domingo, 1 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Mudança de local de apresentação da candidatura da CDU a S. Pedro...
Ao contrário do que foi anunciado pelos responsáveis, a apresentação da candidatura da CDU à freguesia de S. Pedro não irá decorrer no Parque de Merendas, mas sim no CLUBE MOCIDADE COVENSE, amanhã, domingo, pelas 17 horas.
Em tempo.
Esta informação foi-me transmitida pela cabeça de lista, a minha Amiga Lurdes Fonseca.
Em tempo.
Esta informação foi-me transmitida pela cabeça de lista, a minha Amiga Lurdes Fonseca.
Tó: foi bonita a festa, pá...
Foi diferente de tudo
o que tinha visto até aqui na minha Terra: claro que não esqueço o objectivo,
mas sobretudo, neste momento, relevo a atmosfera humanizada que se viveu em
torno do António Samuel.
Foi um genuíno acontecimento popular.
Pela dimensão recreativa, social e cultural, a nível local, e, claro, não o podemos escamotear, pelo seu significado político.
Pela dimensão recreativa, social e cultural, a nível local, e, claro, não o podemos escamotear, pelo seu significado político.
Mas para desespero da direita, a candidatura de António Samuel, até 29 de
setembro próximo, não vai parar de crescer.
Quem esteve ontem à noite no Mocidade Covense – e foram largas dezenas – teve oportunidade de verificar, ao vivo, que apesar de a candidatura do
António Samuel ter uma componente ideológica marcada e forte – é o candidato do
PS à Junta de Freguesia de São Pedro – tal
não impede que reflicta a imagem da diversidade e, sobretudo,
da seriedade e do humanismo do Povo da minha Terra – valores esses facilmente
transparentes e visíveis no carácter e na prática de vida do António Samuel, que eu conheço há 59 anos.
O que faltou ontem à noite na apresentação do António Samuel
ao eleitorado de S. Pedro?
A meu ver, nada. O que não correu tão bem, no que à
organização diz respeito, foi largamente superado pela atmosfera de humanismo, amizade
e fraternidade que, natural e espontaneamente, se gerou em torno do António Samuel, que não
será fácil de repetir em qualquer outra ocasião.
Foi um sentimento colectivo, simples e comovente, que transcendeu a alegria e o contentamento.
A personalidade, a atitude, a autencidade e a simplicidade do António Samuel esteve na
origem deste contágio emocional, forte e
sentido, que invadiu o público e o candidato, no momento do seu discurso.
Ao escutá-lo – e que dificuldades ele não teve para conseguir
articular as palavras, tal era a emoção!.. – renasceu em mim a esperança na Cova-Gala que eu já conheci e que faz parte do seu património natural - uma sociedade
humanizada, melhor e viva.
Essa esperança forte e quente que se sentiu ontem à noite na sala do Mocidade Covense, foi certamente um incentivo para a luta que o António Samuel ainda
terá de travar até ao próximo dia 29 de setembro.
A Cova-Gala, em breve, vai voltar a ser uma sociedade onde voltará a ser normal viver numa
atmosfera de respeito, tranquilidade, paz, amizade, fraternidade e solidariedade entre todos os covagalenses – valores esses intrínsecos e genuínos na realidade social e cultura da nossa
Terra.
«Sintético» do campo de treinos do municipal José Bento Pessoa é inaugurado hoje
PROGRAMA
17H00 - mini-Jogo de futebol entre atuais jogadores da formação da Associação Naval 1º de Maio com pontapé de saída dado pelo presidente da Câmara Municipal
17H40 - mini-Jogo de apresentação pela secção de rugby da Associação Naval 1º de Maio
18H10 - mini-Jogo de futebol entre antigos jogadores da formação da Associação Naval 1º de Maio
18H55 - Hino da Associação Naval 1º de Maio, cantado por Luís Pinto
19H00 – cerimónia protocolar de inauguração
daqui
17H00 - mini-Jogo de futebol entre atuais jogadores da formação da Associação Naval 1º de Maio com pontapé de saída dado pelo presidente da Câmara Municipal
17H40 - mini-Jogo de apresentação pela secção de rugby da Associação Naval 1º de Maio
18H10 - mini-Jogo de futebol entre antigos jogadores da formação da Associação Naval 1º de Maio
18H55 - Hino da Associação Naval 1º de Maio, cantado por Luís Pinto
19H00 – cerimónia protocolar de inauguração
daqui
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
15 de Setembro...
