quarta-feira, 5 de junho de 2013

Será que o senhor ministro sabe do que fala?..

Álvaro Santos Pereira: "Portugal fez reformas mais ambiciosas na Europa desde era Thatcher"!..
Em tempo.
E diz isto com orgulho… Dou-lhe o benefício da dúvida, não sabe do que fala...
"As pessoas votaram em Margaret Thatcher porque estavam descontentes com o desmesurado poder dos sindicatos, com a tributação excessiva, com serviços públicos ineficientes e que mais pareciam ser feitos por medida para aqueles que neles trabalhavam. Receberam de volta uma desigualdade crescente, o declínio do papel do Estado, a desregulação total, o afastamento da participação cívica. O sentido da vida era ficar rico e o governo existia para o facilitar. As desigualdades aumentaram, os ricos ficaram mais ricos, os pobres ficaram mais pobres, enquanto os gastos públicos com apoios, subsídios e serviços, dispararam para níveis nunca antes atingidos, na exacta proporção à queda da sua qualidade e ineficiência."

A comunicação social figueirense

A  discussão  acéfala e descontextualizada do que passa nas redes sociais,  é mais um passo para o abismo do que ainda resta da autonomia, identidade e credibilidade da comunicação social figueirense.

Ainda a propósito dos pobrezinhos que andam a roubar o Estado

A história das listas públicas dos beneficiários dos bairros sociais são mesmo para entreter o pagode. Para fomentar aquela coisa sinistra da pequena inveja e da desconfiança do outro. Para distrair aqueles que estão sempre prontos à conversa do "vão mas é trabalhar", do "anda na droga", do "cigano a viver à conta", do "preto vai mas é para a tua terra que lá é que é bom", do "é artista e nunca quis fazer nada na vida". 

A ideia que está por trás de tais medidas tem tanto que ver com transparência como eu sou a encarnação da Virgem. 

A ideia é tão simplesmente pôr os pobres contra os miseráveis e os remediados contra os pobres. Enquanto isso, os Vara, os Machado, os Salgado, os Relvas e tutti quanti passeiam-se impunemente porque têm dinheiro para pagar advogado(s). 

O problema da Justiça em Portugal não deriva certamente dos leitores do CM que gostam de ver como vivem os ricos, e ficam felizes quando se lhes rebenta o cano da retrete, nem dos cidadãos que gostam de ouvir o ministro dizer caralhadas ao telefone para sentirem que não são os únicos que a Justiça entala. 
O problema da Justiça é de quem a exerce e da merda das leis, escritas propositadamente para serem incompreensíveis por quem as faz.

O direito a uma casa social é um direito que ainda bem que existe. O processo de atribuição das casas deve ser claro e transparente. Controle-se. Quem lá mora é porque precisa. Ponto. Isto é que é um Estado de Direito. E não um Estado torto que fomenta a intriga, a inveja e a mesquinhez. 

A Beleza bateu nos médicos, porque é mais fácil bater nos médicos do que na Indústria Farmacêutica. A Maria de Lurdes bateu nos professores porque é mais fácil bater nos professores do que questionar um mundo que lança as crianças aos bichos. 

Este governo começou por bater na classe média e já vai nos desgraçados dos pobres. Puta que pariu as listas, ninguém se orgulha de ser pobre e ninguém gosta que lhe ponham uma estrela ao peito para que o reconheçam como tal - isso é coisa do Salazar e de gente ainda menos recomendável. 
 

Sacado daqui

Opinião – as coisas são como são

É uma Senhora  letrada.
Ontem,  publicou uma crónica no jornal com um cheirinho à Margarida Rebelo Pinto...
“As coisas são como são”

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cães de fila


Existe uma comunidade em franco crescimento na Figueira da Foz que segue atentamente as actividades de exibições caninas e afins.Esta semana ter-se-á realizado um certame (virtual) de grande exposição mediática, com a presença de belos espécimes a concurso.

Uma crónica de Pedro Daniel Santos, sacada daqui 

Miguel Almeida vai apresentar candidatura


Isto não está a correr nada bem…

Recordam-se  de já em 2011, durante a campanha eleitoral, Cavaco Silva ter dito que tinha pesadelos a pensar na desgraça que seria Portugal aparecer nas primeiras páginas da grande imprensa mundial?..

