"Temos de pensar em cerimónias que traduzam melhor a realidade do país. Por exemplo, no desfile, em lugar de colunas de militares, que já vamos tendo menos, devíamos apresentar filas de desempregados."
Já agora, propunha também o desfile de filas de emigrantes.
Em tempo.
Foram tantos milhares os portugueses ingratos para um governo que tem criado tanta estabilidade política, procura no mundo laboral e sustentabilidade na vida dos portugueses que contrariam Passos Coelho e, sem necessidade, voluntariamente abandonaram "a zona de conforto"!..
Passos Coelho, o Primeiro-Ministro, só aconselhou os professores a emigrar porque a nossa miudagem, cada vez é menos e tem cada menos vontade de aprender!..
Assim, muitos dos professores, mais e melhor formados, não iam poder ensinar no nosso País, porque em Portugal ninguém - muito menos os jovens - quer aprender!..
Passos limitou-se a apontar alternativas para os professores continuarem no ensino. Os professores, claro, em vez de irem para um call-center, com muita pena dos governantes portugueses, emigraram.
Depois, largos milhares de invejosos, principalmente aqueles que pertencem a uma geração extraordinariamente bem preparada, na qual Portugal investiu muito, como médicos, gestores, enfermeiros, pescadores, trolhas, motoristas, por exemplo, desafiaram a ambição e fizeram o mesmo: seguiram as pisadas dos professores e abandonaram o país que tanto neles gastou na formação!..
Mas, atenção: foram porque são aventureiros... A extraordinária "trajectória da nossa economia" - o Banco de Portugal nunca se engana!.. - permitiam a esses activos fantásticos terem em Portugal fácil acesso a soluções para o futuro das suas vidas activas - claro, se tivessem cartão das jotinhas do PSD ou CDS...
Por pouco, a emigração não era um mito urbano...
Assim, é a "realidade".
quinta-feira, 11 de junho de 2015
SABER
"O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade."
Agostinho da Silva
Agostinho da Silva
quarta-feira, 10 de junho de 2015
10 de Junho, Dia de Camões e das Comunidades
Vamos lá dizer isto em verso, que estamos aqui é para servir.
Ó Passos, que passas tantos dias a mentir,
Não sejas piegas e deixa a tua zona de conforto.
Arranja trabalho para onde te possas sumir,
Mas evita o tacho onde ex-político faz de morto.
Em tempo.
Ó Passos, que passas tantos dias a mentir,
Não sejas piegas e deixa a tua zona de conforto.
Arranja trabalho para onde te possas sumir,
Mas evita o tacho onde ex-político faz de morto.
Em tempo.
Passos: “Precisamos de poesia”.
A ganância ainda vai acabar por dar cabo disto tudo!.. (III)
Em tempo.
Os "alertas do engenheiro Redondo, em 1962, a propósito do projecto dos molhes", a que se refere o eng. Daniel Santos, na sua crónica de hoje no jornal AS BEIRAS, podem ser recordados clicando aqui.
Os "alertas do engenheiro Redondo, em 1962, a propósito do projecto dos molhes", a que se refere o eng. Daniel Santos, na sua crónica de hoje no jornal AS BEIRAS, podem ser recordados clicando aqui.
Peter Pereira, um covagalense na diáspora
Peter Pereira, fotojornalista natural da Cova Gala emigrado desde criança nos Estados Unidos, em New Bedford, está entre as cerca de 30 personalidades das comunidades portuguesas da diáspora que vão ser condecoradas pelo Presidente da República no âmbito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Nos últimos 17 anos, além dos prémios da National Press
Photographers Association, recebeu a distinção de fotógrafo do ano da New
England Newspaper & Press Association, por sete vezes, e um prémio de
excelência dos prémios China International Press Photo.
No campo da fotografia, diz que o fotojornalismo foi sempre
a única opção para si.
“Ao contrário de outros tipos de fotografia, tem um impacto
directo na forma como olhamos o mundo. É uma linguagem universal, capaz de
atravessar fronteiras. Não tenho dúvidas de que o fotojornalismo consegue mudar
o mundo”.
Representado pela agência portuguesa “4SEE”, Peter diz que
continua ligado ao país que deixou há quase 40 anos.
“Vivi nos Estados Unidos a maior parte da minha vida, mas
gosto da ligação que esta agência me dá ao meu país.
Tenho orgulho de ser português, de promover o país o quanto
posso e vou sempre considerar-me português”.
Peter Pereira tem família na Cova-Gala.PEQUENITOS PEQUENINOS
Vem aí mais um "10 de Junho", um dia particularmente dado às maiores inaninades pátrias. Sobretudo num ano eleitoral em que parece ter aberto a caça ao dito mais cretino e irrelevante.
