quarta-feira, 25 de março de 2015

Os cidadãos não se afastam da política por acaso...

Para que não exista qualquer tipo de confusão, escrevo, desde já, que Portugal é um Estado de Direito. 
Por isso, nunca, em circunstância alguma, podemos abrir excepções no que respeita aos direitos de um cidadão - seja ele Sócrates ou outro qualquer.

Escrito isto, recordo a entrevista de Sócrates, dada a Clara Ferreira Alves e publicada na Revista Expresso em outubro de 2013, apenas por ser um exemplo claro de um ex-jotinha.
Não tem nada a ver com a actual situação de preso preventivo do ex-primeiro-ministro. Até ser julgado em Tribunal, continua a beneficiar da presunção de inocência. 
Recordo dois momentos da entrevista de Sócrates.
A determinada altura, afirma:
«Aqueles gajos que se achavam a aristocracia pensavam que eu tinha que ir lá pedir, pedir se podia, pedir autorizações. E eu pensei, raios vos partam, vou vencer-vos a todos! E foi o que fiz!».
E, lá para para diante, diz:
Para ler a crónica do eng. Daniel Santos,
publicada hoje nas Beiras, clicar na imagem.
«Se voltei ao comentário político é porque me quis defender. Estava a ser atacado sem defesa.»

Se eu tivesse confiança nos jotinhas, Sócrates – ele próprio um ex-jotinha - com estas afirmações tinha esvaziado qualquer possibilidade de eu a continuar a ter.
Isto revela muito de José Sócrates, enquanto homem sujeito às contingências da condição humana. Porém, o que fica transcrito, em momento algum, revela uma vontade de intervir na sociedade com vista a contribuir para o bem comum.
Sendo a Política a intervenção na vida da polis, é de esperar que a razão fundamental que guia quem a ela se dedica seja o bem da comunidade. José Sócrates - ex-jotinha - deixou claro que não foi esse o objectivo que motivou o seu regresso, desta vez através do comentário político.

Os jotinhas, enquanto intervenientes políticos, costumam pensar em tudo, menos no bem da comunidade...
Sócrates, é só um exemplo. Passos Coelho, António Costa, Paulo Portas, por exemplo, são outros “modelos em ponto pequeno".
Na Figueira também temos bons e conhecidos exemplos - no PS e no PSD, como não poderia deixar de ser...

Um dia destes em Berlim, "o amor não esteve no ar, mas Merkel e Tsipras esforçaram-se"...

Venha o dia das eleições...

Passos Coelho, um verdadeiro artista.
"Temos hoje cada vez mais jovens que encontram oportunidades cá e que entendem que Portugal pode ser um bom destino até para jovens de outras nacionalidades." 

Poderia ter-lhe "ocorrido dissertar sobre a educação e a excelência da formação na escola pública, do ensino superior como indústria exportadora, uma das apostas de sucesso do seu consulado..."

"Cofres cheios", a trica do momento, esvaziou-se...

Em apenas um mês, saldo orçamental passa de excedente a défice de 240 milhões. 
"Em janeiro, o saldo orçamental das Administrações Públicas registou um excedente de 549 milhões de euros, mas em fevereiro voltou ao vermelho, registando um défice de 240 milhões de euros em termos acumulados, informa o Ministério das Finanças, numa nota enviada às redacções."

terça-feira, 24 de março de 2015

A freguesia de S. Pedro continua a desaparecer

foto António Agostinho. Mais fotos aqui.
Há muito que, sobre este tema, escrevo por aqui...
Porque tudo foi dito e tudo se cumpriu mais rapidamente do que esperava, a freguesia de S. Pedro continua a encolher, como as fotos que tirei há poucos minutos demonstram.
Tudo nos está a ser levado.
Espero que, ao menos agora, perante a realidade, todos consigam compreender o porquê das coisas. Há alguns incompetentes, mas poucos inocentes.

A morte levou um Mestre

imagem sacada daqui

"Cofres cheios"...