Festas da cidade 2013

As festividades têm início com a Feira de São João que se realiza entre os dias 19 e 30 de junho no Parque de Estacionamento da Av. de Espanha.
O programa continua no dia 23 de junho, com a Noite de São João, o ponto alto da animação das Festas da Cidade, que atrai milhares de pessoas às ruas, enchendo de tradição cada recanto da Figueira da Foz. Esta Noite começa com o 1º desfile das Marchas Populares, pelas 22H00, na Av. 25 de Abril. A abrir o desfile vem a Imperial Neptuna da Figueira da Foz, seguida da participação especial da Marcha do Grupo Instrução e Recreio Quiaense, que comemora este ano o seu centenário. A concurso desfilam 04 Marchas: Grupo Instrução e Sport (GIS), Marcha da Paróquia de Tavarede, Quiaios Clube e Sociedade Filarmónica Paionense. Num total de 400 participantes.
Após o desfile tem lugar o espetáculo piromusical, que durante 10 minutos vai iluminar a praia da Figueira da Foz e dar o pontapé de saída para a Noite mais longa do ano. A festa prolonga-se até ao nascer do dia 24 com o Banho Santo e o Dj Eduardo Patrão a animar a praia, onde os mais corajosos podem ainda saltar as quentes fogueiras de São João.
Ainda nesta noite mágica a tradição mantém-se na Rua de São Lourenço que acolhe, mais uma vez, o típico Arraial Popular.
No dia 24 de Junho realizam-se as cerimónias oficiais destas Festas. Pelas 10H30 horas tem início a respetiva Sessão Solene, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz (CAE).
Pelas 12H30 tem lugar a inauguração do Mercado Eng. Silva, que após 12 meses de trabalhos de remodelação apresenta-se com uma estrutura remodelada, mais moderna e mais adequada às necessidades do público. A inauguração culmina num almoço aberto à população no Jardim Municipal, acompanhada de vários momentos de animação.
Pelas 16H00 têm início as cerimónias religiosas com a celebração da Missa Solene, na Igreja Matriz, seguida da Procissão e a Bênção de Mar junto à Praça da Europa.
Pelas 22H00 realiza-se o 2º desfile das Marchas Populares no Coliseu Figueirense, onde são apuradas as classificações gerais das Marchas a Concurso e a Marcha eleita pelo Público. A encerrar o desfile temos mais um momento de animação com a Bruna Tuna Universitária da Figueira da Foz. O preço do bilhete é de €3,00 e a entrada é gratuita até aos 12 anos.
No encerramento do programa das Festas da Cidade / São João 2013 temos uma forte componente gastronómica. São dois os certames nos quais os pratos típicos portugueses e sobretudo da Figueira da Foz podem ser degustados:
A Feira das Freguesias reúne a oferta gastronómica das 18 freguesias do concelho no pavilhão multiusos instalado no Parque de Estacionamento da Av. de Espanha. Este ano a Feira divide-se nos seguintes momentos momentos:
- 26 a 30 de junho estão presentes as freguesias oriundas da zona Norte: Brenha / Moinhos Gândara / Quiaios / Santana; da zona Sul: Alqueidão / Borda Campo / Lavos; e da zona Urbana: São Julião / Vila Verde
- 01 e 02 de julho a Feira encerra para substituição das freguesias patentes
- 03 a 07 de julho estão presentes as freguesias oriundas da zona Norte: Alhadas / Bom Sucesso / Ferreira Nova / Maiorca; da zona Sul: Marinha das Ondas / Paião; da zona Urbana: Buarcos / São Pedro / Tavarede.
- A animação vem das freguesias, desde os ranchos, às filarmónicas, passando pelos grupos de dança e grupos etnográficos.
Nos dias 27, 28 e 29 temos a Festa da Sardinha do Coliseu Figueirense, organizada pela Malta do Viso, na qual se degusta o menu mais típico de Portugal: sardinha assada, broa e caldo verde.

Escolhas...

Sou uma pessoa de paz e gosto  de ver  as pessoas fazerem as pazes.
Para isso, é,  portanto, de toda a conveniência  que, antes,  tenham a capacidade de se  zangarem a sério…
Passos e a sua equipa já fez mais uma  escolha para mais uma zanga: “Governo quer divulgar nomes de quem mora em habitação social”…
Eu, por acaso, preferia (mas, preferia mesmo...), por exemplo,  que tivesse feito esta escolha: “gostava de saber quem são os cavalheiros  que têm dinheiro em offshores”…

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Como a Figueira não é futebol…

… custa aceitar uma derrota na recta final…
Todo o amor deixa depósito em camadas visíveis e invisíveis…
Há belos desgastes de amor sem ser de amores desgastados.
Contudo…
... ainda há quem pense que todos os figueirenses têm esferovite na cabeça e gelatina na coluna vertebral.