E se fizéssemos de conta
que estamos em 2012, em vez de fazermos de conta que não se passa nada?..
Em tempo.
Mais fotos aqui.
A baixaria para aqueles lados não tem limites...
Ontem, na universidade de verão do PSD, Alexandre Relvas explicou aos jovens laranjas que os pais deles são uns chulos que andam a viver à conta dos filhos.
Nem o facto de a intervenção de Alexandre Relvas assentar numa mentira (há muitos mais pais a sustentar os filhos do que o contrário) e ter sido feita durante um jantar, justifica as afirmações deste empresário, certamente habituado a chular trabalhadores das suas empresas - o que deve achar justo.
Nem o facto de a intervenção de Alexandre Relvas assentar numa mentira (há muitos mais pais a sustentar os filhos do que o contrário) e ter sido feita durante um jantar, justifica as afirmações deste empresário, certamente habituado a chular trabalhadores das suas empresas - o que deve achar justo.
A intervenção de Relvas - acirrando o combate inter geracional é inqualificável, própria de um escroque, mas explica a razão de haver cada vez mais filhos a bater/ matar os país.
Relvas foi muito aplaudido, pelo que se fica a saber que aqueles jovens concordam com a tese de que os pais são um estorvo e talvez seja melhor matá-los com uma injecção atrás da orelha
Relvas foi muito aplaudido, pelo que se fica a saber que aqueles jovens concordam com a tese de que os pais são um estorvo e talvez seja melhor matá-los com uma injecção atrás da orelha
No fundo, a culpa de haver gente com tanta baixeza moral como este Relvas é dos pais.Andaram a criar monstrinhos, fazendo todas as vontades aos filhos e incapazes de os contrariar nos seus desejos,exigências e birras. Não é preciso ser psicólogo, pedopsiquiatra nem pedagogo, para perceber que o resultado seria este.Talvez seja o castigo que alguns paizinhos merecem!
Se tiverem estômago para ouvir as declarações do empresário Relvas- mais um discípulo de Cavaco, cujo governo integrou- , é só seguirem o link.
Se vomitarem, a responsabilidade não é minha... (daqui)
Se vomitarem, a responsabilidade não é minha... (daqui)
Utentes da CP temem fim do comboio rápido entre Figueira e Coimbra...
A CP vai tornar público, em breve, as alterações introduzidas nos horários do Ramal Figueira da Foz-Coimbra e da Linha do Oeste, apurou o DIÁRIO AS BEIRAS.
Na Figueira da Foz, os passageiros habituais temem pelo fim do comboio rápido das 07H42, que liga esta cidade à capital do distrito em 54 minutos, e que as alterações afectem as suas rotinas. Este é aliás um dos horários mais utilizados pelos figueirenses que trabalham e estudam em Coimbra.
No sentido contrário, recorde-se, circulam dois comboios rápidos (com partida às 16H56 e às 18H35). Estas viagens duram menos tempo, porque o comboio não pára em todas as estações e apeadeiros, enquanto as restantes ligações duram mais de uma hora. Fonte da CP garantiu, porém, ao DIÁRIO AS BEIRAS que os comboios rápidos vão manter os actuais horários.
A linhagem...
Na lista de juízes do Tribunal Constitucional (TC) que votaram esta quinta-feira a lei da requalificação dos funcionários públicos faltavam seis nomes, que se encontram a gozar os últimos dias de férias antes do regresso ao trabalho.
Entre os ausentes figura Pedro Machete, filho do actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.
Entre os ausentes figura Pedro Machete, filho do actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.