O Estado português, que só tem estes depósitos porque se endivida — e ainda a uma taxa média próxima de 4% — isso é particularmente grave.
... "dos 24 mil milhões de euros de excedentes, cerca de montante 18,5 mil milhões são colocados no banco central, onde a taxa de depósitos oferecida é de -0,2%. Isto significa que, para além de pagar juros pelos empréstimos que pede para ter este excedente, o Estado português ainda paga juros pelos depósitos que tem de fazer com este excedente. Ao ano, mantendo-se um nível de depósitos como os actuais, serão qualquer coisa como 40 milhões de euros que o Estado paga ao BCE para este lhe guardar os cofres cheios."

Mário Centeno, mais um mau sinal dado por António Costa

Sabem quem é um dos "12 alquimistas de Costa"?..
Em 2006 fez parte da Comissão do Livro Branco das Relações Laborais, que alterou o Código do Trabalho no sentido de mais “flexi segurança” (ficou só a flexi e pouca segurança)...
Como sempre acontece aos economistas liberais, na sua opinião a reforma falhou porque não foi suficientemente longe na precarização das relações laborais. Era necessário eliminar da equação os “insiders”, como os sindicatos. 
António Costa foi pedir ajuda a Mário Centeno para escrever o programa de governo do PS, porque a troika, Passos Coelho e Pedro Mota Soares alteraram a legislação laboral enormemente nos últimos anos, facilitando os despedimentos, retirando apoios ao desemprego, destruindo a contratação colectiva e arrasando os salários. 
No entanto, e apesar da destruição do direito do trabalho no sentido da precariedade, o desemprego não baixou e o emprego continua a baixar. 
O sonho de Centeno é o pesadelo que hoje se vive nas relações laborais e parece um mau sinal que António Costa convide este economista para vir adicionar gasolina ao inferno que são hoje as relações laborais.

Palavra, pequenos textos, poesia, tralha …

para ler melhor, clicar na imagem
Palavra dita, 
a força centrada na dicção
e na convicção... 
Mas, o que conta, é a palavra escrita, 
cheia de imagens, citações, 
metáforas, sugestões... 
A palavra, às vezes, sabe ser
uma forma de música: embala.
No fluxo imparável do acontecer,
a palavra, às vezes, pode ser: pala.

A palavra, quando dentro de nós, amacia,
mas, também, pode ser origem duma ralha...

Nos momentos em que cega: fica a azia.
A palavra pode ser apenas tralha.
Mas o que sensibiliza, verdadeiramente, 
e de modo intenso, 
é perceber, finalmente, 
que a palavra é um prazer imenso...

Uma lufada de ar fresco dada por um jovem de 78 anos...

É, para já, o primeiro candidato a avançar na corrida às eleições presidenciais.
Os socialistas ficaram preocupados. Augusto Santos Silva chamou "bobo" a Henrique Neto. "É um Beppe Grillo", berrou o Lello.
O PS parece que não tem nada controlado e o nervosismo do Augusto Santos Silva e do Lello demonstra isso.
O empresário Henrique Neto tem 78 anos e foi deputado entre 1995 e 1999, eleito pelo Partido Socialista, mas nos últimos anos tem sido uma voz crítica do partido. 
A candidatura a Belém vai ser apresentada “como independente de partidos e estará a ser preparada desde o ano passado e mantida em segredo até, ontem, segunda-feira”.
Se Henrique Neto conseguir candidatar-se mesmo, o PS tem razões para ficar preocupado...

De volta ao país do antigamente com oposição em “câmara lenta”...

Li aqui, que em 1957, um professor de inglês costumava fazer a seguinte comparação: na Inglaterra o estado é pobre e o povo é rico.
Em Portugal, já então, era o contrário: o estado era rico, mas as pessoas eram pobres.
A ministra das finanças que se vangloriou perante o país empobrecido de ter os "cofres cheios", não inventou nada: seguiu as pisadas de Salazar, que pôs o país a pão e água para encher os cofres do estado. 
De registar: a ministra teve o desabafo salazarista na passada quarta-feira
O líder do PS reagiu com quase cinco dias de atraso.
O país tem o maior partido da oposição a funcionar  em “câmara lenta”...
Dizem que Portugal recuou dez anos.
Infelizmente, parece-me que foram muitos mais...

segunda-feira, 23 de março de 2015

Já que andamos a brincar aos cofres cheios...

