilhete do autocarro, ou do barco - os saudosos Luis Elvira e Gala - não abundava.
Até acabar a Primária, as deslocações à cidade foram escassas e espaçadas, quase sempre a pé, pela velha ponte dos arcos, atravessando a Morraceira (uma ilha que tanta polémica tem dado ultimamente na política local, com uma área de cerca de 635 hectares, entre o braço sul e norte do Mondego...), seguindo depois pela velha ponte da Figueira (a velha ponte de ferro, que apenas permitia o trânsito num sentido de cada vez).
Quando chegávamos ao lado norte, encontrávamos empoleirado numa casota, alguns metros acima do solo, o homem que controlava o trânsito na velha ponte, com o recurso a sinais, e o posto em forma de quiosque da Polícia de Viação e Trânsito (a Polícia de Viação e Trânsito foi extinta pelo governo de Marcelo Caetano, sendo as suas funções atribuídas à Guarda Nacional Republicana...).
Estávamos na Figueira.
A seguir à primária, fui continuar os estudos para a Bernardino Machado e a Figueira ficou muito mais perto: fiquei a perceber que a Cova e Gala, não era só a Cova e Gala, mas também uma parte da Figueira - uma parte esquecida e desprezada pelo poder político, mas uma parte essencial dela.
Hoje, tudo mudou: é muito raro o dia em que não me desloco à cidade.
Hoje, sou um figueirense convicto. E, é por isso, que continuo perplexo com o abandono a que, por exemplo, continua votado um diamante turístico como o Cabedelo.
No Cabedelo já se realizaram provas do campeonato do mundo de surf e várias etapas do circuito nacional. O Cabedelo é uma opção de excelência, há muito referenciada como sendo das melhores ondas do mundo para a prática de surf.
Assim sendo, pergunto-me porque é que ainda não existem infra-estruturas que confiram qualidade aos praticantes de surf e a quem visita um local que é, talvez, a melhor varanda turística debruçada sobre o mar no nosso concelho?
Quando me lembro de anteriores campanhas eleitorais, recordo promessas que continuam por cumprir em relação a este local, nesta outra margem.
Não é que as promessas e os slogans mentirosos, em campanhas eleitorais, me perturbem grandemente, pois, presumo, que todos estamos habituados e já não esperamos grande coisa...
Isto, porém, é mais que uma mentira. Para um covagalense, que se queira sentir também figueirense, é uma mentira despudorada. A Figueira, em que os políticos me incluem no decorrer das campanhas eleitorais, não é a realidade em que gostava de estar incluído.
Não somos cidadãos figueirenses de corpo inteiro, enquanto os políticos continuarem a negar aos habitantes da Cova e Gala o direito à cidadania.
Neste momento, como já aconteceu em anteriores executivos, sinto que a Figueira de Ataíde e da sua maioria absoluta, não é a minha Figueira.
O executivo figueirense não me representa, porque não olha para a minha Aldeia como olha para a cidade.
Fica um exemplo concreto: as condições em que na Cova e Gala se pratica desporto. E não estou a referir-me, apenas, ao sintético...
No concelho, o que interessa é a cidade dos negócios. É a Figueira dos interesses.
A Figueira não é um concelho: é uma empresa. Consequentemente não tem cidadãos: tem números.
Mas, isto já vem de longe. “Entre o progresso e a decapitação da beleza natural”, decidiu-se pelo progresso.
O porto fluvial foi a aposta. Com a “construção dos molhes de protecção da barra”, veio a “melhoria da segurança no acesso às zonas portuárias" e o “aumento, embora gradual, na movimentação de mercadorias”.
Mas, em “contrapartida, a outrora praia viu-se transformada, ao longo dos anos Setenta, num depósito gigante de areia.”
Surgiu o dilema: “Turismo ou desenvolvimento comercial”. E o vencedor foi “o elo mais forte”.
Morreu “o que havia feito sobreviver a cidade após o declínio comercial de finais do século XIX. De Rainha das praias transformaram-na em Praia da Claridade. De Praia da Claridade, num amontoado inestético de areia." Na Praia da Calamidade.
Contudo, isto não ficou assim: o molhe norte do porto comercial da Figueira da Foz cresceu mais 400 metros e tornou-se numa "ratoeira" para os pescadores.
Mas, isso que interessa? O importante são os records do porto comercial, os números, sempre os números...
A ganância ainda vai acabar por dar cabo disto tudo.
Entretanto, a esmagadora maioria dos figueirenses continua com o futuro adiado na Figueira.