E esta malta não se demite!.. É preciso ter lata...
"Tribunal Constitucional chumba requalificação da função pública".
E agora?
Será que vão arranjar 2/3 dos deputados e mudam a Constituição?..
Será que despedem o povo e arranjam outro?..
Uma coisa eu sei: não vão ficar quietos...
E agora?
Será que vão arranjar 2/3 dos deputados e mudam a Constituição?..
Será que despedem o povo e arranjam outro?..
Uma coisa eu sei: não vão ficar quietos...
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O nível intelectual a que isto chegou...
O PS acusou PSD e CDS-PP de «falta de sentido de Estado».
Não se ficando, o PSD acusou o PS de «mau perder».
E é assim, que se vai construindo a História democrática deste desgraçado País...
Não se ficando, o PSD acusou o PS de «mau perder».
E é assim, que se vai construindo a História democrática deste desgraçado País...
O melhor povo do mundo
Conheço várias pessoas que exultaram com o aumento do horário na função pública e com o corte nos subsídios. Pessoas que trabalham no privado, até estão contra o Governo, mas acham os funcionários públicos uns privilegiados. Essas pessoas (e todos os outros trabalhadores do privado) já sofreram vários cortes no seu rendimento. Directamente - via aumento de impostos e corte de subsídios - e indirectamente - por causa das consequências da crise - pessoas com salários em atraso ou que viram os seus salários cortados ou congelados pela empresa, numa falsa negociação com o patrão, sob ameaça de desemprego. E vão continuar a sofrer. O Governo começa a lançar a sua propaganda, preparando a opinião pública para mais cortes nos direitos e no rendimento dos trabalhadores. Ainda não está em vigor a última alteração que reduziu a compensação por despedimento para 12 dias e já vemos notícias que falam em pressões do FMI para que os salários do privado sejam ainda mais reduzidos. O FMI pede um corte no salário mínimo e propõe cortes nos salários (abaixo do salário mínimo) dos jovens até 24 anos ou em alternativa nos três primeiros anos de contrato. A exigência de redução de salários tem como fundamento um relatório com dados viciados, que oculta os cortes que em dois anos já foram feitos (27% dos trabalhadores no privado já sofreram cortes no seu vencimento). O plano do FMI é o que sempre foi, e se for necessário martelar números para confirmar a sua visão ideológica, fazem-no.
As pessoas que trabalham no privado e que neste momento estão satisfeitas com os cortes brutais que estão a ser feitos na função pública não perdem pela demora. Na Grécia, também tem sido assim. A cada corte no rendimento dos trabalhadores da função pública segue-se um corte no rendimento dos trabalhadores do privado. E assim sucessivamente. No final, todos ficarão a perder, é assim que funciona a desvalorização salarial que o programa de ajustamento pressupõe. Todos, menos os que estão no topo da pirâmide. Os mais ricos não estão a sofrer com crise e têm visto o seu rendimento a crescer. A transferência de rendimentos do factor trabalho para o factor capital é essencial nesta verdadeira revolução neoliberal. Quem se rirá por último não serão nem os trabalhadores do privado nem a função pública. Será quem acumula fortuna com o trabalho dos outros. E a desunião entre trabalhadores é um bem valioso para esta gente. Quando Vítor Gaspar afirmou que os portugueses eram "o melhor povo do mundo", sabia o que estava a dizer.
Via Arrastão
"Morrer em vão"...
Ministro do Ambiente a lamentar amorte de mais um bombeiro |
VIRIATO SOROMENHO-MARQUES, hoje, no Diário de Notícias
“Um retrato de Portugal”...
Já que estamos no país do futebol, ouvindo este senhorito, posso dizer que fiquei a saber que estamos falidos como a Naval, desorganizados como o ano passado o Sporting
e desmoralizados como este ano o Benfica.