Tsipras e Merkel encontraram-se...
O PM helénico pediu à chanceler se lhe dispensava 50 mil milhões de euros só até amanhã, mas Merkel respondeu que o Multibanco ali perto estava fora de serviço e mandou-o ir bater à porta de Passos Coelho. 
“Esse é que está cheio dele. Tem os cofres cheios. O Paulo Portas até vem cá comprar-nos mais 12 submarinos na quinta-feira”, garantiu a senhora.

Estudantes recusam almoçar com Passos Coelho...

Eles sabem que não há almoços grátis.
E também sabem que  "os problemas não se resolvem em almoços"...

Importante é o que se faz

Não custa ouvir as pessoas, a crónica do vereador Somos Figueira, Miguel Almeida, hoje publicada no jornal AS BEIRAS, mostra que devemos avaliar as práticas que as pessoas defendem e não as pessoas em si mesmas. 
Devo dizer, porém, que sempre me foi difícil separar as pessoas das ideias que defendem, porque é nesta adesão às ideias (ou afastamento) que nos mostramos aos outros; que definimos aquilo em que acreditamos (ou não); que, afinal, somos o que somos. 
Contudo, a prática, para mim, é o mais importante.
Há muito aprendi que não vale a pena atacar as pessoas por serem de esquerda ou de direita, deste ou daquele partido, deste ou daquele clube, desta ou daquela religião. 
Tenho amigos de esquerda e amigos de direita. Tenho amigos adeptos de vários clubes. Tenho amigos de várias religiões e sem religião.
Interessa-me, sobretudo, o que as pessoas fazem na sua prática diária. 
Há pessoas de esquerda que, apesar dos ideais que apregoam, são incapazes de ajudar uma pessoa em dificuldades ou de se comoverem com o sofrimento alheio, assim como há pessoas de direita que são profundamente solidárias e sensíveis. 
Mais importante do que a religião, o clube ou a família politica em que se inserem, vale a pena avaliar as pessoas pelo que são e pelo que fazem.
Conheço pessoas que dizem que são contra as reuniões camarárias à porta fechada e pelas reuniões descentralizadas e, depois, com o seu voto, permitem que se faça o contrário no organismo a que pertencem.   

Um advogado feroz...

Ler aqui.

"Cofres cheios"...


“Cofres cheios”, a mais recente trica política...

Uma foto de Luís Carregã/As Beiras, que mostra um homem que
 gosta  de andar de carro com um livro de Salazar debaixo do cu!..
“2,7 milhões de pobres” depois e “uma dívida colossal”, Passos Coelho defende cofres de ministra, colaborando para manter acesa a mais recente trica política que está a dividir o país.

Vamos por partes.
Não sei se é verdade se “os cofres estão cheios”, pois este governo já me tentou enganar muitas vezes.
Contudo, isso eu sei, qualquer um pode ter cofres cheios se conseguir que lhe emprestem dinheiro. Essa, é a origem do dinheiro, a ser verdade essa dos cofres cheios - dívida adicional.
Os 17 mil milhões da almofada financeira que enchem os cofres, valem à volta de 10% do PIB, o que representa quase 1% do PIB em custos adicionais por ano que não servem a ninguém excepto aos que emprestaram o dinheiro.
O que Passos consegue neste discurso é acenar aos portugueses com “umas breves férias de luxo”, com dinheiro do banco, qual novo-rico, apesar de ter sido eleito a dizer que ia combater a dívida.
Quanto a mim, que não percebo nada disto, devia ser o contrário: ter os cofres vazios ou meio-vazios por estar a pagar a dívida, a tentar reduzi-la com vista a poupar nos juros.
Convém não esquecer este “pequeno pormenor”. Na história recente, nunca o nosso país esteve tão endividado.
Portanto, mesmo que usassem todo o dinheiro dos "cofres cheios" para resgatar dívida, continuava a estar mais endividado do que alguma vez o memorando previu.