Via PORTUGAL DOS PEQUENINOS
Via PORTUGAL DOS PEQUENINOS
Mensagem com futuro para o mensageiro*?..
| foto sacada daqui |
“Confesso que não nutro grandes esperanças pelos movimentos políticos de nova geração, do Podemos ao Ciudadanos até ao Syriza.”
António Tavares*, vereador PS, ontem no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
Percebo-o muito bem…
Uma pessoa amiga, porém, aconselhava-o a ser mais discreto, mais cauteloso, mais prudente.
Quando tentamos fugir à nossa natureza, acabamos por perder a identidade...
Em tempo.
Percebo-o muito bem…
Uma pessoa amiga, porém, aconselhava-o a ser mais discreto, mais cauteloso, mais prudente.
Quando tentamos fugir à nossa natureza, acabamos por perder a identidade...
Há uns quantos mitos urbanos: “Precisamos de poesia”, disse Passos!..
“Passos defende a poesia na vida, quer uma sociedade amiga das crianças, diz que nunca recomendou a emigração, fala da doença da sua mulher, faz saber que cozinha papos de anjo para oferecer aos vizinhos...
Um homem novo ou um homem de novo em eleições?”
Um homem novo ou um homem de novo em eleições?”
Em tempo.
O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades…
terça-feira, 9 de junho de 2015
Manuel Luís Pata, avisou em devido tempo, mas ninguém o ouviu...
Manuel Luís Pata, noventa anos - nasceu na Gala, actual freguesia de S. Pedro, no dia 22 de Novembro de 1924.
Tal como eu, é filho, neto e bisneto de marítimos oriundos de Ílhavo, os primeiros povoadores da Cova, aí pelo ano de 1742.
Como escrevi, numa crónica publicada no dia 13 de Julho de 2000, no extinto jornal “linha do oeste”, para mim, Manuel Luís Pata não é, ao contrário do que muitos julgam, até talvez ele próprio, um Homem teimoso. É sim, do meu ponto de vista, um dos raros exemplos de verdadeira perseverança que conheço...
Como ele próprio me disse na altura, já lá vão quase dezasseis anos, “é pena que nem toda a gente entenda que na construção do futuro é necessário guardar a memória”.
Foi com este Senhor - de seu nome MANUEL LUÍS PATA – nas suas palavras "um modesto marítimo figueirense que sempre amou a sua Terra e sempre sofreu com as consecutivas asneiras que LHE foram feitas ao longo da sua longa vida”, que passei gostosamente parte desta tarde, a pedido do Pedro Agostinho Cruz, que me convidou para o acompanhar na entrega, que fez questão de fazer a este velho e incansável lutador pelo progresso da nossa Figueira, de um exemplar do ALERTA COSTEIRO 14/15.
Já agora, aproveito para recordar algo do que me tem dito ao longo dos anos o experiente Manuel Luís Pata, nas inúmeras e enriquecedoras conversas que com ele tenho tido: “a Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. Na sua opinião, a única obra do homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”
Foi este Senhor que no dia 26 de Março de 2007, no “Diário de Coimbra”, pág. 8, na secção Fala o Leitor, escreveu: "Foram estes “Molhes” que provocaram a erosão das praias a sul da Figueira, e foi o “Molhe Norte” que originou a sepultura da saudosa “ Praia da Claridade”, a mais bela do país. Embora seja de conhecimento geral, quão nefasto foi a construção de tais molhes teimam em querer acrescentar o “Molhe Norte”, como obra milagrosa… Santo Deus! Tanta ingenuidade e tanta teimosia!... Quem defende tal obra, de certo sofre de oftalmia ou tem interesse no negócio das areias!... É urgente contratar técnicos credenciados, de preferência Holandeses, para analisarem o precioso projecto elaborado pelo distinto Engenheiro Baldaque da Silva em 1913, do qual consta um Paredão a partir do cabo Mondego em direcção a Sul, a fim de construir um Porto Oceânico junto ao Cabo Mondego e Buarcos. Este Paredão, sim, será a única obra credível, não já para o tal Porto Oceânico mas sim para evitar que as areias vindas do Norte, se depositem na enseada, que depois a sucessiva ondulação arrasta-as e deposita-as na praia da Figueira, barra e rio."
Ah, pois é: ninguém o ouviu e agora temos as consequências...
Como escrevi, numa crónica publicada no dia 13 de Julho de 2000, no extinto jornal “linha do oeste”, para mim, Manuel Luís Pata não é, ao contrário do que muitos julgam, até talvez ele próprio, um Homem teimoso. É sim, do meu ponto de vista, um dos raros exemplos de verdadeira perseverança que conheço...
Como ele próprio me disse na altura, já lá vão quase dezasseis anos, “é pena que nem toda a gente entenda que na construção do futuro é necessário guardar a memória”.