As próximas autárquicas na Figueira: já deu para perceber que será mais do mesmo…

Até pelas redes sociais se notam as movimentações dos  candidatos à  Câmara da Figueira e  às juntas de freguesia…
O que não admira, pois temos eleições autárquicas no próximo outono. Dentro de três meses e picos, portanto.
Como manda a tradição, uns meses  antes começaram as lutas  dentro dos partidos para encabeçar as listas e ocupar os lugares cimeiros.
Pelo andar da carruagem,  já deu para perceber  que o  fundamental continua a ser ganhar as eleições!
Conquistar o poder. Custe o que custar...
Uma dúzia, duas ou, no máximo,  três,  de dirigentes e militantes dos  partidos do chamado arco do poder,  todos “muito bem na vida”, com muitos anos de experiência “politica-estomacal” (essa é que é essa, como diria o  Eça), devem-se ter reunido, já há meses,  para decidir  os sujeitos  a encabeçar as ditas listas concelhias e o mais necessário para ganhar as eleições - que é o que verdadeiramente lhes interessa…
Não estive em nenhuma dessas reuniões, como é mais que óbvio, mas não é difícil advinhar o que lá deve ter acontecido: discutiu-se como “ganhar a Câmara  e as juntas  para o partido”.
No fundo: que métodos e meios  usar para ganhar, pois só isso interessa.
Que procissões incorporar e festas populares não deixar  perder,  que actividades e visitas efectuar  na hora das missas, que feiras não deixar escapar, em que iniciativas de massas participar, sem esquecer, apesar da crise, de  prometer, em devido tempo,  algumas obras na área do desporto, melhorias nas escolas e promessas avulsas afins…
Enfim, continuamos no mesmo do costume, quando o essencial deveria ser  querer  ganhar eleições para mudar,  para melhor, a vida dos que vivem na nossa freguesia e no nosso concelho.
Mas, não vai acontecer nada disso. Vamos ter mais do mesmo.
Eu sei que não  percebo nada disto e que a política não é coisa para gente fraca.
Mas também sei,  que tentar mudar alguma coisa,  nunca vai ser a partir do topo, terá que ser a partir da base.
“Nos momentos de crises só a imaginação é mais importante que o conhecimento” -  Albert Einstein.

Nota explicativa: no post acima só estão as fotos de João Ataíde, candidato do PS e Miguel Almeida, candidato do PSD, porque são os únicos que assumiram as candidaturas até ao momento. 

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"Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020": contributo do CEMAR

No último dia do prazo, o que aconteceu a 31.05.2013, foi enviado por Alfredo Pinheiro Marques um contributo do CEMAR para a Consulta Pública sobre a "Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020", que esteve em curso, promovida pela Direcção-Geral de Política do Mar (DGPM) do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) do Governo da República Portuguesa.
O texto em que o director do Centro de Estudos do Mar - CEMAR (Figueira da Foz - Praia de Mira), retomando e desenvolvendo alguns outros seus textos anteriores, apresenta as sugestões e propostas concretas que, neste momento, tanto pela sua parte como pela parte do CEMAR, considera serem as mais urgentes e úteis para poderem e deverem ser apresentadas.
Deixando de lado outros aspectos,  que também são muitos importantes (como os da Economia do Mar e dos Portos, ou os das Pescas Industriais, etc.),  mas que por outros autores e outras entidades poderão e deverão ser melhor tratados, com contributos mais abalizados e especializados, os dois sentidos principais para os quais, agora, o fundador e director do CEMAR julgou dever chamar a atenção dos decisores governamentais, e cuja importância, nesta hora, quis enfatizar perante o Estado português, são muito concretos e muito específicos.

PRIMEIRO: Apoiar e salvaguardar a Marinha de Guerra portuguesa (no meio do descalabro, da desolação e da catástrofe que se aproximam para as instituições e para a sociedade portuguesa), para que essa Marinha possa salvar o verdadeiro "Mar Português" (o nosso, que aqui está, e sempre aqui esteve, ao pé de nós, no Atlântico Norte, onde nós estamos);

SEGUNDO: Apoiar e salvar "Os Mais Pobres dos Pobres", os Pescadores Portugueses da pequena pesca de "cerco e alar para terra" dita "Arte-Xávega", que estão a desaparecer "como neve diante do sol". Em toda a documentação até agora produzida no âmbito desta "Estratégia" não existia nem sequer uma única menção a este tipo de pesca, e às suas comunidades de homens e mulheres, e ao seu valor identitário, cultural, social, económico, turístico, etc. 