Talvez alguns portugueses mais atentos e avisados tenham rido com as declarações da ministra e, depois, com as de Passos Coelho.
Não levem isto a brincar. Daqui até Outubro, vamos ter mais cenas deste calibre.
Parecem manobras políticas demagógicas, estúpidas e básicas, mas não o são e têm um objectivo preciso e concreto: impressionar e mexer os eleitores.
Os portugueses, 41 anos depois da queda da ditadura de Salazar/Caetano, ainda salivam com essa dos "cofres cheios".
Nada disto, porém, é inocente, ou impensado.
Esse é, aliás, um dos argumentos invocados por muitos para defenderem que estávamos melhor no tempo do Estado Novo.
Se no tempo de Salazar os cofres estavam cheios e havia reservas de ouro, era porque o governo era bom e poupadinho. A pobreza extrema, as perseguições políticas, o Tarrafal, a censura, eram apenas pormenores que em nada beliscam o “grande português que foi Salazar”.

Em 1962, António Oliveira Salazar sintetizou de forma clara a visão que tinha do seu Portugal: "Um país, um povo que tiverem a coragem de ser pobres são invencíveis".
Com o 25 de Abril de 1974, o país mudou, mas a maioria dos portugueses, a nível de mentalidade, não!
E Passos Coelho sabe disso.
Esta foto de Luís Carregã, mostra a espreitar debaixo do banco do carro oficial do Primeiro-Ministro, um livro sobre Salazar.   
Pormenor importante da foto, feliz e bem conseguida: a penumbra, faz lembrar o ditador que governou Portugal durante quase 40 anos. Mas é, apenas, Pedro Passos Coelho no dia 28 de Dezembro de 2012, data em que visitou o Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra.
Mas mostra também que “o fascínio pelo ditador não liberta estas cabecitas tontas. Carregam com eles ódios de família, lamentações, vinganças surdas que nem eles entendem, mas têm de cumprir.”  

Cavaco está a fazer escola?..

Marcelo Rebelo de Sousa, este domingo, no habitual comentário semanal na TVI, analisando a actuação do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e do Governo em geral durante todo o caso sobre a alegada lista VIP de contribuintes.

1. O secretário de Estado, apesar de não saber distinguir o técnico do político, deixá-lo estar porque é um zero à esquerda.

2. O Governo não esteve bem na comunicação com os portugueses de um problema que é burocrático, da máquina fiscal, dos serviços públicos em auto-gestão, ninguém tem mão neles.


3. A máquina fiscal desautorizou o Governo, que não sabe comunicar com os portugueses e o secretário de Estado, que é um zero à esquerda e que não sabe distinguir o técnico do político.  

domingo, 22 de março de 2015

Olhar o mar traz-me paz, traz-me sossego, traz-me felicidade...

Eu, sportinguista, me confesso...