Foi com este Senhor - de seu nome MANUEL LUÍS PATA – nas suas palavras "um modesto marítimo figueirense que sempre amou a sua Terra e sempre sofreu com as consecutivas asneiras que LHE foram feitas ao longo da sua longa vida”, que passei gostosamente parte desta tarde, a pedido do Pedro Agostinho Cruz, que me convidou para o acompanhar na entrega, que fez questão de fazer a este velho e incansável lutador pelo progresso da nossa Figueira, de um exemplar do ALERTA COSTEIRO 14/15.
Já agora, aproveito para recordar algo do que me tem dito ao longo dos anos o experiente Manuel Luís Pata, nas inúmeras e enriquecedoras conversas que com ele tenho tido: “a Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. Na sua opinião, a única obra do homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”
Foi este Senhor que no dia 26 de Março de 2007, no “Diário de Coimbra”, pág. 8, na secção Fala o Leitor, escreveu: "Foram estes “Molhes” que provocaram a erosão das praias a sul da Figueira, e foi o “Molhe Norte” que originou a sepultura da saudosa “ Praia da Claridade”, a mais bela do país. Embora seja de conhecimento geral, quão nefasto foi a construção de tais molhes teimam em querer acrescentar o “Molhe Norte”, como obra milagrosa… Santo Deus! Tanta ingenuidade e tanta teimosia!... Quem defende tal obra, de certo sofre de oftalmia ou tem interesse no negócio das areias!... É urgente contratar técnicos credenciados, de preferência Holandeses, para analisarem o precioso projecto elaborado pelo distinto Engenheiro Baldaque da Silva em 1913, do qual consta um Paredão a partir do cabo Mondego em direcção a Sul, a fim de construir um Porto Oceânico junto ao Cabo Mondego e Buarcos. Este Paredão, sim, será a única obra credível, não já para o tal Porto Oceânico mas sim para evitar que as areias vindas do Norte, se depositem na enseada, que depois a sucessiva ondulação arrasta-as e deposita-as na praia da Figueira, barra e rio."
Ah, pois é: ninguém o ouviu e agora temos as consequências...
ALERTA COSTEIRO 14/15 - AGORA POR BOAS RAZÕES - CONTINUA A SER NOTÍCIA
![]() |
| Beiras |
A vitória dos mais fracos – normalmente, pessoas com honra e carácter… - sempre se deveu, tão-somente, à justeza das suas razões e à coragem que demonstram.
Tu és jovem e não tens memória disso: em 1974, os verdadeiros Homens da Revolução foram generosos.
Passados 41 anos, ninguém, verdadeiro amante da Liberdade e da Democracia, espere de aspirantes a tiranos tanta generosidade. Por isso, embora o tenhas feito por instinto natural, foi tão importante a tua atitude e a forma serena, adulta e responsável, como te conduziste neste processo.
Desde logo porque é prudente que, para preservar a Liberdade, que os Homens da Liberdade e da Democracia não vacilem no combate aos seus inimigos.
No tempo que passa, a democracia portuguesa, se não for a mais generosa, deve ser das mais generosas do mundo face aos badalhocos de todas as estirpes, e a mais injusta que conheço face aos “homens de bem”.
Mesmo na Figueira, para quem não anda atrelado, por ter vontade própria, apesar das contrariedades, acontecem dias que têm um sabor especial - como o de ontem.
Só vale a pena a estabilidade com LIBERDADE, JUSTIÇA E BELEZA. Tu és jovem e não tens memória disso: em 1974, os verdadeiros Homens da Revolução foram generosos.
Passados 41 anos, ninguém, verdadeiro amante da Liberdade e da Democracia, espere de aspirantes a tiranos tanta generosidade. Por isso, embora o tenhas feito por instinto natural, foi tão importante a tua atitude e a forma serena, adulta e responsável, como te conduziste neste processo.
Desde logo porque é prudente que, para preservar a Liberdade, que os Homens da Liberdade e da Democracia não vacilem no combate aos seus inimigos.
No tempo que passa, a democracia portuguesa, se não for a mais generosa, deve ser das mais generosas do mundo face aos badalhocos de todas as estirpes, e a mais injusta que conheço face aos “homens de bem”.
Mesmo na Figueira, para quem não anda atrelado, por ter vontade própria, apesar das contrariedades, acontecem dias que têm um sabor especial - como o de ontem.
Há pessoas na Aldeia que nunca conseguirão encarnar, de forma autêntica, estes valores. Não é por nada - simplesmente porque não são capazes!
Porém, não existe nada em permanência - a não ser a possibilidade da mudança.
Felizmente, a política na Figueira não acabou em 2009 e palavras e coerência* leva-as o vento…
“Confesso que não nutro
grandes esperanças pelos
movimentos políticos de
nova geração, do Podemos
ao Ciudadanos até ao Syriza.
Prefiro crer, como Ernesto
Cardenal, o padre sandinista
nicaraguense, na poesia e na
revolução cultural. Quando
todos pudermos ler e escrever, o mundo vai necessariamente ter de mudar; e quando todos pudermos perceber
que as palavras certas são
aquelas que transportam o
sonho, teremos descoberto a
ignição da mudança.