"António Barreto, o sociólogo que foi ministro da Agricultura, achava que o país não precisava de produzir o que consumia, que bastava importá-lo. Por isso, restituiu as propriedades agrícolas aos seus “legítimos proprietários”, que delas fizeram belas segundas residências com piscina, campos de golfe, reservas de caça ou estâncias (agora diz-se resorts) de turismo rural. O bom homem pensava que o futuro seriam os “serviços”: aviar copos e fazer camas aos turistas seria o glorioso desígnio para um merecido desenvolvimento.
Abandonada a agricultura, o país alegremente abandonou também a indústria e as pescas, entrou de carrinho para o Mercado Comum Europeu e, logo a seguir, para a União Europeia.
Ou seja, depois de perder o império e descer ao inferno, em 1975, Portugal depressa descobriu uma nova terra de Preste João, onde a árvore das patacas está sempre em flor; o país não precisaria enfim de fazer nada; compraria tudo feito. A Europa que lhe vendia os produtos, emprestar-lhe-ia também o dinheiro para os pagar; enfim, o paraíso na terra."
Abandonada a agricultura, o país alegremente abandonou também a indústria e as pescas, entrou de carrinho para o Mercado Comum Europeu e, logo a seguir, para a União Europeia.
Ou seja, depois de perder o império e descer ao inferno, em 1975, Portugal depressa descobriu uma nova terra de Preste João, onde a árvore das patacas está sempre em flor; o país não precisaria enfim de fazer nada; compraria tudo feito. A Europa que lhe vendia os produtos, emprestar-lhe-ia também o dinheiro para os pagar; enfim, o paraíso na terra."
Em 2013, Barreto, esteve mais uma vez ao seu nível “na universidade abécula”...
É aborrecido, eu sei, mas não tornem as coisas piores...
À semelhança do que já aconteceu na Figueira, espero que grande problema da Figueira
não sejam de novo os figueirenses...
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Livros e blogues...
Alguém ainda se lembra?..
Em finais de 2009, a minha Aldeia virou livro. Sobre o
episódio, escrevi o que tinha a escrever em devido tempo.
Um dia destes, um
Amigo perguntou-me se deste Outra Margem não iria sair um dia um livro...
Claro que não, respondi de imediato.
Temos de ter consciência do nosso valor.
Eu não mereço a eternidade do papel.
Escrevo aqui, apenas,
porque tal me dá prazer, diverte, obriga a reflectir, estar atento ao
quotidiano, entre outra coisas...
Para mim, este blogue é, tão somente, a forma mais simples e
possível que encontrei de exprimir ideias, sentimentos e angústias.
Se tivesse, por exemplo, o talento do meu Amigo e colaborador neste
blogue Fernando Campos, tal como ele, dedicar-me-ia
à pintura, arte mais recatada, só exibida se essa for a vontade do autor.
Quando tal acontece à sua revelia, é
porque o artista já estará noutra galáxia...
Este blogue nunca dará livro.
Por uma razão simples.
Porque o não merece. Ponto final.
Este Outra Margem é
apenas um homem a escrever, para si e
meia dúzia de leitores...
Depois – e o mais importante – este escriba não mais dormiria
o sonho dos justos, se tivesse de ser abatida uma única árvore para imprimir tão ruim prosa, como aconteceu em 2009, com este livro apócrifo.
PSP da Figueira: obras são necessárias, mas...
Numa visita enquadrada numa «actividade rotineira», esteve
ontem nas instalações da PSP o director nacional daquele organismo. Paulo
Valente Gomes, que já havia estado no edifício depois da intempérie de Janeiro
passado, é da opinião que o imóvel «precisa de uma intervenção mais
estrutural». «Quer no exterior, quer no interior do edifício, há áreas a
carecer de uma intervenção de fundo», estando a estudar «a melhor modalidade de
financiamento».
O director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, deslocou-se,
ontem, à Divisão Policial da Figueira da Foz, para uma reunião com o presidente
da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde.
Em declarações aos jornalistas, Paulo Valente Gomes
manifestou interesse em que seja realizada uma intervenção profunda na esquadra
local.