Não acordes, não!..

domingo, 2 de junho de 2013

Piada política da semana na Figueira

 Sacada daqui

"Há dois tipos de pessoas no mundo, os que querem saber e os que querem acreditar"

Friedrich Nietzsche, filósofo, poeta, compositor e filólogo alemão - 1844/1900

Para quê preocuparmo-nos com o futuro, quando tudo está tão bem no momento presente…

Via Expresso:
"Taxa de desemprego atingiu novo pico em abril"

Em tempo. 
Há, apenas, um pequeno pormenor: o desemprego jovem a 42,5%, muito mais do dobro da taxa de média de desemprego, evidencia claramente que há uma geração que apesar de ter qualificações muito superiores às das que lhe antecederam está a ter muito menos oportunidades…

A receber pensão vitalícia desde os 39 anos!.. Onde estão os descontos correspondentes?..

foto sacada daqui

Em tempo.
Neste caso  onde é que estão os descontos correspondentes?...
Não terá sido por causa deste e de outras  centenas de  proxenetas  políticos que conhecemos de ginjeira  que a Segurança Social ficou exaurida?..

Sempre actual. Perfil do idiota…

«O idiota é geralmente competente, moralmente irrepreensível e socialmente necessário. Faz o que tem a fazer sem dúvidas ou hesitações, respeita as hierarquias, toma sempre o partido do bem e acredita religiosamente nas grandes ficções sociais.
O idiota é todo liberdades.
A idiotia também faz bem às artes, principalmente às audiovisuais. A concentração do idiota numa ideia fixa, torna-o especialmente receptivo às músicas de ritmo simples e batida forte, o que facilita extraordinariamente o comércio discográfico, com todas as vantagens que daí advêm para producers e performers, enfim, para o tecido social. No que diz respeito às artes plásticas, tudo é mais fecundo se não houver interferências entre os olhos e as mãos. As ideias perturbam, turvam o olhar, atrapalham o gesto e, nos casos de ideologite aguda, daltonizam as cores. Sem imagens, uma cabeça vazia endoidece.
O idiota puro é o idiota jovem. Com o tempo, torna-se cínico, adquire hábitos esquisitos, sempre à procura do que lhe serve ou lhe rende, em busca de técnicas para obter sucesso e se sentir bem, sereno, de boa saúde e belo aspecto: cristianismo, ioga, dieta macrobiótica, drogas, parapsicologia, psicanálise, etc.
Entre os idiotas, também começa a manifestar-se, se bem que de modo caricatural, algo que recorda o hedonismo e o utilitarismo da aristocracia de outrora: o gosto de ser servido, de se distinguir do "vulgar". Como única crítica a filmes, espectáculos, livros, etc., é frequente ouvi-los dizer: "Mas que mau gosto!"
Os idiotas andam sempre juntos: consomem os mesmos produtos, frequentam os mesmos locais, lêem os mesmos livros e jornais, e têm uma habilidade notável para descobrir e evitar quem não é idiota. Graças a Deus! 
A política, porém, unifica o conjunto da sociedade sob o signo da idiotia: pessoas estimáveis, notáveis até nos diversos domínios do saber e da cultura, quando chegam à política tornam-se idiotas. Triunfam, quer-se dizer. Tornaram-se, enfim, públicas.»


 (Publicado no Diário de Lisboa, de 12/6/87.)

À atenção de Ruy de Carvalho e outros "enganados" que, agora, andam por aí...

"Quase dois anos depois das eleições, o Governo de coligação PSD/CDS já nomeou 4463 pessoas: 1027 para os gabinetes ministeriais, 1617 para cargos dirigentes da administração pública e 1819 para grupos de trabalho e outras nomeações. Em média, ministros e secretários de Estado nomearam já mais pessoas por gabinete do que Sócrates nos seus dois primeiros anos de mandato." 

 Via Diário de Notícias

Em tempo.
Sabem porque chegámos aqui?
Eu recordo.
2.159.742 portugueses, com o seu voto, deram o aval para que este senhor destruísse o País, com este e outros monumentos ao populismo... 
«Temos de ter um Governo que se possa sentar-se à volta de uma mesa e que, com o primeiro-ministro, possa responder pelas decisões que são tomadas. E isto pode-se fazer com um Governo muito mais pequeno e com um número de ministros não superior a dez», disse ele com ar pausado...
E 2.159.742, acreditaram e deram-lhe o benefício da dúvida...