Os “saltos” na história dos
homens fizeram-se assim -
de palavras como igualdade,
dúvida, liberdade, socialismo,
ética, fraternidade, utopia,
justiça, tolerância, entre outras. São estas as que absolvem a ignomínia, a infâmia,
o ódio, a inveja, o opróbrio,
o sórdido, a desigualdade e
o mal. A dialéctica da evolução social far-se-á sempre
da luta entre as palavras e
nunca se poderá dizer que
se chegou ao fim da história
ou acreditar na vitória perene
das palavras certas. Cardenal, aos 90 anos, continua
em busca das suas.”
António Tavares, vereador PS, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
*Coerência era teres escrito "a tempestade" , e não “Figueira da Foz - erros do passado, soluções para o futuro", antes da bonança…
António Tavares, vereador PS, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
*Coerência era teres escrito "a tempestade" , e não “Figueira da Foz - erros do passado, soluções para o futuro", antes da bonança…
De regresso a 2011...
Declarações de apelo à emigração.
Passos Coelho: em 8 de Junho de 2015 e em Dezembro de 2011 (com a ajuda do Negócios).
Passos Coelho: em 8 de Junho de 2015 e em Dezembro de 2011 (com a ajuda do Negócios).
segunda-feira, 8 de junho de 2015
ALERTA COSTEIRO 14/15, ESTÁ NA RUA...
| foto António Agostinho |
Disse: "A AREIA QUE ME TENTARAM MANDAR PARA OS OLHOS, FAZ MUITA FALTA NAS DUNAS DE S. PEDRO".
Aldeias
desconfiadas, impessoais,
em que se mora por favor
como inquilino temporário.
Há Aldeias sem mistério,
harmoniosas, normais,
em que cada morador
se sente proprietário.
António Agostinho. Gala, 8 de Junho de 2015.
António Agostinho. Gala, 8 de Junho de 2015.
domingo, 7 de junho de 2015
A ensinadela
"O que vive em nós mesmo irrealizado precisa nestes tempos dúbios da rijeza da pedra. Orgulho autêntico. Recusa da conivência, do arranjo disfarçado. Dignidade. Elementos de que se faz a vagarosa teimosia dos sonhos. E então a partida está ganha. Pode perdê-la o escritor (por outras razões, aliás) mas o homem vence-a de certeza."
"O Aprendiz de Feiticeiro" de Carlos de Oliveira
PEDRO AGOSTINHO CRUZ, em 2009, era este menino.
Os anos, entretanto, passaram e o Pedro Agostinho Cruz, já o assumido fotojornalista, cresceu e aperfeiçoou o seu profissionalismo e o sentido de cidadania: quem o conhece a nível profissional, sabe que trabalha sempre com grande ética, rigor e dedicação. Daí, que a qualidade daquilo que faz - a arte de trabalhar para o “boneco” - seja a que muitos já conhecem.
Sobre o rol de peripécias que teve de enfrentar para chegar a amanhã – o dia da apresentação pública da exposição ALERTA COSTEIRO 14/15, na Casa dos Pescadores da Costa de Lavos, pelas 11 horas -,
muitas histórias haveria para contar. Mas, hoje, não é o dia...
O mais difícil, em tempos difíceis e de escassez, é viver com valores. É manter, contra todas as ignomínias, o espírito aberto ao diálogo e à diferença, para não nos tornarmos iguais a eles.
O ar do tempo que vivemos apela ao salve-se quem puder. Os poucos que prezam e defendem, para viver, o espaço vivo da cidadania, em democracia e liberdade, resistem. Mesmo, quando resistir possa parecer não resistir.
Em todos os momentos deste processo, a meu ver, o Pedro Agostinho Cruz surpreendeu pela positiva.
O ar do tempo que vivemos apela ao salve-se quem puder. Os poucos que prezam e defendem, para viver, o espaço vivo da cidadania, em democracia e liberdade, resistem. Mesmo, quando resistir possa parecer não resistir.
Em todos os momentos deste processo, a meu ver, o Pedro Agostinho Cruz surpreendeu pela positiva.
Nenhuma das suas figuras de referência (eu sou uma delas) o tinha conseguido preparar para a postura de emancipação que assumiu a partir de Fevereiro passado e, sem esmorecer, partir, por decisão própria, para a aventura que foi manter vivo o desejo de concretizar a 100% este ALERTA COSTEIRO 14/15. O que vai acontecer amanhã.
O Pedro vai sair deste processo mais forte, mais experiente e mais preparado para enfrentar a vida. Gostava era de saber onde foi arranjar esta capacidade de resiliência!..
Ele sabe, porém, que nunca esteve só no seu destino. Ele sabe que nunca vai estar só no seu destino. Ele sabe que a família não deixou e nunca deixará.