“Estamos a estudar qual será a melhor modalidade em termos
de financiamento. Sabemos que é uma intervenção que maioritariamente compete à
Administração Central, mas analisaremos a modalidade mais adequada para
financiar a obra”, explicou o director nacional.
Só para lembrar...
O líder do CDS-PP acusa o Estado de não ser «sequer capaz de
tratar, limpar e ordenar as matas que são do Estado e que andam ao Deus dará»,
aconselhando o Governo a «corar de vergonha ao falar em floresta».(…) «O Estado
é o empresário agrícola mais incompetente de todos. Olhem, por exemplo, para o
descalabro económico na Companhia das Lezírias», acusou, sublinhando, por outro
lado, que “o Governo não foi sequer capaz de fazer o cadastro florestal,
competência que, essa sim, é pública”.
Paulo Portas, agora número dois de Pedro Passos Coelho,
entrou de férias na quarta-feira, depois de ter assumido a liderança do Governo
(…) As miniférias de Paulo Portas são de apenas três dias e o Correio da Manhã
sabe que foi aconselhado pelos mais próximos a fazer uma pausa, uma vez que
“estava a dar sinais de muito cansaço” e terá sido pressionado a parar para
descansar. Este ano, Portas foi para fora do País, ao contrário do que fez no
ano passado, onde esteve no Algarve e a praticar aulas de windsurf.
Tem sido assim na educação, na saúde, nos fogos, no desemprego, na liberdade de imprensa, em quase tudo. Será interessante observar as indignações da direita nos próximos governos socialistas. E reparem, já agora, no fretezinho do Correio da Manhã, a “contextualizar” o repouso do seu líder. (daqui)
O regresso da velha senhora...
Está de regresso a heroína.
Aconteceu o que se previa há muito...
Só ignora quem quer - quem não estuda, não lê, não quer saber...
Aconteceu o que se previa há muito...
Só ignora quem quer - quem não estuda, não lê, não quer saber...
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Um rosto do Povo...
A cultura, no essencial,
é conhecer o passado e utilizá-lo
para dar sentido ao presente.
A cultura de um homem
é o que resta das suas memórias.
No fundo, será a soma de tudo o que ele pensou e sentiu - ou seja,
conheceu e viveu.
Por isso, é que numa terra como a minha as pessoas são tão
importantes.
Neste momento, para mim, a cultura da minha terra são as pessoas que cá vivem e as vidas que elas cá viveram - não os teres e os haveres que herdaram daqueles que os antecederam.
Quem de direito, em devido tempo, podia ter tirado proveito
do maior legado que tinha à sua disposição - as pessoas.
Não o fez. Limitou-se a utilizá-las.
Se o tivesse feito tudo
teria sido melhor - para ele e para nós, como colectivo...
Não o fez... Mas, ainda nada de definitivo se perdeu, por enquanto.
A cultura continua a ser representada e escolhida pelas pessoas...
As pessoas vão decidir.
As palavras boas e as palavras más...
Cá pela Figueira, esta pré-campanha autárquica está a ser uma completa desilusão.
Vamos lá ver se a campanha propriamente dita inverte o rumo dos acontecimentos.
Ainda não desisti de duas possibilidades:
1. Da Figueira poder vir a ter, finalmente, um Presidente de Câmara capaz de rivalizar com Santana Lopes.
2. Começar, por isso, por ter uma campanha autárquica transformada numa festa de arromba, com fogo de artifício, música, um concurso de biquinis, enfim, muita animação...
Como escreveu um dia José Saramago, “as palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam.”
As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.
Lembrei-me disso ao ler estas palavras de Rui Beja.
“E a verdade é mesmo esta: António Aleixo nasceu pobre e teve de trabalhar de sol a sol para sustentar a família; Almeida, de origens humildes, viveu a vida inteira da política, daquela politicazinha mais baixa e irresponsável...
Vejam o que ele fez na Figueira da Foz, na qualidade de vereador do executivo mais despesista de toda a história autárquica do concelho!
Querem exemplos?!