Escolha de vida

Antes ter amargos de boca do que ficar com boca de lacaio.

Bom domingo

sábado, 1 de junho de 2013

Humor negro: "Concelhia do PSD de Lisboa com malas à porta, por não ter dinheiro para a renda"!..

Daqui

Que aliviado que eu estou...

"Passos não culpa ninguém se quiserem escolher outros para governar"...

Cada um sabe a delícia de ser o que é…

fotos sacadas daqui
Às vezes deveríamos ser de ferro, para dias menos felizes...
Outras vezes,  ser de ferro negaria a beleza da nossa fragilidade.
Há momentos que não têm explicação.
Há atitudes que nos calam ...
Fiquemos, pois, pelo silêncio, que é a voz que me sossega os momentos em turbilhão ...
Como este…

António Aleixo

"Esta mascarada enorme
Com que o mundo nos aldraba
Dura enquanto o povo dorme
Quando ele acordar, acaba"

Em legítima defesa

Todos, a meu ver, cada um à sua maneira, pese embora o que nos divide e o que nos move, gostamos da Figueira.
Portanto,  todos nós, SOMOS FIGUEIRA. 
A Figueira é  importante  para todos nós…
Como disse um dia um político do país, mas  também  da nossa cidade,  “gostem ou não, vou continuar a andar por aqui.”
Vivo num país onde um governo - este governo PSD/CDS -, contribuiu para acabar com o meu posto de trabalho, minguar-me o subsídio de desemprego, pode vir a negar-me a futura  pensão de reforma, ou pode mesmo vir a roubar-me o pouco que tenho no banco para uma eventualidade...
Tudo isso pode acontecer-me. A mim, ou a si, caro leitor.
Mas, vivo na cidade que gosto, onde ninguém vai conseguir  tirar-me a voz ou a alegria de estar vivo.
Porque eu não quero! Porque eu não deixo!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

E as mães, os pais e os filhos dos outros que se lixem?..

O deputado do PSD José Manuel Canavarro pediu a palavra para «defender a honra da mãe», considerando ser «inadmissível» que a tenham insultado. «As nossas mães não são para aqui chamadas», exclamou.

Via TVI

Dia da Criança


Baralhou e tornou a tirar...


Os subsídios de desemprego e de doença superiores a 419 euros por mês vão ser sujeitos ao pagamento de taxas de 6% e 5%, respetivamente. Com a criação de uma salvaguarda de isenção para as prestações inferiores àquele montante, correspondente ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS), o Governo contornou a recente inconstitucionalidade declarada pelo Tribunal Constitucional. A medida está inscrita no Orçamento Retificativo, ontem aprovado em Conselho de Ministros, onde estão incluídos cortes na despesa pública equivalentes ao chumbo de 1,3 mil milhões de euros declarado pelo Tribunal Constitucional. E terá um efeito financeiro evidente no subsídio de desemprego de valor mais elevado (ver infografia). A aplicação de uma taxa de contribuição de 6% sobre o subsídio de desemprego irá abranger um universo de quase 400 mil desempregados.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mais uma Colectividade do nosso concelho a viver momentos difíceis...

Se não acontecer um milagre,o Grupo Desportivo Cova-Gala, um clube que formou alguns craques, mas muitos Homens e uma  agremiação desportiva com história, no nosso concelho e no distrito de Coimbra, fecha as portas em Junho...

Alguém leva a sério que o ministro das Finanças consiga torcer pelo benfica?..

E se deixassem  de gozar com os "palhaços"?..

Curiosidades marginais (III): Porto Comercial e Zona Industrial e os erros estratégicos de localização