O Pedro conhece o passado da família - e valores como honra, carácter, a palavra - e nunca vai esquecer de onde veio.
Todos nós temos passado que nos marca. O Pedro também já começa a ter. Mas alguns têm mais passado do que outros. Os conservadores a sério - e o Pedro é - não brincam com o passado. Assumem o passado. Honram o passado.
Os cidadãos decentes - e o Pedro é - respeitam a tradição.
O Pedro tem a herança do passado familiar nas veias e sempre a respeitou. Uma família é uma sucessão de gerações. Entrelaçadas. Ele conhece as dificuldades e os dramas vividos pela sua família, geração após geração, e a forma enérgica, digna e honesta como sempre foram enfrentados os problemas para se conseguir dar a volta por cima.
O Pedro conhece o passado da família - e valores como honra, carácter, a palavra - e nunca vai esquecer de onde veio.
Todos nós temos passado que nos marca. O Pedro também já começa a ter. Mas alguns têm mais passado do que outros. Os conservadores a sério - e o Pedro é - não brincam com o passado. Assumem o passado. Honram o passado.
Os cidadãos decentes - e o Pedro é - respeitam a tradição.
O Pedro tem a herança do passado familiar nas veias e sempre a respeitou. Uma família é uma sucessão de gerações. Entrelaçadas. Ele conhece as dificuldades e os dramas vividos pela sua família, geração após geração, e a forma enérgica, digna e honesta como sempre foram enfrentados os problemas para se conseguir dar a volta por cima.
Desta vez, coube ao Pedro apanhar no percurso com uma
infinita dose de estupidez. Valeu-lhe o
poder da qualidade do seu trabalho e a maneira corajosa como enfrentou a realidade e os demónios.
Da família, ele sabe que pode contar sempre com o abrigo
espiritual e o apoio que o hão-de ajudar, como aconteceu neste caso, a curar as
muitas cicatrizes que ainda lhe vão
chagar o corpo e a alma pela vida fora. Este, foi só um desafio que enfrentou com inteligência e valentia.
Este, está ultrapassado. Mas, muitos estão para chegar.
Este, está ultrapassado. Mas, muitos estão para chegar.
Nunca se pode esquecer, porém, do seguinte: o carinho é a sobrevivência da alma.
O Pedro é um jovem. Tem muito percurso ainda a percorrer.
O caminho não é este: mostrar o que não se é. Ou fazer piruetas ou outras macacadas para cativar os vivas da multidão ululante.
O caminho é este - o que tenta percorrer: confiar nas suas capacidades e fazer o trabalho em silêncio, com profissionalismo, honestidade, rigor, dedicação e competência.
O caminho é este - o que tenta percorrer: confiar nas suas capacidades e fazer o trabalho em silêncio, com profissionalismo, honestidade, rigor, dedicação e competência.
Nunca devemos utilizar a memória como uma arma de arremesso contra ninguém. A memória, quando cumprimos o nosso dever, perante os outros e nós próprios, serve simplesmente para nos apaziguar e nos fazer viver em paz connosco mesmos. Uma Aldeia, tal como uma família, sem memória é uma comunidade desarmada perante os desafios do futuro e os seus perigos.
Seremos nós próprios mais autênticos perante a sociedade se assumirmos, em todas as suas facetas, o nosso passado. E tu, apesar da tua juventude, já começas a ter passado.
Numa altura em que as notícias se transformaram num espectáculo de divertimento, mais do que um exercício de cidadania relevante - que também é -, a notícia da inauguração deste ALERTA COSTEIRO 14/15, é uma excelente notícia.
Pedro Agostinho Cruz: a democracia - a verdadeira democracia - exige a coragem tranquila dos que querem ser livres e estão dispostos a correr o risco de lutar pela liberdade.
"Há sempre uma filosofia para a falta de coragem", como escreveu um dia Albert Camus.
O Pedro ainda é muito jovem, mas já demonstrou o que é ser um Homem de carácter.
Para que o carácter de um Homem revele qualidades verdadeiramente excepcionais, é preciso ter a sorte de poder observar os seus actos durante anos. Se esses actos forem desprovidos de todo o egoísmo, se o ideal que os conduz resulta de uma generosidade sem par, se for absolutamente certo que não procuram recompensa alguma e se, além disso, ainda deixam na sociedade marcas visíveis, estamos então, sem sombra de dúvida, perante um carácter de excepção.
Quando se vê um “puto”, reduzido aos seus recursos morais, ser capaz de ultrapassar dificuldades sem conta e concretizar este ALERTA COSTEIRO 14/15, até nós ficamos mais optimistas ao verificar que, apesar de tudo que se vive neste momento em Portugal, a condição humana continua admirável e a produzir jovens fantásticos.
Não foi fácil a tarefa, acreditem – foi necessária ao Pedro muita firmeza de princípios, grandeza de alma, persistência, generosidade e altruísmo, para concretizar este ALERTA COSTEIRO 14/15.