As pessoas estão de tanga, mas o país do governo está de cofres cheios!
Contudo, não devemos desesperar: os "salvadores da pátria" já estão de volta a Portugal para resolverem todos os nossos problemas.
Claro que nos vão pedir algo em troca – primeiro, o voto; e, depois, a habitual apatia, resignação e compreensão por irem tratar apenas das suas vidinhas...
Depois das eleições, mais uma vez, os portugueses (tirando a minoria do costume), assustados (num país como o nosso, ser apanhado de tanga é sempre confrangedor), vão engolir e suportar, mais uma vez, tudo.
Paciência, paciência, tudo se vai resolver, vão dizer-nos, mais uma vez os “salvadores da pátria”. Se assim acontecer – o que é provável - sou obrigado a reconhecer que os portugueses, podem momentaneamente perder a a paciência, mas continuam - digamos assim eufemisticamente - a não primar pela atenção e inteligência.
Lá para o final deste ano, depois de tempos duros, a que se seguiram tempos duríssimos, virão tempos ainda mais duríssimos.
O país, ao contrário do que nos querem fazer crer, está muito pior do que quando era governado por um primeiro-ministro que agora está detido preventivamente em Elvas!
Para já, pelo menos para mim, neste domingo de manhã, estou a viver uma pequena alegria. Ontem, Benfica e Porto esbarraram: um perdeu e o outro empatou. O Sporting, se ganhar hoje, aproxima-se dos dois...
E o que é um país governado por esta gente que lá está, e foi lá posta pela maioria dos portugueses, comparado com o futebol?
O que são as contas públicas, a falta de saúde, a escassez de educação, a carência de emprego, comparadas com o futebol?
É o futebol que nos redime. Que se lixe o défice de cidadania!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Deixemo-nos de merdas...

Depois de ter visto o CV deste personagem, sou de opinião que a haver uma lista de contribuintes VIP - se não há, devia haver - nela deveriam estar inscritos todos os nomes de titulares de cargos políticos, sem excepção.

Em tempo.
Mais: devia ser aberta, sem filtros, como forma de transparência, responsabilidade e credibilidade.

“António Vitorino a caminho da EDP”...


Quem não fosse radical aos 20, não poderia ser democrata  chinês aos 50...  

Partidos não controlam contas de estruturas locais?..

Ontem, como poderemos ver clicando aqui, citando o jornal AS BEIRAS, demos conta que a Comissão Política Concelhia do PSD enviou facturas no valor de cerca de quatro mil euros para o Conselho de Jurisdição do partido, por não ter dinheiro para as liquidar. Por sua vez, os credores preparam-se para exigir o pagamento pela via litigiosa. As dívidas foram assumidas durante os mandatos de Lídio Lopes e referem-se a material de campanha das eleições intercalares para a Junta de Freguesia de Quiaios, realizadas em 2010.
Num país em que a desconfiança com as contas partidárias é mais do que muita, tudo isto confirma o que é dito nos bastidores das campanhas: “os partidos não conseguem fazer o controlo das suas estruturas internas”.
Mais grave ainda: alguém acredita que uma auditoria pode dizer que as contas estão bem, se o próprio partido não consegue explicar o que esta ou aquela estrutura gastaram, como este caso no PSD/Figueira comprova.
Dando o benefício da dúvida, até queremos acreditar que os partidos têm feito um esforço, embora não “totalmente conseguido”
O problema, pelos vistos, tem de passar pela responsabilidade dos mandatários locais, os quais se têm de recusar, a bem da transparência, a assumir as engenharias financeiras correctoras feitas e que lhes podem custar pena de prisão.
Hoje em dia, qualquer um de nós, por mera curiosidade, pode ir ver as contas das diversas campanhas, pois elas estão online a partir de 2005.
Foi o que eu fiz – neste caso fui aqui e verifiquei que tudo, aparentemente, está na mais perfeita ordem!..

Está lá tudo: o total das despesas e o total dos rendimentos, quem contribuiu para a obtenção das receitas e o saldo final (€ 0).
Ou isto é real e sério... 
Ou então, toda esta história de apresentação de contas pelos partidos ao Tribunal Constitucional, não passa de uma farsa para cumprir calendário...
O que, a ser verdadeiro, seria lastimável...

 Ostentação do BCE: 1,3 mil milhões de euros na construção de "um símbolo do capitalismo"!..

"Cento e vinte mil metros quadrados de terrenos, 4.500 toneladas de aço, 3.500 portas e torre dupla de escritórios com 185 metros de altura formam o novo quartel-general do Banco Central Europeu. Um investimento de 1,3 mil milhões de euros num «símbolo do capitalismo» que levou milhares de pessoas a manifestarem-se em dia de inauguração."
Gastar 1,3 mil milhões de euros na construção da nova sede é uma ofensa aos milhões de pobres que as instituições europeias criaram com as suas desumanas medidas de austeridade.
Contas por alto, aquele dinheiro dava para pagar os salários dos funcionários públicos portugueses durante mais de um século!..

quinta-feira, 19 de março de 2015

PPP’s...