O assoreamento do Rio Mondego é um problema antigo e complicado. Mas, para a Figueira, nem tudo sempre foram desvantagens.
Antes do século XI, o Mondego navegável era a estrada natural para o comércio existente nos princípios da nacionalidade. Coimbra, Soure, Verride, Montemor-O-Velho eram então importantes praças comerciais e influentes portos fluviais no centro do país. Por sua vez, a Figueira limitava-se a ser um pequeno ponto localizado na foz do Mondego.
A partir do século XII, porém, o assoreamento do Mondego, com a natural perda da navegabilidade que daí resultou, fez com que um pequeno povoado pertencente ao concelho de Tavarede viesse a ganhar actividade e importância e se desenvolvesse até à cidade na moda, cosmopolita, mas ainda provinciana, dos dias de hoje.
E tudo começou, em boa parte, por há cerca de oitocentos anos o rio ter começado a ficar impraticável para a navegação. Como em tantos outros casos, o mal de uns foi a sorte de outros.
O rio e o porto estão associados ao crescimento da Figueira e são factores de desenvolvimento concelhio, pelo que deveria ter havido (e continuar a haver) o máximo de cuidado e planeamento na execução e expansão das obras portuárias.
As razões são óbvias: basta verificar qual será a função principal do porto comercial.
Fácil de responder: proporcionar o escoamento a mercadorias da zona centro do país, em especial das empresas sediadas na zona industrial da Figueira da Foz e das celuloses.
Sendo a Figueira, como sabemos, um porto problemático a vários níveis, nomeadamente por sofrer a influência das marés, enferma de um erro estratégico de fundo: a localização. A teimosia, ou a falta de visão, em manter o porto comercial na margem norte é um factor condicionante para as condições de funcionalidade da estrutura portuária.

Duas razões simples:
1º. Se estivesse na margem sul estaria mais perto das fábricas, o que pouparia as vias de comunicação que dão acesso ao porto comercial e evitaria a sobrecarga no tabuleiro da ponte da Figueira.
2º.  Principalmente no inverno, os navios acostados no cais comercial têm frequentes problemas de segurança, ao ponto de, por vezes, ser necessária a sua deslocação para a zona abrigada do porto de pesca com as demoras e despesas daí resultantes, o que torna mais onerosa e menos operacional a vinda dos navios à barra da Figueira.

Tempo é dinheiro no competitivo mercado dos transportes marítimos. O mal, contudo, está feito, mas não pode ser escamoteado. Até porque a vinda para a margem sul do porto de pesca não foi inocente. Era poluente ...
Também podemos aprender com os erros. E erro estratégico foi, igualmente, a implantação da zona industrial logo a seguir à zona habitacional da Gala, quando teria sido perfeitamente possível e fácil a sua deslocação mais para sul, possibilitando assim a criação de uma zona tampão entre as fábricas e as residências.
É uma questão pertinente, apesar do optimismo que aí vai com a notícia da implantação de uma fábrica que, segundo a responsável pela gestão do Parque Industrial, “é o maior projecto”, desde que a câmara tomou posse dos terrenos da zona industrial.
Com erros, ou sem erros, porto comercial e zona industrial são estruturas complementares no progresso e desenvolvimento do nosso concelho. Contudo, convém que o planeamento seja devidamente sustentado, pois erros já foram cometidos bastantes. Apesar dos alertas feitos em devido tempo.
Historicamente é conhecido que a ocupação espanhola dos Filipes foi penosa para Portugal. Na Figueira, conforme pode ler-se no Manifesto do Reino de Portugal, “nos séculos XV e XVI até as pescarias não eram seguras, porque nos nossos portos tomavam mouros e turcos as mal defendidas barcas de pesca; cativavam e faziam mercadoria humana dos miseráveis pescadores; e ainda se atreviam licenciosa e insolentemente ao mesmo nos lugares marítimos, como senão tiveram rei que os pudesse defender; e proibida a pescaria faltava ao reino uma considerável parte do seu sustento”.
Isto aconteceu na dinastia dos ocupantes Filipes. Nesse tempo, mouros, turcos e habitantes do norte da europa, todos piratas, saquearam e flagelaram Buarcos e a Figueira. Essa realidade só veio a mudar com a independência, a partir de 1640.
Todavia, só em meados do século XVIII o porto da Figueira conheceu o esplendor, beneficiando, é certo, de um factor exógeno: a quase inutilização da barra de Aveiro. Mais uma vez, o mal de uns foi a sorte de outros.
A região interior centro passou a processar o movimento de importação e exportação das mercadorias pelo porto da Figueira, a tal ponto que embora com demoras, dificuldades e riscos, a nossa cidade “ foi considerada a terceira praça comercial e marítima do país do século XIX”.
De então para cá aconteceram períodos mortos, avanços, recuos, estudo e mais estudos técnicos, ilusões, desencantos, mentiras, mas, nas últimas dezenas de anos, apesar de tudo, avançou-se desde o cais de madeira obsoleto e podre, apenas equipado com uma grua a vapor, tempos esses aliás ainda presentes na nossa memória.
Pena foi o cais comercial ter morto e enterrado as memoráveis regatas de outros tempos. Também por isso, porque é que não o implantaram na margem sul?

Em tempo.
Crónica Marginal de  António Agostinho, 18 de Junho de 2001, publicada no jornal Linha do Oeste