Perante isto, independentemente de o Pedro Agostinho Cruz ser meu sobrinho, ao relembrar todo o esforço feito por um jovem para concretizar este objectivo, o ser humano que ele é, merece, do meu ponto de vista, um imenso respeito.
Não podemos esquecer que, 41 anos depois de Abril de 1974, circulamos em piso escorregadio. E pouca gente se arrisca a andar à vontade num piso assim...
Pedro Agostinho Cruz: obrigado por teres provado que há sonhos que conseguem sobreviver e realizar a 100%.
sábado, 6 de junho de 2015
A tradição continua a ser o que era...
![]() |
| foto PAULO NOVAIS |
"Portugal à frente" anda, desde 2011, a deixar Portugal atrás!
ALERTA COSTEIRO 14/15 É NOTÍCIA EM ORGÃOS DE COMUNICAÇÃO NACIONAL
O fotojornalista Pedro Cruz "transformou" uma
exposição com fotografias da sua autoria sobre a erosão costeira nas praias a
sul da Figueira da Foz num jornal de 16 páginas, que vai ser distribuído
gratuitamente a partir de segunda-feira.
Em declarações à agência Lusa, Pedro Cruz, 27 anos,
fotojornalista há quatro anos, disse que a ideia de fazer a exposição em
formato de jornal resultou de querer chegar "a mais pessoas" do que
os eventuais visitantes de uma mostra estática.
"Vão ser 500 jornais distribuídos gratuitamente em
quiosques e cafés. E junto deles vai estar uma caixa para donativos, porque a
ideia é a de que os 500 jornais possam resultar em 500 árvores para reflorestar
a duna que está a ser reconstruída", afirmou Pedro Cruz.
"Com o jornal, tenho a certeza que 500 pessoas vão ver
o trabalho, porque é o tema [da erosão costeira] que me interessa. Não sei se
500 pessoas iriam a uma exposição", acrescentou.
A exposição Alerta Costeiro 14/15 chegou a estar agendada,
em janeiro, para a freguesia de São Pedro, Figueira da Foz, de onde o
fotojornalista é natural, mas foi cancelada depois de o presidente da junta se
ter oposto a uma fotografia que mostrava diversos políticos, entre os quais o
ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, o presidente da Câmara local,
João Ataíde, e o anterior autarca local que se demitiu na sequência de
irregularidades detectadas na sua gestão.
A foto em causa ocupa as páginas centrais da publicação a
que a agência Lusa teve acesso e junta-se a outras 22, todas a preto e branco,
captadas por Pedro Cruz nos invernos de 2014 e 2015.
As fotografias, que retratam "a realidade costeira da
freguesia de São Pedro nos últimos dois anos" são acompanhadas por frases
como "Alerta Costeiro 14/15 é mais uma sensibilização a quem de
direito" ou uma outra que lembra a exposição cancelada, depois de o
fotojornalista "não ter cedido ao pedido do presidente da junta (...) para
retirar uma fotografia da sua narrativa fotográfica".
Na última página, o autor apela à "missão" de
reflorestar a zona afectada - que está a ser alvo de obras de recuperação
promovidas pelo Ministério do Ambiente - pedindo o "contributo" dos
leitores e alertando os mais jovens para a erosão costeira, "um problema
actual que, dada a sua natureza, corre o risco de ser o mesmo no futuro".
Está a aproximar-se o tempo do retorno ao filme "promessas do passado", rodado em 2011*...
Ontem no parlamento, Passos negou corte de 600 milhões de euros nas pensões.
"Quem é que está a falar verdade entre os membros do governo?", perguntou Jerónimo de Sousa.
Em tempo.
* O filme "promessas do passado", rodado em 2011, pode ser visto clicando aqui.
"Quem é que está a falar verdade entre os membros do governo?", perguntou Jerónimo de Sousa.
Em tempo.
* O filme "promessas do passado", rodado em 2011, pode ser visto clicando aqui.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Continua a série, na Figueira é sempre carnaval ***…
Na nossa cidade, a vida só é dura para os fracos e moles.Em 2015, temos “mais marchas, mais fogo, mais S. João.”
Este ano, as Festas
da Cidade da Figueira da Foz contam com um orçamento de cerca de 80 mil euros
(mais 30 mil do que em 2014). "Já passámos o período mais difícil [de contenção financeira]", disse João Ataíde,
explicando que a autarquia reforçou o investimento no espectáculo de fogo de
artifício e na comparticipação às sete marchas a concurso, que recebem quatro
mil euros cada.
As Festas da Cidade arrancam oficialmente dia 19 e terminam
a 6 de Julho, este ano com novidades: desde logo dia 20, às 22h00, com José Cid, na
Praça do Forte, espaço que, após obras de beneficiação, tem sido um “palco”
privilegiado.