Gastaram-se 300 mil euros no pórtico da entrada da cidade, 40 mil euros num tapume para tapar salinas da margem sul, 150 mil euros num natal e passagem de ano (com direito a tenda Vip, no Palácio Sotto Mayor, para a gente bem da cidade...), 350 mil euros numa discoteca na Morraceira, 900 mil euros num centro de congressos que nunca passou do papel, etc, etc.
Só neste breve resumo, contabilizo 1 milhão e 740 mil euros...”
Vamos lá ver se a campanha propriamente dita inverte o rumo dos acontecimentos.
Ainda não desisti de duas possibilidades:
1. Da Figueira poder vir a ter, finalmente, um Presidente de Câmara capaz de rivalizar com Santana Lopes.
2. Começar, por isso, por ter uma campanha autárquica transformada numa festa de arromba, com fogo de artifício, música, um concurso de biquinis, enfim, muita animação...
Como escreveu um dia José Saramago, “as palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam.”
As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.
Lembrei-me disso ao ler estas palavras de Rui Beja.
“E a verdade é mesmo esta: António Aleixo nasceu pobre e teve de trabalhar de sol a sol para sustentar a família; Almeida, de origens humildes, viveu a vida inteira da política, daquela politicazinha mais baixa e irresponsável...
Vejam o que ele fez na Figueira da Foz, na qualidade de vereador do executivo mais despesista de toda a história autárquica do concelho!
Querem exemplos?!
Gastaram-se 300 mil euros no pórtico da entrada da cidade, 40 mil euros num tapume para tapar salinas da margem sul, 150 mil euros num natal e passagem de ano (com direito a tenda Vip, no Palácio Sotto Mayor, para a gente bem da cidade...), 350 mil euros numa discoteca na Morraceira, 900 mil euros num centro de congressos que nunca passou do papel, etc, etc.
Só neste breve resumo, contabilizo 1 milhão e 740 mil euros...”
Camilo Lourenço
Camilo Lourenço escreveu um "In memoriam" a António Borges. É um tributo de boçalidade e arrogância. Logo no primeiro parágrafo já se refere a si próprio. António Borges nem um parágrafo lhe mereceu!
No terceiro parágrafo já publicita o seu livro; o mesmo que foi a correr oferecer a Passos Coelho. E por aí fora, temos Camilo, as perguntas que lhe faziam e o que ele pensava em relação ao seu homenageado. Camilo e mais Camilo.
Nunca gostei de António Borges, acho que o país ficou melhor sem o ter a influenciar as decisões do governo. Mas, nem António Borges merecia um escarro desta magnitude. Um escarro que pode ser tudo, menos inocente. Camilo sabe o que faz, promove-se. E tudo lhe serve para isso.
Obrigado Camilo por não teres a noção daquilo que és.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Cavaco pode ter muitos defeitos, mas não é ingrato...
Sempre fui educado e cresci a ter respeito pelos mortos...
Mas, como escrevi ainda a quente, “tomei conhecimento da morte de António Borges sem nenhum sentimento especial”.
Na minha opinião, quem vem defender a diminuição de salários no auge de uma crise que criou milhões de pobres e de famintos não pode ser uma pessoa de bem.
Por outro lado, Portugal perdeu muito, nos últimos dias, com a morte de 3 bombeiros. Esses, sim, de forma altruísta, deram a vida pelo país.
Com a morte de António Borges, a meu ver, Portugal nada perdeu. Contudo, isto que fique bem claro, também não considero que Portugal tenha ganho algo.
Os bombeiros estão revoltados com o silêncio de Cavaco sobre a morte de três dos seus membros. Ontem, manifestaram o seu desagrado colocando mensagens no FB da presidência, na página onde o PR exprimia o seu pesar e fazia o elogio fúnebre de um fulano que pretendia a redução dos salários dos trabalhadores portugueses para resolver a crise
Percebo a indignação dos bombeiros, mas também tenho compreensão para com a atitude de Cavaco. Vejamos...
Os bombeiros deram dinheiro a ganhar a Cavaco?
Que eu saiba - não!