"Governo lança novas PPP no valor de 13,6 mil milhões"... 

Porque hoje é o Dia do Pai

A foto, é do meu PAI, José Pereira Agostinho (nascido a 17 de Abril de 1927 e falecido em 6 de Junho de 1974), em 1942, apenas com 15 anos de idade, já tinha realizado uma viagem à pesca do bacalhau a bordo do navio Júlia IV. 
Foi mais um “Homem que nunca foi menino”.
CRIADOR, juntamente com a minha MÃE, de um ser LIVRE.
Criar é educar.
Educar, é alimentar uma criança – “física, mental, social, cultural, espiritual e religiosamente.”
Criar, é ajudar a despontar, à luz da consciência, a mais bela obra da natureza - um ser humano único e irrepetível.
O meu PAI faleceu em 6 de Junho de 1974.
Porém, apesar de ter morrido cedo, enquanto viveu, cumpriu o seu dever: “investiu na sua obra mais importante - os filhos.”
Ainda hoje é o meu melhor e maior AMIGO, com quem continuo a partilhar o que é verdadeiramente importante para mim.
Obrigado PAI, pela herança que me deixaste: “o valor da disciplina, da autoridade, da consciência dos limites... Da coragem para os sacrifícios!...”
Obrigado PAI. Hoje, é só mais um DIA, o dia de S. José, o pai de Jesus.
Na minha memória, José, MEU PAI , o TEU DIA acontece todos os dias.

Alerta

Em tempo.
Para recordar, e por se manter actual, fica um "Alerta Fotográfico".

Da série "as pessoas estão pior, mas o país está melhor"...

imagem sacada daqui
Disse a ministra das Finanças, que têm os cofres cheios...
Quem diria: o Governo, a ser verdade o que disse a ministra, com os cofres cheios e o povo a passar fome, a emigrar e a morrer nas Urgências Hospitalares, por falta de assistência.
Mas, também e ainda, os idosos a morrerem por não terem dinheiro para medicamentos. 
Que raio de governo é este!..
As legislativas estão à porta e isto vale o que vale – para mim nada.
Mas, se há tanto dinheiro, então estará na hora de reporem o que nos levaram em taxas e impostos. Ou então apliquem-no no SNS, que se encontra numa desgraça...
Declaração de interesses: já agora, não se esqueçam dos desempregados e reponham o que foi roubado por este governo...

Em tempo.

Andaram a viver acima das possibilidades?..

Isto não deve ser "apenas" dívida. Poderá ser, eventualmente, algum descaso de virgindade epistemológica.
Talvez, quem sabe, a encarnação do Maligno que "explica" praticamente tudo: a má despesa, no fundo, a puta da vidinha dos partidos.
Hoje, o jornal AS BEIRAS dá conta que a Comissão Política Concelhia do PSD enviou facturas no valor de cerca de quatro mil euros para o Conselho de Jurisdição do partido, por não ter dinheiro para as liquidar. Por sua vez, os credores preparam-se para exigir o pagamento pela via litigiosa. As dívidas foram assumidas durante os mandatos de Lídio Lopes e referem-se a material de campanha das eleições intercalares para a Junta de Freguesia de Quiaios, realizadas em 2010.
Miguel Almeida, que o jornal não conseguiu ouvir em tempo útil, liderou o partido, durante um mandato, entre as lideranças de Lídio Lopes e Manuel Domingues, o actual presidente da Concelhia, que não desmentiu a decisão da direcção que lidera: limitou-se a declarar que “é um assunto interno do partido”.
Lídio Lopes lembrou que “todas as campanhas eleitorais têm um director financeiro que responde regulamentar e legalmente pela contabilidade”. Dito isto, acrescentou: “tenho a certeza que os compromissos directamente assumidos por mim ficaram saldados. Todos os outros compromissos hão-de resolver-se”.
Por outro lado, garantiu ao jornalista: “no meu tempo, paguei imensas facturas de direcções anteriores”.
Apanhado de surpresa, Lídio Lopes garantiu ainda que não foi informado pela Concelhia do partido acerca deste assunto.
O mesmo disse Maia Caetano, que foi o director financeiro da campanha. “Não tenho conhecimento da decisão nem das facturas. As contas foram remetidas para as entidades tutelares e desconheço o resultado deste processo. Da minha parte, presumo que esteja tudo correto”, declarou.
Por seu lado, Carlos Rabadão, que foi o candidato, também desconhece a decisão da direcção local do partido, remetendo a responsabilidade para Lídio Lopes e Maia Caetano.
“Todas as despesas foram feitas através da Comissão Politica Concelhia e do mandatário financeiro”. 
Mais um problema para o PSD/Figueira – existe uma dívida de cerca de 4 000 euros e não há dinheiro para a liquidar.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Neste país vai ter de acontecer alguma coisa...