Em tempo:
Há muito que a Figueira é uma cidade assim: ***.
Espero que este fim de semana não haja nenhuma festa por estes lados.
É que tenho as minhas calças, digamos assim mais rockeiras, a corrigir a bainha...
Há muito que a Figueira é uma cidade assim: ***.
Espero que este fim de semana não haja nenhuma festa por estes lados.
É que tenho as minhas calças, digamos assim mais rockeiras, a corrigir a bainha...
Ainda sou do tempo em que para tocar guitarra era preciso ter unhas...
Hoje, é dia de evitar
noticiários e debates televisivos.
Já chega de Sporting, Marco Silva, debates mal conduzidos,
discussões estéreis, perguntas mal
estruturadas, perguntas por responder…
Quando muito, vou ficar pelos resumos na rádio.
Ontem, passei horas a ver debates e fiquei como o Marco
Silva: não sei se se passa alguma coisa.
Até prova em contrário, o sportinguista mais ajuizado que escutei sobre este assunto foi Dias da Cunha...
O Pedro fotografou o que viu. A sua arte é filha da memória…
“A exposição não tem cor
política, é apenas um alerta
e um retrato informativo sobre o estado da costa de São
Pedro. O aproveitamento político que fizeram transcende-me totalmente”, declarou Pedro Agostinho Cruz ao DIÁRIO AS BEIRAS. E conclui:
“Sou fotojornalista. Como
tal, compete-me retratar a
realidade. Sempre pensei que
praticar a minha profissão
de forma isenta, livre e responsável fosse um ato de
coragem, mas assim não foi
entendido por algumas pessoas”.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
O entretenimento futebolístico lida com milhões, mas é desconcertante...
"A SIC conseguiu apurar que, na base do processo disciplinar movido a Marco Silva pelo Sporting, com vista ao despedimento, está a não utilização do fato oficial dos "leões" numa das eliminatórias da Taça de Portugal."
Em tempo.
Marco Silva tem agora 10 dias para apresentar a sua defesa.
Em tempo.
Marco Silva tem agora 10 dias para apresentar a sua defesa.
Isto de escrever em jornais não devia ser para todos...
O artigo de opinião de António Ribeiro Ferreira, REDACTOR PRINCIPAL, no jornal i, só pode ser explicado por uma das seguintes razões: estar completamente doente; ou ser completamente um porco hediondo, nojento, repulsivo e insensível.
Em tempo.
1. Mesmo que este "senhor" fosse o único ocupante da aeronave a despenhar, esta seria mal empregue.
2. É do conhecimento público que este "senhor" deve favores à tutela, nomeadamente ao Ministro Pedro Mota Soares, na qualidade de pai da menina Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, presidente do Instituto de Segurança Social, que também foi vice do CDS-PP.
Em tempo.
1. Mesmo que este "senhor" fosse o único ocupante da aeronave a despenhar, esta seria mal empregue.
2. É do conhecimento público que este "senhor" deve favores à tutela, nomeadamente ao Ministro Pedro Mota Soares, na qualidade de pai da menina Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, presidente do Instituto de Segurança Social, que também foi vice do CDS-PP.
"A melhor solução para a defesa da orla costeira é repor a praia"
"As conclusões do
relatório do Grupo de
Trabalho para o Litoral
são claras e vale a pena
repeti-las: a melhor defesa
da costa é a praia. Para que
seja atingido esse objectivo no
nosso concelho, o relatório
aponta para a transferência
de areia da margem norte
para as praias da margem sul
do Mondego. Se este objectivo
for atingido, a extensão
do areal da Praia da Claridade
será consideravelmente
reduzido e haverá pouca
margem para despejar betão
em obras sobre o areal.
Por muito que isto custe
ao executivo, os projectos
previstos para a praia estão
fortemente comprometidos.
Por isso, percebe-se pouco
a teimosia e a insistência
em soluções sem futuro. É
lamentável o pingue-pongue
público entre quem esteja
mortinho por mais construção
na praia e quem tem
horror à vegetação espontânea. De maneiras diferentes,
ambas as partes demonstram
um desprezo pelo
estado natural das praias.
No seu estado natural, sem
os efeitos negativos dos molhes
e da poluição, as nossas
praias estão entre as mais
bonitas e confortáveis do
mundo. Muitas das fotogénicas praias mediterrânicas
são artificiais, cuja areia mal
polida e cheia de pó está
longe de oferecer o conforto
da areia das praias que
conhecemos. Por exemplo, a
famosa Waikiki, em Honolulu,
é resultado de despejo de
areia sobre uma costa pantanosa.
É um engano frequente
que encontramos no Havai,
tal como em muitas outras
partes do mundo."
Em tempo.
A crónica de hoje de Rui Curado da Silva, recorda-me duas perguntas:
Isto é gestão integrada e sustentável da zona costeira entre as diversas entidades públicas?