Cavaco já mostrou que não é ingrato. Nunca se esqueceu da gente que lhe deu dinheiro a ganhar, como, por exemplo, o amigo Oliveira e Costa.
Então, onde esteve mal Cavaco?
A meu ver, hoje, por ter vindo apresentar a destempo uma desculpa despropositada, extraordinária e completamente escusada: a morte de bombeiros exige recato; a de Borges deve ser publicitada...
Mas, como escrevi ainda a quente, “tomei conhecimento da morte de António Borges sem nenhum sentimento especial”.
Na minha opinião, quem vem defender a diminuição de salários no auge de uma crise que criou milhões de pobres e de famintos não pode ser uma pessoa de bem.
Por outro lado, Portugal perdeu muito, nos últimos dias, com a morte de 3 bombeiros. Esses, sim, de forma altruísta, deram a vida pelo país.
Com a morte de António Borges, a meu ver, Portugal nada perdeu. Contudo, isto que fique bem claro, também não considero que Portugal tenha ganho algo.
Os bombeiros estão revoltados com o silêncio de Cavaco sobre a morte de três dos seus membros. Ontem, manifestaram o seu desagrado colocando mensagens no FB da presidência, na página onde o PR exprimia o seu pesar e fazia o elogio fúnebre de um fulano que pretendia a redução dos salários dos trabalhadores portugueses para resolver a crise
Percebo a indignação dos bombeiros, mas também tenho compreensão para com a atitude de Cavaco. Vejamos...
Os bombeiros deram dinheiro a ganhar a Cavaco?
Que eu saiba - não!
Cavaco já mostrou que não é ingrato. Nunca se esqueceu da gente que lhe deu dinheiro a ganhar, como, por exemplo, o amigo Oliveira e Costa.
Então, onde esteve mal Cavaco?
A meu ver, hoje, por ter vindo apresentar a destempo uma desculpa despropositada, extraordinária e completamente escusada: a morte de bombeiros exige recato; a de Borges deve ser publicitada...
Lamento...
Morrem três bombeiros e sua excelência está de férias.
Morre um António Borges e sua excelência vem lamentar a sua morte.
Morre um António Borges e sua excelência vem lamentar a sua morte.
A utilidade de ter tempo...
![]() |
| foto sacada daqui |
A crise, pelo menos para mim (que ainda consigo auferir um
cachet verdadeiramente exorbitante de 500 e tal euros mensais...) tem sido um manancial de saúde e alegria de viver!..
Ah: e depois ter todo o tempo do mundo para explorar os
descontos nas grandes superfícies é uma mais valia importantíssima... Os descontos têm salvo muita gente:
ontem até ressuscitaram Jesus!
Claro que a crise, para os desempregados que já deixaram de receber o subsídio, não é a mesma coisa...
Lamento por esses - pelo
menos, se não encontraram um biscato como dealers que
lhes renda um pouco mais que o ordenado mínimo…
Mas, como estava a escrever, a crise para mim tem sido um verdadeiro dilúvio de alegria e de boa-disposição.
Rejuvenesci.
Ter tempo para tudo, até para tentar perceber os truques e as manigâncias dos passos, dos portas, dos cavacos e dos seguros, tem sido um passatempo mais produtivo que sudoku. Tem sido um passatempo riquíssimo, um exercício
de intelectualidade importantíssimo...
Mas, agora, a Figueira tem mais uma maneira para ocupar o
tempo dos desempregados e reformados: tem um espelho de água novinho em folha, que o sempre talentoso “self made man” figueirense rapidamente aproveitou para lhe dar uma verdadeira utilidade: transformou-o num utilíssimo lava-pés!..
A crise, também, na Figueira é uma realidade. Mas, estou confiante que vai ser ultrapassada com brevidade.
Quem vive numa cidade onde o empreendorismo e o uso da imaginação têm este enormíssimo potencial só tem que acreditar...
domingo, 25 de agosto de 2013
A propósito da morte de António Borges...