Carlos Paz

“Hoje faleceu a minha mãe.
Faleceu doente, triste e sozinha.
Sozinha porque eu, filho único, estou em Luanda a trabalhar. O trabalho de cujo rendimento preciso para viver. O trabalho que me é negado em Portugal por ser alguém que não me calo.
E, mesmo desse rendimento, os senhores que nos governam me ROUBAM 90% (não é gralha, são mesmo 90%):
- 30% de IRS;
- 35% de TSU (tenho de pagar a minha e a do empregador – é assim mesmo para os recibos verdes), para uma Segurança Social da qual NADA tenho direito a usufruir;
- 20% de taxa média de IVA;
- 5% para os restantes impostos e taxas (IUC, IMI, ISPP, etc…, etc…, etc…).
Faleceu doente, triste e sozinha uma Senhora que escolheu chamar-me Carlos, porque era um nome que, etimologicamente, significava: Homem Livre.
Como todas as mães, ensinou-me muita coisa ao longo da vida. Mas, acima de tudo, ensinou-me a ser isso mesmo: um Homem Livre.
Faleceu doente, triste e sozinha, num País que se está a desagregar moralmente a olhos vistos.
Faleceu doente, triste e sozinha, num País que expulsa os que se atrevem a ser Homens Livres.
Faleceu doente, triste e sozinha. Não sei sequer se consigo chegar a tempo do funeral. Estou revoltado contra TODA a escumalha que me obrigou a estar longe, por necessidade de sobreviver.
Faleceu doente, triste e sozinha.
Em Honra dela, da Senhora que me ensinou a ser um Homem Livre, faço aqui uma promessa solene (de Homem de palavra que me Orgulho terem-me ensinado a ser):
- Não mais darei descanso a TODA esta CANALHA que a obrigou a falecer doente, triste e sozinha!
Um dia estes CANALHAS, de TODAS as cores, mais tarde ou mais cedo, deixarão de andar rodeados de seguranças, públicos (pagos por nós todos) ou privados (pagos com o que nos roubam). E nesse dia eu irei aparecer qual assombração.
E, mesmo tu, meu CANALHA de Estimação, que por inerência de funções terás segurança (da pública, paga por todos nós) para o resto da tua vida, mesmo tu, eu dizia: vais ter de olhar por cima do ombro muitas vezes. Mesmo a ti, um dia eu irei aparecer qual assombração.
Faleceu hoje a minha mãe. Faleceu doente, triste e sozinha. Estou revoltado!”

Túmulo de Cervantes: cientistas dizem ter encontrado restos do génio das letras...

Todos, um dia, acabaremos assim.
Para sermos mais precisos, também poderemos ficar reduzidos a cinzas ou papados por um predador...
Mas, deixemo-nos destes pormenores...
O que distingue Cervantes de nós é outra coisa, essa sim importante e está acessível há muito: leiam.