Por outro lado, que ideia peregrina é essa da municipalização do areal da praia que está na mente dos responsáveis pela autarquia figueirense?
Depois de muitos alertas, a duna está a ser reposta com areia retirada da praia em frente...
![]() |
| foto António Agostinho |
Em tempo.
A crónica de hoje de Rui Curado da Silva, recorda-me duas perguntas:
Isto é gestão integrada e sustentável da zona costeira entre as diversas entidades públicas?
Por outro lado, que ideia peregrina é essa da municipalização do areal da praia que está na mente dos responsáveis pela autarquia figueirense?
Tal como andávamos a alertar neste espaço, desde 11 de dezembro de 2006, o processo de erosão da orla costeira da nossa freguesia, a sul do quinto molhe, a nosso ver, deveria ser uma uma prioridade para quem de direito.
Entretanto, passaram 9 anos e nada se fez.
No final do ano passado, como as fotos, que podem ser vistas clicando aqui, documentam, o mar invadiu a freguesia de S. Pedro.
O povo baptizou o local por onde o mar entrava com facilidade como a “barrinha do sul”...Depois de muitos alertas, a duna está a ser reposta com areia retirada da praia em frente...
Ainda estamos na primavera, mas está encontrado o campeão de verão 2015/2016: Bruno do Carvalho!..
Em tempo.
Para sossegar algumas aves agoirentas, penso que Jorge Jesus
e Bruno do Carvalho vão dar-se bem.
Nos primeiros dias…João Portugal, deputado do PS, foi a Évora…
“Hoje, vim visitar uma pessoa que considero muito e admiro. Vive hoje um momento difícil da vida, as acredito que o vai ultrapassar rapidamente.
Além de um abraço de solidariedade, vim também dizer que acredito na sua inocência.
Independentemente do caso ou da pessoa em causa, ninguém deve estar sujeito a um sofrimento de 6 meses de detenção sem saber do que está acusado.
Em 2005 fui eleito deputado na primeira maioria de José Sócrates, sendo o seu parlamentar mais jovem. Hoje, como em 2005, quero afirmar que o admiro e anseio que volte rapidamente à política activa, depois de esclarecer todo este equívoco.” - João Portugal, no facebook.
Nada tenho a ver com as visitas que João Portugal faz, ou não faz, aos amigos.
Porém, como foi João Portugal, deputado do PS, que com uma escrita de uma transparência enganadora e um enredo que não dá tréguas ao leitor, tornou publica a visita que fez ao seu Amigo José Sócrates, apenas tenho a comentar publicamente isto: a solidariedade é uma reacção espontânea e discreta. Seis meses é muito tempo…
Os políticos não são pessoas simples, porque todos querem a cadeira do poder. Para os políticos, que não são pessoas simples, a amizade é o vento de feição. Navegar à bolina, não é com eles…
Em tempo.
Como político, João Portugal irrita-me.
Porém, não é assim uma irritação lá muito grande.
Como pessoa até nem deve ser dos piores.
Bem vistas as coisa, até deve ser um gajo fixe.
Nada tenho a ver com as visitas que João Portugal faz, ou não faz, aos amigos.
Porém, como foi João Portugal, deputado do PS, que com uma escrita de uma transparência enganadora e um enredo que não dá tréguas ao leitor, tornou publica a visita que fez ao seu Amigo José Sócrates, apenas tenho a comentar publicamente isto: a solidariedade é uma reacção espontânea e discreta. Seis meses é muito tempo…
Os políticos não são pessoas simples, porque todos querem a cadeira do poder. Para os políticos, que não são pessoas simples, a amizade é o vento de feição. Navegar à bolina, não é com eles…
Em tempo.
Como político, João Portugal irrita-me.
Porém, não é assim uma irritação lá muito grande.
Como pessoa até nem deve ser dos piores.
Bem vistas as coisa, até deve ser um gajo fixe.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
"Cada vez que oiço um discurso político ou que leio os que nos dirigem, há anos que me sinto apavorado por não ouvir nada que emita um som humano..." *
Em nome da competitividade e do investimento e da criação de emprego. A juntar à baixa da taxa de IRC. E a nunca esquecida baixa da TSU, para o empregador, em standby. Podia ter acrescentado, mas não. Decerto por esquecimento. Para já "a ideia" do executivo é proteger as empresas. Até 2018. Porque "o roaming com turistas gera uma receita anual de 100 milhões de euros". A repartir no final do ano pelos accionistas. Depois de pagos os salários milionários aos CEO e sortido rico de administradores. Para quem se governa.
* Albert Camus, in Cadernos, "Caderno n.º 1 (Maio de 1935/Setembro de 1937) - Edição Livros do Brasil
daqui
* Albert Camus, in Cadernos, "Caderno n.º 1 (Maio de 1935/Setembro de 1937) - Edição Livros do Brasil
daqui
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