Sem nenhum sentimento
especial, acabei de tomar conhecimento que o economista António Borges morreu
na madrugada deste domingo em Lisboa na sequência de um cancro no pâncreas.
Tinha 63 anos e o
cancro foi-lhe diagnosticado em 2010, altura em que ainda trabalhava para o
FMI. O corpo do economista estará em câmara ardente na Basílica da Estrela, a
partir desta tarde.
Licenciado em Economia e Finanças, na Universidade Técnica de Lisboa, em
1972, e doutorado em Economia pela Universidade de Stanford, nos Estados
Unidos, António Borges lecionou na Universidade Nova de Lisboa e no INSEAD, em
França. Trabalhou no banco Goldman Sachs e passou por administrações de várias
outras empresas, entre as quais o Citibank, o BNP Paribas ou a Petrogal.
António Borges era atualmente consultor do Governo para as privatizações. Algumas das suas intervenções públicas dos últimos meses levantaram críticas de vários setores da sociedade. Em setembro do ano passado, António Borges esteve envolvido numa polémica após ter chamado "ignorantes" aos empresários que criticaram as alterações à Taxa Social Única. Políticos e empresários pediram então recato e alguns sugeriram mesmo a demissão do consultor do Governo para as privatizações.
António Borges era atualmente consultor do Governo para as privatizações. Algumas das suas intervenções públicas dos últimos meses levantaram críticas de vários setores da sociedade. Em setembro do ano passado, António Borges esteve envolvido numa polémica após ter chamado "ignorantes" aos empresários que criticaram as alterações à Taxa Social Única. Políticos e empresários pediram então recato e alguns sugeriram mesmo a demissão do consultor do Governo para as privatizações.
António Borges morreu hoje. Não sou hipócrita, portanto, não é por isso que agora vou passar a dizer bem do homem. Não gostava dele e continuo a não gostar. O grande desafio da minha vida foi conseguir ter e viver uma vida normal e decente. Não tem sido fácil, mas tenho orgulho no meu percurso. Apesar dos vários Antónios Borges
com quem me tenho cruzado...
Cheques, frigoríficos, porcos... Vale tudo!
No fundo, o povão vota em corruptos porque a corrupção é a sua verdadeira natureza - num país onde o Estado não funciona e não dá o exemplo, quem não o imita ou é anjo ou é parvo. Ou as duas coisas. (daqui)
OS “SWAPS” E A CORRUPÇÃO DOS PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS
O caso dos “swaps” nas suas múltiplas facetas – quem os contratou e com quem, quem os fiscalizou, quem destruiu a documentação pertinente e porquê, etc. – é apenas um caso, entre muitos, que demonstra à evidência a corrupção dos princípios democráticos a partir de uma legitimidade pretensamente democrática decorrente dos resultados eleitorais.
Este episódio ilustrativo do que é hoje a condução política do Estado levanta um problema grave que mais tarde ou mais cedo não poderá deixar de ser enfrentado e afrontado com a coragem que a situação exige – a restauração dos valores democráticos, subvertidos e corrompidos por uma vivência política circular que faz com que quem regressa ao poder acabe sempre por chegar ao mesmo ponto daqueles que acabaram de partir, exige uma acção que vá muito para além ou vá mesmo contra a pretensa legitimidade eleitoral, ela própria degenerada e corrompida até ao grau zero da política como alguns tristes episódios da pré-campanha autárquica eloquentemente demonstram. (daqui)
Este episódio ilustrativo do que é hoje a condução política do Estado levanta um problema grave que mais tarde ou mais cedo não poderá deixar de ser enfrentado e afrontado com a coragem que a situação exige – a restauração dos valores democráticos, subvertidos e corrompidos por uma vivência política circular que faz com que quem regressa ao poder acabe sempre por chegar ao mesmo ponto daqueles que acabaram de partir, exige uma acção que vá muito para além ou vá mesmo contra a pretensa legitimidade eleitoral, ela própria degenerada e corrompida até ao grau zero da política como alguns tristes episódios da pré-campanha autárquica eloquentemente demonstram. (daqui)
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