A Figueira, ainda não é «Nós». A Figueira, continua a ser «Eles».
sábado, 14 de novembro de 2015
Acho que toda a gente sabia isto, mas é bom lembrar... Recordar é viver...
«A capa do Expresso a uma semana das eleições. Para todos quantos, e são quase todos à direita, que passam os dias a dizer que nunca se falou na campanha num possível acordo entre os partidos de esquerda, nem na possibilidade de um governo minoritário de direita ser chumbado. Nunca, jamais. Todos sabemos que essas questões nunca foram tema de campanha porque, como se lembram, a última semana foi passada a discutir a existência de unicórnios e a importância dos gambozinos para a economia do país. Andamos é todos esquecidos.»
Pedro Sales, no facebook
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Desespero de maneta com comichão nos tomates... (II)
Passos Coelho, em 23 Julho 2012: "Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal".
O mesmo Passos Coelho em 12/11/2015: "Passos defende revisão constitucional para haver eleições antecipadas".
Isto, no momento que toda a gente sabe - e esta é, aliás, uma das grandes limitações à actuação do Presidente da República no actual contexto político - que Cavaco Silva está impedido de dissolver o Parlamento e convocar eleições.
A receita para resolver a crise, para Passos Coelho, é simples: realizar eleições até que o PàF consiga os votos necessários a uma maioria absoluta.
No futebol tudo é mais simples: o Benfica decretou, há muito, que é o melhor do mundo, com 14 milhões de associados…
E, assim, de uma penada, evitaram-se as eleições para tirar isso a limpo...
Com é simples e objectivo o mundo do futebol!..
O mesmo Passos Coelho em 12/11/2015: "Passos defende revisão constitucional para haver eleições antecipadas".
Isto, no momento que toda a gente sabe - e esta é, aliás, uma das grandes limitações à actuação do Presidente da República no actual contexto político - que Cavaco Silva está impedido de dissolver o Parlamento e convocar eleições.
A receita para resolver a crise, para Passos Coelho, é simples: realizar eleições até que o PàF consiga os votos necessários a uma maioria absoluta.
No futebol tudo é mais simples: o Benfica decretou, há muito, que é o melhor do mundo, com 14 milhões de associados…
E, assim, de uma penada, evitaram-se as eleições para tirar isso a limpo...
Com é simples e objectivo o mundo do futebol!..
Seria uma pena esta crónica não ser divulgada...
"A perspectiva da cidade altera-se. Vista do mar e do rio a Figueira não é uma só, são várias “cidades”. O centro é belíssimo, visto na aproximação à marina. Quando o sol brilha, a casa do Paço, as Praças Velha e Nova, parecem parte de uma cidade com o glamour das pequenas cidades do Adriático. Este património arquitectónico contrasta com a visão da enseada de Buarcos, onde “prédios” dos anos 70, 80 e 90, uma massa feia de paredes, janelas e telhados que agridem a paisagem. Vale a pena sair para o mar. Mesmo com alguns “sustos” inerentes à refrega Atlântica, especialmente quando o mar cresce e ficamos entre vagas. Quando se entra na barra, mesmo em dias de pouca ondulação (menos de um metro), torna-se evidente a tensão provocada pela junção de mar e rio, “estrangulados” pelas pedras de dois gigantes molhes. Criam-se forças difíceis de prever e controlar. É assim incompreensível como pescadores e marinheiros desprezam o perigo de um acidente nesta zona e não tomam todas as precauções, por exemplo usando coletes salva vidas. Quanto mais vezes se atravessa a barra, maiores são as probabilidades de um acidente, estatística pura e dura."
Citação de uma crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS
Citação de uma crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS
3 anos depois, recordo esta frase de Passos Coelho que nunca mais me saiu da memória...
Passos Coelho, em 14 de Novembro de 2012.
Em tempo.
Aproveitem o dia de sol e vão passear até à beira-mar. O Cabedelo, apesar do desleixo a que está votado, continua maravilhoso.
Ainda bem que há limites para a estupidez laranja, crónica e seca...
"A revisão constitucional não deve ser usada como arma na luta político-partidária quotidiana, nem deve ser feita a reboque de uma situação ou caso concretos."- Paulo Mota Pinto.
Em tempo.
Apesar de sustentar que um governo de esquerda está ferido de “ilegitimidade democrática”, não leva a falta de senso ao ponto atingido pelo seu colega de partido Passos Coelho, que se lembrou de propor uma revisão constitucional de afogadilho para permitir realizar novas eleições legislativas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
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